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Só o horário complica

qui, 04/02/10
por JC |

resendevasO Resende recebe o Vasco hoje pela 6ª rodada da Taça Guanabara. Contaremos com a volta do Carlos Alberto ao time, que completa o trio ofensivo sinistro com Coutinho e Dodô. Léo Gago também volta ao time e teremos um lateral de ofício na direita, com a entrada do Elder Granja. Nosso anfitrião não tem mais pretensões nesse turno, não tem uma defesa das mais sólidas e certamente entraremos em campo para nos classificarmos matematicamente para as semifinais, manter os 100% de aproveitamento (o único do campeonato), aumentar o saldo de gols, voltar a ser o melhor ataque do Carioca e, se possível, conseguir a artilharia isolado com o sr. Ricardo Lucas.

Só o horário do jogo, às 18:30, atrapalha: muitos torcedores sequer terão saído do trabalho a essa hora. E como jogo só será transmitido no PPV, certamente os botecos que passarem a partida ficarão lotados. Mas não se empolguem na comemoração: a patroa não vai aceitar a vitória como desculpa para você chegar em casa tarde e cheio de cerveja na cabeça.

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Ficha técnica
Ficha técnica

Mas falando do time que entrará em campo, ele está bem próximo do que o Mancini considera o ideal. O meio com Rafael Carioca, Léo Gago, Souza e Carlos Alberto é indiscutível. Coutinho se deu bem no ataque com Dodô e parecem mesmo ser os homens de frente. As dúvidas ficam mesmo na zaga e na lateral direita: Fernando e Titi não convencem boa parte da torcida e Elder Granja não tem essa moral toda para ser tão absoluto no lugar do Fagner.

Mas as dúvidas ficam por conta da torcida. Mancini parece mesmo gostar da zaga do estadual do ano passado. Mesmo assim, ainda acho que Martinelli e Gustavo poderiam formar o setor.

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E por falar no Fagner, no que depender da sua volta aos jogos, Granja ficará ainda muito tempo como titular. Ele não tem previsão de volta e já está fora da Taça Guanabara. Outro que está fora de combate é o Rafael Coelho, com dores no púbis. Pelo menos, esse desfalque é num setor que não temos tido problemas.

E enquanto dois jogadores ficam no estaleiro, o visitante mais frequente do departamento médico finalmente está liberado. Depois de uma sequência inacreditável de contusões, Jeferson finalmente está recuperado. Caso o treinador resolva poupar jogadores na última rodada do turno, o ex-camisa 10 do Vasco pode ser relacionado contra o Madureira.

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Como a linguaruda da minha patroa fez questão de informar a todos, agora tenho compromissos profissionais que vão me impedir de atualizar comentários com a mesma regularidade. Os posts também podem demorar mais um pouco para sair. Conto com a compreensão dos leitores.

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Hoje, n´Os 4 Grandes: em um mundo perfeito, o Vasco não deveria dinheiro aos jogadores do elenco de 2008.

Virada, artilharia e liderança

qui, 05/02/09
por JC |

Ainda falta muito para considerarmos que o time esteja ajustado (como bem sabe quem leu o Update do Jogo no post abaixo, ao fim da primeira etapa da partida), mas levando-se em consideração o que apresentou no segundo tempo do seu jogo contra o Resende, a torcida tem motivos para acreditar que o Vasco terá ao menos um time competitivo num futuro próximo.

Mas o time começou mal. A aposta em Fernandinho não vingou e o time, apesar de dominar o jogo, não conseguia levar perigo à meta do adversário. O substituto do Carlos Alberto parecia afobado, não conseguia acertar dribles nem passes e, como não tinha tido ainda a chance de jogar com o time, era uma peça ainda mais desentrosada que o restante. Some isso a um Alex Teixeira que não se entendia com a bola, um Jéferson novamente apagado e um Pimpão completamente isolado na frente (até porque o setor de criação não se entendia e a bola não chegava ao ataque) e está explicada a ineficiência ofensida do time. O Resende, que se não é uma potência, de bobo não tem nada, jogava fechadinho, indo na boa nos contra-ataques. E como o Vasco deixava alguns espaços na marcação, o Resende acabou criando mais chances de gol. E acabou saindo na frente no placar, num daqueles chutes que só acertam contra a gente: o zagueiro Leandro solta uma patada de falta, a bola desvia na barreira e entra sem que o Tiago pudesse fazer qualquer coisa a respeito. O gol acendeu o sinal amarelo no time, que partiu pra cima com mais ímpeto mas com a mesma ineficiência. Até que, depois da “água” muito bater, a “pedra” foi furada. Como as jogadas não apareciam, uma bola parada resolveu: aos 41, Paulo Sérgio novamente cruzou na medida para Nilton fazer mais um gol de cabeça. O empate serviria para tranquilizar o time no segundo tempo, mas a torcida esperava uma grande melhoria no segundo tempo.

