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Não vi e não gostei

qui, 18/03/10
por JC |

phillipe-coutinhoVi apenas 10 minutos da partida entre o ASA-AL e o Vasco pela segunda rodada da Copa do Brasil, aproveitando a TV do boteco em frente ao meu trabalho que estava ligada no jogo. No final das contas, o café que fui comprar como desculpa para dar uma espiada na partida foi a única coisa que prestou no empate entre os dois clubes.

Aliás, minto. Do pouco que vi, Coutinho ainda fez uma graça. De resto, o Vasco foi o mesmo de várias partidas do carioca: mesmo tendo mais posse de bola, não transformamos esse maior tempo com a redonda em chances de gol. E pra piorar, se a intenção era ter uma defesa mais sólida, os três zagueiros em campo não deram muito resultado.

O fato é que não dá pra ficar falando muito sobre a partida já que só pude ouvi-lo – e sem poder prestar 100% de atenção – pela internet e os melhores momentos não dão a noção exata do que aconteceu (os possíveis vários passes errados, erros de posicionamento, etc, etc, etc). Mas se pensarmos bem, um empate com o  clube arapiraquense é mais contundente que qualquer coisa que eu possa falar.

Tá certo que o Vasco perdeu alguns gols feitos e que o goleiro adversário foi muito bem. Porém isso não apaga o fato de que temos uma grave crise no ataque. Parece que a sapatada que demos no Canil ainda no primeiro turno do estadual fez com que nossos atacantes entrassem em estado letárgico. A seca de gols vem desde janeiro, quando fizemos pela última vez três gols em um único jogo. Depois disso, tivemos algumas vitórias pela diferença mínima diante de adversários fracos (nesse meio tempo apenas uma vitória com dois gols de diferença, diante do Bangu. Mas nessa jogamos tão mal que poderíamos até ter perdido a partida) e jogamos três clássicos sem conseguir balançar as redes adversárias nem uma única vez.

A diretoria não se pronuncia, mas é impossível que o resultado de ontem não tenha colocado um pouco mais de lenha na fervura da batata do Mancini. Os boatos sobre a procura de um novo técnico vem ganhando força e um outro tropeço no fim de semana diante do Olaria deve tornar a situação do técnico insustentável.

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Além de ser o único que fez algo que preste na partida, Coutinho garantiu pelo menos o empate em inapelável cobrança de pênalti. Bateu com categoria e paradinha. E agora é o segundo cobrador de penalidades da equipe (o primeiro é o Carlos Alberto).

Espero que essa decisão faça o Sr. Ricardo Lucas desistir de tomar a bola da mão da criança se pintar outro pênalti com ele em campo.

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A atual diretoria rescindiu o contrato com a Quadran – antiga fornecedora de ingressos do clube – sem dar explicações. Contratou em seu lugar a BWA, empresa cercada por controvérsias e denúncias por todos os lados. Se a empresa fosse problemática mas cobrasse menos do clube, já seria uma medida discutível. Cobrando mais, é inexplicável.

Nessa, o clube ainda pode perder até R$ 700 mil para a Quadran, que – muito acertadamente, diga-se – foi à justiça por conta da quebra de contrato.

Para quem prometia uma gestão transparente, a atual diretoria deixa muitos pontos opacos na sua administração. E parece não fazer muita questão de esclarecer as questões, já que tem evitado sistematicamente às convocações do Conselho de Benméritos para responder sobre a BWA. Quem não deve, não teme. Se não há problemas com a atual fornecedora de ingressos, que o presidente vá até o conselho e deixe isso claro.

Fugir das explicações só serve para dar munição à oposição. Se a antiga gestão não tinha um opositor para lhe cobrar explicações, pior para ela (e para o clube). O fato é que agora há uma oposição que certamente não deixará escapar uma vírgula sobre os atos da diretoria. Para evitar problemas, é bom que os atuais gestores façam tudo dentro dos conformes no Vasco. E se tudo estiver 100% correto, não há porque temer a oposição.

O triste é depender de uma oposição atuante para que a situação faça seu trabalho como deve ser feito.

Update: tem coluna nova n´Os 4 Grandes. Hoje falando de uma das coisas incompreensíveis que acontecem na Colina.

Fiat lux!

qua, 17/03/10
por JC |

AsavasLogo mais, às 15:30, começa a segunda fase da Copa do Brasil para o Vasco. O horário esdrúxulo da partida contra o ASA-AL tem uma razão de ser: o estádio do Corinthians-AL  – o mesmo em que jogamos pela CB de 2008 contra os donos da casa – não tem refletores e o jogo não poderia ser a noite.

Mas a falta de luz do Nelson Feijó é muito menos preocupante que os vários acontecimentos não muito claros que se abateram sobre o time. Quando Mancini não vem com desculpas pouco críveis para explicar os problemas com a equipe, ele mantém a torcida e a imprensa na mais completa escuridão.

Por exemplo, a barração do Dodô. Seja pela incompetência na cobrança de pênaltis, seja pela fase ruim em que se encontra, qualquer um desses motivos seria justo para deixá-lo no banco. Já dizer que “o campo é menor, terá muito contato e o Dodô é um jogador muito técnico” não convence ninguém. Quer dizer então que se o Messi fosse do Vasco, ele seria barrado porque é muito técnico? Conta outra, Mancini! A historinha fica ainda mais dura de engolir quando ele justifica a escolha do substituto. Segundo o treinador, Rafael Coelho foi muito bem contra a mulambada e por isso ficou com a vaga. Diante das opções para o ataque, fica cada vez mais estranha a falta de uma explicação para o afastamento do Elton.

Ficha técnica

Ficha técnica

Para compensar, Mancini não fez mistério sobre o time que vai a campo e não deixou ninguém às escuras: o 3-5-2 continua, Jeferson ganha a vaga do sr. Ricardo Lucas e Gian entra no lugar do Tite. Jogando com a mesma disposição que teve no clássico, o Vasco tem plenas condições de vencer a partida. Mesmo que o ASA encare o duelo como o jogo da sua vida, o que é bem provável, o Gigante deve impor sua maior técnica e tentar inclusive evitar o encontro em São Januário.

