Julio Cesar http://colunas.globoesporte.com/juliocesar O espaço da galera do vascão da gama. Casaca Wed, 10 Mar 2010 14:19:37 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.5.2 en hourly 1 Tema livre http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/09/tema-livre-91/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/09/tema-livre-91/#comments Tue, 09 Mar 2010 14:03:43 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1492 No estadual de 2009, encaramos a mulambada na quarta rodada da Taça Rio. Tínhamos três vitórias e o jogo anterior ao clássico tinha sido conta o Boavista, vencido por 1 a 0. O Vasco foi a campo com Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jéferson e Carlos Alberto; Alex Teixeira e Elton. Durante a partida entraram Léo Lima (!!!!) Pimpão (?!?!?!?) e Edu (#$%@&?!@).  E, vale lembrar, não chegamos às semifinais da Taça Guanabara porque a diretoria fez uma lambança no caso Jéferson.

Nesse jogo, a torcida do Vasco compareceu em maior número que a torcida framenga.

A diferença para esse ano é que fomos mais longe no primeiro turno e temos um time melhor que o  de 2009. Mesmo que o time venha jogando mal há um bom tempo, é indiscutível que pelo menos no gol, na cabeça de área e no ataque temos melhores opções. E se o Mancini não fosse tão teimoso, isso se estenderia à zaga.

Apesar disso, a torcida já mostra que não vai comparecer ao Maraca domingo.

Espero que muitos vascaínos mudem de idéia e compareçam ao Maior do Mundo no próximo domingo. Se o time começou a desengrenar quando a torcida começou a diminuir, não será com os torcedores sumindo de vez que ele voltará a jogar bem.

É difícil aturar o futebol mequetrefe que o Vasco vem apresentando? É. Mas quando resolvemos torcer pelo Gigante, não havia uma cláusula que dizia que sempre seria fácil torcer pela armadura cruzmaltina. E vale o lugar comum: é nas horas complicadas que se vê quem é fiel ou não. Não é lição de moral e os que desistiram do time estão cheios de argumentos cheios de lógica.

O problema é justamente esse. A paixão por um clube, principalmente o Vasco da Gama, não tem nada a ver com lógica.

Para os que pensam dessa forma e para os não pensam, mas que resolverem mudar de idéia, as vendas para os não-sócios começam hoje. Todas as informações vocês encontram aqui.

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No deserto ou no gelo, é o Vascão no mundo!
No deserto ou no gelo, é o Vascão no mundo!

Marcus Vinícius - Whistler
Tema livre é dia da torcida aparecer no Blog da Fuzarca. Como na semana passada quem apareceu foi a molecadinha cruzmaltina, hoje vamos ver a galera que leva a paixão pelo Gigante aos quatro cantos da Terra, na nova seção Vascaínos pelo Mundo!

E pra mostrar que para deixar sua marca os vascaínos não se preocupam com climas e temperaturas, temos de um lado o meu xará Júlio, no árido Grand Canyon e no outro o Marcus nas geleiras do Monte Whistler, no Canadá.

Fotos para o Vasco Imortal ou para o Vascaínos pelo Mundo podem ser enviados para o e-mail do blog (blogdovasco@globo.com). E além disso vocês sabem: o BdF ainda tem uma comunidade no Orkut, uma página no Youtube e uma conta no Twitter.

Update de coluna: tem coluna nova n´Os 4 Grandes hoje….

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Inofensivo http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/08/inofensivo/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/08/inofensivo/#comments Mon, 08 Mar 2010 13:31:20 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1488 caOs primeiros segundos da partida entre Vasco e Boavista – que vencemos por 1 a 0 – me fizeram pensar que se o time jogasse mal mais uma vez, pelo menos demonstraria mais vontade. Saída de bola do visitante, e todos os homens de frente saem para marcar na pressão. “Pelo menos os caras começaram o jogo na correria“, pensei.

Mas a aparente mostra de disposição não bastou para que o Vasco tivesse uma atuação que agradasse a torcida. Mesmo tendo uma ligeira melhora com relação à partida contra o Bangu, o Gigante continua um time que ronda, ronda e ronda a área adversária, mas não consegue criar chances de perigo. O esquema com dois armadores e dois atacantes de ofício até agora se mostrou inofensivo.

Tenho certeza que a parte do “ligeira melhora” deve ter chocado muito os leitores. Se o time mostrou a mesma incapacidade criativa, entrou novamente mal armado e ainda não se acertou defensivamente com apenas dois volantes e mais uma vez parecia desatento em vários lances em que o time melhorou?

Por incrível que pareça, o time melhorou justamente nas laterais. Dessa vez Elder Granja não foi tão mal quanto das outras vezes e Gian conseguiu segurar a onda pelo menos defensivamente. Com o time forçando menos as jogadas pelo meio, conseguimos pelo menos chegar com mais facilidade ao ataque que nas últimas partidas.

Mas duas coisas impediram que a pequena subida de produção nas laterais adiantasse realmente de alguma coisa. A primeira é a solidão em que Granja se viu na partida. Ele tinha espaço e até apoiou bem quando teve a oportunidade. Mas foram raras as vezes que ele tinha com quem fazer tabelas para chegar a linha de fundo em velocidade. Então o lateral só tinha como opção tentar cruzamentos no bico da área ou até antes. E foi justamente esssa a segunda coisa que atrapalhou as jogadas pela direita: para o Granja é impossível acertar um cruzamento. Os poucos que poderiam levar algum perigo eram todos cortados pelas eficientes saídas do goleiro do Boavista (que aliás, poderia dar umas aulas para o Prass nesse fundamento).

Com isso, o primeiro tempo acabou não tendo muitas emoções. O lance de maior perigo acabou sendo do Boavista, que quase marca um golaço após chute do meio da rua do lateral Carlos Alberto que explodiu no travessão. O time de Saquarema, mesmo não jogando na retranca, não conseguiu criar muito mais na primeira etapa. O Vasco teve mais chances, mas nenhuma tão perigosa. Talvez pela maioria delas terem sido feitas pelo Elton. Foram três as finalizações do atacante: em uma, um chute que mais parecia um recuo para o goleiro; outra, mais perigosa, obrigou o goleiro do Boavista a fazer boa defesa em chute cruzado (após receber o que deve ter sido o único cruzamento certo do Elder Granja); a terceira foi um chute forte da entrada da área após tabela com Carlos Alberto e Dodô.

