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Derrota

Qui, 09/10/08
por JC |
categoria Resenhas, Update, Vídeos

Tirando o espírito de luta e o poder de reação que não vemos há muito tempo no time, o empate de ontem contra o Sport  não teve outro gosto para a torcida além do da derrota. Se em alguns momentos jogamos até razoavelmente, analisando o jogo em sua totalidade tivemos mais uma apresentação bem abaixo do que desejamos.

Como eu havia imaginado, jogar com 3 volantes matou as oportunidades que poderíamos ter de contra-atacar. Isso é ruim, mas se os três homens de contenção nos dessem a contrapartida de uma maior proteção à zaga, uma coisa compensaria a outra. Mas nem isso aconteceu. O time estava disperso em campo, os volantes não marcavam em cima e o Sport teve todo o espaço que quis durante a partida inteira, principalmente na meia hora final do jogo. Nossa marcação era sempre frouxa, permitindo que o adversário tocasse a bola com toda tranquilidade até a nossa área, onde, aí sim, os zagueiros chegavam mordendo. Resultado? Pressão dos pernambucanos o tempo todo e chutões da zaga pra rechaçar o perigo. E com Jonílson, Mateus e Victor, não adiantava esperar que o rebote ficasse conosos ou, ainda mais difícil, que um dos três criasse um contra-ataque.

E como nem os laterais faziam muita questão de apoiar ao ataque, os únicos dois que tinham pretensões ofensivas eram o Alex Teixeira e o Leandro Amaral. Mas sem receber as bolas, os dois só tinham duas opções: ou tentavam dominar alguns dos vários chutões vindos da nossa defesa (o que era complicado, já que eram eles sozinhos contra os três zagueiros do Sport) ou eram obrigados a recuar e iniciar as jogadas no nosso campo.

Ou seja, o cenário era dos mais terríveis. Apesar do primeiro lance de perigo ter sido nosso - uma bola no travessão depois de bela cobrança de falta do Baiano - o que vimos foi o Sport em cima do Vasco o tempo todo. Mesmo sem transformar o domínio de bola em muitas chances claras de gol, o rubro-negro levou perigo, principalmente em chutes de fora da área. Essa foi a consagração de Rafael, que entrou na fogueira depois de Roberto passar mal antes do início do jogo. Pelas defesas que fez no jogo, nosso terceiro goleiro mostrou - pelo menos até agora - que merece a vaga.

Mas como Rafael não é santo pra fazer milagre, num lance de sorte o Sport abriu o placar, depois do Baiano ter desviado a bola para nossa rede depois de despretensioso chute do meia adversário. Nesse momento todos os vascaínos devem ter pensado que a novela ia se repetir e que veríamos outra derrota fora de casa.

 Mas a impressão durou pouco tempo. Dois minutos depois chegamos ao empate, na única maneira que poderíamos com a escalação feita pelo Churrasqueiro: uma roubada de bola na vacilada de um zagueiro, Alex Teixeira dá um passe açucarado para Leandro Amaral que, de primeira, empata a partida. E para nossa surpresa, viramos a partida em seguida. Depois de mais uma roubada de bola, o Vasco subiu em bloco e depois de uma troca de passes Leandro Amaral arrematou de esquerda marcando um golaço. O primeiro tempo terminou com os vascaínos esperançosos de uma segunda e mais que providencial vitória fora de casa.

Veio o segundo tempo e o Sport seguiu pressionando. Apesar disso, o Vasco era quem chegava com algum perigo, indo na boa e contando com as corridas do Leandro Amaral, que ontem parecia ter alugado um terceiro pulmão. Apesar disso, nossa zaga ainda cedia muito espaço ao rubro-negro, que rondava nossa área o tempo todo. Seguíamos nos segurando e tentando encaixar outro contra-ataque na base dos chutões. Enquanto Leandro Amaral teve pernas, conseguíamos fazer alguma coisa, mas na metade final do segundo tempo, seria humanamente impossível ele não estar cansado. Renato começou a fazer suas alterações, trocando Valmir e Fernando, contundidos, - por Eduardo Santos e Odvan respectivamente -  e Alex Teixeira por Abubakar. As alterações não alteraram o panorama da partida. O Sport seguia martelando e os 428 defensores do Vasco continuavam espanando a bola da área. O time recifense atacava sem muito perigo e o Vasco esperava o jogo acabar quando, no finalzinho, a zaga dá um daqueles apagões coletivos que nos rendem o título de pior zaga do campeonato, e sofremos o empate.

Olhando no contexto do campeonato, foi um resultado razoável. Prum time que não tem conseguido empates nem em casa, arrancar um ponto do Sport na Ilha seria um feito. Mas depois de 90 minutos se segurando na defesa, ver dois pontos indo embora dessa forma é de matar qualquer torcedor de raiva. Serve de consolo imaginar que, mesmo jogando novamente mal, a disposição e a garra do time foram outras e que isso já é uma ajuda para as próximas batalhas que vêm por aí. Como o próprio Leandro Amaral falou ao fim do jogo, se jogarmos sempre com esse empenho, dá pra se livrar do rebaixamento contando com nossas próprias pernas.

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Depois da partida de ontem, nós já temos um novo titular no gol, não é, Renato? Não dá pra voltar com o Tiago ou Roberto depois da atuação excelente do Rafael ontem.

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Vão falar mal do cara e crucificá-lo por conta do gol contra, mas achei que pelo menos ontem o Baiano não foi tão mal. Além da bela cobrança de falta no início da partida, foi depois de uma jogada sua que Leandro Amaral fez o segundo gol. Baiano não foi nenhuma maravilha, ainda está fora de forma, mas pelo menos dá mostras de que pode se útil ao time.  Já o Valmir se ateve à marcação, coisa que não faz com muita eficiência (graças ao seu porte físico esquálido). A seu favor, no segundo tempo ele fez o que deve ter sido o primeiro cruzamento certo do Vasco no ano - desperdiçado pelo Mateus numa cabeçada ridícula. Ele cedeu lugar ao Eduardo Santos que entrou bem e tentou segurar a bola no ataque na base da habilidade. Mas como ele não tem tanta assim, alguns lances foram desperdiçados por preciosismo.

