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Bota louco, Botafogo!

seg, 08/02/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

Fala, Zé! “Dizem que sou louco por pensar assim / Se eu sou muito louco por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz, não é feliz”. Fui buscar na letra de “Balada do Louco”, escrita pelo Arnaldo Baptista e a Rita Lee, a explicação exata do que estou sentindo. Pensar que esse fraco time do Botafogo vai ganhar do menguinho, nessa semi de Carioca, é loucura? Muito prazer, sou louco de carteirinha. É louco quem acha que o nosso grupo capenga vai superar esse blábláblá de império do amor? Bem-vindo ao hospício. Estou certo que podemos vencer. E de mais a mais, a fera que afia as garras pra arrebatar o urubu atende pelo nome de Loco Abreu. Aqui, corinthians, é que tem um verdadeiro bando de loucos. Loucos pelo Clube da Estrela mais bela do planeta. Loucos capazes de acreditar que, mesmo com as nossas deficiências em campo, podemos fazer uma história diferente. É esse sentimento que vai me levar para o Maracanã, na outra quarta-feira. Os “frás” serão as cinzas do nosso carnaval. Chegou a hora do Fogão sair da pré-temporada e entrar no ano pra valer. Está mais do que dito que não estamos nada satisfeitos com o time titular. Sim, mas e daí? É o que temos e vamos pra cima da mulambada como franco-atiradores. O favoritismo é todo deles, mas a garra em campo e a energia positiva que vem da arquibancada está sempre do nosso lado. 02-07-2010_resendeA história está querendo nos pregar uma peça, Zé. Nos últimos 3 anos, éramos melhores no papel e fomos superados dentro das quatro linhas. O inverso está a caminho. Afinal, ganhar o Carioca significa ser meia-boca em toda competição e se superar apenas em 4 partidas. Bastam 4 jogos inesquecíveis (2 semis + 2 finais, ou 1 semi + 3 finais) e até mesmo um time com Alessandro, Eduardo e Cia pode sagra-se Campeão. Pra cima deles, Fogão!

Ontem, contra o resende lá em Casa, levamos um gol antes mesmo do jogo começar. 26 segundos foram mais do que necessários pros caras sacudirem a rede do Jefferson. A nossa zaga dormiu de novo e foi 0X1, sem nem tocarmos na bola. Os mais atrasados na arquibancada nem acreditavam no placar. Mas o sofrimento não se concretizou por inteiro. O uruguaio Loco Abreu abriu sua caixa de loucuras e nos serviu, de cabeça, com 3 lindas razões pra pular da cadeira. Foram 2 gols no 1º tempo e 1 no início do 2º – todos de testada. E o placar virou pra 3X1. Depois, o Marcelo Cordeiro e o Wellington Júnior ainda ampliaram pra 5X1. A goleada tomou corpo. Aliás, o garoto Wellington Júnior entrou bem e mostrou que o Estevam Soares e o Ney Franco tinham uma baita implicância com ele. No apagar das luzes, o resende até marcou, mas o 5X2 ficou de bom tamanho. Luz de alerta para o Caio. Garoto, nada de firulas. Futebol objetivo é futebol produtivo. Baixe a sua impetuosidade e trabalhe pra ser – de verdade – uma jovem promessa. Zé, com o passar do jogo, as vaias deram espaço pros aplausos. Tô de pleno acordo. Muito ajuda quem não atrapalha. Agora, levar faixa de apoio pra jogador que já desperdiçou várias chances de mostrar a que veio, aí já é demais. Pombas, o Lúcio Flávio sobrevive desse bom e ruim há quatro anos. Ele joga mal cinco partidas e na sexta consegue fazer algo de bom. Aí, os torcedores que só assistem aos gols do Fantástico vem aqui defender o meia. Já estamos vacinados. Todos os esforços apontam para a Gávea, no Cariocão. Vamos livres de obrigações, porque o time não é bom e já fez muito em chegar até aqui. O que vier é lucro e queremos quebrar a banca. Torcida não vai faltar. Passaremos de Azarão para Campeão com 2 vitórias.

