Formulário de Busca

Dossiê Bruno Silva

seg, 24/08/09
por jose ricardo novoa |
categoria Dossiê

Já passamos da metade do campeonato e o Bahia continua contratando jogadores e montando o time. Tudo, claro, está dentro do planejamento de PC e MGF, uma diretoria que veio mesmo para mudar as coisas no tricolor (aqui existe uma ironia fina elaborada pelo autor do blog – caso alguém não entenda). A bola da vez é um volante do Avaí chamado Bruno Silva. Mais exatamente, Bruno César Pereira da Silva.

- Quem?

Bruno César Pereira da Silva, volante de 23 anos, ex-Avaí, o time sensação do Brasileirão.

- Para que porra a gente quer mais um volante, Zé? Rogério taí.

Ó, esquecido leitor, Rogério já se picou. Ele e Ávine se deram bem, foram direto para a primeira divisão, maltratar a bola lá no Santo André. Por isso, chegou o tal de Bruno Silva.

- Quem?

Bruno César Pereira da Silva, volante de 23 anos, ex-Avaí, o time sensação do Brasileirão.

- Quem?

Sua mãe, corno e surdo leitor. O Bahia contratou sua mãe para substituir Rogério no meio-campo.

- Quem?

Sua mãe, seu pai e a renca toda lá da sua casa, seu corno. Ó, namoral, vou parar de responder e vou meter logo o Dossiê Bruno Silva no meio da sua cara.

- Dossiê de quem?

Cale a boca e leia: Dossiê Bruno Silva. 

Bruno César Pereira da Silva é um jovem jogador mineiro de 23 anos. Ele tem uma carreira ainda muito curta, o que dificultou deveras a pesquisa para elaborar este Dossiê. Mas vamos ao que descobri.

Bruno nasceu em 3 de agosto de 1986. Ou seja, o sacana faz parte de uma geração que não viu a Copa de 82. Nem a de 86. Nem o Brasileiro de 88. Confesso que não consigo entender como uma pessoa pode nascer depois da Copa de 82. Mas deixa para lá.

O sacanildo é de Nova Lima, lá em Minas Gerais. E Nova Lima é uma cidade que me lembra muito música baiana. Tudo porque fica coladinha com Itabirito. E Itabirito lembra aquela velha canção;

“Itabirito, Itabirito

É a Dança do Esquisito”

- Que engraçado, Zé. Nunca ri tanto.

Beleza, vou voltar à história do corninho.

Bruno despontou no Vila Nova/MG em 2005. Só uma curiosidade sobre o Vila Nova: o time foi o primeiro campeão da Série B do Brasileiro, em 1971. Sabia? Sabia? Sabia?

- Sabia não. Grato pela informação.

Bom, do Vila Nova ele foi para Ipiranga/MG, em 2006. No mesmo ano, Bruno Silva passou pelo Uberaba/MG e pelo Social/MG. Em 2007, o corninho foi para o Valério/MG e voltou para o Vila Nova.

Se ele não jogar bola no Bahia, pelo menos pode falar qual a cidade de Minas que tem mais mulher bonita. O cara andou por todas, mermão.

Ainda em 2007, Bruno Silva foi contratado pelo Avaí. No time de Floripa, o sacana ficou quase três temporadas e foi Campeão Catarinense de 2009.

No Brasileiro desse ano, Bruno jogou apenas cinco partidas. Venceu uma, perdeu duas e empatou duas. Olhe só o que o povo do Avaí fala dele:

“Sempre gostei muito do futebol de Bruno, é jovem, pegador e tem um bom passe. Se for verdade a transferência do jogador, boa sorte para o Bruno nas terras de painho e mainha…”

Legal, só não entendi as reticências no final. Mas vem cá, se ele era tão bom assim, por que não era titular?

“O problema é que só cabem 11 em campo.
Mas é um bom jogador sim.”

