Formulário de Busca

Romário vem aí. O time da virada também

ter, 24/03/09
por joao marcelo garcez |

Não, o craque Romário não desistiu da aposentadoria e retornou aos gramados. Muito menos está de volta ao Fluminense. O Baixinho, desta vez, ganha de novo as manchetes ao virar obra literária pelas mãos do competente jornalista Marcus Vinícius Rezende de Moraes. De olho vivo, o Blog do Flu traz a novidade em primeira mão pra você.

 

Com lançamento previsto para breve, o livro narra a saga de um pobre menino nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, que, graças à obstinação de seu melhor amigo, o pai Edevair, tornou-se um dos maiores gênios do futebol mundial de todos os tempos.

 

Entre jornalistas, técnicos, jogadores, preparadores físicos, médicos, parentes e amigos,

Romário, da Editora Altadena, conta com quase 100 depoimentos sobre a vida e a carreira do Baixinho, eleito pela FIFA, em 1994, o melhor jogador do planeta.

 

Sobram ainda histórias curiosas sobre a vida de Romário, que neste sábado completa um ano de adeus ao futebol.

 

A obra, recomendada aos fãs de Romário e aos amantes do esporte em geral, estará disponível no site www.livrodoromario.com.br e na Sociedade Síndrome de Down.

 

***

Para adoçar a boca dos curiosos, como eu, o amigo e companheiro de peladas Marcus Vinícius adianta com exclusividade ao Blog do Flu detalhe nunca antes revelado.

 

“João, num dos muitos depoimentos dados ao livro, Dr. Geraldo Teixeira, ex-dirigente do Vasco, conta que Romário só foi parar no Vasco depois de acordo com a diretoria do Olaria, que, em troca do jogador, solicitou o empréstimo do Ginásio de São Januário para treinos do time de basquete feminino do clube da Rua Bariri, então presidido por Edmundo Cigarro.

 

***

Novo parceiro do América, Romário, depois de merecidas e duradouras férias, tem andado agora com a agenda cheia. Em abril, deverá ir à Europa com a diretoria do clube rubro para tratar de negócios na Holanda.

 

Até lá, o livro estará esquentando no forno.

 

***

Noticiado pelo Blog do Flu em 16 de fevereiro*, Flu, Botafogo, Palmeiras, Cruzeiro e Bahia pleiteiam na CBF o reconhecimento dos títulos nacionais conquistados de 1959 a 1970.

 

O movimento tem dividido o presidente Ricardo Teixeira, principalmente depois que João Havelange, ex-presidente da FIFA e presidente da CBD à época, atestou no dossiê enviado à entidade que a Taça Brasil e a Taça de Prata eram, de fato, os Campeonatos Brasileiros dos anos 50 e 60.

 

O documento foi entregue terça-feira na sede da CBF, que deverá dar o parecer nas próximas semanas.

 

*http://colunas.globoesporte.com/joaomarcelo/2009/02/16/no-campo-e-na-bola-flu-e-semifinalista-da-taca-gbno-campo-e-na-bola-flu-e-semifinalista-da-taca-gb/

 

***

Organizado pelas federações carioca e paulista, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967 foi sucesso de público entre as torcidas (média de 20.645/jogo).  Por esse motivo, acabou encampada pela CBD em 1968, que deu a ela a sua chancela nas edições seguintes.

 

Em 1970, ano em que a Taça de Prata foi conquistada pelo Fluminense a média de público também foi excelente (20.259/jogo), maior, inclusive do que a de oito das nove primeiras edições do Campeonato Brasileiro (1971 a 1979). Só o jogo que deu o primeiro título nacional da história tricolor – 1 a 1 com Atlético-MG, em 20 de dezembro   registrou público de 112.403.

 

Os documentos ao lado não deixam um pingo de dúvida quanto à legitimidade da reivindicação do Flu. As relíquias, trazidas pelo pesquisador Henrique Ribeiro, são páginas da revista anual da CBD, lançada com o nome de Boletim da CBD.

 

Depois dessa, Ricardo Teixeira só não ratifica o título tricolor se não quiser.

 

***

Em tempo: sigo firme com o propósito de que, independentemente do parecer da CBF, o Fluminense detém três títulos nacionais, só que por competições distintas – Taça de Prata, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

 

Em tempo II: se reconhecido o título brasileiro de 1970, a ação enviada pelo Flu à FIFA reivindicando o reconhecimento do título do Campeonato Mundial de 1952 – que tramita em segunda instância, como me disse o advogado do clube, Mário Bittencourt – deverá ser avaliada sob outra perspectiva, já que a realidade da época da competição tem de ser entendida como tal.

 

***

Temporariamente fora do ar, o excelente site www.classicosdofluminense.com.br já opera a todo vapor. Fonte de consulta imprescindível para relembrar grandes clássicos de todos os tempos.

 

***

A torcida do Fluminense, além de linda, esbanja criatividade. Contra o Bangu, no último sábado, lançou mão mais uma vez de suas boas idéias.

 

Idealizada pelo torcedor Fred Yuri, uma faixa com grandes ídolos da história tricolor foi exibida durante a partida no Estádio Olímpico João Havelange. Os fundos para a confecção deste material, de bonito visual, foram levantados na comunidade da Legião Tricolor.

 

Castilho, Pinheiro, Edinho, Didi, Rivelino, Telê, Ricardo Gomes, Waldo, Romerito, Washington e Assis, uma seleção de dar inveja a qualquer um.

 

E ainda tem incautos que ousam dizer que o Flu não tem ídolos…

 

Só rindo. 

***

Da série Só não vê quem não quer.

 

Pesquisa feita por João Claudio Boltshauser revela: nas duas últimas edições do Campeonato Estadual (até a quarta rodada do Segundo Turno) o Fluminense teve apenas três pênaltis marcados a seu favor contra… 18 do Vasco.

