A impressão inicial de quem assistiu à derrota do Vasco para o Palmeiras por 2 x 0 era de que o resultado seria outro. O time começou o jogo pressionando, marcando bem e criando boas jogadas. A postura já era outra, com mais pegada e determinação, o que deu a torcida alguma esperança. Mesmo com o time cheio de garotos e os equívocos do Lopes, a equipe estava se portando bem.
Mas a chances criadas não resultavam em lances de perigo. Mesmo com a pressão que o Vasco exercia, as conclusões eram poucas e nada eficientes. Enquanto isso, o Palmeiras ia na boa e chegava de forma mais incisiva. Tanto que o alvi-verde abriu o placar aos 36, depois de um contra-ataque pela esquerda. O gol abalou o time e o fim do primeiro tempo veio com o Palmeiras na vantagem.
No segundo tempo o Vasco voltou pressionando ainda mais, apesar das mudanças incompreensíveis de Lopes. Alan Kardec entrou e passaria desapercebido se não tivesse perdido uma clara chance de gol. Seguíamos em cima do Palmeiras, mas o meio de campo seguia aberto, dando muitas chances aos contragolpes do adversário. E numa dessas, levamos o segundo. Depois de uma seqüência bizarra de passes errados no meio de campo, Kléber recebeu, fez o que quis com Eduardo e marcou. Isso desmontou de vez o time, que se abateu e foi até o fim sem criar chances reais de gol.
Para quem estava confiante que jogar na Colina seria sempre motivo de alegria já pode começar a se preocupar. Mesmo sem ter sido a pior apresentação do Vasco em um campeonato que ainda está começando, a derrota é o bastante para acendermos o sinal amarelo. Hoje esbarramos nas nossas limitações (dentro e fora de campo), mas mesmo com elas, temos que nos fazer prevalecer jogando em casa. Se começarmos a perder pontos mesmo em São Januário, a situação ficará difícil.
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Roberto foi bem, não tendo culpa nos gols e fazendo boas defesas. Substituiu bem o Tiago (e ainda saiu do gol com mais freqüência e eficiência que nosso titular).
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A zaga jogou bem durante grande parte do tempo. O problema é que, quando não jogou, levamos os dois gols. No primeiro, Alex Mineiro entrou com liberdade total para cabeçear na área. No segundo, Eduardo não tinha nenhuma cobertura e com apenas um drible, o atacante do Palmeiras viu o gol aberto para concluir. Fica a pergunta: o que adianta jogar 89:30 minutos bem se os três zagueiros falham em lances capitais?
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Wagner Diniz foi bastante acionado e até foi mais eficiente na marcação, mas continua com a irritante mania de cair o tempo todo. No primeiro tempo, ele chegou a acertar dois lançamentos, mas nenhum deles foi pela linha de fundo. Sem ter o Morais para tabelar, ele teve que centrar as bolas para área do meio de campo. No segundo, mesmo quando tinha espaço para avançar, ficava sempre atrás da linha da bola. Numa das poucas vezes que avançou para receber, teve uma chance clara para chutar ao gol mas preferiu cruzar. E a bola foi fácil nas mãos do Marcos.
Já o Madson…Não dá pra falar que o garoto é esforçado, mas ele não tem condições de ser titular do Vasco. Tenta seus dribles pela esquerda, consegue algumas jogadas, mas se enrola com a bola na maioria dos lances. Se a bola dá um quique de 5 cm, ela bate no joelho dele e já era. Sem contar que, mesmo atuando como um ala, ele tem que ajudar na marcação, o que definitivamente não é a dele. Com aquelas perninhas dele, perde na corrida para qualquer jogador. E foi nas suas costas que saiu o primeiro gol do Palmeiras. Valmir precisa voltar a jogar urgentemente.