No segundo tempo o jogo ficou mais aberto. Assim como o Bangu, o Boavista sacou que dava pra tentar uma vitória e voltou com uma postura um pouco mais ofensiva. O Vasco voltou sem o Dodô (que mesmo ficando menos fixo na frente era um dos que não pareciam fazer a menor questão de escapar da marcação), que deu lugar ao Robinho, e Coutinho, que jogou mais recuado no primeiro tempo, teve mais liberdade em campo.

Com a partida mais franca, o Vasco teve chances com Granja, Coutinho e Gian, mas as finalizações foram imperfeitas. Elton também teve uma boa chance, mas não conseguiu tocar na bola após boa jogada do Coutinho. Foi a última jogada do centro-avante na partida, antes de ser substituido por Rafael Coelho. Enquanto isso, o Boavista também rondava nossa área com mais perigo, principalmente depois que Gian cansou e Ruy Cabeção teve mais espaços pela esquerda. Mas quem acabou marcando foi o Vasco, em pênalti convertido por Carlos Alberto.

Com a desvantagem no placar, o Boavista começou a mexer no time e partiu para o ataque. O Vasco errava muitos passes e cedia espaços para os contra-ataques. Numa bola desperdiçada por Coutinho no meio de campo, quase sai o empate: Titi foi facilmente driblado pelo atacante, que foi à linha de fundo, tocou para trás e quase levamos um gol de letra. O tempo foi passando, o Boavista tentava mas não conseguia nos ameaçar e o Vasco teve último lance da partida foi um belo chute do Coutinho que carimbou o travessão do Boavista. Depois disso o time tratou de valorizar a posse de bola, prendendo as jogadas no campo adversário até o apito final.

Foi mais uma apresentação muito aquém do que a torcida espera e merece, daquelas em que – já virou um bordão – só valeram mesmo os três pontos. Com da derrota do Canil para o Fluzim, o Vasco agora é líder isolado do grupo B, mas essa liderança não significa muita coisa. Domingo que vem, contra a mulambada, é que veremos se esse primeiro lugar é algo real ou mera consequência da ordem da tabela. Teremos uma semana para nos preparar e mostrar que podemos sim ser líderes. E é bom que nos preparemos, já que até agora o futebol apresentado pelo Vasco na Taça Rio não dá pra nos deixar muito esperançosos.

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As atuações, como sempre, na coluna de hoje n´Os 4 Grandes

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Vagner Mancini deve estar passando por maus bocados ultimamente. Quem tem ido aos jogos sabe que muitas vezes ele se esgoela com os jogadores em campo, sem que seus comandados obedeçam suas instruções. Também tem visto várias críticas ao seu trabalho que o apontam como principal responsável pelas fracas atuações do time. E pra terminar, vê que mesmo realizando uma campanha com bons números até agora, seu conceito com a torcida está próximo do zero. A quase briga que o treinador vascaíno teve no final da partida de ontem é uma mostra de que seus nervos estão mesmo à flor da pele.

Mas seria muito melhor para ele e para o Vasco que ele se acalmasse, parasse de apregoar que “é melhor jogar feio e ganhar que jogar bonito e perder” e fizesse uma autocrítica. Será que Mancini considera que tem feito o melhor possível pelo time?

A titularidade de Fernando e Titi, o posicionamento equivocado em que o Coutinho volta e meia é obrigado a jogar, a insistência com Dodô, a não utilização de vários jogadores do elenco e a idéia fixa com outros que não têm condições de atuar pelo Vasco. Será que a torcida é apenas implicante? Será que nos treinos tudo tem dado certo e nos jogos tudo dá errado? Será que Mancini não consegue ver onde pode estar errando?

Se não consegue, é melhor conseguir em uma semana. É o tempo que ele tem para fazer o Vasco voltar a jogar bem antes de uma partida que é praticamente uma guilhotina: vários técnicos já perderam a cabeça depois de resultados ruins contra a mulambada.

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Um ótimo dia internacional das mulheres para todas as leitoras do Blog da Fuzarca, principalmente – é claro – a todas as vascaínas.

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Para não desandar de vez http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/07/para-nao-desandar-de-vez/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/07/para-nao-desandar-de-vez/#comments Sun, 07 Mar 2010 14:56:32 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1484 VASBVSaiu n´O Globo de hoje: “O jogo serve também para melhorar a relação entre o técnico Vagner Mancini e a torcida, que o tem criticado. Ele ainda preserva a confiança dos jogadores, mas já existem focos de insatisfação no elenco e na diretoria pelo fato de o treinador criticar publicamente o time e a falta de opções no banco.

A matéria sobre o jogo entre Vasco e Boavista pode até ter chegado à conclusões alarmistas, mas os fatos foram descritos com precisão. A torcida já perdeu a paciência com Mancini, o treinador também parece não muito satisfeito com o elenco e com a diretoria e os reforços – que longe de serem um luxo, são uma necessidade – estão demorando muito para vir. Se a harmonia no clube está mesmo ameaçada, não se sabe. Mas que motivos não faltam, é fato.

Os números do time enganam. Com apenas uma derrota e três empates em 14 jogos, a boa quantidade de vitórias deveria deixar a torcida pra lá de alegre. O problema é que, além da única derrota do ano ter nos custado a vaga na final do estadual, muitas dessas vitórias aconteceram depois do time apresentar um futebol abaixo da crítica. Mas se o Vasco passa por uma crise, de quem é a culpa? Na minha opinião, de todos. E quando eu falo “todos“, incluo diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida.

A diretoria, que promete muito e cumpre pouco, diz que não tem dinheiro para contratar e não é rápida o bastante para conseguir os contratos que o clube merece e precisa; a comissão técnica, incluindo departamento médico (que parece fazer remendos mal feitos nos jogadores que vivem saindo e voltando do estaleiro) e o próprio técnico (que ignora jogadores do elenco e as vezes faz escolhas pra lá de questionáveis); o elenco, que tem apagões inexplicáveis e jogadores rendendo muito abaixo do que poderiam; e até parte da torcida que, ignorando que não torcemos para jogador X ou treinador Y, mas para o clube Vasco da Gama, ameaça abandonar o time justamente quando mais precisa da sua participação, tanto apoiando quanto protestando.