Gostei da resposta. Mais direto, impossível. Mas, torcida do Avaí, fale mais um pouco sobre Bruno.

“O Bruno pra série B é ótimo jogador.

A torcida gostaria de ver ele no time principal, mas o Silas prefere o Marcus Winicius.

A saída desse jogador não está agradando a alguns torcedores que não aguentam mais o Marcus Winicius.”

Com essa declaração esclarecedora, minhas informações chegaram ao fim. E assim, eu encerro o Dossiê Bruno Silva.

- Quem?

O Dossiê da Sua Mãe, seu corno. Desculpa, perdi a cabeça.  

 

 

P.S.: Já votou no segundo paredão de O Queridão (o post taí embaixo)? Já entrou na comunidade do Blogaçono Orkut? Já tá seguindo o Blogaço no Twitter? Já se inscreveu no Musa do Blog? Já gravou seu vídeo para o Hino Tricolor pelo Mundo?

Dossiê Sérgio Guedes

ter, 04/08/09
por jose ricardo novoa |
categoria Dossiê

Mais rápido que uma bala 7 Belo, o pessoal do Bahia resolveu a crise que começava a criar caso no Fazendão: demitiu Comelli e contratou Sérgio Guedes. Eu fiquei animado, meu pai ficou animado, minha mãe ficou animada, minha vizinha ficou animada, até meu cachorro Lulu da Pomerânia ficou animadaço. Agora vai. Tá na cara que o problema do Bahia não é a baixa qualidade do elenco, não é o grande número de contratações e dispensas, não são os jogadores que vão embora antes mesmo de chegar, não é o preparo físico, não é o desgaste da torcida com uma corja que não quer lagar, nem dividir o osso com ninguém. O problema do Bahia é o técnico.

Deixando a ironia de ladinho, eu acho que o Bahia só tem a ganhar com Sérgio Guedes. É um técnico da chamada “nova geração”, um cara que vem fazendo um bom trabalho, mesmo tendo uma carreira curtíssima.

- E que bom trabalho é esse, Zé? Que carreira curta é essa, Zé? Quem é Sérgio Guedes, Zé?

Meu querido adolescente perguntão, é aí que entra em campo mais um dossiê de Zezildo, o Dossiê Sérgio Guedes.

Antes de mais nada e para começar mostrando que sou perspicaz bagarai, queria comentar uma notícia repetida nos quatro cantos da nossa querida imprensa esportiva baiana:

“Sérgio Guedes desembarca em Salvador e já comanda seu primeiro treino.”

Porra, aí eu vi velocidade. Quer dizer que o Bahia treinou na pista do aeroporto  2 de Julho (é 2 de Julho a porra do nome do aeroporto e não me venha com churumelas) mesmo? Ou foi naquele túnel que sai do avião, o tal do finger? Ou foi na esteira de bagagens? Acho a esteira um lugar mais apropriado. O que não falta no Bahia é mala.

Sou sem graça, sou infame, sou infantil, sou feio bagarai. Aceito tudo isso. Mas que sou um investigador de mão cheia, isso sou, queridão. Toma informação garimpada no meio dos petchos aí, papá.

Vou começar pelo começo (não diga, Zé). E já jogo uma dúvida no ar: Ivanilton Sérgio Guedes nasceu no dia 07/11/1962, em Rio Claro ou Andradina? As duas cidades são do interior de São Paulo e são citadas em sites que falam sobre Serjão. Para romantizar, vamos falar que o sacanildo nasceu no buzú, quando sua mãe ia de Rio Claro para Andradina. Ou de Andradina para Rio Claro. Quem decide é a mãe do cara.

Vou deixar meu lado romântico de lado e vou continuar esse texto. Antes de se tornar treinador, Sérgio Guedes ganhou fama como goleiro. Mas se quisesse, poderia ganhar fama como chefe de repartição pública fácil, fácil. O nome dele é perfeito para a função.

