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Fiat lux!

qua, 17/03/10
por JC |

AsavasLogo mais, às 15:30, começa a segunda fase da Copa do Brasil para o Vasco. O horário esdrúxulo da partida contra o ASA-AL tem uma razão de ser: o estádio do Corinthians-AL  – o mesmo em que jogamos pela CB de 2008 contra os donos da casa – não tem refletores e o jogo não poderia ser a noite.

Mas a falta de luz do Nelson Feijó é muito menos preocupante que os vários acontecimentos não muito claros que se abateram sobre o time. Quando Mancini não vem com desculpas pouco críveis para explicar os problemas com a equipe, ele mantém a torcida e a imprensa na mais completa escuridão.

Por exemplo, a barração do Dodô. Seja pela incompetência na cobrança de pênaltis, seja pela fase ruim em que se encontra, qualquer um desses motivos seria justo para deixá-lo no banco. Já dizer que “o campo é menor, terá muito contato e o Dodô é um jogador muito técnico” não convence ninguém. Quer dizer então que se o Messi fosse do Vasco, ele seria barrado porque é muito técnico? Conta outra, Mancini! A historinha fica ainda mais dura de engolir quando ele justifica a escolha do substituto. Segundo o treinador, Rafael Coelho foi muito bem contra a mulambada e por isso ficou com a vaga. Diante das opções para o ataque, fica cada vez mais estranha a falta de uma explicação para o afastamento do Elton.

Ficha técnica

Ficha técnica

Para compensar, Mancini não fez mistério sobre o time que vai a campo e não deixou ninguém às escuras: o 3-5-2 continua, Jeferson ganha a vaga do sr. Ricardo Lucas e Gian entra no lugar do Tite. Jogando com a mesma disposição que teve no clássico, o Vasco tem plenas condições de vencer a partida. Mesmo que o ASA encare o duelo como o jogo da sua vida, o que é bem provável, o Gigante deve impor sua maior técnica e tentar inclusive evitar o encontro em São Januário.

Depois de passar pelo fraco Sousa-PB com uma vitória magra e um empate, avançar na Copa do Brasil sem maiores dificuldades dessa vez seria um favor da equipe para a torcida. Uma vitória convincente pode não apagar o resultado de domingo passado, mas já dará uma clareada no ambiente. Então, que hoje se faça a luz.

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Os boatos de que a diretoria já estaria procurando outro treinador para o Brasileiro aparecem a cada dia com mais frequência. Dessa vez foi o Cosme Rímoli quem cantou a pedra. O colunista diz que a situação do treinador é desconfortável no clube e assinala a falta de um padrão tático e o relacionamento difícil do técnico com a equipe como principais razões da busca por um novo comandante.

Rímoli diz ainda que a diretoria tentará – repito, tentará – manter Mancini até o final do Carioca. Mas um tropeço hoje pode ser decisivo para que as mudanças sejam antecipadas.

É bom o Mancini dar um jeito no time, antes que a diretoria dê um jeito nele.

Mais perigoso do que merece

dom, 14/03/10
por JC |

vasflaTime e esquema indefinidos, treinador mal visto pelos torcedores e começando a ter problemas internos no grupo, parte da torcida cobrando resultados dos jogadores no meio do treino, outra parte desanimada e sem vontade de ir ao estádio, brigas entre as duas torcidas (com a morte de um vascaíno).  Para efeitos de classificação, a partida de hoje contra a Mulambada prla quarta rodada da Taça Rio não tem tanta importância. Seja qual for o resultado, não mudará em nada o fato de que ambos os times estarão nas semifinais do turno. Toda essa tensão antes de um jogo de pouca relevância parece inexplicável. Mas não é.

Pelo menos a tensão no nosso lado tem várias explicações. As promessas de um time forte esse ano, que até pareciam parcialmente cumpridas pelo começo do Estadual, foram por terra justamente nos jogos decisivos do turno passado. Mancini, que entre as opções apresentadas após a saída do Dorival, era o nome preferido da torcida, por conta da sua preferência por esquemas mais ofensivos, viu quase toda sua credibilidade ir para o ralo logo quando abdicou de ter três volantes em campo e optou por escalar o time teoricamente mais pra frente, com dois armadores e dois volantes. Ou seja, tudo que os vascaínos esperavam que fosse melhor para a equipe, acabou não se concretizando. Um jogo contra o nosso maior rival, que olhando friamente é de quase total desimportância,  serve nesse momento como um gatilho para toda a insatisfação venha a tona. Ainda mais quando o senso comum – leia-se a mídia – considera a mulambada um time imabtível, composto apenas por craques e com o melhor ataque do mundo.

Mas isso de “melhor ataque do mundo” a gente já conhece. E sabemos o final da história.

Esse jogo está longe de ser um desafio impossível de ser superado. O Framengo está em um bom momento, tem um elenco forte, mas até o agora não tem sequer a melhor campanha do estadual. E tem um desempenho parecido com o nosso nos clássicos. Se para quase todo mundo o favoritismo (como sempre) é deles , que fique com eles. O importante é jogar bola e vencer a partida. Favoritismo não dá três pontos na tabela.

O problema é que pelas nossas últimas partidas, parece ser mais difícil ver o Vasco jogando bem do que bater os mulambos. Mesmo diante de adversários muito fracos, a equipe não tem rendido. Mancini tentou uma série de alterações e elas não surtiram o efeito esperado. Hoje o time terá mais mudanças e algumas radicais: desde titulares barrados até o esquema de jogo, muita coisa será diferente.

