Acho que tô ficando fresco

Rapeize, uma coisa eu tenho que assumir: essas férias estão me deixando um tanto quanto fresco. Tô afrescalhando com vontade. A frescura virou a minha religião. Muita coisa fresquinha tá acontecendo aqui dentro de mim. Mas antes que vocês comecem com as piadinhas sacaninhas, minha frescurite é no sentido futebolístico da coisa.
Estou dando um rolé no velho continente. E como sou um amante do futebol, resolvi colocar uns eventos esportivos entre uma foto do Big Ben e outra da Sagrada Família.
Em Londres, rolou Chelsea x Roma pela Liga dos Campeões. Eu e a minha tchurma de viajantes tentamos comprar ingressos, mas já estavam esgotados há algum tempo. Resolvemos, então, fazer uma visitola ao estádio para assistir ao embate em um pub daquelas redondezas. Nenhum cambista, pouco trânsito, nenhuma violência, nenhuma camiseta falsificada no varal, nenhum flanelinha. Fomos, assistimos ao jogo com uma Guinness nas mãos e até comemoramos o gol com os Chelseanos. O jogo em si foi fraco (os times não são essa Coca-Cola toda, no máximo, são uma Fanta), mas a organização é de impressionar.
Agora peguem um vôo comigo e vamos direto para Barcelona. E direto para sábado, o mesmo dia de São Caetano x Aquela Nisgraça que Insiste em Jogar com a Camisa do Bahia Quando Encontra Camisa do Bahia Lavada. A galera conseguiu comprar ingressos para Barcelona x Almeria, pelo espanhol. Lugar marcado, preferimos um setor coberto (vai que chove – sou bobo nem nada), tudo muy tranquilo. Saímos duas horas antes do jogo para não ter surpresas e ter tempo de sobra para um pulinho na loja do Barça.
Aliás, a loja vale uma observação: mal entrei no lugar, dei de cara com a camisa de Daniel Alves, a número 20. A camisa do sacanildo tava lá, pendurada ao lado da de Iniesta e da de Messi. Tá com moral, o bicho.
Demos um rolé na loja e partimos para o campo. Entramos, fomos ao nosso assento, tiramos fotos, ficamos impressionados e fizemos aquela coisa toda de praxe que todo turista faz. O jogo foi cinco a zero, com direito até a gol de Dani (uia) Alves (esse Almeria deve ter uma diretoria do mesmo naipe da nossa, é ruim de dar dó).
Aliás, os gols também valem uma observação: o mundo civilizado é muito civilizado (Carlito Marrom, musica isso aí que vai virar hit, pai véi). O gol saía, a galera apenas se levantava e aplaudia. Clap, clap, clap. Bavo! Magnífico! Clap, clap, clap. E logo todos estavam novamente sentados com as perninhas cruzadas.
Saí do jogo, fui bater um rango e depois voltei para o hotel. Cheguei lá, entrei na internet e li sobre a derrota do Bahia. Alguns dias depois, também li sobre a greve dos funcionários e as roupas sujas dos jogadores. Veja só que coisa. Tava curtindo a frescura da civilidade, mas o Bahia me deu uma ducha fria de selvageria (Carlito, musica essa aí também, padre viejo). Confesso: prefiro a frescura.
P.S.: Entrei em um dos museus de Londres (sou um poço de cultura, negada) e olha só que surpresa: dei de cara com uma escultura minha. O povo da terra da rainha deve ler o blog. Não sabia que eram meus fãs. De qualquer forma, thank’s my king.
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