- Olha, falta o carimbo na segunda via. Sem o carimbo, o Guedes não vai deixar passar, não. O Guedes é pentelho.

Mas vamos voltar ao goleiro Ivan, ou melhor, Nilton, ou melhor, Sérgio. Ele jogou em time bagacete. Sérgio Guedes começou a carreira no Araçatuba, depois passou por muitas equipes, como Santos, Cruzeiro, Internacional, Ponte, Coritiba e América. Aliás, no América, ele foi considerado o melhor goleiro da história do clube.

A passagem de Ivanilton  pelo Santos merece um parágrafo especial. Lá, ele se destacou bastante e acabou parando na seleção. Aqui fiquei com outra dúvida: quantas partidas ele disputou pela seleça? Uns falam em quatro jogos, outros em onze. O importante é que ele defendeu o gol da amarelinha. E mais, jogou com Luiz Henrique, aquele mesmo do Bahia (lembra?), e com Bebeto (aquele que chorava quando via Fabão) em um amistoso contra a Arrentina (só no portunhol), em Buenos Aires. 3×3, com gol de Luiz Henrique e as porra.

Sérgio encerrou sua carreira como jogador em 2002,  defendendo o gol do Sãocarlense, de São Carlos/SP (sou um show de obviedade). E para vocês verem como eu sou chocrível, conheço dois torcedores do Sãocarlense. Um homem e uma mulé, uma tetequinha que esbanja marotice.

Como jogador, Sérgio fez 186 jogos pelo Campeonato Brasileiro. Ganhou 61, empatou 65, perdeu 60. Jogou 10 vezes contra o Bahia, o segundo time que mais enfrentou. E aqui vai a informação que vale um peba na testa do sacana: o Bahia foi o time que ele mais venceu na carreira, 5 vitórias. Peba prometido, vamos continuar.

Depois de pendurar as luvas, Sérgio resolveu virar treinador. E como treinador é sério, adotou o sobrenome Guedes para dar mais pompa. Aliás, é um belo nome para chefe de repartição pública:

- Fala com o Guedes que o Guedes resolve.

Bora, piada repetida, minha porra.

O treinador Sérgio Guedes começou sua carreira na Portuguesa Santista, em 2004. Depois, treinou o São Carlos FC e o Jacutinga. Aí foi parar na Ponte Preta, onde foi vice do Paulistão 2008. E até ontem estava no Santo André, na Série A do Brasileirão (agora deu raiva: Santo André na Série A e a gente aqui – bora embora, corja, minha porra). O fato pitoresco é que Gallo saiu do Bahia e assumiu o Santo André e Sérgio Guedes saiu do Santo André e assumiu o Bahia.

Agora vem a indireta para PC e MGF: Sérgio Guedes saiu do Santo André porque não aceitou interferência da diretoria em seu trabalho.

Outra coisa bonita de descobrir foi que o nome de Sérgio Guedes foi muito ventilado no Flamengo e no Sport. Ser muito ventilado é uma vantagem para quem vem para a Bahia: em Salvador faz um calor da porra.

Bom, vou finalizar o Dossiê Sérgio Guedes com a mais inusitada informação. Um furo jornalístico incrível. Pior que achar agulha num palheiro em Itu. Se ligue no segredo: durante toda sua carreira de goleiro, Sérgio Guedes não marcou nenhum mísero gol. Nenhunzinho.  

Fim.

 

P.S.: Coloquei duas fotos de Sérgio Guedes para ilustrar esse Dossiê por um só motivo: reparem como o sacanildo faz umas caras engraçadas da porra nas fotos (Zé, você é muito bocó, Zé).

P.P.S.: Agora fiquei numa dúvida da zorra. Acabei de receber um e-mail de Nelson Barros Neto e parece que o Sérgio Guedes que Tiririca Jr queria trazer para o Bahia era outro. Era um homônimo de Sérgio Guedes (Zé, homônimo é você, seu corno, o cara é hétero). Com vocês, Sérgio Guedes, A Voz de Ouro do Brasil, o próximo técnico do Bahia.


