Não vi e não gostei
Vi apenas 10 minutos da partida entre o ASA-AL e o Vasco pela segunda rodada da Copa do Brasil, aproveitando a TV do boteco em frente ao meu trabalho que estava ligada no jogo. No final das contas, o café que fui comprar como desculpa para dar uma espiada na partida foi a única coisa que prestou no empate entre os dois clubes.
Aliás, minto. Do pouco que vi, Coutinho ainda fez uma graça. De resto, o Vasco foi o mesmo de várias partidas do carioca: mesmo tendo mais posse de bola, não transformamos esse maior tempo com a redonda em chances de gol. E pra piorar, se a intenção era ter uma defesa mais sólida, os três zagueiros em campo não deram muito resultado.
O fato é que não dá pra ficar falando muito sobre a partida já que só pude ouvi-lo – e sem poder prestar 100% de atenção – pela internet e os melhores momentos não dão a noção exata do que aconteceu (os possíveis vários passes errados, erros de posicionamento, etc, etc, etc). Mas se pensarmos bem, um empate com o clube arapiraquense é mais contundente que qualquer coisa que eu possa falar.
Tá certo que o Vasco perdeu alguns gols feitos e que o goleiro adversário foi muito bem. Porém isso não apaga o fato de que temos uma grave crise no ataque. Parece que a sapatada que demos no Canil ainda no primeiro turno do estadual fez com que nossos atacantes entrassem em estado letárgico. A seca de gols vem desde janeiro, quando fizemos pela última vez três gols em um único jogo. Depois disso, tivemos algumas vitórias pela diferença mínima diante de adversários fracos (nesse meio tempo apenas uma vitória com dois gols de diferença, diante do Bangu. Mas nessa jogamos tão mal que poderíamos até ter perdido a partida) e jogamos três clássicos sem conseguir balançar as redes adversárias nem uma única vez.
A diretoria não se pronuncia, mas é impossível que o resultado de ontem não tenha colocado um pouco mais de lenha na fervura da batata do Mancini. Os boatos sobre a procura de um novo técnico vem ganhando força e um outro tropeço no fim de semana diante do Olaria deve tornar a situação do técnico insustentável.
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Além de ser o único que fez algo que preste na partida, Coutinho garantiu pelo menos o empate em inapelável cobrança de pênalti. Bateu com categoria e paradinha. E agora é o segundo cobrador de penalidades da equipe (o primeiro é o Carlos Alberto).
Espero que essa decisão faça o Sr. Ricardo Lucas desistir de tomar a bola da mão da criança se pintar outro pênalti com ele em campo.
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A atual diretoria rescindiu o contrato com a Quadran – antiga fornecedora de ingressos do clube – sem dar explicações. Contratou em seu lugar a BWA, empresa cercada por controvérsias e denúncias por todos os lados. Se a empresa fosse problemática mas cobrasse menos do clube, já seria uma medida discutível. Cobrando mais, é inexplicável.
Nessa, o clube ainda pode perder até R$ 700 mil para a Quadran, que – muito acertadamente, diga-se – foi à justiça por conta da quebra de contrato.
Para quem prometia uma gestão transparente, a atual diretoria deixa muitos pontos opacos na sua administração. E parece não fazer muita questão de esclarecer as questões, já que tem evitado sistematicamente às convocações do Conselho de Benméritos para responder sobre a BWA. Quem não deve, não teme. Se não há problemas com a atual fornecedora de ingressos, que o presidente vá até o conselho e deixe isso claro.
Fugir das explicações só serve para dar munição à oposição. Se a antiga gestão não tinha um opositor para lhe cobrar explicações, pior para ela (e para o clube). O fato é que agora há uma oposição que certamente não deixará escapar uma vírgula sobre os atos da diretoria. Para evitar problemas, é bom que os atuais gestores façam tudo dentro dos conformes no Vasco. E se tudo estiver 100% correto, não há porque temer a oposição.
O triste é depender de uma oposição atuante para que a situação faça seu trabalho como deve ser feito.
Update: tem coluna nova n´Os 4 Grandes. Hoje falando de uma das coisas incompreensíveis que acontecem na Colina.
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Hoje é dia de Vascaínos pelo Mundo aqui no Blog da Fuzarca. Nessa terça, temos a torcida do Gigante visitando um gigante da Argentina: Paulo Henrique – com a namorada Renata – e Diego Lima foram até à Bombonera e registraram o momento devidamente paramentados com suas armaduras cruzmaltinas.
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