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Vinícius teve a sua segunda chance e mostrou que, se isso é tudo o que ele pode fazer, não é opção para o Morais. Ele parece até ter mais vontade que o antigo titular, mas criar jogas que é bom, nada. Ontem ele ainda perdeu um gol feito e levou mais um daqueles amarelos desnecessários (aos 3 minutos de jogo!). Pablo jogou com vontade e, para nosso alívio, não correu o risco de ser expulso ontem. Mas ele passa a impressão de achar que joga mais do que realmente é capaz. Em alguns lances, ele tenta jogadas de efeito, mas continua errando passes bobos e finalizando mal nas poucas chances que cria. O melhor do meio ontem acabou sendo Jonílson. Marcou em cima e com disposição e até arriscou umas subidas ao ataque. Fez uma bela jogada com Leandro Amaral no primeiro tempo (que resultou no gol perdido de Vinícius) e no segundo tempo, quando Lopes resolveu que o time não precisa de um meia armador, era quem fazia a ligação com o ataque. Chegou até a finalizar duas vezes, mas essa infelizmente essa não é a dele.
Bruno Gallo e Alex Teixeira também entraram no segundo tempo. Bom, pelo menos foi isso que o placar mostrou, porque em campo eles não apareceram.
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Jean correu muito, driblou o quanto pode, fez jogadas pela ponta, mas efetividade mesmo, quase nenhuma. Finalizou uma vez em cada tempo: no primeiro, isolou a bola. No segundo, chutou fraquinho. Rondou muito a área do Palmeiras, mas não estava num dia feliz. Leandro Amaral continua com a disposição de sempre, lutando durante o jogo todo e criando boas jogadas. Também não foi feliz nas suas conclusões ontem e quando deixava um ou outro em posição de marcar, os gols não saiam. É como disse meu amigo Fabinho: “imagina o que passa na cabeça do Leandro quando olha pro lado e vê os caras que jogam com ele!!!“. É complicado.
Alan Kardec também jogou. Continua na fase fantasminha camarada e só foi notado quando perdeu um gol.
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Eu sei que os defensores do Lopes ainda vão encontrar argumentos. Mas quando eles forem se manifestar nos comentários, por favor, respondam as seguintes perguntas:
Não deixar Morais nem no banco, com o elenco que temos, tem alguma lógica?
Beto entrou bem no jogo passado, melhorando muito o passe no meio de campo. Por que ele não começou jogando? E por que ele não entrou no decorrer da partida? Bruno Gallo é uma opção melhor?
E, mesmo depois de um primeiro tempo onde nosso mais claro problema era a ligação do meio com o ataque, por que tirar o Vinícius que, mesmo não fazendo uma partida excelente, ainda segurava um pouco a bola no meio para a entrada do Kardec, que nem encostou na pelota?
Será que não há em todo elenco alguém em melhor fase que o Kardec? Com quase 10 atacantes no time? Se Landu e Villanueva são menos competentes, não é melhor dispensá-los?
Vocês acham que o ganho de ofensividade com Madson compensa o risco que passamos com ele como ala?
E se ainda insistimos com três zagueiros, será que já não tivemos tempo e treinos o suficiente para ter uma cobertura minimamente decente pela lateral esquerda?
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Para não dizer que a culpa é apenas do treinador: o banco do Palmeiras tinha Lenny, Denílson e Léo Lima. Nenhum deles é craque, mas os três teriam vaga entre os nossos titulares. Contratar bem é função de quem no clube?
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Pra coroar a noite, uma cena lamentável: ao ver o interino em sua sala, um torcedor mais exaltado foi fazer seu protesto. Seguranças foram chamados para retirá-lo das sociais. Até aí, nada de anormal. Mas quando tentam agedir uma pessoa apenas por protestar, aí a coisa muda de figura. A justificativa para a truculência - que não partiu dos seguranças - foi de que “protestar pode, mas não se pode faltar com o respeito“. Como se partir para a violência fosse algo respeitoso. Depois disso, os torcedores nas sociais começaram a gritar o nome do Roberto Dinamite. Foi o estopim para pessoas na tribuna de honra começarem a xingar o maior ídolo da história do clube e quem o apóia, usando palavras que os bons costumes não me permitem utilizar nesse espaço. Isso, diante de senhoras e senhores de idade e várias crianças. Triste, é o mínimo que se pode dizer.