Dossiê Hélder

qua, 22/07/09
por jose ricardo novoa |

Com vocês, mais um belo trabalho de jornalismo investigativo: o Dossiê Hélder. Depois de ler essa brilhante combinação de letras, espaços, pontos e vírgulas, vocês vão ficar sabendo tudo sobre o novo lateral-esquerdo do tricolor de aço. Cor preferida, número da sorte, signo, atriz preferida, ator, cantor, música que marcou a vida, prato predileto, bebida, “acorda de bom humor?”, “entre quatro paredes, vale tudo?”, “qual a maior loucura que já fez por amor?” e por aí vai.

Chega de nhenhenhém e vamos começar.

Hélder já chegou com uma grande vantagem sobre Rubens Cardoso, o outro lateral-esquerdo do Bahia (junto com Ávine, aquele): uns 55 anos a menos. O novo reforço do Bahia nasceu em 88 e tem apenas 20 anos. Mais um ponto para o sacana na disputa com Rubens, o Cardoso: ele sabe escolher bem o ano para nascer.

Mas o nascimento de Hélder tem outra característica importante: ele é natural da cidade mineira de Três Corações. Sabem quem nasceu lá? Sabem, ordinários? Sabem, cornos? Ninguém mais, ninguém menos que o Arantes. O Nascimento. O Edson. O Pelé. Ele mesmo. Esse fato quebrou minhas pernas: perdi todas as piadas sobre Três Corações. Todo mundo já fez piada com a cidade de Pelé.

Mas esse fato também me deixou curioso: será que ele também fala colocando o “entende?” no meio de todas as frases? Será que o “entende?” de Pelé é uma espécie de sotaque de Três Corações? Imagina ele cantando o hino do Bahia.

Somos da turma tricolor, entende?

Somos a voz do campeão, entende?

Somos do povo o clamor, entende?

Ninguém nos vence em vibração, entende?

Bahia, entende?

Bahia, entende?

Bahia, entende?

Tive outra ideia agora. Para mostrar a hospitalidade do povo baiano, daqui para frente vou meter uns “entende?” no meio do texto. Vamos lá, entende?

A carreira de Hélder, começou a ganhar destaque na Copa São Paulo de Juniores de 2007, entende? Naquele ano, ele jogava no Londrina e foi destaque do time, entende? No mesmo grupo do Londrina, estava o Grêmio, entende? A galera do sul gostou tanto do garoto que levou o sacaninha para os juniores de lá, entende?

Em 2008, Celso Roth promoveu a estreia do menino no time profissional do Grêmio, entende? Os laterais estavam contundidos ou suspensos e Celso Arroth, bhurrrp! (pegaram a piada? pegaram?), resolveu lançar Hélder, entende? O fato engraçado ficou pela quantidade de cartões amarelos que ele tomou, entende? Nos primeiro três jogos, o sacana tomou três amarelos, entende? Pelo visto, o amarelo é a cor preferida do sacanildo, entende?

Porra, vou parar de lançar esse “entende?” no meio do texto que tá ficando chato demais. Que ideia estúpida eu tive.

Seguindo a carreira de Hélder no Grêmio, parece que novos e mais experientes laterais foram contratados e ele acabou se contundindo gravemente. Aí, já viu, virou banco. Isso foi ontem. Do Grêmio, ele veio para o Bahia. 

Como vocês (uia) já sabem, nada escapa do Sherlock Zéholmes. Tenho mais alguns fatos pitorescos do lateral.

Parece que o passe do sacana pertence ao Grupo Massa, do apresentador Ratinho. Descobri isso lendo um fórum de torcedores do Londrina.

