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Derrota

Qui, 09/10/08
por JC |
categoria Resenhas, Update, Vídeos

Tirando o espírito de luta e o poder de reação que não vemos há muito tempo no time, o empate de ontem contra o Sport  não teve outro gosto para a torcida além do da derrota. Se em alguns momentos jogamos até razoavelmente, analisando o jogo em sua totalidade tivemos mais uma apresentação bem abaixo do que desejamos.

Como eu havia imaginado, jogar com 3 volantes matou as oportunidades que poderíamos ter de contra-atacar. Isso é ruim, mas se os três homens de contenção nos dessem a contrapartida de uma maior proteção à zaga, uma coisa compensaria a outra. Mas nem isso aconteceu. O time estava disperso em campo, os volantes não marcavam em cima e o Sport teve todo o espaço que quis durante a partida inteira, principalmente na meia hora final do jogo. Nossa marcação era sempre frouxa, permitindo que o adversário tocasse a bola com toda tranquilidade até a nossa área, onde, aí sim, os zagueiros chegavam mordendo. Resultado? Pressão dos pernambucanos o tempo todo e chutões da zaga pra rechaçar o perigo. E com Jonílson, Mateus e Victor, não adiantava esperar que o rebote ficasse conosos ou, ainda mais difícil, que um dos três criasse um contra-ataque.

E como nem os laterais faziam muita questão de apoiar ao ataque, os únicos dois que tinham pretensões ofensivas eram o Alex Teixeira e o Leandro Amaral. Mas sem receber as bolas, os dois só tinham duas opções: ou tentavam dominar alguns dos vários chutões vindos da nossa defesa (o que era complicado, já que eram eles sozinhos contra os três zagueiros do Sport) ou eram obrigados a recuar e iniciar as jogadas no nosso campo.

Ou seja, o cenário era dos mais terríveis. Apesar do primeiro lance de perigo ter sido nosso - uma bola no travessão depois de bela cobrança de falta do Baiano - o que vimos foi o Sport em cima do Vasco o tempo todo. Mesmo sem transformar o domínio de bola em muitas chances claras de gol, o rubro-negro levou perigo, principalmente em chutes de fora da área. Essa foi a consagração de Rafael, que entrou na fogueira depois de Roberto passar mal antes do início do jogo. Pelas defesas que fez no jogo, nosso terceiro goleiro mostrou - pelo menos até agora - que merece a vaga.

Mas como Rafael não é santo pra fazer milagre, num lance de sorte o Sport abriu o placar, depois do Baiano ter desviado a bola para nossa rede depois de despretensioso chute do meia adversário. Nesse momento todos os vascaínos devem ter pensado que a novela ia se repetir e que veríamos outra derrota fora de casa.

 Mas a impressão durou pouco tempo. Dois minutos depois chegamos ao empate, na única maneira que poderíamos com a escalação feita pelo Churrasqueiro: uma roubada de bola na vacilada de um zagueiro, Alex Teixeira dá um passe açucarado para Leandro Amaral que, de primeira, empata a partida. E para nossa surpresa, viramos a partida em seguida. Depois de mais uma roubada de bola, o Vasco subiu em bloco e depois de uma troca de passes Leandro Amaral arrematou de esquerda marcando um golaço. O primeiro tempo terminou com os vascaínos esperançosos de uma segunda e mais que providencial vitória fora de casa.

Veio o segundo tempo e o Sport seguiu pressionando. Apesar disso, o Vasco era quem chegava com algum perigo, indo na boa e contando com as corridas do Leandro Amaral, que ontem parecia ter alugado um terceiro pulmão. Apesar disso, nossa zaga ainda cedia muito espaço ao rubro-negro, que rondava nossa área o tempo todo. Seguíamos nos segurando e tentando encaixar outro contra-ataque na base dos chutões. Enquanto Leandro Amaral teve pernas, conseguíamos fazer alguma coisa, mas na metade final do segundo tempo, seria humanamente impossível ele não estar cansado. Renato começou a fazer suas alterações, trocando Valmir e Fernando, contundidos, - por Eduardo Santos e Odvan respectivamente -  e Alex Teixeira por Abubakar. As alterações não alteraram o panorama da partida. O Sport seguia martelando e os 428 defensores do Vasco continuavam espanando a bola da área. O time recifense atacava sem muito perigo e o Vasco esperava o jogo acabar quando, no finalzinho, a zaga dá um daqueles apagões coletivos que nos rendem o título de pior zaga do campeonato, e sofremos o empate.

Olhando no contexto do campeonato, foi um resultado razoável. Prum time que não tem conseguido empates nem em casa, arrancar um ponto do Sport na Ilha seria um feito. Mas depois de 90 minutos se segurando na defesa, ver dois pontos indo embora dessa forma é de matar qualquer torcedor de raiva. Serve de consolo imaginar que, mesmo jogando novamente mal, a disposição e a garra do time foram outras e que isso já é uma ajuda para as próximas batalhas que vêm por aí. Como o próprio Leandro Amaral falou ao fim do jogo, se jogarmos sempre com esse empenho, dá pra se livrar do rebaixamento contando com nossas próprias pernas.

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Depois da partida de ontem, nós já temos um novo titular no gol, não é, Renato? Não dá pra voltar com o Tiago ou Roberto depois da atuação excelente do Rafael ontem.

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Vão falar mal do cara e crucificá-lo por conta do gol contra, mas achei que pelo menos ontem o Baiano não foi tão mal. Além da bela cobrança de falta no início da partida, foi depois de uma jogada sua que Leandro Amaral fez o segundo gol. Baiano não foi nenhuma maravilha, ainda está fora de forma, mas pelo menos dá mostras de que pode se útil ao time.  Já o Valmir se ateve à marcação, coisa que não faz com muita eficiência (graças ao seu porte físico esquálido). A seu favor, no segundo tempo ele fez o que deve ter sido o primeiro cruzamento certo do Vasco no ano - desperdiçado pelo Mateus numa cabeçada ridícula. Ele cedeu lugar ao Eduardo Santos que entrou bem e tentou segurar a bola no ataque na base da habilidade. Mas como ele não tem tanta assim, alguns lances foram desperdiçados por preciosismo.

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Se a função dos volantes era dar segurança à zaga, ontem os nossos três falharam completamente ontem. Espalhados, marcando à distância e, pior, marcando a bola e não o jogador, Jonílson, Victor e Mateus não conseguiram evitar a pressão do Sport. Deixando para “morder” já na nossa intermediária, nossos volantes acabaram se embolando com nossos zagueiros. Isso criou um congestionamento na nossa área que até ajudou em alguns momentos. Mas quando tomávamos as bolas, havia um rombo enorme entre o meio campo e o ataque. Some isso ao fato de que nunca saíamos tocando a bola e só dávamos bicões pra frente e fica compreensível porque tivemos tão poucos contra-ataques.

Pelo menos, não faltou vontade aos três volantes. E me parece que o problema maior deles na partida de ontem foi de posicionamento (coisa que quem tem que corrigir é o Churrasqueiro).

