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Um dossiê e um pouquinho de nepotismo

sex, 03/07/09
por jose ricardo novoa |
categoria Dossiê

Depois das jogadas de marketing, o Bahia divulgou uma noticia justamente para destruir as jogadas: a contratação do zagueiro Vinícius. Já que a galera não tava colocando muita fé em Evaldo e tinha gente até falando que Rogério na zaga era melhor, o Bahia foi atrás de um jogador que dê mais sustança para a defesa.

Mas uma pergunta não quer calar: quem é Vinícius mesmo, pai véi? Eu, que de bobo só tenho a cara, o jeito de andar, a postura perante os problemas da vida e esse coração mole, fui descobrir a resposta. Tome no meio dos petchos mais um dossiê de Zezildo.

O nome completo do sacana é Vinícius Conceição da Silva. Conceição por parte de mãe, Silva por parte do pai e Vinícius em homenagem ao poetinha. Nasceu em Porto Alegre, na rua do Ouvidor, casa 16, quadra 2, latitude 23º 55’, longitude 31º 54’, em 07/03/77.

- Rápido, Zé, quantos anos o cara tem?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- 32.

- Demorou demais, Zé.

Voltando à ficha do sacaninha. Vinícius tem 1,85m de altura e 83kg (pelo menos, já teve isso um dia). O sacana já passou por clubes feito a nisgraça: Internacional (1994-1997, 2002-2005), Sporting - Portugal (1997-2001), Standard Liege - Bélgica (2001-2002), Fluminense (2002), Ulsan Hyundai – Coréia do Sul (2006) e Atlético Mineiro (2007-2008).

Analisando o histórico de Vina (depois de pesquisas e mais pesquisas, já sou íntimo do sacanildo), destaquei dois pontos importantes:

1- 2002 foi um ano bom para o cartão de milhagens aéreas do sacana: ele saiu de Portugal e se mandou para Porto Alegre, pegou um avião para a Bélgica e jogou no Standard Liege, depois foi para o Rio e jogou no Fluminense.

2- Nícius jogou também no time da Hyundai, aquela montadora famosa. Se eu fosse volante, queria jogar lá. Volante deve ser uma posição valorizada num time de montadora de automóveis.

Seguindo o dossiê, descobri que Vivi têm alguns títulos na bagagem, além do titulo de eleitor e do título de propriedade da casa dele, claro. O molecote foi campeão gaúcho, campeão português, campeão gaúcho de novo, de novo e de novo, campeão na Coréia do Sul e campeão mineiro. Depois parou no tempo, sumiu e passou quase um ano sumido.

Falando em Campeonato Brasileiro, Da Silva jogou 150 partidas. Venceu 59, empatou 40 e perdeu 51. Nessas 150 pelejas, conseguiu marcar 10 gols e colecionou alguns dados animadores para o Bahia. O clube que ele mais vezes venceu foi o Vasco (5 vitórias), logo em seguida, vem a Ponte (4 vitórias).

Agora, a informação que mostra  que eu descubro mesmo as coisas deste mundão grande sem porteira:

Na 27ª rodada do Brasileiro de 2008, Vineta foi eleito para a seleção da rodada. A gelara resumiu assim sua participação na vitória do Atlético sobre o Náutico.

“Zagueiro: Vinícius (Atlético Mineiro) – A obrigação do zagueiro, inicialmente, é defender. Além de fazer sua obrigação, ele apareceu como um zagueiro-surpresa, puxando o Galo Mineiro da defensiva ao ataque. Para coroar sua atuação, marcou, de cabeça, o segundo gol na vitória sobre o Náutico, por 2 a 1, de virada.”

Pronto, esse é o fim do Dossiê Vinícius, um ma-ra-vi-lho-so exercício de jornalismo investigativo.

 

 

 

 

 

 

Pensaram que acabou? Acabou porranenhuma. Agora vem a parte do nepotismo no blog. Lá em Brasília é comum beneficiar familiares e amigos. Resolvi dar uma imitadinha de leve. Fiz uma lista de blogs e sites bons para a galera navegar e passar o tempo antes do jogo de sábado.

Sim, conheço todos os donos dessas porrinhas aí. Sim, vou ganhar almoços e mais almoços de graça. E não, ninguém topou dividir a mulher comigo.

Blog de Filipin – 1 almoço para Zé.

Flickr de Guilherme – 1 janta para Zé.

Blog de Gabriel – Outro almoço para Zé.

Blog de Ananias – Outra janta para Zé.

Site de Guilherme – Esse se deu mal, tem que pagar 2 almoços.

