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A mais importante do ano

Dom, 30/11/08
por JC |
categoria Pré-Jogo

Não tem problema com vice jurídico, com camisa, com patrocinador, com empresa de material esportivo, com briga entre católicos x protestantes, com ex-dirigentes, com atuais dirigentes, mala branca, prêmio pra técnico e não para os jogadores…nada, NADA disso tem a menor importância diante da gravidade do jogo de hoje contra o Coxa, em Curitiba.

A chance, possívelmente nossa última chance, de ainda nos mantermos na série A em 2009 é vencermos essa partida. Vencendo, ainda temos três ou quatro outros jogos em que temos que ficar de olho, mas o principal é vencermos. Não vai ser fácil. O Coritiba faz uma boa campanha, joga diante da sua torcida e tem apenas mais um objetivo nesse campeonato: fazer de Keirisson o artilheiro do Brasileirão (e R$ 200 mil reais mais rico). Parar o atual vice-artilheiro não é uma missão das mais simples. Na última partida, quem sentiu na pele foi o Santos.

E como a maré - pra não dizer tsunami - de má sorte não nos abandona esse ano nem com reza forte, Fernando não se recuperou a tempo de ser relacionado. Com isso e a suspensão do Jorge Luiz (cuja a falta é um desfalque duvidoso) quem forma a zaga junto com o Odvan e Eduardo Luiz é o André. Pra deixar tudo ainda mais “emocionante“, Renato resolveu escalar mais um zagueiro e improvisou Vilson na lateral esquerda. Não consigo entender porque depois te ter improvisado meio time na posição, o Churrasqueiro não tenta colocar o Baiano pela esquerda. Se alguém souber a resposta, mande-a nos comentários, por favor.

De resto, é aquela preocupação de sempre. Mateus joga e vamos torcer que ele resolva marcar alguém hoje. Qualquer jogador do time adversário serve. Temos que torcer também pro Jonílson não ser expulso e pro Leandro Amaral não perder o caminhão de gols que tem perdido. E, não podemos esquecer, que o Keirisson não esteja num daqueles dias e que ele resolva virar o artilheiro do campeonato na última rodada.

A torcida precisa manter a fé, que em muitos casos já se foi. Enquanto houver chances matemáticas, eu sigo acreditando. Espero que vocês também acreditem. É o mínimo que podemos fazer. Hoje, às 17 horas, todo mundo diante da TV vibrando mesmo que de casa. Até porque a torcida contra está enorme.

É hora de reeditar 2004

Dom, 23/11/08
por JC |

Em 2004 o Vasco também estava mal das pernas. Até aquele ano, tinha sido nossa pior campanha em pontos corridos. O risco de rebaixamento nesse ano nos rondou até as rodadas finais. Para piorar, a tabela tinha sido madrasta. As duas últimas partidas foram justamente contra os dois times que ainda disputavam o título: o Atlético-PR, que tinha Washington, o artilheiro do campeonato e o Santos de Robinho e cia. Tínhamos um time fraco, desacreditado e para todos, disputaríamos a série B em 2005. Para todos, não. Apenas a torcida ainda confiava em uma recuperação.

Na penúltima rodada pegaríamos em casa o Furacão - que na época realmente merecia o apelido - que, se vencesse, colocaria a mão na taça. Fora a torcida, que lotou completamente a Colina, todos davam como certa a derrota do Vasco.  A combalida equipe cruzmaltina não teria forças para vencer o time com a melhor campanha da competição, era o que quase todos pensavam. Mas no campo, a história foi outra. Quem esteve em São Januário no dia teve mais uma prova de que na hora em que precisa se superar, o Machão da Gama não decepciona sua imensa torcida.

Os tempos são outros mas nesse domingo estaremos numa situação parecida (a meu ver, até menos grave, já que ainda faltam dois jogos e mesmo uma derrota não acabaria com todas as nossas chances). Novamente estamos com um time fraco e desacreditado, novamente vamos encarar o líder do campeonato em casa e novamente ninguém - além da torcida, que já esgotou os ingressos - acredita na vitória.

E a Colina Sagrada precisa virar mais uma vez um caldeirão hoje. Depois dos resultados da rodada, os três pontos serão um passo decisivo para nos assegurarmos na série A em 2009. Voltamos a depender apenas das nossas forças e não há lugar mais apropriado para mostrar que temos mesmo forças do que São Januário.