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E a nossa zaga? A nossa zaga é o de sempre: pouca inteligência e muito desespero. Mas ontem a zaga foi até acima da média habitual. Conseguiram se antecipar em vários lances, jogaram firme quando preciso e deram seus bicões de sempre. E, incrível, nenhum dos três zagueiros foi expulso!

Mas é claro que, como nada é perfeito, rolaram as vaciladas. Um time armado com 3 zagueiros não pode ser o tempo todo atacado pelas laterais como fomos ontem. Os laterais tinham que cobrir os avanços dos alas do Sport, mas era pra ter um zagueiro na sobra sempre. E em muitos momentos ontem nem os laterais cobriam bem, nem a sobra existia. O lance do primeiro gol foi ridículo: bola espanada depois de escanteio, sobra para um jogador do Sport dentro da área que rola para um meia do seu time quase na linha lateral. Ele recebe livre, dá três passos com a bola e NINGUÉM apareceu pra fechar o chute. Aí não dá!

O lance do segundo gol então…desatenção total da zaga, já crendo que o jogo estava resolvido. Mas vale frisar que um dos zagueiros teve a chance de destriur a jogada, mas não conseguiu. E novamente ele, Jorge Luiz (que nem tinha comprometido até aquele momento) vacila: ele entrou com pé de moça numa dividida e não roubou a bola do atacante do Sport que centrou para um jogador praticamente aleijado marcar, livre de marcação.

E ontem também teve a reestréia do Odvan no time do Vasco. Para ele, deve ter sido um momento inesquecível. Para os torcedores, o melhor é esquecer a quantidade de lances em que ele quase faz pênaltis porque está sem ritmo de jogo algum.

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A participação do Alex Teixeira merece apenas um comentário. Das duas uma: ou o rapaz se alimenta direito ou pára de conviver com o Wagner Diniz. Pra ser cai-cai desse jeito, só pode ser por insuficiência vitamínica ou influência negativa. Pelo menos ele roubou a bola e deu um belo passe para o Leandro Amaral marcar o primeiro. Mas tirando isso, só pedaladas infrutíferas e tombos. Abubakar entrou no seu lugar e mostrou que pode muito bem ser uma opção melhor que o Alan Kardec.

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Se foi pra mostrar serviço pra diretoria do Sport, tomara que a mulambada ligue para o Leandro Amaral às vésperas do clássico. Dois golaços, muita correria e a entrega de sempre. Torcemos que sua pontaria tenha voltado de vez.

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Renato: qual é o seu problema com o Pedrinho?

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Update de falta de tempo: estava redigindo o post sobre o jogo quando fui chamado às pressas para uma reunião. Só pra terminar a resenha, mais alguns pontos.

Como bem lembraram vários comentaristas, apesar de ter sido disparado o melhor do jogo, foi justamente Leandro Amaral que iniciou a jogada que originou o gol de empate do Sport. Com a bola no ataque ele recuou a bola displicentemente nos pés de um jogador adversário e deu no que deu. Seria injustiça culpá-lo pelo resultado, mas quem vive reclamando que os companheiros precisam ter atenção o tempo todo não pode cometer uma falha dessas.

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Muitos disseram que o time melhorou com a saída do Edmundo. Acho isso um engano. O time continuou frágil na defesa e sem ligação entre meio e o ataque. A diferença é que dessa vez o time correu e jogou com vontade. E não teve um sujeito paradão em campo gritando com todo mundo.

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Outra coisa que ficou evidente com a ausência do Animal: mesmo não se acertando em campo, o time se falou o tempo todo. Isso, ainda mais em um time que não parece ter muito a mão do técnico, é fundamental para que todos fiquem espertos (pena que não funciona em 100% dos casos). E outra: há quanto tempo não vemos uma comemoração de gol tão empolgada e com tantos jogadores se abraçando como a do gol da virada? Se lembrarmos da “festa” feita pelo time no gol do Edmundo contra o Ipatinga, é fácil ver a diferença gritante.

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É melhor nem pisar na Ilha”, “Menos de 4 x 0 é vergonha”, “impossível perder”, “vamos massacrar vocês”. Esse era o teor dos vários comentários feitos – e deletados – pelos torcedores do Sport antes do jogo.

Hoje o número dos comentários dos torcedores pernambucanos diminuiu muito e o teor dos que sobraram é bem mais ameno….

Desequilíbrio

Dom, 05/10/08
por JC |
categoria Resenhas

Precisávamos ganhar. Então Renato Gaúcho montou o time com três atacantes e dois meias ofensivos.

Podia dar certo? Podia. Mas era preciso fazer um gol antes que o Figueirense percebesse que o time com a segunda pior defesa do campeonato - até ontem - estaria ainda mais frágil que o normal. Não fizemos o gol.  E levamos um daqueles que acontecem em final de pelada de veteranos (quando ninguém mais corre e sempre tem um cara completamente livre de marcação).

Se tínhamos que partir com tudo pra cima quando o jogo estava 0 x 0, com o placar adverso é que não poderíamos fazer diferente. Mas aí o segundo tempo nem precisou começar direito para o Figueirense fazer mais um gol numa total falha de marcação. Aliás, minto: não pode haver falha em algo que não existe. O zagueiro do Figueira estava completamente sozinho na hora de escorar o escanteio para as nossas redes.

Depois disso, o time, que já carece de confiança, se perdeu de vez. Tiago levou um gol de falta do meio da rua, Madson foi expuslo - o que é natural quando obrigam um cara a marcar quando ele não sabe - e ainda levamos outro, depois de um cara ter todo o espaço para cruzar do meio de campo para outro sujeito bagunçar com nossa zaga e marcar.

Os dois gols que fizemos não valeram de consolo. O Figueira já não queria mais jogar - nem precisava - e os quase 19 mil torcedores presentes, que fizeram a sua parte até onde era aceitável, já não acreditavam que pudesse acontecer alguma mudança no jogo. E não aconteceu. Mais uma derrota em casa, mais uma goleada e faltando 10 rodadas para o fim do campeonato, o Vasco consolidou a lanterna.

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Ainda dá pra escapar? Estamos a 2 pontos de sair da zona, temos 10 jogos pela frente e se nossos concorrentes diretos continuarem nos ajudando, não será nada impossível nos livrarmos dessa situação. Mas só olhar a tabela não é o bastante para que fiquemos confiantes. Apresentando esse futebol, como é que algum torcedor pode ter esperança de conseguir bons resultados contra Sport e Goiás (fora de casa) e contra a Mulambada? Se perdermos mais 9 pontos - o que parece ser bem provável pelo que estamos jogando - vai ficar MUITO difícil escapar.

Ontem, com 15 minutos do segundo tempo a torcida começou a deixar a Colina. Na entrevista coletiva depois do jogo, o Churrasqueiro não estava com a menor cara de quem tem esperança. Se a torcida e o técnico não acreditam mais, só resta aos próprios jogadores confiarem em si. Só que, aparentemente, eles já não confiam na virada há muito tempo.

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Algumas perguntas:

E agora, Renato? Jogando fora vai armar o time com 3 zagueiros e 3 volantes?

A palavra “equilíbrio“. Já ouviu falar dela?