Depois de passar pelo fraco Sousa-PB com uma vitória magra e um empate, avançar na Copa do Brasil sem maiores dificuldades dessa vez seria um favor da equipe para a torcida. Uma vitória convincente pode não apagar o resultado de domingo passado, mas já dará uma clareada no ambiente. Então, que hoje se faça a luz.

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Os boatos de que a diretoria já estaria procurando outro treinador para o Brasileiro aparecem a cada dia com mais frequência. Dessa vez foi o Cosme Rímoli quem cantou a pedra. O colunista diz que a situação do treinador é desconfortável no clube e assinala a falta de um padrão tático e o relacionamento difícil do técnico com a equipe como principais razões da busca por um novo comandante.

Rímoli diz ainda que a diretoria tentará – repito, tentará – manter Mancini até o final do Carioca. Mas um tropeço hoje pode ser decisivo para que as mudanças sejam antecipadas.

É bom o Mancini dar um jeito no time, antes que a diretoria dê um jeito nele.

Tema Livre

ter, 16/03/10
por JC |

O nome do Ramon já está regularizado no BIRA e, pelo menos na teoria, ele já pode jogar assim que estiver preparado fisicamente. Em teoria porque, apesar do seu nome constar até o último dia de inscrições – na sexta passada – ainda havia a pendência de um documento de liberação da Federação Gaúcha. Ramon estava inscrito, mas não estava regularizado.

Pode parecer que o caso não será problemático, mas seguro morreu de velho. Em se tratando da FFERJ, todo cuidado é pouco. Ninguém quer ver outro caso Jeferson esse ano.

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Jogo às 15:30 é sacanagem. Só pode ser.

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Titi foi expulso após o apito final da partida de domingo por ter chamado o bandeirinha de “babaca. Se todo jogador que fizer uma ofensa gravíssima como essa levar um vermelho, mesmo depois do fim do jogo, não vai ter reserva que resolva tantos desfalques.

E podem ter certeza: ainda vão denunciar o zagueiro e Titi ainda deve correr o risco de pegar um gancho maior por conta disso. Como sempre acontece com os jogadores do Vasco.

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BomboneraHoje é dia de Vascaínos pelo Mundo aqui no Blog da Fuzarca. Nessa terça, temos a torcida do Gigante visitando um gigante da Argentina: Paulo Henrique – com a namorada Renata – e Diego Lima foram até à Bombonera e registraram o momento devidamente paramentados com suas armaduras cruzmaltinas.

Foi criado um álbum dentro do Fotolog Vasco Imortal para as fotos da nossa torcida pelos quatro cantos do globo.  Para acessá-lo, basta ir à página e clicar – no canto inferior direito, onde há as opções de álbuns -  no Vascaínos pelo Mundo. As contribuições, tanto de fotos como de vídeos para a nossa página no Youtube, devem ser enviadas para o e-mail do blog (blogdovasco@globo.com). Não se esqueçam que também temos a comunidade no Orkut e o Twitter do blog.

Confiar em quem não merece dá nisso…

seg, 15/03/10
por JC |

dodôO Mancini conseguiu em uma semana treinar um esquema novo para o time, fazendo as substituições a que foi obrigado (por contusões ou suspensões) e conseguiu motivar o time o bastante para que chegasse ao clássico de ontem como deveria ser: jogando com pegada, atenção, aplicação tática e raça. Coisa que não víamos há muito tempo.

Por conta disso, o Vasco foi melhor durante boa parte do jogo. O Império do Amor praticamente não foi visto em campo (e quando foi, Prass fez muito bem o seu trabalho); nosso meio marcava com mais disposição que o deles. As jogadas pelas laterais estavam saindo – apesar do Márcio Careca insistir em não apoiar tanto quanto deveria e do Elder Granja acertar muito poucos cruzamentos – e o ataque se movimentava bem.  A mulambada perdeu uma ou outra chance, os atacantes do Vasco chegavam mais vezes mas finalizavam mal (mesmo assim, Bruno foi obrigado a fazer duas ou três defesas difíceis).

Aos 35, Williams dá um carrinho por trás no Coutinho que partia livre para o gol. O juiz “morde-assopra” marcou a penalidade – que seria impossível de evitar –  mas deu apenas um amarelo para o volante mulambo. Dodô vai bater o pênalti e desiste. Desiste porque ele não “bateu”, ele simplesmente atrasou a bola para o goleiro do framengo.  O pênalti desperdiçado poderia fazer nosso adversário crescer na partida, mas isso não aconteceu. Continuamos marcando bem e partindo para o ataque com velocidade.

Veio o intervalo e Mancini teve a sua primeira chance de mexer no time, mas o time voltou sem alterações. Logo aos quatro minutos, o lance capital da partida: o juiz marca pênalti inexistente de Fernando Prass sobre Vinícius Pacheco. Adriano, que tinha perdido todas as disputas com Titi, converteu a cobrança.

Em desvantagem no placar, o Vasco passou a pressionar mais e a mulambada se encolheu, esperando os contra-golpes. Aos 20 minutos, Mancini teve outra chance para mudar o destino do jogo, mas não o fez: ao colocar Jeferson em campo, o treinador preferiu manter o Sr. Ricardo Lucas em campo e tirou o Rafael Coelho.

Bastou um minuto para que as consequências desse ato surgissem: Elder Granja vira uma linda bola para Jeferson, que entra na área, chuta e a bola bate na mão de Álvaro. O juiz marca a penalidade, mas dessa vez não dá o amarelo que deveria ter dado ao zagueiro mulambo. Mancini disse para Jeferson bater a cobrança, a torcida pediu Coutinho, mas quem pegou a bola foi Dodô.  O atacante bateu no mesmo canto, com um pouco mais de força, à meia altura. E perdeu o segundo pênalti na partida.

