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Mais rápido que no ano passado

sáb, 12/12/09
por JC |

reforcosPode-se reclamar sobre muitas coisas a respeito dos reforços que chegaram ao Vasco por esses dias. Mas não da velocidade da diretoria. Além do acerto praticamente garantido do Vágner Mancini como técnico da equipe em 2010, sete novos jogadores foram apresentados apenas essa semana. E outros ainda estão por chegar.

Nem comparando com o ano passado a diretoria foi lenta: Dorival Jr. foi apresentado oficialmente no dia 12 de dezembro de 2008, há exato um ano. E até essa data ano passado, o Vasco tinha contratado três jogadores (Paulo Sérgio, Enrico e Fagner). Em outras palavras, o planejamento para 2010 está até mais adiantado, no tocante às contratações, que o de 2009 no mesmo período. Levando em consideração os outros clubes grandes, o Vasco também saiu na frente na sua preparação para o ano que vem.

Mas é claro que contratar antes não é garantia de nada. O principal é trazer profissionais de qualidade para o time. Nisso, os reforços não são do agrado de todos – o que é inevitável – mas o elenco vascaíno,  pelo menos aparentemente, está efetivamente se reforçando.

Vágner Mancini – diante dos nomes cogitados, foi uma das melhores escolhas. Depois de Celso Roth, Mário Sérgio, Ney Franco e Antônio Carlos, a torcida até que pode respirar aliviada. Não que ele seja uma unanimidade: alguns leitores dizem que Mancini é encreiqueiro e que fez um péssimo trabalho no Santos. Do relacionamento dele com o elenco, comissão técnica e a diretoria, não dá pra prever o que acontecerá. Já ter trabalhado com Rodrigo Caetano e com o recém-contratado preparador físico Flávio Oliveira no Grêmio deve ajudar a garantir um bom ambiente. Já sobre o trabalho do Mancini no Peixe, discordo que ele tenha feito um mal trabalho no comando do time. Ja falei isso nos comentários algumas vezes: levar um time que tinha Madson como craque até às finais do Paulistão (eliminando o favoritíssimo Palmeiras de Luxemburgo) foi um feito e tanto. E mesmo tendo sido demitido do Santos após 10 rodadas no Brasileiro, Mancini saiu deixando o Peixe numa colocação melhor que a sua colocação final.

Léo Gago – um dos destaques do time sensação do Brasileiro desse ano, é o tal “volante moderno“, tão em moda hoje em dia: marca bem, tem alguma habilidade e bom passe. E pode resolver o problema dos chutes à meia distância no time, que são poucos e desses poucos, raros vão em direção ao gol.

Elder Granja – reforço vindo de time rebaixado é sempre visto com desconfiança pela torcida. E o Granja, depois de uma boa temporada no Inter, há alguns anos, nunca mais repetiu o mesmo desempenho. O lateral direito que também atua como volante não chega com tanta moral assim e vai disputar a vaga com Fagner.

Gustavo - não é o zagueiro dos sonhos da torcida, mas diante do nosso elenco, deve chegar para ser titular. Vindo de uma temporada em que pouco atuou por conta de contusões, é outro que precisa dar uma volta por cima para agradar a torcida.

Caíque – revelado pelo Vitória – onde foi bicamepão baiano – destacou-se no Guarani na Série B esse ano, mas não deve ter vida fácil no Vasco. Além de jogar numa das posições que a torcida mais exige um bom desempenho, já foi comandado pelo Mancini no rubro-negro baiano e não teve muitas chances com o treinador (tanto que foi negociado com o Atlético-PR).

Geovane Maranhão – típica aposta da diretoria, é um jogador jovem, de custo baixo e potencial para deslanchar. Ser um dos destaques da segundona carioca pode não estar entre as melhores credenciais que um atacante pode ter, mas é aquilo: aposta é aposta. Se conseguir superar a ansiedade, trabalhar duro e encarar esse contrato como a chance da sua vida, pode ser uma grata surpresa.

Márcio Careca – desejado pelo Vasco desde o ano passado, finalmente acertou sua vinda para o time. Fez um bom Brasileiro pelo Barueri e chegou, pessoalmente, em um ótimo momento, já que Ramon não deve mesmo continuar no time. Como não há outros laterais esquerdos no elenco, já chega como titular.

Jumar – até agora, a única contratação inexplicável da diretoria. Da posição mais bem servida – em quantidade – do elenco e vindo com o peso de ser um dos jogadores mais detestados pela torcida palmeirense, não vejo muito sentido na sua vinda para o Vasco. A não ser que ele tenha um desempenho inacreditável nos treinos, dificilmente terá chances em um time que tem Nilton, Souza, Allan, Léo Gago como volantes.

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Não é culpa do Ramon, não é culpa de diretoria. Se o jovem lateral vai mesmo voltar para o Inter, é única e exclusivamente pelo desejo do Colorado contar com o jogador no seu elenco ano que vem. O Ramon queria ficar e o Vasco tinha interesse manter o jogador no elenco. Agora, pedir R$ 2.000.000, 00 (com todos os zeros para reforçar o valor) para uma renovação de empréstimo é um abuso.

Ramon se identificou como poucos com o time e com a torcida. É esforçado, voluntarioso e tem habilidade. Mas por esse valor extorsivo, a renovação não vale a pena. Procurando bem, o Vasco pode encontrar um outro lateral esquerdo jovem e e tão promissor quanto o Ramon e comprar seus direitos em definitivo com essa grana toda.

Valeu mesmo, Ramonzinho! Você foi muito importante esse ano, mas se assim deseja o Inter, volte aos pampas e arrebente.

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Ramon vai embora, mas outros jogadores ainda estão renovando seus contratos.  Dessa vez, são Robinho e Ernani, o ex-lateral mais desejado do futebol carioca. Ex, porque depois das suas atuações pelo Vasco, não há time no Rio que o queira no seu elenco.