Zé, parece que está rolando uma iniciativa bacana: uma produtora aqui do Rio está fazendo um documentário sobre o nosso Glorioso São Nilton Santos. O filme vai relatar a trajetória da Enciclopédia do Futebol dentro e fora dos gramados. Os diretores buscam fãs do Niltão e do Botafogo que disponham de algum material que registre a história dele, ou que tenham algum tipo de relação com o craque. Os interessados em participar podem entrar em contato com a produtora pelo filmeidolo@remakefilmes.com.br. Taí uma oportunidade para fazer parte dessa importante história. Chegou a hora de entrarmos de cabeça no principal atalho para a Libertadores: a Copa do Brasil. Quarta, vamos pegar a estrada, ou melhor, a rota certa e embarcar rumo ao Pará. Vamos acabar com a disputa contra o são raimundo logo no 1º embate. Pra não ter volta. Te vejo em Santarém. Abraço, Zé!

Calma, muita calma.

sex, 05/02/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

02-04-2010_madureiraFala, Zé! O momento é de idolatria? Não. O momento é de desistência? Jamais. Vivemos um momento crucial, nesses últimos anos. É tempo para pararmos, com muita calma mesmo, e reavaliarmos tudo o que nos cerca, enquanto ainda há tempo. Praticamente ontem, levamos uma sulapada com areia, do único time grande que enfrentamos até agora. Sinceramente, da minha cabeça esse vexame ainda não saiu, até porque eu vi a escuridão bem de perto. E, pra nossa infelicidade, os mesmos caras que mostraram a indolência desse fatídico dia, em campo e fora dele, continuam sendo prestigiados. Zé, eu acredito quando, no final do jogo de ontem, o Fahel chorou. Isso mostra que a pressão no Fogão é grande. E é assim que tem que ser. A quem muito é dado, muito é cobrado. Na conclusão fria dos fatos, o culpado não é ele, não é o Alessandro, o Lúcio Flávio e muito menos o Eduardo. O nosso problema reside muito acima. Esses caras não chegaram outro dia no Botafogo. Estão lá faz tempo e o futebol já está mostrado e desgastado. Eles não reservaram nenhuma surpresa pra nós nessa temporada. Culpado de verdade é quem confia neles e ainda os colocam pra trabalhar no meio desse furacão todo. Sentar para conversar o Glorioso e se resumir a trocar 4 ou 5 nomes de jogadores de futebol é puro desconhecimento de causa. O buraco é bem mais embaixo. Veja bem, ganhar dos “enses” e dos “inhos” aqui do Rio é quase que uma obrigação para um time tradicional como é o Botafogo de Futebol e Regatas. O resultado de ontem não me animou. Mas foi uma vitória e, como um Botafoguense na essência, eu comemorei. Afinal, é impossível assistir a qualquer gol da Estrela Solitária e não levantar da cadeira. Se é que eu não já estou de pé. Vamos, Fogão. Acima de tudo e todos é o seu lugar.

O jogo contra o madureira foi, até certo ponto, tranquilo. Quem olha o placar final da partida: 4X1 pro Fogão, até pensa que foi uma moleza, mas na prática não foi. Até mais da metade do segundo tempo, ganhávamos de um a zero apenas e o fantasma do empate ainda nos assolava, pois a nossa defesa está sempre pronta para abrir a porteira. O primeiro gol do Fogão foi na primeira etapa, 31 minutos, numa tabelinha de cabeça, dentro da área adversária, os nossos zagueiros Antônio Carlos e Fábio Ferreira balançaram as redes. Sorte do segundo nome que se encarregou de colocar a redonda lá dentro. 1X0 aliviador. Como sempre, o Botafogo começou o jogo com os corriqueiros chutões afobados e com a resistente falta de objetividade. O nosso meio-de-campo não tem mobilidade, versatilidade. Como uma referência, o Lento Flávio não tem a capacidade de mudar as características de uma partida. É sempre um tipo de jogada: o meio, busca as laterais (que também são deficientes) e os mesmos cruzam. Isso quando não é zagueiro espanando e fingindo lançamento longo pra frente. Muda logo, Botafogo.