Ficha técnica

Ficha técnica

Com Nilton cumprindo o gancho e Souza suspenso pelo terceiro amarelo, é quase certo que o Vasco abandonará o 4-4-2 e um dos volantes cederá o lugar para um terceiro zagueiro. Com Fernando, Titi e Gustavo na zaga, os laterais poderão subir mais para o ataque. Isso, claro, se Mancini conseguiu convencer o Márcio Careca e o Elder Granja de que não é crime inafiançável apoiar. No meio, Rafael Carioca – que ainda está devendo boas atuações pelo Vasco – e a estranha entrada do Paulinho servirão para ajudar na contenção. Na frente também há dúvidas. Carlos Alberto segue na sua rotina de dores aqui e acolá e pode não jogar. O capitão não estar em campo deve ser a única chance do contestado sr. Ricardo Lucas começar a partida, jogando mais recuado. Aparentemente o ataque está definido com Coutinho, voltando a jogar na posição, e Rafael Coelho. Elton, que vinha sendo titular, foi misteriosamente barrado até do banco. Como sua saída também estava sendo uma rotina, a mudança não é das piores. Até porque o estilo do Coelho me parece mais apropriado para uma partida como a de hoje. Com seu estilo brigador e de muita movimentação, Coelho deve aumentar a mobilidade do ataque e complicar um pouco o trabalho da zaga rubr0-negra.

Mesmo não valendo muita coisa, o clima tenso para a partida já foi criado e o jogo acabou se tornando perigoso. Uma vitória trará mais tranquilidade à Colina, mas não altera consideravelmente a campanha; já uma derrota será desastrosa para a rotina em São Januário. A pressão sobre Vagner Mancini poderá ficar insustentável diante de um resultado negativo hoje.  Se as várias mudanças efetuadas pelo treinador não funcionarem hoje, haverá um Maracanã – não muito cheio, é verdade – pedindo sua cabeça à diretoria.

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Até agora, o clássico não conseguiu despertar o interesse nem de 30 mil torcedores. Um público ridículo para uma partida entre as duas maiores torcidas do Rio. E pelo que vi no dia que fui comprar o meu ingresso, nossa torcida não vai mesmo comparecer em bom número.

Mas para os que ainda pensam em prestigiar o VASCO, independente dos possíveis pernas-de-pau que estarão em campo, ainda há venda de ingressos em todos os postos credenciados, exceto no Maraca.

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Depois do Inter tanto criar caso, Ramon acabou mesmo voltando ao Vasco. O inexplicável é a demora para que isso acontecesse. Se para o Carlos Leite era prejuízo deixar o jogador escondido no Sul, por que não comprou seus direitos logo e resolveu essa situação antes? Deixaram pra última hora, tentaram inscrever o jogador na FFERJ na véspera do fim do prazo para o carioca e o problema está aí: a Federação Gaúcha não mandou a transferência e o lateral ainda tem pendências no BIRA.

Com isso, Ramon NÃO PODERÁ atuar na Taça Rio. E talvez nem em uma possível semifinal.

Agora é aqui: a diretoria terá que convencer a Federação a permitir que ele participe da competição. Precisará de argumentos, documentos, e outros “mentos” que nunca são fáceis de arranjar quando se trata do Vasco. É isso ou escalar o jogador de qualquer jeito e criar outro “caso Jeferson“.

A vinda do Ramon nesse momento seria muito bom para a imagem da diretoria. Mas o tiro pode acabar saindo pela culatra se ele só puder jogar pela Copa do Brasil e pelo Brasileiro.

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Foi ao ar ontem, mas não custa falar de novo: tem Podcast da Fuzarca novo n´Os 4 Grandes.

Para não desandar de vez

dom, 07/03/10
por JC |

VASBVSaiu n´O Globo de hoje: “O jogo serve também para melhorar a relação entre o técnico Vagner Mancini e a torcida, que o tem criticado. Ele ainda preserva a confiança dos jogadores, mas já existem focos de insatisfação no elenco e na diretoria pelo fato de o treinador criticar publicamente o time e a falta de opções no banco.

A matéria sobre o jogo entre Vasco e Boavista pode até ter chegado à conclusões alarmistas, mas os fatos foram descritos com precisão. A torcida já perdeu a paciência com Mancini, o treinador também parece não muito satisfeito com o elenco e com a diretoria e os reforços – que longe de serem um luxo, são uma necessidade – estão demorando muito para vir. Se a harmonia no clube está mesmo ameaçada, não se sabe. Mas que motivos não faltam, é fato.

Os números do time enganam. Com apenas uma derrota e três empates em 14 jogos, a boa quantidade de vitórias deveria deixar a torcida pra lá de alegre. O problema é que, além da única derrota do ano ter nos custado a vaga na final do estadual, muitas dessas vitórias aconteceram depois do time apresentar um futebol abaixo da crítica. Mas se o Vasco passa por uma crise, de quem é a culpa? Na minha opinião, de todos. E quando eu falo “todos“, incluo diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida.

A diretoria, que promete muito e cumpre pouco, diz que não tem dinheiro para contratar e não é rápida o bastante para conseguir os contratos que o clube merece e precisa; a comissão técnica, incluindo departamento médico (que parece fazer remendos mal feitos nos jogadores que vivem saindo e voltando do estaleiro) e o próprio técnico (que ignora jogadores do elenco e as vezes faz escolhas pra lá de questionáveis); o elenco, que tem apagões inexplicáveis e jogadores rendendo muito abaixo do que poderiam; e até parte da torcida que, ignorando que não torcemos para jogador X ou treinador Y, mas para o clube Vasco da Gama, ameaça abandonar o time justamente quando mais precisa da sua participação, tanto apoiando quanto protestando.

Ficha técnica
Ficha técnica

Por tudo isso, um jogo que poderia ser parecer desimportante à essa altura do campeonato, ganha em dramaticidade. Outra apresentação ruim do time, ou pior, um resultado diferente de uma vitória, e o caldo pode desandar de vez. E mesmo com todo o teórico favoritismo vascaíno, a atuação contra o Bangu na quarta-feira passada serve para nos deixar a todos preocupados. O Boavista é um time mais bem armado que o alvirubro da Zona Oeste, fez uma Taça Guanabara melhor e segue melhor na competição na Taça Rio. Analisando apenas nosso adversário, teremos mais problemas hoje do que tivemos no Engenhão na última rodada.