 

Botafogo e Flamengo também tiveram número muito superior: 13 e oito, respectivamente.

 

***

O Fluminense é o verdadeiro time da virada.

 

Pela terceira vez consecutiva, o Tricolor, desta vez sem Fred, saiu atrás do placar e teve sabedoria para virar o marcador.

 

Como acontecera contra Macaé e Bangu, levou o gol ainda no primeiro tempo.

 

Mas repetiu o que havia feito sábado no Engenhão e empatou antes mesmo do intervalo. Roger, substituto de Fred, foi quem marcou.

 

Na etapa final, Conca, maior figura em campo, marcou um gol de placa e foi pra galera (foto).

 

Pouco a pouco, o meia argentino vai se soltando e reencontrando seu bom futebol.

 

Thiago Neves, que vem se acostumando a marcar, fez o terceiro.

 

De pênalti, é verdade. Mas valeu tanto quanto o golaço de Conca.

 

Friburguense 1 x 3 Flu.

 

E o Tricolor, que começou o jogo com dois volantes de contenção, Jaílton e Wellington Monteiro, terminou o jogo livre, leve e solto.

 

Flu e Parreira seguem com 100% de aproveitamento e estão virtualmente classificados.

 

Que sigam assim.

 

***

Fernando Henrique cumpriu os dois jogos de suspensão e volta ao gol do Flu sábado contra o Botafogo.

 

Berna volta para o banco de reservas.

 

Não deveria.

 

Tem lugar pra ele nesse time.

 

Nas laterais, inclusive. 

____________________________________________________________________

E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br

 

 

 

Horta: “Estréia de Fred será início de uma histórica trajetória”

qua, 11/03/09
por joao marcelo garcez |

A chegada de Fred e Parreira parece ter mesmo contagiado os tricolores. Um dos maiores presidentes da história do Fluminense – quiçá o maior –, em depoimento exclusivo ao Blog do Flu, esbanja confiança e se diz entusiasmado com o time que vem sendo montado. A certeza do alvorecer de dias gloriosos é tamanha que Francisco Horta considera o atual elenco uma segunda versão da Máquina Tricolor, formada por ele em meados da década de 70. 

Carlos Alberto, Pintinho, Doval, Rivelino, Paulo César Caju, Dirceu e companhia deixaram seus nomes gravados na história tricolor, que agora vai em busca de novas páginas gloriosas, sob a batuta de Carlos Alberto Parreira. Para Horta, o time que lhe foi entregue este ano é um merecido prêmio àquele que, em 1999, já com o prestígio de campeão do mundo, topou pegar o comando técnico do clube então na Terceira Divisão, “salvando-o da maior humilhação de sua história”. 

Apesar da convicção da força do elenco, Francisco Horta ainda enxerga falhas em sua engrenagem. Para o Presidente Eterno, faz-se necessária ainda a contratação de um lateral-direito experiente e de um volante habilidoso. “Estamos pensando grande”. 

Sobre a estréia de Fred neste domingo, a quem considera um artilheiro de alta categoria, Horta acredita que será o começo de uma nova era. Para ele, mortos e vivos testemunharão o pontapé inicial de uma histórica trajetória. 

Leia agora a íntegra do depoimento deste dirigente-mito. 

Eu quero anunciar com pompa e circunstância que está sendo construída uma nova Máquina Tricolor. A prova provada disso foram as contratações do centroavante Fred e do técnico Carlos Alberto Parreira. Um, craque, artilheiro de nível de Seleção Brasileira, com registro no Guinness, por ter marcado o gol mais rápido do mundo (3,14s). O outro, o festejado técnico tetracampeão mundial com muitos bons serviços prestados ao clube. Ele tem o cheiro do Fluminense, seu clube do coração, como ficou demonstrado quando, com toda a sua fama internacional, aceitou comandar o clube então na Terceirona e, com um time tecnicamente modesto, salvou-nos da maior humilhação de nossa história mais que centenária. 

“Agora, nove anos depois de sua saída, mereceu ser premiado pela diretoria e pela generosa parceira para comandar um belo time de futebol, sobretudo do meio-campo pra frente, com craques da qualidade de Fred e Leandro Amaral e de Thiago Neves e Conca. 

“Como serão cerca de 70 jogos até o fim do ano, penso que seriam utilíssimos a incorporação ao elenco de um experiente lateral-direito e de um volante habilidoso. “Clube grande, com tradição, tem de pensar grande. Tem de ter ídolos, senão morre. O Flu está pensando grande, haja vista o elenco contratado e enriquecido com a aquisição de Fred, ainda jovem, com 25 anos, com plena capacidade atlética e artilheiro de alta categoria. 

“Sei que custam caro, mas dão retorno em títulos de campeão e do dinheiro investido. Rivelino, nos anos 75/76/77, cobriu o clube de glórias e pagou em dois anos o investimento milionário então feito. 

“Portanto, a torcida do Fluminense tem de prestigiar a estréia de Fred no jogo contra o Macaé, no próximo domingo. Mortos e vivos, como dizia Nelson Rodrigues. 

“Será o início, certamente, de uma histórica trajetória. 

“Saudações tricolores”

Francisco Horta 

***

Quentinha do forno, está saindo a primeira edição da Revista Digital da Torcida Tricolor, novo modelo de publicação formatado em DVD. 

O primeiro numero traz uma brilhante entrevista com o presidente da patrocinadora do Fluminense, Celso Barros, que fala sobre a parceria da Unimed, retorno de mídia, o porquê da escolha pelo Flu e investimentos na estrutura do clube. Saiba também por que Mário Bittencourt vem sendo considerado o novo José Carlos Vilela dos tribunais. 