Blog de Polinésio – Zé tirando a barriga da mizéra.

Blog do Festival POP de Cinema – Viagem de graça para Zé.

Blog de China - Fuckalmoço para Zé.

Blog de Peruca – Almoço internacional para Zé.

Blog de Doca - Zé vai ficar gordo para caceta.

BBMP – Toma, rebanho de corno.

Blog de Fábio Monteiro, o eterno Cara de Esquilo (leia só para rir do sonho do cara) Fábio, fale assim: - O Zé é legal, o Zé é demais, o Zé é bom pra caralho.

Não sou Bahia, mas quero falar 6 - Por Paulo Enésio

qui, 02/07/09
por jose ricardo novoa |
categoria Sem Categoria

ENCERRA A CARREIRA, DANIEL!!!

Galera do blog do Zé! Começo esse texto com uma ótima notícia (ou péssima, vai saber): eu, Paulo Enésio, o escritor das multidões, tô livre da cadeia sulafricana, meus filhotes! Não sei como, mas alguma alma caridosa pagou a fiança. Deve ter sido o Daniel Alves.

Por falar no sujeito, tava dando um rolezinho pela grande rede, quando me deparei com uma frase de impacto desse bom rapaz: “O Ronaldo e o Adriano voltaram, eu também tenha essa vontade de terminar minha carreira no Bahia, clube que me projetou para o futebol.”.

Esbocei um sorriso na hora, mas fui dar uma olhada na vida do salvador da  minha pátria e vi que ele não passa de um menino de 26 anos. Se pensarmos que tem nego jogando na série A com 42 anos de idade, dá pra ver que ainda falta um bocado de anos para o sacana encerrar a carreira. O sorriso logo virou decepção.

Fui tomar umas e outras com uns amigos e lá pelas tantas pensei: porra, o cara já foi campeão espanhol, campeão da Champions League, campeão da copa América com a seleção brasileira, campeão da Copa das Confederações, campeão do Caralho Aquático. Fora toda a grana que juntou – só não dá pra pagar as dívidas do Bahia, porque isso, nem o tal do Bill Gates consegue.

Pensando bem, TÁ NA HORA DE ENCERRAR A CARREIRA, DANIEL!! Olha tudo o que você já fez! Olha tudo o que você já tem! Volta logo pro Bahia, joga umas duas, três temporadas, pendura as chuteiras e vai curtir a sua vida, negão.

Agora imagina se a moda pega, cambada? Se todos os caras revelados pelo Bahia tiverem a mesma vontade do Daniel? Sai Marcos, entra Dani Alves. Sai Alison, entra Fabão. Sai Rogério, entra Jorge Wagner. Sai Ananias, entra Cícero. E por aí vai. Ou não, porque tá difícil achar jogador bom de bola que tenha começado a carreira por aqui.

Participe você também dessa campanha. Tá na hora de mobilizar a massa. Faça uma faixa – tipo aquelas “Filma eu, Galvão” – e leve esta idéia para o próximo jogo do Bahia no Pituaçu. ENCERRA A CARREIRA, DANIEL!!!

O Zé que bate é o Zé que afaga

qua, 01/07/09
por jose ricardo novoa |
categoria Sem Categoria

O Bahia levou três do Brasiliense, não venceu o Ipatinga, não venceu o Duque de Caxias, não quebrou o tabu de brocar fora de casa e não voltou ao G4. Mas ficar triste com tudo isso é uma tremenda bobagem, pai véi. Que tristeza nada, ontem foi dia de festa.

Num cinema lá no Iguatemi, a galerinha tricolor fez um evento para apresentar uma série de novidades. Novos uniformes, nova linha casual (com vestidinho para as mulé e as porra), lançamento de um filme que conta a história do Bahia (pelo que entendi, ainda está no papel), de uma peça de teatro baseada em momentos incríveis da vida do clube, nova loja oficial na Manuel Dias (se liga, Dona Maricota, é pertinho lá de casa), novo site, canal de personalização de celulares e programa de fidelização que dará direito a voto nas próximas eleições.

Tudo muito bom, tudo muito bonito, tudo muito legal, mas, na minha opinião, é muito chantili para pouco bolo. Vou tentar explicar melhor o que se passa nesta minha cabecinha de jerico, que só faz criticar e só quer saber de provocar a balbúrdia.

