Ainda falta muito para considerarmos que o time esteja ajustado (como bem sabe quem leu o Update do Jogo no post abaixo, ao fim da primeira etapa da partida), mas levando-se em consideração o que apresentou no segundo tempo do seu jogo contra o Resende, a torcida tem motivos para acreditar que o Vasco terá ao menos um time competitivo num futuro próximo.
Mas o time começou mal. A aposta em Fernandinho não vingou e o time, apesar de dominar o jogo, não conseguia levar perigo à meta do adversário. O substituto do Carlos Alberto parecia afobado, não conseguia acertar dribles nem passes e, como não tinha tido ainda a chance de jogar com o time, era uma peça ainda mais desentrosada que o restante. Some isso a um Alex Teixeira que não se entendia com a bola, um Jéferson novamente apagado e um Pimpão completamente isolado na frente (até porque o setor de criação não se entendia e a bola não chegava ao ataque) e está explicada a ineficiência ofensida do time. O Resende, que se não é uma potência, de bobo não tem nada, jogava fechadinho, indo na boa nos contra-ataques. E como o Vasco deixava alguns espaços na marcação, o Resende acabou criando mais chances de gol. E acabou saindo na frente no placar, num daqueles chutes que só acertam contra a gente: o zagueiro Leandro solta uma patada de falta, a bola desvia na barreira e entra sem que o Tiago pudesse fazer qualquer coisa a respeito. O gol acendeu o sinal amarelo no time, que partiu pra cima com mais ímpeto mas com a mesma ineficiência. Até que, depois da “água” muito bater, a “pedra” foi furada. Como as jogadas não apareciam, uma bola parada resolveu: aos 41, Paulo Sérgio novamente cruzou na medida para Nilton fazer mais um gol de cabeça. O empate serviria para tranquilizar o time no segundo tempo, mas a torcida esperava uma grande melhoria no segundo tempo.
E foi nessa hora que Dorival Jr. pode mostrar competência. Mexeu no time – tirando o Fernandinho e colocando o Élton – e com o ânimo dos jogadores e o resultado logo apareceu em campo. A postura mudou e mesmo com o Resende se mantendo na retranca, levamos mais perigo desde o começo. Com Alex Teixeira mais recuado e com Élton ajudando o Pimpão na frente, o lances de perigo não demoraram a aparecer. Logo aos 4 minutos o Pimpão acertou a trave, quase desempatando.
Com o time mais certinho em campo, todos subiram de produção, principalmente o Alex Teixeira – que pra compensar, ainda é uma lástima finalizando. O Resende não conseguia passar do meio de campo e a pressão do Vasco era total. Alex tinha várias opções para jogadas, já que tanto Paulo Sérgio quanto Ramon apoiavam bastante e Élton e Pimpão criavam os espaços com sua movimentação. O ponto dissonante era Jéferson, que continuava mal. E sua saída para a entrada do Faioli, aos 20 minutos, foi decisivo para o resultado.
Confesso que, acostumado com a sequência de técnicos retranqueiros que o Vasco teve nos últimos anos, achei arriscada a substituição. Jogar com 3 atacantes poderia deixar nosso time muito vulnerável. Mas Dorival Jr. mostrou que sabia o que estava fazendo: se já pressionávamos com apenas dois homens de frente, a entrada de Faioli fez com que o Vasco literalmente abafasse o Resende, que não conseguiu resistir muito. Aos 24, depois de uma tabela entre o Paulo Sérgio e o Pimpão, nosso atacante-marrento sofre pênalti, convertido pelo Tiago (para delírio do bom público no estádio).
A virada veio mas o Vasco não parava de pressionar. A movimentação do time arrasou com a zaga do Resende, que começou a apelar para as faltas. E foi isso que decretou o fechamento do caixão de vez. Aos 28, Breno faz uma falta desclassificante no Élton e é expulso. O que deixou as coisas ainda mais fáceis. Com mais espaço, Faioli fez uma bela jogada e encontrou Pimpão na pequena área, que escorou e deu números finais à partida. Com o resultado garantido e dois jogadores a mais em campo (o Resende ainda teve outro jogador expulso) o Vasco diminuiu o ritmo e esperou o jogo acabar.