Evandro Mesquita falando sobre a paixão pelo Flu, detalhes do primeiro título nacional do Flu em 1970 e noticiários sobre a chegada de Parreira e Fred são outras temas palpitantes desta imperdível revista. 

Ah, tem também um artigo do escriba aqui, gentilmente convidado por Beto Meyer, idealizador do projeto. 

Se você, como eu, ficou com água na boca, saiba como assinar a revista acessando o site da Torcida Tricolor, disponível na lista de links do Blog do Flu (ao lado direito). 

***

Nem mesmo o estreante da noite, Carlos Alberto Parreira, gostou da atuação do time contra o Volta Redonda. A vitória por 2 a 1 (gols de Thiago Neves e Conca) não convenceu, mas deixou o Fluminense na liderança do Grupo A com seis pontos. 

Com pouca movimentação e um esquema ainda indefinido, o Fluminense jogava preso e pouco ameaçava o gol de Edinho. Quando Thiago Neves, de falta, abriu o placar, o time pouco evoluía em campo. Com o pífio apoio dos laterais e sem criatividade no meio, o Tricolor dependia de recuos de Neves e de lampejos de Conca para chegar ao ataque. 

Aos 26, Junior Baiano aproveitou falha de Luis Alberto e empatou. A partir daí, a zaga tricolor passou a ser perseguida pela torcida, sobretudo Edcarlos, que deixava espaços.

No segundo tempo, o Fluminense desempatou logo aos 12 minutos. Conca aproveitou passe de Éverton Santos e só escorou. A entrada de Diguinho e Leandro Bomfim não mudou o panorama da partida, embora tenham ajudado na marcação e liberado de vez Thiago Neves para o ataque. 

No fim, dois sustos quase impediram que Parreira iniciasse seu trabalho com uma vitória. “Sempre estreei ganhando e não seria diferente no meu Flu”. 

Ciente da importância de Fred, Parreira acredita que o time ganhará com sua entrada um centroavante de ofício, já que Thiago Neves e Everton Santos não são jogadores de área. “Ganharemos um autêntico camisa 9”. 

Que o Flu ganhe também um padrão de jogo e nas mãos de Parreira defina de vez seu esquema. “Meu quebra-cabeça e enigma estão só começando”. 

***

Crédito das telas: Gabriel Gonzales (distintivo) e Antônio Tom (Parreira). 

***

Domingo tem casa cheia no Maraca.  

____________________________________________________________________

E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br 

Esta coluna é publicada duas vezes por semana (geralmente às segundas e quintas-feiras), sempre nos dias seguintes aos jogos do Fluminense.

Começar de novo

seg, 09/03/09
por joao marcelo garcez |

A vitória por 1 a 0 sobre o Mesquita na abertura da Taça Rio encerra de forma positiva uma semana histórica do Fluminense em que os campeoníssimos Fred e Carlos Alberto Parreira chegaram às Laranjeiras, enchendo de otimismo e entusiasmo milhões de tricolores em todo o país. 

 

Tanta novidade em tão pouco tempo traz ares de renovação ao clube, que se revigora e que só agora parece entrar nos eixos. Jogos contra Volta Redonda, nesta quarta, e Macaé, no próximo domingo, partidas em que técnico e jogador estrearão pelo Flu, deverão arrastar milhares ao Maracanã (principalmente a estréia de Fred). 

Vamos quebrar a barreira do som! 

***

Capitaneado agora por Carlos Alberto Parreira e com o generoso suporte financeiro da Unimed, o Fluminense terá talvez chance ímpar de sua história de remodelar de vez seu departamento de Futebol (como, aliás, já havia feito o treinador em sua passagem anterior) e de dar salto qualitativo rumo à modernidade tão apregoada por torcedores e associados. 

***

No final de 1998, Carlos Alberto Parreira foi convencido por seu amigo e presidente eleito Francisco Horta (triunvirato com David Fischel e José de Souza) a assumir o Fluminense na pior crise de sua história. “Não aceitaria senão pelo Dr. Horta”. 

Contrato acertado, Parreira foi até Olaria para assistir à decisão da Copa Rio, competição organizada pela famigerada FERJ então de Eduardo Viana. Naquele 19 de dezembro, o Flu, que tinha em seu elenco o ainda desconhecido Roger, goleou o São Cristóvão por 4 a 0 na prorrogação (0 a 0 no tempo normal) e ficou com o título. 

Assim como no Engenhão no último domingo, Parreira viu o jogo de cima na Bariri. Em ambas as ocasiões, o Flu venceu. 

Parafraseando Ancelmo Gois, colunista do Globo, não é nada, não é nada… não é nada mesmo.   

***

Em fevereiro de 2000, Parreira foi demitido por Fischel por imposição de José de Souza (atualmente na vice-presidência), que considerava-o ultrapassado. A injusta saída do treinador aconteceu após série de insucessos no laboratorial Torneio Rio-São Paulo, menos de dois meses depois da conquista do Campeonato Brasileiro da Série C, título que Parreira fez questão de incluir em seu currículo ao lado de qualquer outro, inclusive o Mundial de 1994 com a Seleção Brasileira. 

***

Em tempo: se à época José de Souza era contra a permanência de Parreira, como agora que ocupa a vice-presidência geral consentiu a volta do treinador? 

Parreira, claro, voltou por decisão do trio Roberto Horcades, Tote Menezes (vice de futebol) e Celso Barros. 

Mas com José de Souza por lá sempre haverá o risco de motins e discordâncias internas. Principalmente se o treinador emplacar uma série negativa de resultados. 

***

Na coluna de 11 de janeiro, intitulada como Bodas Bombásticas, postei foto do elenco campeão brasileiro de 1984, cujo treinador era Carlos Alberto Parreira. No texto, lembrei de episódio ocorrido na posse do Triunvirato em 1999 e citei a possibilidade de nova bomba explodir dez anos depois. 