O Robinho até merece mais um tempo no Vasco. O atacante mostrou algum potencial e temos, pelo menos por enquanto, uma carência absurda no setor. Mas o Ernani, definitivamente, não. Como lateral ele não foi bem. Como volante, idem e ainda tem o agravante da enorme quantidades de jogadores na posição.

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Na minha coluna de hoje n´Os 4 Grandes: a diretoria deixou a cereja do bolo para o fim…

Ainda bem que acabou!

sáb, 28/11/09
por JC |

Ipavas

O último resquício de relevância que esse Ipatinga X Vasco poderia ter para o time acabou ontem, com a decisão em não manter o Dorival Jr. como técnico da equipe em 2010. Com a saída do treinador, nem as observações aos jogadores que tiveram poucas chances no time terão muita validade. O que vai adiantar um dos escalados hoje fazer uma partida de gala se quem vai decidir quem joga ou não ano que vem será um outro técnico?

Não que a torcida precise ter muitas esperanças de ver apresentações de gala hoje.  Dificilmente Dedé, Pará, Mateus, Fumagalli ou Adriano vão surpreender alguém. Rafael Morisco, que terá sua primeira chance como titular hoje, também não deve considerar a partida de hoje um teste fundamental para sua permanência. Tiago, Fágner, Souza e Nilton devem continuar de qualquer forma. De todo o time, apenas Elton pode ter alguma motivação, que é garantir a artilharia do campeonato. Mas como mesmo sem marcar gols ele pode se sagrar o goleador do Brasileiro,  a pilha não será das maiores (até porque, com a quase certeza de um contrato no exterior na próxima temporada, a artilharia na Série B não terá toda essa importância).

Ficha técnica

Ficha técnica

Já para o nosso anfitrião, a história é outra. O Ipatinga precisa desesperadamente da vitória, já que um simples empate entre  Bugre – que não tem mais o menor interesse no campeonato – e Juventude empurrarão o time mineiro para a Série C em 2010 no caso de uma derrota para o Vasco. Nem adianta falar no tradicional “diante da sua torcida“, já que o Ipatinga não chega a ter uma torcida que conte numericamente e o Ipatingão deve estar vazio. Os caras têm que vencer de qualquer maneira, seja para 1000 ou para 1 torcedor no estádio.

Resumindo, 99% da motivação estará do outro lado do campo hoje. Os poucos jogadores do Vasco que ainda têm interesse na partida, como Fumagalli, Adriano ou Magno e Paulinho – que ficarão no banco mas devem entrar – jogam para tentar uma renovação. Se isso vai ser o suficiente para que a torcida veja pelo menos um time aplicado em campo, é outra história.

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Sinceramente, pra mim a única importância dessa partida é que ela é a última desse ano. Finalmente 2009 e todos os seus problemas serão passado às 19 horas de hoje. Graças a Deus esse Brasileiro acabou e todos poderemos colocar uma pedra enorme em cima dele e esquecê-lo.

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Com apenas uma vaga ao rebaixamento para ser definida, nem a TV aberta se interessou pela partida. Mas diferente do que diz a ficha técnica do post, a grade de programação da SporTV informa que o jogo será transmitido para todo o Brasil, exceto para o RS e MG.

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Na minha coluna de hoje n´Os 4 Grandes, o adeus do Dorival e quem eu escolheria para ser o novo comandante do Vasco.

Informação X Confusão

sex, 27/11/09
por JC |

JornaisA torcida do Vasco é interessada e participativa. Quando tem a oportunidade, procura saber tudo o que pode a respeito do seu clube, seja em jornais, tvs, rádios ou internet.

Nos dias de hoje, isso é um problema.

Isso porque atualmente, o Vasco voltou a ser vitrine. A expectativa pela equipe que será montada para a disputa do Brasileiro 2010 faz com que todos os jornalistas esportivos do país fiquem ouriçados com qualquer possibilidade ínfima de um furo de reportagem. Se um jogador do último colocado da Série D disser que sonha jogar na Colina, em minutos ele se transforma no mais novo reforço do Vasco.

A torcida, que obviamente também está ansiosa por novidades, tem parte de culpa nisso. Pra muitos, qualquer notícia é verdade absoluta, seja qual for a informação, seja qual for a fonte. Qualquer dia São Januário será alvo de protestos porque saiu na mídia que o clube pretende negociar toda sua divisão de base por um pacote de mariolas.

Mas da torcida – apaixonada, impaciente e inconstante como qualquer uma – isso já era esperado. Mas a imprensa, que deveria ter um papel mais responsável nessa história toda, podia ser mais cuidadosa. Os boatos e especulações jorram na mídia para em minutos serem contestados. Tem muita informação de “fonte próxima” e muito pouca de quem realmente decide as coisas. Aqui mesmo já pintou um lance desses (não se esqueçam, eu TAMBÉM sou torcedor).

Fazendo um resumo do que foi noticiado somente nos últimos dias, podemos ver como as notícias estão mais à serviço da confusão que da informação:

Dorival teria pedido alto. Em seguida, divulgam que a proposta do treinador tinha sido feita dias depois. Tinha recebido uma proposta do Grêmio. Dorival negou o fato. Agora, dizem que ele chegou a fazer uma pedida salarial ao tricolor gaúcho.

O Grêmio anunciaria o Dorival. Depois havia desistido da contratação. Logo depois, tinha desistido de desitir.

Geovane Maranhão foi o primeiro reforço. Depois não tinha sido contratado.

Dodô estaria acertado com o Vasco.  A informação foi desmentida pelos dois lados.

Durval e Rafael Carioca estariam com os dois (ou os quatro, como queiram) pés na Colina. Depois os empresários dos dois falam a mesma coisa: no momento, as chances tanto de um como do outro acertarem com o Vasco é nula.

Diante disso tudo, como é que a torcida vai saber o que é fato e o que é boato? Se a própria imprensa, com suas fontes infalíveis não sabe, como é que nós, meros torcedores, saberemos?

