Mais ação e menos reflexão
Fala, Zé! O Botafogo se acostumou, nos últimos tempos, a entrar em fase de avaliação. Poi Zé. Com a repetição dos recentes insucessos, o papo mais clichê que aparece em General Severiano é: “Agora, vamos analisar…”, “É preciso ver com calma…”, “Temos que repensar de cabeça fria…”. Pro escambau com esse recheio de lingüiça. Calma uma ova! Já chega das conversinhas de gente que fica no ar condicionado e assiste ao jogo do camarote. Enquanto isso, a arquibancada gasta o salário pra perder noite de sono. Há três anos patinamos nas nossas próprias omissões. Isso mesmo. Omissão! No Alvinegro, ninguém quer dar a cara à tapa porque tem medo de ficar com o rosto assado (no sentido figurado, Zé – nada de violência). A gente embarca nessa incoerente filosofia do trabalho a longo prazo, mesmo quando sabemos que ele é um barco furado. Que não vai nos levar a lugar algum. Foi assim com o Cuca e está se repetindo com o narcótico Ney Fraco. O Fogão está carente de atitude. De vozes ativas com o espírito “deixa que eu chuto”, para arregaçar as mangas e fazer aquilo que a torcida realmente espera: devolver a essência vitoriosa de títulos ao Clube. Não só no banco de reservas, mas no comando da instituição também. Depois da vergonha Monumental, falaram que o time era de bonecas. Reformulação geral? Não vi acontecer. Depois de perder a liderança do Brasileirão, algumas vezes, falou-se que o problema do Botafogo era psicológico. Mudança de postura? Também não houve. Sem falar no triplo vice-campeonato Carioca. Já chega de dizer que o Botafogo é perseguido. Na realidade, o Fogão é que deveria perseguir o reconhecimento. Enfim, a razão das planilhas de excel está suplantando o coração na ponta da caneta. E, pelo menos nessa hora, eu fico do lado da vibração.
Comprovadamente, o florminenC tem uma torcida menor que a nossa. E mesmo assim eles conseguiram um patrocínio mais duradouro e muito mais efetivo (se tiveram sucesso ou não, isso é outra história, mas que tiveram mais poder contratual, isso tiveram). Enquanto isso, nos amarramos com uma fornecedora de material, através de um rabo preso de 10 anos. Veja bem, DEZ anos de contrato com a Kappa, numa época em que as cifras do futebol estão cada vez mais crescentes. Cadê o poder de investimento pago pela Liquigás? É, Zé, se formos entrar no território das perguntas, ficaremos eternamente rodeados de interrogações. Como já fizemos outras vezes. Consideramos que a melhor contratação dos últimos anos foi o novo estádio (que não quero desmerecer a conquista – importantíssima), mas pera lá. Só isso não sustenta uma paixão. O fato da casa nova não pode ser plataforma de governo. O Botafogo não é palanque eleitoral. Gerações se formam com títulos, com gritos de “É Campeão!”. E, infelizmente, o que mais colecionamos, ultimamente, são contratações equivocadas. A lista é interminável: Iran, Athirson, Alessandro, Émerson, Jean Carioca, Luís Mário, Escalada, Zárate, Diego, Abedi, Bruno Costa, Marcos Leandro, Lucas Silva… Enfim, ficaríamos uma tarde inteira só lembrando de 2007 pra cá. Repito: o Botafogo não pode ser laboratório de empresa/empresário.
Hoje é o segundo dia do 2º semestre de 2009. Metade da temporada já se foi e até agora a custosa contratação do Teco (afinal, ele onera mensalmente o Clube) nem pôde ser experimentada no campo, quanto menos justificada em seu investimento. Quem avaliou o estado físico desse camarada? O departamento médico do Clube já pode ser chamado de Hospital dos Servidores, pois a sua quantidade de funcionários públicos encostados, é impressionante. O Reinaldo tinha chance de enfrentar o menguinho, na 2ª partida da final, e 2 meses depois não dá as caras nem em coletivo. Torcedor não é otário. A nossa solução eu confesso que não tenho na gaveta, mas que não me falta vontade para encontrá-la, isso você pode ter certeza. O Glorioso está marcado, pra sempre, no coração de quem o acompanha. E não somos masoquistas para ficar baixando a cabeça para aquilo que nos é nocivo. Prego que se destaca merece martelada e nós vamos sempre descer a marreta em quem nos diminui. Mesmo com todos os poréns vou pra Minas, porque ganhar do galo é a única saída rápida para fugirmos das lamentações. Soooou, sooou, Bo-ta-fo-go! Abraço, Zé!
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Fala, Zé! Preguiçosos, incapazes, desrespeitosos, descomprometidos, despreocupados, desprovidos e mais alguns “des” que você conseguir listar por aí (sem xingar a mãe de ninguém pra não descermos o nível, mas que merece, merece). Como já deu pra você ver, nem depois de algumas cervejinhas com os amigos e uma boa noite de sono, eu consegui esfriar minha cabeça. Mas isso também é função das arquibancadas: espinafrar quando fazem por onde. O quê esses caras estão começando a fazer conosco, torcedores apaixonados, é digno de processo judicial. Ontem, recebemos a gota de esgoto que faltava para cairmos no descrédito. Um caos total. Ver aquele amontoado em campo deu nojo e fez lembrar aquele grupo de cones que tivemos em 2002. Era uma tarde/noite fria de sábado, nós fomos pra casa dispostos a comemorar e infelizmente nos proporcionaram o contrário. Digo isso com ressalvas porque, antes da bola rolar, tivemos o prazer de rever Carlos Alberto Santos, Luizinho, Ricardo Cruz, Wilson Gottardo, uma turma profissional de verdade e, principalmente, a Taça de 89. Foi emocionante. Mas vamos parar por aqui, pois bastou trocarmos o passado pelo presente para a insatisfação substituir o sorriso. No Botafogo, hoje, é assim: é só o camarada comprovar incapacidade que o emprego está garantido. Não precisa nem mirar no técnico Ney Fraco. Olha o caso do Lúcio Lento Flávio, por exemplo. Ele ficou três anos por aqui (2006/07/08) e, na balança de sua passagem, mais aborreceu do que alegrou. Depois, se transferiu para um lugar onde se cobra profissionalismo com metas, rapidamente foi demitido e, de forma instantânea, voltou a ser acolhido na mediocridade de General Severiano. Não adianta. Pode ser jogador, técnico ou dirigente sem condições mínimas de atuar em qualquer lugar, mas no Botafogo eles encontram espaço. E com ousadia ainda. O Ney Fraco declarou abertamente que não temia ser destituído do cargo, pois em seguida estaria empregado novamente. Então, analise comigo. O seu contratado te desafia, comprovando que não tem medo do desemprego e também que não se importa com o próprio insucesso, e você continua acreditando no trabalho dele? Incoerência na veia. E o pior: como se as atuais e recentes cagadas não fossem suficientes, eles querem repatriar até o meia alcoólico Zé Boteco. Enfim, nem com os nossos próprios erros conseguimos aprender. É por essas e algumas outras que dizem que há coisas que só acontecem com a gente.
Fala, Zé! Para os bronquinhas de plantão, primeiramente, quero deixar claro que também não estou muito satisfeito com as atuais condições do nosso Botafogo. Mas, espera um pouco… Quando é que o insucesso de hoje apaga a glória regressa? Nunca. Um Clube que não reconhece seus heróis do passado, não pode e nem deve formar novos guerreiros. Afinal de contas, o título de 89 foi muito mais que uma Taça Carioca para a nossa sala de troféus. Ele foi o êxito de uma geração que superou outras vinte incapazes. Temos uma dívida de aplausos com os batalhadores que nos tiraram do jejum. Estamos vivendo a ebulição da lembrança de um grande feito: 20 anos desse memorável grito de “É Campeão!”. Independentemente da escalação de hoje em dia, Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Vítor; Maurício, Paulinho Criciúma e Gustavo(Mazolinha); não merecem apenas uma tarde festiva, merecem nossos eternos sorrisos e agradecimentos. Sem esquecer do grande professor Valdir Espinosa, é óbvio. No próximo sábado, teremos uma comemoração louvável, pela emocionante data da nossa linha do tempo. Exatamente por isso, fui buscar uma entrevista exclusiva com o ponta-direita que empurrou a bola do título pra dentro, com muita garra. Confira agora o que rolou nesse simpático bate-papo virtual com o nosso ídolo.
Maurício - Não me arrependo porque que, naquele momento, eu necessitava para ter uma tranquilidade maior no desenvolvimento de minha vida e do futebol (carreira).
O jogo deste sábado me lembrou a partida contra o florminenC. Estão aí 6 pontos que nos farão muita falta. Nos dois confrontos, fomos superiores a maior parte do tempo, contra dois times mais fracos que o nosso, e entregamos o ouro no apagar das luzes. O primeiro tempo foi tudo e nada em 45 minutos. 5 gols e emoção de sobra. Pra você ter uma noção a zaga se atrapalhou tanto que até o Alessandro se sentiu na obrigação de acertar e, enfim, encaixou um cruzamentozinho que resultou em gol. Os baianos fizeram dois a zero, rápido. O primeiro numa falha individual do Juninho e o segundo numa falha conjunta do expert no assunto – Émerson – e o goleiro que tem sobrenome de insegurança – Renan. O Juninho (cobrando falta) descontou, mas não deu nem tempo de comemorar. Os zagueiros do Fogão estenderam o tapete vermelho, mais uma vez, e receberam com todas as honras o terceiro gol. Antes do intervalo o valente volante Batista voltou a nos colocar na disputa. 2X3 de cabeça e punhos cerrados. Ufa! Era só descansar um pouco e voltar pra virada de lado e de placar.
Fala, Zé! Polêmica no Congresso de General Severiano: o nosso técnico está sofrendo a mesma acusação que o Presidente do Senado tem recebido em seus domínios, no Planalto Central – nepotismo. Exatamente como em Brasília, por aqui, o SarNey Franco nomeia cargos e funções importantes no time do Glorioso, através de atos secretos e com total desrespeito aos seus eleitores, quer dizer, torcedores. Não é possível. Para ser nosso zagueiro titular, o porcalhão do Émerson só pode ser sobrinho do comandante. Para ainda jogar no meio-campo do Fogão, o inútil do Fahel deve mesmo ser cunhado ou primo do “cantor de churrascaria falida” que o escala. E para fechar em ritmo de escândalo da Câmara, a ameba Alessandro - com certeza - tem um caso íntimo com o eterno técnico do ipatinga. Veja bem, apenas a ocorrência da renovação de contrato desse lateral (que é cego das duas pernas), em janeiro passado, já foi suficiente para até a Polícia Federal investigar o caso e intervir no Clube. Está passando da hora dos Chefes Gerais do Estado Botafoguense, o Maurício e seu ministério de peso, instaurarem uma comissão para apurar os fatos, que são mais recorrentes do que rua com o nome de algum Sarney, no Maranhão. Se isso não for motivo para exoneração da função de técnico de futebol, me mostra o que é. Sindicância neles, já. Pra mim, tanto o ex-presidente da república, quanto o – se São Quarentinha permitir – ex-técnico do Fogão deveriam responder na justiça por tamanha irresponsabilidade. Um brinca com o dinheiro público. O outro deu, de presente, o 3º título carioca seguido pra mulambada e ainda insiste com semi-atletas de futebol de várzea. Difícil eleger o pior.
Fala, Zé! Ahhhhh! Primeiro deixa eu respirar – tranquilo – o ar da vitória, porque fazia um certo tempo que os bons ventos não sopravam pro nosso lado. Feito isso, deixo aqui, em cada letra rabiscada na sua tela, a minha aclamação para que o time do Botafogo tenha se despedido, sem a passagem de volta, da falta de vontade em campo. Espero, de verdade, que o sapato alto tenha posto o pé na estrada, porque saudade ele não vai deixar. Torço, com todas as minhas forças, para que o grupo tenha entendido as suas próprias condições. Como assim, Zé Fogareiro? O time vence e você fala em raciocínio? Poi zé, o jogo de ontem está longe de ser a solução definitiva dos nossos problemas, mas que ele mostrou o destino certo, isso ninguém pode negar. Você notou que o Fogão entrou mordendo como nunca, desde o início? O primeiro tempo foi de uma atenção e entrega que pouquíssimas vezes havíamos visto, nesse ano. Roubamos bolas, marcamos, não deixamos o adversário jogar, nos impomos, mostramos garra. Ficou claro que todos ali dentro queriam os 3 pontos. É natural que a pergunta “Por que eles não entram assim em todas as partidas?”, apareça instantaneamente. E já dá pra afirmar que, nesse grupo, é só assim que vai. Um tem que correr pelo outro e em dobro. Se não for assim, Zé, vamos patinar no campeonato. E além do mais, estamos cansados de saber que o Brasileirão só é vencido por quem encara cada partida como uma final. Só um dado, dos últimos campeões em pontos corridos, a média de derrotas por campanha, é de apenas cinco. Mas, muito antes de olharmos para a Taça, vamos olhar pras nossas limitações e entendermos que precisamos apenas de 90 e poucos minutos de esforço contínuo, por rodada. Simples assim: o próximo jogo é decisivo, o outro, o seguinte também e por aí vai. Agora, só paramos em dezembro. Vamos com tudo, Fogão!
Não sou louco em achar que um patrão tem que aturar erros contínuos de funcionários incompetentes. Sempre fui a favor de demissão por justa causa para anti-profissionais. E olha que no Fogão, agora, tem uma penca desses caras. Dá pra encher uma Kombi. Só sou totalmente contrário à insistência excessiva em pichar o elenco (já devidamente espinafrado), deixando de lado o nosso propósito maior: torcer. Daqui a pouco vai ter gente querendo a derrocada da própria Estrela, para comprovar a inoperância da diretoria. E depois vêm com aquele execrável blábláblá do “Tá vendo aí… Babaca é quem acredita”. Nada disso. Torcer pelo Fogão é uma benção. Se acharmos que os que estão lá não têm condições, vamos destituí-los antes que a merda atinja o ventilador. Os patrões somos nós. No Botafogo, a torcida precisa ter mais poder de decisão. Mas para isso precisa também ir ao estádio, ir ao Clube. E ir disposto a ajudar. De mais a mais, para e pensa: o Campeonato está no início. Ainda há possibilidade de recuperarmos o tempo perdido. Continuo na mesma posição de antes: reclamo, mas sou Fogão, porra! Nosso time está ruim e cada jogo tem que haver 120% de entrega pela vitória. Acredito que vamos sair dessa, como sempre.
O jogo contra as flores da Zona Sul ficou dentro do esperado, fraco tecnicamente e desinteressante. No início, a partida até pareceu contrariar esse diagnóstico e deu a entender que seria um “lá e cá” atrativo. Mas logo a normalidade voltou e até a chuva ajudou a esfriar, e muito, o já gélido certame. O ponto positivo foi a personalidade do Eduardo, que não se escondeu no gramado e apareceu bem, em várias jogadas. Ainda acho que ele enfeita muito, em certos momentos, mas o garoto é novo e tem muito a melhorar, do jeito que está jogando pode nos ajudar bastante. Ai, ai! Noves fora a incapacidade já conhecida, jogamos melhor o tempo todo e no fim caímos no famoso “Quem não faz, leva”. Sofremos um gol única e exclusivamente porque o florminenC tinha uma solução guardada no banco de reservas e nós, não. O Leandro Amaral deu o gol pro Fred aos 43’: 0X1 e mais pressão pra semana. Atente para o dado de que o ataque do Botafogo, em 5 partidas, fez a mesma quantidade de gols que o Weldon fez ontem, contra o menguinho, em apenas 5 minutos. O Fogão tem 3 míseros gols, em quase 500 minutos de bola rolando. Triste, mas verdade. Sábado será um dia de reabilitação, em casa. Os bons fluidos do Niltão nos devolverão a vitória. Te vejo lá em casa, porque domingo vai ter peixe pra almoçar. Abraço, Zé!
Fala, Zé! Nessa semana, General Severiano abrigou outro momento histórico: juntos, no mesmo metro quadrado, se encontraram o melhor lateral da história do futebol mundial e o pior lateral de todos os tempos. Aí, Zé, pode colocar mais um fato marcante, na lista de um dos Clubes mais tradicionais do Brasil. Na re-inauguração da Loja Oficial do Botafogo, que fica dentro da nossa Sede, alguns insanos deixaram que o Alessandro chegasse perto do Nilton Santos. E o pior: deixaram ele até tirar uma foto com a Enciclopédia do Futebol. Pura heresia. Tirando essa ocorrência, digna de B.O. na 12ª DP de Copacabana, a noite da segunda-feira passada foi uma festa só e ainda teve o privilégio de contar com a presença do nosso maior mito vivo. Com direito a lagrimas do grande Nilton Santos e de muitos que também marcaram presença. A Loja ficou bacana e vale a visita. Afinal, nada mais gostoso do que comprar um produto oficial direto da fonte, onde a grana não desvia e vai direto pros nossos cofres. É por essas e todas as outras que, com um carinho do tamanho da nossa grandeza, deixo aqui um beijo sincero para essa figura que não pararei jamais de homenagear. Vida longa, mestre Nilton.
Fala, Zé! No meio de todo esse caos (já estivemos na beira, mas agora estamos até o pescoço), resolvi proporcionar alguns minutos de muita felicidade. Na semana passada, mais precisamente na terça-feira, dia 26, alguns privilegiados lá do Sul puderam ver a foto ao lado sendo tirada, ao vivo. O Fogão fez um amistoso por lá, contra o brasil de Pelotas, e o nosso grande Túlio Maravilha vestiu o manto Glorioso de novo. Isso mesmo! A máquina de fazer gols recebeu sua verdadeira armadura de volta. É ou não é para deixar os olhos marejados? Só a lembrança do atacante em ação já nos faz dar aquele suspiro pausado e cheio de saudade. Gol ele não fez, fato raro, mas quem se importa com isso, quando o foco é a reverência a uma lenda viva e atuante, que usou e abusou da arte de nos alegrar. Espero que você se delicie com a imagem e tenha a mesma emoção que eu tive quando as recebi. Só para não perder o costume aí vai: “Túlio Maravilhaaaaaa, nós gostamos de você! Túlio Maravilhaaaaaaa, faz mais um pra gente ver!”. Eita, tempo bom. Obrigado por tudo, artilheiro, e saiba que as portas de General Severiano estarão sempre abertas para você.