 

Pois novamente não explodiu uma bomba – mas três. Fred, Thiago Neves e Parreira dominarão os noticiários tricolores e serão, ao lado de Conca, os principais responsáveis por reconduzir o Tricolor às glórias, como as de 1984. 

Craques nós temos. E treinador, de volta, também. 

***

De Francisco Horta sobre o retorno de Parreira. “Não há melhor nome no mundo para ser técnico do Fluminense”. 

***

René se foi e deixou, sim, saudades. Pode ter errado – como errou – na formação e preparação do time neste começo de ano. Mas teve também muita competência para tirar o Fluminense do abismo num momento em que muitos já davam o rebaixamento como certo. 

René uniu o grupo e na base da psicologia e de seu bendito master mind deixou o Flu na elite do futebol brasileiro, reconduzindo-o também a mais uma edição da Copa Sul-Americana (quarta participação). 

Honrado e correto, René deixa o clube com a elegância de poucos. Sem fazer disparos a dirigentes, saiu pela porta da frente do clube – a mesma pela qual entrou – e foi gentil com seu sucessor, Carlos Alberto Parreira, a quem desejou sorte e disse ter certeza do sucesso à frente do time. 

René não escreverá o livro do Fluminense campeão da Libertadores-2010, como queria, mas seu lugar está garantido no coração daqueles que reconhecem sua importância e imenso valor ao clube. 

Obrigado por tudo, René! 

***

René saiu, Carlos Alberto Parreira chegou e Renato Gaúcho… bem, não foi desta vez que o polêmico treinador retornou às Laranjeiras, como era desejo de Celso Barros. 

 

Aproveitando-se da situação, o leitor Ricardo Lima envia à coluna divertidíssima tela envolvendo os três personagens, que, ao lado de Roberto Horcades, tomaram conta do noticiário tricolor nos últimos dias. 

Impagável! 

***

Pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado no último domingo, o Blog do Flu parabeniza e agradece a todas as torcedoras tricolores que com graça e, principalmente, muita inteligência, encantam e enobrecem esse nosso cantinho.

____________________________________________________________________

E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br 

Esta coluna é publicada duas vezes por semana (geralmente às segundas e quintas-feiras), sempre nos dias seguintes aos jogos do Fluminense.

Trinta e oito anos depois, Fahel repete Marco Antônio

qui, 26/02/09
por joao marcelo garcez |

No mesmo dia em que a TV Globo relembrava o polêmico gol de Lula em Ubirajara na decisão do Campeonato Estadual de 1971, lance em que o lateral tricolor Marco Antônio teria feito falta no goleiro alvinegro, o Botafogo venceu o Fluminense com um gol igualmente polêmico – embora infinitamente menos importante por não ter a partida o peso de uma finalíssima. Na jogada do único gol botafoguense, Fahel empurra Edcarlos com a mão direita, deslocando-o no ar, e cabeceia soberano contra a meta de Fernando Henrique. 

Nada, porém, que diminua a vitória do time dirigido por Ney Franco, que teve o mérito de saber se defender com a organização que faltou ao Fluminense quando buscou o gol de empate no segundo tempo. 

Com o resultado, o Fluminense repetiu 2008, quando também foi eliminado pelo Botafogo nas semifinais da Taça Guanabara. Resta ao Tricolor se encontrar definitivamente no campeonato para tentar levar a Taça Rio e decidir o Estadual com o campeão do Primeiro Turno. 

Não será fácil. 

***

Não faltou vontade ao time do Fluminense, que, é preciso reconhecer, correu e lutou uma barbaridade – como, aliás, ainda não se havia visto este ano. O pecado fatal foi não ter sabido aproveitar as claras oportunidades de gol que teve ainda no primeiro tempo, com Thiago Neves, logo a um minuto, e com Conca, que testou por cima um lance em que tinha o gol escancarado à sua frente. 

O gol de Fahel no final do primeiro tempo mudou a dinâmica da partida, que teve um Botafogo bem em seu sistema defensivo, neutralizando com relativa facilidade as investidas do Flu na etapa final. Prova disso foi o pouco trabalho que o goleiro Renan teve – a rigor, só um chute cruzado de Leandro Amaral, defendido com os pés. 

O atacante continua sem marcar desde que voltou ao Flu, mas me agradou a participação efetiva do jogador na partida. Everton Santos, com muita movimentação, também incomodou e por pouco não foi coadjuvante de um golaço, ao dar uma espécia de pucheta para o meio da grande área.      

Quem, porém, continua destoando dos demais são o lateral-esquerdo Leandro – tímido em tudo (apoio e defesa) – e Conca, que, apesar do esforço, segue devendo uma boa atuação em 2009. 

A ineficiência dos laterais (Mariano também não foi bem) ficou provada no primeiro tempo, quando o time lançou mão de um expediente batidíssimo e inaceitável para um time que conta com bons valores como o Flu: lançamentos longos e “esticadinhas” para os homens de frente, prato cheio para os defensores alvinegros que agradeceram e puderam economizar na corrida. 

Até René Simões estranhou a (falta de) jogada, imitando o Cristo (tela) e abrindo os braços para o time. Está certo o treinador em se responsabilizar pela derrota. Apesar da disposição, o time continua bagunçado taticamente e alguns jogadores seguem rendendo muito abaixo do que podem. 

***

Tricolor campeão só o do Carnaval: a União da Ilha terminou em primeiro no Grupo de Acesso e está de volta à elite do Carnaval carioca. 

Enquanto isso, a Vermelha-e-Branca, minha escola de coração, quebrou um jejum de 15 anos e voltou a conquistar o título do Grupo Especial. 