Para variar Renato ainda não definiu o time, mas tudo indica que ele virá com um 3-6-1, deixando Edmundo como opção para o segundo tempo, caso necessário. Alex Teixeira volta depois da suspensão contra o Galo e deve ser o meia que mais vai se aproximar do solitário atacante Leandro Amaral. Outra novidade é a volta do Edu à lateral esquerda, que não joga há algum tempo. Mas mesmo com o tempo inativo e a já famosa “amarelância” do garoto ao ouvir vaias são o bastante para não nos alegrarmos um pouco, já que sua entrada significa a saída do Rodrigo Antônio. De qualquer forma, a torcida precisa ter paciência com o Edu e apoiá-lo - até onde for possível - para que ele possa mostrar o futebol que demonstrava nas categorias de base. Os mais de 20 mil vascaínos em São Januário precisam incentivar o time, não o contrário.

O São Paulo vem motivado para o jogo e mesmo vindo com dois desfalques não deixa de ser um adversário perigosíssimo. Os contra-ataques e as bolas paradas do tricolor paulista são as jogadas que precisam ser evitadas de qualquer maneira. Os irmãos Luiz e Odvan precisam se impor, jogar com atenção e seriedade. Se a zaga entrar como entrou no jogo contra o Galo, o ataque sãopaulino vai fazer a festa.

***

Linda a foto que ilustra a página do Vasco no globoesporte.com. Saber que teremos novamente São Janú cheio desse jeito tem que servir de inspiração para os jogadores…

Amigos, amigos, pontos à parte…

Qua, 12/11/08
por JC |
categoria Pré-Jogo, Update

Que a torcida do Vascão e a do Galo são irmãs, é público e notório. Mas que ninguém duvide que a partida de hoje contra o Atlético no Mineirão será mais uma batalha para assegurarmos nossa permanência na primeira divisão ano que vem. Podemos confraternizar nas arquibancadas, mas no campo, o couro deve comer.

Obviamente que nosso objetivo é muito mais sério e com conseqüências muito mais graves. Os três pontos são muito mais importantes para nós por vários motivos: manter a boa seqüência de resultados, continuar com a moral alta para o resto do campeonato, ficar por 12 dias fora da zona de degola, assegurar mais uma vitória, garantindo ainda mais a vantagem nesse critério de desempate e, acima de tudo, nos afastar mais um pouco de um 2009 que manchará a história do clube caso o pior aconteça.

Já o Galo, que tem riscos ínfimos de queda, tem como objetivo garantir uma vaga na Sul-Americana, o que, convenhamos, não é razão pra tanta motivação assim. Até porque, mesmo que perca o jogo, o Atlético Mineiro continuará na zona de classificação para a competição. Também há a possível vontade de dar o troco no sacode do primeiro turno. Mas todo mundo sabe que aquele atípico 6 x 1 na Colina teve mais cara de fritada de técnico que qualquer outra coisa.

Não podemos esquecer também que os onze do outro lado são profissionais e ninguém joga pra perder.

Mas dito isso tudo, a conclusão a que chegamos é que quem tem que entrar no jogo com vontade redobrada é o Vasco. A vitória é conseqüência, mas brio não pode faltar nem um minuto sequer. Devemos respeitar a tradição do Galo, a substancial melhora que o time teve no campeonato e o fato dele jogar no seu terreiro. Mas se não temos a obrigação de vencer, temos a obrigação de nos entregarmos durante os 90 minutos.

Isso o time tem feito. E mantendo a disposição mostrada nos últimos jogos, a vitória se torna possível. O Vasco tem jogado com bastante aplicação ao fiapo de tática que o Renato Gaúcho armou para o time e tem dado certo. Pra variar, o Churrasqueiro não entregou ainda qual será a escalação. Fica para o Marcelo Oliveira, técnico do Galo, saber se deve mexer no seu time caso iniciemos com Edmundo no ataque ou não. As opções são Pedrinho ou Leandro Bomfim. Pedrinho seria uma opção que deixaria o time mais ofensivo, mas jogando fora de casa e já contando com a reticência do Renato em escalar nosso camisa 98, poderia apostar que quem entra é o Bomfim caso o Animal fique como opção para o segundo tempo. Com isso saíriamos do 3-5-2 clássico para um 3-6-1, com Leandro Amaral mais a frente. Essa armação tem suas qualidades: Madson teria mais liberdade para chegar à frente e com Bomfim ajudando na marcação, Wagner Diniz teria ainda mais liberdade. Vamos ver.