Para tentar evitar a deflagração de uma crise que já está próxima, Mancini pode contar com a volta do Carlos Alberto ao time. Sua ausência nas últimas rodadas coincidiu com a queda de rendimento do time e contar com o capitão em campo já é um alento. Resta esperar que o camisa 19 esteja mesmo recuperado e não saia no meio da partida sentindo a mesma contusão, como já aconteceu antes.

No resto do time, outros problemas: com Márcio Careca expulso e sem nenhum outro lateral esquerdo no elenco, Mancini improvisa Gian na posição. Ao contrário do que eu tinha dito em alguns comentários, ele nunca atuou nessa posição pelo time (tinha a certeza de que o Dorival o tinha escalado na lateral em uma partida ano passado), mas curiosamente o zagueiro já teve até convocação para seleção de base atuando nesse setor. É só um quebra-galho e nem mesmo o técnico espera que com essa escolha tenhamos muitas jogadas pela esquerda. Ou seja, defensivamente pode até não dar problema, mas não há muitas chances de vermos o Vasco explorar essa lateral hoje. No meio de campo teremos dois volantes e dois armadores, uma armação que mostrou ainda não estar bem ajustada. Desde que Mancini começou a armar o time dessa forma, temos dado muito mais chances de contra-ataques para os adversários. E com a entrada do Rafael Carioca no lugar do suspenso Nilton, ganhamos no passe de bola e perdemos no poder de marcação.

Vencer o Boavista com uma atuação minimamente convincente hoje terá uma importância muito maior para o emocional de todos do que para efeitos de classificação. Os chamados pequenos do grupo B têm sido constantes sacos de pancada e a vaga para as semifinais vai pintar de uma forma ou de outra. Mas mesmo que isso não atrapalhe nosso caminho rumo às finais do campeonato, uma derrota para o modesto time de Saquarema terá efeitos catastróficos no clube. A pressão da torcida aumentará consideravelmente e será difícil para a diretoria não começar a repensar seu planejamento já no começo do ano.

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Precisamos que a torcida volte a nos incentivar, porque não existe time forte sem torcida. (…) eu acredito que, com um pouco de carinho de ambos, tudo vai voltar a ser como era antes.Vágner Mancini.

Pra mim, torcida não precisa de recado pra apoiar seu time. Se perguntarmos à da torcida se eles apoiariam o time caso eles caíssem para a série D, a maioria diria que não abandonaria o Vasco nunca. Na prática, poucos têm comprovado isso indo aos jogos.

Mas o time tem que ajudar também. Os resultados até têm aparecido, mas não há cristão que não se irrite com as apresentações indigentes do Vasco. Se há uma crise técnica generalizada no time, que os jogadores compensem isso com disposição em campo. Se os sujeitos que envergam a armadura vascaína atualmente se conscientizarem disso, a torcida não vai deixar de apoiar. Pelo menos os que não são torcedores de ocasião.

Mancini está completamente certo no que disse. Falta um pouco de carinho, de ambas as partes. Mas os jogadores precisam mostrar esse carinho antes, e não apenas pela torcida, mas pela camisa centenária que vestem.

Dia de casa vazia

qua, 03/03/10
por JC |

banguvasO torcedor está na bronca com o time, o tempo não está firme, o horário é ingrato para quem trabalha, os ingressos não estão baratos e pra piorar o jogo é no Enche-não. Tudo indica que esse Bangu X Vasco de hoje será outra partida para testemunhas e não para uma torcida. E pela escalação divulgada pelo Mancini, o torcida tem mais motivos para não ir ao jogo. Carlos Alberto está vetado, ainda por conta das dores no pé e Fumagalli segue no time; e o que mais vai provocar a ira dos vascaínos: Titi está de volta ao time, depois de cumprir suspensão contra o Voltaço.

Mancini explicou a permanência do Fumagalli. Com o capitão fora de combate, ele preferiu colocar um armador que cadenciasse mais o jogo – coisa que o “Fuma” faz até além da conta – e portanto não havia sentido colocar o Magno, que tem características mais próximas do Carlos Alberto. Se o objetivo é fazer o time ter mais qualidade no passe pelo meio, é bom que Mancini tenha convencido Fumagalli de que o time não se restringe ao Coutinho e aos dois homens do meio e que ele deve abrir mais as jogadas.

Já o Titi não agrada a torcida não é de hoje. E como Thiago Martinelli está com plenas condições de jogo, não dá mesmo pra entender a insistência no primeiro.  Entende-se ainda menos quando a estréia do alvirubro – detonando o Resende fora de casa por 3 a 0 -foi considerada preocupante pelo próprio Mancini. Com Martinelli em campo, poderíamos perder alguns centímetros nos cruzamentos adversários e na força física, mas ganharíamos em habilidade e tranquilidade na saída de bola. Se existe alguma lógica na escolha pelo Titi, escapa a todos, exceto ao treinador. Nilton também retorna ao time, mas sua entrada no lugar do Paulinho não chega a preocupar. Pelo contrário. Mantendo a tranquilidade em campo e não partindo para faltas estúpidas, a volta do volante titular é boa para o time.

Ficha técnica
Ficha técnica

De resto, o time é o mesmo que jogou domingo passado. O que não pode se repetir do jogo contra o Volta Redonda é a falta de opções de jogadas quando o oponente se fecha, nem a enorme disparidade entre os ataques pelo meio e pelas pontas. Márcio Careca não vai subitamente se transformar em um ala competente, mas um pouco mais de ação no apoio seria bom. Na frente, não é preciso falar muito, apenas torcer que o Dodô desencante mais uma vez na sua antiga casa e que Elton continue com sua estrela brilhando e arrume seus golzinhos de sempre.