Com o Madson suspenso, será que o Pedrinho terá chance de começar uma partida?

Você vai seguir com o rodízio do Edmundo? Ele não vai para o Recife, vai?

Sem muitas palavras…

Dom, 28/09/08
por JC |
categoria Resenhas

Nos últimos jogos em São Januário, os comentários dos meus amigos após as partidas eram sempre o mesmo: “Pra gente é ruim, mas já terminou. Pior você, que ainda vai ter que escrever sobre isso tudo“. Depois  de mais uma derrota, dessa vez para aquele que era o lanterna do campeonato, não há como ter ânimo de escrever qualquer coisa. Então, sendo breve…

Novamente uma rebatida para frente da área e novamente gol do adversário. E dessa vez, com o agravante de uma bola passando por debaixo do seu corpo quando o chute veio. Não consigo entender como o Tiago ainda pode ter alguma moral para ser titular do time cometendo a mesma falha desde o Campeonato Estadual.

Jorge Luiz está conseguindo o feito de ser o pior zagueiro em uma zaga que conta com Eduardo Luiz. E nem estou falando do pênelti que ele comenteu, que não seria feito nem pelo zagueiro reserva do time da APAE. Mesmo que tenha sido falta em cima dela no lance - e eu acho mesmo que foi - um zagueiro com 1,85m e 80Kg não pode ficar caindo em uma bola dividida com um cara que devia ter metade do seu tamanho. E não foi apenas nessa situação em que JL desabou, foram várias vezes durante a partida. Alguém precisa avisar ao rapaz que um zagueiro não pode ser cai-cai.

Fiquei reparando no Johnny nessa partida. Acho que ele deve ser o jogador de futebol profissional mais lento do mundo. Coisa pra entrar no Guiness mesmo. É incrivel a lentidão com que ele volta para marcar quando perdemos a bola e como NUNCA acompanha o jogador que está marcando quando esse passa a bola.

Não fosse pelo gol (do Edmundo, depois de passe do Leandro Amaral) , nosso ataque passaria completamente desapercebido. Mais uma vez.

O Renato tem que se virar: não dá pro time ficar sem o Pedrinho. Mesmo tendo uma atuação discreta, com a entrada dele passamos de UMA finalização no primeiro tempo para nove ao final do jogo.

E por falar no Churrasqueiro: ele é o segundo treinador que quando tem mais tempo para treinar o time consegue deixá-lo pior. E ele também errou ao tirar o Fernando e manter o Jorge Luiz em campo (por motivos óbvios).

Ao final da rodada estamos em penúltimo lugar na tabela. A situação fica cada vez mais complicada e o tempo para revertê-la, cada vez menor.

Ataque cardíaco…

Seg, 22/09/08
por JC |

Depois de mais uma derrota para o Palmeiras - repetindo o placar do primeiro turno (2 x 0) - o que era de se esperar seria a habitual enxurrada de críticas e xingamentos à zaga e de elogios do tipo “Leandro Amaral é o único que se salva nesse time“.  Pois é, mas pelo que vi na partida ontem, dessa vez a história tem que ser outra. Tem que ser outra porque ontem, apesar do placar do jogo, nosso ponto fraco foi o ataque e não a defesa.

Renato Gaúcho pode ter mantido a base do técnico anterior, pode não ter tido tempo de comandar muitos treinos, mas a sua chegada parece ter feito o Vasco acordar um pouco. O time jogou com mais disposição e fez um jogo parelho com o vice-lider do campeonato. A defesa estava mais segura e mesmo jogando de forma cautelos, o time não fez como das outras vezes e não abdicou totalmente da ofensividade, lançando-se em contra-ataque quanto tinha chance.

O problema é que vontade extra não garante qualidade extra. Sendo os mesmos jogadores de sempre, era de se esperar o que acaba acontecendo sempre: um descuido. E foi nessa que o Palmeiras fez seu primeiro gol, depois de deixarem Diego Souza livre na grande área.

Voltamos para o segundo tempo sem alterações, mas mesmo assim tomamos a iniciativa do jogo. O Vasco tentava pressionar o Palmeiras e o Porco se segurava sem muitas complicações. Tentávamos jogadas pelas pontas, mas os cruzamentos nunca eram bons. Quando tentávamos pelo meio, a falta de movimentação de Leandro Amaral e do Edmundo facilitava a vida da zaga suína. Até que o Animal finalmente conseguiu fazer uma boa jogada, encaixou um passe açucarado para o Leandro Amaral, que entrou livre na área e….chutou para fora. Era a nossa melhor chance de empatar e mudar a cara da partida, mas o cobrador de “vergonha na cara” do time não teve competência para fazer o gol mais feito do Vasco. 

Se isso não foi um banho de água fria no time, o que aconteceu depois foi: numa bola dividida no meio de campo, André acerta um carrinho por trás em Kleber e é expulso sem nenhum titubeio por parte do juíz. Era a segunda falta do nosso zagueiro na partida, o atacante não ia em direção ao gol, outras faltas como aquela tinham acontecido no jogo. Mas, como já se sabe, contra o Vasco, o rigor dos juizes deve ser total. Já para os adversários, pode-se dar uma aliviada, como num lance minutos antes da expulsão, quando o mesmo Kleber segura o Madson com as duas mãos, o derruba impedindo nosso contra-ataque e o juiz não disse um “ai“para o atacante palmeirense. Mas isso não é nada demais, claro. É apenas mania de perseguição.

Mesmo com menos um e perdendo, o Vasco seguiu buscando o gol, sem muita eficiência, é verdade. E como o time se lançou ao ataque, ficou mais vulnerável aos contra-golpes suínos. E numa dessas, Alex Mineiro fez o segundo e enterrou de vez as chances de conseguirmos ao menos um pontinho em SP.

Agora Renato Gaúcho terá uma semana - isso se a insana vontade de continuar na Sul Americana não acabar nos rendendo a vaga - para escolher o time que quer e treiná-lo. O Vasco mostrou alguma evolução na partida de ontem, mais ainda é pouco. Os dois próximos jogos são importantíssimos, já que jogamos com Ipatinga e Figueirense, ambos também lutando para não cair. Conquistando esses 6 pontos, o Vasco poderá dar uma respirada e tirar dos ombros o peso de estar na zona de rebaixamento.

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A zaga é um setor onde não pode haver falhas. Quando elas ocorrem, não interessa se a defesa fez uma boa partida, o que marca é o diabo do descuido cometido. Foi isso que aconteceu no jogo de ontem. Nossos defensores foram até bem, dentro de suas limitações. Rafael não teve muitas dificuldades durante o jogo muito em função dos jogadores terem jogado firme. Surpreendentemente eu destacaria o Vílson entre os zagueiros.  Ele marcou bem o Kleber, não permitindo que ele tivesse muitas chances durante a partida (Ah…vale lembrar que no lance de falta que originou o primeiro gol palmeirense, o Kleber segurou o Vilson pelo calção. Mas, por uma infeliz fatalidade, o lance marcado foi o seguinte, uma falta nossa. Que azar, não?).

