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Tirando a sesta…

seg, 08/02/10
por JC |

empateOs 100% de aproveitamento do Vasco nesse Estadual foram pras cucuias depois do empate em 2 a 2 com o Madureira. Como o ponto conquistado foi o bastante para que garantíssemos a melhor campanha do Carioca, o resultado não foi tão importante. O que preocupou mesmo foram as cochiladas da defesa nos dois gols sofridos. Passamos 6 rodadas sem levar gols dos adversários e quando encaramos o mais arrumadinho deles, Fernando Prass precisou pegar a bola nas redes duas vezes.

Talvez os treinamentos em Conselheiro Galvão, na quase sempre tórrido bairro de Madureira, tenham preparado melhor o visitante para o calor absurdo da hora da partida. Só isso justificaria a lentidão da defesa no lance do primeiro gol tricolor, logo aos três minutos. A defesa tirava a sesta, Elder Granja acompanhou o velhote Alex Oliveira com a velocidade de um cágado manco e o ex-jogador do Vasco marcou o primeiro.

O gol serviu para despertar o sonolento Vasco. E não foi preciso muito tempo para que o empate acontecesse: Coutinho cobrou o escanteio e Nilton, sozinho, cabeçeou sem dar chances ao goleiro do Madura.

Depois do gol, o Vasco conseguiu dominar a partida, principalmente com pelas jogadas tramadas entre Magno, Coutinho e Dodô. O problema é que nenhum dos três conseguia dar o passe decisivo ou finalizar com precisão. Assim dominávamos, mas não ameaçávamos muito o gol adversário. Se as jogadas pelo meio não davam certo, pelas laterais elas simplesmente não existiam: Granja foi tão mal no apoio quanto na defesa e o improvisado Thiago Martinelli não tem o cacoete de lateral ofensivo, se restringindo à marcação.

Mesmo pressionando, o Vasco ainda cedia alguns espaços para o Madureira. A já conhecida marcação vascaína, muito compacta no meio, parecia uma peneira toda vez que nosso oponente conseguia tocar a bola com velocidade. Isso criava um rombo na nossa intermediária, permitindo ataques perigosos do tricolor suburbano. Antes do fim da primeira etapa, Fernando Prass evitou o segundo gol após cobrança de falta pela esquerda, na linha da grande área. O goleiro rebateu o chute e Titi espanou a bola com um bicão.

Mas logo no começo do segundo tempo, Prass nada pode fazer. Depois de um escanteio, Elder Granja não subiu e o zagueiro André cabeceou livre para marcar o segundo do Madureira, aos dois minutos. Para não dizer que o começo da etapa final era uma reprise da inicial, dessa vez o gol não despertou o Vasco da sua modorrenta atuação. Não demorou muito e Mancini começou a mexer no time, mas pela primeira vez o fez de forma bizarra: tirou Magno, que mal ou bem dava alguma qualidade ao meio e colocou o Pimpão em campo. Apesar do nome, a mudança não mudou quase nada. E pra piorar, com o recuo do Coutinho para o meio, agora sozinho na armação, as tabelas que sairam no primeiro tempo desapareceram. Pimpão apenas corria sem muito objetivo pelas pontas, Coutinho tentava driblar todo mundo sem sucesso e Dodô não recebia mais as bolas.

Foi a vez do treinador colocar o Rafael Coelho, tirando o apagado Léo Gago. Com um atacante com mais disposição e mais próximo para fazer as jogadas, o Vasco voltou a fazer uma pressão. Dois minutos depois de entrar, Coelho quase marca de cabeça. E foi numa jogada que começou com o atacante que conseguimos o empate:  Coelho sofreu falta duvidosa perto da linha de fundo, Coutinho cobrou e Martinelli cabeceou livre para empatar. Ainda tivemos mais uma chance clara de gol com o Rafael, que penetrou na área e chutou forte, obrigando o goleiro Renan a fazer uma bela defesa.

Mas o fim da partida guardou emoções mais fortes, infelizmente por conta das falhas da nossa marcação. As alterações do Mancini deixaram nosso meio muito desprotegido e contar com Titi e Fernando é sempre um Deus nos acuda. E o Madureira só não desempatou graças ao Martinelli – que se jogou em uma bola que ia para o gol sem o Prass – e ao nosso goleiro, que defendeu um chute a queima roupa depois dos nossos zagueiros mostrarem que sabem como ninguém observar atacantes adversários fazendo seu trabalho sem incomodá-los.