A nós, resta esperar definições oficiais dos dirigentes. Essa confusão jornalística só serve para uma coisa: passar a impressão de que o Vasco não definiu nada e que quem administra o clube está tão confuso quanto a cobertura da imprensa sobre o futuro do time. Que isso seja mesmo apenas uma  impressão. 2010 está aí e se a imprensa pode estar completamente embananada, a diretoria não pode se dar a esse luxo.

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O volante Allan está sendo julgado AGORA pela sua expulsão no jogo contra o Campinense. Enquadrado no artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – prática de agressão física – o jovem jogador pode pegar um cancho pesado:  sendo considerado culpado, pode ter uma suspensão de 120 a 540 dias.

Quem quiser, pode acompanhar o julgamento – que começou às 13:30 de hoje – pelo Twitter do site Justiça Desportiva.

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Hoje tem coluna nova n´Os 4 Grandes: pelo que diz a imprensa, o ataque do Vasco em 2010 terá propensão aos ataques cardíacos…

Tema Livre

qua, 25/11/09
por JC |

Dizem as notícias que o Dorival terá seu futuro decidido hoje. Apesar das dezenas de boatos – que geraram milhares de xingamentos para cima do técnico – ele só fez uma proposta com valores à diretoria ontem. E teria pedido “um pouco menos que ‘outros técnicos que passaram por situação semelhante“. Por mais que tente, a torcida não cosnegue esperar por notícias oficiais e acredita em tudo que sai na imprensa. Dorival nem tinha feito qualquer pedido de aumento e ele já era o maior mercenário da história do futebol moderno.

O que muitos não conseguem entender é que quem está no meio futebolístico é tão profissional quanto qualquer um. Se você está em uma empresa, se destaca no mercado e recebe uma proposta salarial melhor de um concorrente, é óbvio que você vai no mínimo conferir o que esse concorrente está te oferencendo. E ninguém vai te chamar de mercenário por isso.

O fato é que o Dorival está na realidade em uma encruzilhada. O prestígio conseguido pela campanha do Vasco esse ano é, de certa forma, uma faca de dois gumes:  Dorival dirigiu o time campeão, mas que tinha a obrigação de ser campeão. E mesmo não tendo tido muitas dificuldades para conseguir a classificação para a Série A e o título, em vários momentos o time não jogou bem.

Agora imaginem a seguinte situação. Dorival permanece no Vasco e o clube não contrata reforços com qualidade suficiente nem se estrutura para garantir que o trabalho técnico seja feito decentemente. Se ao final de 2010 não tivermos conseguido nenhum título e só tenhamos levado uma vaga na Sul Americana (ou pior, se só conseguirmos lutar para não cair), todos falarão: “ganhar a Série B com um time como o Vasco é mole! Na Série A é que o Dorival mostrou que não tem estofo para ser um grande técnico“.

Ao cobrar uma boa estrutura e reforços de qualidade como condição para renovar seu contratrato, o Dorival está pensando na sua carreira. E dizer que ele está errado ao fazer isso é pensar na questão sem utilizar da lógica. Em 2010, será o dele que “estará na reta“. A torcida do Vasco não quer passar outro ano sem títulos para comemorar – a Série B, sinceramente, não conta – e caso isso não aconteça ano que vem, quem será apontado como responsável por mais uma temporada fracassada será o Dorival.

Pelo que falaram o Dorival e a diretoria, os envolvidos na história, só agora se falou em grana e a decisão ainda não foi tomada. Vamos esperar o desenrolar dos fatos antes de saírmos julgando todo mundo.

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Pelo menos dessa vez a diretoria começou a tratar de um assunto com a antecipação que ele merece: o empréstimo do Carlos Alberto só termina em junho, mas as conversas para sua renovação já começaram.

Muito bom o Vasco já procurar o Werder Bremen. Depois da boa temporada do capitão e do interesse já declarado do time alemão em contar com o Casalberto em 2010, a renovação certamente não será das mais fáceis. Quanto mais longas forem as conversas, mais tempo o Vasco terá para convencer o Werder a prolongar a permanência do Carlos Alberto.

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Outras peças do elenco 2009 estão se definindo. Aloísio deseja ficar no clube, apesar de ter recebido outras propostas. Já o Alex Teixeira não ficará no time na próxima temporada: seria negociado por 5 milhões de Euros.

Mas calma: a notícia – que não cita fontes e não cita o time que levaria o Alex – é da Rádio Tupi. Então, as chances dessa negociação acontecer são muito remotas.

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Concedi uma entrevista ao site Ambrosia a respeito do livro que estou escrevendo sobre o nosso Gigante. Quem quiser saber um pouco do projeto, pode ler a conversa aqui.

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Depois de muito tempo sem um tema livre por aqui, voltamos também com o Vasco Imortal! Hoje ilustram o blog o pequeno Raul Victor, que pela cara de “bad boy” tem tudo para seguir os passos do Baixinho e do Animal no Vascão e o Pedrinho, de 6 anos, que foi com o papai Walter ao Maraca ver o Gigante vencer o Duque de Caxias, pelo 2º turno do Brasileiro. Pedro e Walter são de Nova Iguaçu, aqui no Rio.

Para enviar fotos com seus pequenos vascaínos para o fotolog Vasco Imortal, utilizem o endereço blogdovasco@globo.com. O mesmo e-mail serve para as colaborações em vídeo para a página do Blog da Fuzarca no Youtube.  Outras formas do leitores interagirem são a Comunidade do blog no Orkut e o Twitter do BdF.

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Hoje tem coluna nova n´Os 4 Grandes também.

Sem perder a majestade

qui, 19/11/09
por JC |

ReizinhoA entrevista do Juninho Pernambucano, concedida ao jornal Lance ontem, deixou bem claros os motivos pelos quais ele preferiu não voltar ao Vasco ano passado. Alguns trechos da entrevista foram reveladores:

Eu tenho um sonho muito grande de voltar a jogar pelo Vasco. Mas não quero voltar pelo nome. Eu não quero roubar ninguém, muito menos o Vasco. Meu corpo já está dando sinais de cansaço, não me sinto mais o mesmo de antes.

