Dossiê Bruno Silva
Já passamos da metade do campeonato e o Bahia continua contratando jogadores e montando o time. Tudo, claro, está dentro do planejamento de PC e MGF, uma diretoria que veio mesmo para mudar as coisas no tricolor (aqui existe uma ironia fina elaborada pelo autor do blog – caso alguém não entenda). A bola da vez é um volante do Avaí chamado Bruno Silva. Mais exatamente, Bruno César Pereira da Silva.
- Quem?
Bruno César Pereira da Silva, volante de 23 anos, ex-Avaí, o time sensação do Brasileirão.
- Para que porra a gente quer mais um volante, Zé? Rogério taí.
Ó, esquecido leitor, Rogério já se picou. Ele e Ávine se deram bem, foram direto para a primeira divisão, maltratar a bola lá no Santo André. Por isso, chegou o tal de Bruno Silva.
- Quem?
Bruno César Pereira da Silva, volante de 23 anos, ex-Avaí, o time sensação do Brasileirão.
- Quem?
Sua mãe, corno e surdo leitor. O Bahia contratou sua mãe para substituir Rogério no meio-campo.
- Quem?
Sua mãe, seu pai e a renca toda lá da sua casa, seu corno. Ó, namoral, vou parar de responder e vou meter logo o Dossiê Bruno Silva no meio da sua cara.
- Dossiê de quem?
Cale a boca e leia: Dossiê Bruno Silva.
Bruno César Pereira da Silva é um jovem jogador mineiro de 23 anos. Ele tem uma carreira ainda muito curta, o que dificultou deveras a pesquisa para elaborar este Dossiê. Mas vamos ao que descobri.
Bruno nasceu em 3 de agosto de 1986. Ou seja, o sacana faz parte de uma geração que não viu a Copa de 82. Nem a de 86. Nem o Brasileiro de 88. Confesso que não consigo entender como uma pessoa pode nascer depois da Copa de 82. Mas deixa para lá.
O sacanildo é de Nova Lima, lá em Minas Gerais. E Nova Lima é uma cidade que me lembra muito música baiana. Tudo porque fica coladinha com Itabirito. E Itabirito lembra aquela velha canção;
“Itabirito, Itabirito
É a Dança do Esquisito”
- Que engraçado, Zé. Nunca ri tanto.
Beleza, vou voltar à história do corninho.
Bruno despontou no Vila Nova/MG em 2005. Só uma curiosidade sobre o Vila Nova: o time foi o primeiro campeão da Série B do Brasileiro, em 1971. Sabia? Sabia? Sabia?
- Sabia não. Grato pela informação.
Bom, do Vila Nova ele foi para Ipiranga/MG, em 2006. No mesmo ano, Bruno Silva passou pelo Uberaba/MG e pelo Social/MG. Em 2007, o corninho foi para o Valério/MG e voltou para o Vila Nova.
Se ele não jogar bola no Bahia, pelo menos pode falar qual a cidade de Minas que tem mais mulher bonita. O cara andou por todas, mermão.
Ainda em 2007, Bruno Silva foi contratado pelo Avaí. No time de Floripa, o sacana ficou quase três temporadas e foi Campeão Catarinense de 2009.
No Brasileiro desse ano, Bruno jogou apenas cinco partidas. Venceu uma, perdeu duas e empatou duas. Olhe só o que o povo do Avaí fala dele:
“Sempre gostei muito do futebol de Bruno, é jovem, pegador e tem um bom passe. Se for verdade a transferência do jogador, boa sorte para o Bruno nas terras de painho e mainha…”
Legal, só não entendi as reticências no final. Mas vem cá, se ele era tão bom assim, por que não era titular?
“O problema é que só cabem 11 em campo. Mas é um bom jogador sim.”
Gostei da resposta. Mais direto, impossível. Mas, torcida do Avaí, fale mais um pouco sobre Bruno.
“O Bruno pra série B é ótimo jogador. A torcida gostaria de ver ele no time principal, mas o Silas prefere o Marcus Winicius. A saída desse jogador não está agradando a alguns torcedores que não aguentam mais o Marcus Winicius.”
Com essa declaração esclarecedora, minhas informações chegaram ao fim. E assim, eu encerro o Dossiê Bruno Silva.
- Quem?
O Dossiê da Sua Mãe, seu corno. Desculpa, perdi a cabeça.
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