“O elenco do Londrina será reforçado por três jogadores que disputaram a Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo clube. Os atletas pertencem ao grupo Massa, do apresentador de televisão Ratinho. Os reforços são o lateral-direito Alisson, o lateral-esquerdo Hélder e o zagueiro Marcelo.”

Ó o risco que a gente correu: imagina se Ratinho resolve mandar Marquito para o Bahia, em vez de Hélder.

Tem outra polêmica envolvendo Hélder, e essa também foi levantada pela torcida do Londrina, em um outro blog.

“Ouvi dizer que o Londrina não recebeu nada em troca do lateral-esquerdo Hélder, repassado ao Grêmio de Porto Alegre. O espantoso é que quando olhei o registro do atleta no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, percebi que Hélder se profissionalizou no Águia, creio eu que seja aquele de Mandaguari e que estranhamente se mudou para Londrina. Depois reclamam que não existe um time base, nem investidores na cidade. Será que a ideia de precisarmos constantemente de um salvador da pátria não é fabricada? Muita gente ganha dinheiro em cima do Londrina.”

Bom, esse aí também é mais um motivo para Hélder se sentir em casa.

Vou finalizar com uma notícia que saiu em A Tribuna da Bahia. O jornal noticiou duas coisas: a contratação do lateral-esquerdo e a versatilidade do jogador. Reparem que, pela notícia, descobrimos que ele joga nas duas laterais.

“O lateral-direito Hélder tem 20 anos e foi revelado pelo Londrina do Paraná, de onde foi para o Grêmio.”

Com essa, acabo o pouco inspirado Dossiê Hélder. Sem mais.  

Dossiê Pimenta

seg, 20/07/09
por jose ricardo novoa |
categoria Dossiê

Todo mundo já deve estar ligado que o Bahia contratou uma caravana de novos jogadores. São quatro ilustres desconhecidos que “chegaram para somar”. Nunca entendi bem esse chavão do nosso futebol: chegar para somar. Sempre fiquei imaginando a galera treinando e o técnico falando:

- 10 minutos de corrida + 15 minutos de bicicleta + 15 minutos de abdominal. Quanto deu?

- 40 minutos, professor.

- Boa, ainda bem que você chegou. Tava justamente precisando de alguém para somar.

Vamos deixar de piada sem graça.

Como eu sou adepto do jornalismo investigativo e já fui lupa em outra encarnação, vou tentar levantar a ficha dos novos cornos do Bahia. Começando por Adriano Pimenta.

Logo de começo, vou falar que o sacana é a pessoa perfeita para trazer um vídeo-game para mim lá das gringas. Mais barato, em doleta e sem imposto. O sacana viaja mais que o nosso presidente. Dê só uma olhada nos times que ele defendeu:

Guarani 2000

Nagoya Grampos (Japão) 2001

Guarani 2002

CSA 2003

Guarani 2004

Sergipe 2004

Guarani 2004/2005

FCThun (Suíça) 2005/2006

Yokohama FC (Japão) 2006/2007

Bragantino 2008

Waitakere United (Nova Zelândia) 2008

Blooming (Bolívia) 2009

Do Brasil para o Japão, do Japão para o Brasl, do Brasil para a Suíça, da Suíça para o Japão, do Japão para o Brasil, do Brasil para a Nova Zelândia, da Nova Zelândia para a Bolívia, da Bolívia para o Brasil.

- Que tanta viagem é essa?

- Você é um homem ou uma mala, mermão?

- Você é da família Schürmann para viajar tanto?

- Você é ave para migrar no inverno?

Pelo menos o sacana deve estar cheio de milhas para vender (manda um e-mail aí para o blog que eu tô interessado).

Agora, cá para nós, quem é doido de jogar futebol lá na Nova Zelândia? Lá só tem bungee jump, aborígine, bumerangue e zarabatana. Você vai fazer o gol e a galera pluft!! Lá se foi um dardo com tranqüilizante na jugular.