E foi nessa hora que Dorival Jr. pode mostrar competência. Mexeu no time – tirando o Fernandinho e colocando o Élton – e com o ânimo dos jogadores e o resultado logo apareceu em campo. A postura mudou e mesmo com o Resende se mantendo na retranca, levamos mais perigo desde o começo. Com Alex Teixeira mais recuado e com Élton ajudando o Pimpão na frente, o lances de perigo não demoraram a aparecer. Logo aos 4 minutos o Pimpão acertou a trave, quase desempatando.

Com o time mais certinho em campo, todos subiram de produção, principalmente o Alex Teixeira – que pra compensar, ainda é uma lástima finalizando. O Resende não conseguia passar do meio de campo e a pressão do Vasco era total. Alex tinha várias opções para jogadas, já que tanto Paulo Sérgio quanto Ramon apoiavam bastante e Élton e Pimpão criavam os espaços com sua movimentação. O ponto dissonante era Jéferson, que continuava mal. E sua saída para a entrada do Faioli, aos 20 minutos, foi decisivo para o resultado.

Confesso que, acostumado com a sequência de técnicos retranqueiros que o Vasco teve nos últimos anos, achei arriscada a substituição. Jogar com 3 atacantes poderia deixar nosso time muito vulnerável. Mas Dorival Jr. mostrou que sabia o que estava fazendo: se já pressionávamos com apenas dois homens de frente, a entrada de Faioli fez com que o Vasco literalmente abafasse o Resende, que não conseguiu resistir muito. Aos 24, depois de uma tabela entre o Paulo Sérgio e o Pimpão, nosso atacante-marrento sofre pênalti, convertido pelo Tiago (para delírio do bom público no estádio).

A virada veio mas o Vasco não parava de pressionar. A movimentação do time arrasou com a zaga do Resende, que começou a apelar para as faltas. E foi isso que decretou o fechamento do caixão de vez. Aos 28, Breno faz uma falta desclassificante no Élton e é expulso. O que deixou as coisas ainda mais fáceis. Com mais espaço, Faioli fez uma bela jogada e encontrou Pimpão na pequena área, que escorou e deu números finais à partida. Com o resultado garantido e dois jogadores a mais em campo (o Resende ainda teve outro jogador expulso) o Vasco diminuiu o ritmo e esperou o jogo acabar.

Depois do início preocupante, o Vasco fez no segundo tempo a que talvez tenha sido sua melhor apresentação no ano. Agora, o Vasco é líder do grupo, tem o melhor ataque, o artilheiro do campeonato e vai com mais moral para o clássico de domingo. Com a volta do Carlos Alberto e com alguns ajustes que o Dorival deve fazer (não dá pra deixar o Élton ou o Faioli fora do time), temos tudo para termos finalmente uma equipe definida. Depois é treinar, treinar e treinar pro entrosamento aparecer de vez.

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Dorival Jr. mostrou à torcida ontem que, depois de muito tempo, finalmente temos um técnico no Vasco. Vários fatores mostram isso:

1) Na escalação, optou pelo Fernandinho por ser o jogador que acreditava poder manter o esquema do time mais parecido com o que vinha sendo utilizado. Pensou antes em seguir o que vinha sendo executado, para acelerar o entrosamento do time.

2) Já no jogo, vendo que a substituição não deu certo, reconheceu o fato e não agiu como uma penca de treinadores por aí que insistem no erro ou por orgulho, ou porque esperam um milagre.