Pra terminar, o de sempre: independente do time que vá entrar, os vascaínos em BH precisam se juntar às caravanas que devem sair do Rio e dar sua força para o time no Mineirão. Enquanto isso, a galera fica no resto do Brasil apoiando com o pensamento positivo na frente da TV. Se mesmo quando o time não ajuda a torcida não pode deixar de apoiar, imaginem agora que os caras estão pelo menos suando a camisa…

 

Update do jogo: 2 x 0 no primeiro tempo. Alguns pontos sobre o jogo:

- Pelo que corre o time do Galo e o nosso, parece que quem está lutando pra ficar na Série A é o primeiro.

- Com uma zaga lenta na corrida, até dá pra se virar. Com uma zaga lenta na corrida e no raciocínio, fica difícil.

- É impressão minha ou o segundo gol era defensável? O chute foi fraco e não estava fora do alcance do Rafael.

- Em alguns momentos, parece que há mais jogadores do Galo em campo. Deve ser porque o Leandro Amaral não veio….

Mais uma batalha….

Sex, 07/11/08
por JC |
categoria Pré-Jogo

Não estarei em São Januário nessa que será a sexta batalha nas nove rodadas que faltavam para terminar o campeonato desde a derrota contra o Figueira. Minha preocupção agora não é com a compra de ingressos - os de arquibancada já se esgotaram - e sim, onde vou arranjar uma televisão decente para ver o jogo contra o Santos, amanhã.

Renato Gaúcho ainda não divulgou o time titular, o que significa que só devemos ficar sabendo com certeza se vamos com Leandro Amaral ou Edmundo em cima da hora (a tendência é de que seja o primeiro). Mas qualquer que seja nosso ataque, é preciso que a garra que temos mostrado em campo permaneça. A vontade de vencer, que tem sido um diferencial para o nosso lado desde a partida contra a mulambada, é a principal arma para sairmos vitoriosos.

Isso e, obviamente, o apoio que a torcida vem dando ao time. A Colina Sagrada estará novamente lotada e a pressão pra cima do Peixe tem que rolar não somente dentro das quatro linhas. Que tiver a honra de estar dentro de São Januário tem que apoiar o time durante os 90 minutos.

(Parêntese: não chego ao exagero de pedir que a galera não xingue o Jorge Luiz caso ele faça alguma besteira, mas se for inevitável, que xingue baixo. Se o cara tem errado antes que a torcida pegue no pé dele, vaias não vão ajudar em nada. Nisso o Churrasqueiro está certo. fecha parêntese)

Com o bom clima que impera no elenco e a força da torcida, o Vasco tem tudo para fazer uma boa apresentação, conquistar a vitória e dar mais um passo rumo à permanência na elite do futebol em 2009. Já que eu não poderei estar na Colina, peço aos leitores que estejam presentes que façam valer a vantagem de jogar diante da nossa torcida por mim.

A mais importante batalha

Sáb, 01/11/08
por JC |
categoria Pré-Jogo

Os resultados de hoje são péssimos. Náutico e Ipatinga venceram e a Portuguesa arrancou um ponto da mulambada em pleno Maracanã. Nossa situação se complica a olhos vistos e depois do jogo de quinta, é difícil encontrar argumentos para motivar a torcida a comparecer ao Maraca amanhã, para o jogo contra o Fluminense. Diante dessas circunstâncias, essa que será a nossa quinta batalha na luta pela permanência na Série A em 2009 poderá ser a derradeira. Mais uma derrota para um adversário direto e nossas chances se reduzirão a quase zero.