O Vasco confirmou a melhor campanha do seu grupo e do Estadual, mas esse empate serviu para deixar a torcida menos segura da qualidade do elenco. A zaga tem falhado feio e com uma frequência maior que a aceitável, as laterais são um problema crônico e mesmo o ataque, que vinha bem, começa a não fazer o seu papel. Se o calor, a classificação antecipada e o adversário com mais motivos para vencer a partida servem como atenuantes pelo resultado de hoje, no próximo sábado não vai adiantar nada arrumar desculpas. O jogo é decisivo, contra um adversário mais qualificado e as falhas apresentadas contra o Madureira não podem se repetir contra o Fluzim. Nossa próxima partida é pra valer e se o time cochilar mais uma vez em campo, seremos time eliminado com a melhor campanha do Carioca.

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Dessa vez deu pra falar das atuações do time n´Os 4 Grandes. Vão lá!

Objetivos diferentes

dom, 07/02/10
por JC |

VascomadMadureira, o nosso adversário na tarde de hoje em São Januário, tem muito mais razões para entrar em campo com toda a motivação do mundo. Enquanto o Gigante joga apenas para manter uma campanha perfeita na Taça Guanabara – já que a classificação no primeiro lugar do grupo B está, sejamos realistas, garantida – o Tricolor do Subúrbio ainda luta por uma vaga nas semifinais do Estadual.

A diferença dos objetivos é clara. Ter a melhor campanha do Carioca, como bem disse o Mancini, não traz vantagem nenhuma para o Vasco na semifinal. Portanto, uma das preocupações que o nosso técnico deve ter hoje é fazer com que o time mantenha o foco e se lembre que seja uma final, seja para cumprir tabela, quem usa a armadura cruzmaltina tem SEMPRE que entrar para vencer. Já o “Madura” ainda tem esperanças de coroar sua interessante campanha com uma vaga entre os quatro melhores do primeiro turno. Mesmo sabendo que depende de uma difícil derrota do Botafogo, o Madureira certamente vai pensar antes em fazer a sua parte para conseguir seu objetivo.

Ficha Técnica
Ficha Técnica

Os dois times têm seus desfalques, mas quem joga sem peças mais importantes é o Vasco. Carlos Alberto e Márcio Careca, suspensos, não jogam. Para o lugar do capitão, Magno já vem atuando, e relativamente bem, como seu substituto. Já na lateral esquerda, um problema crônico do cruzmaltino, que desde o acidente do Ernani, só conta um jogador de origem para a posição. Mancini optou por improvisar o Thiago Martinelli mais uma vez. O zagueiro é um dos reservas que mais tiveram chances entre os titulares, mas curiosamente nunca começou uma partida na sua posição. É de se perguntar ser essa não seria uma boa partida para promover a estréia do Ari, garoto dos juniores que já fez alguns treinamentos entre os profissionais.

E além das substituições que teriam mesmo que acontecer, ainda há uma dúvida na cabeça do treinador vascaíno. Nilton voltou de suspensão e já foi confirmado. Com isso, Rafael Carioca e Souza disputam uma das vagas no meio. O primeiro ainda não conseguiu, em duas partidas, mostrar que está com o ritmo de jogo ideal; já o segundo caiu um pouco de produção com a saída do Fagner e não tem sido tão eficiente na criação quanto era. Pessoalmente ainda prefiro o nosso camisa 14.  Mas sendo racional, o jogo de hoje seria ótimo para dar mais ritmo ao Carioca e para dar um descanso ao Souza, um dos únicos três jogadores que participaram de todos as partidas do ano.

Independente das motivações diferentes dos times, dois jogadores terão seus objetivos pessoais confrontados na partida. Dodô e Marcelo Ramos, os dois mais experientes das suas equipes, lutam pela artilharia do campeonato. Os dois devem dar trabalho para os zagueiros hoje, mas é inevitável: se for para apostar em um dos dois, fico com o sr. Ricardo Lucas.

Dieta de gols

sex, 05/02/10
por JC |

resendeManteve-se a melhor campanha. Na sexta rodada da Taça Guanabara, continuamos com 100% de aproveitamento (o único time com esse desempenho). Seguimos como a melhor defesa e o maior saldo de gols. Estamos matematicamente classificados para as semifinais do turno, e só um milagre irrealizável – caso o Botafogo tire uma diferença de 14 gols de saldo na última rodada – nos tira o primeiro lugar no grupo B. Temos também o artilheiro isolado da competição.

Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Resende, o Vasco só não é o melhor no estadual em um critério: temos o segundo melhor ataque do Carioca e isso por conta da magérrima vantagem no placar que tivemos no jogo de ontem. Se o time não tivesse resolvido fazer uma dieta de gols, seríamos absolutos no campeonato.

Não que isso faça qualquer diferença, claro. Ter a melhor campanha só vale de alguma coisa se a taça vier para a Colina. E para colocarmos a mão no caneco, perder a cacetada de gols de ontem não pode se tornar um hábito. A partida contra o Resende foi com certeza a que o time mais perdeu gols feitos. O Dodô, por exemplo, até pênalti perdeu. E não foi só ele que desperdiçou boas chances. Carlos Alberto, Coutinho, Márcio Careca (na sua melhor atuação pelo Vasco) também tiveram suas oportunidades e não marcaram.

Já sei que todo mundo vai dizer que o time jogou mal, que foi uma vergonha, que se o juiz não ajudasse nem venceríamos, que desse jeito não passaríamos nem pelo Olaria nas semifinais. Tudo isso é compreensível. Tendo feito 13 gols em três rodadas, é óbvio que a torcida ficou mal acostumada e não se contentaria com um placar esquálido como esse, diante de um adversário fraco e que esteve com um jogador a menos durante quase toda a partida.

Quando se olha para a diferença mínima do placar, pode se ter a impressão que o Vasco não conseguiu se impor. Mas, reparem, esse 1 a 0 bem poderia ser 3, 4 ou até 5. Se todas as oportunidades criadas fossem convertidas, os comentários não falariam “o Vasco jogou mal”, e sim “mais uma goleada do Vascão!”. E o time poderia ter conseguido mais uma goleada sem mudar a forma de jogar em nada. O Resende quase não nos trouxe perigo – exceto em um chute surpresa que carimbou a trave do Prass e numa vacilada bizarra do Titi, ambos os lances ainda no primeiro tempo – e criamos uma penca de jogadas ofensivas. A diferença entre a partida de ontem e a partida contra, por exemplo, o Macaé? A quantidade de gols. Fora isso, o Vasco jogou da mesma forma de sempre.

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Não serve como justificativa e não deveria acontecer nunca, mas é EVIDENTE que o time não jogou com o máximo de atenção. Algumas jogadas que não deram certo ou as vaciladas que nos trouxeram riscos poderiam não acontecer se os jogadores estivessem ligados como estiveram no jogo contra o Botafogo, por exemplo.

Mas acho o relaxamento do time natural. E desde que isso não comprometa um resultado, é até desculpável. Desde que a atenção e a pegada do time voltem quando precisarmos – no jogo contra, provavelmente, o Fluzim nas semifinais – não tem problema.

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É sempre assim: quando um juizinho fraco erra a nosso favor, é um absurdo. Mas quando no mesmo jogo ele dá uma garfada no Vasco, ninguém lembra. O árbitro até pode ter se equivocado na marcação dos pênaltis a favor do Vasco por conta do impedimento nos lances, mas porque todos esquecem do pênalti claro – e ignorado – que o Coutinho sofreu no segundo tempo?

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Ainda sobre pênaltis: ano passado, grande parte da torcida reclamava que a escolha do Carlos Alberto como batedor oficial do time era ruim porque ele não cobrava bem as penalidades.

Agora, quando o Dodô vai bater, um monte de gente grita que quem deveria bater era o capitão. Isso, claro, porque o Sr. Ricardo Lucas perdeu a primeira cobrança.

Na boa: quantos de vocês acham sinceramente que o Casalberto é melhor cobrador de pênaltis que o Dodô?

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Dodô: se os gols perdidos ontem foram uma economia para os jogos decisivos, ta ótimo.

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As atuações do time estarão em algum momento n´Os 4 Grandes. Mas apenas mais tarde. Sabem como é trabalho novo: não posso ficar me distraindo na frente do chefe. Pelo menos, não na primeira semana. Quando a coluna estiver no ar, aviso pelo Twitter e com um update por aqui.

Update: as atuações do time já estão lá n´Os 4 Grandes.

Só o horário complica

qui, 04/02/10
por JC |

resendevasO Resende recebe o Vasco hoje pela 6ª rodada da Taça Guanabara. Contaremos com a volta do Carlos Alberto ao time, que completa o trio ofensivo sinistro com Coutinho e Dodô. Léo Gago também volta ao time e teremos um lateral de ofício na direita, com a entrada do Elder Granja. Nosso anfitrião não tem mais pretensões nesse turno, não tem uma defesa das mais sólidas e certamente entraremos em campo para nos classificarmos matematicamente para as semifinais, manter os 100% de aproveitamento (o único do campeonato), aumentar o saldo de gols, voltar a ser o melhor ataque do Carioca e, se possível, conseguir a artilharia isolado com o sr. Ricardo Lucas.

