Diante disso: FoooooGoooo!
Fala, Zé! Hoje é o primeiro dia do antepenúltimo mês do ano. Não adianta, infelizmente, a temporada está acabando e o time que nós temos – por mais que a gente discorde e se entristeça – é o amontoado que está aí. Não dá mais pra mudar muita coisa. Então, é agora que a gente precisa apoiar, gritar e torcer como nunca. Cerrar os punhos, trincar os dentes, arregaçar as mangas e partir pra cima de cada desafio como se fosse o último. Nas duas frentes: Brasileirão e Sul-americana. Esses jogadores nos devem muito e nada de poupá-los na reta final. Ainda há esperança, Zé, e com a gente as lutas são mais sofridas mesmo, exatamente porque somos fortes o bastante pra isso. Já chega de ficarmos aqui lamentado a zaga educadíssima, a lateral capenga, o meio-campo com freio de mano puxado, o ataque com diarréia. Tudo isso já está falado com uma baita insistência e razão. O nosso momento é de pura superação. Se os jogadores têm condição pra isso, só o tempo vai nos dizer e falta pouco para a conclusão. Do lado de cá, a nossa função, ordenada por um coração pulsante, é pelo menos no grito levar um apoio a mais, um estímulo para quem só pode nos entregar garra. Nunca me canso de repetir um trecho da nossa maior oração que diz: “Tua Estrela Solitária te conduz”. E conduz mesmo, Zé. Com um orgulho do tamanho do alcance desse nosso espaço.
O jogo de ontem no Equador manteve a nossa média: tecnicamente fraco, contra um time também fraco e mesmo assim o nosso esquadrão mostrou falhas gritantes e irritantes. Erros de passes de apenas 2 metros; nota 0,3 na armação de jogadas; mas, pra nossa surpresa, conseguimos abrir o placar de cara. 5 minutos, jogada pela direita entre o Alessandro e o Lúcio Flávio e de repente o coco encontrou a cabeça do André Lima lá dentro da área. 1X0 pra respirar aliviado. Daí pra lá, o Fogão se acomodou – não sei se pela vantagem ou por puro costume – e deu chance pro adversário (que se vier ao Brasil disputar o Carioca, leva ferro). Acredite você que, no 2º tempo, o Botafogo relaxou tanto que os caras conseguiram até virar a partida. Eles fizeram dois gols no início da segunda etapa e quase complicaram. O time brigou e o 1X2 foi suficiente para continuarmos salvando alguns dólares da competição. Vivemos um momento conturbado e sair do Rio sem ter que gastar dinheiro foi excelente. Sobre o acontecimento do último domingo, no vestiário, vou dar minha opinião sem muita propriedade. Afinal, não estava lá dentro pra saber direitinho o que aconteceu. Agora, tem gente que merece apanhar muito mais do que o Jônatas. Pelo menos, com a bola no pé a gente já viu que ele sabe o que fazer. Tem uma turma ali que não tem a menor condição pra nada. Mereciam vários socos na cara esses imbecis e também os que os contrataram. O engraçado disso tudo, foi a diretoria repudiar o ato de alguns torcedores que tentaram invadir o vestiário logo depois. Mas a violência é – sem dúvidas – o pior caminho pra resolver qualquer parada. Sempre.
Zé, com o coração mais apertado do que elevador de clube de sumô, digo que a partir da próxima rodada vou entrar de férias. Sei que o momento não é de abandono (e jamais o farei com o Fogão, pelo menos enquanto eu respirar). Apenas estarei longe fisicamente e totalmente colado na torcida, no ideal (estava marcado há tempos). Depois de 2 anos e meio direto, à frente do nosso Blog, vou tirar um mês de descanso. Bem, e como meu compromisso contigo aqui é de transparência e verdade, não dá pra fingir que estou indo aos jogos, que estou próximo. Então, resolvi passar a bola – apenas por um mês – para um amigo de arquibancada. A partir de domingo, a camisa de titular aqui do Blog estará com o Otto. Será dele a responsabilidade de contar a história das partidas de outubro. Me distanciar desse nosso espaço já me rendeu algumas noites mal dormidas, mas acho que vai passar rápido. Que são Nilton Santos me ouça. E de mais a mais, estarei sempre acompanhando o meu maior motivo de orgulho: o Blog do Torcedor do Botafogo. Receba bem o Otto, Zé, que também é nosso irmão de camisa. Agora é a hora de sermos mais Botafoguenses ainda. E unidos. Não importa onde estarei, o que interessa é que vou levar essa Estrela Solitária e Gloriosa no peito. Quando eu voltar, estaremos melhores. Acredite nisso. Domingo, assistirei à nossa vitória em cima do goiás pela TV, onde quer que eu esteja. Fica na paz e até a volta. Abraço, Zé!