Como a renda de logo mais é do mandante, temos menos um motivo pra nos preocuparmos. A renda será curta, mas isso é um problema do Bangu. Ao Vasco cabe se esforçar para conseguir os três pontos e, não só isso, ter uma atuação convincente depois de muitos jogos.

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Para aquela parte dos leitores que não aguentam mais o que escrevo por aqui, pintou a oportunidade de fazer algo de prático (além de me esculhambar pelos comentários): o site Os Geraldinos está selecionando torcedores dos maiores clubes do país para serem comentaristas dos seus times do coração. É chance que muitos queriam de ter um espaço sobre o Vasco para chamar de seu!

Os interessados podem se inscrever preenchendo o formulário que está nesse link.

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Hoje tem coluna nova n´Os 4 Grandes: espaço na manga continua vago e teste para a implicãncia do TJD-RJ com o Vasco.

Update do jogo:  outra vitória do Vasco – dessa vez sobre o Bangu por 2 a 0 – outra partida que nem merece um post novo.

Levei o fone do meu celular porque sabia que não conseguiria sair do trabalho a tempo nem de ir ao estádio, nem de chegar em casa para ver o jogo pela tv. E nem o enorme esforço de levar um fone que deve pesar uns cinco gramas e conectá-lo ao telefone teria valido o esforço. Ou mesmo ouvir 15 minutos de “A Voz do Brasil” antes começar a transmissão da partida valeria a pena.

O time continua repetindo os erros das últimas partidas e novamente teve uma atuação abaixo da crítica. Se quiserem facilitar o meu lado, façam o seguinte: peguem o update da partida contra o Sousa, troquem o nome do adversário por Bangu que dará no mesmo. O público pequeno, a falta de variações táticas,  até a saída precoce do Fagner. Assim como aquela partida só valeu pela classificação, essa só valeu pelos três pontos.

Aliás, esse jogo foi um pouco pior. Contra o Sousa, não corremos riscos de perder a partida. Ontem, poderíamos ter perdido e perdido feio. Depois de um primeiro tempo em que apenas se defendeu, o Bangu resolveu que dava pra ganhar o jogo e se não fossem as boas defesas do Prass e a trave, nem os três pontos levaríamos.

Se estava ruim quando jogávamos com três volantes, com dois ficou ainda pior: a marcação no meio está mais frouxa e a zaga fica mais exposta. Acontece que uma zaga composta por Fernando e Titi só não teria problemas numa partida se houvesse a Mauralha da China na frente da nossa área. E se dois armadores deixariam o time com maior ímpeto ofensivo, a mudança na formação nem de longe consegueguiu seu objetivo. E não conseguirá nunca, com Coutinho jogando mal como vem jogando e com o apagado Fumagalli só dando passes laterais ou para trás. Sem armadores competentes, o ataque pode ser formado por quatro jogadores, todos de origem, e a bola vai continuar não chegando.

Mas entre toneladas de erros, pelo menos o Dodô, nas poucas vezes em que apareceu, foi mais efetivo que nos jogos anteriores. Fez o dele (depois de boa tabela com Elton), finalizou com perigo algumas vezes e deu um passe na medida para o Coutinho no lance do segundo gol. Elton , também não muito acionado, pelo menos deixou o Sr. Ricardo Lucas na cara do gol.

Fora as defesas do nosso goleiro e algumas finalizações do Coutinho que também foram perigosas, não há mais o que falar do time. Todos jogaram mal ou muito mal. Tão mal que dá pra desconfiar se não há um racha no grupo. Não é possível que o time receba instruções, qualquer tipo delas, durante os treinamentos e se apresente dessa forma. Por mais discutível que seja o trabalho do Vagner Mancini, ele não pode ser tão ruim assim. Das duas uma: ou ele É mesmo um técnico fraco ou os jogadores se recusam a cumprir suas ordens. Qualquer uma das opções é tenebrosa.

Vencemos mais uma e mantivemos os 100% de aproveitamento na Taça Rio. Mas uma torcida que precisa tanto de um título não pode se contentar apenas com “o importante foram os três pontos“. Nós queremos e exigimos um time que nos dê ao menos a esperança de que podemos vencer o segundo turno e chegar às finais do campeonato. Pelo o que apresentou nessas duas primeiras rodadas, não dá pra ter a menor confiança de que passaremos sequer pela semifinal desse turno.

Update de colunatem novidade n´Os 4 Grandes hoje…

Voltando ao básico

dom, 28/02/10
por JC |

VasvoltaO jogo contra o Volta Redonda, hoje na Colina, não é apenas o começo da Taça Rio mas também a oportunidade do Vasco de Vagner Mancini mostrar que tem condições de reconquistar a torcida. E, consequentemente, disputar a vaga que resta na finalíssima do estadual.

Depois da frustrada tentativa de jogar com três atacantes – no melancólico empate sem gols contra o Sousa, pela Copa do Brasil – Mancini escalou um time num 4-4-2 mais convencional: o meio jogará num quadrado, com dois volantes e dois armadores. E na frente, termos dois atacantes de ofício. Sem losangos, sem invenções, sem modernidades.

Na teoria, o time fica mais equilibrado. Com laterais que não sobem muito (o que pode mudar pelo menos na direita, com a vinda do Fagner), não estava mais adiantando ter três volantes no meio. Pelo menos não quando apenas o Souza ajuda na criação. Com Coutinho e Carlos Alberto mais juntos, as jogadas entre eles podem sair com mais facilidade. E com Elton ao lado do Dodô, não teremos mais um atacante solitário entre os zagueiros adversários.