Não há time que consiga manter a cabeça no lugar depois que uma coisa dessas acontece. Depois de ter preservado Dodô e como consequência ter perdido a partida, Mancini ainda tentou jogar o time pra frente. Mas não seria a entrada do Pimpão ou a do Léo Gago que resolveria alguma coisa. Jogamos melhor, tivemos mais chances, mas não levamos. A derrota por 1 a 0 para a mulambada foi cruel, mas não injusta: foi o preço pago por se confiar demais no Sr. Ricardo Lucas.

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O time foi vibrante, aplicado e, mesmo com o resultado ruim, podemos ver uma sensível melhora na equipe. Ter feito o time jogar como jogou – no que deve ter sido sua melhor apresentação no ano – ameniza, mas não tira do Mancini o peso da responsabilidade pela derrota.

Não tirar o Dodô no intervalo é aceitável (ele nem vinha fazendo uma partida muito ruim). Mas depois de perder um pênalti e se o técnico resolveu tirar alguém do ataque, por que escolher o Coelho e deixar o Dodô? E se ele deu a ordem para que o Jeferson cobrasse o segundo pênalti, por que a passividade ao ver o Sr. Ricardo Lucas pegar a bola?

Se as desastrosas cobranças de pênalti não foram o bastante para deixar o Dodô de molho por um tempo, espero que a insubordinação seja.

Ah! E eu duvido que o Elton, barrado pelo treinador até do banco sem explicações, perdesse dois pênaltis em uma única partida…

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Já sobre o Sr. Ricardo Lucas, não há o que comentar. Até porque sobre o risco que seria contratá-lo eu já tinha falado há muito tempo.

Ainda torço para que ele queime a minha língua (como muitos disseram que ele já tinha feito), mas por enquanto ele só tem conseguido queimar o próprio filme.

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Aliás, o time também merece uma bronca: por que esperar por uma partida que só valia três pontos para mostrar tanta disposição? Se jogássemos todas as partidas com a vibração que teve ontem, certamente estaríamos com a vaga nas finais garantida.

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Dois de fevereiro de 2008. Vasco joga com o Botafogo o primeiro clássico carioca do ano. O Alvinegro abre dois gols de vantagem no primeiro tempo. Na volta do intervalo, o Vasco reage e marca um no primeiro minuto da etapa final e outro aos 33, empatando a partida.

Mas aos 42, um atacante do canil invade a área e se esborracha sozinho, cavando um pênalti. O juiz aceita. Lúcio Flávio cobra e garante a vitória do nosso adversário, quando faltavam 2 minutos para o fim da partida.

Um doce para quem adivinhar o nome do árbitro desse jogo.

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Já que falamos no sr. Péricles Bassols Pegado Cortez, o que me incomodou não foi o pênalti inexistente. Foram as várias inversões de faltas e, pior, a insistência em punir um time com mais rigor que o outro. Para o sr. Péricles, um puxão de camisa no meio de campo tem o mesmo peso que um carrinho por trás dado em jogador que partida em direção ao gol que resultou em pênalti: ele deu amarelo nos dois lances.

Se o Framengo ficasse – como deveria ficar – com 10 jogadores aos 35 minutos do primeiro tempo, a história poderia ser outra.

Update pra mulambada: como um monte de mulambos tem vindo ao blog para tirar sua ondinha pelos três pontos conquistados com a ajuda do juiz, falo sobre o tão “pênalti não marcado” do Márcio Careca sobre o Léo Moura: até onde eu sei, bola dividida não é falta. E o Márcio Careca claramente tocou na bola antes de encostar no lateral mulambo.

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Mais tarde, falo sobre as atuações de cada jogador n´Os 4 Grandes.

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Galera: não custa lembrar a todos que essa partida não valia muita coisa. Com os jogos decisivos é que precisamos nos preocupar…

Update: as atuações já estão na coluna de hoje n´Os 4 Grandes.

Mais perigoso do que merece

dom, 14/03/10
por JC |

vasflaTime e esquema indefinidos, treinador mal visto pelos torcedores e começando a ter problemas internos no grupo, parte da torcida cobrando resultados dos jogadores no meio do treino, outra parte desanimada e sem vontade de ir ao estádio, brigas entre as duas torcidas (com a morte de um vascaíno).  Para efeitos de classificação, a partida de hoje contra a Mulambada prla quarta rodada da Taça Rio não tem tanta importância. Seja qual for o resultado, não mudará em nada o fato de que ambos os times estarão nas semifinais do turno. Toda essa tensão antes de um jogo de pouca relevância parece inexplicável. Mas não é.

Pelo menos a tensão no nosso lado tem várias explicações. As promessas de um time forte esse ano, que até pareciam parcialmente cumpridas pelo começo do Estadual, foram por terra justamente nos jogos decisivos do turno passado. Mancini, que entre as opções apresentadas após a saída do Dorival, era o nome preferido da torcida, por conta da sua preferência por esquemas mais ofensivos, viu quase toda sua credibilidade ir para o ralo logo quando abdicou de ter três volantes em campo e optou por escalar o time teoricamente mais pra frente, com dois armadores e dois volantes. Ou seja, tudo que os vascaínos esperavam que fosse melhor para a equipe, acabou não se concretizando. Um jogo contra o nosso maior rival, que olhando friamente é de quase total desimportância,  serve nesse momento como um gatilho para toda a insatisfação venha a tona. Ainda mais quando o senso comum – leia-se a mídia – considera a mulambada um time imabtível, composto apenas por craques e com o melhor ataque do mundo.

Mas isso de “melhor ataque do mundo” a gente já conhece. E sabemos o final da história.

Esse jogo está longe de ser um desafio impossível de ser superado. O Framengo está em um bom momento, tem um elenco forte, mas até o agora não tem sequer a melhor campanha do estadual. E tem um desempenho parecido com o nosso nos clássicos. Se para quase todo mundo o favoritismo (como sempre) é deles , que fique com eles. O importante é jogar bola e vencer a partida. Favoritismo não dá três pontos na tabela.