Continuando a pesquisa sobre a vida do sacana, descobri que ele é um jogador vaidoso. Como eu descobri isso? Olhando o site oficial do corninho. Olhe bem as fotos. Todas tratadas, cabelinho penteado, o melhor ângulo. A foto do “Contatos” tá meio estranha. Mas ele é um cara viajado, sei lá.

Descobri também dois fatos importantes:

- O primeiro é que, como o boliviano Jhasmani, ele também tem vídeo no Youtube. Antes de clicar aí, reparem na lista de times do sacana: ele também jogou na Bolívia. A galera do Fazendão deve ter algum fetiche com vídeos de jogadores que já atuaram na Bolívia. Sei não, viu?! Sei não.

- O segundo fato inusitado é essa notícia aqui “Adriano Pimenta é contratado pelo Timbu”. Mas essa passagem do cara pelo Náutico é um grande mistério da humanidade. Em todas as minhas pesquisas, não encontrei uma referência sequer a essa porra. Nem na página oficial do jogador.

É isso. Não boto fé num cara que já jogou nos quatro cantos do mundo em menos de dez anos. Se não der certo no futebol, pelo menos ele pode escrever um guia de viagens.  

Esse foi o Dossiê Pimenta. Tô com uma preguiça da zorra e amanhã faço o Dossiê dos outros três cracaços do Bahia.

Mas não vou acabar assim, não. Vou acabar com uma bela observação, um dedo mindinho de filosofia da melhor qualidade.

“A diretoria tricolor devia ter contratado esse cara no verão. Já que pimenta no dos outros é refresco, um refresco no verão baiano cai como uma luva.”

Fim. Ponto final.

Um dossiê e um pouquinho de nepotismo

sex, 03/07/09
por jose ricardo novoa |
categoria Dossiê

Depois das jogadas de marketing, o Bahia divulgou uma noticia justamente para destruir as jogadas: a contratação do zagueiro Vinícius. Já que a galera não tava colocando muita fé em Evaldo e tinha gente até falando que Rogério na zaga era melhor, o Bahia foi atrás de um jogador que dê mais sustança para a defesa.

Mas uma pergunta não quer calar: quem é Vinícius mesmo, pai véi? Eu, que de bobo só tenho a cara, o jeito de andar, a postura perante os problemas da vida e esse coração mole, fui descobrir a resposta. Tome no meio dos petchos mais um dossiê de Zezildo.

O nome completo do sacana é Vinícius Conceição da Silva. Conceição por parte de mãe, Silva por parte do pai e Vinícius em homenagem ao poetinha. Nasceu em Porto Alegre, na rua do Ouvidor, casa 16, quadra 2, latitude 23º 55’, longitude 31º 54’, em 07/03/77.

- Rápido, Zé, quantos anos o cara tem?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- 32.

- Demorou demais, Zé.

Voltando à ficha do sacaninha. Vinícius tem 1,85m de altura e 83kg (pelo menos, já teve isso um dia). O sacana já passou por clubes feito a nisgraça: Internacional (1994-1997, 2002-2005), Sporting – Portugal (1997-2001), Standard Liege – Bélgica (2001-2002), Fluminense (2002), Ulsan Hyundai – Coréia do Sul (2006) e Atlético Mineiro (2007-2008).

Analisando o histórico de Vina (depois de pesquisas e mais pesquisas, já sou íntimo do sacanildo), destaquei dois pontos importantes:

1- 2002 foi um ano bom para o cartão de milhagens aéreas do sacana: ele saiu de Portugal e se mandou para Porto Alegre, pegou um avião para a Bélgica e jogou no Standard Liege, depois foi para o Rio e jogou no Fluminense.

2- Nícius jogou também no time da Hyundai, aquela montadora famosa. Se eu fosse volante, queria jogar lá. Volante deve ser uma posição valorizada num time de montadora de automóveis.