Ficha técnica
Ficha técnica

Se dará certo na prática? Vai depender muito do rendimento da peças em campo. Com as suspenções de Titi e Nilton, Martinelli e Rafael Carioca têm mais uma oportunidade para garantir a titularidade. Coutinho pode voltar a ser mais eficiente armando com o capitão, mas como já aconteceram outras vezes, Carlos Alberto pode acabar não jogando (já que não treinou ontem por conta de um incômodo no pé direito). No ataque também não se sabe se o Sr. Ricardo Lucas estará com o humor necessário para jogar. Se ele for mesmo vetado, Robinho entra em seu lugar. Sua entrada mudará um pouco as características do ataque, já que Robinho joga mais pelas pontas e Elton poderá ficar mais próximo à área do que ficaria jogando com Dodô.

Update: como eu temia, Carlos Alberto realmente não deve jogar. Magno deve entrar em seu lugar. Se o rapaz não estiver naqueles dias em que precisaria de uma bola apenas para ele, não muda essencialmente a armação do time. Outro que não deve jogar é uma surpresa. Rafael Carioca sentiu um estiramento e também não joga contra o Voltaço. As opções apresentadas pela reportagem da Rádio Tupi – o que nos faz ficar em dúvida sobre sua veracidade – são Jumar, Léo Gago ou Paulinho.  Se essa era uma chance para vermos o Palermo em campo, não será dessa vez que isso acontecerá.

O Voltaço fez uma campanha irregular no primeiro turno e, se seguir a média da Guanabara, tem mais que se preocupar com as possibilidades de rebaixamento no Carioca do que ter pretensões de classificação às semifinais da Taça Rio. Com isso, conseguir um empate com o Vasco em São Januário seria um grande feito. Quem tem uma motivação extra para aprontar pra cima do Gigante é o técnico do Volta Redonda, nosso velho conhecido, Tita. Imagino o sorriso que ele não terá no rosto caso consiga tirar uns pontinhos do Vasco hoje.

Apesar da desconfiança da torcida, justificadíssima nesse momento, não podemos esperar menos que um vitória hoje. Vencer os considerados “pequenos” é a condição mínima para almejarmos as semifinais, nossa última oportunidade de chegar às finais do campeonato. Qualidade para bater o Voltaço não nos falta. Resta tirar o favoritismo do papel e aplicá-lo em campo. O time chega mais uma vez mudado para a partida, numa formação mais básica e que pode dar certo. Mas depois das últimas apresentações do time, a torcida não vai aceitar mais o “pode“. Ela quer e exige que DÊ certo.

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Falei na minha última coluna n´Os 4 Grandes sobre a rescisão do contrato com a lojinha das esfihas. Ontem apareceram novidades sobre a troca do patrocinador para as mangas do nosso uniforme. O VP de Marketing do clube Fábio Fernandes declarou o seguinte:

Nós notificamos o Habib’s na semana passada, através do departamento jurídico. O contrato, que já não era vantajoso para o Vasco, não vinha sendo cumprido em algumas importantes cláusulas pelo patrocinador.”

Se alguns pontos do contrato não vinham sendo cumpridos, a rescisão não deve – ou não deveria – mesmo ser paga. E era o que faltava: além de pagarem a ridícula quantia de R$ 25 mil/mês ao clube e de terem uma multa por quebra de contrato completamente desproporcional a esse valor – cerca de R$ 3 milhões – , os árabes ainda se achavam no direito de não cumprir alguma cláusula de um contrato tão vantajoso para a lanchonete (e apenas para ela).

Mas o certo é que, mesmo que tenhamos que pagar a multa por quebra de contrato, essa era a única medida racional a ser feita. O que não dava era para continuar com um “patrocínio” que trazia prejuízo ao clube. Um exemplo rápido de como o contrato era lesivo ao clube: cada placa publicitária a que a Habibs tinha direito em São Januário poderia ser vendida individualmente por mais de R$ 7o mil. Ou seja, o clube deixava de ganhar quase três vezes mais o valor pago mensalmente pela lanchonete por placa. E não colocamos na conta o valor das mangas.

Já tinha passado da hora de expurgar a lanchonete árabe da Colina. Seja com ou sem pagamento da multa…

Vasco de sempre X Novo Botafogo

dom, 21/02/10
por JC |

vasfogoOs ingressos para a final da Taça Guanabara entre Vasco e Botafogo acabaram ainda ontem, o que é garantia de Maracanã cheio e de recorde de público. Pelo que se viu nas enormes filas para a compra das entradas – e como seria natural de se esperar – nas arquibancadas o Gigante terá sua primeira vantagem na partida. Eu fui um dos que tiveram que comprar um ingresso destinado à torcida do Botafogo para conseguir entrar no Maior do Mundo, assim como muitos outros vascaínos foram obrigados a fazer. Em dia de anel superior fechado, a torcida do Vasco deverá ocupar uma ampla maioria dos lugares.

Mas torcida não ganha jogo e o alvinegro já teve vários êxitos sobre o time da Colina diante de poucos dos seus torcedores. O gostinho de ganhar em um estádio lotado com adeptos do time adversário é até melhor. E com certeza o Sr. Natalino está entre os técnicos que mais saberiam aproveitar isso como motivação.

E a motivação deve ser a principal arma do Botafogo. Além de garantir uma vaga nas finais do campeonato, o time da estrela solitária tem mais uma penca de razões para querer vencer a partida de hoje. Como todo mundo já sabe, querer devolver a sapatada na fase de pontos do primeiro turno é um dos maiores objetivos alvinegros hoje. Que a possibilidade do Vasco levar o dobro de gols que levou na fase de classificação inteira é muito remota, todos sabem. Mas o que importa para os jogadores que foram detonados pelo Gigante naquela ocasião é dizer que venceram quando a partida valia alguma coisa. A vitória sobre a “imbatível” (hahahahahaha!) mulambada e seu “império do amor” também deu um levante na moral botafoguense. Se eles superaram o atual campeão nacional e todos os prognósticos a favor do mais querido da mídia, por que não conseguiriam bater o modesto Vasco, a 4ª força do futebol carioca?