Ficha técnica
Ficha técnica

Por tudo isso, um jogo que poderia ser parecer desimportante à essa altura do campeonato, ganha em dramaticidade. Outra apresentação ruim do time, ou pior, um resultado diferente de uma vitória, e o caldo pode desandar de vez. E mesmo com todo o teórico favoritismo vascaíno, a atuação contra o Bangu na quarta-feira passada serve para nos deixar a todos preocupados. O Boavista é um time mais bem armado que o alvirubro da Zona Oeste, fez uma Taça Guanabara melhor e segue melhor na competição na Taça Rio. Analisando apenas nosso adversário, teremos mais problemas hoje do que tivemos no Engenhão na última rodada.

Para tentar evitar a deflagração de uma crise que já está próxima, Mancini pode contar com a volta do Carlos Alberto ao time. Sua ausência nas últimas rodadas coincidiu com a queda de rendimento do time e contar com o capitão em campo já é um alento. Resta esperar que o camisa 19 esteja mesmo recuperado e não saia no meio da partida sentindo a mesma contusão, como já aconteceu antes.

No resto do time, outros problemas: com Márcio Careca expulso e sem nenhum outro lateral esquerdo no elenco, Mancini improvisa Gian na posição. Ao contrário do que eu tinha dito em alguns comentários, ele nunca atuou nessa posição pelo time (tinha a certeza de que o Dorival o tinha escalado na lateral em uma partida ano passado), mas curiosamente o zagueiro já teve até convocação para seleção de base atuando nesse setor. É só um quebra-galho e nem mesmo o técnico espera que com essa escolha tenhamos muitas jogadas pela esquerda. Ou seja, defensivamente pode até não dar problema, mas não há muitas chances de vermos o Vasco explorar essa lateral hoje. No meio de campo teremos dois volantes e dois armadores, uma armação que mostrou ainda não estar bem ajustada. Desde que Mancini começou a armar o time dessa forma, temos dado muito mais chances de contra-ataques para os adversários. E com a entrada do Rafael Carioca no lugar do suspenso Nilton, ganhamos no passe de bola e perdemos no poder de marcação.

Vencer o Boavista com uma atuação minimamente convincente hoje terá uma importância muito maior para o emocional de todos do que para efeitos de classificação. Os chamados pequenos do grupo B têm sido constantes sacos de pancada e a vaga para as semifinais vai pintar de uma forma ou de outra. Mas mesmo que isso não atrapalhe nosso caminho rumo às finais do campeonato, uma derrota para o modesto time de Saquarema terá efeitos catastróficos no clube. A pressão da torcida aumentará consideravelmente e será difícil para a diretoria não começar a repensar seu planejamento já no começo do ano.

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Precisamos que a torcida volte a nos incentivar, porque não existe time forte sem torcida. (…) eu acredito que, com um pouco de carinho de ambos, tudo vai voltar a ser como era antes.Vágner Mancini.

Pra mim, torcida não precisa de recado pra apoiar seu time. Se perguntarmos à da torcida se eles apoiariam o time caso eles caíssem para a série D, a maioria diria que não abandonaria o Vasco nunca. Na prática, poucos têm comprovado isso indo aos jogos.

Mas o time tem que ajudar também. Os resultados até têm aparecido, mas não há cristão que não se irrite com as apresentações indigentes do Vasco. Se há uma crise técnica generalizada no time, que os jogadores compensem isso com disposição em campo. Se os sujeitos que envergam a armadura vascaína atualmente se conscientizarem disso, a torcida não vai deixar de apoiar. Pelo menos os que não são torcedores de ocasião.

Mancini está completamente certo no que disse. Falta um pouco de carinho, de ambas as partes. Mas os jogadores precisam mostrar esse carinho antes, e não apenas pela torcida, mas pela camisa centenária que vestem.

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Dia de casa vazia http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/03/dia-de-casa-vazia/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/03/dia-de-casa-vazia/#comments Wed, 03 Mar 2010 14:08:05 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1477 banguvasO torcedor está na bronca com o time, o tempo não está firme, o horário é ingrato para quem trabalha, os ingressos não estão baratos e pra piorar o jogo é no Enche-não. Tudo indica que esse Bangu X Vasco de hoje será outra partida para testemunhas e não para uma torcida. E pela escalação divulgada pelo Mancini, o torcida tem mais motivos para não ir ao jogo. Carlos Alberto está vetado, ainda por conta das dores no pé e Fumagalli segue no time; e o que mais vai provocar a ira dos vascaínos: Titi está de volta ao time, depois de cumprir suspensão contra o Voltaço.

Mancini explicou a permanência do Fumagalli. Com o capitão fora de combate, ele preferiu colocar um armador que cadenciasse mais o jogo – coisa que o “Fuma” faz até além da conta – e portanto não havia sentido colocar o Magno, que tem características mais próximas do Carlos Alberto. Se o objetivo é fazer o time ter mais qualidade no passe pelo meio, é bom que Mancini tenha convencido Fumagalli de que o time não se restringe ao Coutinho e aos dois homens do meio e que ele deve abrir mais as jogadas.

Já o Titi não agrada a torcida não é de hoje. E como Thiago Martinelli está com plenas condições de jogo, não dá mesmo pra entender a insistência no primeiro.  Entende-se ainda menos quando a estréia do alvirubro – detonando o Resende fora de casa por 3 a 0 -foi considerada preocupante pelo próprio Mancini. Com Martinelli em campo, poderíamos perder alguns centímetros nos cruzamentos adversários e na força física, mas ganharíamos em habilidade e tranquilidade na saída de bola. Se existe alguma lógica na escolha pelo Titi, escapa a todos, exceto ao treinador. Nilton também retorna ao time, mas sua entrada no lugar do Paulinho não chega a preocupar. Pelo contrário. Mantendo a tranquilidade em campo e não partindo para faltas estúpidas, a volta do volante titular é boa para o time.

Ficha técnica
Ficha técnica

De resto, o time é o mesmo que jogou domingo passado. O que não pode se repetir do jogo contra o Volta Redonda é a falta de opções de jogadas quando o oponente se fecha, nem a enorme disparidade entre os ataques pelo meio e pelas pontas. Márcio Careca não vai subitamente se transformar em um ala competente, mas um pouco mais de ação no apoio seria bom. Na frente, não é preciso falar muito, apenas torcer que o Dodô desencante mais uma vez na sua antiga casa e que Elton continue com sua estrela brilhando e arrume seus golzinhos de sempre.

Como a renda de logo mais é do mandante, temos menos um motivo pra nos preocuparmos. A renda será curta, mas isso é um problema do Bangu. Ao Vasco cabe se esforçar para conseguir os três pontos e, não só isso, ter uma atuação convincente depois de muitos jogos.