O problema é que pelas nossas últimas partidas, parece ser mais difícil ver o Vasco jogando bem do que bater os mulambos. Mesmo diante de adversários muito fracos, a equipe não tem rendido. Mancini tentou uma série de alterações e elas não surtiram o efeito esperado. Hoje o time terá mais mudanças e algumas radicais: desde titulares barrados até o esquema de jogo, muita coisa será diferente.

Ficha técnica

Ficha técnica

Com Nilton cumprindo o gancho e Souza suspenso pelo terceiro amarelo, é quase certo que o Vasco abandonará o 4-4-2 e um dos volantes cederá o lugar para um terceiro zagueiro. Com Fernando, Titi e Gustavo na zaga, os laterais poderão subir mais para o ataque. Isso, claro, se Mancini conseguiu convencer o Márcio Careca e o Elder Granja de que não é crime inafiançável apoiar. No meio, Rafael Carioca – que ainda está devendo boas atuações pelo Vasco – e a estranha entrada do Paulinho servirão para ajudar na contenção. Na frente também há dúvidas. Carlos Alberto segue na sua rotina de dores aqui e acolá e pode não jogar. O capitão não estar em campo deve ser a única chance do contestado sr. Ricardo Lucas começar a partida, jogando mais recuado. Aparentemente o ataque está definido com Coutinho, voltando a jogar na posição, e Rafael Coelho. Elton, que vinha sendo titular, foi misteriosamente barrado até do banco. Como sua saída também estava sendo uma rotina, a mudança não é das piores. Até porque o estilo do Coelho me parece mais apropriado para uma partida como a de hoje. Com seu estilo brigador e de muita movimentação, Coelho deve aumentar a mobilidade do ataque e complicar um pouco o trabalho da zaga rubr0-negra.

Mesmo não valendo muita coisa, o clima tenso para a partida já foi criado e o jogo acabou se tornando perigoso. Uma vitória trará mais tranquilidade à Colina, mas não altera consideravelmente a campanha; já uma derrota será desastrosa para a rotina em São Januário. A pressão sobre Vagner Mancini poderá ficar insustentável diante de um resultado negativo hoje.  Se as várias mudanças efetuadas pelo treinador não funcionarem hoje, haverá um Maracanã – não muito cheio, é verdade – pedindo sua cabeça à diretoria.

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Até agora, o clássico não conseguiu despertar o interesse nem de 30 mil torcedores. Um público ridículo para uma partida entre as duas maiores torcidas do Rio. E pelo que vi no dia que fui comprar o meu ingresso, nossa torcida não vai mesmo comparecer em bom número.

Mas para os que ainda pensam em prestigiar o VASCO, independente dos possíveis pernas-de-pau que estarão em campo, ainda há venda de ingressos em todos os postos credenciados, exceto no Maraca.

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Depois do Inter tanto criar caso, Ramon acabou mesmo voltando ao Vasco. O inexplicável é a demora para que isso acontecesse. Se para o Carlos Leite era prejuízo deixar o jogador escondido no Sul, por que não comprou seus direitos logo e resolveu essa situação antes? Deixaram pra última hora, tentaram inscrever o jogador na FFERJ na véspera do fim do prazo para o carioca e o problema está aí: a Federação Gaúcha não mandou a transferência e o lateral ainda tem pendências no BIRA.

Com isso, Ramon NÃO PODERÁ atuar na Taça Rio. E talvez nem em uma possível semifinal.

Agora é aqui: a diretoria terá que convencer a Federação a permitir que ele participe da competição. Precisará de argumentos, documentos, e outros “mentos” que nunca são fáceis de arranjar quando se trata do Vasco. É isso ou escalar o jogador de qualquer jeito e criar outro “caso Jeferson“.

A vinda do Ramon nesse momento seria muito bom para a imagem da diretoria. Mas o tiro pode acabar saindo pela culatra se ele só puder jogar pela Copa do Brasil e pelo Brasileiro.

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Foi ao ar ontem, mas não custa falar de novo: tem Podcast da Fuzarca novo n´Os 4 Grandes.

A volta dos que não foram

qui, 11/03/10
por JC |

Faz tanto tempo que Jeferson e Allan estão fora de combate que um monte de gente chegou a pensar que eles haviam saído do clube. Não, eles não saíram. Apenas passaram pela já – infelizmente – normal rotina de idas e vindas ao departamento médico vascaíno.

Mas depois de tanto tempo desaparecidos, os dois voltaram ao noticiário do clube. Allan já está recuperado e voltou aos treinos essa semana. Fazendo justiça aos médicos do clube, o jovem volante não foi um dos io-iôs da enfermaria cruzmaltina: Allan quebrou o pé direito nas férias. Se voltar no mesmo ritmo que tinha no fim de 2009, vem pra brigar seriamente por uma vaga entre os volantes. Isso, claro, se ele não voltar a se contundir.

Já o Jeferson é o caso típico de sócio-remido do departamento médico. A série de lesões em sequência que o meia sofreu ao longo de 2009 e do começo desse ano é coisa pra ser estudada pela parapsicologia. Só pode ser encosto!

Mas – mais uma vez – Jeferson está recuperado e, não apenas isso, tem sido um dos destaques do time reserva. Com isso, ele praticamente garantiu um lugarzinho no banco na partida contra a mulambada.

Não que isso seja uma garantia de que ele vá jogar. Em se tratando do ex-camisa 10 do Vasco, ele pode acabar se machucando ao fazer o sinal da cruz antes de pisar no gramado. Se os problemas físicos do Jeferson forem mesmo coisa do passado, é uma boa nova. Não há no elenco atualmente alguém que possa excercer a função de “armador-que-marca“. Léo Gago, Rafael Carioca ou Souza são “volantes-que-armam“, mas nenhum dos três está sendo muito eficiente nessa função. A volta do Jeferson pode trazer mais qualidade para o meio de campo sem que a marcação fique tão comprometida (como tem estado desde que o Mancini passou a escalar dois volantes e dois armadores na meiuca).