Só o horário do jogo, às 18:30, atrapalha: muitos torcedores sequer terão saído do trabalho a essa hora. E como jogo só será transmitido no PPV, certamente os botecos que passarem a partida ficarão lotados. Mas não se empolguem na comemoração: a patroa não vai aceitar a vitória como desculpa para você chegar em casa tarde e cheio de cerveja na cabeça.

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Ficha técnica
Ficha técnica

Mas falando do time que entrará em campo, ele está bem próximo do que o Mancini considera o ideal. O meio com Rafael Carioca, Léo Gago, Souza e Carlos Alberto é indiscutível. Coutinho se deu bem no ataque com Dodô e parecem mesmo ser os homens de frente. As dúvidas ficam mesmo na zaga e na lateral direita: Fernando e Titi não convencem boa parte da torcida e Elder Granja não tem essa moral toda para ser tão absoluto no lugar do Fagner.

Mas as dúvidas ficam por conta da torcida. Mancini parece mesmo gostar da zaga do estadual do ano passado. Mesmo assim, ainda acho que Martinelli e Gustavo poderiam formar o setor.

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E por falar no Fagner, no que depender da sua volta aos jogos, Granja ficará ainda muito tempo como titular. Ele não tem previsão de volta e já está fora da Taça Guanabara. Outro que está fora de combate é o Rafael Coelho, com dores no púbis. Pelo menos, esse desfalque é num setor que não temos tido problemas.

E enquanto dois jogadores ficam no estaleiro, o visitante mais frequente do departamento médico finalmente está liberado. Depois de uma sequência inacreditável de contusões, Jeferson finalmente está recuperado. Caso o treinador resolva poupar jogadores na última rodada do turno, o ex-camisa 10 do Vasco pode ser relacionado contra o Madureira.

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Como a linguaruda da minha patroa fez questão de informar a todos, agora tenho compromissos profissionais que vão me impedir de atualizar comentários com a mesma regularidade. Os posts também podem demorar mais um pouco para sair. Conto com a compreensão dos leitores.

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Hoje, n´Os 4 Grandes: em um mundo perfeito, o Vasco não deveria dinheiro aos jogadores do elenco de 2008.

Tema livre

ter, 02/02/10
por JC |

Vejam vocês como são feitas as notícias….

Perto das 15 horas de hoje, foi veiculada a informação de que o Ramon poderia voltar ao Vasco, para o campeonato brasileiro. A notícia tem lógica: com o acidente do Ernani, o clube conta com apenas um jogador para a posição. Então, nada mais natural que o Vasco fosse atrás de um atleta identificado com a armadura vascaína e com a torcida. Era uma notícia que agradaria grande parte dos torcedores.

Mas aí, menos de três horas depois, vem a negativa: “Não houve nenhum contato por parte do Vasco e também ninguém do Internacional nos procurou para falar sobre este assunto.”

Bastaria um telefonema para o Rodrigo Caetano para que a notícia se revelasse um boato. Mas, se a notícia é boa, pra que apurar, não é mesmo?

Um doce para quem adivinhar de onde veio mais esse boato….

mundo***

Dia de tema livre é dia de Vasco Imortal. Mas hoje farei diferente e quem ilustrará a página são vascaínos pelo mundo afora. Afinal de contas, o amor pelo Gigante não conhece fronteiras…

Na foto de cima temos o Julian, tirando onda em Paris. E ele não poderia ter escolhido melhor cenário para tirar a foto: o Arco do Triunfo tem mesmo tudo a ver com o Vascão. Abaixo está o Luiz Dalsasso Neto, super a vontade em Machu Pichu. E não tinha porque o Luiz não se sentir em casa, já que todo vascaíno sabe o que é estar no topo da América.

Vocês já sabem: enviem suas fotos para o fotolog Vasco Imortal pelo e-mail do blog (blogdovasco@globo.com). Os leitores também podem contribuir para a página do blog no Youtube enviando seus vídeos para o mesmo endereço. E não se esqueçam que ainda temos a comunidade do Blog da Fuzarca no Orkut e o Twitter do Blog abertos à participação de todos.

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Hoje n´Os 4 Grandes: a repercussão do Podcast da Fuzarca.