Desde o tempo em que minha bisavó pegava ondas gigantes com Eddie Aikau e ensinava violão para Baden Powell, o mundo inteiro sabe que não adianta mudar a embalagem se o conteúdo continua uma porcaria. É mais ou menos como aquela mulher chata que dá um tapa no cabelo, mas que continua chata. Ou aquele gordinho que compra roupa larga para disfarçar, mas continua gordinho. Ou aquele carro que ganha uma pintura nova, mas continua com o motor beirando a morte. Ou, para ficar no mundo do marquetingui, aquela companhia aérea que muda a identidade visual, muda a marca, muda o amendoim, muda o paninho perfumado, mas continua atrasando, continua com poucos voos e com aviões pouco confortáveis.

Vou lançar uma frase de efeito de Zezinho-Auto-Ajuda: mudança de verdade tem que ser de dentro para fora. É uma filosofia de banheiro repetida nas aulinhas dos cursinhos de marquetingui por aí. É preciso mudar profundamente para que uma singela mudancinha vire uma enorme mudançona. Se mudar só a embalagem, se for só uma reles maquiagem, uma hora a galera percebe e o tiro sai pela culatra. É por isso que eu tenho um pé atrás e uma pulga atrás da orelha com esse oba-oba do Bahia. Vamos olhar mais profundamente.

O time não é bom, não tem pinta de time que vai subir. E isso vem desde o Campeonato Baiano. Todo mundo sabe faz tempo e ninguém pode falar que foi pego de surpresa. Alguns jogadores não renderam o esperado e outros são fracos de verdade. Falar que o Bahia não tinha um elenco com essa qualidade fazia tempo é conversa para boi dormir. E eu não sou boi. Posso ser chifrudo, mas não sou ruminante.

A diretoria não é tão transparente como se vende. Ninguém sabe qual a real participação dos antigos cardeais, nem qual a real intenção de algumas pessoas no clube. Ismerim sempre foi aquele que a gente conhece do acordão. Paulo Carneiro sempre teve uma péssima reputação, sempre foi marcado como um cara, digamos, estranho. “Nunca compre um carro usado de Paulo Carneiro”. Já nosso presidente é filho até no nome. E filho de um cara, digamos, estranho. Um cara que já teve problemas, digamos, estranhos por aí e tem uns amigos, digamos, estranhos por aqui.

Bom, mas como eu sou um cara incoerente, vazio e que não merece ser levado a sério, vou parar de criticar e fazer um elogio. Pelas ações, pela iniciativa e pela organização “festiva” dos eventos, parece que essa diretoria do Bahia tem uma vontadezinha de sair dessa situação vergonhosa. Os caras parece que estão tentando colocar o Bahia para cima de novo. Tomara que não voltem atrás. Vou criticar, mas estou na torcida para que toda essa porra dê certo.

 

Foto das recepas roubada do BBMP só para levantar a audiência

Foto das recepas roubada do BBMP só para levantar a audiência

 

 

P.S.: Todo mundo adorou ver PC vestindo a camisa do Bahia. Eu não. Não vejo graça nenhuma nesse ato do velho Carneiro. Com grana, eu visto até aquela camisa que você está pensando.

P.P.S.: Parece que o novo escudo não será muito usado. Para nossa sorte.

Mudança no Hino

ter, 30/06/09
por jose ricardo novoa |
categoria Sem Categoria

Depois da genial mudança no escudo do Bahia, tenho uma sugestão para a nossa brilhante, moderna, inovadora e democrática diretoria: mexer no hino também. Calma, não se revolte agora. Analise comigo que você vai concordar.

Somos a turma tricolor (“Da Turma” ou “A Turma”? Essa porra sempre fez confusão. Cada um canta de um jeito. Aliás, jeito é com “j”, né?)

Somos a voz do campeão (Somos a voz? Como é que a gente é a voz? Impossível um ser humano ser uma voz. Voz ninguém vê, ninguém toca, ninguém sente. A gente é gente, não pode ser uma voz. E tem outro lado, voz são várias avoz, as mulheres do avôs. Aí é chamar de véio.)

Somos do povo o clamor (Que diabo é clamor? E essa construção invertida “do povo o clamor”?)

Ninguém nos vence em vibração

Vamos avante esquadrão

Vamos serás o vencedor (“Serás” é complicado demais. Nem sei em que tempo está conjugado esse verbo aí. É futuro do subjuntivo, né? “Serás” não é povão. “Serás” é zelite.)

Vamos conquistar mais um tento (Que porra é tento? Tem no dicionário? Ah, já sei, é de tentar. Eu tento, tento, mas não consigo. Péssimo para um hino, não acham?)

Bahia! Bahia! Bahia!