Seguindo o dossiê, descobri que Vivi têm alguns títulos na bagagem, além do titulo de eleitor e do título de propriedade da casa dele, claro. O molecote foi campeão gaúcho, campeão português, campeão gaúcho de novo, de novo e de novo, campeão na Coréia do Sul e campeão mineiro. Depois parou no tempo, sumiu e passou quase um ano sumido.

Falando em Campeonato Brasileiro, Da Silva jogou 150 partidas. Venceu 59, empatou 40 e perdeu 51. Nessas 150 pelejas, conseguiu marcar 10 gols e colecionou alguns dados animadores para o Bahia. O clube que ele mais vezes venceu foi o Vasco (5 vitórias), logo em seguida, vem a Ponte (4 vitórias).

Agora, a informação que mostra  que eu descubro mesmo as coisas deste mundão grande sem porteira:

Na 27ª rodada do Brasileiro de 2008, Vineta foi eleito para a seleção da rodada. A gelara resumiu assim sua participação na vitória do Atlético sobre o Náutico.

“Zagueiro: Vinícius (Atlético Mineiro) – A obrigação do zagueiro, inicialmente, é defender. Além de fazer sua obrigação, ele apareceu como um zagueiro-surpresa, puxando o Galo Mineiro da defensiva ao ataque. Para coroar sua atuação, marcou, de cabeça, o segundo gol na vitória sobre o Náutico, por 2 a 1, de virada.”

Pronto, esse é o fim do Dossiê Vinícius, um ma-ra-vi-lho-so exercício de jornalismo investigativo.

 

 

 

 

 

 

Pensaram que acabou? Acabou porranenhuma. Agora vem a parte do nepotismo no blog. Lá em Brasília é comum beneficiar familiares e amigos. Resolvi dar uma imitadinha de leve. Fiz uma lista de blogs e sites bons para a galera navegar e passar o tempo antes do jogo de sábado.

Sim, conheço todos os donos dessas porrinhas aí. Sim, vou ganhar almoços e mais almoços de graça. E não, ninguém topou dividir a mulher comigo.

Blog de Filipin – 1 almoço para Zé.

Flickr de Guilherme – 1 janta para Zé.

Blog de Gabriel – Outro almoço para Zé.

Blog de Ananias – Outra janta para Zé.

Site de Guilherme – Esse se deu mal, tem que pagar 2 almoços.

Blog de Polinésio – Zé tirando a barriga da mizéra.

Blog do Festival POP de Cinema – Viagem de graça para Zé.

Blog de China – Fuckalmoço para Zé.

Blog de Peruca – Almoço internacional para Zé.

Blog de Doca – Zé vai ficar gordo para caceta.

BBMP – Toma, rebanho de corno.

Blog de Fábio Monteiro, o eterno Cara de Esquilo (leia só para rir do sonho do cara) Fábio, fale assim: – O Zé é legal, o Zé é demais, o Zé é bom pra caralho.

Dossiê Jhasmani

ter, 26/05/09
por jose ricardo novoa |
categoria Dossiê

Como todo mundo já sabe, o Bahia contratou uma jovem promessa do badalado futebol boliviano: Jhasmani Campos. O meia era ídolo do Oriente Petrolero. Pelo nome do time, parece um clube cheio de pompa, desses de magnatas árabes ou russos. Mas o que esse time me lembrou mesmo foi de um samba duro dos primórdios da nigrinhagem baiana:

“Sai daqui farofeiro

Filha minha namora só com petroleiro

Sai daqui farofeiro

Filha minha namora só com petroleiro”

Ah, que beleza, uma lágrima de saudade desceu rebolante aqui pelo meu rosto.

Mas, voltando ao time boliviano, o Oriente Petrolero não é assim tão apagado. Ganhou quatro vezes o campeonato da terra de Evo Morales e participou dezoito vezes da Libertadores. A melhor campanha do Petrolero no campeonato continental foi em 1988, quando saiu nas quartas. Tem outro detalhe marcante do clube: foi o time “del diablo” Etcheverry, jogador que alcançou destaque na seleção boliviana, mas que era marromenos para caceta.

