Exclusivo: erro de aplicação da regra daria ao Flu título inédito da Libertadores
Dia 2 de novembro de 2008. O Fluminense enfrenta o Vasco no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro. Em situação delicada na competição, o Tricolor luta contra o rebaixamento à Série B.
Dia 2 de julho de 2008. Exatos quatro meses antes, o Fluminense, em situação absolutamente oposta à atual, decidia a Taça Libertadores da América no mesmo palco sagrado do Maracanã. Em jogo, o título mais importante de seus 106 anos de fundação. Com três gols do craque Thiago Neves, o Tricolor venceu o jogo por
O choroso torcedor tricolor imagina, porém, que isso já é passado, está sacramentado sendo, portanto, definitivo, certo? Errado. Ainda inconformado com a arbitragem da partida, o Blog do Flu, 120 dias depois, foi atrás de profissionais da área para saber se Hector Baldassi não teria cometido um erro DE DIREITO, que comprometeria o rumo da competição.
O xis da questão está na cobrança de pênalti de Thiago Neves, a segunda do Fluminense. Na ocasião, Cevallos abandonou o gol, mesmo após a autorização da cobrança, para reclamar da demora da batida. Consultado pelo jornalista Ricardo Perrone (homônimo ao da Folha de São Paulo), o ex-árbitro Oscar Roberto de Godói explicou que a partir do momento em que o jogador corre para a cobrança ela não pode mais ser invalidada.
E o que fez Baldasi? Foi conivente com a catimba de Cevallos, invalidando a cobrança APÓS a corrida de Neves (mais precisamente no momento em que toca na bola). Ao infringir a lei do esporte, Baldassi cometeu um erro DE DIREITO.
Para esclarecer, peguemos duas polêmicas decisões em que o Fluminense tenha sido supostamente beneficiado e prejudicado, casos da decisão do Campeonato Estadual de 1971 (a famosa falta reclamada pelo Botafogo de Lula no goleiro Ubirajara) e da Copa do Brasil de 1992 (vez em que os tricolores reclamaram da marcação de um pênalti em Pinga, do Internacional). Em ambos os casos, os árbitros cometeram um erro DE FATO, já que, embora constatado por todos a falta no goleiro alvinegro e a cavada de Pinga, os juizes erraram como qualquer ser humano, sem dolo, fraude ou “roubo”. Interpretaram os lances equivocadamente e ponto. Diferentemente de Hector Baldassi, que, ao impedir a cobrança de Neves após a corrida, INFRINGIU A REGRA, cometendo um erro DE DIREITO (e não de interpretação).
Outro erro DE DIREITO aconteceu na final do Campeonato Paulista de 1973, quando Santos e Portuguesa também decidiram o título nos pênaltis, após empate no tempo normal em
Embora não seja regedor da Libertadores, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, em seu artigo 259, parágrafo único, diz que “um erro DE DIREITO do árbitro, se comprovado, pode levar à anulação da partida”, o que só reforça o questão aqui levantada.
Não há leviandade nem, muito menos, “choro de perdedor” neste caso. Há, sim, um direito legítimo a ser reclamado pelo Fluminense, que não pode cruzar os braços para assunto de histórica importância.
E o que deve fazer agora o Tricolor? Se prescrito o prazo para recurso, o clube deve levar o caso à FIFA ou à Corte Arbitral do Esporte, a mesma que recentemente julgou (e condenou) Dodô por doping. O jurídico tricolor não tem nada a perder.
Já o glorioso Fluminense, este sim, tem MUITO a ganhar.
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A derrota do Fluminense para o desmantelado Vasco não estava no script. Assim como não estava a atuação do técnico René Simões, que embora venha fazendo um ótimo trabalho à frente do time, domingo cometeu seus primeiros pecados num jogo em que poderia ter selado de vez a sorte cruzmaltina.
Mas perdeu e voltou para a rabeira (só está à frente do Ipatinga).
A situação, porém, não é pior do que a de quando René chegou ao clube. Pelo contrário, a derrota deve ser encarada como um simples tropeço numa caminhada de reabilitação, que visa à manutenção do Tricolor na elite do nosso futebol.
Se confirmar a vitória sobre o Figueirense nesta quarta-feira (o jogo foi interrompido por falta de energia com vitória parcial do Flu), subirá cinco posições na tabela, pondo-se novamente na décima-quarta colocação.
Para isso, porém, é preciso que volte a campo o Fluminense dos jogos contra Atlético-PR, Vitória e Palmeiras. Se o Fluminense que pisar o gramado do Orlando Scarpelli for o mesmo da derrota para o Vasco, aí a situação realmente pode se complicar.
O Flu está, portanto, com a faca e o queijo na mão para voltar à posição em que iniciou a rodada passada. É só manter a confiança em alta e não bobear.
Ah, e uma repassada na palestra do master mind também não seria nada mal.
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Consenso no Fluminense: se o time conquistar a Taça Libertadores da América, bastará ao grupo evitar o descenso no Campeonato Brasileiro que o ano estará ganho, principalmente se levar também o Mundial, em dezembro. 