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Para aquela parte dos leitores que não aguentam mais o que escrevo por aqui, pintou a oportunidade de fazer algo de prático (além de me esculhambar pelos comentários): o site Os Geraldinos está selecionando torcedores dos maiores clubes do país para serem comentaristas dos seus times do coração. É chance que muitos queriam de ter um espaço sobre o Vasco para chamar de seu!

Os interessados podem se inscrever preenchendo o formulário que está nesse link.

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Hoje tem coluna nova n´Os 4 Grandes: espaço na manga continua vago e teste para a implicãncia do TJD-RJ com o Vasco.

Update do jogo:  outra vitória do Vasco – dessa vez sobre o Bangu por 2 a 0 – outra partida que nem merece um post novo.

Levei o fone do meu celular porque sabia que não conseguiria sair do trabalho a tempo nem de ir ao estádio, nem de chegar em casa para ver o jogo pela tv. E nem o enorme esforço de levar um fone que deve pesar uns cinco gramas e conectá-lo ao telefone teria valido o esforço. Ou mesmo ouvir 15 minutos de “A Voz do Brasil” antes começar a transmissão da partida valeria a pena.

O time continua repetindo os erros das últimas partidas e novamente teve uma atuação abaixo da crítica. Se quiserem facilitar o meu lado, façam o seguinte: peguem o update da partida contra o Sousa, troquem o nome do adversário por Bangu que dará no mesmo. O público pequeno, a falta de variações táticas,  até a saída precoce do Fagner. Assim como aquela partida só valeu pela classificação, essa só valeu pelos três pontos.

Aliás, esse jogo foi um pouco pior. Contra o Sousa, não corremos riscos de perder a partida. Ontem, poderíamos ter perdido e perdido feio. Depois de um primeiro tempo em que apenas se defendeu, o Bangu resolveu que dava pra ganhar o jogo e se não fossem as boas defesas do Prass e a trave, nem os três pontos levaríamos.

Se estava ruim quando jogávamos com três volantes, com dois ficou ainda pior: a marcação no meio está mais frouxa e a zaga fica mais exposta. Acontece que uma zaga composta por Fernando e Titi só não teria problemas numa partida se houvesse a Mauralha da China na frente da nossa área. E se dois armadores deixariam o time com maior ímpeto ofensivo, a mudança na formação nem de longe consegueguiu seu objetivo. E não conseguirá nunca, com Coutinho jogando mal como vem jogando e com o apagado Fumagalli só dando passes laterais ou para trás. Sem armadores competentes, o ataque pode ser formado por quatro jogadores, todos de origem, e a bola vai continuar não chegando.

Mas entre toneladas de erros, pelo menos o Dodô, nas poucas vezes em que apareceu, foi mais efetivo que nos jogos anteriores. Fez o dele (depois de boa tabela com Elton), finalizou com perigo algumas vezes e deu um passe na medida para o Coutinho no lance do segundo gol. Elton , também não muito acionado, pelo menos deixou o Sr. Ricardo Lucas na cara do gol.

Fora as defesas do nosso goleiro e algumas finalizações do Coutinho que também foram perigosas, não há mais o que falar do time. Todos jogaram mal ou muito mal. Tão mal que dá pra desconfiar se não há um racha no grupo. Não é possível que o time receba instruções, qualquer tipo delas, durante os treinamentos e se apresente dessa forma. Por mais discutível que seja o trabalho do Vagner Mancini, ele não pode ser tão ruim assim. Das duas uma: ou ele É mesmo um técnico fraco ou os jogadores se recusam a cumprir suas ordens. Qualquer uma das opções é tenebrosa.

Vencemos mais uma e mantivemos os 100% de aproveitamento na Taça Rio. Mas uma torcida que precisa tanto de um título não pode se contentar apenas com “o importante foram os três pontos“. Nós queremos e exigimos um time que nos dê ao menos a esperança de que podemos vencer o segundo turno e chegar às finais do campeonato. Pelo o que apresentou nessas duas primeiras rodadas, não dá pra ter a menor confiança de que passaremos sequer pela semifinal desse turno.

Update de colunatem novidade n´Os 4 Grandes hoje…

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Tema livre http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/02/tema-livre-90/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/02/tema-livre-90/#comments Tue, 02 Mar 2010 13:54:32 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1473 E outro executivo do Grêmio troca os pampas pela Colina: Cristiano Koehler será responsável pela modernização da gestão administrativa do clube.

Se Cristiano vier para fazer com que as coisas EFETIVAMENTE avancem na gestão do Vasco, ótimo. O problema é que na maioria dos casos, quando a palavra “modernizar” vem junto da palavra “gestão“, é sinônimo de austeridade, que em outras palavras significa “não temos dinheiro para nada“.

O planejamento do ano passado deu certo, mas até agora 2010 ainda não trouxe muitas alegrias para os torcedores. A vinda do executivo só terá sentido se for para acrescentar resultado à alegada austeridade da diretoria. Ter outro dirigente pra dizer que Vasco não pode cometer loucuras e que não pode trazer reforços para o time não adianda nada. Desses, já temos um monte em São Januário.

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Agora, também não faz o menor sentido dizer que “o time precisa é de jogador, não de mais um cartola. Estão gastando dinheiro no lugar errado!“.

Se as pessoas pensassem um pouco antes de reclamar, veriam facilmente que a possibilidade do Koehler receber um salário ao menos próximo do que ganha um jogador de futebol é nula. Pelo menos do que ganha um jogador que seja realmente um reforço para o time.

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Vascaínos de berço!
Vascaínos de berço!

Dia de tema livre é dia de fotos por aquGabrieli, seja dos pequenos vascaínos do Vasco Imortal ou dos marmanjos do Vascaínos pelo Mundo. Hoje é a vez da molecada e uma bem novinha, ainda no berço! Na esquerda temos o Cauã, que completou 6 meses no dia da sapatada sobre o Botafogo; e na direita temos o pequeno Gabriel, que com apenas dois meses já coloca a camisa do Vascão para ver os jogos do Gigante.

Para enviar fotos para o fotolog Vasco Imortal, utilizem o endereço blogdovasco@globo.com, enviando o nome e a idade da criança e a cidade onde mora. Para enviar vídeos sobre o Vascão para a página do Blog da Fuzarca no Youtube, utilizem o mesmo e-mail. Vocês também podem participar da Comunidade do BdF no Orkut e acompanhar notícias atualizadas do clube pelo nosso Twitter.