Parabéns, Salgueiro! 

***

Já no “primeiro grande desafio”, o Tricolor ficou pelo caminho. 

Toma jeito, Flu! 

_____________________________________________________________________

E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br 

Esta coluna é publicada duas vezes por semana (geralmente às segundas e quintas-feiras), sempre nos dias seguintes aos jogos do Fluminense. 

Déjà vu

seg, 14/01/08
por joao marcelo garcez |
categoria Flu História

Com três vitórias e sem sofrer um único gol, o Fluminense se classificou para a segunda fase da Copa São Paulo de Juniores. De quebra, continuará, como queria, na cidade de São Carlos, onde enfrentará quarta-feira o Nacional-AM.

O gol da vitória, assinalado por Mayaro, muito lembrou o marcado por Maldonado contra o América de Três Rios na estréia do Estadual-92. O uruguaio naturalizado venezuelano chutou da mesma distância (e do mesmo lado) que Mayaro. A exemplo do gol contra o São Carlos, a bola também bateu no montinho e enganou o goleiro rubro.

Foi o primeiro da goleada tricolor por 4 a 0, jogo que marcou a volta de Sérgio Cosme ao comando do time, após o bom trabalho feito em 88, quando chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro. Cosme faria nova boa temporada com o Flu em 92, ao conduzir o time à decisão da Copa do Brasil, disputada paralelamente ao Estadual.

E segue a Copinha…

***
Estarei nesta terça-feira, 15 de janeiro, no programa Redação SporTV, às 9h30 (com reprise às 12h30 no SporTV 2). Na ocasião, darei detalhes do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, que será lançado neste sábado, das 11h às 15h, no saguão do Salão Nobre do Fluminense Football Club.

Quinta-feira, é a vez do Rock Bola, da Rádio Oi FM (102,9 AM). Participarei do programa, apresentado por Alexandre Araújo, preparado para as prováveis provocações de Lopes, Waguinho, Tavares e Smigal. Ao menos, terei o tricolor Toni Platão ao meu lado para enfrentar estas feras.

***
O amistoso contra o Desportiva-ES, gols de Washington (o primeiro dele com a camisa tricolor) e Thiago Neves, não foi lá muito proveitoso, mas, ainda contra um adversário modesto, deu pra ver que o calcanhar de aquiles do time está no gol. Um pênalti desnecessário de Fernando Henrique no jogador capixaba resultou em gol e em vitória magra do Fluminense: 2 a 1.

***
Na mesma partida, o zagueiro Thiago Silva completou 100 jogos com o manto tricolor.

Palmas a este cracaço de bola.

Pompa e circunstância

seg, 26/11/07
por joao marcelo garcez |

Dizem que o tempo é implacável para os maiores jogadores da história do futebol. Verdadeiros artistas da bola, craques como Rivellino acostumados a encantar platéias colossais com seus dribles fabulosos e jogadas magistrais também se retiram dos campos. Mortais, por ora fazem-nos esquecer que os heróis também envelhecem.

Trinta anos e quatro dias depois, aos 61, Roberto Rivellino se emocionou ao voltar a vestir a camisa do Fluminense, clube que defendeu por três temporadas e pelo qual, ao marcar no último minuto da prorrogação, conquistou seu primeiro título no Brasil, após ser campeão mundial em 70: a Taça Guanabara de 1975.

Sem pisar num campo de futebol há 11 anos, como ele mesmo revelou, Riva comandou um time máster do Fluminense na preliminar do jogo dos profissionais contra o Juventude. E somente por isso, muitos pais contemporâneos à Máquina de Horta levaram seus filhos ao Maracanã para que tivessem a oportunidade ímpar de testemunhar uma partida de um jogador que, unanimamente, fora ídolo deles.

Desta forma, com tricolores de várias gerações, a equipe estrelar do Flu não demorou a abrir o placar contra um time que contou até com José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras. Aproveitando cruzamento do ponta Paulinho, herói do Estadual-85, Assis, que também jogou com a 10, cabeceou para o fundo da rede. Ídolo nato, deu a mão a dezenas de torcedores situados nas cadeiras inferiores do estádio como forma de retribuição aos que clamavam por uma foto. “”Jogar com Rivellino foi mais uma conquista em minha vida. O tempo nos reserva surpresas incríveis””, falou o Carrasco do Rubro-Negro.

Esquivando-se da marcação adversária e do tempo, Rivellino mostrou por que ficou conhecido como Príncipe das Laranjeiras: ainda que em ritmo lento, fartou-se de distribuir jogo e de fazer lançamentos de até 40 metros. Para agradar a torcida, ainda deu o famoso elástico, que eternizou um gol seu contra o Vasco. Momentos de puro encantamento.

Quando sentiu dores e pediu para sair, o juiz foi aconselhado a terminar o primeiro tempo para que Rivellino fosse saudado pela torcida e desse uma volta olímpica, relembrando um dos períodos mais vitoriosos de sua carreira. Cercado por repórteres, Riva escancarava toda a sua alegria. ““O Fluminense me deu tudo: carinho, apoio e um time maravilhoso, com o qual tive a felicidade de jogar””, disse, radiante. ““Ser recebido desta forma mesmo após três décadas me deixa sem palavras. É demais pra mim””, completou.

E assim, muito homenageado, Riva viu o quão querido é no Fluminense. Dentro e fora do campo, sobraram brincadeiras e sorrisos neste jogo de luxo, que fez milhares de torcedores resgatarem anos gloriosos, inesquecíveis.

Na mente e no coração dos tricolores.

***
Além de Rivellino, Assis e Paulinho, integraram ainda o time de estrelas jogadores como Búfalo Gil, Rubens Galaxe, Duílio, Marco Antônio, Delei, Wilsinho e Renê, com os quais ganharíamos a Libertadores com um pé nas costas.