Mas acredito que o mais preocupante é encarar o renovado Botafogo do Joel, que não é minimamente parecido com o desorganizado time do Estevam Soares. Joel não é mágico, mas sabe como poucos armar sistemas defensivos e aproveitar as qualidades de elencos modestos. O que devemos ver no Maraca hoje é um Botafogo fechado, explorando a velocidade do Herrera nos contra-ataques e muitas bolas alçadas na área para Loco Abreu.

Ficha técnica
Ficha técnica

Já o Vasco teve mais tempo para se preparar e para descansar e precisa reencontrar o futebol mostrado em algumas (menos do que desejaríamos) partidas da Guanabara. O time não pode dar espaços para os avanços do Lúcio Flávio e do Marcelo Cordeiro – os responsáveis por municiar Abreu – e precisa ser mais incisivo ofensivamente do que foi na semifinal contra o Fluzim.

Souza, Gago e Nilton serão fundamentais na partida. Na marcação, os três precisarão ter atenção também com as laterais, já que Márcio Careca tem apoiado bastante e Elder Granja…bom, Elder Granja é o Elder Granja. Se o Botafogo conseguir criar muitas jogadas de linha de fundo, Fernando e Titi vão acabar penando com os hermanos alvinegros. E quando tivermos com a posse de bola, os volantes precisarão apoiar mais o ataque, principalmente o Souza, que já está há muito tempo sem mostrar toda sua capacidade na criação.

Na frente, Carlos Alberto e Coutinho não pode contar apenas com sua habilidade com a bola nos pés. É preciso mais velocidade e precisão nos passes. Contra os tricoletas, foram muito poucas as vezes que os dois acertaram o último toque, e por isso, acabamos finalizando raramente. Dodô não tem mais o vigor físico que o permita correr atrás de bolas enfiadas ou disputá-la com os zagueiros. Como o Joel deve armar a sua retranca, se o Sr. Ricardo Lucas não receber bolas mastigadas, prontas para o arremate, nosso artilheiro correrá o risco de passar outra partida mal encostando na bola.

O Botafogo que foi destroçado no primeiro confronto não é o mesmo de hoje. E mesmo que fosse, em uma final, o time certamente teria outra postura e teríamos pela frente um adversário muito mais complicado. Mas mesmo que tenhamos que nos preocupar com esse novo alvinegro, é importante que o Vasco jogue como o Vasco do começo do turno: compacto, que parte para o ataque com velocidade e com um trio ofensivo perigosíssimo. Se as novidades do nosso oponente são o que dão ânimo aos botafoguenses, é o Vasco de sempre que nos dá a certeza que podemos levar mais uma taça para a Colina.

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O Departamento de Marketing segue conseguindo apenas ações pontuais de patrocínio: no jogo de hoje, a Everest colocará sua marca nos calções do time e pagará por isso R$ 150 mil.

Se a grana é justa pela visibilidade da partida de hoje? Não sei. Mas o que incomoda é ver que apenas em jogos importantes é que aparecem essas oportunidades. Será que nenhuma empresa considera o Vasco uma marca que dê retorno, mesmo quando não estamos em fases decisivas dos campeonatos?

Esse patrocínio a granel pelo menos serviu para trazer mais notícias sobre esse importante assunto. Segundo a matéria do GE, o Vasco negocia com algumas empresas um patrocínio permanente para os calções e pretende fechar uma parceria antes do início do brasileiro. Vamos ver se dessa vez sai.

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Já fiz um update para isso no post aí de baixo, mas vale repetir: o Podcast da Fuzarca nº 3 está no ar n´Os 4 Grandes. Se vocês ainda não ouviram, vão lá!

Emoção e carnaval

sáb, 13/02/10
por JC |

VasfluSabadão de carnaval, um sol de cinema por quase todo o Brasil, milhões de blocos, rodas de samba e cerveja pelas ruas e mesmo assim, estão vocês aqui para ler as besteiras que escrevo – quase – todo dia. Eu consideraria isso uma loucura, se não entendesse a ansiedade pela qual todos passam. Dia de jogo importante é assim mesmo: até o apito final do juiz, a cabeça de todos os vascaínos estarão ligadas no jogo contra o Fluzim, pela semifinal da Taça Guanabara. Uma partida como essa já traria emoção o bastante só por garantir a vaga na final do primeiro turno. Mas temos mais motivos ainda pra ficarmos ligadíssimos no Maraca logo mais.

Pra começar, o técnico maníaco-depressivo conseguiu armar o time tricoleta com todos os seus principais jogadores. Isso significa que, para nosso azar, os pontos fortes do time do laranjal terão confrontos diretos com nossos pontos fracos: Conca, Julio Cesar e Fred estarão em campo e darão muito trabalho para – tremam! – Fernando, Titi e Élder Granja. Nilton, Léo Gago e Souza precisarão ter atenção extra na partida para que nossos contestados jogadores não fiquem toda hora de frente com os destaques tricolores.

Mas as emoções não param por aí. Até a hora em que a escalação do Vasco aparecer no telão do Maior do Mundo, a torcida ficará na expectativa pela participação do Carlos Alberto no jogo. Depois de levar uma pancada do zagueiro “reserva-do-reserva-do-reserva” Dedé no treino de ontem, o capitão virou dúvida para a partida. Ao Mancini, que não cogita jogar sem o camisa 19,  resta esperar até o último minuto e dar uma bela bronca no “zagueiro-zagueiro. Caso desfalque mesmo o time, Magno entra no lugar do Carlos Alberto. E aí, a torcida terá que rezar para o garoto passar a bola algumas vezes para seus companheiros.