É, já vimos que o antigo time de Jhasmani não é bobo nem nada. Mas e o sacana, qual foi a trajetória dele pelo mundo da bola? Bom, el sacanildo foi descoberto em um campeonato amador na Bolívia e, depois de se destacar em um torneio no Uruguai, foi levado para as categorias de base do Grêmio. Alguma coisa aconteceu por lá que ele não ficou no tricolor gaúcho e voltou para o Oriente Petrolero. Na Bolívia de novo, o carinha se destacou e foi convocado constantemente para as seleções de base. A partir daí é aquela história toda que todo mundo já sabe: um vídeo aqui, outro ali e Jhasmani foi parar no Bahia.

Como todo mundo também deve saber, os bolivianos não falam boliviano, mas espanhol. E como todo mundo mais uma vez já deve estar careca de saber, eu sou gente boa pacas, sou muito hospitalar. Resolvi dar uma ajudazinha para que o boliviano do Bahia consiga se comunicar melhor aqui por essas bandas.

Se o cabron decorar direitinho as minhas dicas, ele vai se dar muito bem no Bahia. Com ustedes: o mais que excelente Guia de Conversação Boliviano/Baiano de Zezildo.

Se usted quer hablar: – Ávine, Marcone, Reinaldo: em la Bolívia no hay tanta droga peligrosa runta.

Fale: – Ávine, Marcone, Reinaldo. Nem na Bolívia eu vi tanta droga pesada junta, tenha medo, pai véi.

Se usted quer hablar: – Yo te garantizo que me película no fue hecha por George Lucas, tampouco en la computadora.

Fale: – Prometo que meu vídeo não foi dirigido por George Lucas, nem foi computação gráfica porranenhuma, sacana.

Se usted quer hablar: – Que belos cabellos, Marcelito.

Fale: – Que bonito cabelinho com meio litro de gel, Marcelinho.

Se usted quer hablar: – Yo tiengo duas estrelas em lo petcho e usted, rubro-begro?

Fale: – Chupa que é de uva, cambada de Vice!

Se usted quer hablar: – Yo no sabia que aca no se podia correr en el segund tiempo.

Fale: – Vem cá, negão, a Fifa proibiu o time de correr no segundo tempo, foi?

Se usted quer hablar: – Quando fuera más grande, quiero jugar paradito como Leo Medeiros.

Fale: – Quando eu crescer quero jogar paradinho que nem Léo Medeiros. Correr é coisa de sacana.

Se usted quer hablar: – Joanzino, si haces un gol, yo te compro uno whisky com enerrético.

Fale: – Joãozinho, se você marcar um gol, eu meto um uísque com energético na sua mão agora.

Se usted quer hablar: – Joanzino, si haces dos goles, yo compro uno whisky com enerrético para usted e otro para Cumpade Uórrinton.

Fale: – Joãozinho, se você marcar dois gols, eu pago um uísque com energético para você e outro para Cumpade Uóshinton, minha nisgraça.

Se usted quer hablar: – Pollo, yo juego en la meiuca, no me pongas de lateral.

Fale: – Gallo, eu sou meia, não me improvisa na lateral.

Se usted quer hablar: – Pollo, yo juego en la meiuca, no me pongas de zagueiro medio.

Fale: – Gallo, eu sou meia, não me improvisa na zaga.

Se usted quer hablar: – Pollo, yo juego en la meiuca, no me pongas de arquero, eres loco, hijo de la madre?

Fale: – Gallo, eu sou meia, não me improvisa no gol, caraio. Tá maluco? Cacetada, mermão!

Está listo. Vocês leram uma versão reduzida do mais que excelente Guia de Conversação Boliviano/Baiano de Zezildo. Se Jhasmani seguir minhas dicas, vira lenda aqui na buena terra.



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