De boa notícia, temos a possibilidade do Fernando estar em campo e a possível entrada do Wagner Diniz na direita (com Baiano deslocado para a esquerda). Poder contar com nosso melhor zagueiros e dois laterais de ofício é um alento, assim como saber que podemos ter o “reforço da ausência” do Jorge Luiz e do Rodrigo Antônio improvisado na esquerda. Para não dizer que tudo está bem, Renight Gaúcho vai mesmo deixar o Pinilla no banco e começar com o Alan Kardec. Esperar que o AK faça algo de útil, a torcida sempre espera, mas todas os prognósticos indicam que essa opção é apenas uma substituição queimada. A repetir a atuação contra o Atl-PR, é certa a entrada do Chileno no segundo tempo.

Esses podem não ser motivos para que a torcida se empolgue e lote o Maracanã amanhã. Mas - volto a dizer isso por aqui - a principal razão para que os vascaínos compareçam em peso no estádio é uma só: apoiar o time é nossa única maneira de ajudar o Vasco e é nossa obrigação. Nessa reta final de campeonato, é hora de darmos a nossa contribuição nessa luta.

 

A quarta de nove…

Qui, 30/10/08
por JC |
categoria Musas, Pré-Jogo

A derrota contra o Figueira em São Januário era a última chance que tinhámos para ter um divisor de águas no campeonato. Faltavam na época nove rodadas para o fim do Brasileirão, estávamos em último na tabela e eu não tinha dúvidas de que, dali em diante, todos os jogos seriam uma batalha (como até agora têm sido). No jogo do Sport, já pudemos ver uma mudança de atitude do time, mesmo com o vacilo que nos fez perder dois pontos em Recife. No jogo contra a mulambada, fomos melhores mas Odvan, mesmo não jogando, conseguiu nos prejudicar e acabamos perdendo a partida. A vitória contra o Goiás dentro do Serra Dourada foi um alento para a torcida. Renovou nossas esperanças e serviu como prova de que pelo menos garra o time mostraria dali pra frente.

O confronto contra o Atlético-PR será a nossa quarta batalha na luta para permanecermos na série A em 2009. Os resultados da rodada, que até agora não foram dos melhores, mostram que só mesmo com nossas próprias pernas poderemos sair dessa situação. Isso torna ainda mais necessária a conquista dos três pontos, por vários motivos:

Mesmo com uma vitória logo mais na Colina, não sairemos da zona de rebaixamento - com a vitória da Lusa sobre o Ipatinga, conseguiremos no máximo chegar à 17ª colocação. Para ultrapassarmos o Náutico, que conseguiu um milagroso empate no Beira Rio, precisamos vencer para ganharmos a posição do Timbu no número de vitórias. Por isso e para não nos afastarmos muito do Fluzinho, Figueira e Lusa, a vitória é imprescindível.

Mais um famoso “jogo de seis pontos - ganhar do Furacão é, além de garantir três pontos, afundar um pouco mais um dos concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento.

Voltar a vencer na Colina - sem vencer em São Januário pelo Brasileiro desde o sapeca pra cima do Inter (há mais de dois meses), voltar às vitórias diante da torcida é fundamental para que o time tenha mais apoio nessa reta final de campeonato e para nos dar moral para o clássico contra os tricoletas.

Por isso tudo e ainda por estarmos com a casa cheia, a vitória é o único resultado que o Vasco pode almejar. Renato pode contar com a volta do Leandro Bomfim, que certamente vai melhorar a qualidade do passe no meio de campo e ainda nos dá mais chances nas cobranças de falta (isso, claro, se o Edmundo deixá-lo bater alguma) e optou por abandonar o 3-5-2 e escalar um 4-4-2. É a esperança de termos um time mais agressivo em campo, o que aumenta nossas chances no jogo.

Os ingressos já estão quase esgotados e certamente São Januário se transformará novamente em um caldeirão. A torcida precisa ter paciência com o time e apoiá-lo sempre. E o time precisa corresponder a confiança e fazer um bom jogo. Se cada um fizer a sua parte, não apenas hoje, mas em todas as batalhas que faltam, o Vasco sairá dessa logo e com seus próprios méritos.

***

Pra quem estiver muito tenso com a partida e precisar desanuviar um pouco a mente, pintou um novo ensaio da Marcela, a nossa musa. Nem preciso recomendar a visita imediata, certo?