Ficha técnica
Ficha técnica

Outro motivo para emoções fortes não vem de nenhum dos times em campo: Gutemberg de Paula Fonseca é o árbitro da partida. Seu retrospecto apitando partidas do Vasco é preocupante. Em 2008, Fonseca foi juiz nas semifinais da Taça Guanabara contra a Mulambada – quando o Fábio Luciano fez um gol após dar um empurrão no Vilson – e da Taça Rio contra o próprio Fluzim, quando perdemos nos pênaltis. Nessa partida, o juiz teria dito ao goleiro Tiago que voltaria qualquer penalidade que ele defendesse, já que ele estava se adiantando nas cobranças. E mesmo sem comandar o apito, esse juiz não traz boa sorte ao Gigante: ele foi o 4º árbitro na semifinal da Copa do Brasil contra o Sport, também em 2008.

Como podemos ver, emoção não vai faltar à partida. Apesar dos problemas que aparecem, acredito no Vasco e na escrita. A freguesia tricolete é notória e não há um jogo mais indicado para confirmá-la que o de hoje. O Gigante precisa esquecer as últimas partidas, em que parecia meio acomodado com sua situação, e jogar com a vontade e a pegada que demonstrou contra o Foguinho. O time tricoleta não é, nem de longe, o amontoado de jogadores que foi o alvinegro no esfacelamento que proporcionamos ao canil. Mas mesmo sendo um time melhor montado, com mais qualidade e motivação, o Fluzim não chega a ser um bicho papão. O lance é manter o time compacto, marcar com atenção no meio e tocar para nossos homens de frente. Dodô, com saudades do Marcanã, e Coutinho, querendo muito chegar na sua primeira final como profissional, certamente farão a parte deles. Depois, é só cair na folia e esperar quem sobra entre cães e urubus.

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Estive no Maracanã 13 vezes contra o Bigodão da Gama. Foram 10 derrotas, 1 empate, com vitória do Flu nos pênaltis, e 2 vitórias.” – Alvim, colunista tricoleta d´Os 4 Grandes.

Meu amigo Alvim, com todo esse retrospecto pé-frio para o Fluzim, vai ao Maraca hoje. É ou não é pra termos mais confiança?

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Pra quem quer ir ao jogo, ainda há ingressos a venda. Mas não no Maraca:

Laranjeiras
São Cristóvão F.R.
São Januário
Niterói – Rua São João nº 34 loja 114 – Centro
Bilheteria do Tijuca Tênis Clube
HSBC Arena

Os postos de venda funcionarão hoje das 9 às 17h. Os preços são os seguintes (todos com meia entrada para estudantes e menores de 21 anos com documentação):

Cadeiras Especiais: R$ 150,00
Arquibancadas: R$ 50,00
Cadeiras Azuis: R$ 30,00

E sair do bloco ou da praia e partir para o Maracanã….

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E por falar em carnaval, a G.R.E.S. Gigante da Colina desfila hoje em Ceilândia-DF, às 21 horas. Os vascaínos que estiverem na capital já sabem onde cair na folia e comemorar a classificação para a final do primeiro turno.

Apesar de tudo, favorito

qua, 10/02/10
por JC |

SousavascoO famoso “atalho” para a Libertadores tem início para o Vasco hoje, na primeira rodada da Copa do Brasil. O time reserva do Gigante encara o Sousa Esporte Clube, atual bicampeão paraibano. O “Dinossauro verde do Sertão” está longe de ter uma história paleolítica: o clube ainda nem completou a maioridade, o que acontece apenas em julho.

Vágner Mancini preferiu poupar o time titular para a semifinal com o Fluzim e despachou para a Paraíba os suplentes. Segundo o site oficial do clube, o Vasco jogará num 3-5-2 com a seguinte formação: Tiago; Dedé, Gustavo e Thiago Martinelli; Jumar, Paulinho, Rafael Carioca, Magno e Jéferson; Rafael Coelho e Elton. É uma equipe que não atuou junto, com vários jogadores fora de ritmo – alguns há meses não fazem uma partida oficial – com algumas improvisações e um esquema que nunca foi utilizado.

Mas alguém duvida que ainda assim o Vasco é favorito?

Sem querer desmerecer o Sousa, o elenco cruzmaltino – salvo algumas exceções – tem mais qualidade e experiência em competições nacionais. Mesmo com um meia e um volante jogando nas laterais,  um atacante que não joga desde dezembro e Tiago no gol, o Vasco precisa impor seu ritmo e tentar a todo custo a classificação já no jogo de ida.

Ficha técnica

Ficha técnica

Motivação é o que não deve faltar. Muitos dos que entram em campo não terão outra oportunidade tão boa de mostrar ao técnico que merecem ter chances no time titular.  O destituido da camisa 10, Jeferson; Dedé, que tem contrato até maio; Jumar,  que joga na posição com mais opções no time; e Elton, que perdeu muito espaço no tempo que passou fora do clube, são os que mais precisam mostrar serviço.

Mas além das motivações pessoais, todos precisam entender que uma classificação antecipada facilitará muito as coisas no Estadual. Sem a necessidade do jogo da volta, o Vasco terá uma semana inteira apenas para treinar para as finais. Isso, claro, se cumprirmos nosso papel e levarmos o caderninho para o nosso freguês tricoleta assinar mais uma conta.

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Está no ar a edição nº 2 do Podcast da Fuzarca. E o que parecia impossível aconteceu: saiu pior que o primeiro! Vão lá e cornetem a vontade.