E, não que isso faça muita diferença, mas o Jeferson já mostrou que manda bem contra mulambos…

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Hoje é dia de “partida” contra um dos nossos adversários mais difíceis dos últimos tempos: o TJD-RJ. O jurídico do clube tentará a redução de pena do Nilton e a absolvição do Vagner Mancini. O volante já ficou de fora por duas partidas, mas se tiver que cumprir a pena integralmente, só poderá voltar na última rodada da Taça Rio, contra o Duque de Caxias.

Ter mostrado arrependimento pelo lance animalesco sobre o jogador Caio, do Botafogo, e ter sido perdoado publicamente pelo alvinegro são alguns dos argumentos que nossos advogados utilizarão para tentar reduzir o gancho do Nilton. Eu também citaria a igualmente pública confissão do fingimento do Caio no lance.

Mas sejam quais forem os argumentos utilizados, todos sabemos que a qualidade da defesa não é garantia para ter uma vitória no TJD. Vamos ver o que acontece em mais esse julgamento.

Update: está no ar a quarta edição do Podcast da Fuzarca! Para ouvir, cliquem aqui.

Tema livre

ter, 09/03/10
por JC |

No estadual de 2009, encaramos a mulambada na quarta rodada da Taça Rio. Tínhamos três vitórias e o jogo anterior ao clássico tinha sido conta o Boavista, vencido por 1 a 0. O Vasco foi a campo com Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jéferson e Carlos Alberto; Alex Teixeira e Elton. Durante a partida entraram Léo Lima (!!!!) Pimpão (?!?!?!?) e Edu (#$%@&?!@).  E, vale lembrar, não chegamos às semifinais da Taça Guanabara porque a diretoria fez uma lambança no caso Jéferson.

Nesse jogo, a torcida do Vasco compareceu em maior número que a torcida framenga.

A diferença para esse ano é que fomos mais longe no primeiro turno e temos um time melhor que o  de 2009. Mesmo que o time venha jogando mal há um bom tempo, é indiscutível que pelo menos no gol, na cabeça de área e no ataque temos melhores opções. E se o Mancini não fosse tão teimoso, isso se estenderia à zaga.

Apesar disso, a torcida já mostra que não vai comparecer ao Maraca domingo.

Espero que muitos vascaínos mudem de idéia e compareçam ao Maior do Mundo no próximo domingo. Se o time começou a desengrenar quando a torcida começou a diminuir, não será com os torcedores sumindo de vez que ele voltará a jogar bem.

É difícil aturar o futebol mequetrefe que o Vasco vem apresentando? É. Mas quando resolvemos torcer pelo Gigante, não havia uma cláusula que dizia que sempre seria fácil torcer pela armadura cruzmaltina. E vale o lugar comum: é nas horas complicadas que se vê quem é fiel ou não. Não é lição de moral e os que desistiram do time estão cheios de argumentos cheios de lógica.

O problema é justamente esse. A paixão por um clube, principalmente o Vasco da Gama, não tem nada a ver com lógica.

Para os que pensam dessa forma e para os não pensam, mas que resolverem mudar de idéia, as vendas para os não-sócios começam hoje. Todas as informações vocês encontram aqui.

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No deserto ou no gelo, é o Vascão no mundo!
No deserto ou no gelo, é o Vascão no mundo!

Marcus Vinícius - Whistler
Tema livre é dia da torcida aparecer no Blog da Fuzarca. Como na semana passada quem apareceu foi a molecadinha cruzmaltina, hoje vamos ver a galera que leva a paixão pelo Gigante aos quatro cantos da Terra, na nova seção Vascaínos pelo Mundo!

E pra mostrar que para deixar sua marca os vascaínos não se preocupam com climas e temperaturas, temos de um lado o meu xará Júlio, no árido Grand Canyon e no outro o Marcus nas geleiras do Monte Whistler, no Canadá.

Fotos para o Vasco Imortal ou para o Vascaínos pelo Mundo podem ser enviados para o e-mail do blog (blogdovasco@globo.com). E além disso vocês sabem: o BdF ainda tem uma comunidade no Orkut, uma página no Youtube e uma conta no Twitter.

Update de coluna: tem coluna nova n´Os 4 Grandes hoje….

Inofensivo

seg, 08/03/10
por JC |

caOs primeiros segundos da partida entre Vasco e Boavista – que vencemos por 1 a 0 – me fizeram pensar que se o time jogasse mal mais uma vez, pelo menos demonstraria mais vontade. Saída de bola do visitante, e todos os homens de frente saem para marcar na pressão. “Pelo menos os caras começaram o jogo na correria“, pensei.

Mas a aparente mostra de disposição não bastou para que o Vasco tivesse uma atuação que agradasse a torcida. Mesmo tendo uma ligeira melhora com relação à partida contra o Bangu, o Gigante continua um time que ronda, ronda e ronda a área adversária, mas não consegue criar chances de perigo. O esquema com dois armadores e dois atacantes de ofício até agora se mostrou inofensivo.

Tenho certeza que a parte do “ligeira melhora” deve ter chocado muito os leitores. Se o time mostrou a mesma incapacidade criativa, entrou novamente mal armado e ainda não se acertou defensivamente com apenas dois volantes e mais uma vez parecia desatento em vários lances em que o time melhorou?

Por incrível que pareça, o time melhorou justamente nas laterais. Dessa vez Elder Granja não foi tão mal quanto das outras vezes e Gian conseguiu segurar a onda pelo menos defensivamente. Com o time forçando menos as jogadas pelo meio, conseguimos pelo menos chegar com mais facilidade ao ataque que nas últimas partidas.

Mas duas coisas impediram que a pequena subida de produção nas laterais adiantasse realmente de alguma coisa. A primeira é a solidão em que Granja se viu na partida. Ele tinha espaço e até apoiou bem quando teve a oportunidade. Mas foram raras as vezes que ele tinha com quem fazer tabelas para chegar a linha de fundo em velocidade. Então o lateral só tinha como opção tentar cruzamentos no bico da área ou até antes. E foi justamente esssa a segunda coisa que atrapalhou as jogadas pela direita: para o Granja é impossível acertar um cruzamento. Os poucos que poderiam levar algum perigo eram todos cortados pelas eficientes saídas do goleiro do Boavista (que aliás, poderia dar umas aulas para o Prass nesse fundamento).