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Faltou muito http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/01/faltou-muito/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/03/01/faltou-muito/#comments Mon, 01 Mar 2010 13:43:47 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1471 COUTINHOO Vasco começou a Taça Rio com três pontos, vencendo o Volta Redonda por 2 a 1 na Colina. O time foi um pouco melhor que nas últimas partidas, conseguiu criar lances de perigo mesmo com um adversário que começou a partida pensando apenas em se defender e explorou um pouco mais as laterais. Mas ainda foi pouco.

O primeiro tempo parecia um treino de ataque contra defesa. O Voltaço se fechou completamente e o Vasco pressionava. Mas insistia nas jogadas pelo meio e facilitava o trabalho para a marcação adversária. Sem conseguir furar a retranca do Volta Redonda para armar jogadas, Fumagalli cadenciava muito o jogo, com toques laterais. Coutinho, jogando um pouco mais aberto pela esquerda, tentava na maioria das vezes jogadas de efeito que eram facilmente interceptadas pela defesa. Com isso, o time começou a arriscar os chutes à distância, o que, mesmo sem trazer resultados práticos, já é mais do que o time vinha mostrando ultimamente.

Pelo menos algumas jogadas pelas laterais saíram, principalmente com Fagner. Márcio Careca também subiu algumas vezes, mas nenhum dos dois acertava os cruzamentos. O Vasco dominava amplamente a partida, não tinha problemas com o ataque da Cidade do Aço, mas em compensação não conseguia municiar Dodô ou Elton com eficiência.

Dessa forma, nosso primeiro gol só poderia ter saído com uma falha da defesa: num dos poucos passes verticais do Fumagalli, o zagueiro fura e a bola sobra para Coutinho marcar um belo gol com um petardo indefensável. A falha no lance não foi apenas da defesa, mas também do bandeira, que deixou o lance seguir mesmo com Coutinho em posição irregular.

No segundo tempo, Tita mexeu na sua equipe e o Volta Redonda começou a ameaçar nos nos contra-ataques. Apesar disso, quem levou perigo logo no começo foi o Vasco, com Coutinho, que quase marca um golaço. Antes do tempo técnico da segunda etapa, o Volta Redonda teve seu melhor momento na partida e chegou a conseguir uma sequência de quatro escanteios. Eles quase conseguiram empatar após um córner, mas Prass conseguiu defender uma cabeçada à queima-roupa.

Depois disso o jogo ficou mais equilibrado, com o Gigante mantendo maior posse de bola, mas sem levar muito perigo ao Voltaço e eles esperando as chances de contragolpe. Mancini começou a mexer no time e tirou Fumagalli e Coutinho para as entradas de Léo Gago e Robinho, respectivamente. A situação do jogo não se alterou muito, mas marcamos o segundo gol em lance iniciado por Léo Gago: ele chutou cruzado, o goleiro rebateu e a bola sobrou limpa para Elton apenas empurrar para as redes.

Com dois gols de vantagem, o time deu aquela relaxada habitual e o Volta Redonda partiu para cima. E cinco minutos depois do nosso segundo gol, em um contra-ataque fulminante, nosso adversário fez o seu. Faltavam pouco mais de dez minutos para o fim da partida e o Voltaço tentou fazer uma pressão pelo empate, mas não conseguiu seu intento.

Conseguimos a vitória na primeira rodada e não deixamos os nossos maiores rivais escaparem. O time se portou melhor que nas duas últimas partidas, mas faltou mostrar muita coisa para tranquilizar a torcida. Carlos Alberto e Nilton podem ter feito falta, mas suas ausências não são motivo para o Vasco seguir repetindo os mesmos erros de jogos anteriores. O nosso adversário veio numa retranca braba, e novamente não conseguimos criar opções de jogo para furá-la. E se jogando com dois armadores e dois atacantes conseguimos dominar amplamente grande parte do jogo, bastou o Volta Redonda querer jogar um pouco para vermos que esse esquema deixou o time mais vulnerável aos contra-ataques. A melhora de hoje foi muito pouca. E parece faltar muito para que o time consiga o equilíbrio que chegou a mostrar no começo do campeonato.

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Na coluna de hoje n´Os 4 Grandes: as atuações e uma bronca na torcida.

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Voltando ao básico http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/28/voltando-ao-basico/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/28/voltando-ao-basico/#comments Sun, 28 Feb 2010 15:33:24 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1467 VasvoltaO jogo contra o Volta Redonda, hoje na Colina, não é apenas o começo da Taça Rio mas também a oportunidade do Vasco de Vagner Mancini mostrar que tem condições de reconquistar a torcida. E, consequentemente, disputar a vaga que resta na finalíssima do estadual.

Depois da frustrada tentativa de jogar com três atacantes – no melancólico empate sem gols contra o Sousa, pela Copa do Brasil – Mancini escalou um time num 4-4-2 mais convencional: o meio jogará num quadrado, com dois volantes e dois armadores. E na frente, termos dois atacantes de ofício. Sem losangos, sem invenções, sem modernidades.

Na teoria, o time fica mais equilibrado. Com laterais que não sobem muito (o que pode mudar pelo menos na direita, com a vinda do Fagner), não estava mais adiantando ter três volantes no meio. Pelo menos não quando apenas o Souza ajuda na criação. Com Coutinho e Carlos Alberto mais juntos, as jogadas entre eles podem sair com mais facilidade. E com Elton ao lado do Dodô, não teremos mais um atacante solitário entre os zagueiros adversários.

Ficha técnica
Ficha técnica

Se dará certo na prática? Vai depender muito do rendimento da peças em campo. Com as suspenções de Titi e Nilton, Martinelli e Rafael Carioca têm mais uma oportunidade para garantir a titularidade. Coutinho pode voltar a ser mais eficiente armando com o capitão, mas como já aconteceram outras vezes, Carlos Alberto pode acabar não jogando (já que não treinou ontem por conta de um incômodo no pé direito). No ataque também não se sabe se o Sr. Ricardo Lucas estará com o humor necessário para jogar. Se ele for mesmo vetado, Robinho entra em seu lugar. Sua entrada mudará um pouco as características do ataque, já que Robinho joga mais pelas pontas e Elton poderá ficar mais próximo à área do que ficaria jogando com Dodô.