Esperando a semifinal

seg, 01/02/10
por JC |

maistresO post sobre a vitória de ontem do Vasco sobre o Friburguense por 3 a 0 estava pronto quando meu computador resolveu desligar sozinho e tudo o que tinha escrito foi pra vala. Então, pra não deixar vocês esperando mais tempo, vamos a um resumo do que eu tinha dito:

Depois que os grandes jogam seus clássicos pela Taça Guanabara, o resto do primeiro turno tem aquela cara de “cumprimento de tabela” para a torcida. São nos clássicos que os cruzamentos nas semifinais são invariavelmente resolvidos e, depois deles, todo mundo fica esperando pelos jogos que valem alguma coisa, sem dar muita importância às rodadas restantes da Guanabara. Para os jogadores, a sensação deve ser a mesma. Todos devem ficar aguardando as partidas decisivas em Maracanãs lotados, quando o trabalho de cada atleta e dos treinadores é realmente testado. É natural que os jogadores também tenham menos interesse nos compromissos contra o times chamados pequenos, que somente num acidente incrível de percurso podem fazer qualquer diferença na decisão do turno.

Dito isso, acho podemos entender a atuação do Vasco na partida de ontem. Com os confrontos das semifinais praticamente definidos, um jogo contra o Friburguense só teria uma motivação extra para manter os 100% de aproveitamento ou para os jogadores que ainda buscam a titularidade. Com isso, não vimos a forte pegada que o Gigante acostumou à torcida nas últimas partidas. O Vasco parecia meio desinteressado no jogo e o Frizão aproveitou para criar suas jogadas. E eles tiveram pelo menos três boas chances no começo do primeiro tempo, coisa que não víamos nossos adversários fazerem desde o jogo de estréia do campeonato, contra o Tigres.

Os sustos acordaram um pouco o time e o Vasco resolveu entrar no jogo. Chegando mais firme na marcação e partindo pro ataque com velocidade, conseguimos impor nosso ritmo ao adversário e as chances começaram a aparecer. Não abrimos o placar por conta das finalizações imprecisas, em duas oportunidades com o Coutinho e uma com Dodô. Mas o artilheiro mostrou a versatilidade do seu poder ao finalmente marcar o seu primeiro do dia, numa cobrança de falta, no fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o time novamente começou meio apático. Com a saída do Magno – com dores – para a entrada do Robinho e o natural recuo do Coutinho para o meio, o Vasco demorou um pouco a se acertar em campo e o Friburguense novamente colocou suas asinhas de fora, quase marcando no início do segundo tempo. Mas aos 14 minutos as coisas ficaram mais complicadas para o nosso adversário, quando teve um zagueiro expulso após dar um coice no Rafael Carioca. A partir desse momento, o Vasco voltou a dominar a partida, mas sem criar muitas jogadas de perigo. O jogo seguiu morno e Mancini fez mais alterações no time, colocando Elder Granja no lugar de Thiago Martinelli e Fumagalli no lugar do Souza. Somente aos 30 minutos o Vasco voltou a ameaçar o Friburguense, com um chute do Granja dentro da área, defendido pelo goleiro.

Quando parecia que o jogo não traria mais nenhuma emoção, Dodô resolveu mostrar seu poder de vez: aos 38, após bom cruzamento do Robinho pela esquerda, deixou a bola no fundo das redes com uma cabeçada no contrapé do goleiro. E aos 42 sacramentou o resultado, depois de receber – em posição irregular – passe do Márcio Careca e ficar diante do gol vazio para empurrar a bola pro gol.

O calor e as modificações no time servem como justificativa para o desempenho apenas mediano do Vasco. Mas isso não esconde o certo desinteresse que o time mostrou em alguns momentos da partida. Continuamos com a melhor campanha do Estadual – e agora, também com o artilheiro – mas ainda faltam duas rodadas até as semifinais da Taça Guanabara. Como não dá pra evitar a realização delas, é melhor o time procurar algo que traga a essas partidas pelo menos a mesma motivação que teve contra o Botafogo. Contar que o Dodô vá resolver todos os jogos até a decisão do turno é que não dá.

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As atuações estão n´Os 4 Grandes

Update:  tem novidade n´Os 4 Grandes! O Podcast da Fuzarca está no ar!

Sem maldição

dom, 31/01/10
por JC |

fribvascoO Friburguense, adversário do Vasco hoje, entra em campo hoje sem sua principal arma. Aliás, o campo é justamente o maior desfalque do time serrano: mandando o jogo contra o Gigante no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, o Friburguense não aproveitará a urucubaca que paira sobre os nossos jogadores quando vamos até o Eduardo Guinle, estádio onde coisas estranhas costumam acontecer com o Vasco.