3) Além de substituir certo – outra coisa que não víamos há muito – conseguiu motivar a equipe e mudar a postura do elenco no intervalo do jogo. O Vasco que começou o jogo para o Vasco que iniciou o segundo tempo eram dois completamente diferentes.

4) Vendo que o time precisava do resultado, calculou os riscos e deixou o time mais ofensivo, com a entrada do Faioli. Segundo o repórter na transmissão, Dorival Jr. viu que o técnico do Resende colocaria mais um volante no time e arriscou. Deu certo e provou que nem sempre a cautela é o melhor remédio

5) Fazia tempo que o Vasco não vencia três partidas seguidas. Mesmo assim, o Dorival sabe que o time não está pronto e mantém o discurso pé-no-chão.

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O Resende não foi dos adversários mais complicados para nossa defesa. Mesmo sem ser muito exigido, Tiago conseguiu ser um dos destaques da partida. Mas não pelas suas defesas – ele precisou fazer apenas duas dignas de nota: numa falta, logo no começo do jogo (em que não fez seu famoso golpe de vista) e num chute do Bruno Meneghel que foi em cima dele – mas pelo seu terceiro gol de pênalti com a camisa do Vasco. Fora isso, Tiago apareceu quando foi tentar cobrar faltas. “Tentar” porque no primeiro lance, absurdamente não deixaram ele bater, apesar de estar ao lado da bola (e o Paulo Sérgio ainda cobrou mal pra caramba) e no segundo, a barreira estava muito perto.

Já o miolo de zaga…bom, Fernando e Titi vão ali, fazendo o deles, né? Tentam não errar, tentam acompanhar os atacantes, às vezes conseguem, às vezes não. Ontem, jogaram sério e não comprometeram. Lógico que o fato do Resende não ter conseguido passar do meio de campo no segundo tempo ajudou os caras.

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Paulo Sérgio e Ramon foram bem na partida. O começo não foi dos melhores (mas não foi bom pra nenhum jogador do time): Paulo Sérgio errava passes pela direita e Ramon não conseguia dar prosseguimento nas suas jogadas. No segundo tempo subiram muito de produção (como subiu todo o time) . Como o Resende não fazia jogadas pelas alas, nossos laterais apoiaram muito mais que defenderam. Ramon criando jogadas com Élton e Alex Teixeira e algumas vezes finalizando e Paulo Sérgio, triangulando com quem pintasse na direita, seja o Alex Teixeira, Pimpão ou Faioli.

Sobre o Paulo Sérgio vale o comentário: teve gente aqui no blog falando que nosso lateral direito é um lixo. Não vamos dizer que o cara é craque, mas um lixo? Basta ver o retrospecto: três jogos, três cruzamentos perfeitos seguidos de gol. Ontem ele ainda iniciou a jogada que nos rendeu um pênalti.

Na boa? Não estou com a menor saudade do Wagner “banco da bambilândia” Diniz.

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Se a zaga ontem não teve problemas, deve isso à nossa cabeça-de-área ontem. O setor foi tão eficiente que até gol fez – o que já é rotina para o Nilton – e, mais inacreditável, até o Amaral foi bem!

Mas o Nilton merece um comentário maior. A cada jogo ele comprova que é, até agora, o melhor reforço do time. Muita disposição, grande poder de marcação – sem ser desleal, o que é muito importante – e uma qualidade aceitável de passe. Com essas características, Nilton pode atuar tanto como primeiro ou segundo volante. Não importa quem venha: Léo Lima, Amaral, Veras ou Mateus. Nilton no momento é o único titular absoluto do Vasco.

Ah…como se não bastasse estar batendo um bolão na sua posição, Nilton ainda é o artilheiro do time e do campeonato. Ou seja, tem feito o trabalho do ataque melhor que qualquer homem de frente do Vasco.

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Ontem, dos armadores do time só dá pra elogiar mesmo um e apenas pelo segundo tempo. O primeiro tempo desastroso do Fernandinho e do Jéferson foi o principal problema do Vasco no jogo. Sem conseguir articular jogadas, não conseguimos transformar o domínio em ameaça ao gol adversário. Fernandinho parecia nervoso com a estréia, suas jogadas e dribles não encaixavam, o que pode ser explicado pela falta de ritmo de jogo. Mas essa desculpa não serve para mais uma atuação apagada do Jéferson. Titular desde a primeira partida, ele devia se apresentar um pouco melhor que o estreante Fernandinho, mas ficou no mesmo nível.