Ouça essa voz que é seu alento (Que nisgraça é alento? Tem no dicionário? Descobri: quando o cara é devagar = “ah, lento”.)

Bahia! Bahia! Bahia! (Bahia tá errado. O certo é Baêa, porra. Todo mundo sabe. Esse “h” no meio também é coisa de fresco.)  

Mais um, mais um, Bahia

Mais um, mais um titulo de glória (Título de glória? Já vi título de campeão, de vice, de eleitor, de livro, de novela. Título de glória, nunca vi. Aliás, se é “de glória”, não é “do Bahia”.)

Mais um, mais um, Bahia

É assim que se resume sua história (Resumo não é uma história pequena, diminuída? Na minha administração, ninguém vai resumir a história do Bahia.)

 

Bom, depois dessa análise, vamos ao novo hino. Um hino que combina perfeitamente com o nosso novo escudo.

Somos a negada tricolor

Somos o eterno campeão

Somos o tambor do povo

Ninguém nos vence em vibração

Vamos partir pra cima esquadrão

Vamos vencer essa porra

Vamos brocar mais uma vez

Baêa! Baêa! Baêa!

Ouça essa voz que é da sua torcida

Baêa! Baêa! Baêa!

Mais um, mais um, Baêa

Mais um, mais um titulo de campeão nem que seja no tapetão

Mais um, mais um, Baêa

Sua história se escreve com gente séria e eterna na direção

 

P.S.: Esse texto é pura ficção, graças a Deus.

Saco de Pão em “Que porra é essa esporte clube?”

dom, 28/06/09
por jose ricardo novoa |
categoria Saco de Pão

Confiram a nova coluna do novo colunista deste velho blog: o Saco de Pão. O cara não curte muito aparecer. Mas curte criticar para caraio que eu tô ligado. Tome no meio da testa essa coluna do Saco. E veja se é só um saco.

 

Rapaz é o seguinte: já estou há algumas rodadas esperando um bom momento pra me apresentar e começar a participar desse ilustre blog aqui com comentários de quem dorme com um olho aberto e outro fechado.

Mas como esse dia parece que nunca vai chegar, vou estrear depois de mais um resultado medíocre do tricolor. Eu sou eu e nicuri é o capeta! Pronto. Já me apresentei, agora quero falar.

Tudo bem que metemos 2 bolas na trave, tudo bem que o time cansou menos no segundo tempo, tudo bem que a meiuca melhorou bastante. Mas que ataque é esse, meu irmão?! Entra neguinho, sai neguinho e fica a mesma merda…

A gente também tem um gordinho no ataque matador ( mata a gente de raiva). No início, eu fiquei em dúvida se era defeito da minha TV widescreen da 25 de Março, que deixa a rapaziada um pouco mais rechonchuda. Mas com o passar das caneladas, não deu outra: o sacana não consegue dar um passe, miserávoooo!!!

- Joãozinho, se não guenta (sem trema, to ligado) vara, pai, peça cassetinho, sacana !!!! E não encha meu sacão.

Mas não quero falar do jogo, não. Vou falar do momento de mudanças do clube. Todo mundo já sabe que estamos passando por esse processo todo aí, né? Mas tem um ponto aqui que eu vi com esse olho que a Terra há de comer. Não vou esperar nem o lançamento das novas na terça.

Mudaram nosso escudo. E pra pior, negada!!!! Como é que pode, mexer num escudo assim, sem falar nada pra ninguém. E pra pior, porra!!!!!

Colocaram nossa bandeira, tremulando mais do que cipó cabloco em dia de surra. E o pior: tremendo pra baixo meu irmão!!!!!

Tá feio e pessimista essa reformulação, não gostei nada disso!!! Nosso maior símbolo parece que está chorando, cambada de sacana!!! Será que quando subir, se subir, vão criar uma bandeira que parece que está sorrindo?

Bora colocar essa bandeira pra cima aí pelo amor de Senhor do Bonfim, Marceleza!!!!! É o nosso maior símbolo!

Tô de olho viu, porra?

Novo escudo no site oficial. Tomara que fique só por lá.

Não sou Bahia, mas quero falar 5 - Por Paulo Enésio

sex, 26/06/09
por jose ricardo novoa |
categoria Sem Categoria

E que porra o Bahia tem a ver com isso?

Meus amigos do Blog do Zé, sou eu de novo, Paulo Enésio, o escritor das multidões. Dessa vez, quem diria, diretamente de Joanesburgo.