Relembremos dois casos. No estadual de 1998, o Vasco venceu o Friburguense por 3 a 0, mas saiu com três jogadores contundidos “levemente“: Ramon sofreu uma entorse no joelho esquerdo, Luisinho teve afundamento do malar e Luizão levou dez pontos na boca. No ano seguinte, nova vitória vascaína (por 1 a 0) e mais uma baixa no elenco, dessa vez do Reizinho, que sofreu uma torção no tornozelo.

Mesmo sem precisarmos nos preocupar com a “maldição do Eduardo Guinle“, o time tem seus problemas com contusões. Ainda sem poder contar com Carlos Alberto e Fagner, Mancini também não sabe se poderá contar com outros quatro titulares. Fernando, Márcio Careca, Nilton e Souza depende de um ok do departamento de fisiologia para serem escalados. Esses são os jogadores que estão próximo do limite e podem ter problemas físicos caso não sejam poupados. Gustavo, Jumar e Paulinho podem entrar na zaga e no meio campo. Já a lateral esquerda tem uma complicação extra: Ernani, o único reserva especialista na posição, sofreu um acidente e desfalca o time por pelo menos três meses. Caso Careca não jogue, o Vasco hoje entrará em campo sem laterais de ofício (já que o zagueiro Thiago Martinelli está improvisado na direita). E não são apenas os problemas físicos que trazem desfalques ao time. Léo Gago, Rafael Coelho e Rodrigo Pimpão estão suspensos. Rafael Carioca terá sua estréia como titular no lugar do Gago e na frente Dodô, voltando de suspensão, volta ao ataque.

Ficha técnica
Ficha técnica

Apesar das várias mudanças, o Vasco não deve alterar muito a sua forma de jogar e deve partir pra cima do Friburguense, como tem feito contra todos os adversários. O clube serrano ainda tem remotas chances de classificação para a fase decisiva da Taça Guanabara e deve ser um adversário mais complicado que o Ma(l)caé. Com a segunda melhor defesa do grupo B, não será surpresa se o Friburguense se segure melhor que nossos últimos oponentes e encerre nossa sequência de goleadas.

Mas enfrentemos ou não uma defesa mais sólida, não dá pra esperar outra coisa além da vitória. O Gigante tem sobrado dentro do seu grupo e tem a melhor campanha de todo o Carioca. O que todo torcedor quer ver mais uma vez é um Vasco que busca sempre o resultado e que não abandona a ofensividade nem com o jogo resolvido. Com ou sem maldição em campo.

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O estado clínico do Ernani é estável e ele não corre maiores riscos. Apesar de não ser dos jogadores mais benquistos pelos vascaínos, todos devemos ficar na torcida pela sua pronta recuperção.

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Na coluna de hoje n´Os 4 Grandes: agora, mais que nunca, precisamos de laterais.

Confirmação sem muito trabalho

sex, 29/01/10
por JC |

gagocoutinhoSem dois dos seus principais jogadores e impondo um ritmo de treino à partida, o Vasco passou facilmente pelo Macaé por 4 a 0, ontem, na Colina Histórica.  Jogando de forma mais relaxada – e as vezes mais desatenta – que na partida contra o Botafogo, a nova goleada vascaína poderia ter sido maior, tivesse o time mantido a mesma pegada por toda a partida.

O começo do jogo já mostrou que o Vasco não teria muitos problemas com o Ma(l)caé. Com Coutinho em noite infernal e o time se movimentando bem, o Vasco dominava completamente a partida e criou chances de gol em sequência nos primeiros minutos.  Cada um dos homens de frente perdeu uma chance: a primeira parou em excelente defesa do goleiro Lugão após Coutinho passar pode dois marcadores sem tomar conhecimento dos mesmos e a segunda, com Rafael Coelho isolando uma bola em chute dentro da área, depois de bom passe do Coutinho (não sem antes o garoto ter desmoralizado mais um marcador, com um lençol).

Mas por obra do destino, os gols acabaram saindo em jogadas com nossos volantes. O primeiro gol veio depois de um passe muito longo do Coutinho para Léo Gago, que tendo mais fé no lance que os marcadores, ultrapassou dois zagueiros e dividiu a bola com o goleiro. Ela sobrou mansa no pé do vo-vo-volante, que apenas a empurrou para dentro das redes.