Update: como eu temia, Carlos Alberto realmente não deve jogar. Magno deve entrar em seu lugar. Se o rapaz não estiver naqueles dias em que precisaria de uma bola apenas para ele, não muda essencialmente a armação do time. Outro que não deve jogar é uma surpresa. Rafael Carioca sentiu um estiramento e também não joga contra o Voltaço. As opções apresentadas pela reportagem da Rádio Tupi – o que nos faz ficar em dúvida sobre sua veracidade – são Jumar, Léo Gago ou Paulinho.  Se essa era uma chance para vermos o Palermo em campo, não será dessa vez que isso acontecerá.

O Voltaço fez uma campanha irregular no primeiro turno e, se seguir a média da Guanabara, tem mais que se preocupar com as possibilidades de rebaixamento no Carioca do que ter pretensões de classificação às semifinais da Taça Rio. Com isso, conseguir um empate com o Vasco em São Januário seria um grande feito. Quem tem uma motivação extra para aprontar pra cima do Gigante é o técnico do Volta Redonda, nosso velho conhecido, Tita. Imagino o sorriso que ele não terá no rosto caso consiga tirar uns pontinhos do Vasco hoje.

Apesar da desconfiança da torcida, justificadíssima nesse momento, não podemos esperar menos que um vitória hoje. Vencer os considerados “pequenos” é a condição mínima para almejarmos as semifinais, nossa última oportunidade de chegar às finais do campeonato. Qualidade para bater o Voltaço não nos falta. Resta tirar o favoritismo do papel e aplicá-lo em campo. O time chega mais uma vez mudado para a partida, numa formação mais básica e que pode dar certo. Mas depois das últimas apresentações do time, a torcida não vai aceitar mais o “pode“. Ela quer e exige que DÊ certo.

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Falei na minha última coluna n´Os 4 Grandes sobre a rescisão do contrato com a lojinha das esfihas. Ontem apareceram novidades sobre a troca do patrocinador para as mangas do nosso uniforme. O VP de Marketing do clube Fábio Fernandes declarou o seguinte:

Nós notificamos o Habib’s na semana passada, através do departamento jurídico. O contrato, que já não era vantajoso para o Vasco, não vinha sendo cumprido em algumas importantes cláusulas pelo patrocinador.”

Se alguns pontos do contrato não vinham sendo cumpridos, a rescisão não deve – ou não deveria – mesmo ser paga. E era o que faltava: além de pagarem a ridícula quantia de R$ 25 mil/mês ao clube e de terem uma multa por quebra de contrato completamente desproporcional a esse valor – cerca de R$ 3 milhões – , os árabes ainda se achavam no direito de não cumprir alguma cláusula de um contrato tão vantajoso para a lanchonete (e apenas para ela).

Mas o certo é que, mesmo que tenhamos que pagar a multa por quebra de contrato, essa era a única medida racional a ser feita. O que não dava era para continuar com um “patrocínio” que trazia prejuízo ao clube. Um exemplo rápido de como o contrato era lesivo ao clube: cada placa publicitária a que a Habibs tinha direito em São Januário poderia ser vendida individualmente por mais de R$ 7o mil. Ou seja, o clube deixava de ganhar quase três vezes mais o valor pago mensalmente pela lanchonete por placa. E não colocamos na conta o valor das mangas.

Já tinha passado da hora de expurgar a lanchonete árabe da Colina. Seja com ou sem pagamento da multa…

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Rapaz de sorte http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/25/rapaz-de-sorte/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/25/rapaz-de-sorte/#comments Thu, 25 Feb 2010 13:21:26 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1461 vasousaNão adiantaram o descrédito de parte da torcida, a demora em se reapresentar, a ausência na pré-temporada, a batelada de jogadores na sua posição e nem ter sido deixado de fora da Taça Guanabara. Quando todos os prognósticos indicavam que o Elton teria que ralar muito para ter uma chance entre os titulares do Vasco, tudo deu certo e o artilheiro de 2009 será novamente começará uma partida em campo – hoje, contra o Sousa-PB – mesmo com o time titular entrando em campo.

Mas não foi apenas a sorte de ver o Rafael Coelho pegando um gancho absurdo ou do Sr. Ricardo Lucas desaprender a fazer gols nos últimos jogos que fizeram o Elton ficar mais perto de uma vaga no ataque vascaíno. Na partida de ida contra os jurássicos adversários paraibanos, o camisa 9 teve sua primeira chance e fez o gol da vitória.

Foi um gol de sorte (olha ela aí de novo!), mas o que importou foi a bola na rede. Se a sorte torna o Elton mais eficiente…bem, sorte dele! E azar dos seus concorrentes no elenco, que, pelo menos na visão do técnico, não têm condições de fazer um trabalho melhor.

Ficha Técnica

Ficha Técnica

Mas a entrada do Elton também no jogo da volta da primeira rodada da Copa do Brasil não foi a única nem a maior mudança feita pelo Mancini. Lateral direita, zaga, meio campo e ataque tiveram alterações e o próprio esquema de jogo não será o tradicional 4-4-2. Os expulsos na final do primeiro turno do Estadual Nilton e Titi estão fora. Elder Granja, já não era sem tempo, perdeu a vaga com o retorno do Fagner. Coutinho foi recuado para o meio – no lugar do suspenso Carlos Alberto – e teremos Robinho e Dodô, além do Elton, no ataque. Tantas mudanças dão uma pinta tremenda de que o Mancini usará o esse jogo como teste. Sem vencer há três partidas e com a torcida irritadíssima, algo precisaria ser feito. E nada melhor que fazer os testes mais ousados contra um adversário modesto.

A classificação não deve ser uma missão das mais complicadas. Podendo até perder por a 1 a 0 e tendo qualquer empate a seu favor, o Gigante e sua formação ofensiva não deve ter problemas para fazer um resultado que o interesse. Se tudo ocorrer dentro da normalidade, o Sousa deve vir fechadinho, já tendo feito o que queria, que seria aproveitar uns dias no Rio.

Agora, que fique claro: o desentrosamento por conta da nova formação não servirá de desculpa para a torcida. Jogando em casa e com três atacantes em campo, ninguém vai querer saber de jogo duro. E quatro jogadores estarão na berlinda: Fernando, Márcio Careca, Coutinho e Dodô terão que jogar mais do que jogaram na final da Guanabara. Apesar do treinador já ter dado várias indicações de que esses são “imexíveis” no time, um desempenho abaixo do esperado vai aumentar a pressão para que eles sejam substituidos.