É minha gente, tava em casa à toa, sem ter muito o que fazer, então resolvi dar um pulo no país da copa. E acreditem, entre uma fuga dos leões e outra, eu ganhei uns ingressos para assistir um jogaço de bola: Brasil x África do Sul.

Como vim com uns amigos tão vagabundos quanto eu, distribuí os ingressos para cada um deles.

Bom, mas aí você me pergunta: e que porra o Bahia tem a ver com isso? Calma lá, meu querido, eu explico.

Tava eu ali, com meu chapéu, óculos sem lentes, tocando minha vuvuzela e gritando bafana-bafana junto com meus camaradas africanos, quando um dos amigos brasileiros diz:

- André Santos ta jogando demais hoje…só podia ser cria do Timão!

Eu fiz que não ouvi, mas logo na sequência, num dos muitos ataques da seleção da casa, o Julio César fez bela defesa e um outro solta:

- Isso é que é goleiro…aprendeu no Mengão!

Porra, o cara não era nada de mais no Flamengo e o sacana vem contar vantagem pra cima de mim? Resolvi deixar quieto de novo, não tava afim de discutir com meus amigos. Mas foi só o Kaká dar um belo passe pro Luís Fabiano, que o outro se empolgou:

- Olha que beleza!! Os caras são entrosados desde a época do São Paulo…

Rapaz, eu lembro direitinho, os caras foram praticamente expulsos do São Paulo e agora são os queridinhos da torcida? Isso não ta certo. Eu poderia até ter dito isso, pro sujeito mas tocar minha vuvuzela tava mais interessante. 

Passei o jogo inteiro agüentando neguinho dizendo que Lucio aprendeu no Inter, Ramires só podia ser do Cruzeiro mesmo, Gilberto Silva do Galo, Robinho do Santos. Tava quase enfiando a vuvuzela no rabo dos malucos quando vejo Dani Alves aquecendo.

Fiquei quieto, só esperando a minha vez. Até parei com a vuvuzela, para me concentrar. Quando o Dunga tirou o André Santos, já queria logo mandar um chupa pro corintiano, mas fiquei na minha. Não dei um pio até os 42 do segundo-tempo, quando o juizão deu falta na boca da área pro Brasil.

Bom, todo mundo sabe que o Dani Alves foi lá, bateu e meteu o gol. Golaço por sinal. Você só não sabe o que aconteceu depois. Eu não podia mais ficar quieto.

- Chuuuuuupa cambada!!! Aqui é Bahia, porraaaaaa!!!! Tomaaaaaa!!! Pega essa, negão!!!!

E tome vuvuzela. Rapaz, fiquei maluco. Foi tanto palavrão, que a policia local teve que me segurar. Mas como não gosto que coloquem a mão em mim, acabou dando briga. Agora eu to aqui, na delegacia de Joanesburgo, escrevendo este texto pro Zé, diretamente do meu celular. A mensagem vai ficar cara, é verdade, mas é a minha chance e eu não posso desperdiçar: ALGUÉM TEM A GRANA DA FIANÇA AI, SEUS SACANAS?????  

A Quadrilha do Bahia

ter, 23/06/09
por jose ricardo novoa |
categoria Sem Categoria

Atenção meu povo, esse é o segundo ano da Quadrilha do Bahia no blog de Zé. Vamos lá, quero ver a desanimação. Damas tricoletes, para os seus lugares. Cavalheiros tricolores, para as suas posições. Trio nordestino, castiga essa aqui em homenagem aos velhos ídolos do Bahia.

Que falta eu sinto de um bem

Que falta me faz um xodó

Mas como eu não tenho ninguém

Eu levo a vida assim tão só

 

Puxador, é com você, pai véi.

- Vamos lá, quadrilha tricolor.

- Eu também quero um amor que acabe o meu sofrer.

- Podia ser Marcelo Ramos, mas preferiram Limaaaaa.

- Deixa pra lá, quero ver a desanimação, meu povo.

- Coloca exclamação nessas frases, Zé.

- Anarriê na Série B!!

- Olha a Quadrilha do Bahia chegando aí, gente!!

- Eita, olha Marcelinho! Sem chapéu que é para não estragar o gel!!!

- Olha PC! Paradão, sem jogo de cintura!!!

- Olha Gallo! Êpa, ele tá pedindo para o trio nordestino tocar rock! Quer inventar até na quadrilha, Gallo?!!

- Essa é a Quadrilha do Bahia!!! Desanimação, meu povo!!!

- Vamos cumprimentar o público!

- Ih, levou três com um jogador a mais: é melhor fugir do público!! Foge!!! Foge!!!