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Se a função dos volantes era dar segurança à zaga, ontem os nossos três falharam completamente ontem. Espalhados, marcando à distância e, pior, marcando a bola e não o jogador, Jonílson, Victor e Mateus não conseguiram evitar a pressão do Sport. Deixando para “morder” já na nossa intermediária, nossos volantes acabaram se embolando com nossos zagueiros. Isso criou um congestionamento na nossa área que até ajudou em alguns momentos. Mas quando tomávamos as bolas, havia um rombo enorme entre o meio campo e o ataque. Some isso ao fato de que nunca saíamos tocando a bola e só dávamos bicões pra frente e fica compreensível porque tivemos tão poucos contra-ataques.

Pelo menos, não faltou vontade aos três volantes. E me parece que o problema maior deles na partida de ontem foi de posicionamento (coisa que quem tem que corrigir é o Churrasqueiro).

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E a nossa zaga? A nossa zaga é o de sempre: pouca inteligência e muito desespero. Mas ontem a zaga foi até acima da média habitual. Conseguiram se antecipar em vários lances, jogaram firme quando preciso e deram seus bicões de sempre. E, incrível, nenhum dos três zagueiros foi expulso!

Mas é claro que, como nada é perfeito, rolaram as vaciladas. Um time armado com 3 zagueiros não pode ser o tempo todo atacado pelas laterais como fomos ontem. Os laterais tinham que cobrir os avanços dos alas do Sport, mas era pra ter um zagueiro na sobra sempre. E em muitos momentos ontem nem os laterais cobriam bem, nem a sobra existia. O lance do primeiro gol foi ridículo: bola espanada depois de escanteio, sobra para um jogador do Sport dentro da área que rola para um meia do seu time quase na linha lateral. Ele recebe livre, dá três passos com a bola e NINGUÉM apareceu pra fechar o chute. Aí não dá!

O lance do segundo gol então…desatenção total da zaga, já crendo que o jogo estava resolvido. Mas vale frisar que um dos zagueiros teve a chance de destriur a jogada, mas não conseguiu. E novamente ele, Jorge Luiz (que nem tinha comprometido até aquele momento) vacila: ele entrou com pé de moça numa dividida e não roubou a bola do atacante do Sport que centrou para um jogador praticamente aleijado marcar, livre de marcação.

E ontem também teve a reestréia do Odvan no time do Vasco. Para ele, deve ter sido um momento inesquecível. Para os torcedores, o melhor é esquecer a quantidade de lances em que ele quase faz pênaltis porque está sem ritmo de jogo algum.

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A participação do Alex Teixeira merece apenas um comentário. Das duas uma: ou o rapaz se alimenta direito ou pára de conviver com o Wagner Diniz. Pra ser cai-cai desse jeito, só pode ser por insuficiência vitamínica ou influência negativa. Pelo menos ele roubou a bola e deu um belo passe para o Leandro Amaral marcar o primeiro. Mas tirando isso, só pedaladas infrutíferas e tombos. Abubakar entrou no seu lugar e mostrou que pode muito bem ser uma opção melhor que o Alan Kardec.

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Se foi pra mostrar serviço pra diretoria do Sport, tomara que a mulambada ligue para o Leandro Amaral às vésperas do clássico. Dois golaços, muita correria e a entrega de sempre. Torcemos que sua pontaria tenha voltado de vez.

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Renato: qual é o seu problema com o Pedrinho?

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Update de falta de tempo: estava redigindo o post sobre o jogo quando fui chamado às pressas para uma reunião. Só pra terminar a resenha, mais alguns pontos.

Como bem lembraram vários comentaristas, apesar de ter sido disparado o melhor do jogo, foi justamente Leandro Amaral que iniciou a jogada que originou o gol de empate do Sport. Com a bola no ataque ele recuou a bola displicentemente nos pés de um jogador adversário e deu no que deu. Seria injustiça culpá-lo pelo resultado, mas quem vive reclamando que os companheiros precisam ter atenção o tempo todo não pode cometer uma falha dessas.

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Muitos disseram que o time melhorou com a saída do Edmundo. Acho isso um engano. O time continuou frágil na defesa e sem ligação entre meio e o ataque. A diferença é que dessa vez o time correu e jogou com vontade. E não teve um sujeito paradão em campo gritando com todo mundo.

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Outra coisa que ficou evidente com a ausência do Animal: mesmo não se acertando em campo, o time se falou o tempo todo. Isso, ainda mais em um time que não parece ter muito a mão do técnico, é fundamental para que todos fiquem espertos (pena que não funciona em 100% dos casos). E outra: há quanto tempo não vemos uma comemoração de gol tão empolgada e com tantos jogadores se abraçando como a do gol da virada? Se lembrarmos da “festa” feita pelo time no gol do Edmundo contra o Ipatinga, é fácil ver a diferença gritante.

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É melhor nem pisar na Ilha”, “Menos de 4 x 0 é vergonha”, “impossível perder”, “vamos massacrar vocês”. Esse era o teor dos vários comentários feitos – e deletados – pelos torcedores do Sport antes do jogo.

Hoje o número dos comentários dos torcedores pernambucanos diminuiu muito e o teor dos que sobraram é bem mais ameno….

Dia de presente

Qui, 21/08/08
por JC |

No jogo de hoje contra a Lusa em Santa Bárbara d´Oeste, a torcida do Vasco tem um bom motivo para esperar que mais uma vez o time anunciado na imprensa não seja o que vai a campo às 20:30. Isso porque a entrada do Marquinhos no lugar do Edmundo certamente não vai agradar a torcida.