Terceira batalha

Qua, 22/10/08
por JC |

Não há muito o que falar sobre o jogo de hoje contra o Goiás, no Serra Dourada, por dois motivos. O primeiro é que nosso técnico vai manter o suspense sobre a escalação do time até minutos antes do jogo. Como comentar sobre o que nem o próprio Renato parece saber?

3-5-2? 3-6-1? Alex Teixeira ou Alan Kardec? Quem sai para que o Edmundo jogue? O próprio Animal vai jogar? E Pinilla? Wagner Diniz volta e manda o Baiano pro banco? Ou Baiano vai pra esquerda e o Valmir vai pra reserva? Bomfim joga? As dúvidas da torcida são grandes e o técnico não dá pistas de como armará o time. Espero que apenas os vascaínos estejam incertos de como o Vasco vai a campo hoje. O Churrasqueiro não pode ter esse tipo de incerteza.

O segundo motivo é mais claro: não há outro resultado que nos interesse além da vitória. Jogar na casa do melhor time do returno e que está invico há oito partidas no seu estádio vai ser difícil? Óbvio. E se pensarmos que vencemos fora apenas uma vez (e da Portuguesa, também um dos fortes candidatos ao rebaixamento), as coisas parecem ainda mais complicadas. Sem Leandro Amaral então…

Mas nada disso interessa. Retrospecto no campeonado, desfalques, a  força do Goiás em seus domínios. NADA disso tem a menor importância. A única coisa que importa para o Vasco é vencer. Então, sobre esse ponto não há o que se comentar.

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Madson foi julgado no STJD (rá-rá-rá) por ter sido expulso após levar um segundo amarelo. O juíz pegou leve na súmula, comentou que o lance era para amarelo apenas, o jogador que recebeu a falta nem precisou de atendimento médico. Mesmo assim, o Mini-craque - que, convenhamos, não tem físico para machucar ninguém - foi condenado.

Recebeu a pena mínima de um jogo de suspensão, já cumpriu, e está à disposição do Renato para o jogo de hoje. Tudo bem? Não. Sem a absolvição, que parecia ser o mais justo, Madson agora tem um precedente.

Se ele for mais uma vez expulso, quantos jogos o STJD (rá-rá-rá) vai dar de gancho para o Anão?

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Remédio para baixar um pouco a ansiedade da galera antes do jogo: o novo ensaio da Marcela, a Musa do Vascão. Bom….as fotos da gatinha podem baixar nossa ansiedade com relação à partida, mas certamente vão aumentar em outro sentido.

Update do jogo: não há justificativa aceitável para o Guaciba não marcar um pênalti tão claro e tão na sua frente. Juizes se enganam, mas se enganam muito mais (e mais gravemente) contra o Vasco….

A segunda batalha…

Sáb, 18/10/08
por JC |
categoria Pré-Jogo

Confesso que pensei - ou melhor, esperava - que a contusão do Leandro Amaral não fosse tão grave quanto anunciavam. Renato Gaúcho gosta de mistério na hora de escalar o time e eu ainda tinha esperanças que nosso melhor atacante estivesse em campo amanhã. Mas, as últimas notícias informam que Amaral desfalcará o Vasco não apenas no clássico contra a mulambada, mas também contra o Goiás, na próxima quarta. É mais uma dificuldade, entre tantas que passamos em todo esse campeonato. Dificuldades essas que nos deixaram na delicada posição em que nos encontramos na tabela.

Porém, de nada adianta ficar se lamentando. O jogo de domingo é a segunda batalha do Vasco na luta pela permanência na Série A (a primeira foi o empate com o Sport, em Recife). As dificuldades não vão deixar de existir de hoje para amanhã, então, o que o time tem que fazer é se agigantar e superar todos os problemas.

E ter o Alan Kardec no ataque - que não passou em branco nos últimos dois jogos contra a urubulândia - nem me parece ser o pior problema do time. Algumas escolhas do Churrasqueiro são ainda mais preocupantes.  Nem dá pra culpar integralmente o Renato pela presença dos “irmãos Luiz” na zaga, já que André foi suspenso por duas partidas e Odvan, definitivamente não pode ser uma opção. Mas escalar o Madson como único armador é uma temeridade. Faz tempo que o Micão não é decisivo como vinha sendo e deixar um jogador que não é mais que um velocista como cérebro do time é optar pela correria. Para se ter alguma qualidade no meio, o Alex Teixeira vai ter que jogar um pouco mais recuado, deixando o AK isolado na frente. E todos sabemos que isso não dá certo: uma coisa é ter o Leandro Amaral sozinho perto da área adversária, outra muito diferente é ter o Kardec na mesma posição. Não se sabem os reais motivos do Pedrinho ser sempre preterido pelo Renato, mas a presença dele em campo garantiria não apenas mais criatividade no meio, mas também mais poder de marcação (já que do alto do seu metro e meio, Madson é uma nulidade marcando).