No 2º tempo, voltamos na mesma ladainha. Foi aí que nós, que matávamos a saudade do maior estádio do mundo, resolvemos entrar no jogo. O grito pelo Caio ecoou no Maraca. E o Mr. Joel escutou, é claro. O garoto, com o brilho da sorte e da vontade, entrou e mudou o panorama. Em apenas um toque na bola ele fez muito mais que o Lúcio Flávio nas últimas três partidas. O moleque travesso e careca fez 2º gol, chutou raspando à trave, deu passe açucarado pra o terceiro… Esse promete. Mas, como o próprio título de hoje avisa: Calma, muita calma nessa hora, Zé. Se fizermos muita arruaça pro menino, já já ele nos abandona e a diretoria fica com aquela cara de nádegas flácidas, dizendo que nada pode fazer. Pra resumir e não perder a conta: 1 gol do Fábio (1° tempo), 1 gol do Caio, 1 do Loco Abreu e outro do Fahel, todos no 2º tempo. Nem o desconto do madura chegou a nos atrapalhar. Final: 4X1 pra nós e parece que vamos pra semi da Taça Guanabara, sem maiores problemas. É lá que o bicho vai pegar, Zé, e vamos ver se os caras estão afim mesmo de mudar a imagem que deixaram. Muitos ali vão ter que lutar muito, correr o triplo, com muita raça, para compensar a falta de técnica. O título é obrigação. Quem sabe a história não nos reservou uma pegadinha. Nos outros anos, jogando melhor, com times comprovadamente mais qualificados, perdemos. Dessa vez pode ser exatamente o inverso. Ficaríamos todos felizes de novo. Pode ter certeza. Domingo, ainda temos mais uma rodada contra o resende lá no Niltão. Te vejo lá. Abraço, Zé!

Fala, Mr. Joel!

qua, 03/02/10
por Zé Fogareiro |
categoria Zé das Charges

02-03-2010_atual

Até quando?

dom, 31/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

Fala, Zé! As perguntas não param, as cobranças não acabam. E o destino de todas as indignações é sempre o mesmo: a nossa diretoria indolente e mórbida, que não faz nada para mudar o horroroso time em campo. E o pior, ninguém é capaz de fazer uma coletiva para dar a cara à tapa. O pseudo diretor de futebol, Anderson Barros, nunca deu entrevistas. Se esse senhor, mesmo com toda a situação que se deu, ainda acreditava no potencial do Estevam Soares e o Botafogo não acredita mais no mesmo, então, a conclusão é óbvia: o Botafogo também não confia mais no seu fantasioso diretor de futebol. O que ele ainda faz lá? Confiança não se compra no shopping center. Gostaria de saber até quando vamos aos estádios para ver reprises? Com esse elenco, a tristeza é insistente e pontual, basta o início da partida e ela já mostra a que veio. A única coisa que muda é o poderio da linha de frente adversária. Exatamente como contra o tigres, na quarta-feira passada, encaramos ontem mais um time fraco, afobado, que se perdeu diante das várias chances de gol criadas (único fato que não se repetiu contra o vasco). Comece olhando a penosa escalação, Zé. Antes da bola rolar, a preocupação franzia a testa. A zaga do Fogão já é muito ruim, superlotada então… É assim que a situação fica ainda mais desastrosa. Quando você acha que não dá pra piorar, eles se superam. Foram três zagueiros para encarar o recém retornado à primeira divisão do Carioca, o mequinha. E dentro de casa, heim! Imagina então quando encararmos, por exemplo, o grêmio, em Porto Alegre. Com esse elenco sofrível, serão no mínimo 33 zagueiros. Muda tudo logo, Botafogo!

Resultado: com menos de 3 minutos de jogo, a retaguarda do Botafogo já havia servido de bandeja 2 lances claríssimos de gol pro mequinha. E eles as jogaram fora. Quando enfrentarmos atacantes de verdade, de novo, a reprise poderá ser outra, que nós também já assistimos. O catastrófico time do chutão proporcionou o domínio territorial para o lado vermelho do campo. E aos 23’, esse mesmo amontoado levou um gol de futebol máster. Parecia jogada de videogame e em câmera lenta. Tudo anunciado e previsto. 0X1 para o américa e para ficar muito “pííííííí” da vida. Enquanto isso, nós não tínhamos criado nenhuma jogada de ataque. Desesperador. O que me dói muito também é ver alguns companheiros de arquibancada aplaudindo uma jogada do Alessandro. Ora, por favor, são só as hienas que comem merda e gargalham. Esse indivíduo da lateral pode até correr, se esforçar, mas se correria resolvesse alguma coisa, o Usain Bolt seria o jogador mais caro do mundo. Chega dessas amebas. Pelo amor de São Nilton Santos. O nosso time continua não sendo nada. Desse jeito, vamos depender cada vez mais de lances esporádicos, exatamente como o nosso gol de empate. A bola conseguiu ser trocada por mais de três vezes seguidas, sobrou na cabeça do Loco Abreu e terminou no fundo da rede. 1X1 e quem vê essa jogada isolada, nos melhores momentos, pode até achar que jogamos bem. Mas ela foi, como já disse, isolada. Depois disso, a dureza continuou. Aplaudir esses caras é pior do queimar a camisa do Clube.