Com isso, o primeiro tempo acabou não tendo muitas emoções. O lance de maior perigo acabou sendo do Boavista, que quase marca um golaço após chute do meio da rua do lateral Carlos Alberto que explodiu no travessão. O time de Saquarema, mesmo não jogando na retranca, não conseguiu criar muito mais na primeira etapa. O Vasco teve mais chances, mas nenhuma tão perigosa. Talvez pela maioria delas terem sido feitas pelo Elton. Foram três as finalizações do atacante: em uma, um chute que mais parecia um recuo para o goleiro; outra, mais perigosa, obrigou o goleiro do Boavista a fazer boa defesa em chute cruzado (após receber o que deve ter sido o único cruzamento certo do Elder Granja); a terceira foi um chute forte da entrada da área após tabela com Carlos Alberto e Dodô.

No segundo tempo o jogo ficou mais aberto. Assim como o Bangu, o Boavista sacou que dava pra tentar uma vitória e voltou com uma postura um pouco mais ofensiva. O Vasco voltou sem o Dodô (que mesmo ficando menos fixo na frente era um dos que não pareciam fazer a menor questão de escapar da marcação), que deu lugar ao Robinho, e Coutinho, que jogou mais recuado no primeiro tempo, teve mais liberdade em campo.

Com a partida mais franca, o Vasco teve chances com Granja, Coutinho e Gian, mas as finalizações foram imperfeitas. Elton também teve uma boa chance, mas não conseguiu tocar na bola após boa jogada do Coutinho. Foi a última jogada do centro-avante na partida, antes de ser substituido por Rafael Coelho. Enquanto isso, o Boavista também rondava nossa área com mais perigo, principalmente depois que Gian cansou e Ruy Cabeção teve mais espaços pela esquerda. Mas quem acabou marcando foi o Vasco, em pênalti convertido por Carlos Alberto.

Com a desvantagem no placar, o Boavista começou a mexer no time e partiu para o ataque. O Vasco errava muitos passes e cedia espaços para os contra-ataques. Numa bola desperdiçada por Coutinho no meio de campo, quase sai o empate: Titi foi facilmente driblado pelo atacante, que foi à linha de fundo, tocou para trás e quase levamos um gol de letra. O tempo foi passando, o Boavista tentava mas não conseguia nos ameaçar e o Vasco teve último lance da partida foi um belo chute do Coutinho que carimbou o travessão do Boavista. Depois disso o time tratou de valorizar a posse de bola, prendendo as jogadas no campo adversário até o apito final.

Foi mais uma apresentação muito aquém do que a torcida espera e merece, daquelas em que – já virou um bordão – só valeram mesmo os três pontos. Com da derrota do Canil para o Fluzim, o Vasco agora é líder isolado do grupo B, mas essa liderança não significa muita coisa. Domingo que vem, contra a mulambada, é que veremos se esse primeiro lugar é algo real ou mera consequência da ordem da tabela. Teremos uma semana para nos preparar e mostrar que podemos sim ser líderes. E é bom que nos preparemos, já que até agora o futebol apresentado pelo Vasco na Taça Rio não dá pra nos deixar muito esperançosos.

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As atuações, como sempre, na coluna de hoje n´Os 4 Grandes

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Vagner Mancini deve estar passando por maus bocados ultimamente. Quem tem ido aos jogos sabe que muitas vezes ele se esgoela com os jogadores em campo, sem que seus comandados obedeçam suas instruções. Também tem visto várias críticas ao seu trabalho que o apontam como principal responsável pelas fracas atuações do time. E pra terminar, vê que mesmo realizando uma campanha com bons números até agora, seu conceito com a torcida está próximo do zero. A quase briga que o treinador vascaíno teve no final da partida de ontem é uma mostra de que seus nervos estão mesmo à flor da pele.

Mas seria muito melhor para ele e para o Vasco que ele se acalmasse, parasse de apregoar que “é melhor jogar feio e ganhar que jogar bonito e perder” e fizesse uma autocrítica. Será que Mancini considera que tem feito o melhor possível pelo time?

A titularidade de Fernando e Titi, o posicionamento equivocado em que o Coutinho volta e meia é obrigado a jogar, a insistência com Dodô, a não utilização de vários jogadores do elenco e a idéia fixa com outros que não têm condições de atuar pelo Vasco. Será que a torcida é apenas implicante? Será que nos treinos tudo tem dado certo e nos jogos tudo dá errado? Será que Mancini não consegue ver onde pode estar errando?

Se não consegue, é melhor conseguir em uma semana. É o tempo que ele tem para fazer o Vasco voltar a jogar bem antes de uma partida que é praticamente uma guilhotina: vários técnicos já perderam a cabeça depois de resultados ruins contra a mulambada.

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Um ótimo dia internacional das mulheres para todas as leitoras do Blog da Fuzarca, principalmente – é claro – a todas as vascaínas.

Para não desandar de vez

dom, 07/03/10
por JC |

VASBVSaiu n´O Globo de hoje: “O jogo serve também para melhorar a relação entre o técnico Vagner Mancini e a torcida, que o tem criticado. Ele ainda preserva a confiança dos jogadores, mas já existem focos de insatisfação no elenco e na diretoria pelo fato de o treinador criticar publicamente o time e a falta de opções no banco.

A matéria sobre o jogo entre Vasco e Boavista pode até ter chegado à conclusões alarmistas, mas os fatos foram descritos com precisão. A torcida já perdeu a paciência com Mancini, o treinador também parece não muito satisfeito com o elenco e com a diretoria e os reforços – que longe de serem um luxo, são uma necessidade – estão demorando muito para vir. Se a harmonia no clube está mesmo ameaçada, não se sabe. Mas que motivos não faltam, é fato.