O segundo gol ainda demorou alguns minutos para sair. O Vasco, que jogou com Martinelli pela direita, acabou jogando meio torto, subindo principalmente pela esquerda, contando com o apoio do Marcio Careca. E sem o ímpeto mostrado no domingo passado e com um adversário mais atento ao jogo, acabamos correndo mais riscos, principalmente quando o Macaé aproveitava as subidas do Careca. Nosso adversário poderia ter chegado com muito perigo duas vezes, não fosse o bandeirinha, que parecia ter o braço engessado, e anulou mal dois contra-ataques macaenses .

Mas bastou o Vasco voltar a jogar com mais atenção que o Macaé novamente ficou completamente acuado. Aos 32 ampliamos, depois de um passe do Nilton ser interceptado e a bola sobrar limpa no pé do Rafael Coelho que fuzilou o goleiro, marcando seu primeiro gol com a armadura cruzmaltina. Cinco minutos depois, Nilton fez o terceiro de cabeça, após escanteio cobrado pelo Coutinho. Antes do fim da primeira etapa Rafael Coelho quase marcou seu segundo, mas Lugão fez outra excelente defesa.

O segundo tempo não foi diferente do primeiro. Oscilando entre o domínio completo da partida e algumas desatenções, o Vasco criou outras tantas chances de gol e deixou poucas brechas para os ataques do Macaé. Em 10 minutos, perdemos um gol com Coutinho, após boa tabela com Thiago Martinelli e defesa ainda melhor do Lugão e marcamos o quarto, com o Magno tendo liberdade para das três tapas na bola antes de acertar o chute de fora da área.

Jogo resolvido, Mancini começou a mexer no time, colocando Geovani Maranhão no lugar do Magno e promoveu as estréias de Rafael Carioca e Gustavo. As mudanças não mudaram o panorama do jogo, que continuou seguindo conforme o Vasco desejava. Com ampla vantagem no placar, o time diminuiu o ritmo e só esquentou novamente após uma sequência de expulsões. Primeiro, um zagueiro do Macaé levou o segundo amarelo após cometer falta em Rafael Coelho. No desenrolar da expulsão, o atacante trocou empurrões com outro zagueiro adversário e o bandeirinha dedurou o barraco. Os dois foram expulsos.

A partida ainda teve mais dois lances dignos de nota:  pouco antes das expulsões, Coutinho colocou uma bola na trave ao cobrar falta quase na linha de fundo. No rebote, Maranhão chutou com força em cima da zaga. E no fim, após outra cobrança de falta do Coutinho, Nilton quase marcou mais um de cabeça, mas a bola subiu demais.

Foi um jogo fácil, diante de um oponente muito frágil e que poderia ter um resultado ainda mais expressivo. As oscilações do time durante a partida não chegaram a comprometer seu desempenho e eram naturais em uma partida como a de ontem. No fim das contas, valeu para manter os 100% de aproveitamento, a melhor campanha do Estadual e testar os jogadores que ainda não haviam estreado. Serviu também para vermos  a evolução do time, que está bem mais solto e eficiente, seja contra os grandes rivais ou contra os times chamados pequenos.

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Léo Gago, um dos melhores em campo ontem, levou o terceiro amarelo e não joga contra o Friburguense, domingo. Rafael Carioca deve ser seu substituto na partida.

Mancini começará a ter os famosos “bons problemas” para escalar o time.

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As atuações estão na coluna de hoje n´Os 4 Grandes.

Pra confirmar a liderança

qui, 28/01/10
por JC |

vasmacaeSei que é preciso manter a humildade e que todos os nossos adversários devem ser encarados com seriedade. Mas por mais que respeitemos nosso adversário de hoje, o Vasco não deverá ter problemas para passar pelo Macaé logo mais na Colina. Não digo isso porque temos um time imbatível ou porque não possamos tropeçar nas nossas próprias limitações.

O fato é que o Macaé anda numa fase tão ruim que dificilmente conseguirá fazer muita coisa. Lanterna do grupo com um empate e duas derrotas, o azul e branco norte-fluminense ainda tem SEIS desfalques para a partida de hoje. Jogando fora de casa, contra o líder do grupo e encarando um Vasco embalado pelo massaacre de domingo passado contra o Botafogo, o Macaé não poderia ter um adversário mais complicado para encarar num momento como esse.