Objetivos diferentes

dom, 07/02/10
por JC |

VascomadMadureira, o nosso adversário na tarde de hoje em São Januário, tem muito mais razões para entrar em campo com toda a motivação do mundo. Enquanto o Gigante joga apenas para manter uma campanha perfeita na Taça Guanabara – já que a classificação no primeiro lugar do grupo B está, sejamos realistas, garantida – o Tricolor do Subúrbio ainda luta por uma vaga nas semifinais do Estadual.

A diferença dos objetivos é clara. Ter a melhor campanha do Carioca, como bem disse o Mancini, não traz vantagem nenhuma para o Vasco na semifinal. Portanto, uma das preocupações que o nosso técnico deve ter hoje é fazer com que o time mantenha o foco e se lembre que seja uma final, seja para cumprir tabela, quem usa a armadura cruzmaltina tem SEMPRE que entrar para vencer. Já o “Madura” ainda tem esperanças de coroar sua interessante campanha com uma vaga entre os quatro melhores do primeiro turno. Mesmo sabendo que depende de uma difícil derrota do Botafogo, o Madureira certamente vai pensar antes em fazer a sua parte para conseguir seu objetivo.

Ficha Técnica
Ficha Técnica

Os dois times têm seus desfalques, mas quem joga sem peças mais importantes é o Vasco. Carlos Alberto e Márcio Careca, suspensos, não jogam. Para o lugar do capitão, Magno já vem atuando, e relativamente bem, como seu substituto. Já na lateral esquerda, um problema crônico do cruzmaltino, que desde o acidente do Ernani, só conta um jogador de origem para a posição. Mancini optou por improvisar o Thiago Martinelli mais uma vez. O zagueiro é um dos reservas que mais tiveram chances entre os titulares, mas curiosamente nunca começou uma partida na sua posição. É de se perguntar ser essa não seria uma boa partida para promover a estréia do Ari, garoto dos juniores que já fez alguns treinamentos entre os profissionais.

E além das substituições que teriam mesmo que acontecer, ainda há uma dúvida na cabeça do treinador vascaíno. Nilton voltou de suspensão e já foi confirmado. Com isso, Rafael Carioca e Souza disputam uma das vagas no meio. O primeiro ainda não conseguiu, em duas partidas, mostrar que está com o ritmo de jogo ideal; já o segundo caiu um pouco de produção com a saída do Fagner e não tem sido tão eficiente na criação quanto era. Pessoalmente ainda prefiro o nosso camisa 14.  Mas sendo racional, o jogo de hoje seria ótimo para dar mais ritmo ao Carioca e para dar um descanso ao Souza, um dos únicos três jogadores que participaram de todos as partidas do ano.

Independente das motivações diferentes dos times, dois jogadores terão seus objetivos pessoais confrontados na partida. Dodô e Marcelo Ramos, os dois mais experientes das suas equipes, lutam pela artilharia do campeonato. Os dois devem dar trabalho para os zagueiros hoje, mas é inevitável: se for para apostar em um dos dois, fico com o sr. Ricardo Lucas.

Só o horário complica

qui, 04/02/10
por JC |

resendevasO Resende recebe o Vasco hoje pela 6ª rodada da Taça Guanabara. Contaremos com a volta do Carlos Alberto ao time, que completa o trio ofensivo sinistro com Coutinho e Dodô. Léo Gago também volta ao time e teremos um lateral de ofício na direita, com a entrada do Elder Granja. Nosso anfitrião não tem mais pretensões nesse turno, não tem uma defesa das mais sólidas e certamente entraremos em campo para nos classificarmos matematicamente para as semifinais, manter os 100% de aproveitamento (o único do campeonato), aumentar o saldo de gols, voltar a ser o melhor ataque do Carioca e, se possível, conseguir a artilharia isolado com o sr. Ricardo Lucas.

Só o horário do jogo, às 18:30, atrapalha: muitos torcedores sequer terão saído do trabalho a essa hora. E como jogo só será transmitido no PPV, certamente os botecos que passarem a partida ficarão lotados. Mas não se empolguem na comemoração: a patroa não vai aceitar a vitória como desculpa para você chegar em casa tarde e cheio de cerveja na cabeça.

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Ficha técnica
Ficha técnica

Mas falando do time que entrará em campo, ele está bem próximo do que o Mancini considera o ideal. O meio com Rafael Carioca, Léo Gago, Souza e Carlos Alberto é indiscutível. Coutinho se deu bem no ataque com Dodô e parecem mesmo ser os homens de frente. As dúvidas ficam mesmo na zaga e na lateral direita: Fernando e Titi não convencem boa parte da torcida e Elder Granja não tem essa moral toda para ser tão absoluto no lugar do Fagner.

Mas as dúvidas ficam por conta da torcida. Mancini parece mesmo gostar da zaga do estadual do ano passado. Mesmo assim, ainda acho que Martinelli e Gustavo poderiam formar o setor.

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E por falar no Fagner, no que depender da sua volta aos jogos, Granja ficará ainda muito tempo como titular. Ele não tem previsão de volta e já está fora da Taça Guanabara. Outro que está fora de combate é o Rafael Coelho, com dores no púbis. Pelo menos, esse desfalque é num setor que não temos tido problemas.

E enquanto dois jogadores ficam no estaleiro, o visitante mais frequente do departamento médico finalmente está liberado. Depois de uma sequência inacreditável de contusões, Jeferson finalmente está recuperado. Caso o treinador resolva poupar jogadores na última rodada do turno, o ex-camisa 10 do Vasco pode ser relacionado contra o Madureira.

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Como a linguaruda da minha patroa fez questão de informar a todos, agora tenho compromissos profissionais que vão me impedir de atualizar comentários com a mesma regularidade. Os posts também podem demorar mais um pouco para sair. Conto com a compreensão dos leitores.

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Hoje, n´Os 4 Grandes: em um mundo perfeito, o Vasco não deveria dinheiro aos jogadores do elenco de 2008.



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