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Ao que parece, Rodrigo Antônio e Marquinhos não terão com o Churrasqueiro a mesma sorte que tinham com Lopes e Tita. Um não foi nem escalado e o outro - que só tem jogado por falta de um substituto para o WD - foi substituido pelo Pedrinho no segundo tempo. Se isso se concretizar, já terá valido a troca de técnico.

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Engraçadas as declarações do Leandro Amaral. No fim do jogo e depois em uma coletiva, ele ressaltou a melhora do time mas fez questão de falar, nas duas vezes, que a zaga ainda dá umas vaciladas. Sobre o incrível gol que ele perdeu, nenhuma palavra. Até entendo…com 6 em 20 jogos, ele está mesmo com muita moral pra reclamar da zaga.

Com esse desempenho, é melhor o Leandro se ligar na concorrência chilena pela vaga no time que ele enfrentará daqui pra frente.

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A rodada nos ajudou bastante e se não fosse a vacilada do Botafogo, ela seria perfeita. Ainda dependemos apenas das nossas pernas e falar que precisamos de um milagre para saírmos da degola é exagero. A situação é terrível pelo que o Vasco representa dentro do futebol mundial, mas vamos sair dessa. Por isso, a torcida tem que continuar incentivando o time (ainda mais agora que o técnico que todo mundo queria está no comando).

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Ontem uma emisora de rádio noticiou que o salário do Renato Gaúcho está sendo pago em parte pelo Sr. Olavo Monteiro de Carvalho. E pelo valor acertado - na casa das centenas de milhares de Reais - o Churrasqueiro seria o treinador mais bem pago da história do clube.

E impressão minha o senso de prioridade foi pras cucuias nessa???

Mais uma, menos um…

Qui, 18/09/08
por JC |

Mais uma derrota -  o Palmeiras jogou quando quis e fez 3 x 0 na gente com certa facilidade. A partida até foi igual durante alguns momentos, mas era só dar mais uma forçadinha que “pimba“, alguém do time dava um mole e os suínos chegavam lá e marcavam.

Menos um técnico - Depois da quarta derrota seguida, Tita pediu o boné. O começo com algumas boas vitórias acabou  mostrando ser aquele gás inicial que toda mudança de técnico trás. A seu favor, pode-se dizer que o departamento médico não ajudou (ele mal teve jogadores pra formar o time ontem e essa foi a tônica durante todo seu tempo de comando) e que os freqüentes “enganos” da arbitragem prejudicaram em algumas partidas. Por outro lado, a incapacidade de fazer o time jogar pra frente (principalmente fora da Colina) e várias substituições equivocadas foram decisivas para o fim da sua melancólica passagem pelo clube.

Superando marcas - Marquinhos me surpreendeu. Ontem ele conseguiu ter uma atuação pior que a do Vílson, que não consegue ser bom sequer na sua função de origem e contra os porcos  jogou improvisado na outra lateral. Com isso,  o Marquinhos atinge um novo patamar de incapacidade técnica…

Mais enganos - o problema é que sempre são em lances que deixam margem para interpretações. Mas a falta no lance do segundo gol (o gol que definiu de vez a partida) foi clara. E em se tratando de quem a fez - o “street fighter” Kleber - na dúvida é sempre melhor marcar a infração, já que o cara adora bater.

Claro que isso não justifica o Marquinhos ter perdido na corrida para o atacante suíno e ter caido como do jeito que caiu, como uma mocinha. E, obviamente, a falha canhestra do Roberto também não foi culpa do Simon.

O pior - mas mesmo com o erro grotesco do Roberto e com a atuação normal do Marquinhos, pra mim o pior do time foi o Jorge Luiz. Ele NUNCA está bem posicionado. É irritante ver como passa quem quer na frente dele, sem que ele faça qualquer coisa. Terrível.

De dar pena - dá uma tristeza ver o Leandro Amaral e o Madson em campo. Os caras correm, correm, correm e no fim, nada. Bom, “nada” mais ou menos…O Leandro Amaral pelo menos saiu de campo detonando todo mundo. Mais uma vez.

Decepção - Outro “nada” ontem foi o Mateus. A torcida esprava muito dele, mas ele foi tão mal que acabou sendo substituido pelo Rodrigo Antônio, que também não acertou nada, mas mesmo assim ainda foi um pouco melhor. Pra vocês verem como o Mateus estava ontem…

Lado bom - como tudo tem seu lado positivo, sair da Sul Americana obriga o Vasco a ter como foco unicamente o Brasileiro (até porque não tem outra competição pra jogar). Se já está complicado sem ter que ir pros cafundós da América do Sul, imagina com não ficaria se o time ainda tivesse que viajar…

Sugestão - sei que a diretoria não deve ler isso aqui e, mesmo que leia, não deve levar em consideração. Mas se eu fosse sugerir um novo técnico, seria o Vágner Benazzi. O cara está de bobeira, não é fanfarrão como uns e outros cogitados e sabe armar times para sair de situações complicadas.

Agora é na calculadora…

Seg, 15/09/08
por JC |
categoria Resenhas

Pode-se dizer que a derrota para o Náutico ontem começou com falhas individuais. Pode-se dizer que não há esquema que se sustente quando um zagueiro é expulso no primeiro tempo. Pode-se até reclamar da arbitragem, que mais uma vez foi extremamente condescendente na distribuição de cartões ao adversário.

Agora, não há desculpas para o time ter treinado dez dias em uma mini-temporada e voltar jogando pior do que estava jogando antes. Conseguimos fazer uma apresentação pior do que contra o Cruzeiro e isso contra um time que veio apenas para jogar no contra-ataque. Não adianta nada o time ter mais posse de bola e não conseguir criar uma jogada de gol sequer. E adianta muito menos ver os Serginhos e Jorge Luizes da vida fazendo besteiras o tempo todo.

Aliás, as besteiras dos jogadores escalados como titulares nos faz pensar: Pedrinho, Fernando e Johnny não vieram para ser titulares? Então por que não começaram jogando? E se vieram apenas para disputar uma vaga, pra que foram contratados? O Marquinhos é um cara extremamente limitado, mas ontem tinha a seu favor o fato de ser o único lateral direito de origem e pelo menos acertou o primeiro cruzamento da sua vida, que resultou no gol. Mas e o resto das escolhas do Tita?

- Digam que o cara é torcedor da mulambada, que está fora de ritmo e que não é lá essas coisas no trato com a bola, mas eu duvido que o Fernando falhasse de forma canhestra como Jorge Luiz falhou no lance da sua expulsão. E se o chapéu desclassificante que o André levou no lance do segundo gol dos caras fosse na frente do Fernando, o atacante do Náutico estaria até agora no hospital.

- E se a intenção do treinador ao começar com o Pedrinho no banco era preservá-lo, adiantou muito colocá-lo em campo com um jogador a menos e com a responsabilidade de salvar o time. E enquanto isso a torcida foi obrigada a ver o Edmundo se arrastando em campo mais uma vez por um tempo e meio da partida.

- Johnny não é o coringa, o cara que joga nas 11? Porque não começar com o cara como volante? Ele entrou e mostrou ser melhor que o Serginho (não que isso seja vantagem). E se Johnny iniciasse a partida, Serginho não estaria em campo para iniciar o contra-ataque que originou o primeiro gol do Náutico.