Depois do início preocupante, o Vasco fez no segundo tempo a que talvez tenha sido sua melhor apresentação no ano. Agora, o Vasco é líder do grupo, tem o melhor ataque, o artilheiro do campeonato e vai com mais moral para o clássico de domingo. Com a volta do Carlos Alberto e com alguns ajustes que o Dorival deve fazer (não dá pra deixar o Élton ou o Faioli fora do time), temos tudo para termos finalmente uma equipe definida. Depois é treinar, treinar e treinar pro entrosamento aparecer de vez.
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Dorival Jr. mostrou à torcida ontem que, depois de muito tempo, finalmente temos um técnico no Vasco. Vários fatores mostram isso:
1) Na escalação, optou pelo Fernandinho por ser o jogador que acreditava poder manter o esquema do time mais parecido com o que vinha sendo utilizado. Pensou antes em seguir o que vinha sendo executado, para acelerar o entrosamento do time.
2) Já no jogo, vendo que a substituição não deu certo, reconheceu o fato e não agiu como uma penca de treinadores por aí que insistem no erro ou por orgulho, ou porque esperam um milagre.
3) Além de substituir certo – outra coisa que não víamos há muito – conseguiu motivar a equipe e mudar a postura do elenco no intervalo do jogo. O Vasco que começou o jogo para o Vasco que iniciou o segundo tempo eram dois completamente diferentes.
4) Vendo que o time precisava do resultado, calculou os riscos e deixou o time mais ofensivo, com a entrada do Faioli. Segundo o repórter na transmissão, Dorival Jr. viu que o técnico do Resende colocaria mais um volante no time e arriscou. Deu certo e provou que nem sempre a cautela é o melhor remédio
5) Fazia tempo que o Vasco não vencia três partidas seguidas. Mesmo assim, o Dorival sabe que o time não está pronto e mantém o discurso pé-no-chão.
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O Resende não foi dos adversários mais complicados para nossa defesa. Mesmo sem ser muito exigido, Tiago conseguiu ser um dos destaques da partida. Mas não pelas suas defesas – ele precisou fazer apenas duas dignas de nota: numa falta, logo no começo do jogo (em que não fez seu famoso golpe de vista) e num chute do Bruno Meneghel que foi em cima dele – mas pelo seu terceiro gol de pênalti com a camisa do Vasco. Fora isso, Tiago apareceu quando foi tentar cobrar faltas. “Tentar” porque no primeiro lance, absurdamente não deixaram ele bater, apesar de estar ao lado da bola (e o Paulo Sérgio ainda cobrou mal pra caramba) e no segundo, a barreira estava muito perto.
Já o miolo de zaga…bom, Fernando e Titi vão ali, fazendo o deles, né? Tentam não errar, tentam acompanhar os atacantes, às vezes conseguem, às vezes não. Ontem, jogaram sério e não comprometeram. Lógico que o fato do Resende não ter conseguido passar do meio de campo no segundo tempo ajudou os caras.
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Paulo Sérgio e Ramon foram bem na partida. O começo não foi dos melhores (mas não foi bom pra nenhum jogador do time): Paulo Sérgio errava passes pela direita e Ramon não conseguia dar prosseguimento nas suas jogadas. No segundo tempo subiram muito de produção (como subiu todo o time) . Como o Resende não fazia jogadas pelas alas, nossos laterais apoiaram muito mais que defenderam. Ramon criando jogadas com Élton e Alex Teixeira e algumas vezes finalizando e Paulo Sérgio, triangulando com quem pintasse na direita, seja o Alex Teixeira, Pimpão ou Faioli.
Sobre o Paulo Sérgio vale o comentário: teve gente aqui no blog falando que nosso lateral direito é um lixo. Não vamos dizer que o cara é craque, mas um lixo? Basta ver o retrospecto: três jogos, três cruzamentos perfeitos seguidos de gol. Ontem ele ainda iniciou a jogada que nos rendeu um pênalti.
Na boa? Não estou com a menor saudade do Wagner “banco da bambilândia” Diniz.
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Se a zaga ontem não teve problemas, deve isso à nossa cabeça-de-área ontem. O setor foi tão eficiente que até gol fez – o que já é rotina para o Nilton – e, mais inacreditável, até o Amaral foi bem!
