Motivada pelos últimos resultados, nosso clientela se empolgou e me obrigou a deletar vários comentários antes do clássico de hoje. Mas como não poderia deixar de ser, a freguesia se fez presente no Maraca e vencemos os Tricoletas por 1 x 0. Com isso, completamos três jogos invictos, conquistamos três pontos importantes e acabamos com o incômodo jejum de mais de um ano de vitórias em clássicos cariocas. E, claro, deixamos a torcida do outro lado mais uma vez na maior flustração.
Não que a vitória sirva de alívio, não só porque ainda estamos na zona de rebaixamento, mas também porque em grande parte do clássico jogamos muito mal. O primeiro tempo é pra se esquecer completamente. Com o time muito recuado e errando muitos passes, tivemos poucas chances de perigo. Já o Fluzinho pressionou bastante, perdendo algumas boas chances tanto pela qualidade do seu elenco como pela já conhecida incompetência da nossa zaga. Para nossa sorte, a pouca eficiência do ataque tricolor se equiparou a do nosso sistema defensivo e o Fluzinho não conseguiu abrir o placar, apesar das oportunidades criadas. Mas isso não servia de consolo para a nossa torcida. Chegávamos muito pouco ao ataque - até porque Alan Kardec estava em dia de Gasparzinho - e tirando uma cabeçada a queima-roupa do Jorge Luiz, não conseguíamos ameaçar o gol adversário. Nossa postura excessivamente defensiva nos fazia chegar com poucos homens na frente e o único jeito era recorrer aos chutes de longa distância. Todos inúteis.
Pra piorar a situação, Fernando voltou a sentir a contusão que arrumou no jogo contra o Atl-PR ainda no primeiro tempo e cedeu lugar ao Odvan. Como se ter Jorge Luiz em campo não fosse emoção que bastasse. Mas o primeiro tempo acabou sem que levassemos o gol que a torcida adversária achava certo.
O segundo tempo começou sem alterações, nem no nosso time, nem no panorama da partida. O Fluminense continuava pressionando, nós continuávamos recuados. O tempo passava, e como os dois times precisavam desesperadamente da vitória, o jogo acabou ficando mais aberto. Nossas jogadas pela direita começaram a se encaixar, principalmente com Madson, Wagner Diniz e Alex Teixeira. Até que por volta dos 20 minutos, duas substituições começaram a mudar a cara do clássico: Fabinho, que já tinha amarelo e distribuia pancadas com desenvoltura, foi sacado no lado tricolor. E Renato se rendeu ao óbvio trocando o inoperante Alan Kardec pelo Pinilla.
Isso tornou o jogo ainda mais franco, mas quem perdeu poder de marcação foi o Fluzinho. Subimos uma, duas, três vezes. E mesmo estando lá e cá, quem acabou marcando foi o Vasco, depois de cruzamento do Micão que acabou sobrando no peito de Wagner Diniz, que matou jogando a bola à frente e empurrando para as redes.
O Fluminense então partiu para o desespero, e mesmo sem muita eficácia, perderam uma ou duas boas chances de empatar o placar. Renato ainda teve tempo de colocar o Leandro Bomfim para cadenciar o jogo e tentar tranqüilizar a equipe. Como em todo o clássico, o Vasco se segurou mais no coração e na vontade do que na técnica. Tentamos reter a bola no ataque, conseguimos em alguns momentos, em outros não, mas não teve jeito. A partida terminou com a primeira vitória sobre um grande rival do Rio esse ano e nos deu uma sobrevida no campeonato.
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Com Fernando jogando no sacrifício e não resistindo por muito tempo, quem acabou sendo o melhor zagueiro na partida foi, por incrível que pareça, o Eduardo Luiz. Não que ele tivesse feito muita coisa, mas não presepou em campo e ainda impediu um gol feito do Flu no primeiro tempo. Odvan, que substituiu Fernando, também não comprometeu, jogando com seriedade (só o fato de não ter sido expulso e de não ter cometido nenhum pênalti já lhe garantiria elogios). Já o Jorge Luiz….Duas furadas bisonhas que quase renderam gols ao Fluzinho. O pior é que se vê que ele se esforça. O problema é que ele não consegur passar uma partida sem fazer suas pixotadas. Talvez um tratamento psicológico ajude. Se isso não ajudar, o cara está realmente merecendo um banco. Pelo que jogou ontem, Odvan não faria feio no seu lugar.