Se eu puder voltar para o Vasco, será com o coração. Não haverá problema algum para assinar contrato. O Rodrigo Caetano me deixou muito à vontade, ele fez de tudo para que eu voltasse no meio do ano. E pensei em ir, mas eu não podia. Eu estava incomodado com a pressão do futebol de alto nível.

Quero fazer parte do elenco do Vasco e deixar o treinador bem à vontade, não quero que ele tenha a pressão de me colocar para jogar. (…) Uma coisa é fazer 20, 25 jogos importantes. Não tenho condições físicas e psicológicas de encarar um ano de 50, 60 jogos como é no Brasil.

Pelo coração, eu já tinha voltado. Não preciso fazer média, disputei quase 300 jogos pelo clube. Não haveria problema para assinar, nada disso. Sonho em um dia voltar a pisar em São Januário. Quando eu vi aquele jogo do acesso, sonhei e pensei em como eu gostaria de estar dentro de campo pelo menos por alguns minutos para poder estar sentindo tudo aquilo.

Imaginem se o Juninho estivesse no Vasco durante a Série B. É evidente que a torcida exigiria a sua presença em campo mesmo que ele não estivesse em plenas condições físicas para atuar.  E que treinador teria a coragem de barrar o Juninho quando as opções para a sua posição no elenco eram Jeferson, Léo Lima e Enrico?

Juninho mostrou uma maturidade muito grande ao assumir que teve medo de voltar ao Vasco e não render o que a torcida espera dele. Ele sabe muito bem a moral que tem com a torcida e que dificilmente teria seu filme queimado com os vascaínos se o time fosse mal, mesmo que estivesse em campo longe das condições ideais. Para ele seria fácil voltar e encerrar a carreira como ídolo, mesmo que não ajudasse o Vasco como deveria. Mas isso, como ele deixou claro na entrevista, ele não quer.

Mais uma vez o Juninho mostrou humildade, carinho pelo Gigante e respeito à torcida. É por essas e outras que quem é rei nunca perde a majestade.

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A diretoria conversou com o Dorival mas não foi dessa vez que saiu a definição sobre seu futuro na Colina. Segundo o treinador, o assunto da reunião foi um balanço do que foi realizado no ano e o papo sobre a renovação ficou para depois. Mas o Dorival já disse que quer resolver essa situação o mais rápido possível, para evitar o desgaste da diretoria e dele próprio.

Mesmo que a torcida tenha ficado sem saber se o Dorival será ou não o técnico na próxima temporada, acho que a notícia foi boa. Significa que o Dorival prefere ter garantias de que poderá fazer um trabalho à altura do Vasco e de uma competição como a Série A antes de renovar seu contrato. Ele pode até estar pensando na sua carreira, mas no fim das contas, o clube também ganha com isso.

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Fernando Prass está lesionado e não joga os dois últimos jogos da temporada. Por tudo que fez na Série B, nosso camisa 1 merece um descanso para se restabelecer com calma. Em seu lugar o Tiago – que não joga desde o Carioca desse ano – entra em seu lugar.  Como ele volta justamente contra a Lusa, o time que lhe deu projeção nacional, esperamos que ele não resolva demonstrar sua gratidão e dê algumas daquelas conhecidas rebatidas de presente para os atacantes da Portuguesa.

Outro que não joga mais esse ano é o Titi, que ainda não está garantido no elenco para 2010.

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Não se sabe se o Fumagalli jogará contra a Lusa nesse sábado, mas o discurso do meia é interessante:  para ele,  não tem essa de dar moleza para a Portuguesa. O Vasco vai entrar com a mesma vontade de ganhar que teve durante todo o campeonato.

Claro que o “Fuma“  está pensando na torcida, que não tem nada com a luta da Lusa para subir e não quer ver o Vasco perdendo logo no jogo da entrega das faixas. Mas nada como mostrar empenho para garantir uma renovação de contrato, certo?

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Na minha coluna de hoje n´Os 4 Grandes:  orçamento do departamento de futebol do Vasco terá aumento e mais boataria.

Só falta a taça

ter, 17/11/09
por JC |

TacaCom todos os objetivos do segundo semestre alcançados – a classificação para a Série A e o título da Série B – as notícias sobre o Vasco começam a rarear. Fora as especulações sobre reforços e renovações de contratos, pouco há o que se falar sobre um time que não precisa fazer mais nada no campeonato que ainda disputa.

Mas para a torcida vascaína ainda há o que fazer no Brasileiro. No jogo contra a Lusa, no próximo sábado no Maraca, a CBF entregará a taça e as medalhas de campeão aos jogadores.  Será a chance da torcida ver a taça pela conquista da Série B, já que depois que encontrar seu lugar na imensa sala de trófeus na Colina, o caneco não deverá ser um dos mais procurados.

Outro motivo é o motivo de sempre: é dever da torcida ir aonde o Vasco está. Encher o Maraca, proporcionar uma boa renda ao clube e aumentar nossa média de público (que já seria a 4ª melhor da Série A). A diretoria prepara uma comemoração para essa que será a última partida do Vasco no Rio em 2009 e os convidados de honra não podem faltar.

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Uma das condições pedidas para o Dorival Jr. renovar é que o clube tenha uma boa estrutura para se trabalhar ano que vem.  Mas independente do que pede o – por enquanto – treinador do time, o que importa mesmo é que o Vasco se estruture não apenas para 2010, mas que se prepare para ser sempre competitivo em uma Série A que a cada ano exige mais dos clubes.

Por isso é que dá gosto de ver a entrevista concedida pelo Rodrigo Caetano ao GE. Ter um CT próprio e o mais rápido possível é uma prioridade que não deveria vir de hoje, mas sim há muito tempo. A maior dificuldade para a contrução do CT, que é arranjar um terreno que seja apropriado, pode estar perto de ser resolvido: a Caixa Econômica Federal pode ceder uma área para o clube.