Com todo o respeito que o Sousa obviamente merece, não dá nem pra pensar em não passar sem estresses para a próxima fase da Copa do Brasil. Não depois do que aconteceu no Maracanã domingo passado.

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Rolou um boato de que a comitiva de dirigentes vascaínos que foi à Europa poderia voltar com o Anderson – do Manchester Untd. como reforço. Poderia, mas não pode mais: o rapaz rompeu os ligamentos cruzados do joelho esquerdo e deve ficar, no barato, seis meses fora de combate.

A maré tá braba mesmo.

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Update: tem coluna nova n´Os 4 Grandes, hoje falando da marcação cerrada feita pela justiça desportiva nacional sobre o Vasco.

Update do jogo: na boa? Esse empate com o Sousa-PB em 0 a 0 não merece um post.

Um amontoado de jogadores sem coordenação, jogando debaixo de chuva diante de mil e poucas testemunhas. Que se soubesse o que veriam, não teriam gasto seu tempo e dinheiro.

O time jogou com três atacantes e dois volantes. Nem melhorou o ataque e piorou a marcação. Não que o Sousa quisesse – ou pudesse – dar trabalho ao Vasco. Do pouco que atacou, levou perigo uma vez, obrigando Prass a fazer boa defesa. A maneira como o atacante paraibano chegou livre na área para cabecear é de espantar.

No ataque, conseguimos criar, com muito sacrifício, algumas jogadas. E aí vimos a fase terrível pela qual passam nossos atacantes. Não é a toa que essa é a terceira partida em que o Vasco não faz gols. Os chutes sempre saiam fracos ou sem direção. Quando não os dois. Com o time pagando mico em campo, Mancini começou a fazer alterações. Elas não resolveram nada, quando não pioraram a situação.

Nos classificamos e isso era o importante. Mas com um desempenho tão ruim, foi mais importante a autocrítica do Vagner Mancini ao final da partida. Não que ele pudesse falar qualquer coisa diferente do que falou. Não depois de vermos uma das piores apresentações do time em muito tempo. Mancini tirou o Dodô no intervalo. Se isso significa que ele vai começar a escalar quem vem jogando melhor e não quem tem mais nome, essa partida já valeu algo além da classificação.

A Taça Rio começa domingo e se não acontecerem mudanças profundas, vamos iniciar o segundo turno com o pé esquerdo. E pelo andar da carruagem, ainda corremos o risco desse pé não saber chutar.

Update de coluna: n´Os 4 Grandes, uma nova coluna hoje: o fim das esfihas e a chegada dos sandwiches na Colina.

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Tema Livre http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/23/tema-livre-89/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/23/tema-livre-89/#comments Tue, 23 Feb 2010 04:54:57 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1457 Então eu permiti que os botafoguenses tivessem sua forra aqui no blog por ontem. Como já passou da meia-noite, a ditadura vascaína retorna e os comentários dos alvinegros não passarão mais com tanta facilidade.

Não me arrependi de liberar os comentários para eles, apesar do trabalho enorme que me deu moderá-los. Como dei minhas zoadas antes da final, achei justo deixar os caras terem sua volta. Assim é no futebol: vento que venta lá, venta cá.

Muitos foram educados e sacanearam com classe. Mas o número de alvinegros que perderam a noção por conta da conquista do primeiro turno foi uma enormidade. Confundiram as coisas, alguns já acham o Botafogo uma potência esportiva, esqueceram dos cinco vice-campeonatos que tiveram nos últimos três anos. Isso sem falar nos que acabaram diminuindo a própria conquista ao menosprezar o Vasco. Porque se o Vasco é tão ruim como alguns disseram, qual é o mérito em vencê-lo?

Saber vencer é tão difícil quanto saber perder. Se deixar levar pela soberba – a mesma que foi tão criticada nos vascaínos antes da partida – é o primeiro passo para a decepção. Ao invés de se preocuparem com o “certo” rebaixamento do Vasco no Brasileiro desse ano, talvez seja mais interessante se preocupar com as possibilidades do próprio Botafogo cair.

Isso, claro, é um conselho para os que não acham que o Alvinegro virou, de um dia para o outro, um dos favoritos ao título nacional de 2010.

A comemoração botafoguense é justa. Depois de tomar uma tamancada de 6 a 0 e de ficar completamente desacreditado na competição, vencê-la é um excelente motivo para extravazar. Mas pé no chão é sempre bom. Quem se lembra dos últimos três estaduais deve saber disso.

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E outra: teve botafoguense que até títulos quis discutir com os vascaínos. É ou não é uma total falta de noção?

Vascaínos invadem a Europa
Vascaínos invadem a Europa

Daniel_Sabrina***

Hoje não teremos o Vasco Imortal no tema livre, mas o Vascaínos pelo Mundo: à esquerda vemos o Filipe em Old Trafford, casa do Manchester United (aquele time britânico que foi detonado pelo Vasco no Maraca). Na direita, o casal Daniel – com a armadura cruzmaltina – e Sabrina curtem um dia de sol em Sintra, Portugal. Terá sido uma busca às origens vascaínas?

Para enviarem fotos para o Vasco Imortal ou para o Vascaínos pelo Mundo, vocês já sabem: mandem as imagens para o blogdovasco@globo.com. O mesmo e-mail serve para o envio de vídeos para a página do Blog da Fuzarca no Youtube. Além disso, ainda temos a Comunidade no Orkut e o Twitter do blog.

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A quem interessar possa: as atuações individuais do Vasco na final da Taça Guanabara já estão na coluna de hoje n´Os 4 Grandes.

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Feio, mas eficiente http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/22/feio-mas-eficiente/ http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2010/02/22/feio-mas-eficiente/#comments Mon, 22 Feb 2010 12:57:36 +0000 JC http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/?p=1454 golInfelizmente a história de 2009 se repetiu. Depois de golear o Botafogo na fase de pontos, o Vasco perde quando a partida realmente vale alguma coisa. Mas a derrota por 2 a o ontem é ainda pior pelo seguinte: ano passado, o alvinegro jogou mais bola e venceu com méritos a partida. Ontem, o Vasco perdeu para um time que teve menos posse de bola (e que em muitos momentos nem sabia o que fazer com ela), menos chances de gol e que passou grande parte dos 90 minutos fechadinho, esperando os contra-ataques. O novo Botafogo do Joel é um time muito feio.

É feio, mas competente. E numa decisão, é isso que importa.

