É preto no branco
Fala, Zé! Pára tudo que eu quero descer. Pera aí, tem muita coisa errada. Precisamos esclarecer alguns pontos, porque tem gente literalmente viajando na maionese. Que marra é essa de alguns jogadores do nosso atual penoso elenco? Vou começar pelo caso mais grave: o Renato Silva. Volte um ano atrás e recorde o dezembro passado. Esse limitado zagueiro era execrado por 15, em cada 10 Alvinegros. Ao lado do Alessandro, eles formavam a dupla distância, na qual todos queriam ver muito longe de General Severiano. E, ao contrário de todos, a diretoria resolveu dar uma segunda chance para os dois. O lateral foi mediano e o zagueiro até que se saiu bem. Mas vale gritar que ele não teve uma temporada de destaque, ele teve um ano para se recuperar no Clube, porque o seu desempenho inicial foi pífio. Alguém tem que explicar para o ex-drogado que ele é o Renato Silva e não o Thiago Silva. Se quer sair, a porta da rua é a serventia da casa. Caso isso se confirme, fica a exigência de que ele nunca mais pise por aqui. Ele está me lembrando o Váldson, que se achava craque e agora pasta na grama em que joga.
Outro cara que tem que baixar - e muito - a bolinha, é o Diguinho. Não é o Botafogo que deve valorizá-lo. Ele tem a obrigação de exaltar o Glorioso. Quando ele não era nada, lá no mogi mirim, fomos nós que acreditamos no seu potencial e o ajudamos a se tornar um bom cabeça-de-área. Então, que sigamos juntos, um respeitando o outro, pois trata-se de um bom jogador, em um grande Clube. O Lúcio Flávio disse que quer ouvir a proposta do Botafogo. Como assim? Ele é que deve correr atrás de permanecer conosco. Veja bem: não estou achando que temos o Rei na barriga, só concordo que o desempenho desses “craques” foi muito abaixo do esperado, para eles tirarem essa onda toda de possíveis reforços do real madri. Aos insatisfeitos, se for por falta de adeus, tchau, tchau e tchau. O Túlio já se acertou as contas com a diretoria e se despediu. Realmente não dá para apagar a sua boa trajetória do Botafogo, agradecemos o seu empenho com a nossa camisa. Alguns excessos ocorreram, como em toda relação apaixonada. Mas ele sai pela porta da frente, como homem, sem ter que partir para justiça ou coisas apelativas do gênero. Obrigado, Túlio. Sorte na sua caminhada e até breve.
A reformulação está começando bem bacana. Mudar dói, dá medo, mas muitas vezes é inevitável. Chegou a nossa hora de renovar. Até porque a garotada do time de base está bem, com uma campanha bonita no torneio OPG. Wellington Júnior e Laio poderão nos dar muitas alegrias, no ano que vem. Vamos com calma com os meninos, sem depositar neles toda a responsabilidade de um Botafogo novo. Eles serão apenas mais algumas peças de uma engrenagem diferente. É sempre bom olhar pra frente se espelhando no passado. Por isso, na segunda, dia 8, vai rolar o lançamento do livro “O artilheiro que não sorria”, totalmente dedicado ao Quarentinha, nosso maior goleador de todos os tempos. O encontro será na Livraria do Unibanco Artplex, em Botafogo. Vou fazer o possível para estar por lá. Mas antes vamos ao Parque Antarctica faturar o verdinho. Sem essa de perder para eliminar o urubu, pois tenho a certeza que eles mesmo se enforcarão no Paraná. Quem viver verá. Abração, Zé!
Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
Rolando de Lamare – Um dos primeiros Campeões pelo Glorioso Botafogo. Nascido a 10 de Novembro de 1888, em Belém, esse jogador fez parte dos nossos timaços do início do século XX. Sagrou-se só Tricampeão Carioca: 1907, 1910 e 1912. Tá bom? Também foi craque da seleção Brasileira de 1914. Depois, se formou em medicina e tornou-se professor universitário. Mas, a vida mais importante que esteve em suas mãos, foi a do Botafogo de Futebol e Regatas. E, graças a Deus, ele salvou-a eternamente. Não é à toa que está na nossa sala de troféus. Bo-ta-fo-gooooo!
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