Mesmo com todas as desculpas (as tais falhas individuais, contusões, jogadores suspensos e etc), não dá pra tirar do Tita a responsabilidade,  até porque ele é o comandante do time. Mesmo quando o time estava completo, não estávamos criando nada. E isso, depois da semana na Granja Comary para “acertar o time“. Agora temos duas partidas seguidas contra um empolgado Palmeiras. Se o Vasco voltar a se apresentar como ontem, é melhor o Sr. Paixão aproveitar que está em São Paulo e procurar uma vaga em algum time por lá. A segunda divisão paulista tem um campeonato muito disputado.

***

Tá certo que muita gente cobra coisas meio sem sentido para a nova diretoria. Mas uma coisa que o Dinamite pode fazer - não só pode como DEVE - e que não custa dinheiro, nem depende de fim de contratos é defender os interesses do clube. Defender ferozmente, digo. Não é admissível que em dois jogos seguidos, em pleno São Januário, a torcida assista os juízes expulsando nossos jogadores a torto e a direito e fazendo vista grossa para o que os nossos adversários fazem.

As duas expulsões de ontem foram justas, como foram as contra o Cruzeiro. Mas um tal de Derley, que levou um amarelo por reclamação ainda no primeiro tempo, seguiu durante o jogo todo distribuindo bordoadas e gritando com o juiz e nada do segundo cartão aparecer. E não apareceu mesmo. Tivesse sido utilizado os mesmos critérios, o Náutico ficar com menos um bem antes do segundo gol e da expulsão do Roberto. E aí, a história poderia ser outra (isso pra não comentarmos que o lance do segundo do Náutico começou numa roubada de bola claramente faltosa em cima do Leandro Amaral).

Não é uma questão de pedir que a arbitragem pegue leve com o Vasco. Mas o que o Dinamite tem que fazer é EXIGIR que os sopradores de apito sejam justos. Dois pesos e duas medidas não dá! É preciso fazer alguma coisa, mas alguma coisa prática. Esse lance de representação na CBF já mostrou que não adianta de nada.

 ***

Conquistamos ZERO pontos de seis possíveis em São Januário. Se não conseguirmos vencer duas fora para compensar, a venda de calculadoras na Colina - que já deve ter começado - vai aumentar muito….

Uma derrota em 5 minutos

Sex, 05/09/08
por JC |

Pelo teor dos comentários postados depois da derrota de ontem do Vasco para o Cruzeiro, tenho certeza de uma coisa: ninguém vai concordar com o que vou escrever.  Pra começar logo com polêmica, a meu ver, não dá pra culpar o Tita pelo resultado. E pra que eu seja detonado de vez nos comentários, não achei que o time tenha jogado tão mal. Vinhámos fazendo uma boa partida até que em 5 minutos tudo foi por água abaixo.

Tita fez a melhor escalação possível no momento. Sem Rodrigo Antônio, com Mateus começando o jogo. Alex Teixeira, que era dúvida, também foi titular. E apesar dos melhores momentos selecionados e das matérias na mídia em geral não mostrarem, o Vasco começou melhor o jogo, pressionando o Cruzeiro. A movimentação na frente estava boa, Alex Teixeira por um lado e Madson por outro criavam jogadas e tivemos pelos menos duas chances claras de gols, as duas desperdiçadas pelos nossos atacantes (uma, numa furada bisonha do Alan Kardec e  outra com o Edmundo tropeçando na bola na pequena área depois de passe do Alex Teixeira). 

O Cruzeiro conseguiu equilibrar a partida até os fatídicos 5 minutos que fizeram tudo desandar. Tudo começou com uma falta violenta sofrida pelo Wagner Diniz (que rendeu um leve amarelinho depois de muita reclamação da torcida), que ficou apenas mais alguns minutos em campo e teve que sair. Com isso, entrou o Marquinhos em campo. Logo depois, Jonílson fez uma falta desclassificante e foi imediatamente e sem dúvida nenhuma do juíz, expulso. Em seguida, o juíz marca um pênalti depois do tampinha Mateus ter protegido o rosto de uma bolada com as mãos. 1 x 0 Cruzeiro. Pra terminar, numa jogada em que, ao mesmo tempo, Marquinhos, Eduardo Luiz e Tiago falham, o Cruzeiro marca o segundo.

O jogo parecia perdido. No segundo tempo, Tita tentou recompor o time de acordo com as circunstâncias: tendo um jogador a menos e com dois gols de diferença no placar, Tita colocou um terceiro zagueiro e mais um volante, fechando o time e jogando no contra-ataque. E contando com a ajuda da preguiça do Cruzeiro - ninguém vai concordar com isso - o time não estava jogando mal. Se levarmos em consideração os jogadores que estavam em campo e que não havia mais a menor possibilidade de algum esquema possível de ser aplicado, estavamos até bem. Nessa conseguimos diminuir o placar, num lance de falta bem parecido com o gol que fizemos no Botafogo.

A torcida chegou a ter esperanças de um empate, que seria heróico num momento como aquele. Mas alguns minutos depois, Eduardo Luiz fez uma linha burra de forma idem e pra completar a cagada, Tiago faz um pênalti infantil e inútil, que deu números finais à partida. Vasco 1 x 3 Cruzeiro.

A torcida está de cabeça quente, com toda a razão. Mas é impossível analisar friamente um jogo dessa forma. Achei o Vasco ontem mais aceitável, por exemplo, do que no empate contra o Botafogo. Enquanto o time estava completo, o Vasco jogou bem. Mas com a saída do WD e a expulsão do Jonílson, o time acabou.

Muitos comentários falam que faltou garra. Dessa vez, nem concordo. Mesmo com um a menos, vontade não faltou. O que faltou foi qualidade. Nessa hora é que fica claro como a falta de elenco é grave. Marquinhos não pode ser o reserva da lateral direita (pra quem acha que eu pego no pé do cara, basta ver quem errou mais passes no jogo e rever o lance do segundo gol).  Serginho não pode ser uma opção também.

Obviamente, o medo do rebaixamento voltou a assombrar. Mas temos que lembrar que o Tita ainda não teve à sua disposição os dois Leandros, Valmir deve ter se aposentado e os reforços ainda não estrearam. Esse time que está aí não é o time titular do Vasco. E mesmo esse, apesar da deficiência crônica em algumas posições, não está entre os quatro piores do campeonato. O Vasco agora tem 10 dias apenas para treinar e para condicionar os jogadores que chegaram ao elenco. Esse é o tempo que o Tita terá ajeitar o time de uma vez por todas.

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Aos amigos, tudo. Ao Vasco, os rigores da lei“. Só mesmo adaptando o famoso ditado pra entender o que vem acontecendo. Para vencer seus jogos, o Vasco tem não apenas que superar suas próprias deficiencias, mas também tem que fazer uma partida impecável aos olhos dos árbitros. Porque já está claro: o que puder ser apitado contra o Vasco, será apitado. Não dá pra dizer que é roubo, tudo é questão de interpretação. Nosso azar é que a interpretação é sempre ruim para o nosso lado.