No fim das contas, não adianta nada ter um trio ofensivo com habilidade se eles não conseguem fazer uma tabela ou se sempre erram o passe decisivo. Mesmo jogando um pouquinho melhor que na semifinal, foi aquela ladainha de sempre: os três tentando jogar bonito, fazer lances de efeito e de prático mesmo….nada. Carlos Alberto ainda conseguiu se salvar, já que parecia ser o “plano B” de todos os jogadores do Vasco. Se não sabe o que fazer com a bola, passa pro capitão. E ele pelo menos tentou fazer alguma coisa com a sua habilidade, já que no conjunto a coisa não ia sair mesmo.

E olha que o adversário ainda tentou ajudar. O Botafogo jogava com 9 jogadores atrás da linha do meio campo, deixava seguidas vezes um corredor pela esquerda, quando tinha a bola na sua defesa e algum vascaíno vinha em cima era só bola rifada. Ainda assim, o Vasco não soube aproveitar os defeitos do Alvinegro. Insistia em jogadas pelo meio, os laterais subiam raramente, tentava sempre fazer tabelinhas entre as centenas de defensores botafoguenses. Uma cena que mostrou bem o que foi a partida: no primeiro tempo, Carlos Alberto recebe a bola na intermediária, olha o buraco deixado pelo Alessandro e vê Márcio Careca lá atrás. Então ele olha para o meio e vê todos marcados. Olha para a direita e tem Elder Granja. O que ele fez? Tocou a bola de lado e perdemos mais um contra-ataque.

E o Botafogo foi cozinhando o jogo, chegando com perigo em alguns contra-ataques, mas sem fazer muita coisa. O Vasco tocava a bola de um lado para o outro, sem objetividade. Acabou o primeiro tempo, o Botafogo cresceu um pouco, o jogo teve mais chances de gol, mas ainda assim, nada muito assustador para o Vasco. Mas bastou uma falha – logo do Fernando Prass,  que foi defendido por dezenas de torcedores ainda na semana passada por ter perdido o comparativo com o Jeferson justamente pelas suas saídas de bola – e o time feio foi eficiente. Em desvantagem no placar, o Vasco se perdeu de vez e logo depois ficou em desvantagem também no campo. Nilton fez uma falta desqualificante no meio de campo e acabou expulso. Se ainda poderíamos reagir, as coisas ficaram muito mais difíceis.

Mas elas podiam se complicar ainda mais. Aos 38 o sr. Marcelo de Lima Henrique marca um daqueles pênaltis que acontecem dezenas de vezes em cada partida – muito parecido com a penalidade que o próprio juiz marcou contra o Botafogo na final do carioca que iniciou a história do chororô – e não satisfeito ainda expulsa o Titi. Loco Abreu cobrou e deu números finais à partida.

E o campeão da Guanabara acabou sendo o time que ninguém, além dos seus próprios torcedores esperavam. O Botafogo não precisou jogar bem, nem precisou sequer jogar melhor que o Vasco para vencer a final. Bastou fazer o que todo time comandado pelo Joel faz: reconhecer suas limitações, explorar ao máximo suas qualidades e ser eficiente. Eficiência essa que o Gigante não mostra já faz um bom tempo nesse Carioca.

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Sei que falar isso parece injusto e também parece que estou colocando a culpa da derrota em apenas um jogador. Mas se Prass não tivesse saído tão mal no lance do primeiro gol, dificilmente o Botafogo ganharia a partida. Mas a falha do nosso goleiro não exime o time de não conseguir ter opções ofensivas no decorrer dos jogos. E como essa é uma falha tática, só dá pra responsabilizar o técnico por ela.

Vagner Mancini teve tempo extra pra treinar, jogou contra um adversário conhecido (e ainda teve a chance de ver o Botafogo jogar contra a mulambada) e mesmo assim, não conseguiu corrigir os erros que o Vasco apresentou contra o Fluzim. O time está muito pouco efetivo no ataque, concentra o jogo pelo meio e não aproveita os espaços que tem na lateral. E olha que o que não faltou ontem foram espaços nas laterais.

Se cinco jogadores foram abaixo do esperado na final, é preciso ver se esses mesmos cinco não estão rendendo pouco há mais tempo. Todo mundo sabe que uns e outros até começaram bem no time, mas há alguns jogos já não tem condição de serem titulares. Assim como outros que sempre ganham chances durante as partidas não mostraram ainda razões para as contínuas entradas. Alguns, são sempre substituidos. Outros, parecem ser os “imexíveis” do elenco. Assim como outros que sempre ganham chances durante as partidas não mostraram ainda razões para as contínuas entradas. Que essa derrota sirva pelo menos para o Mancini ver que outras opções do elenco precisam ser testadas.

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Alguns ainda defendem o sr. Ricardo Lucas, afirmando que ele tem que receber bolas boas pra finalizar (eu acho que assim, qualquer um vira artilheiro, mas até aí cada um tem a sua opinião). Contra o Fluzim, o Dodô não recebeu nenhuma dessas bolas mastigadas e foi nulo em campo. Ontem, ele recebeu uma bola açucarada, de frente pro gol e com apenas um zagueiro quase batido no lance para driblar.

Dodô poderia ter chutado. Poderia ter tentado o drible. Mas o que ele fez foi perder a bola sozinho.

Será que os leitores que disseram que eu queimei a língua ainda têm a mesma opinião?

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Perder é péssimo. Perder para um time que jogou bem menos é pior ainda. A galera, obviamente, está com a cabeça fervendo ainda, mas é preciso lembrar que terminou apenas a primeira metade do campeonato. Ainda temos um turno inteiro para dar a volta por cima. Pensar em abandonar o time na primeira derrota do ano não é coisa de torcedor. Reclamar, xingar do presidente ao roupeiro, tudo é válido. Mas apoiar o time é o mais importante nesse momento.

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Como eu falei para todos os alvinegros para aparecerem por aqui na segunda-feira, as zoações – dentro dos limites da civilidade, claro – de botafoguenses serão aceitas até hoje. Em futebol é assim mesmo: um dia se sacaneia, no outro se é sacaneado.

Mas torcedores de outros times, que foram eliminados antes e que vem aqui para “ejacular com o membro alheio” serão sumariamente deletados. Preocupem-se antes em tentar chegar pelo menos na final da Taça Rio antes de zoar os outros.

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Mais tarde n´Os 4 Grandes, meus comentários sobre as atuações do time.

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