O time só começou a articular com eficiência quando Élton entrou no lugar do Fernandinho. Alex Teixeira veio para armar e subiu de produção. Com o apoio das laterais e a movimentação dos homens de frente, o Vasco começou a não apenas pressionar, mas levar perigo ao Resende. E mesmo quando Jéferson saiu para a entrada do Faioli, Alex segurou bem a onda como único armador do time.

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Foram tantos os atacantes em campo ontem que é melhor ir por partes:

Alex Teixeira – enquanto ficou no ataque, no primeiro tempo, não foi bem. Como Fernandinho e Jéferson não ajudavam, ele teve que recuar muito para buscar as jogadas. Isso acarretou duas coisas: o Pimpão ficou com quem jogar e como AT caia muito pela direita, acabou atrapalhando o apoio do Paulo Sérgio. No segundo tempo, reposicionado em campo, AT melhorou junto com o time.

Pimpão – o garoto ficou completamente isolado no primeiro tempo, mas como sempre mostrou disposição. Com o time mais acertado depois do intervalo, começou a produzir mais, já que passou a ter a companhia do Paulo Sérgio pela direta, do Élton pelo meio e do Alex Teixeira nos dois setores. O moleque tem personalidade, não tem medo de driblar e mostra uma confiança impressionante. Foi premiado com um gol dado de bandeja pelo Faioli.

Élton – entrando no lugar de um meia para ficar mais fixo na área, Élton acabou criando em pouco tempo muito mais jogadas que Jéferson e Fernandinho juntos. Tabelando bem com Ramon, Alex e Pimpão, sua entrada mudou a cara do time. Ainda é visível sua falta de ritmo – percebe-se por alguns passes errados e pelas finalizações imprecisas – mas pelo que mostrou, com algum tempo vai dificultar a vida dos que disputam uma vaga de titular na equipe.

Faioli – Não foi decisivo como no jogo contra o Tigres mas foi melhor que na partida contra o Duque de Caxias. Talvez sua motivação tenha sido o fato do Dorival ter escolhido ao Élton para entrar no intervalo. Querendo mostrar serviço, Faioli pecou em alguns lances por querer atravessar sozinho e de uma vez a defesa adversária e conduzir demais a bola. Quando distribuía o jogo com quem estava bem posicionado, foi bem, como no lance em que encontrou o Pimpão livre para marcar o 3º gol do time.

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Mesmo sem poder participar da partida, Carlos Alberto treinou em tempo integral em Volta Redonda e ainda assitiu ao jogo ao lado do Dinamite.

Pode até ser média, mas se o Casalberto quer mostrar comprometimento com o grupo, está indo pelo caminho certo. É mais um motivo para a diretoria se esforçar dobrado para mantê-lo até pelo menos o final do ano.

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Como diria o grande Tom Jobim, as águas de março que fecham o verão são promessa de vida nos nossos corações. Assinatura com a Eletrobrás, Sócio-Torcedor e camisas populares: tudo está prometido para mês que vem. Aguardemos…

Quebrar a escrita e chegar à liderança

qua, 04/02/09
por JC |

O encontro entre Resende e Vasco hoje reserva ao nosso clube uma missão e dois objetivos. A missão obviamente é a vitória, que nos faria cumprir o objetivo de chegar à liderança do nosso grupo e quebrar o tabu de nunca ter vencido no Raulindo de Oliveira depois que o Voltaço reformou seu estádio.

Na realidade, a escrita pode incomodar mas nem é tão importante assim. O empate do Americano com a Cabofriense nos favoreceu e pode nos dar o primeiro lugar no grupo, mas também não é o que mais importa, no fim das contas. Interessa muito mais à nossa torcida ver nosso time se apresentando de forma convincente.

E se em um jogo noturno o calor não poderá ser usado como desculpa, a ausência do suspenso Carlos Alberto certamente fará falta ao time. Para resolver esse problema, Dorival Jr. optou por colocar um jogador que fizesse a mesma função que o CA (principalmente trocar de posição com Alex Teixeira, chegando eventualmente no ataque) e mantivesse seu esquema praticamente intacto. Por isso a escolha pelo Fernandinho.