Se essa parte do problema for solucionada, será um passo e tanto para que o Vasco tenha finalmente um lugar para preparar seus craques do futuro. Planejamento e trabalho sério é o que Vasco precisa para voltar definitivamente à sua posição proeminente no cenário do futebol nacional.

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Enquanto o anúncio dos primeiros reforços para 2010 só será feito semana que vem, já surgem notícias sobre o que vai acontecer com o atual elenco. A diretoria conversa com o Inter para manter Ramon e Titi no time em 2010. Com isso, o Adriano não deve permanecer na Colina. Outro que não deve continuar no Vasco é o Elton, que deve ser negociado com o Shaktar Donetsk, da Ucrânia. O clube europeu pagaria cinco milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) pelos direitos do jogador. E Philipe Coutinho, que há pouco meses poderia ficar mais um tempo no Vasco a pedido da comissão técnica, pode acabar indo para a Inter de Milão antes mesmo do que tinha sido combinado antes, já em janeiro.

Falo sobre as especulações e boataria generalizada  com relação aos reforços na minha coluna de hoje n´Os 4 Grandes.

Pra nunca esquecer

sáb, 14/11/09
por JC |

campeao

A vitória por 2 x1 sobre o América-RN, bem ao estilo vascaíno – com uma virada – nos garantiu o título do Campeonato Brasileiro da Série B de 2009. Depois de sofrer com o time por tanto tempo, inclusive durante esse campeonato, a torcida tem mais é que comemorar. Mas depois de extravazar a alegria pela conquista, a primeira depois de seis longos anos, podemos esquecer esse ano.

Não é esse título nem esse período de reconstrução que devemos lembrar para sempre. 2009 foi um ano em que as coisas planejadas deram certo, que o time correspondeu às expectativas e que a torcida voltou a apoiar o Vasco. Tudo isso deveria ser o normal, deveria ser o papel de um clube gigante como o Vasco sempre. A conquista da Série B não deve ser desmerecida, mas a passagem fora da elite não é meritória o bastante para ficar gravada na nossa história secular.

Não é 2009 que devemos lembrar sempre. O que não podemos esquecer nunca são os anos anteriores a ele.

Os anos em que o Vasco se apequenou, deixou de ter o apoio da sua incontável torcida em todo o Brasil, em que esteve nas mãos de pessoas que não tinham como prioridade preservar a história mais bonita do futebol mundial. É desse tempo que não podemos esquecer.

Esquecendo o que aconteceu com o Vasco antes de 2009, corremos o risco de repetirmos os mesmos erros que nos levaram a perder nossa identidade, a diminuir a paixão de grande parte da torcida, a tornar o Vasco, que sempre agregou todo tipo de gente, um clube antipático para quem não fosse seu torcedor. Erros que nos levaram, por fim, à disputar a Série B esse ano.

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Fernando Prass, Tiago, Adilson, Cestaro, Paulo Sérgio, Fagner, Fernando, Gian, Titi, Vilson, Dedé, Rafael Morisco, Ramon, Pará, Ernani, Amaral, Nilton, Allan, Souza, Mateus, Paulinho, Benitez, Magno, Fumagalli, Jeferson, Coutinho, Alex Teixeira, Carlos Alberto, Enrico, Elton, Adriano, Robinho, Aloísio, Pimpão, Willen e Carlos Antônio.  A todos esses, que chegam a fim dessa jornada ajudando – ou, para alguns, tentando ajudar – o Vasco a retornar ao seu lugar de direito, nosso muito obrigado.  Alan Kardec, Edgar, Faioli, Bruno Gallo, Fernandinho, Fernando Galhardo e Léo Lima, mesmo não tendo chegado ao fim do campeonato conosco, merecem parte desse reconhecimento.

Ao Dorival Jr, o auxiliar Ivan Izzo o preparador físico Celso de Rezende e toda a comissão técnica, obrigado pela condução do time nesse ano. Pode não ter sido um ano perfeito, mas os principais objetivos  foram alcançados, mesmo com o desafio de transformar um grupo de jogadores que não se conheciam em um time. As críticas foram muitas, algumas mais que justas, mas temos que reconhecer as dificuldades em se montar uma equipe praticamente do zero. Obrigado também ao Rodrigo Caetano, uma das mais importantes contratações do ano, por ajudar na formação desse elenco que, mesmo com suas evidentes limitações, trouxe de volta a alegria da torcida em ver o Vasco em campo.

À diretoria, que ainda está longe de fazer a gestão que todos sonhamos, mas que ao menos vem tentando realizar um bom trabalho. Depois de um começo terrível, que culminou no nosso descenso em 2008, conseguiu trazer um patrocinador à altura do clube, resgatou a imagem do Vasco no cenário do futebol nacional, valorizou a nossa marca, montou uma equipe que não fez feio em nenhuma competição que disputou e conseguiu a confiança de mais de 40 mil vascaínos que se tornaram sócios do clube.  Mas esse obrigado à diretoria tem prazo de validade: é preciso não apenas fazer um bom trabalho, mas fazê-lo sempre.

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Com a vaga e o título da Série B assegurados, o ritmo do Blog da Fuzarca dará uma diminuida. Mas não apenas por isso: estou escrevendo um livro sobre nosso retorno à Série A e preciso de mais tempo para realizar a empreitada a contento. Os posts continuarão – assim como as colunas do site Os 4 Grandes – e continuarem moderando os comentários, só que numa frequência um pouco menor.

Update:  o Edinho, colunista do Botafogo n´Os 4 Grandes, resolveu TENTAR dar uma zoada no Gigante e teve uma resposta à altura na minha coluna de hoje por lá. Também falo do jogo contra o América-RN e das boatarias de sempre, dessa vez envolvendo o futuro do Dorival no Vasco.