Mas nem todas as novidades são ruins. Finalmente Leandro Bomfim e Wagner Diniz estão à disposição do treinador. Mesmo que eles iniciem no banco, já é um alento. Caso seja necessário, os dois podem entrar e trazer um pouco mais de qualidade para o time, mesmo estando fora de ritmo. E ainda tem o Pinilla, relacionado à contra gosto pelo Churrasqueiro, mas que é nossa única opção para o ataque. Talvez as esperanças depositadas no chileno sejam exageradas, mas tenho que adimitir que também faço parte dos torcedores que acreditam que ele entrando pode decidir o jogo para o nosso lado.

O saldo final antes da partida é mais negativo que positivo. A esperança que tínhamos depois do empate contra o Sport diminuiu um pouco depois da atribulada semana que o time passou. Mas o momento é de superação e a vitória é o único resultado que realmente nos interessa. Não tem problema, não tem Obina e não tem torcida mulamba impossível de ser suplantado. Contra tudo e contra todos, o Vasco tem que partir pra cima, vencer o jogo e levar os três pontos. Não será fácil, como nunca é, mas essa é a hora do time mostrar porque é o Gigante da Colina.

***

Todos temos uma obrigação com o Vasco da Gama. E a obrigação que TODO vascaíno tem amanhã é fazer o possível para estar amanhã DENTRO do Maraca, gritando e apoiando o time nos 90 minutos do jogo. Quem tiver a chance de ir, mesmo morando longe, mesmo com chuva, mesmo sem grana TEM que ir. Lotar as arquibancadas em TODOS os jogos daqui pro final do campeonato é a parte que cabe à torcida nessa luta pela permanência na Série A. Quem tem possibilidade de ir aos jogos e mesmo assim se exime do seu papel nessa luta não terá moral para falar que o time faz corpo mole, já que estará agindo da mesma forma.

A primeira batalha

Qua, 08/10/08
por JC |

Num dos seus costumeiros ataques de fanfarronice, nosso dublê de técnico e churrasqueiro resolveu falar uma das suas: ele não espera um jogo muito difícil hoje, na Ilha do Retiro. Não que o sentido das palavras do Renato seja complicado de entender. Sem obrigações maiores no Brasileirão e já garantido na Libertadores, para o Sport, a partida de hoje tem um certo gosto “obrigação“, como se o time pernambucano entrasse em campo para cumprir tabela.

Mas o treinador vascaíno precisa entender duas coisas. A primeira, é que QUALQUER DECLARAÇÃO vinda de membros do Vasco são potencializadas à enésima potência por esses dias. Imaginem o que a torcida do Sport - sempre empolgada e na defensiva quando joga com os times do “eixo do mal” - vai pensar quando vir as declarações do Renato? Ainda mais quando o treinador deles, que tem uma posição muito mais confortável na tabela, prega a humildade contra nosso time? Se tem uma coisa que não estamos precisando é de um estádio cheio de torcedores ainda mais motivados (ainda mais depois da sapatada que demos no Sport no primeiro turno).

A outra coisa que o Renato Gaúcho ainda tem que notar definitivamente é que com o elenco que ele tem nas mãos, não existe jogo fácil. Nem em São Januário, muito menos na casa dos adversários. Contra um time perigoso como o Sport, com uma torcida que lota seu estádio e num gramado que nunca ajuda, mesmo que o Sport já fosse o campeão brasileiro a partida de hoje seria uma batalha. A primeira das 10 que faltam para nos garantir na Série A em 2009.

