Esperança
San Walton, que eu não tenho a mínima ideia de quem seja, dizia que grandes esperanças são a chave para tudo.
Richard DeVos, que eu também nunca vi mais gordo, dizia que poucas coisas no mundo são mais poderosas que um impulso positivo.
Robert H. Schuller, um rapaz que eu também não faço ideia de quem seja, falava que era para a gente deixar as nossas esperanças, e não nossos ferimentos, moldarem o nosso futuro.
George Bernanos, outro que eu não conheço nem de vista, dizia que a esperança é a maior e a mais difícil vitória que um homem pode ter sobre a alma.
Aristóteles, esse eu conheço, filósofo grego, aluno de Platão, criador do pensamento lógico, beque central da seleção de Cachoeira no Intermunicipal de 38, dizia que a esperança é o sonho do homem acordado.
Zé Ricardo Novoa, eu mesmo, menino gaiato, sem juízo, bonito feito o pôr-do-sol em Itaparica, falava que a esperança é um dos maiores sentimentos que esse time do Bahia provoca.
Ontem o Bahia jogou bem mais uma vez. Quer dizer, ensaiou jogar bem. Deu para perceber que o time tem mais variações de jogadas, vontade e qualidade que os times de anos anteriores.
Parece que encontramos um bom goleiro (Marcelo), um bom meia (Hélton Luiz) e um outro que está até jogando bem (Ananias). Os laterais, apesar da idade, vão dar para o gasto (não gosto de Marcone improvisado, acho que falta um lateral direito bom para o banco de Patrício) e os volantes (a galera do Atlético Mineiro já havia cantado a bola que Elton era bom) têm qualidade.
No mais, fica claro que Marcelo Ramos faz falta e que a defesa desarrumada também faz. O primeiro caso é aquela falta que provoca saudade, o segundo é aquela falta que provoca pênaltis.
Porém, o que mais traz esperança ao coração tricolor acho que são dois fatores: a mudança de postura do clube como um todo (a contratação de um técnico bom, a motivação dos jogadores, a união para fazer um bom trabalho) e Pituaçu. A empolgação tomou conta da galera. E o Bahia empolgado volta a ser o Bahia de sempre.
Domingo tem o Fluminense na pré-temporada do Baianinho. O Bahia está melhorando, a crise vai passar. Para não fugir das citações, vou repetir o que dizia meu grande amigo William Shakespeare, autor de “Romeu e Julieta” e “Hamlet”, grande jogador de palitinho e resta um: se o ano todo fosse festa, divertir-se seria mais aborrecido que trabalhar.
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