Mas o Nilton merece um comentário maior. A cada jogo ele comprova que é, até agora, o melhor reforço do time. Muita disposição, grande poder de marcação – sem ser desleal, o que é muito importante – e uma qualidade aceitável de passe. Com essas características, Nilton pode atuar tanto como primeiro ou segundo volante. Não importa quem venha: Léo Lima, Amaral, Veras ou Mateus. Nilton no momento é o único titular absoluto do Vasco.
Ah…como se não bastasse estar batendo um bolão na sua posição, Nilton ainda é o artilheiro do time e do campeonato. Ou seja, tem feito o trabalho do ataque melhor que qualquer homem de frente do Vasco.
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Ontem, dos armadores do time só dá pra elogiar mesmo um e apenas pelo segundo tempo. O primeiro tempo desastroso do Fernandinho e do Jéferson foi o principal problema do Vasco no jogo. Sem conseguir articular jogadas, não conseguimos transformar o domínio em ameaça ao gol adversário. Fernandinho parecia nervoso com a estréia, suas jogadas e dribles não encaixavam, o que pode ser explicado pela falta de ritmo de jogo. Mas essa desculpa não serve para mais uma atuação apagada do Jéferson. Titular desde a primeira partida, ele devia se apresentar um pouco melhor que o estreante Fernandinho, mas ficou no mesmo nível.
O time só começou a articular com eficiência quando Élton entrou no lugar do Fernandinho. Alex Teixeira veio para armar e subiu de produção. Com o apoio das laterais e a movimentação dos homens de frente, o Vasco começou a não apenas pressionar, mas levar perigo ao Resende. E mesmo quando Jéferson saiu para a entrada do Faioli, Alex segurou bem a onda como único armador do time.
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Foram tantos os atacantes em campo ontem que é melhor ir por partes:
Alex Teixeira – enquanto ficou no ataque, no primeiro tempo, não foi bem. Como Fernandinho e Jéferson não ajudavam, ele teve que recuar muito para buscar as jogadas. Isso acarretou duas coisas: o Pimpão ficou com quem jogar e como AT caia muito pela direita, acabou atrapalhando o apoio do Paulo Sérgio. No segundo tempo, reposicionado em campo, AT melhorou junto com o time.
Pimpão – o garoto ficou completamente isolado no primeiro tempo, mas como sempre mostrou disposição. Com o time mais acertado depois do intervalo, começou a produzir mais, já que passou a ter a companhia do Paulo Sérgio pela direta, do Élton pelo meio e do Alex Teixeira nos dois setores. O moleque tem personalidade, não tem medo de driblar e mostra uma confiança impressionante. Foi premiado com um gol dado de bandeja pelo Faioli.
Élton – entrando no lugar de um meia para ficar mais fixo na área, Élton acabou criando em pouco tempo muito mais jogadas que Jéferson e Fernandinho juntos. Tabelando bem com Ramon, Alex e Pimpão, sua entrada mudou a cara do time. Ainda é visível sua falta de ritmo – percebe-se por alguns passes errados e pelas finalizações imprecisas – mas pelo que mostrou, com algum tempo vai dificultar a vida dos que disputam uma vaga de titular na equipe.
Faioli – Não foi decisivo como no jogo contra o Tigres mas foi melhor que na partida contra o Duque de Caxias. Talvez sua motivação tenha sido o fato do Dorival ter escolhido ao Élton para entrar no intervalo. Querendo mostrar serviço, Faioli pecou em alguns lances por querer atravessar sozinho e de uma vez a defesa adversária e conduzir demais a bola. Quando distribuía o jogo com quem estava bem posicionado, foi bem, como no lance em que encontrou o Pimpão livre para marcar o 3º gol do time.
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Mesmo sem poder participar da partida, Carlos Alberto treinou em tempo integral em Volta Redonda e ainda assitiu ao jogo ao lado do Dinamite.
Pode até ser média, mas se o Casalberto quer mostrar comprometimento com o grupo, está indo pelo caminho certo. É mais um motivo para a diretoria se esforçar dobrado para mantê-lo até pelo menos o final do ano.
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Como diria o grande Tom Jobim, as águas de março que fecham o verão são promessa de vida nos nossos corações. Assinatura com a Eletrobrás, Sócio-Torcedor e camisas populares: tudo está prometido para mês que vem. Aguardemos…