O último dia

sex, 13/11/09
por JC |

vascamericaQuando as luzes do Maracanã se apagarem hoje, após a partida contra o América-RN, o Vasco poderá ter dado seu passo definitivo na longa – e as vezes tortuosa – caminhada fora do purgatório da Série B. Será nosso último dia expiando os pecados cometidos durante longos anos, tendo como recompensa a volta física (já que historicamente nunca a abandonaremos) à elite do futebol brasileiro. E a missão terá sido cumprida à risca, com a classificação e título conquistados antecipadamente.

Mas antes disso, precisamos bater o time potiguar. Ou talvez nem precisemos, já que uma vitória do Ceará sobre o Guarani amanhã colocaria a taça nas mãos mesmo com uma derrota. De qualquer forma, ninguém quer o título por conta do tropeço dos adversários. Jogando em casa, nossa torcida quer comemorar a conquista com uma vitória. Já para o América, levar pelo menos um ponto para Natal é o principal objetivo. Fora da zona de rebaixamento apenas pelos critérios de desempate, o time rubro entrará em campo preocupado apenas em se manter na Série B ano que vem, mesmo que para isso tenha que colocar água no nosso chope. Seu maior trunfo nessa missão é a volta do artilheiro Lúcio, que estava suspenso na última rodada. Especulado como reforço do Vasco para ano que vem, esperamos que o atacante não resolva mostrar serviço logo hoje.

Ficha técnica

Ficha técnica

O Vasco vem com duas alterações com relação ao time que venceu o Campinense na terça passada. Allan e Adriano, suspensos, dão lugar ao Ernani e ao Alex Teixeira, respectivamente. A mudança no ataque foi natural, já que o Adriano tinha conseguido a vaga do próprio Alex Teixeira. Mas muitos se surpreederam com a escalação do “lateral mais cobiçado do futebol carioca” no meio. Pensando bem, dentro das alterações do Dorival, até que não foi tão ruim: a saída de um volante do time sempre significava a entrada do Mateus ou do Amaral. Como o treinador não é muito afeito às inovações, isso pode mostra que a paciência do Dorival com esses dois acabou. O técnico poderia ter escolhido outro jogador ou mesmo ter optado por outro armador no meio, mas aí já seria esperar demais. Até porque, dentro dos padrões “Dorivalnianos” , ele já ousou muito ao manter o Paulo Sérgio de fora e escalar novamente o Fagner na lateral.

Montado dessa forma, o time dependerá da habilidade do Carlos Alberto e da velocidade do Alex Teixeira para chegar ao ataque. Contra um adversário que, em teoria, não pode se dar ao luxo de apenas se defender, o meio com três volantes precisa roubar as bolas com eficiência e fazer a ligação rapidamente com os homens de frente. É tomar a bola, passar para o Capitão ou para o Alex, que deve cair pelas laterais do campo. Na teoria, pode dar caldo; mas aí precisamos contar com um bom toque de bola do Souza, Nilton e Ernani. Se eles vão conseguir isso é outra história.

O time vem com três volantes e Ernani não é dos mais queridos pela torcida. Apesar disso tudo, temos mais time, mais motivação e temos tudo para garantir mais uma vitória e o título, de uma vez por todas. Os vascaínos podem – e devem – ir ao jogo para poder gritar “É campeão!“  mais uma vez. Mesmo não sendo a que todos sonhavam, é a volta das conquistas, há muito abandonadas pelo clube. Hoje o último dia de um ano que valeu como resgate, mas que pode ser esquecido junto com vários anos de erros.

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“Não pedi nada até agora. Não conversei e nem estou preocupado em conversar com a diretoria do Vasco. Eu quero uma proposta de trabalho. Não quero uma proposta financeira. Não me interessa subir com o Vasco e nós estarmos brigando por Sul-Americana, brigando por rebaixamento. Eu quero ter a certeza de que no ano que vem a gente poderá, sim, montar uma equipe à altura do Vasco. Essa é a minha preocupação. É melhorar as qualidades de trabalho, melhorar São Januário. Não estou interessado em salário de treinador, pedindo alto ou baixo. No momento em que nós tivermos que conversar, esse não vai ser o ponto que vai me deixar no Vasco ou me tirar.” – Dorival Jr.

Depois de centenas de rumores sobre pedidos estratosféricos de aumentos para renovação, ouvimos, do próprio Dorival, o que ele deseja para permanecer no clube:  estrutura para trabalhar.

O que se pode deduzir? Que ele sabe que o time desse ano é limitado (” a certeza de que no ano que vem a gente poderá, sim, montar uma equipe à altura do Vasco “) e que para renovar, o Dorival quer um Vasco ainda mais forte e estruturado que o desse ano (”não interessa brigar pela Sul-Americana” / “melhorar as qualidades de trabalho, melhorar São Januário”) .

Pela declaração do treinador, podemos ver que o Dorival pensa na sua carreira estrategicamente. Não adianta pedir um caminhão de dinheiro e ter um time fraco e um clube que não lhe dê condições de montar uma equipe competitiva. O que faz um treinador ter sucesso são títulos. E a não ser que ele receba tão bem que possa comprar todos os árbitros, não será um salário que garantirá as conquistas do time que dirige.

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Quando o descenso do Vasco se tornou uma realidade, uma crônica chamada “A História reescreve o orgulho de ser vascaíno” serviu de alento e deu um sopro de esperança à torcida no pior momento da nossa história. Hoje, quando o Vasco já voltou ao seu lugar de direito, Franscisco Kronemberger, autor da crônica, escreve novamente aos vascaínos, dessa vez, em um momento de alegria. Recomendo a todos a leitura da crônica “O Almirante dos Mares Bravios e a Revolução da Torcida“.

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Hoje também tem coluna nova n´Os 4 Grandes.