Não reclamo da expulsão do Jonílson, que foi justa. Mas minutos antes, o Wagner Diniz sofreu uma falta semelhante - que até o tirou do jogo - e o sr. Rodrigo Martins Cintra só amarelou para o cruzeirense depois da grita da torcida. Sem contar um monte de faltas não marcadas (no início do jogo, pelos menos duas próximas à área e que poderiam render bons lances ao Vasco não foram marcadas) e a total falta de critério na distribuição de cartões. Quando o jogo estava 2 x 1 , Madson pega uma bola em nossa intermediária, parte para o contra-ataque e é derrubado com um carrinho por trás. O juíz apita mas não puxa o cartão. Em seguida, André derruba, em pé, um jogador do Cruzeiro de costas para o nosso campo, no círculo central e leva o amarelo imediatamente. Isso foi o jogo inteiro, dois pesos e duas medidas…

E aquele pênalti….bom, vários lances iguais acontecem e outras partidas e as penalidades não são marcadas. Mas como foi contra o Vasco….Ou terá sido porque foi a favor de um time do G4? Depois dos pênaltis não marcados no jogo do Galo contra o São Paulo, eu não duvido mais de nada.

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Eu sempre disse por aqui que tanto faz o sujeito que vestir a camisa 1 do Vasco. Tiago e Roberto são goleiros medianos/fracos a meu ver. Mas depois de ontem, não tem conversa: FORA TIAGO!

Nem falo da titubeada - novidade! - que ele deu ao sair do gol no lance do segundo do Cruzeiro. Mas a expulsão dele ontem foi uma daquelas idiotices que não pode ser perdoada. Foi um lance dão grosseiro que dá até pra desconfiar que foi de propósito (ele já sabia que contra o Náutico certamente ia amargar a reserva. Sendo expulso, ele não teria sido barrado, e sim suspenso). Mas mesmo que não tenha sido premeditado, a infantilidade do ato, feito sem pensar em como ter menos dois em campo e ficar sem goleiro poderia prejudicar o time, já bastaria pro Tiago não apenas esquentar o banco, mas também tomar uma multa pela burrice.

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Edmundo tem aparecido muito mais ao final das partidas do que em campo. Ontem, no primeiro tempo, ele perdeu um gol porque tropeçou na bola. No resto do jogo, não acertou nada. Mesmo com o rodízio, ele não tem mais pique para atuar como um atacante de futebol profissional. Quem sabe com um pouco de treino, ele não pode ser reserva de goleiro?

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Por falar no Animal, mantê-lo em campo no segundo tempo e sacar o Alex Teixeira foi o único erro grave do Tita. O garoto estava bem e pelo menos consegue correr (o que é indispensável quando se tem apenas 10 em campo).

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Depois da partida de ontem, será que alguém ainda acredita que o Fernando não será um reforço pro time? É impossível ele ser mais fraco que o Eduardo Luiz. E depois do Edu ter sido execrado pela torcida, acho que até o tal de Johnny será um reforço. Nem acho que a torcida deva agir como ontem, vaiando toda vez que o garoto toca na bola (ele já está em campo e não há outro na posição. Vaiar só serve pra deixar o moleque nervoso e isso, definitivamente não ajuda em nada), mas o filme do Edu já está tão queimado que talvez seja até bom preservá-lo um pouco. 

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Não, eu não vou falar sobre o Marquinhos.

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Madson e Mateus foram os destaques do time ontem. Um já é titular indiscutível (pelo menos até a entrada do Pedrinho). O outro, inexplicavelmente ainda é preterido pelos Rodrigos Antônios e Serginhos da vida. Alex Teixeira também foi bem, enquanto o Tita o manteve em campo.

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Pedrinho, Fernando, Wagner Diniz e Leandro Amaral TÊM que jogar contra o Náutico. Departamento médico e preparadores físicos: VAMOS TRABALHAR!!!!

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Cena inusitada ontem. Dia de festa em São Januário, sociais cheias e um monte de gente usando uma camiseta com a ilustração de uma banana (a fruta) com um pavio acesso. Uma provocação sutil e inteligente com o presidente. Até aí, tudo bem. Agora, o que me deixou pasmo foi ver no final do primeiro tempo - o Vasco com um jogador a menos, perdendo por 2 x 0, e com a torcida revoltada - o grupinho das camisetas de banana lá, gargalhando, em clima de festa.

Só pra constar: um dos encamisetados era o filho de um ex-presidente do clube. Parecia estar bem feliz também.

Repeteco…

Seg, 01/09/08
por JC |
categoria Resenhas

Depois da derrota de ontem por 2 x 1 para o Grêmio, eu me pergunto se a carta que escrevi para o sr. Milton Queiroz não deveria mesmo ser entregue, em mãos, ao nosso técnico. Não que eu pense que estou à altura de dar conselhos ao treinador do Vasco ou que a leitura da carta fosse mudar alguma coisa. Mas não é possível que o Vasco cometa sempre os mesmos erros de sempre quando joga fora de São Januário. A apatia e covardia com que jogamos ontem foi praticamente um replay do jogo contra o Botafogo.Jogamos sem 5 titulares? É verdade, mas isso não é desculpa para que um time tenha apenas duas finalizações durante mais de 90 minutos de jogo. Não é possível que o Tita tenha achado que estava tudo bem com o time pra voltar no segundo tempo sem alterações. Assim como não é possível que o técnico não tenha visto que o Wagner Diniz não foi bem no meio. Ele tinha opções no banco, poderia tirar colocar o WD na sua posição de origem, colocar alguém que melhorasse o passe no meio. Mas na hora de substituir, ele tira um volante para colocar outro. Ou então, tira o Jean - em uma tarde nula - aos 40 do segundo tempo. Agora me expliquem: como um técnico que treina três formações antes do jogo vê o time ir mal durante toda a partida e não tenta variar o esquema para que as coisas melhorem? Pra que treinar algo que não será aplicado em campo?Tita, não sei se você vai ler isso, mas saiba que quando a torcida exigia a mudança no comando técnico do Vasco, não era apenas para que perdessemos de pouco jogando longe da Colina. O que todo vascaíno quer é um Vasco jogando com brio. Não exigimos vitórias sempre, isso é impossível (ainda mais com nosso limitado elenco), mas queremos um Vasco grande. Ninguém quer um Vasco medroso, vendo os adversários nos acuarem durante 90 minutos. Eu me pergunto: será que o torcedor do Vasco prefere ver o time perdendo de pouco e não criando nada ou levando mais gols mais jogando de igual para igual com qualquer time? Faça a você mesmo essa pergunta também, Tita.***Falar do time? No meio das férias e depois de um jogo como o de ontem, eu não mereço!Pontos negativo: difícil escolher no meio de tantos, mas os lances dos dois gols são a mostra perfeita do que foi o Vasco ontem. Pixotadas, falhas individuais e coletivas, tudo ao mesmo tempo.Ponto positivo:  se for para pegar quem realizou com o mínimo de eficiência o papel que tinha que cumprir dentro de campo, só dá pra falar do Alan Kardec. O que, convenhamos….*** Quinta-feira já estarei no Rio e certamente na Colina….