Quem há de duvidar?

***
Renato Gaúcho? Não, este aí disse que tinha que se preparar para o jogo de fundo, em que dirigiria a equipe profissional. Além do mais, Renato disse que não poderia se juntar aos veteranos porque nunca jogou bola.

“”Eu dava é espetáculo””, disse, num misto de deboche e fanfarronice.

***
E por falar no jogo dos profissionais, a vitória por 3 a 2 foi importantíssima para que o Fluminense se despedisse da vitoriosa temporada 2007 de bem com a torcida, que só vai voltar a ver o time no Rio dia 19 de janeiro, data da abertura do Estadual-2008. Além disso, o time ganhou mais uma posição na tabela, chegando ao quinto lugar. Se vencer o Santos na última rodada, o Tricolor poderá terminar o Brasileirão na quarta posição, igualando colocação de 2002, quando, coincidentemente, também era dirigido por um ainda inexperiente Renato Gaúcho.

***
Destaque da partida? Não poderia ser outro: Arouca, claro. O volante tricolor talvez tenha feito sua melhor partida no campeonato: além dos dois belos gols, feito inédito na sua carreira, participou da maioria das jogadas de ataque, auxiliando os laterais em seus avanços. Incansável, ainda combateu com firmeza no auxílio ao trio de zagueiros.

***
Não fosse o gol de cabeça no final, diria que Cícero foi peça nula no ataque. Mas como futebol é bola na rede…

Soares é outro que está dando sopa ao azar: mais uma vez, não aproveitou a oportunidade que lhe foi dada. E olha que o adversário não era lá essas coisas, hein?

***
Depois de atuarem bem contra o Palmeiras, Fernando Henrique e Thiago Neves estiveram em noite nada inspirada. Principalmente o goleiro, que com duas falhas clamorosas fez de tudo para que o time não saísse de campo com os três pontos.

É recomendável que o Fluminense contrate um camisa 1 tarimbado para a Libertadores. Ou que aposte em Diego, vice-campeão desta competição em 2005.

***
Roberto Horcades, Peter Siemsen e Paulo Mozart? Quem presidirá o Fluminense pelos próximos três anos?

Com a palavra, você tricolor!

_____________________________________________________________________
E-mails para este blog: joaogarcez@yahoo.com.br

Penta é o Flu

dom, 11/11/07
por joao marcelo garcez |

Desde a definição do título brasileiro, o noticiário esportivo do país vem sendo tomado pela polêmica em torno de quem verdadeiramente é o primeiro pentacampeão da história. Respondo-lhes, sem titubeios: nem Flamengo, nem São Paulo. O primeiro clube cinco vezes campeão brasileiro chama-se Fluminense Football Club.

Não, não padeço de esquizofrenia ou coisa parecida. O Flu é, desde os anos 80, o detentor desta marca. Afinal, ao bater o Juventus na decisão da Copa São Paulo de 1989 (gol de Silvio), o Tricolor levantou pela quinta vez o troféu de campeão brasileiro de juniores, sagrando-se o primeiro e então único pentacampeão do país. E não me venham com lamúrias ou declarações contrárias: na falta de uma competição organizada pela CBF para a categoria, a Copa São Paulo é, desde 1971, o campeonato brasileiro de juniores (em 1969 e 1970, apenas equipes paulistas integravam-na).

Além da conquista de 1989, o Fluminense triunfou ainda em 1971, 1973, 1977 e 1986. Títulos incontestáveis que fazem do clube uma força nacional – e internacional, como na conquista do Mundial Interclubes-2005 (categoria júnior), após virar para cima do Boca Juniors (ARG) na semifinal e bater o Espanyol (ESP) na grande decisão.

Encerrada a questão, flamenguistas e são-paulinos podem agora relaxar e refrescar a cuca. Mas se ainda assim quiserem continuar se degladiando, disputarão, no máximo, o posto de SEGUNDO pentacampeão brasileiro.

E é isso: todo mundo tenta, o Fla lamenta (o São Paulo também), mas o Flu é o primeiro penta.

***
Toca o telefone e do outro lado está o Gravatinha. Já em São Paulo, o fantasminha se diz pronto para o jogo contra o Palmeiras.

““João, quarta estarei no Parque Antártica para testemunhar o triunfo tricolor nesta revanche histórica contra o Porco””.

Pergunto a que exatamente se refere e Gravatinha se enfeza. ““Ora! Há dois anos estou com ele engasgado na garganta. Estávamos com a classificação à Libertadores praticamente assegurada e fizemos o papelão de perder os cinco últimos jogos do Brasileirão, sendo o derradeiro contra o Palmeiras””.

“”É verdade! Chegamos a estar vencendo por 2 a 1 a 20 minutos do fim e entregamos o ouro”, lamentei, fazendo, porém, uma ressalva. “Mas sua bronca deveria ser com o próprio Flu, Gravatinha! Foi ele que não teve a competência de não somar míseros três pontos em 15 disputados””.

““Pode ser! Mas o jogo que ficou marcado negativamente em nossas memórias foi este, em que vimos nossa vaga ir embora ao apito final do Héber Roberto Lopes, que, vergonhosamente, deu menos de dois minutos de acréscimo naquele conturbado segundo tempo. Por isso que agora quero que provem do mesmo veneno””.

“Lembro-o que um triunfo contra o Palmeiras ajudará o Flamengo, que também está na briga por uma das vagas à Libertadores”.