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É o primeiro jogo em quase três meses em que saímos sem levar gol (o último foi contra a Portuguesa, quando ganhamos pelo mesmo placar). A defesa até que ajudou um pouco ontem, mas vale citar a atuação do Rafael, que foi seguro e fez pelo menos umas três defesas difíceis. Se o objetivo era compensar a falha no segundo gol contra o Atl-PR, ele conseguiu.
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O meio e o ataque foram muito mal em grande parte do jogo. Só se salvou a determinação e a vontade com que jogaram, porque com a bola no pé, o time fez muito pouco. Jonílso é isso aí mesmo, 100% de disposição e 0% de habilidade, então não dá pra esperar muito. Mateus foi um pouco melhor. Ele tem tudo pra realmente se tornar um excelente volante, mas precisa parar de dar “migué” na marcação. Reparem como ele sempre marca a distância e adora dar um espaço para o adversário avançar. O Madson foi o melhor do setor, apesar do primeiro tempo meio apagado que teve (junto com o time todo, aliás). No segundo tempo, seu já natural empenho fez a diferença.
Já o ataque…Alex Teixeira tentou muito e não acertou nada. Acho injusto ainda chamarem o garoto de cai-cai (ele até tem se mantido em pé mesmo depois de levar umas bordoadas), mas ontem ele não acertou nada. Ele tentou algumas arrancadas, partindo pra cima da marcação, mas alguém precisa urgentemente dizer para o Alex passar a bola mais rápido.
Sobre o Alan Kardec… tirando uma cabeçada sem perigo nenhum no primeiro tempo, foi um fantasma andando em campo. Depois de ontem, não existe nenhuma justificativa aceitável para o Pinilla ser banco para o garoto. O Chileno nem foi a oitava maravilha do mundo, mas nos 20 minutos que teve em campo, foi muito mais perigoso que o AK. Não que isso seja muita vantagem, já que até os gandulas foram mais perigosos que ele….
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Nossos laterais foram exatamente opostos: enquanto o Wagner Diniz foi o destaque, sendo uma das principais opções ofensivas do time e marcando o gol da vitória, o Rodrigo Antônio foi…o Rodrigo Antônio de sempre, quase uma nulidade. Só não foi a figura mais apagada do time porque pelo menos foi razoável na marcação e porque em se tratando de inoperância, ninguém consegue superar nosso atacante “fantasminha camarada“. Quando tentava apoiar a torcida já sabia: ou ele ia isolar a bola em chutes sem noção ou erraria o passe.
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Insistir com Jorge Luiz e Alan Kardec, deixar o Pinilla de fora, preferir improvisar o Rodrigo Antônio na esquerda à improvisar o Baiano, que é muito melhor e já é lateral. Alguém pode explicar porque o Renato Gaúcho faz essas coisas? Se for para dar mais emoção às partidas, alguém tem que avisar a ele que esse tipo de emoção a torcida dispensa…
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A CBF instituiu uma nova regra: pênalti no Wagner Diniz só vale se for de soco na cara pra cima. Deve ter sido por isso que nem o Simon nem o bandeirinha marcaram o empurrão que nosso lateral levou no segundo tempo.
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O Massa que nos perdoe, mas poucos presentes foram tão apropriados quanto o que Lewis Hamilton recebeu antes de se sagrar Campeão Mundial de Fórmula 1: a camisa do Vascão. As cores do primeiro time a aceitar negros em seu elenco tinha mesmo que servir de talismã para o primeiro piloto negro a ser campeão da categoria mais importante do automobilismo mundial. Parabéns, Hamilton!