Carta ao Tita

Seg, 25/08/08
por JC |
categoria Resenhas, Vídeos

Caro Sr. Milton Queiroz da Paixão

Escrevo essa carta depois do que vi no empate entre Vasco X Botafogo no Maracanã. Pode encará-la como um pedido ou como um conselho, entenda como achar melhor. Ela é fruto da minha precupação com o clube que amo e também para informá-lo que o sr. pode estar desperdiçando a grande chance da sua vida. Com o sobrenome que tens e tendo sido um grande jogador, o sr. deveria saber que apequenar um time que é a paixão de milhões de torcedores ao impedir que ele jogue todo o futebol que pode jogar é um perigo, muito maior para o seu futuro na profissão do que para o clube.

A sua entrada no comando do Vasco foi contestada por muitos - o seu nome não era nem o meu preferido - mas preferi ver seu trabalho antes de criticá-lo. Achava que seria impossível que qualquer técnico tivesse um desempenho tão ruim quanto o do seu antecessor. E realmente não foi. O sr. merece os parabéns pela mudança de atitude dos jogadores , pelo início de um padrão tático para o time e pelos resultados até agora. Não está tudo perfeito, é verdade. Na minha concepção, nada explica a titularidade do Rodrigo Antônio - que erra tudo o que tenta, como errou ontem novamente - ou a mera presença do Marquinhos em um time de futebol (ele ainda por cima jogar é indesculpável), mas ainda assim pode-se dizer que o sr. fez o time evoluir, o que não era nem tão difícil tendo o Delegado no comando do time por tanto tempo.

 Mas ontem, o sr. conseguiu repetir os mesmo erros do Lopes, e isso em seqüência. Escalou mal o time, deixou que o Vasco tomasse pressão e quando foi fazer suas substituições, fez as mais bizarras. Tinha pensado que o sr. já tinha visto que tentar jogar com o Vasco fechadinho não adianta. A opção por três volantes contra o Botafogo é muito discutível, mas aceitável. O que não dá para aceitar é o sr. deixar o Madson, o melhor jogador do elenco segundo suas próprias palavras, no banco.

A história de cansaço não cola. O sr. já foi jogador e deve saber que uma seqüência de 6 jogos não faz mal a um jogador com 21 anos de idade, e se faz, é hora de trocar o preparador físico do clube.  Se deixar o minicraque no banco foi uma opção tática, mostrou-se completamente equivocada. Para ter um Alan Kardec isolado na frente, melhor seria vir com Edmundo e Alex Teixeira no ataque, com Madson armando e manter seus queridos três volantes em campo. Se a reserva para o Madson veio por conta da tal cláusula contratual, é ainda mais grave. Aí, não só o sr, que deixou seu trabalho sofrer interferências externas, mas também a diretoria (que se recusa a cumprir um contrato e pior ainda, não reconhece o mérito de alguém que vem desempenhando um bom trabalho pelo clube) deveria se envergonhar.

Outra erro no jogo de ontem foi ver que o esquema funcionou bem apenas durante os primeiros 30 minutos de jogo. Nos últimos 15 minutos da primeira etapa o Vasco apenas se defendeu e cedeu muito espaço ao Botafogo. E o que acontece na volta para o segundo tempo? Nada. Sinal de que o sr. estava satisfeito com o time. Foram necessários apenas mais oito minutos abdicando de jogar para levarmos um gol. Então, aí sim, substituições são feitas. Sr. Milton, me desculpe, mas a política de “correr atrás do prejuízo” nunca foi boa. Se tivéssemos mais ímpeto ofensivo desde o começo, talvez não sofressemos o gol.

E para coroar a desastrada tentativa de jogar para não perder e não para ganhar, suas substituições foram “antoniolopianas“: subitamente o Madson não precisava mais descansar, Mateus foi sacado mesmo com Rodrigo Antônio indo mal como sempre e, o pior de tudo, o sr. colocou o Marquinhos em campo. Depois de tudo isso, o sr. acertou em uma coisa: entender a reação do Edmundo ao final do jogo. Um empate com gol aos 45 do segundo tempo foi mesmo ótimo, mas definitivamente, não foi merecido.

Sr. Milton, espero que o jogo de ontem tenha servido de lição. Jogar como time pequeno não resolve nada. O sr. tem agora uma semana para assimilar o que aconteceu no clássico e por mudanças em prática para o jogo contra o Grêmio. Se o Vasco for jogar encolhido contra o líder do campeonato, dentro do Olímpico, a derrota será certa. Com o que foi visto no Maracanã, o sr. já perdeu parte da confiança da pequena parcela da torcida que o apoia. Resultados negativos fazem parte do futebol, o que não pode é o time jogar tão mal por contas de falhas do treinador. Uma derrota contra o Grêmio seria algo normal, mas depois de ontem, o sr. conseguiu aumentar em muito a pressão sobre o seu trabalho.

Sr. Milton, Pode-se dizer que o sr. ainda é um técnico iniciante. Coragem é uma das qualidades imprescindíveis para sua profissão. Ninguém gosta de ter um treinador eternamente cauteloso dirigindo seu time. A torcida do Vasco menos ainda.

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Eu poderia escrever outra carta, essa para a torcida. 35 mil pessoas no Maracanã e apenas metade era vascaína, mesmo com a enorme diferença numérica entre nós e os botafoguenses. Eu me pergunto: todo mundo queria o jogo em São Januário, mas  a torcida não vai em peso nem no Maraca. Reclamar do time, do técnico e da diretoria faz parte, mas apoiar o time no estádio também.

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Só eu achei que o Roberto falhou no gol do Botafogo?

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Não há muralha no meio de campo que resista à 40 passes errados em uma partida. O Vasco rouba a bola e como nenhum dos volantes é exímio no passe, a bola volta para o Botafogo. Tudo piora quando o Tita tira o cabeça-de-área melhorzinho para colocar o Marquinhos. Dessa vez eu fiz questão de contar. O cara não acertou mais que cinco passes em toda sua participação no jogo. Um lance protagonizado por ele foi a representação do seu futebol na prática: Marquinhos recebe uma bola no meio, não consegue dominar, se estabaca e inicia um contra-ataque do Botafogo.

E pensar que o ex-Marcos Vinícios esteve a ponto de sair do Vasco antes do Brasileiro. Quem dera. Não dá pra entender sua permanência no time. Ele deve ser o melhor jogador de treinos do mundo.

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Não sei o que motivou o garoto, mas o Alex Teixeira foi disparado o melhor em campo. Marcou, armou e correu com uma disposição que não lembro de ter visto nele. Espero que ele jogue sempre com a mesma vontade. Será ótimo para a carreira dele e para o time.

Finalmente!

Sex, 22/08/08
por JC |

A partida não foi boa, o adversário era fraco, o campo era horroroso, algumas idéias do Tita claramente não deram certo, mas o mais importante do jogo entre a Portuguesa e o Vasco em Santa Bárbara d´Oeste ontem foi o resultado: vencemos por 1 x 0 nossa primeira fora de casa, finalmente! Com isso nos afastamos mais um pouco da zona de rebaixamento e vamos com um pouco mais de moral para o clássico de domingo contra o Botafogo.