Apagão total

qua, 11/11/09
por JC |

O apagão que se abateu ontem sobre grande parte do País não atingiu a Paraíba. Mas não deve ser o que acha quem acompanhou a vitória do Vasco sobre o Campinense por 1 x 0, ontem, no estádio Amigão. Se não fosse pelo desespero do nosso adversário (que quase levou os dois times a uma briga generalizada), pouco haveria para se falar da partida.

Antes mesmo da bola rolar, o Campinense já evidenciava a cabeça quente através de uma atitude da sua diretoria. Pelo que apurou o repórter da SporTV, a diretoria do Vasco solicitou aos dirigentes do Campinense a permissão para jogar com seu uniforme comemorativo. Como a camisa rubro-negra do time paraibano tem muitos detalhes pretos – que poderiam causar confusão com a nossa camisa – os donos da casa teriam que jogar com seu segundo uniforme. A diretoria paraibana se recusou a fazer essa gentileza e o time do Vasco entrou com a camisa comemorativa, tirou fotos e colocou a camisa tradicional para a partida.

O Vasco também teve problemas com o elenco: Fernando sentiu a panturrilha e foi vetado, dando lugar ao Vilson. A mudança não influenciaria a forma do time jogar e mesmo que influenciasse, a diferença seria mínima. Não podendo perder de maneira nenhuma a partida, o Campinense fez do meio campo um campo de batalha. As jogadas não tinham prosseguimento por conta da marcação (muitas vezes violenta) do vice-lanterna da competição. As duas únicas boas jogadas no início da partida vieram das laterais, uma com Ramon, que errou o cruzamento e quase marcou e outra com Fagner, que esculachou dois zagueiros e viu seu cruzamento ser interceptado no meio do caminho.

Depois disso, aos 13 minutos, o lance que definiu como seria o restante do jogo: Fagner tenta roubar uma bola na lateral e comete falta. O jogador do Campinense fica fazendo cera e Allan vai tomar satisfações. Ainda no chão – apesar de ninguém na imprensa comentar – o jogador rubro-negro dá um coice no Allan , que revida com um pisão. O garoto errou duas vezes: primeiro por cair no nervosismo que não cabia à nossa equipe e depois por agredir o adversário na frente do juiz. Vermelho imediato, mais que justo.

O lance serviu para acirrar os ânimos dos dois times. Minutos depois quase sai uma pancadaria generalizada entre os dois times. Nessa hora o juiz perdeu o controle do jogo. Não puniu ninguém depois do empurra-empurra e ainda deixou barato duas faltas que poderiam muito bem render outras expulsões para o Vasco. Fagner (numa entrada violenta no meio de campo) e Carlos Alberto (em uma tesoura por trás) escaparam de levar um vermelho.

Com dois times nervosos em campo, um Vasco com um jogador a menos apenas esperando os contra-ataques e o fraco Campinense sem saber aproveitar os espaços que apareceram, o jogo ficou horrível. Tanto que o gol só saiu por conta de um pênalti cavado pelo Vilson, aos 32 minutos. Elton bateu e marcou seu 16º no campeonato. Com o placar adverso, o Campinense tentou pressionar, mas só conseguiu um lance de perigo, depois de cabeçada do atacante Edmundo, que passou rente a trave. O Vasco perdeu uma boa chance de contra-ataque com Adriano, que foi derrubado por trás e o juiz – que deveria ter expulsado o jogador campinense, o último marcador – sequer marcou a falta.

No segundo tempo o Campinense colocou mais um atacante em campo e partiu para o tudo ou nada. Mas diante da suas próprias limitações, acabou ficando no nada mesmo. O Vasco continuou esperando pelos contra-golpes e o anfitrião não conseguia levar perigo ao nosso gol. Pelo contrário, quase levou o segundo antes do primeiro minuto da etapa final, mas teve a sorte de ser o Adriano – nosso perdedor oficial de gols – que chegou fechando no cruzamento rasteiro do Ramon. E aos 12 minutos o Vasco realmente balançou mais uma vez as redes, mas Carlos Alberto cabeceou em posição de impedimento

Os dois times acompanhavam o ritmo da hidroelétrica Itaipu e decretaram um apagão no jogo. Blecaute total nas boas jogadas e nos lances de gol. O Campinense tentava presssionar e não conseguia nada. Os contra-ataques do Vasco não saíam e a partida ficou tediosa. A entrada o Alex Teixeira no lugar do Elton até aumentou a mobilidade do time, mas nem isso não ajudou muito para melhorar o espetáculo.

Mas a partida voltou a ter alguma emoção justamente em dois contra-ataques do Vasco. Não pelas jogadas criadas, mas pelas expulsões que provocaram. Aos 32, Nilton roubou uma bola e quando partia para o ataque foi derrubado por trás. Marcelinho Aguiar expulso. Quatro minutos depois foi a vez do Carlos Alberto ser derrubado por Buick, que já tinha um amarelo e recebeu o segundo.

Agora em vantagem numérica, o Vasco passou a tocar a bola com mais calma. O problema foi a calma excessiva: exatamente como na partida contra o Juventude, o time poderia ter partido para fazer mais gols mas preferiu administrar o resultado, já que o fim do jogo se aproximava. já o Campinense não tinha nenhum motivo para se acalmar e time seguiu tão nervoso que acabou tendo outro jogador expulso, dessa vez após atacante Edmundo dar uma cabeçada em Carlos Alberto.

Com dois a mais e com o jogo praticamente nos acréscimos, Dorival ainda fez duas trocas: Casalberto, sangrando, deu lugar ao Magno e Adriano ao Ernani, para fechar de vez o meio. O Vasco continuou trocando passes, deixando o tempo correr e ainda assim conseguiu mais um pênalti, dessa vez sobre o Ramon. Ernani pegou a bola para a cobrança – com o assentimento do Dorival – e protagonizou o fim perfeito para um jogo apagado: perdeu a penalidade.