Os números do time enganam. Com apenas uma derrota e três empates em 14 jogos, a boa quantidade de vitórias deveria deixar a torcida pra lá de alegre. O problema é que, além da única derrota do ano ter nos custado a vaga na final do estadual, muitas dessas vitórias aconteceram depois do time apresentar um futebol abaixo da crítica. Mas se o Vasco passa por uma crise, de quem é a culpa? Na minha opinião, de todos. E quando eu falo “todos“, incluo diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida.

A diretoria, que promete muito e cumpre pouco, diz que não tem dinheiro para contratar e não é rápida o bastante para conseguir os contratos que o clube merece e precisa; a comissão técnica, incluindo departamento médico (que parece fazer remendos mal feitos nos jogadores que vivem saindo e voltando do estaleiro) e o próprio técnico (que ignora jogadores do elenco e as vezes faz escolhas pra lá de questionáveis); o elenco, que tem apagões inexplicáveis e jogadores rendendo muito abaixo do que poderiam; e até parte da torcida que, ignorando que não torcemos para jogador X ou treinador Y, mas para o clube Vasco da Gama, ameaça abandonar o time justamente quando mais precisa da sua participação, tanto apoiando quanto protestando.

Ficha técnica
Ficha técnica

Por tudo isso, um jogo que poderia ser parecer desimportante à essa altura do campeonato, ganha em dramaticidade. Outra apresentação ruim do time, ou pior, um resultado diferente de uma vitória, e o caldo pode desandar de vez. E mesmo com todo o teórico favoritismo vascaíno, a atuação contra o Bangu na quarta-feira passada serve para nos deixar a todos preocupados. O Boavista é um time mais bem armado que o alvirubro da Zona Oeste, fez uma Taça Guanabara melhor e segue melhor na competição na Taça Rio. Analisando apenas nosso adversário, teremos mais problemas hoje do que tivemos no Engenhão na última rodada.

Para tentar evitar a deflagração de uma crise que já está próxima, Mancini pode contar com a volta do Carlos Alberto ao time. Sua ausência nas últimas rodadas coincidiu com a queda de rendimento do time e contar com o capitão em campo já é um alento. Resta esperar que o camisa 19 esteja mesmo recuperado e não saia no meio da partida sentindo a mesma contusão, como já aconteceu antes.

No resto do time, outros problemas: com Márcio Careca expulso e sem nenhum outro lateral esquerdo no elenco, Mancini improvisa Gian na posição. Ao contrário do que eu tinha dito em alguns comentários, ele nunca atuou nessa posição pelo time (tinha a certeza de que o Dorival o tinha escalado na lateral em uma partida ano passado), mas curiosamente o zagueiro já teve até convocação para seleção de base atuando nesse setor. É só um quebra-galho e nem mesmo o técnico espera que com essa escolha tenhamos muitas jogadas pela esquerda. Ou seja, defensivamente pode até não dar problema, mas não há muitas chances de vermos o Vasco explorar essa lateral hoje. No meio de campo teremos dois volantes e dois armadores, uma armação que mostrou ainda não estar bem ajustada. Desde que Mancini começou a armar o time dessa forma, temos dado muito mais chances de contra-ataques para os adversários. E com a entrada do Rafael Carioca no lugar do suspenso Nilton, ganhamos no passe de bola e perdemos no poder de marcação.

Vencer o Boavista com uma atuação minimamente convincente hoje terá uma importância muito maior para o emocional de todos do que para efeitos de classificação. Os chamados pequenos do grupo B têm sido constantes sacos de pancada e a vaga para as semifinais vai pintar de uma forma ou de outra. Mas mesmo que isso não atrapalhe nosso caminho rumo às finais do campeonato, uma derrota para o modesto time de Saquarema terá efeitos catastróficos no clube. A pressão da torcida aumentará consideravelmente e será difícil para a diretoria não começar a repensar seu planejamento já no começo do ano.

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Precisamos que a torcida volte a nos incentivar, porque não existe time forte sem torcida. (…) eu acredito que, com um pouco de carinho de ambos, tudo vai voltar a ser como era antes.Vágner Mancini.

Pra mim, torcida não precisa de recado pra apoiar seu time. Se perguntarmos à da torcida se eles apoiariam o time caso eles caíssem para a série D, a maioria diria que não abandonaria o Vasco nunca. Na prática, poucos têm comprovado isso indo aos jogos.

Mas o time tem que ajudar também. Os resultados até têm aparecido, mas não há cristão que não se irrite com as apresentações indigentes do Vasco. Se há uma crise técnica generalizada no time, que os jogadores compensem isso com disposição em campo. Se os sujeitos que envergam a armadura vascaína atualmente se conscientizarem disso, a torcida não vai deixar de apoiar. Pelo menos os que não são torcedores de ocasião.

Mancini está completamente certo no que disse. Falta um pouco de carinho, de ambas as partes. Mas os jogadores precisam mostrar esse carinho antes, e não apenas pela torcida, mas pela camisa centenária que vestem.

Dia de casa vazia

qua, 03/03/10
por JC |

banguvasO torcedor está na bronca com o time, o tempo não está firme, o horário é ingrato para quem trabalha, os ingressos não estão baratos e pra piorar o jogo é no Enche-não. Tudo indica que esse Bangu X Vasco de hoje será outra partida para testemunhas e não para uma torcida. E pela escalação divulgada pelo Mancini, o torcida tem mais motivos para não ir ao jogo. Carlos Alberto está vetado, ainda por conta das dores no pé e Fumagalli segue no time; e o que mais vai provocar a ira dos vascaínos: Titi está de volta ao time, depois de cumprir suspensão contra o Voltaço.

Mancini explicou a permanência do Fumagalli. Com o capitão fora de combate, ele preferiu colocar um armador que cadenciasse mais o jogo – coisa que o “Fuma” faz até além da conta – e portanto não havia sentido colocar o Magno, que tem características mais próximas do Carlos Alberto. Se o objetivo é fazer o time ter mais qualidade no passe pelo meio, é bom que Mancini tenha convencido Fumagalli de que o time não se restringe ao Coutinho e aos dois homens do meio e que ele deve abrir mais as jogadas.