Nem vou falar mais do Rodrigo Antônio, que mesmo não vindo bem, tem uma inexplicável vaga cativa no time titular. O garoto não tem acertado, mas pelo menos vai jogar na sua posição de origem. Já o Marquinhos jogando como volante contraria o que Tita falou quando assumiu o time, que não gosta de inventar. Deslocar um lateral medíocre para o meio é uma invencionice das piores, até porque já foi testada e não deu muito certo. Não concordo muito com essa armação com três volantes, mas, vá lá, o time joga fora e a Portuguesa precisa desses três pontos mais desesperadamente que nós. Mas já que a cautela vai ser a tônica do jogo, porque não escalar o Mateus, que vem jogando bem e é volante de origem? A qualidade do passe melhoraria muito - o que é importante, já que teremos apenas o Madson na criação - e com isso o Alex Teixeira poderia ficar mais próximo da área, já que hoje ele vai de atacante.

Não que a aparente intenção do Tita não seja boa. Com o Marquinhos em campo, pode haver uma alternância de posições entre ele e o Wagner Diniz durante a partida. Isso confundiria a marcação da Lusa e daria mais espaço e liberdade para o WD criar jogadas. A questão é: será o Marquinhos capaz de executar essa função com eficiência? Logo ele, que não consegue acertar nada?

Mas isso não será algo que impossibilitará um resultado positivo. A mudança de postura do time em campo é uma realidade e isso já é meio caminho andando. Contando com a boa fase dos três homens da frente e com a defesa mais organizada e compacta, nossas chances de trazer nossos primeiros três pontos fora da Colina são boas. E se pensarmos que jogando fora do Canindé a partida será praticamente em campo neutro, nossas chances se ampliam ainda mais.

Precismos jogar com inteligência, aproveitar o nervosismo de uma Portuguesa doida para sair da zona de rebaixamento e, principalmente, com a mesma vontade demonstrada nos dois últimos jogos na Colina. Está na hora de provar que o Vasco pode conseguir seus objetivos onde quer que atue, seja em casa ou fora dela. E provar isso numa partida que vale seis pontos seria perfeito.

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O século XIX estava com os dias contados. (…) Nessa época, quatro jovens - Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre d `Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Souza Júnior - , cansados de viajar a Niterói para remar com barcos do Club Gragoatá, decidiram fundar uma agremiação de remo.

Depois de uma reunião na casa de um deles, à Rua Teófilo Ottoni 90, o número de interessados aumentou, e os encontros foram transferidos para o Clube Recreativo Arcas Comercial (Rua São Pedro). A idéia era conseguir a adesão de caixeiros portugueses, que gostavam de esportes e não tinham dinheiro para o ciclismo, em voga na época.

Chegara a hora da fundação. Com 62 sócios assinando presença, no dia 21 de agosto de 1898, no Clube Dramático Filhos de Talma (Rua da Saúde, 293) nascia um gigante chamado Club de Regatas Vasco da Gama. A reunião foi presidida por Gaspar de Castro, que convidou para secretariá-lo Virgílio Carvalho do Amaral e Henrique Teixeira Alegria.”

Obrigado Henrique, Luís Antônio, José Alexandre e Manuel. Há exatos 110 anos vocês fundaram o que achavam ser apenas um clube, mas que hoje é muito mais que isso. É um marco na história esportiva nacional, motivo de orgulho para o País e maior paixão de milhões de torcedores no Brasil no mundo.

Parabéns para todos nós vascaínos e para o nosso glorioso Club de Regatas Vasco da Gama!

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Uma vitória hoje e a volta do Pedrinho para o clube. Seriam bons presentes para a torcida…

Update: pediram nos comentários, então aqui vai o link da comunidade do Blog da Fuzarca no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=56951953

 

Um bom começo

Seg, 18/08/08
por JC |

Esses últimos dias foram tão favoráveis para o clima na Colina que até as declarações do Edmundo após a sapatada pra cima dos colorados por 4 x 0 foram sábias. Saímos da zona de rebaixamento, jogando bem e vencendo um dos melhores elencos do Brasileirão (mesmo que o Inter esteja trôpego no campeonato) sem muitas dificuldades.

A turminha do pessimismo ainda não deve estar convencida, claro. Contra o Palmeiras, alegaram que o Porco veio com um time misto - mesmo com 7 titulares em campo - e que jogou sem vontade. Tenho certeza que esse pessoal ainda vai encontrar motivos para negar a evolução do Vasco, mas a cada partida vai ficando difícil ter argumentos. Além de uma postura mais aguerrida, bem diferente da que tínhamos até bem pouco tempo,  o time está muito mais acertado em campo. Um fundamento serve de exemplo para esse crescimento do Vasco: com pouco mais de uma semana sob o comando de um novo treinador, a média de passes errados, que era acima de 40 por partida, caiu para menos de 20 no jogo de ontem. E olha que ainda jogamos com o inclassificável Marquinhos e com o inexplicável Rodrigo Antônio!

No entanto, o jogo começou parelho e o Inter chegou a levar perigo ao nosso gol primeiro. Apesar de mais compacto na defesa, ainda rola uma certa “bateção de cabeça” no setor. Sendo nosso ponto fraco há muito tempo, não serão com alguns dias que o Tita vai resolver esse problema. Mas como nossos defensores têm mostrado mais vontade e um pouco mais de organização, conseguimos resistir ao ímpeto inicial do time gaúcho na raça. Aos poucos fomos criando as nossas jogadas e chegamos a perder alguns gols fáceis. A sorte é que sempre podemos contar com as pixtadas do nosso velho conhecido Clemer, que depois de uma furada bizarra nos garantiu a vitória parcial no primeiro tempo.

E as coisas ficaram ainda melhores no segundo tempo. Precisamos de 6 minutos para definir o jogo, com um gol do Edmundo aos dois - depois de receber um belo passe do Alan Kardec - e um de Eduardo Luiz aos 6, concluindo uma linda jogada do Alex Teixeira. Com a partida resolvida, o Vasco cedeu espaços para o Inter, que fez uma pressão não muito efetiva. E eles não só não conseguiram superar nossa contestada defesa como ainda tomaram mais um gol, depois do Jean praticamente roubar o que seria o segundo gol do Edmundo.

Como muito bem disse Edmundo aos jornalistas, ainda não é tempo da torcida, e muito menos dos jogadores, se empolgarem. Estamos fora da zona de rebaixamento, o time está se acertando, mas ainda precisamos jogar muito e melhor para alcançarmos uma posição decente na tabela. Estamos no caminho certo, mas ele está apenas no começo. Um bom começo, mas ainda falta muito a se fazer.

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Com Wagner Diniz suspenso, até se entende a presença nefasta do Marquinhos em campo. Mas depois da apresentação do Victor e principalmente do Mateus no jogo contra o Palmeiras, não entendi a presença do Rodrigo Antônio como volante titular ontem. O garoto Rodrigo não consegue acertar quase nada e o Mateus, nos pouco mais 5 minutos que teve em campo mostrou serviço dando um passe maravilhoso para o Animal no lance do quarto gol. O Tita teve um bom início de trabalho, mas essa preferência pelo Rodrigo Antônio foi incompreensível. Assim como a preferência pelo Eduardo Luiz no lugar do Anderson (mas como o Eduardo marcou o seu golzinho, até dá pra dar uma relevada nessa).

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O time parece mais ligado no jogo e mais firme na defesa. Vamos ver como segue essa evolução com mais tempo de treinamentos. Mas mesmo com os poucos treinamentos, já é visível que o Vasco joga com mais leveza e alegria. Nesses dois últimos jogos, a molecada tem correspondido (principalmente o Alex e o Kardec), Madson segue jogando bem e até o Edmundo parece mais contente em campo. Só essa mudança de clima já deveria contar muitos pontos para o Tita junto à torcida.

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Agora vamos ver como o time se comporta jogando na casa do adversário. Quinta feira temos um jogo de 6 pontos contra a Lusa e uma boa atuação pode finalmente convencer os que ainda acreditam cegamente no rebaixamento do Vasco. Convencê-los de que não vamos cair, evidentemente.

Update: a Lusa não poderá mandar o jogo de quinta no Canindé. Não duvido nada que no interior de São Paulo o estádio tenha tantos torcedores nossos quanto da Portuguesa…

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Só um ponto negativo ontem: menos de 6 mil de público em São Januário. Triste isso.

Pelo visto, o time precisa mesmo voltar a ganhar pra a torcida lembrar que apoiar é a sua principal função.

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A boataria continua: o próprio Tiago teve que confirmar que sua ausência no jogo de ontem não tem a ver com uma transferência. Não que eu ache que no atual momento ele seja imprescindível.

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O clássico contra o Botafogo poderá ser na Colina, os membros da comissão técnica gostaram da concentração fora de São Januário (e os tais R$ 30 mil que seriam gastos foram contestados) e até as prometidas parcerias - que não apareceram - foram explicadas. Tudo isso é uma mostra que o clima no clube realmente está mudando pra melhor.

Não há mal que sempre dure

Qui, 07/08/08
por JC |

No primeiro tempo, aconteceu o que eu imaginava: o time cheio de zagueiros jogou muito recuado e o Coritiba pressionou o Vasco no nosso próprio campo. Parecia que nós é que estávamos jogando fora. Leandro Amaral foi submetido a um tratamento desumano, tendo que recuar muito para buscar a bola - as vezes na nossa intermediária - e correr como um maluco pro ataque. Com Edmundo apagado e Wagner Diniz correndo como uma barata tonta (pra mim, o pior da partida. Não marcou, não atacou e insistiu em ir para o meio, largando a lateral vazia), LA era o único dos jogadores que a torcida ainda confia que fazia alguma coisa. Madson se esforçou muito e merecia ter nascido com pernas 15 cm maiores. Ele não aguenta uma marcação mais firme, perde lances por causa dos quiques da bola e não tem como vencer ninguém na corrida. Mas pelo menos, o mini-craque se esforça. E muito.

Com uma penca de defensores em campo, não teve jeito, eles tiveram que ajudar no ataque. E como essa não é a deles, a eficiência foi nula. O mesmo acontecia com a saída de bola. Sem ninguém com um passe de qualidade para fazer a ligação com o ataque, jogávamos apenas na base do chutão pra frente.

Diante da torcida e vendo que se não jogassem com vontade o time todo veria seu filme queimado, os jogadores tiveram uma postura mais aguerrida em campo. O jogo estava muito pegado, mas não era bom tecnicamente. Mas o Coritiba, com um time muito mais arrumado, chegava mais ao ataque, mas sem criar lances claros que gol. Até que Anderson - que nem estava mal no jogo - deu o azar de ver uma bola cortada sobrar para um atacante do Coxa, que estava completamente livre na área. 1 x 0 Coritiba.

Vendo os protestos veementes da torcida, Lopes tenta contornar a situação mandando Alex Teixeira e Jean para o aquecimento no vestiário. O primeiro tempo estava mesmo no fim e restava ao público presente torcer para que o segundo tempo fosse melhor.

 E voltamos mesmo melhor. Alex entrou no lugar do Victor e o time ficou mais equilibrado. Leandro Amaral já não precisava recuar tanto e começamos a criar boas jogadas. Com mais liberdade, Madson fez uma jogada logo no ínicio, mas Edmundo perdeu o gol. O Vasco pressionava e o Coritiba esperava pelos contra-ataques. O tempo foi passando, a torcida se irritando e começou a pedir por Jean. Lopes, precisando fazer média com a torcida, atendeu seu pedido, colocando o atacante no lugar do sofrível Edu. E foi aí que o Vasco acabou de vez.

O equílibrio que o time tinha conseguido foi pro espaço. Incrivelmente fora de ritmo, Jean não conseguiu acertar nada. Se antes não tínhamos com quem atacar, agora a profusão de homens de frente embolaram o time. Tínhamos mais posse de bola, mas não conseguíamos criar as jogadas. A preferência pelo Edmundo na hora do toque só atrapalhou, já que ele estava sempre muito marcado e jogando pelo meio, sem se movimentar muito. O tempo foi passando e o empate não saia. E não saiu mesmo, saiu o segundo gol do Coritiba, em mais uma jogada de contra-ataque. Mais uma derrota em casa, mais próximos da zona do rebaixamento.

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Resumo da ópera: Lopes arrumou um time excessivamente defensivo no primeiro tempo e levamos um gol. Aí, pra correr atrás do prejuízo no segundo tempo, armou o time como deveria ter armado desde o começo e melhoramos. E ao colocar o Jean, desequilibrou o time novamente. Esses erros cometidos sistematicamente, a incapacidade de definir um time titular, a evidente falta de comando junto ao elenco, os problemas criados com vários jogadores e as substituições sempre equivocadas conduziram o Vasco à essa posição deprimente no campeonato. E finalmente, conduziram o Lopes à fila do seguro-desemprego.

Já vai tarde. Muito tarde.

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E pela entrevista que deu após o jogo, se dependesse do Lopes, ele continuaria sem pedir demissão. Aí eu me pergunto: falta de noção da péssima fase que o time teve sob o seu comando, falta de despreendimento pela grana da rescisão ou  falta de amor ao clube? Qual terá sido a razão da insistência em não entregar o cargo?

Pode ter sido falta de outra coisa também. Mas fica a cargo de cada um imaginar o que pode ter sido.

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Voltando pra casa, ouvindo a Rádio Globo, um jornalista disse que tinha recebido informações de que o Neca se recusaria a demitir o Lopes. Que se o Dinamite quisesse tirar o Delegado, que ele mesmo o fizesse. No fim das contas, foi mesmo o Dinamite que se encarregou da demissão.

Se o vice-presidente de futebol se recusa a fazer o seu trabalho, é incompetência. Se tem mais comprometimento com um amigo pessoal do que com o clube, é uma falha ainda mais grave. Nos dois casos, a demissão seria mais que justa.

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Há males que vêm para o bem…

 Update: segundo a Rádio Globo, Tita será confirmado no cargo amanhã

Será que já sabiam que o Cuca está livre?

 Update 2: foi novamente confirmada a saída do Lopes. Não confirmaram o nome do novo treinador, mas Cuca está entre os cotados.

Tema livre

Ter, 05/08/08
por JC |

Luizão pediu rescisão, mudou de idéia mas já era tarde

O zagueiro Luizão não faz mais parte do elenco do Vasco. A partir desta terça-feira ele passará a treinar separadamente do grupo até encontrar um novo clube para atuar.

(…)

Nesta segunda, durante a reunião para acertar os detalhes da desvinculação, Luizão se arrependeu da sua decisão, mas o clube não voltou atrás.

É isso aí. Trapalhão em campo, trapalhão fora dele.  Não que o Luizão fosse um jogador indispensável, mas nas últimas rodadas ele tinha se saído melhor que seus companheiros de zaga. E com apenas 21 anos, Luizão tinha ainda muito o que se desenvolver. Espero que não nos arrependamos da dispensa….

Mas convenhamos: ser barrado do time quando o Eduardo Luiz - numa fase tenebrosa -  continua titular é motivo que baste pra se sentir desprestigiado.

***Editada de uma foto do Netvasco

Então o tal do patrocínio para o Remo não existe?

Ótimo. Então a faixa colocada na regata foi um engano, certo? Já que não há o patrocínio e a Cavacas apenas cedeu troféus e medalhas para o evento, o mais correto seria uma faixa dizendo que a empresa APOIOU a regata.

Só pela divulgação gerada pela polêmica, a Cavacas deveria continuar doando medalhas e troféus até o fim do campeonato de remo. E dessa vez, com uma faixa mais condizente com a colaboração prestada.

***

Update do Tema Livre: impedimento não marcados acontecem e não têm como voltarem atrás. Agora, jogador irregular dá pra correr atrás. E a diretoria já começou a ver o que se pode fazer a respeito.

Seis pontos

Qui, 31/07/08
por JC |

O time que entra em campo no jogo contra o Galo, logo mais na Colina, é o mesmo que foi comentado por aqui ontem. Portanto, as possíveis problemas serão os mesmos que falamos por aqui.  Mas duas coisas podem nos dar algum alento, mesmo sabendo que a partida não será fácil.

o Atlético-MG está numa situação bem parecida com a nossa: um time desacreditado, os principais jogadores são veteranos que, mesmo que tenham destaque na equipe, provavelmente não teriam chances em outros clubes grandes e uma grave crise política interna. Talvez por isso tanto nós como eles não tenhamos vitórias fora de casa e apenas um ponto nos separe na - parte debaixo da - tabela. Diante dessas circunstâncias, temos hoje o popular “jogo de 6 pontos“. A vitória não só nos tira da zona da degola como empurra o Galo para a posição que ocupamos hoje.

 O outro fator que pode nos ajudar foi muito bem lembrado pelo leitor Paulo Sérgio de Araújo: 

A boa (notícia) é que ‘a figura incompetente’ não apareceu ontem para treinar o time… Isto significa que os jogadores podem ter ficado ‘menos confusos’ e podem ter aproveitado para combinar alguma ‘coisa produtiva’ para hoje; como por exemplo, DESOBEDECER ÀS INSTRUÇÕES DO pseudo-treinador.

Brincadeiras à parte, talvez o problema do Delegado seja uma certa “péfriagem”. Não custa lembrar que nosso técnico foi expulso de campo duas vezes nesse brasileiro, nos jogos contra o Grêmio e contra o Sport. E nessas duas partidas, nós vencemos.

Mas com ou sem Lopes, a vitória hoje é importantíssima. Sei que para alguns, a tentação de torcer contra (rezando para que uma derrota seja um ponto final dessa passagem do Delegado no Vasco) é muito grande, mas não aconselho esse tipo de pensamento. Além da mudança de técnico ser uma questão de tempo, torcer contra nosso time do coração não é coisa de vascaíno que se preze.

 Update: como a fonte é o famoso jornalzinho rosa, não dá pra acreditar 100% até rolar uma confirmação oficial. Agora, se o Morais pediu mesmo pra não jogar por causa da “pressão” da torcida, só tenho um conselho ao rapaz: mude de profissão. Ou contente-se em jogar em times pequenos. Se o pedido realmente aconteceu, foi uma atitude pra lá de ridícula do Morais.

Enquanto isso, o quase sempre execrado pela torcida Beto saiu do gramado sem pegar atalhos, parou pra conversar com os torcedores e apoia o protesto dos vascaínos. Jogador que sabe que tem que prestar satisfação para a torcida ganha pontos comigo.

Atitudes diferentes, tratamentos diferentes: um pede para não jogar; outro, nem relacionado pra partida foi.

Quase nada

Qua, 30/07/08
por JC |

Se em time que está ganhando não se mexe, em time que está perdendo modificar as coisas é uma obrigação, certo? Poucos não concordarão com isso. Mas me digam, com sinceridade: o que adianta a mexida se com ela voltamos para uma escalação que não deu certo? Ou mexer para tirar os que têm errado menos?

A provável escalação do Delegado para o jogo de amanhã com o Galo é Roberto, Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Victor; Wagner Diniz, Souza, Leandro Bomfim, Morais e Madson; Edmundo e Leandro Amaral. Ou seja, ele voltou a improvisar o Madson na lateral - o que já não deu certo uma dezena de vezes - e pra voltar com Jorge Luiz, preferiu tirar o Luizão, que entre os três patetas que formam nossa zaga, é o que têm sido o menos ruinzinho.

Nem vou falar mais do 3-5-2. O assunto é batido, já debatemos aqui milhões de vezes o porquê desse esquema não dar certo com nosso elenco e nada tira da enorme cabeça do nosso técnico que essa é a melhor armação pro time. Agora, porque voltar a insistir com o Mini-craque como ala? Alguém acredita que ele finalmente acertou o posicionamento da zaga, para evitar o trânsito na Av. Madson?

E o Delegado volta a apostar num improviso que comprovadamente não deu certo justamente quando o Jorge Luiz volta ao time. Se quando ele está com ritmo de jogo já passamos riscos constantes quando ele incorpora a entidade “zagueiro-atacante”, imaginem agora, com Jorge Luiz voltando de contusão, o buraco que não vai ficar na defesa quando ele resolver subir ao ataque e não tiver pernas pra voltar?

Pra melhorar as coisas, Lopes ainda prefere sacar o Luizão do time e manter o Eduardo Luiz, que deu uma queda brutal no seu rendimento que já era muito do “mais ou menos“. Pra completar, ele resolve escalar o Victor, o zagueiro menos experiente do elenco. Resumindo, nossa zaga hoje será composta por:

1) um zagueiro com mania de atacante que acaba de voltar de contusão depois de semanas sem jogar;

2) um zagueiro que nas últimas rodadas se especializou em tomar dribles desmoralizantes (se especializando em canetas dentro da área);

3) um garoto que é ainda um zagueiro em formação, e que dependendo do que possa acontecer, podemos apelidá-lo de “lenha” (mais um da base pro cabeçudo queimar com a torcida).

Até entendo sacar o Byro depois do jogo contra o Santos (além de ter tomado um baile, o Souza voltou de suspensão). Mas improvisar o Madson na ala só porque o Edu vacilou na Vila Belmiro é ridículo. As chances de outro lance daquele acontecer são remotas. Já a do Madson dar certo na lateral depois de várias tentativas frustradas - e depois de ficar evidente que a posição dele é mesmo a de meia armador - é muito improvável. Tirar o Luizão também não tem sentido, mas já era de se esperar: parece que a onda do Delegado é mudar a zaga todo jogo, até onde não precisa.

Pra coroar isso tudo, ainda temos que ouvir o Lopes dizer ”(…) sempre armo os meus times dependendo das características dos meus atletas“. Do jeito que o Delegado gosta de improvisar, só se ele avalia as características dos jogadores e faz tudo ao contrário…

E ainda tem gente que acha que o Lopes faz o que pode e que a culpa é exclusiva do elenco. Eu só concordo com a primeira parte: o Lopes realmente faz o que pode. Infelizmente, isso é quase nada.

Update: esqueci de comentar, mas aí vai a informação…

Protesto: membros da FJV e vascaínos no treino

A comunidade oficial da FJV e outras comunidades no orkut vem pedir a presença de todos os componentes da FJV e vascaínos quarta-feira em São Januário a partir das 15:30 hs, para cobrarmos atitude e empenho dos jogadores do Vasco da Gama, isto não pode ficar assim, quem joga no Vasco tem que pelo menos honrar a camisa que veste. Então ta marcado: quarta-feira a partir das 15:30 hs em frente ao portão da social de São Januário. Lembrando que a FJV é totalmente contra a violência e este protesto é puramente para pedir empenho aos jogadores do Vasco.

OBS: Lembrando que este protesto não tem nada haver com os grupos (Resgate e Oposição) da politica interna da Força Jovem Vasco, este protesto é pura e exclusivamente organizado pelos membros da comunidade oficial da FJV e comunidades do Vasco, a diretoria da Força Jovem Vasco não tem nada haver com este protesto!!

Lopes teve sucesso…

Seg, 21/07/08
por JC |
categoria Resenhas, Update, Vídeos

Tiago, Wágner Diniz, Rodrigo Antônio, Eduardo Luiz, Luizão, Pablo, Jonílson, Matheus, Jean, Leandro Amaral, Abubakar. Esse foi o time titular escalado pelo Antônio Lopes na derrota por 3 x 1 para o Atlético Paranaense.  Para quem não percebeu ainda, o time entrou com 1 lateral, 2 zagueiros, 4 volantes (1 improvisado na lateral e outro na zaga) e 3 atacantes.

Falando desse jeito, fica mais claro ver que o Delegado resolveu que hoje o Vasco não precisaria ter ninguém na criação. E até dá pra entender o que se passou naquela cabeça privilegiada (em circunferência):  se para manter o cargo ele só precisava não perder, o lance era encher o campo de jogadores de defesa para proteger nosso gol e deixar o time com 3 atacantes para não poderem chamá-lo de retranqueiro.

Fazia diferença se esse esquema louco daria certo? Não. Tanto que não deu certo. A torcida viu isso muito rápido.

Menos de 20 minutos da primeira etapa, já perdíamos por 1 x 0, e o Delegado resolve tirar um dos nossos 4 volantes e colocar Alex Teixeira. Não adiantou muito, mas o time ficou ligeiramente mais equilibrado depois do nosso treinador ter queimado uma substituição que não precisaria ter sido feita se ele tivesse escalado o time desde o começo com um mínimo de qualidade no meio.

No segundo tempo, Jean cedeu o lugar para Morais. Não se percam: tirando um dos três atacantes e colocando outro meia, Lopes deixou o time com 1 lateral, 2 zagueiros, 3 volantes (apenas um no meio), dois meias-armadores e dois atacantes. O resultado imediato disso foi que levamos o seegundo gol depois do Morais tentar dar um daqueles toques de efeito, perder a bola e tomarmos um contra-ataque.

Perdendo por 2 x 0, o Delegado fez o que todo técnico sem recursos faz: colocou um atacante em campo. Dessa vez, não houve alteração nas posições, já que foi um autêntico 6 por meia-dúzia: saiu Abubakar e entrou o Alan Kardec. E foi nosso atacante-fantasma que iniciou o que parecia ser uma reação. Leandro Amaral encontrou Wágner Diniz livre, que foi até a linha de fundo e tocou para o Kardec, que marcou. Aí, com a ajuda do recuo dos nossos anfitriões, partimos para cima. Essa “partida pra cima” foi mais na vontade, de forma meio desordenada. E a chance do empate veio na jogada mais manjada do Vasco (ou seja, que não tem o dedo do nosso técnico): Morais tabela com WD, que invade a área e sofre pênalti.

Isso nunca tinha me acontecido antes, mas devo confessar que fiquei revoltado ao ver a alegria do Lopes. Ele comemorava a proximidade de um empate em que não tinha a menor participação, ao contrário, fizera de tudo para tornar impossível qualquer resultado positivo na Arena da Baixada. Mas a cobrança do Leandro Amaral, além de não nos trazer o empate, só faz a torcida vascaína implorara para que os atacantes do time não batam mais pênaltis.

Perder a penalidade foi um banho de água fria. E nos mintuos finais, ainda levamos mais um gol. Em um buraco que poderia ser coberto pelo Jonílson - mas que não foi porque ele se contundiu e apenas caminhava no campo - os paranaenses consiguiram dar números finais à partida. E esse último momento do jogo serviu novamente para mostrar a competência do nosso técnico: começando com um time absurdo e tendo que queimar substituições para colocar em campo que deveria ser titular, Jonílson teve que terminar o jogo no sacrifício, arriscando-se a ter um problema físico mais grave. Mais uma pra colocar na conta do Delegado.

Lopes entrou com um time com o único objetivo de não perder - e, claro, se agarrar com todas as forças ao cargo que tem - e logo no ínicio viu seus planos irem por água a baixo. Quis jogar de forma covarde e deu no que deu. Infelizmente, a derrota não foi o bastante para que Dinamite se resolvesse a procurar outro treinador para o time. No fim das contas, mesmo com a derrota, Lopes conseguiu seu objetivo; o Vasco, não.

***

Continuamos com 15 pontos e apenas um nos separa da zona de rebaixamento. E ainda dizem que a saída do Lopes não vai resolver os problemas do time. Só não resolveria se não entrasse nenhum técnico no seu lugar, se o time ficasse sem treinador.

Aliás, não vejo a menor diferença entre não ter um técnico e ficar com o Lopes no comando.  Hoje me pareceu claro que os melhores momentos do time não tiveram a menor participação do hidroencefálico. Mesmo quando o time esteve melhor que o Atlético, foi de forma desordenada, apenas na base da vontade. Sendo assim, a única participação do treinador foi na escalação do time e nas substituições. E nisso, ele mandou muito mal.

***

É incompreensível a relutância em demitir o Delegado. Se a diretoria está esperando o Cuca ficar livre, o Santos venceu e a situação dele deve ter melhorado no Peixe.

Enquanto Lopes vai ficando, se aproxima mais um clássico. E todo mundo sabe como temos nos saído em clássicos…Se a degola do Delegado depende do Vasco entrar na zona de rebaixamento, é melhor já procurar um novo técnico para tentar evitar essa situação antes que ela aconteça na quarta.

***

Wágner Diniz tirou as trancinhas mas continuou jogando mal. Não fosse a participação no primeiro gol e no pênalti, seria uma partida para se esquecer. Ele melhorou com a entrada do Morais, provando que se for pra tirar um, é melhor não colocar o outro. Já o Morais entrou querendo mostrar serviço e acabou fazendo besteira: o lance do segundo gol deles começou quando ele tentou fazer graça ao invés de jogar simples. Leandro Amaral correu, correu, correu e acabou tendo sua atuação comprometida pela péssima cobrança do pênalti.

Na zaga, Eduardo Luiz novamente não foi bem (deixou o atacante do Furacão chegar antes na bola no lance do primeiro gol, por exemplo) e Luizão se desdobrou pra dar alguma segurança ao setor. Foi o que se saiu melhor na função, já que o Rodrigo Antônio não marca, não desarma e raramente o vemos em campo.

Jean, coitado, continua sacrificado no esquema do Lopes. Assim como Jonílson, que continua sendo o único no meio a marcar decentemente. O Mateus não fez nada que o comprometesse, mas também não fez nada que o destacasse. A entrada do Alex Teixeira deu mais movimentação ao meio e com a entrada do Morais acabamos igualando o jogo. Com um técnico que saiba o mínimo da sua profissão pode ser que os dois façam um bom meio de campo no futuro.

Abukabar foi surpreedentemente escalado como titular e durante alguns momentos buscou mais o jogo que o próprio Leandro Amaral. Não foi uma maravilha, mas ele pelo menos não se omitiu. Pelo jogo de hoje, ele e até o Alan Kardec, que entrou e marcou, podem muito bem substituir o Animal. Eles pelo menos correram no jogo.

Update: COUTINHO FICA ATÉ OS 18 ANOS; DEPOIS, VAI PARA A INTER DE MILÃO - noticia o Netvasco. 

Não dá pra confiar 100% no que diz o Neca, mas ele prometeu dar uma entrevista coletiva sobre o assunto dentro de alguns minutos.

Já vimos que o vice de futebol não é dos mais centrados em suas declarações, mas também não podemos acreditar incondicionalmente em tudo o que sai na mídia. O que eu acho engraçado é que todo mundo caiu em cima da diretoria antes de qualquer coisa ter sido confirmada. E devem ser os mesmos torcedores que sempre reclamam dos complôs dos meios de comunicação. Não entendo porque esses acreditam em todo boato que aparece, como Odvan, Preto, etc, etc….

Simpatia é quase amor, mas precisamos dos pontos…

Qui, 17/07/08
por JC |

Dizem que Alex Teixeira será o substituto do Edmundo no jogo de hoje contra o Goiás, na Colina Histórica. Bom, dizem porque nunca se sabe o que o Delegado pode aprontar (basta lembrar que o Vitor estava confirmado contra a mulambada e quem jogou foi o Luizão).

Mas acho que está mesmo na hora do garoto começar a jogar com mais freqüência. A demasiada expectativa gerada pela sua estréia entre os titulares atrapalhou o garoto. Tanto que depois de amargar um banquinho, Alex Teixeira voltou sendo muito mais efetivo, ajudando a equipe com gols, o que era raro de acontecer no carioca.

Se Lopes optar pelo simples, AT entra, mas não fica na posição do Animal. Todo mundo já viu que mesmo sendo esforçado, Jean não rende tanto no meio, então o Delegado deve avançá-lo e deixar o Alex como meia armador, mas com liberdade para chegar à frente e finalizar. Bom, pelo menos isso me parece o mais simples…não dá pra prever o que se passa pela cabeça (e que cabeça!) do nosso treinador.

A problemática é que mesmo que o Vasco jogue com mais um homem de criação no meio, com o Alex a marcação no setor continua sem a força necessária. Talvez se o Lopes avançasse um pouco o Rodrigo Antônio, para que ele atuasse como um volante - sem a obrigação de cobrir as subidas das laterais, o que aliás ele não vem conseguindo - o setor defensivo do meio de campo ficasse mais equilibrado.

Mas aí, estaríamos jogando no 4-4-2. E todos sabemos que o Lopes prefere o 3-5-2, 3-4-3 ou qualquer outro esquema menos convencional…

De qualquer forma, com a campanha irregular que estamos fazendo, vencer em casa é obrigação, ainda mais contra adversários que estão abaixo de nós na tabela. Até sinto alguma simpatia pelo auriverde goiano, mas não isso não me impede de torcer muito para que ganhemos, e bem, do time do planalto.

 ***

Update: vale o registro: hoje é aniversário do Morais, que completa 24 anos. Esperemos que com a idade venha mais experiência e que isso o ajude a atuar de forma mais regular. Futebol para isso ele tem.

Tema livre

Ter, 15/07/08
por JC |
categoria Tema Livre, Update

Dar tempo para a nova diretoria solucionar as questões mais importantes do clube é a coisa mais lógica a se fazer. Não há o menor sentido em cobrar mudanças que precisariam, não meses, mas anos para serem feitas completamente em duas semanas de mandato. Ponto.

Agora, se o presidente diz que vai resolver questão X no prazo Y, então Y tem que ser respeitado. Se ontem era a data para se definir a contratação do Roque Jr., essa definição tinha que estar mais tardar hoje pela manhã em todos os jornais. Claro que a diretoria não tem como obrigar qualquer jogador a responder propostas no dia que se quer.  Mas se o clube deu um prazo para a torcida, esse prazo deveria ser o mesmo para o atleta. E se ele não desse sua resposta, que o clube desistisse da contratação (até porque, o Roque Jr. nem é essa bola toda que todo mundo diz. É um bom reforço diante da penúria da nossa zaga, mas como precisamos trazer um zagueiro, acho melhor o Juninho: mais novo, mais em conta e deve estar louco pra mostrar serviço).

É a segunda bola fora da nova diretoria (a primeira é a hidroencefálica questão que todos sabemos). Se esse impasse de “vem-não vem” do Roque Jr. não se resolver hoje, vai ficar muito chato, Dinamite…

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Leandro Amaral e Morais despertam o interesse dos times gringos e podem deixar o clube quando a janela para transferências internacionais estiver aberta.

Na minha opinião, dependendo da proposta, nem seria má idéia.

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487 participantes. Falta pouco para a comunidade do Blog da Fuzarca no Orkut chegar aos 500 membros, galera…

Update: por falar em Orkut, o aplicativo do Vascão já está disponível para quem tem a nacionalidade brasileira na página.  Agora ninguém mais tem desculpa para não mostrar o orgulho cruzmaltino no seu perfil.


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