Tirando a sesta…
Os 100% de aproveitamento do Vasco nesse Estadual foram pras cucuias depois do empate em 2 a 2 com o Madureira. Como o ponto conquistado foi o bastante para que garantíssemos a melhor campanha do Carioca, o resultado não foi tão importante. O que preocupou mesmo foram as cochiladas da defesa nos dois gols sofridos. Passamos 6 rodadas sem levar gols dos adversários e quando encaramos o mais arrumadinho deles, Fernando Prass precisou pegar a bola nas redes duas vezes.
Talvez os treinamentos em Conselheiro Galvão, na quase sempre tórrido bairro de Madureira, tenham preparado melhor o visitante para o calor absurdo da hora da partida. Só isso justificaria a lentidão da defesa no lance do primeiro gol tricolor, logo aos três minutos. A defesa tirava a sesta, Elder Granja acompanhou o velhote Alex Oliveira com a velocidade de um cágado manco e o ex-jogador do Vasco marcou o primeiro.
O gol serviu para despertar o sonolento Vasco. E não foi preciso muito tempo para que o empate acontecesse: Coutinho cobrou o escanteio e Nilton, sozinho, cabeçeou sem dar chances ao goleiro do Madura.
Depois do gol, o Vasco conseguiu dominar a partida, principalmente com pelas jogadas tramadas entre Magno, Coutinho e Dodô. O problema é que nenhum dos três conseguia dar o passe decisivo ou finalizar com precisão. Assim dominávamos, mas não ameaçávamos muito o gol adversário. Se as jogadas pelo meio não davam certo, pelas laterais elas simplesmente não existiam: Granja foi tão mal no apoio quanto na defesa e o improvisado Thiago Martinelli não tem o cacoete de lateral ofensivo, se restringindo à marcação.
Mesmo pressionando, o Vasco ainda cedia alguns espaços para o Madureira. A já conhecida marcação vascaína, muito compacta no meio, parecia uma peneira toda vez que nosso oponente conseguia tocar a bola com velocidade. Isso criava um rombo na nossa intermediária, permitindo ataques perigosos do tricolor suburbano. Antes do fim da primeira etapa, Fernando Prass evitou o segundo gol após cobrança de falta pela esquerda, na linha da grande área. O goleiro rebateu o chute e Titi espanou a bola com um bicão.
Mas logo no começo do segundo tempo, Prass nada pode fazer. Depois de um escanteio, Elder Granja não subiu e o zagueiro André cabeceou livre para marcar o segundo do Madureira, aos dois minutos. Para não dizer que o começo da etapa final era uma reprise da inicial, dessa vez o gol não despertou o Vasco da sua modorrenta atuação. Não demorou muito e Mancini começou a mexer no time, mas pela primeira vez o fez de forma bizarra: tirou Magno, que mal ou bem dava alguma qualidade ao meio e colocou o Pimpão em campo. Apesar do nome, a mudança não mudou quase nada. E pra piorar, com o recuo do Coutinho para o meio, agora sozinho na armação, as tabelas que sairam no primeiro tempo desapareceram. Pimpão apenas corria sem muito objetivo pelas pontas, Coutinho tentava driblar todo mundo sem sucesso e Dodô não recebia mais as bolas.
Foi a vez do treinador colocar o Rafael Coelho, tirando o apagado Léo Gago. Com um atacante com mais disposição e mais próximo para fazer as jogadas, o Vasco voltou a fazer uma pressão. Dois minutos depois de entrar, Coelho quase marca de cabeça. E foi numa jogada que começou com o atacante que conseguimos o empate: Coelho sofreu falta duvidosa perto da linha de fundo, Coutinho cobrou e Martinelli cabeceou livre para empatar. Ainda tivemos mais uma chance clara de gol com o Rafael, que penetrou na área e chutou forte, obrigando o goleiro Renan a fazer uma bela defesa.
Mas o fim da partida guardou emoções mais fortes, infelizmente por conta das falhas da nossa marcação. As alterações do Mancini deixaram nosso meio muito desprotegido e contar com Titi e Fernando é sempre um Deus nos acuda. E o Madureira só não desempatou graças ao Martinelli – que se jogou em uma bola que ia para o gol sem o Prass – e ao nosso goleiro, que defendeu um chute a queima roupa depois dos nossos zagueiros mostrarem que sabem como ninguém observar atacantes adversários fazendo seu trabalho sem incomodá-los.
O Vasco confirmou a melhor campanha do seu grupo e do Estadual, mas esse empate serviu para deixar a torcida menos segura da qualidade do elenco. A zaga tem falhado feio e com uma frequência maior que a aceitável, as laterais são um problema crônico e mesmo o ataque, que vinha bem, começa a não fazer o seu papel. Se o calor, a classificação antecipada e o adversário com mais motivos para vencer a partida servem como atenuantes pelo resultado de hoje, no próximo sábado não vai adiantar nada arrumar desculpas. O jogo é decisivo, contra um adversário mais qualificado e as falhas apresentadas contra o Madureira não podem se repetir contra o Fluzim. Nossa próxima partida é pra valer e se o time cochilar mais uma vez em campo, seremos time eliminado com a melhor campanha do Carioca.
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Dessa vez deu pra falar das atuações do time n´Os 4 Grandes. Vão lá!
rss do blog
Madureira, 
Manteve-se a melhor campanha. Na sexta rodada da Taça Guanabara, continuamos com 100% de aproveitamento (o único time com esse desempenho). Seguimos como a melhor defesa e o maior saldo de gols. Estamos matematicamente classificados para as semifinais do turno, e só um milagre irrealizável – caso o Botafogo tire uma diferença de 14 gols de saldo na última rodada – nos tira o primeiro lugar no grupo B. Temos também o artilheiro isolado da competição.
O Resende recebe o Vasco hoje pela 6ª rodada da Taça Guanabara
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O post sobre
O Friburguense, 
Sem dois dos seus principais jogadores e impondo um ritmo de treino à partida,
Sei que é preciso manter a humildade e que todos os nossos adversários devem ser encarados com seriedade. Mas por mais que respeitemos nosso adversário de hoje, 