- Atenção para a grande roda de volantes!

- No meio da roda… mais volantes!!!

- Que bonito!! Zero a zero é goleada!!

- Agora quero ver o time para um lado!!

- E o otimismo para o outro!!!

- IIIIsso.

- Olha a bola com Leandro!!

- Girou!!

- De Leandro foi para Rogério!!!

- Girou!!

- De Rogério voltou para Leandro!!!

- Girou!!

- De Leandro foi para Rogério de novo!!!

- Isso é totó ou é quadrilha??!!!

- Cadê a desanimação, meu povo?!!

- Olha a vitória fora  de casa!

- É mentira!!!

- Olha o meia boliviano!

- É mentira!!!

- Olha o meia do Sport!

- É mentira!!!!

- Olha duas rodadas no G4!!

- É mentira!!!

- Olha a vontade de modernizar!

- É mentira!!

- ihhhh, empatamos em casa: vamos para o caminho da roça!

- Aêêê!!! Caminho da roça, Baêa!!

- Agora, preparar para o casamento!!

- Cadê a noiva??

- A noiva é Joãozinho: demora um tempão para ficar pronto!!

- Se a noiva é Joãozinho, o noivo é Cumpade uóshitoooooo!!!

- Mas cadê os noivos, meu povo?!!!

- Ihhh, os dois tão lá na Barraca de Quentão!!

- E falam que não vão sair de lá tão cedo!!!

- Aliás, Lídice, Brown, Ricardo Chaves e uma multidão de notáveis mandaram avisar que tão cheios de conselhos na Barraca dos Conselhos Consultivos!!

- E Ismerim avisou que sócio com ele não vota!!

- Cadê a desanimação, meu povo!!

- A torcida do Bahia sempre dançando! Eita, que tá uma beleza!!!

- Pena que tá na hora de preparar para a despedida.

- Ohhhhhhhhhh!!!

- Tem cinco minutos que o povo tá dançando e os dançarinos já boiaram!!

- Pára!!! Pára tudo!!!

- Rubens Cardoso tropeçou na língua!!

- Mas a torcida não desanima!!!

E o forró do Fazendão seguiu até sábado de noite.  

É São João e eu aqui tão só

seg, 22/06/09
por jose ricardo novoa |

Olha pro céu, torcedor

Vê como ele está lindo

Olha a pontuação tricolor

Como no céu vai subindo

Tudo estava pronto para um sábado perfeito. A véspera da véspera da véspera da véspera da véspera de São João tinha tudo para ser uma festança daquelas. Como vocês perceberam, eu já havia até feito uma parodiazinha para cantar no forrobodó. Os vulcões estavam esperando para ser acesos. As cobrinhas esperavam para riscar o chão. Os foguetes esperavam para iluminar o céu. Os traques esperavam para assustar as mocinhas desatentas. Enfim, a festa estava esperando para começar. Esperava só o Bahia ganhar bem do Ipatinga, voltar ao G4 e me procurar para dançar esse forró.

Mas o que se viu em Pituaçu foi algo mais parecido com um pagode russo na boate em Kosakou. Parecia até um frevo naquele vai não vai. O Bahia não ia de jeito nenhum, não tirou o Ipatinga para dançar e o empate acabou amargo que nem jiló.

Não vou falar muito sobre o jogo por aqui. Hoje é segunda e vocês já devem ter lido, visto e ouvido tudo sobre a peleja. Mas para ninguém falar que eu pulei o jogo como quem pula fogueira, vou analisar um detalhe que me chamou a atenção: o erro acertado ou o acerto errado do time.

Gallo colocou o time para jogar de um jeito… hummm… deixa eu pensar… digamos extraordinariamente óbvio: um goleiro no gol, dois laterais nas laterais, dois zagueiros na zaga, dois volantes na contenção, dois meias na meiuca e dois atacantes no ataque. Nosso Professor Pardal deve ter sofrido o diabo para não fazer nenhuma invenção na escalação (aliás, um Gallo ser chamado de Pardal é estranho para cacete). Mas, mesmo tentando acertar, acho que ele errou.

Fernando, certo. Marcos, certo. Nen, certo. Evaldo, mais ou menos certo, mas é o que temos. Rubens Cardoso, mais ou menos certo, mas Ávine dá medo. Leandro, certo. Élton, certo. Roberto, certo. Joelson, não sei. Alex Terra, errado. Joãozinho, certo. Não gosto de Evaldo, nem do cansado Rubens Cardoso, nem de Alex Terra. Sobre Joelson e Joãozinho, confesso que não conheço um e não confio na forma física dos dois. Um time sem invenção, sem quinze mil volantes, mas ainda sem Helton Luiz e sem um atacante melhor que Alex Terra foi o erro acertado de Gallo no primeiro tempo.