Já o Titi não agrada a torcida não é de hoje. E como Thiago Martinelli está com plenas condições de jogo, não dá mesmo pra entender a insistência no primeiro.  Entende-se ainda menos quando a estréia do alvirubro – detonando o Resende fora de casa por 3 a 0 -foi considerada preocupante pelo próprio Mancini. Com Martinelli em campo, poderíamos perder alguns centímetros nos cruzamentos adversários e na força física, mas ganharíamos em habilidade e tranquilidade na saída de bola. Se existe alguma lógica na escolha pelo Titi, escapa a todos, exceto ao treinador. Nilton também retorna ao time, mas sua entrada no lugar do Paulinho não chega a preocupar. Pelo contrário. Mantendo a tranquilidade em campo e não partindo para faltas estúpidas, a volta do volante titular é boa para o time.

Ficha técnica
Ficha técnica

De resto, o time é o mesmo que jogou domingo passado. O que não pode se repetir do jogo contra o Volta Redonda é a falta de opções de jogadas quando o oponente se fecha, nem a enorme disparidade entre os ataques pelo meio e pelas pontas. Márcio Careca não vai subitamente se transformar em um ala competente, mas um pouco mais de ação no apoio seria bom. Na frente, não é preciso falar muito, apenas torcer que o Dodô desencante mais uma vez na sua antiga casa e que Elton continue com sua estrela brilhando e arrume seus golzinhos de sempre.

Como a renda de logo mais é do mandante, temos menos um motivo pra nos preocuparmos. A renda será curta, mas isso é um problema do Bangu. Ao Vasco cabe se esforçar para conseguir os três pontos e, não só isso, ter uma atuação convincente depois de muitos jogos.

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Para aquela parte dos leitores que não aguentam mais o que escrevo por aqui, pintou a oportunidade de fazer algo de prático (além de me esculhambar pelos comentários): o site Os Geraldinos está selecionando torcedores dos maiores clubes do país para serem comentaristas dos seus times do coração. É chance que muitos queriam de ter um espaço sobre o Vasco para chamar de seu!

Os interessados podem se inscrever preenchendo o formulário que está nesse link.

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Hoje tem coluna nova n´Os 4 Grandes: espaço na manga continua vago e teste para a implicãncia do TJD-RJ com o Vasco.

Update do jogo:  outra vitória do Vasco – dessa vez sobre o Bangu por 2 a 0 – outra partida que nem merece um post novo.

Levei o fone do meu celular porque sabia que não conseguiria sair do trabalho a tempo nem de ir ao estádio, nem de chegar em casa para ver o jogo pela tv. E nem o enorme esforço de levar um fone que deve pesar uns cinco gramas e conectá-lo ao telefone teria valido o esforço. Ou mesmo ouvir 15 minutos de “A Voz do Brasil” antes começar a transmissão da partida valeria a pena.

O time continua repetindo os erros das últimas partidas e novamente teve uma atuação abaixo da crítica. Se quiserem facilitar o meu lado, façam o seguinte: peguem o update da partida contra o Sousa, troquem o nome do adversário por Bangu que dará no mesmo. O público pequeno, a falta de variações táticas,  até a saída precoce do Fagner. Assim como aquela partida só valeu pela classificação, essa só valeu pelos três pontos.

Aliás, esse jogo foi um pouco pior. Contra o Sousa, não corremos riscos de perder a partida. Ontem, poderíamos ter perdido e perdido feio. Depois de um primeiro tempo em que apenas se defendeu, o Bangu resolveu que dava pra ganhar o jogo e se não fossem as boas defesas do Prass e a trave, nem os três pontos levaríamos.

Se estava ruim quando jogávamos com três volantes, com dois ficou ainda pior: a marcação no meio está mais frouxa e a zaga fica mais exposta. Acontece que uma zaga composta por Fernando e Titi só não teria problemas numa partida se houvesse a Mauralha da China na frente da nossa área. E se dois armadores deixariam o time com maior ímpeto ofensivo, a mudança na formação nem de longe consegueguiu seu objetivo. E não conseguirá nunca, com Coutinho jogando mal como vem jogando e com o apagado Fumagalli só dando passes laterais ou para trás. Sem armadores competentes, o ataque pode ser formado por quatro jogadores, todos de origem, e a bola vai continuar não chegando.

Mas entre toneladas de erros, pelo menos o Dodô, nas poucas vezes em que apareceu, foi mais efetivo que nos jogos anteriores. Fez o dele (depois de boa tabela com Elton), finalizou com perigo algumas vezes e deu um passe na medida para o Coutinho no lance do segundo gol. Elton , também não muito acionado, pelo menos deixou o Sr. Ricardo Lucas na cara do gol.

Fora as defesas do nosso goleiro e algumas finalizações do Coutinho que também foram perigosas, não há mais o que falar do time. Todos jogaram mal ou muito mal. Tão mal que dá pra desconfiar se não há um racha no grupo. Não é possível que o time receba instruções, qualquer tipo delas, durante os treinamentos e se apresente dessa forma. Por mais discutível que seja o trabalho do Vagner Mancini, ele não pode ser tão ruim assim. Das duas uma: ou ele É mesmo um técnico fraco ou os jogadores se recusam a cumprir suas ordens. Qualquer uma das opções é tenebrosa.

Vencemos mais uma e mantivemos os 100% de aproveitamento na Taça Rio. Mas uma torcida que precisa tanto de um título não pode se contentar apenas com “o importante foram os três pontos“. Nós queremos e exigimos um time que nos dê ao menos a esperança de que podemos vencer o segundo turno e chegar às finais do campeonato. Pelo o que apresentou nessas duas primeiras rodadas, não dá pra ter a menor confiança de que passaremos sequer pela semifinal desse turno.

Update de colunatem novidade n´Os 4 Grandes hoje…



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