O jogo foi muito fraco, mas é preciso levar em consideração o fato do Vasco ter jogado com um homem a menos dos 13 minutos do primeiro tempo aos 32 do segundo. Somando isso à truculência da marcação campinense e o gramado ruim do Amigão e seria inocência esperar um bom jogo. Mas nada disso justifica o time do Vasco, que é o único time numa posição cômoda na competição, se influenciar pela ansiedade do Campinense e se deixar levar pelo nervosismo, prejudicando ainda mais sua própria atuação. Não é de hoje que o elenco e o treinador vivem exaltando a maturidade que o time vem adquirindo rodada após rodada. Pelo que vimos ontem, rolou um apagão total na tranquilidade que o Vasco deveria ter a essa altura do campeonato.

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As atuações dos jogadores estão, como já é costume, na minha coluna n´Os 4 Grandes de hoje.

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Como o Bugre venceu o Ipatinga, nem com a vitória o Vasco conseguiu confirmar o título do Brasileiro ontem. O lado bom disso é que a decisão ficou para São Januário, nossa casa, nosso caldeirão. Não ficou mais: a CBF aprovou o pedido e a diretoria transferiu o jogo para o Maracanã. O dia e o horário continuam os mesmos: sexta-feira, dia 13 de novembro, às 21 horas.

Os ingressos antecipados para o jogo contra o América-RN já estão à venda, das 9 às 17, nos seguintes postos:

Rio de Janeiro:

São Januário (Rua General Almério de Moura, 131 – Vasco da Gama)
Laranjeiras (Rua Álvaro Chaves, 41 – Laranjeiras)
São Cristóvão (Rua Figueira de Melo, 200 – São Cristóvão)
Terra Encantada (Av. Aírton Senna, 2800 – Barra da Tijuca)
Maracanã (Rua Professor Eurico Rabelo, s/n – Bilheteria 9)

Niterói

Loja Nação Cruzmaltina (Rua São João, Galeria 34 – Centro)

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Para quem perguntava pelo Jeferson, ele deve estar à disposição do Dorival para o jogo de sexta.

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Por falar em Dorival, ele desmentiu veementemente mais um boato sobre seus pedidos de aumento. A divulgada quantia de R$ 450 mil para renovar com o Vasco se junta àquela sobre o pedido de 80% de aumento para a comissão técnica no rol das inverdades.

Dorival e a diretoria só se reunirão amanhã para discutir a renovação. Depois disso é que saberemos se o treinador pedirá o muito ou se pedirá o justo.

É hoje o dia

sáb, 07/11/09
por JC |

Como todo e qualquer adversário, o Juventude merece – da torcida e ainda mais do time do Vasco – todo o respeito possível. Mesmo assim, é impossível não falar que a nossa volta definitiva à Série A NÃO PODE passar de hoje. Já são 183 dias em que um gigante do futebol mundial está em um lugar em que não deveria estar e que seus torcedores não merecem vê-lo. E nesse sábado, dia em que vascaínos de todos os cantos do Brasil vão lotar o Maracanã para ver de perto o retorno da Cruz de Malta à elita a qual sempre pertenceu, não será uma partida que poderá conter o grito de “VOLTAMOS!” que está preso em nossa garganta há tanto tempo.

Obviamente, o Juventude não tem nada com isso e como tem seus próprios problemas, vai tentar acabar com a festa dos mais de 80 mil vascaínos que estarão no Maior do Mundo logo mais. Caso perca, o time gaúcho pode terminar na fronteira da zona de rebaixamento e vai suar sangue para impedir que isso aconteça. Ivo Wortman contará com o retorno de três titulares, entre eles o habilidoso Zezinho, que apesar da decepcionante participação no mundial Sub-17, é sempre muito perigoso.

Já o Vasco, contrariando o hábito do Dorival Jr. está definido desde ontem. Ou quase. Titi, com amigdalite, ainda é dúvida na zaga e pode ser substituido pelo Rafael Morisco. Paulo Sérgio teve febre e foi poupado do treino de quinta, mas confirmou a vaga na lateral. O time também conta com dois retornos importantes: Carlos Alberto, depois de dois jogos fora, e Ramon – vetado por lesão há cinco rodadas – voltam às suas posições. O Capitão será o responsável pela criatividade no meio e terá Nilton, Souza e Allan como companhia no setor.

Ficha técnica

Ficha técnica

A surpresa maior foi a barração do Alex Teixeira, que cedeu a vaga para o Adriano no ataque. Sabendo que a torcida não iria entender a mudança, o treinador explicou seus motivos: Alex não teria voltado 100% fisicamente do Mundial Sub-20 (o que também explicaria seu mal rendimento na última partida, o empate em 1x 1 com o Fortaleza).

O AT foi sacado do time titular, mas muito provavelmente será utilizado no decorrer da partida.  Dorival disse: “Fiz a alteração, mas o Alex também estará em campo por tudo aquilo que ele fez“. Como o treinador acha que o jogador está com “dificuldades em termos de recomposição” (em outras palavras, não está aguentando voltar para ajudar na marcação), aparentemente a idéia é poupar o Alex no início da partida. Depois, quando o sol – que promete esturricar o Rio de janeiro hoje – der um descanso, o garoto deve entrar na partida.

O time é esse e eles terão a missão e, principalmente, a honra de estarem vestido a camisa cruzmaltina em um momento tão importante como esse. Jogar com respeito ao adversário é fundamental, mas o imprescindível é que esses atletas respeitem as tradições do Vasco e se empenhem ao máximo para conseguir o maior objetivo do clube no ano: recolocar o Gigante da Colina no seu devido lugar.

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A responsabilidade do time hoje aumenta ainda mais quando sabemos que a torcida JÁ CUMPRIU o seu papel. As arquibancadas do Maraca já esgotaram e restam cerca de 3.500 cadeiras azuis para que o estádio esteja completamente lotado.

A parte dos vascaínos já está feita. Agora, jogadores, é com vocês.

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Hoje também tem coluna nova n´Os 4 Grandes.



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