Mas o Gaúcho sabe disso. Tanto que armou o time na maior retranca. Indo do 8 ao 80 em quatro dias, nosso técnico troca a escalação kamilkaze de 5 homens ofensivos pelo paredão de 6 jogadores essencialmente de marcação. Pode dar certo, mas acredito que se tivermos um resultado positivo no Recife hoje será muito mais pela pouca vocação para a artilharia do nosso anfitrião (que tem o 3º pior ataque da competição) que pela solidez dessa parade armada com a pior defesa do Brasileiro.

É lógico que na situação que estamos a cautela é necessária. Mas jogar com 3 volantes e 3 zagueiros vai prejudicar muito nossa armação de contra-ataques. Com Jonílson, Mateus e Victor no meio, esperar um passe rápido e preciso para municiar o ataque é complicado. Provavelmente o Alex Teixeira precisará recuar para buscar o jogo e isso vai deixar o Leandro Amaral isolado na frente, facilitando sua marcação. Ou, pior ainda, os dois atacantes em campo precisarão sair de perto da área para ver a cor da bola. E nessa, as chances de arremate pro nosso lado vão acabar diminuindo.

Enquanto isso, Pedrinho segue na reserva. Tenho minhas dúvidas se o extremo cuidado com que Renato armou o time não ganharia se ele fosse um pouco mais ousado e tirasse um volante para a entrada do nosso camisa 98. Com ele em campo, a ligação com o ataque seria mais fácil, já que Pedrinho é rápido, habilidoso e tem um bom passe. Mesmo que Alex Teixeira volte para a armação das jogadas, o garoto prende muito a bola e não tem a mesma velocidade do Pedrinho. Acredito que a entrada dele deixaria o time mais equilibrado. Mas esperar equilíbrio por parte do Churrasqueiro parece ser demais.

Conseguir um resultado positivo hoje contra o Sport não é impossível, mas está longe de ser minimamente fácil como profetizou nosso técnico. Já que vamos fechadinhos, é esperar que a bola não entre no nosso lado e que nossos atacantes resolvam acertar o gol adversário, já que nossas chances de ataque não dão a menor pinta de que serão muitas. Precisamos de firmeza na defesa e precisão no ataque. E como toda a torcida já sabe pela nossa campanha no Brasileiro, esperar por isso já torna a partida de hoje uma verdadeira guerra.

 Update de promoção: o globoesporte.com vai levar um vascaíno criativo e um acompanhante para assistir ao clássico contra a mulambada na faixa e na maior mordomia!

Pra concorrer é fácil: basta clicar no banner aí embaixo ou ir á página da promoção e responder de forma inteligente a pergunta “Do que você é capaz para ajudar o Vascão e por quê?” O autor da melhor resposta ganha DOIS ingressos nas CADEIRAS ESPECIAIS do Maraca para assistir à partida contra a urubulândia. A promoção começa hoje e termina no final do dia 12 de outubro.

Participem! O vencedor e seu acompanhante serão mais duas vozes a gritar pelo Vascão nesse jogo importantíssimo para a nossa campanha.

Sei que a vontade será grande, mas não adianta dizer que mataria um ou outro membro do elenco ou da comissão técnica. Mesmo que isso fosse realmente ajudar o Vasco…

Saindo da zona..

Sáb, 04/10/08
por JC |
categoria Pré-Jogo

Não há muito o que falar hoje. Na partida contra o Figueira, logo mais na Colina, só a vitória interessa. Sabendo disso, Renato Gaúcho armou uma escalação ousada (até meio suicida) e o Vasco deve partir pra cima desde o primeiro minuto. Precisamos muito do resultado, por isso até se justifica a formação com 5 jogadores ofensivos. Mas é o tipo de estratégia que tem que funcionar rápido. Se não conseguirmos resolver o jogo rapidamente, a torcida - que deve comparecer em bom número hoje - vai se impacientar e aí, todos sabemos o que acontece.

Por falar na torcida, por favor: VAMOS APOIAR O TIME. Vamos guardar as possíveis vaias para o final do jogo. O protesto é sempre justo, mas no decorrer do jogo não ajuda em nada. O time tem suas limitações e vaias só servirão para aumentar a ansiedade dos caras em campo. O momento EXIGE que todos demos força para os jogadores (até porque alguns não tem muito mais recursos para apresentar).

Agora, todos em São Januário. Hoje é dia de sair da zona de rebaixamento…


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