rss do blog
Fala, Zé! Atenção, jogadores do Botafogo. Muita atenção, por favor! O jogo do próximo domingo, contra o vitória, aqui no Niltão, será pela Sul-Americana. Isso mesmo. A partida é válida pela continuidade da Copa e precisamos manter o bom desempenho no torneio. Vencer é fundamental. Bom, Zé, minha tentativa pode parecer meio desesperada, mas já que o time está jogando melhor na disputa paralela do que no Brasileirão, nada melhor do que disfarçar a nossa degola com a chance de mais uma projeção internacional. Até que esse caça-níquel pode nos render alguma coisa: motivação. Apenas no terceiro jogo da Copa, o time já conseguiu metade das vitórias que alcançou em 25 partidas pelo Campeonato Brasileiro. Saíram os Gloriosos empates e entraram os sonhados três pontos. O espírito, a inspiração tem que ser essa até dezembro, independente do que esteja em jogo. Os “atletas” precisam esquecer pontuação, tabela e mata-mata, focando somente em uma coisa: vitória, que por sinal também será o nosso próximo e emblemático desafio. Vamos colocar os baianos pra sentirem o peso da Estrela Solitária.
Se o comando do Clube exigir comprometimento daqui pra frente, corremos o sério risco de ficar sem nenhum jogador para disputar o resto do campeonato. Já passamos da metade da temporada e só agora eles querem cobrar algo que devia ser lembrado todos os dias, desde janeiro? Casos como esses (situação parecida aconteceu com a baleia argentina Zárate, há pouquíssimo tempo atrás) só contribuem para que o rótulo de “bagunça” se fixe um pouco mais no nosso Botafogo. E ainda deve ter outras coisas absurdas pra acontecerem, Zé, infelizmente. Domingo vamos pra Vila famosa, tentar lembrar os tempos em que fazíamos contra o santos, o duelo mais esperado do mundo. Volta e meia me dá uma inveja danada da turma que teve o privilégio de ver isso de perto. Ficamos com as fotos, que nos dão um orgulho enorme. Estamos precisando, e muito, de um jogo digno das nossas tradições. Abraço, Zé!
Fala, Zé! Atenção, cachorrada do meu Brasil Alvinegro: gostei do Fogão de ontem. Pra quem esperava ver o time um degrau abaixo da melancolia que já estamos acostumados, a noite passada foi surpreendente. Pelo menos o grupo mordeu o tempo todo. Antes de reclamarmos por mais uma igualdade no placar, nessa síndrome do empate que vivemos, precisamos analisar as circunstâncias da luta travada lá em Curitiba. Fomos com o time “reserva” (veja bem, digo reserva entre aspas porque o Fahel e o Émerson não servem nem pro 3º time júnior de General Severiano), jogar contra um grupo acostumado a atuar junto e em casa, e ainda por cima com a torcida adversária empurrando. Ou seja, diante desse cenário, a moçada que empunhou a nossa Estrela Solitária esteve muito bem. Uma aula para os que se dizem titulares do Glorioso. Quem viu o Botafogo, no Niltão, perder de 4 pro goiás, perder pra esse próprio time fraco do patético paranaense, perder pro santinho andré… Quem viu essas últimas barbaridades e também assistiu àquela grata surpresa de ontem, fica se perguntando se poderia ter sido diferente. A resposta, Zé, jamais teremos. Mas uma certeza nos acompanhará: o caminho para os “titulares” agora está mais difícil, pois temos uma combinação no banco que pelo menos mostra raça.