Jogando na terra natal de Cesar Cielo, medalhista de ouro da natação em Pequim,  a Lusa resolveu fazer uma homenagem ao atleta, deixando que ele desse o toque inicial da partida. E pelo nível apresentado, o nadador poderia até participar do jogo. Mesmo cheio de volantes no time, o Vasco começou desatento e viu sua trave ser carimbada já no primeiro lance.

Nosso adversário jogou pressionando, já que  está na degola e não podia nem sonhar em perder pontos como mandante. O Vasco se segurava e partia nos contra-ataques. Mas nenhum dos dois times conseguia ser eficiente. A Portuguesa chutava muito a gol, mas sem levar perigo ao Roberto e o Vasco, errando muitos passes, não conseguia concluir suas jogadas. Até tivemos duas boas chances, mas em uma Alan Kardec furou um chute na pequena área depois de cruzamento do Madson e em outro lance, Rodrigo Antônio, que não tem o menor cacoete de atacante, perdeu um gol feito depois de receber livre, de cara pro gol. O ataque dos dois times estava tão fraco que o lance de maior perigo do jogo surgiu depois de um erro grosseiro da arbitragem: Jonílson recuou para o goleiro com o peito e o juiz marcou o lance dentro da área. Nossa barreira abriu na hora do chute mas pra nossa sorte, a trave impediu o mais uma vez o gol da Lusa.

No segundo tempo as coisas não melhoraram. O bola não parava no gramado e os times continuavam num perde-ganha incrível no meio de campo. Como não havia esquema tático que desse certo naquele campo, um gol só poderia sair em uma jogada individual. E fazando uma grande jogada pela esquerda, Alex Teixeira, que vinha tendo uma atuação apagada, passou por dois antes de mandar um chute certeiro para o fundo das redes.

Com o placar adverso, Espinosa não tinha outra opção além de colocar a Portuguesa pra frente. Mas encher o time de atacantes não adiantou. O Vasco seguiu se segurando na defesa, a Lusa continuou isolando todas as bolas que chegavam perto da intermediária e o jogo foi até o final sem maiores sobressaltos. E no final ainda tivemos uma chance de sacramentar a vitória, mas Edu me fez o favor de perder o gol mais feito da sua curta carreira, chutando uma bola em cima do goleiro quando ele era a única barreira entre nosso lateral e o gol adversário.

Foi um jogo ruim mas conseguimos o mais importante: a primeira vitória fora de casa e uma pequena folga da zona de rebaixamento. Pela dedicação - ainda que ontem tenha sido meio bagunçada - os jogadores merecem os parabéns e um obrigado pelo presente de aniversário. Agora que venha o embalado Botafogo. Já que afinal vencemos a primeira fora de casa, que domingo finalmente vençamos o primeiro clássico carioca do ano.

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Setor por setor:

Goleiro: apesar dos vários chutes dos atacantes da Portuguesa (foram 17 finalizações no jogo!), Roberto não teve muito trabalho durante a partida. Quando foi exigido - em um chute vindo de uma confusão no meio da área - estava bem colocado e agarrou sem problemas. Minha única ressalva foi numa falta para a Lusa no primeiro tempo em que ele deu uma de Tiago: nem saiu na bola, nem se posicionou no gol. Sorte que a cabeçada não foi ao gol.

Miolo de zaga: não levamos gols ontem, mas se para isso acontecer dependessemos dos nossos zagueiros, estávamos lascados. Não que os “Irmãos Luiz” tivessem comprometido, mas Jorge e Eduardo continuam não passando segurança. Temos que agradecer a inépcia dos atacantes adversários, porque é incrível como dois zagueiros com mais de 1,80 de altura não conseguem cortar quase nenhuma bola alçada à nossa área (e ontem foram muitas). Sem contar com as irritantes manias dos dois: o Jorge Luiz insiste em subir para não fazer nada de produtivo - ontem o acabou com um contra-ataque porque não conseguiu dominar uma bola - e o Eduardo só sabe dar chutões para onde o nariz estiver apontado. 

Ontem o Vilson também entrou no jogo. E no pouco tempo que ficou conseguiu nos dar alguns sustos e levar outro drible desclassificante - e dessa vez não foi prum cara com a habilidade de um Denílson.

Laterais: O Wagner Diniz não foi bem um lateral ontem. E também não foi bem um meia. Aliás, eu não sei o que o WD foi ontem, já que ele não fez quase nada. Mas nem foi culpa exclusiva dele, acho que ele sentiu falta de alguém pra jogar junto (até porque, com o Marquinhos não há condições…). E o Edu….bom, o Edu também não faz muita coisa. Ontem foi notado em dois momentos: um quando machucou o pulso depois de sofrer uma falta e depois quando perdeu um gol feito no final do jogo. A seu favor deve-se levar em consideração que ontem ele teve funções fundamentalmente defensivas (como quase todo o time, aliás).

Volantes: segue a disputa acirrada pelo o posto de pior volante do elenco. Marquinhos, que parecia ser franco favorito, vai perdendo terreno para o inexplicável titular Rodrigo Antônio. Tendo Jonílson em campo (que ontem não foi tão bem, algumas cedendo espaços para o adversário e meio disperso em alguns momentos), Tita podia prescindir de pelo menos um dos dois e colocar o Mateus, que tem um passe melhor.

Armação e ataque: esses vão juntos porque os setores não ficaram muito bem definidos. Tirando Alan Kardec, o único atacante evidente do time, Madson e Alex Teixeira se revezaram no meio e no ataque (e, diferente do usual, o minicraque jogou a maior parte do tempo mais avançado que o Alex). Essas variações são interessantes, mas podem ser mais eficientes em um jogo no qual tenhamos mais ímpeto ofensivo. Como o time estava com três volantes e o campo era péssimo, a bola raramente chegava redonda aos dois responsáveis pela ligação com o ataque. Jogando mais recuado, o espaço entre o Madson ou o Alex até o Kardec era enorme e o grandalhão acabou isolado na frente, mais uma vez. Dentro das possibilidades do jogo, Madson e Alex foram bem, o primeiro correndo o jogo todo como sempre e o segundo pela bela jogada do gol.

Wagner Diniz também atuou pelo meio em alguns momentos da partida, mas acabou ajudando mais na marcação que na armação de jogadas. No fim do jogo, Tita ainda colocou Edmundo e Jean para prender mais a bola no campo da Lusa. Não tiveram tempo para fazer muita coisa.

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Apesar das críticas - a maioria antes de começar a trabalhar - e de algumas opções meio estranhas, Tita segue levando o Vasco à frente. Depois de 18 rodadas com o Delegado, Tita precisou de três para vencer a primeira fora. Ainda é cedo para uma avaliação mais precisa, mas já dá pra se perguntar: será que a culpa do primeiro turno horrendo que tivemos foi culpa exclusiva do nosso elenco?

E para os fãs de estatísicas (que na minha opinião não valem tanto assim), vale a informação: o aproveitamento do time com o novo técnico é de 66,6%…

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Faltou a contratação presente…


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