Se vai dar certo, só vendo. Mas há uma lógica na escolha. Muitos prefeririam a entrada de um atacante de ofício, recuando o Alex para o meio. Ao escolher o Fernandinho, Dorival deixou clara sua preferência por um time com mais mobilidade no ataque, dificultando mais o trabalho da zaga adversária do que se entrasse um jogador fixo na frente. Com isso, o time segue jogando da mesma forma e continua se adaptando ao esquema do técnico. Isso, claro, na teoria. Pra dar certo, o Fernandinho tem que executar as funções do Casalberto com a mesma qualidade.

Quanto a isso, parece que o Dorival não se preocupa. Vale lembrar que o jogador veio por indicação do treinador, que confia no seu futebol desde os tempos em que trabalharam juntos no Figueira. Prova disso é que se não tivesse se contundido, Fernandinho muito provavelmente seria titular do time, já que vinha sendo escalado desde a pré-temporada. Pela confiança que o Dorival Jr. deposita no jogador, tudo leva a crer que Jeferson ou Alex Teixeira perderão a vaga se o Fernandinho se sair bem contra o Resende.

Mas mesmo que a substituição dê 100% certo, isso não é garantia de um jogo fácil. O Resende vinha fazendo uma boa campanha até o jogo contra o Fluzim, quando perdeu sua invencibilidade. Como mandante do jogo, certamente fará de tudo para apagar a má impressão que causaram no Maraca e vão tentar endurecer a partida ao máximo. 

Mas como o Vasco ainda está longe da sua preparação ideal, não adianta pensar que o Resende será uma parada fácil: todo jogo terá sua dificuldade por enquanto. Então o lance é vencer, terminar a rodada na liderança e pegar moral para o classico contra os tricoletes. Acabar com o tabu será só um plus pro elenco.

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Parabéns ao Amaral, pelo seu centésimo jogo com a nossa camisa. Além da já conhecida habilidade com a bola, vale lembrar também da sua impressionante média de 1 gol a cada 50 jogos. Como o dia é de festa para o jogador, não vamos comentar sobre a média de pixotadas que nosso valoroso volante comete por partida. Parabéns também ao Tiago pelos seus 50 jogos e sua igualmente impressionante média de 1,5 gols sofridos por cada uma dessas partidas (seria injustiça não dizer que o rapaz teve muito pouca culpa na maioria desses gols, mas que ele ajudou bastante em alguns, ajudou). Pelo menos numa coisa o cara pode tirar onda: em uma temporada fez o mesmo número de gols que o outro homenageado da noite.

E já que estamos parabenizando, vamos dar os parabéns também para nossa torcida. Porque aguentar esses dois no time por tanto tempo não é fácil.

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O jogo hoje tem transmissão na TV aberta, o primeiro do ano. Vamos todos – os que não estiverem no estádio, claro – assistir e esquecer um pouco da política. Afinal de contas, o que todo torcedor deve fazer é torcer.

Update do jogo: apesar da maior posse de bola, o Vasco conseguiu criar muito pouco. Com Alex Teixeira mal em campo e com Fernandinho nos fazendo ter muitas saudades do Carlos Alberto, o time demorou muito tempo para finalizar. Pra piorar tudo, o time ainda cedeu alguns espaços para o Resende, que jogando recuado e subindo na boa, conseguiu criar mais apesar do pouco domínio de campo.

E ainda dávamos azar: depois de uma falta que aparentemente não levaria perigo, o Resende faz um gol de falta depois de um torpedo desviar na nossa barreira.  O Vasco partiu ainda mais pra cima, mas errando muitos passes e com os homens de frente completamente sem entrosamento, não levamos muitos riscos pro adversário. Apesar de tudo, conseguimos empatar, novamente depois de um cruzamento do Paulo Sérgio e com o agora artilheiro do campeonato Nilton, que fez seu terceiro gol de cabeça.

O segundo tempo começou e Dorival tirou o decepcionante Fernandinho e colocou o Elton. Aparentemente, o time vai partir com tudo pra cima do Resende.



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