01-30-2010_america

No segundo tempo, o jogo continuou horrível pro lado de General Severiano. O nosso primeiro chute a gol, nessa etapa (acredite, Zé), aconteceu aos 27 minutos. Daí já dá pra ter uma ideia da escuridão de futebol que sofremos. Detalhe: os deuses do esporte estão mostrando o caminho e a diretoria só não vê porque a dívida com os empresários tapa os próprios olhos. O bom garoto Caio é mais uma prova de que, nesse momento de transição total, é melhor colocarmos toda a moçada da base para jogar. O menino fez uma jogada em que aliou técnica, raça e, principalmente, vontade. O Caio pegou a bola antes do meio-campo e só parou quando ela morreu no fundo da rede. 2X1 feliz, mas o placar não disse a história triste do jogo. Não preciso dizer mais nada, Zé, só perguntar: quando será a nossa faxina geral no Clube? Se não for antes do Brasileirão, temos sérias chances de fechar 2010 com mais uma grande decepção. Te vejo no Maracanã, quinta, para enfrentarmos juntos o madura. Criticar sim, te abandonar jamais, Botafogo. Abraço, Zé!

Pra onde vamos?

qui, 28/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

Fala, Zé! O Botafogo não vive uma época de encontrar culpados. Muito menos de sentar na cadeira e ficar reclamando do que passou. Infelizmente, o nosso tradicional Botafogo não tem mais cartuchos para queimar. As diretorias que lá estiveram e estão já abusaram do limite do equívoco. É “chororô”, grupo amarelão, síndrome de perseguição do apito, barcas que não saíram, empresários donos de engenho… Chega! Não adianta perdermos mais tempo, tentando apontar quem fez errado e/ou deixou de cumprir com o prometido. É hora de unirmos forças para repensarmos, juntos, todo o processo administrativo do Clube. Precisamos virar esse jogo. Antes de indagar as condições do meio-campo, da lateral, é preciso reformular o sistema de conselhos e dessa cambada de “vices” que nos consomem. O momento é de reavaliação completa da estrutura interna do Botafogo de Futebol e Regatas. O bonde da mudança está passando na nossa frente. Resta saber quem está disposto a entrar. E eu grito daqui: CONTA COMIGO! De nada adianta ficarmos copiando modelos de clubes que têm 2, 3 vezes mais verba de patrocínio e cotas de TV do que nós. Precisamos ser muito mais ágeis e profissionais que eles para, na prática, tirar essa diferença. Na realidade, somos todos clubes de massa e o que nos difere é um conceito muito simples chamado: imagem. Nesse quesito (é triste, mas é verdade, Zé), estamos bem atrás de alguns outros. Já chega de amadores. O Botafogo não é um clube de bairro. Temos que nos adequar aos moldes do capitalismo. O confronto “Remuneração X Metas” é inevitável. Enquanto ainda sustentarmos essa ideia de que somente a paixão pode gerir um Clube de futebol, continuaremos ancorados na década de 70. E o pior: de repente podendo até sofrer com esquemas de caixa 2 (ou você acha que dirigentes amadores pagam suas contas com paixão?). É desse jeito que estamos sendo atropelados por clubes um pouco mais profissionalizados do que nós e que já entenderam o real significado da mudança, faz tempo.

O Botafogo não é o que vimos no último domingo. E muito menos o título Brasileiro de 1995. O Botafogo, hoje, é um Clube que se olha no espelho e não se enxerga. Nosso comando se perdeu com promessas e visões futuristas. Enquanto a preocupação maior era o retorno das meias cinzas, desviamos o foco de questões mais carentes. Às vezes, antes de objetivarmos a linha do horizonte, precisamos apenas olhar para baixo e notar que, para chegarmos até lá, temos que passar por um obstáculo do tamanho das nossas dificuldades. E estou disposto a enfrentar tudo isso com a faca entre os dentes. Vamos juntos, meu Botafogo. Não quero marcar aqui mais um texto de efeito, daqueles para você dar Ctrl C + Ctrl V e mandar por email para os mais chegados. Quero tentar convocar todos os Botafoguenses de essência, influentes ou não, para que façamos (cada um do seu jeito) algo realmente diferente em prol do Botafogo. A resposta certa? Ainda não tenho. Mas acredite que vou lutar, estudar e me esforçar muito para encontrar. A melhor saída é comprarmos essa briga de mãos dadas, porque o Botafogo somos todos nós.

Mais vergonha do que levar uma chacoalhada daquela contra o vasco, é insistir na mesmíssima formação para o jogo em seguida. Um absurdo total. Se o inoperante filho do Jairzinho não tem coragem de mudar a equipe, algum diretor de fachada daquela bagunça deveria tomar a frente e assumir o risco. Mais um sinal de que o nosso Clube não tem pulso firme. E os jogadores sabem disso, tanto que fazem o que querem em campo. Fomos para um São Januário entregue às moscas com, praticamente, o mesmo grupo da vergonha. E só não levamos outro vexame, porque o modestíssimo time do tigres faz jus ao adjetivo no superlativo. Fahel, Alessandro, Lúcio Flávio, Somália, Antônio Carlos, Marcelo Cordeiro não têm culpa nenhuma. Infelizes são os que depositam neles a esperança de uma temporada de títulos. A chegada do Joel Santana até me animou um pouco, pois pior (em termos de técnico) não dava pra ficar. Mas, nem bebendo uma caixa de whisky inteira, o Joel vai conseguir enxergar um time de futebol, nesse elenco sofrível do Botafogo. O jogo de ontem foi desesperador. O Herrera deve estar se perguntando porquê ele aceitou a proposta do André Silva. O argentino fez o primeiro gol, no 1º tempo, e voltou a correr bastante, sozinho. Na 2º etapa, a tortura de ser obrigado a assistir acéfalos como Fahel e Alessandro continuou. A nossa zaga não é nada. Basta uma bengala de madeira maciça e um andador de rodinhas simples para qualquer ancião invadir a área do Fogão. Fizemos mais um gol com o Antônio Carlos e levamos um sufoco no fim. 2X1 de forma triste. Agora vamos voltar pro Niltão, no sábado, e ver o que esse amontoado vai fazer contra o mequinha. Muda tudo, Joel. A torcida te implora. Se for preciso, mete o time júnior. Completo. Errar é humano. Insistir no erro é ser dirigente do Botafogo. Abraço, Zé!

Não vale a pena ver de novo

ter, 26/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Zé das Charges

01-26-2010

Garrincha pra sempre

seg, 25/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

01-25-2010_vascoFala, Zé! É inevitável. Eu tenho que abrir o texto de hoje exaltando o fim de tarde mágico que tivemos ontem, na porta do Niltão. Foi maravilhoso e me faltam palavras para definir o que senti na inauguração do louvor Alvinegro ao maior driblador de todos os tempos: a estátua do Mané Garrincha. Ansioso como uma criança que embarcava pela primeira vez numa excursão de escola, tive o prazer de comandar o evento, que contou com mais de 3 mil torcedores incendiados, além de ilustres Botafoguenses e ex-jogadores do Glorioso. Foi uma honra ter o privilégio de simplesmente estar ali, junto com tanta gente boa e o que é melhor: Botafoguense. Agradeço muito pela oportunidade e saiba que aquele momento está no meu coração, grafado em ouro com uma das pontas da nossa Estrela Solitária. Agora, o Anjo das Pernas Tortas e a Enciclopédia do Futebol estão lado a lado, na recepção principal da nossa casa, e esperando por muitos outros craques que ainda virão em bronze (dava pra ir até Copacabana, colocando um em cada esquina). Zé, aos poucos o nosso santuário Alvinegro da entrada Oeste está se encorpando e, muito em breve, se consolidará ali o maior museu a céu aberto do Botafogo de Futebol e Regatas. Homenagear esses craques não significa apenas perpetuar a história do Clube mais Glorioso do mundo. Significa exaltar e sempre lembrar o passado fantástico do futebol mundial. Os deuses nos abençoaram com esses mitos em campo e a nossa torcida, unida, está tratando de materializar essa benção. Palmas pra nós. Garrincha pra sempre.

Zé, você não tem noção do exercício de concentração que fiz para escrever esse 1º parágrafo. Os sentimentos de raiva e indignação me invadiam a cada palavra, mas eu respirei fundo e me mantive firme no propósito de não deixar que o fatídico jogo em seqüência rasgasse essa importante página da nossa trajetória. Queria eu que todos tivéssemos ficado ali mesmo, só contemplando os monumentos e lembrando de seus feitos. Mas acabamos entrando no estádio para comprovar, mais uma vez, aquilo que todos nós Botafoguenses já cansamos de saber: o que está em campo é o extrato de uma diretoria fraca, omissa, incompetente e míope (o pior cego é aquele que não quer ver). Já chega de ficarmos aqui, incessantemente, reclamando do jogador A, xingando o técnico B, se desesperando com o lateral C. CHEGA MESMO! Não há mais nada para falar sobre essas porcarias que, entra ano e sai ano, continuam jogando por aqui, impunemente. Então, é hora de colocar a culpa em quem a merece. Vamos abrir a conta da nossa atual diretoria para depositar o descrédito monstruoso que estamos sofrendo. Se um resultado como o de ontem, contra o vasco, não é motivo de aplicar justa causa numa série de “profissionais” do Clube, me diga então o que é. O que ainda falta para limpar esse lixo que está espalhado em General Severiano faz tempo? O time de hoje do Botafogo só faz doer. Dói o olho, dói o peito, dói o bolso.

Faça o número 4 com os dedos e aponte: o meio-campo base daquele time sofrível e horroroso que penou no ano passado era “L. Guerreiro, Fahel, Lúcio Flávio e Renato”. Pra esse ano, a única alteração foi a saída do Renato e a brilhante entrada do Eduardo. Isso é melhorar? Em que planeta? O Estevam Soares rasga nota de 100 para acreditar nisso. Essa corja, que nos mancha com a caneta na mão, acha que a simples chegada de um uruguaio em ritmo de previdência privada vai calar e acalmar a nossa torcida. Jamais. O Botafogo conseguiu piorar aquele grupo desastroso do ano passado. Um crime. Por quê? Porque a nossa diretoria acha que lançar uma camisa nova e apresentar um pseudo-craque com pompas de Campeão do Mundo é o início de uma nova era. O escambau. Essa diretoria é a cara daquele babaca que botou fogo na própria camisa, pois ambos se acham Botafoguenses, mas no fundo são palhaços que não entendem vírgula sobre o que é freqüentar as arquibancadas do Fogão e só querem se promover às custas do Clube. Eu exijo o meu Botafogo de volta. Na vitória, na derrota, pouco importa. O meu amor pelo Fogão é soberano. No próximo jogo eu estarei lá e eles vão ter que me ouvir. Abraço, Zé!

Alô… testando… Alô!

sex, 22/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

Fala, Zé! Alô, som… Tá me ouvindo? Teste. Zé, ainda estamos ajustando a máquina, testando as possibilidades. Pré-temporada é isso, tempo de equalizar e sintonizar a pegada do time. Não adianta ficar afônico de indignação. É precipitado tapar os ouvidos e se desplugar da esperança. Afinal, está muito cedo para ecoar a catástrofe em General Severiano. Eu sei que a vontade é que o Fogão já entrasse o ano com a solução no último volume, mas quem acompanha futebol sabe que isso não acontece pra clube nenhum. E olha que a gente ainda está contando com um técnico limitado, que demora bastante pra ouvir coisas mais gritantes do que o Faustão num trem fantasma. O Wellington Júnior, por exemplo, ele é o grande destaque nos treinos, faz gols em jogos preparatórios, já está até se acostumando com a direita, mas mesmo assim o senhor Estevam insiste naquilo que corre e que chamam de Alessandro. Quando o assunto é Fahel e cia então, qualquer tentativa de mudança é música para os ouvidos dos Botafoguenses. Está aí o segundo tempo de ontem, que não nos deixa mentir. Por favor, deixem pelo menos a gente ver algo pior em campo, se é que é possível. Também não quero ficar só amplificando os problemas, até porque as vitórias estão se espalhando mais rápido do que a velocidade do som. Estamos vencendo e esse é o ritmo primordial para que a Estrela Solitária volte a brilhar. Aumenta que isso aqui Botafogo!

O jogo de ontem contra o friburguense foi brigado pacas. Mas, antes de entrar nos pormenores da partida, deixo aqui o meu repúdio à organização do Carioca. Pombas, marcar um jogo de time grande, num dia de trabalho, às 18h 30, consegue ser mais insano do que escalar o Alessandro titular. Depois eles vêm com essa prosódia para bovino hibernar, dizendo que fazem tudo em prol do torcedor. Só se for para o torcedor que é dono das emissoras de TV. Bem, dentro do campo (bastante castigado por sinal)… O que aconteceu com o bom gramado da nossa casa? A temporada nem começou e ele já está todo machucado? Difícil entender. Então, voltando: dentro das 4 linhas, os caras marcaram direitinho e o Fogão não soube administrar os fatos de jogar em casa e ser no mínimo 5.098.896 vezes maior que o adversário. O 1º tempo valeu pela bolaça no travessão, sapecada pelo Marcelo Cordeiro. Valeu também pela continuidade da raça insistente do Herrera. E não valeu nada pelo pênalti perdido pelo Lúcio Flávio. Na segunda etapa, a coisa melhorou. Mudanças foram necessárias e aconteceram. E pra comemorar, um sujeito deles foi expulso corretamente pelo árbitro. Com um a mais parecia que tudo ia dar certo. Mas esquecemos do contra-ataque e sobrou para o Jefferson fazer um pênalti. A sorte caminha junto com a competência. E isso o nosso excelente goleiro tem de sobra. A bola beijou a trave e o placar continuou mudo. Aos 28’, o Eduardo serviu o Renato na entrada área e o rapaz já matou a bola caramelando-a para escorrê-la no fundo do barbante: 1X0 desabafador. No finzinho, o bom garoto Caio sofreu outro pênalti a nosso favor. A nova cobrança serviu como um Telecurso para o Lúcio Flávio aprender como se faz: o Herrera bateu forte, no canto, como deve ser. 2X0 e fim de papo.01-21-2010_friburguense

Zé, vou dividir com você uma das notícias mais felizes que recebi nesses quase 3 anos em que estamos juntos, aqui no Blog. Fui convidado para ser o apresentador da cerimônia de inauguração da estátua do “Deus do Drible”, no Niltão, no próximo domingo. Felicidade transbordante e honra multiplicada por ser convocado para um feito tão grandioso, na nossa Gloriosa história. Nem sei se sou merecedor, mas aceitei o convite como quem recebe uma aprovação no vestibular. Muita emoção mesmo! A nova glorificação ao Mané vem de um grupo de Botafoguenses (pessoas ricas, pobres e acima de tudo Alvinegras) que decidiu homenagear os nossos maiores ídolos com estátuas, na entrada do Niltão. O 1º foi o Nilton Santos e agora o Garrincha. O evento ocorrerá no próximo dia 24, às 18h 30, na entrada oeste, antes da partida entre o Fogão e o vasco. A cerimônia contará com artistas, ex-jogadores e familiares do craque. Nem preciso dizer que conto contigo lá, Zé, porque esse privilégio é nosso. Agora mesmo é que vou representar cada um que freqüenta o nosso espaço. O santuário da nossa casa está começando a se formar e momentos como esses precisam ficar gravados na nossa própria retina. Até lá. Abraço ansioso, Zé!

Só pra quem tem a Estrela no peito

seg, 18/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Zé das Charges

01-20-2010

Pra início de conversa

dom, 17/01/10
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2010

Fala, Zé! Nada de euforia ou reclamações excessivas. Ontem, tivemos apenas o nosso primeiro embate do ano. A tinta está muito fresca e não dá pra gente pichar palavras de satisfação ou descontentamento. A verdade é que, como nos últimos anos, mais uma vez, a gente viu um início animador, em algumas partes do campo. Em outras, nem tanto. O que mais dói é sermos obrigados a rever episódios de seriados ridículos no Botafogo, como “Lost – a lateral-direita perdida”, “Fahel – O ETeimoso da cabeça-de-área” e “Eduardo pés de tesura”. A tristeza parece mesmo não ter fim. Saí de Campos e voltei para o Rio com a felicidade no volante e a preocupação no carona. Os dois vieram lado a lado e cheios de argumentos. A felicidade apontava o início de uma melhora no nosso ataque. Pelo menos aquela indolência dos chinelinhos, parece (veja bem, parece) que não vamos mais ver. O argentino Herrera correu uma barbaridade. Ele pode não ser o mestre da técnica, mas pelo menos nos deu uma amostra grátis da sua enorme raça. E a garotada da base, sem pressão, também pode evoluir muito. Principalmente, o menino Caio, que tem intimidade com a redonda. A preocupação teimava em lembrar das insistências insuficientes do Estevam Soares. O que mais Alessandro, Eduardo e Fahel precisam não fazer para comprovarem que são antas? Nem Sherlock Holmes conseguiria desvendar esses mistérios. Já entramos na partida com menos três.

01-17-2010_macaeO primeiro tempo compensou as 4 horas de viagem. Foi lá e cá, com emoção na maioria dos lances. Mal nos acomodamos na pequena e alvinegra arquibancada, ainda comentávamos sobre o péssimo estado do gramado, quando o Lúcio Flávio jogou a bola – quase que com a mão – para o Herrera, dentro da área, testar a pelota pro fundo da trama. 1X0 precoce e a saudade de gritar gol, dentro do estádio, foi embora instantaneamente. Logo aos dois minutos, saímos na frente. Mas, nos mesmos 2 minutos seguintes, demos uma bobeada incrível na zaga e os caras empataram, numa cobrança de escanteio. 1X1 infantil. O Herrera se movimentou bastante, apareceu pro jogo em diversos momentos e me fez esquecer os constantes sumiços de Reinaldo e Cia. É daí pra melhor, Hermano. Ele perdeu um gol feito, quando driblou o zagueiro e bicou o caroço pra passar rente à trave, de frente pro crime. Em seguida, levamos a virada. E logo em cima do Wellington, que estava muito bem na partida, se antecipando e roubando bolas importantes. O atacante girou na marcação dele e sacudiu o gol do excelente Jefferson, no cantinho. 1X2, mas o Fogão não se entregou. Logo depois, o Lúcio Flávio bateu uma falta com perfeição e empatou. 2X2 alegre. Pra melhorar, a nossa linha de frente fez uma jogadaça, daquelas pra levantar a galera, e o desfecho foi a mostarda espirrando no fundo do balaio. 3X2 saboroso. Vale a descrição: o Herrera recebeu a redonda na ponta direita da área, limpou o zagueiro pra dentro e mandou um canudo esticado, que beijou a trave. Na volta, o Marcelo Cordeiro (que estreou bem) também saiu do adversário e alçou novamente para o argentino. Ele nem deixou a bola cair e, de peito, ajeitou para o Lúcio Flávio. O nosso meio-campo serviu o estreante lateral-esquerdo, que não teve trabalho para balançar as redes. Lindo, lindo, lindo. 3X2, como já disse. Há muito tempo eu não via um 1º tempo tão movimentado. Tanto que não sobrou nada para o segundo e o placar se manteve intacto e sem maiores destaques.

Aliás, dois jogadores merecem nossos aplausos pelo o que fizeram: o Jefferson (que tem o sobrenome de Segurança) e, principalmente, o Lúcio Flávio. O camisa 10 foi responsável direto pelos 3 gols do Glorioso. Jogou clássico, de cabeça erguida, com uma lucidez incrível. O problema é que ele joga uma partida assim a cada 10. Por coincidência, a maioria das suas boas apresentações são contra times de menor expressão. Potencial a gente está cansado de saber que ele tem de sobra, mas às vezes ele o guarda tão escondido que demoramos a achar de novo. Torço para que queime minha língua, mas a perspectiva é que volte a desfilar em campo, daqui pra frente. Agora chegou a nossa hora de voltar pra casa. E em grande estilo, pois parece que o Loco vai estrear nessa quinta, no Niltão. Te vejo lá. Abraço Glorioso, Zé.



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