““Sei disso, João! Como rival, posso até torcer pelo insucesso rubro-negro. Mas não posso deixar de pensar também sob o aspecto promocional: um Fla-Flu na Libertadores seria maravilhoso para ambos, que se projetariam em níveis estratosféricos ao fazerem do maior clássico do país um evento de âmbito internacional. Mais: o Maracanã sediaria dois jogos ímpares de sua história e, claro, testemunharia mais um triunfo tricolor sobre seu maior rival, fato mais que costumeiro nas decisões entre eles’”.

““Você está certo, Gravatinha!”, apoiei. “Vamos pra cima do Palmeiras! Doa a quem doer e beneficie a quem beneficiar! Temos que fazer o nosso””.

E desliguei o celular.

***
Em tempo: se o Flamengo conseguir mesmo sua vaga à Libertadores, juntando-se ao Flu na disputa da edição de 2008, uma injustiça histórica estará sendo reparada. Em 1993, a dupla Fla-Flu já deveria ter integrado aquela competição. É que o Rubro-Negro conquistou o Campeonato Brasileiro daquele ano, e o Fluminense foi o “campeão” da Copa do Brasil.

Um tal paulista despeitado, porém, não quis ver o clássico carioca na maior competição das Américas. José Aparecido de Oliveira literalmente inventou um pênalti para o Internacional a três minutos do fim da decisão, tirando o troféu da mão do Fluminense – e, por tabela, a vaga na Libertadores -, entregando-o de bandeja ao time gaúcho.

Não foi à toa que, na volta pra casa, Zé Aparecido foi expulso do avião em que viajaria. É que, pra sua infelicidade, lá estava a delegação tricolor, que, revoltadíssima, cuspiu marimbondos pra cima do “árbitro”. O lateral-esquerdo Lira, um dos mais inconformados, chegou a desferir um soco na cabeça de Zé Aparecido, como me contou o próprio treinador tricolor à época, Sérgio Cosme.

***
Pintou o camisa 9 da Libertadores: Washington é o cara!

Dá-lhe, Coração de Leão!

_____________________________________________________________________
E-mails para este blog: joaogarcez@yahoo.com.br

Livro e DVD recordam título inédito do Flu

qua, 31/10/07
por joao marcelo garcez |

Aproveitando os bons ares de Florianópolis, cidade que recebeu a grande decisão da Copa do Brasil, a diretoria do Fluminense finalmente autorizou a comercialização do documentário “A conquista”, alusivo ao triunfo tricolor na competição organizada pela CBF.

O filme será lançado oficialmente no próximo dia 19, às 21h, no Cine Odeon-BR, centro do Rio de Janeiro. Após a sessão, os DVDs estarão à disposição dos cinéfilos torcedores. Quem quiser ir à sala escura deve comprar o ingresso já a partir da próxima semana na Flu Boutique.

Na carona do lançamento deste DVD, está o meu livro, “Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América”, também sobre o título inédito da Copa do Brasil. A publicação reunirá as crônicas publicadas no Blog do Flu ao longo de todo o ano de 2007, além de outras inéditas, como as das sete primeiras partidas do time na Copa do Brasil. A caprichada capa do livro está aos cuidados do designer gráfico Júlio Oliva.

Recordar é viver.

_____________________________________________________________________
E-mails para este blog: joaogarcez@yahoo.com.br

Um rugido (quase) centenário

qua, 24/10/07
por joao marcelo garcez |

Fluminense e Atlético-MG deverão fazer partida equilibrada neste sábado, às 18h10. A seis rodadas do fim, os adversários lutam por objetivos opostos: enquanto o Flu tenta terminar o Campeonato Brasileiro no G-4, o Galo quer evitar novo rebaixamento num intervalo de apenas três anos.

Uma atração à parte do clássico estará do lado de fora do campo. Renato Gaúcho e Leão figuram hoje como dos principais técnicos da atual safra brasileira. Mas se desta vez duelarão em partida nem tão decisiva assim, em 2002, quando o Tricolor comemorava seu badalado centenário, o Rei do Rio e o Rei da Selva por muito pouco não fizeram decisão histórica no Maracanã.

À época, Renato e Leão dirigiam, respectivamente, Fluminense e Santos, que terminaram a fase de classificação do Campeonato Brasileiro em 7º e 8º lugares, conquistando suas vagas às quartas-de-final na bacia das almas. Apesar disso, contrariando expectativas, eliminaram São Caetano e São Paulo e chegaram às semifinais, fase em que enfrentaram Corinthians e Grêmio. O Peixe avançou à finalíssima; o Flu, não. Dirigido por Carlos Alberto Parreira, o Corinthians teve que cortar um dobrado para eliminar o Tricolor: perdeu no Maracanã por 1 a 0 (gol de Romário) e venceu no Morumbi por 3 a 2. Como terminara a etapa classificatória em melhor posição, o time paulista decidiu o título com o Santos.

Peço aos leitores que atentem agora para um lance que por muitos passou despercebido e que, fatalmente, mudaria o curso daquela edição do Brasileirão. O Flu vencia também por 1 a 0 no jogo da volta no momento em que Magno Alves, em posição legalíssima, foi lançado, avançando sozinho pela intermediária adversária. Àquela altura, um segundo gol destruiria psicologicamente o Corinthians, que teria que desfazer uma vantagem de três gols. Lamentavelmente, porém, Magno foi impedido pela arbitragem de decidir a classificação a favor do Flu, que disputaria contra o Santos, de Leão, o título brasileiro.

Já imaginou, amigo tricolor, a festa que faríamos no Maracanã, palco da grande final (isso mesmo, o Maior do Mundo receberia o jogo da volta porque, como já vimos, o Flu terminou a fase de classificação à frente do time paulista).

De um lado, o Santos, com craques como Robinho, Elano e Diego (hoje na Seleção Brasileira). Do outro, o Fluminense, então campeão estadual e em festa pelo seu centenário, empolgadíssimo com o ano histórico e com a boa fase do astro Romário, que, entre muitos outros gols, marcou o seu centésimo em Campeonatos Brasileiros na vitória por 4 a 3 sobre o Figueirense, ainda na primeira fase, também no Maracanã..