Já o acerto errado acho que foi o time da segunda etapa. Até que enfim, Helton Luiz voltou. E trouxe junto Beto e Reinaldo. O time do Bahia ficou aquele que eu ouvi muita gente pedir, com Leandro, Élton, Helton Luiz, Beto, Joãozinho e Reinaldo. Gallo acertou, mas mesmo assim o time jogou errado, achando que era um clube inglês de anos atrás: só bola na área.

Para dar meu pitaco, tiraria Reinaldo, colocaria Beto e Joãozinho no ataque e meteria Roberto no meio com Helton Luiz. Se não funcionasse, colocaria Reinaldo ou meteria Paulo Roberto. Mas, para que funcione, a galera tem que treinar muito.

Voltando aos trechinhos das músicas juninas no meio das frases… Ah, que saudades que eu tenho de um time do Bahia realmente bom. E o velho Gonzaga já falava para mim: Zé, se a gente vive a sonhar com alguém que se deseja rever, saudade intonce aí é ruim, eu tiro isso por mim, que vivo doido a sofrer. E ele tem razão. Eu vivo doido a sofrer com saudade de um Bahia como antigamente. Eu vivo doido a sofrer com esse time limitado de hoje, que tem Joãozinho como cracaço. Mas eu sofro mesmo, sofro muito, é quando vejo PC e Marcelinho falarem que conseguiram montar um senhor elenco, um bom plantel, um time com mais de onze bons jogadores.

Aí eu paro o forró e pergunto: que bom plantel é esse, sanfoneiro? Acabei de falar o time do Bahia dos “sonhos atuais” aí em cima e não tem um craque de bola. Só jogadores, no máximo, esforçados. Já sei: eles falam que montaram um elenco bom baseado nos elencos desastrosos do passado recente do Bahia. Legal, nivelam por baixo, ou melhor, por baixíssimo. Aí é fueda. Se procurar, sempre tem alguém pior que a gente. Deve ter até um cara mais feio que eu por aí. E com o pinto menor. E com o nariz maior. E com a conta mais negativa. (Aposto que você falou agora: “Sou eu!! Sou eu!!”)

Mas vamos parar de falar do Bahia, vamos parar de falar do vacilo em casa, vamos parar de falar como é que Gallo tem que armar o time e vamos fazer o seguinte: damas, cumprimentem os cavalheiros. Cavalheiros, cumprimentem as damas. E vamos nessa, que o balão tá subindo, tá caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa. Coloca um jenipapo pr’eu que não tem empate do Bahia que tire minha empolgação com o rala-coxa junino.

Não sou Bahia, mas quero falar 4 - Por Paulo Enésio

qui, 18/06/09
por jose ricardo novoa |
categoria Paulo Enésio

Sabe aquela palavrinha que todo mundo adora usar quando vai comentar um jogo do seu time? Aquela pequenininha, que serve de desculpa pra qualquer provocação? São duas letrinhas bestas, mas que eu aposto que você já usou uma porrada de vezes. Pensa um pouquinho aí, filhão. Tá, como você não é muito de pensar, eu falo. É o “se”.

Ele já ta meio desgastado, mas eu, Paulo Enésio, o escritor das multidões, vou aproveitar que você não pode me xingar ao vivo, e vou usá-lo mais uma vez.

E se o atacante tivesse chutado? E se o zagueiro tivesse ligado no lance? E se o juiz tivesse dado a falta? E se o técnico não fosse uma mula?

E se o Bahia não fosse da Bahia? Coméquié? Peraí que eu explico. Vai, junto comigo, faz uma forcinha e vamos imaginar.

E se o Bahia fosse de São Paulo? Bom, o número de torcedores seria praticamente o mesmo, dada a quantidade enorme de baianos morando em São Paulo. Seria talvez a quarta ou quinta força do estado, atrás apenas de São Paulo, Corinthians, Palmeiras e talvez o Santos. A Portuguesa, coitada, estaria mais lá em baixo ainda. O time provavelmente receberia mais investimentos, teria um estádio para mandar os jogos, ou até, não teria estádio – é só ver o caso do Corinthians. Talvez o Bahia estivesse hoje na primeira divisão no lugar de um Santo André ou Barueri da vida. O lado ruim, é que as chances do Gallo continuar sendo o técnico seriam grandes também. E com isso, a chance do time cair pra segundona seria enorme. Pensando bem, não seria uma boa.

E se o Bahia fosse do Rio Grande do Sul? Pra começar, com aquele frio do cacete, não teria torcedor baiano que agüentaria. Sem contar que o Sul do pais é dividido em vermelho e azul, e no caso do Bahia, essas cores não podem ser divididas. Logicamente, isso está fora de cogitação.

E se o Bahia fosse do Rio de Janeiro? Mais um time decadente no estado, com dirigentes corruptos e dividindo torcida com Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo? Não, deixa o Bahia longe do Rio que é melhor.

E se o Bahia fosse da Bolívia? Nesse caso, ficaria mais fácil pro sacanildo do Jhasmani fugir do time. E o time teria apoio do Evo Morales, já que todo mundo sabe que o cara é doido de pedra mesmo. Agora, imagina só pra ir acompanhar um jogo do Bahia lá nas alturas?

E se o Bahia fosse da Jamaica? Os jogadores iam gostar. Tanto lá, como cá, as praias são de primeira. Tanto lá, como cá, as negonas são uma beleza. Mas trocar o Chicletão pelo Jimmy Cliff não dá.

E se o Bahia fosse dos EUA? Bom, lá o futebol não é de primeira e, já faz tempo, o do Bahia também não é. Agora, tenta xingar o Gallo, o Ávine, o Marcone, o Rogério e até o Pantico (lembra dele?) em inglês, tenta.

E se o Bahia fosse da Itália? Com aquela culinária, os jogadores do time ficariam mais lerdos do que já são.

E se o Bahia fosse da França? Aí o tricolor com apelido de Bambi não seria o tricolor paulista. Imagina só, fruta?

E se o Bahia fosse do Amazonas? Ih rapaz, lá tem briga dos bois. Do Garantido com o Caprichoso. Vermelho contra o Azul. E como já vimos, essas cores não brigam no Bahia.

É negão, eu tentei, eu tentei. Mas tirar o Bahia da Bahia, definitivamente, não dá. Vai ter que agüentar o PC, o Gallo, o Ávine e companhia limitada ai do seu lado. E sem reclamar, porque se (olha ele aí de novo) não torcer, aí é que lascou tudo mesmo.  

Musa do Blog - A Quarta

qui, 18/06/09
por jose ricardo novoa |
categoria Sem Categoria

 

O Bahia começou a semana ainda meio atordoado com a sapecada do Brasiliense. Caiu da terceira para a oitava posição. Aumentou ainda mais o tabu de não ganhar fora de casa. Mostrou que entrar com dezoito volantes não é garantia para não perder. Comprovou que falta um camisa 10. Um camisa 8. Um camisa 9. Um camisa 11. Um camisa 6. Falta camisa para cacete.

Qualquer um ficaria triste com isso tudo. Apreensivo, angustiado, taciturno, melancólico, carrancudo, macambúzio, sorumbático, desgostoso.

Mas não eu. Eu tô radiante. Tô feliz feito porco na lama. E eu não sou bobo à toa, não. Minha felicidade tem motivo.

- Quer saber o motivo, negão?

- Quer mesmo?

- Dê um grito aí e diga: Eu Quero Saber A Porra Do Motivo, Pai Véi!!

Vou responder: o concurso Musa do Blog de Zé.

Chegamos à impressionante marca de quatro candidatas a musa aqui do blog. Venha de quatro para mim.

Depois da beleza alucinógena de Clara.

Depois da beleza alucinógena de Clara.

Da simpatia hipnotizante de Andréa.

E da brejeirice decotada de Carol.

E da brejeirice decotada de Carol.

Eis que surge a sapequice fatal de Kátia. E bota fatal nisso. A gata também gosta de ser chamada pelo singelo apelido de Gatilho. Rá-tá-tá-pow! Reparem no biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininha.

Se delicie, curta como quiser e vá se preparando: vem aí a grande final do Musa do Blog de Zé. 

Mas ainda dá tempo de se inscrever, minha gata. Manda sua foto, seu perfil e uma liberação “pode colocar minha foto e meu perfil no seu blog, Zé,  meu gato, quero ser sua musa, Zé, galã da minha novela”. O e-mail para você mandar sua inscrição é esse aqui. Tô esperando.

Ah, a vencedora vai ganhar um caldinho de sururu, uma fatia de parida, uma foto minha autografada e uma linda e exclusiva camisa do blog (alta costura na caixa dos peitchos, ou melhor, dos peitchinhos).



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