Ficha técnica
Ficha técnica

Nem mesmo uma das poucas vantagens que nosso adversário tem hoje – os reservas do time querendo mostrar serviço – será exclusividade. Com as contusões de Carlos Alberto e Fagner e com Dodô suspenso pelo terceiro amarelo, o Vasco também vem com suplentes loucos para provar ao Mancini que têm condições de brigar pela titularidade. Rafael Coelho, que chegou para ser titular e acabou perdendo espaço, começou sua busca pelo tempo perdido já no clássico contra o alvinegro; Magno sabe que dificilmente pega a vaga do capitão, mas precisa mostrar que pode substituir o Carlos Alberto mantendo seu nível; Thiago Martinelli herdou a lateral direita e mesmo estando improvisado, sabe que uma boa apresentação abre-lhe as portas para uma vaga na sua posição de origem.

É jogo para o Gigante  confirmar a liderança e ficar ainda mais próximo das semifinais da Taça Guanabara. Basta o time jogar com a seriedade que jogou contra o Botafogo e mostrar respeito ao adversário da melhor forma possível: buscando a vitória durante os 90 minutos da partida.

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O jogo é cedo e mais pessoas podem ir sem problemas a São Januário. E já que a galera vai à Colina apoiar o time, pode também dar uma força para o pessoal que está passando por dificuldades em Angra dos Reis. O Vasco arrecadará mantimentos na partida de hoje, até o começo da partida, em dois locais do estádio.

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Faleceu ontem o ex-atleta do clube e locutor oficial de São Januário, Sérgio Nogueira. Sérgio também apresentava o programa Só Dá Vasco, na Rádio Bandeirantes.

O Blog da Fuzarca e seus leitores deixam os seus sentimentos com os familiares e amigos do Sérgio.

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Hoje também tem coluna nova n´Os 4 Grandes

Tema livre

ter, 26/01/10
por JC |

Demorou mas eis aqui o tema livre dessa terça-feira. Hoje, três assuntos breves:

rafaRafael Carioca – o volante está finalmente regularizado e seu nome encabeça a lista de jogadores do Vasco no Bira. Já o Elton não foi inscrito. Como hoje era o último dia de inscrição para que novos atletas participassem da Taça Guanabara, o atacante só poderá jogar o segundo turno.

Ramon – no final das contas, ninguém saiu ganhando nessa história: o Inter não quer mais conversa com o Ramon, o Vasco ficou sem o jogador e o lateral corre sérios riscos de passar uma temporada na geladeira. Avaliando brevemente o caso, faltou tato tanto ao colorado, que pediu a absurda quantia de R$ 2 milhões para uma simples renovação de empréstimo, quanto ao Ramon e Carlos Leite, que não aceitaram a proposta do clube gaúcho e resolveram parar de negociar.

Anderson - os rumores de que o Vasco estaria negociando com o meia do Manchester criaram mais corpo depois de que se soube que o jogador teria se encontrado com Rodrigo Caetano. Caetano conhece Anderson desde os tempos em que o jogador era da base do Grêmio e o encontro até pode ter um caráter pessoal. Mas será que o meia – que está insatisfeito no clube inglês – não pensaria em visitar parentes no sul antes de vir ao Rio falar com um amigo?

De qualquer forma, seja mero boato ou não, a vinda do Anderson seria muito interessante. Isso, claro, se ele voltar a atuar mais à frente. Por melhor que seja o jogador, de bons volantes o time está cheio e seria um investimento muito caro para mais um na posição.

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Luis_gustavo_ruivo

a roupa vale mais que 1000 palavras.

A roupa vale mais que 1000 palavras.

E como não poderia deixar de ser, hoje também é dia de Vasco Imortal aqui no blog. Nessa terça teremos dois pequenos vascaínos que nem precisaram aprender a falar para mostrar seu amor pelo Gigante da Colina. À esquerda temos o pequeno João Vitor, de seis meses, deixando para sua roupinha toda a eloquência que ele ainda não tem. E à direita, temos o Nicolas, que quase virou sócio do Vasco antes mesmo de nascer: o papai Luis Gustavo – carioca morando em Sampa – tentou fazer sua inscrição levando uma foto de ultra-som! Não deu certo, mas só adiou por um tempo a chegada de mais um vascaíno de carteirinha.

E como todo mundo já sabe, para enviar suas fotos para o Fotolog Vasco Imortal ou vídeos para a Página do Blog da Fuzarca no Youtube, utilizem o e-mail daqui: blogdovasco@globo.com. Vocês também podem participar da Comunidade do Blog da Fuzarca no Orkut ou acompanhar as notícias do Vascão em atualizações constantes através do Twitter do blog.



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