Flu e Santos, decisão histórica, Maraca, craques, casa cheia, centenário… Inúmeros ingredientes que povoaram o imaginário tricolor naquele memorável 2002. Final que certamente consagraria um de seus treinadores, como consagrou Leão.

Meia década se passou e quem veste a faixa de campeão hoje é Renato, que, pelo mesmo Flu, tentará o que Leão não conseguiu à frente do Santos.

A Taça Libertadores da América.

***
Finalmente, a diretoria tricolor começou a se movimentar em busca de reforços para 2008. Já não era sem tempo. Voltarei ao assunto.

_____________________________________________________________________
E-mails para este blog: joaogarcez@yahoo.com.br

Gravatinha e a lâmpada maravilhosa

qua, 17/10/07
por joao marcelo garcez |

Caminho pela praia e encontro Gravatinha trajando uma indumentária característica de um antigo conto infantil. Sentindo-se o próprio gênio da lâmpada maravilhosa, o bravo Gravata (perdoem-me, mas já tenho intimidade com a figura), de maneira petulante, contrariou a ordem natural das coisas e disse que faria três pedidos a mim. Sereno, embarquei na loucura do GG (gênio genérico) e deixei que os fizesse.

“”Não é nada muito complicado, não, João”” – disse, amansando-se – ““Como estou dentro desta lâmpada (na verdade, um velho pneu abandonado), perdi parte de minhas forças e lembranças””.

““E o que eu tenho com isso?””, desdenhei.

““Ora, não seja rude. Empresto meu nome à sua coluna e exijo que você me retribua por esta honraria que lhe concedo””, falou, num golpe de “humildade”.

Rindo por dentro mas mantendo a seriedade, marquei território. “”Pois então diga rápido que hoje quem não tem tempo a perder sou eu””.

““Ok, vamos lá: estou fazendo uma pesquisa sobre nosso próximo adversário, o Goiás, e gostaria que você me citasse três jogos inesquecíveis do nosso Flu contra o time do técnico Márcio Araújo”.

““Isso é mole, companheiro: o mais decisivo aconteceu na penúltima rodada do primeiro turno do Brasileirão-95, quando, jogando nas Laranjeiras, vencemos no sufoco com um gol de pênalti nos minutos finais, resultado que deixou o Flu na boa para garantir sua classificação às semifinais em partida contra o Atlético-MG no Mineirão””.

“”Eu lembro, eu lembro. Quando o lateral Ronald partiu pra cobrança, o atacante Renato Gaúcho, de tão nervoso, chegou a ficar de costas para o lance””, complementou Gravatinha.

“”Exatamente. E cinco anos depois, quando fazíamos uma brilhante temporada na fase classificatória da Copa João Havelange, etapa em que terminaríamos na vice-liderança, ao lado do Sport-PE, demos uma bobeada histórica no Serra Dourada, deixando escapar uma vitória que parecia certa””.

“”Como foi?””, quis saber.

“”Ora, vencíamos por 3 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo e conseguimos a “proeza” de levar dois gols de Dill nos acréscimos, sendo o último de bicicleta””.

““É mesmo””, recordou, ““E este resultado acabou interferindo no rumo do Flu na competição, que, com dois pontos a mais, enfrentaria o Remo (PA) nas oitavas-de-final, e não o São Caetano, que acabou nos eliminando num Maraca abarrotado de tricolores””, lamentou.

“”Mas o Flu daria o troco em 2005, quando o craque Petkovic, literalmente no último lance da partida, chutou cruzado e estufou a rede de Harley (2 a 1), jogando por terra uma longa invencibilidade do Goiás contra o Fluminense em seu estádio. Inesquecível!””.

““Verdade, o Flu fez partidas memoráveis naquela temporada””, ratificou o mascotinho.

Saciado o seu desejo, foi a minha vez de perguntar a ele se arriscaria um palpite para o jogo de sábado.

“”Aposto no Flu, claro! Mas não será fácil, estaremos desfalcados de nosso camisa 10″”.

Lembro que também não teremos Somália, e sou imediatamente interrompido.

““Sou mais Adriano Magrão””.

Sinal dos tempos.

***
Poderia discorrer linhas e linhas a respeito da pesquisa sobre as maiores torcidas do país divulgada esta semana. Mas não é séria.

Ou vão querer nos convencer de que aqueles 9 milhões de tricolores levantados em outra pesquisa na década de 90 viraram a casaca?

***
Depois do bandeiraço, a galera tricolor quer agora retomar o velho hábito de tacar talco na entrada do time em campo, para fazer valer o apelido de pó-de-arroz, como é conhecida em todo o Brasil. É o caso do internauta Thiago Rachid, que pede um consenso com a Polícia Militar.

““João, assim como no espetáculo das bandeiras, estamos querendo voltar agora com a velha e tradicional festa do pó-de-arroz, embora saibamos da probição por parte da PM para que ela ocorra. Penso que deveríamos entrar num acordo com aquela corporação, a fim de fazermos valer uma festa que sempre existiu em jogos do Flu no Maracanã””.

E que festa, né, Thiago!

***
A você, amigo leitor, que já está habituado a ver postadas aqui minhas colunas sempre na manhã seguinte aos jogos do Flu ou, na falta deles, às quartas ou quintas-feiras, comunico que, por motivos particulares, o próximo texto só estará no ar na manhã de segunda-feira, apesar do Tricolor enfrentar o Goiás no sábado.

Até lá.

______________________________________________________________________
E-mails para este blog: joaogarcez@yahoo.com.br



Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade