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Festa apoteótica nas arquibancadas e uma certeza: “Seremos campeões”

Seg, 21/04/08
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual

Um turista desavisado que fosse assistir à decisão da Taça Rio certamente ficaria impressionado com a beleza do espetáculo proporcionado pela torcida do Fluminense, maioria entre os 70 mil presentes ao Maracanã. Por mais veterano que seja, não há torcedor que sucumba à emoção quando vê nos anéis do estádio a beleza e a força da galera tricolor, cada dia mais linda e criativa.

A originalidade da torcida do Flu, atuante e muito participativa, está longe de se resumir aos emocionantes cânticos de incentivo ao time: depois de, com sinalizadores, escrever o nome do clube na semifinal contra o Vasco, na grande decisão, ela voltou a surpreender com uma grande inovação: no momento em que fechava o bandeirão da Young Flu, exibiu uma imensa camisa tricolor, sob o próprio pavilhão. A iniciativa foi efusivamente aplaudida.

Por isso tudo, Romário que me desculpe, mas torcida de outro planeta mesmo é a do Flu, indubitavelmente o maior patrimônio do clube.

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Em campo, o que se viu foi uma partida muito disputada, com Fluminense e Botafogo mordendo a bola e brigando por todas as jogadas. Se poucas oportunidades de gols foram criadas, isso deveu-se à forte marcação exercida por ambas as equipes, já que sobrou disposição em campo. O gol de Renato Silva, que deu o turno ao Botafogo, talvez tenha acontecido no único lance de desatenção da zaga tricolor, repetindo o que já havia acontecido na semifinal da Taça Guanabara.

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Ano passado foi Carlos Alberto. Desta vez, Washington. Ambos desperdiçaram pênaltis decisivos para o Flu, nas duas partidas derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo na Taça Rio. Desta vez, porém, o prejuízo foi maior, estava em jogo a vaga à decisão do Estadual.

Mas nada de crucifixar Washington, que, por sinal, foi quem sofreu a infração. O atacante esbanja vontade em campo e sabe cobrar pênaltis, como já mostrou no próprio Flu. Renato dizer que Washington não tinha ordem para cobrar em nada ajuda o jogador. Pelo contrário: só o compromete, pondo-o desnecessariamente na fogueira.

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Em tempo: a torcida parece saber das qualidades e boas intenções do camisa 9. Tratou de reanimar o jogador, cabisbaixo após a perda do pênalti, cantando em uníssono: “Coração Valente, guerreiro tricolor, Washington é matador”.

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Faltou ousadia a Renato no momento da expulsão de Alessandro. Com um a mais em campo, o técnico do Fluminense poderia arriscar, lançando mais um atacante. Deixou para fazê-lo somente aos 41 do segundo tempo.

Mas aí já era tarde.

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Torço por Cuca nesta final. Humilde e trabalhador, o técnico do Botafogo há muito merece uma alegria no futebol. Que os bons ventos lhe tragam a taça deste Estadual. E parabéns à galera alvinegra, que pelo terceiro ano seguido chega à decisão da competição.

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Na saída do estádio, muita serenidade entre a torcida tricolor. No ar, a certeza íntima de que o revés foi casual e de que o Flu conta hoje com um elenco forte, capaz ainda de chegar muito longe na temporada, fazendo jus ao canto da galera.

“Seremos campeões!”

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O aguardado Fla-Flu do século ficou no quase. Não para a garotada dos juniores da dupla, que duelará em dois jogos pelo título estadual da categoria.

E aqui vale a velha máxima: no fraldinha ou no profissional, Fla-Flu é sempre Fla-Flu.

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O Fluminense não vai a campo neste meio de semana, mas nem por isso devemos deixar de acompanhar o complemento da fase de grupos da Taça Libertadores da América. Por volta das 23h45 desta quarta-feira, conheceremos o adversário do Flu nas oitavas-de-final da competição continental.

A chapa vai esquentar!

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E o Maraca, deslumbrante, viveu uma tarde de gala.

Isso é paixão! Isso é futebol!

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O encontro prometido de Renato

Qui, 17/04/08
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual

Sétima rodada da Taça Rio. Com todos os jogadores de linha reservas, o Fluminense, já classificado para as semifinais do turno, é derrotado pelo Botafogo por 3 a 1. Na ocasião, o técnico Renato Gaúcho, que corretamente poupou seu time para o decisivo jogo contra o Libertad (PAR), fez pouco caso do resultado. “Sabia que isso poderia acontecer. Disse aos atletas que a responsabilidade era toda minha. Tem nada, não! Lá na frente a gente se encontra”.

Dito e feito. Três domingos depois, Fluminense e Botafogo fazem a final do Segundo Turno, exatamente como previra o treinador tricolor, que fez questão de enaltecer sua equipe. “Temos um time forte, como nosso adversário. Será uma briga de leões”.

Se vencer a Taça Rio, o Tricolor fará uma final apoteótica com o Flamengo, que pela primeira vez na história tem a oportunidade de igualar o Flu em títulos estaduais.

O desfecho desse campeonato promete!

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Ainda não será dessa vez que Dodô voltará ao time. Exames apontam que a fratura em sua face ainda não está totalmente consolidada. Por este motivo, o coordenador médico do Fluminense, Michel Simoni, não o liberou para o trabalho com choque, o que só deverá acontecer na próxima semana.

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O Fluminense cumpriu bem o seu papel no Maracanã e, com grande apresentação, venceu a LDU (EQU) por 1 a 0, gol de Cícero, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América. O resultado deixou o time na liderança do Grupo 8, com 13 pontos, e virtualmente como o clube de melhor campanha na competição, o que lhe garantirá a vantagem de decidir em casa até a decisão. O Tricolor só perde a condição de melhor classificado se o Fla vencer o Coronel Bolognesi (PER) por cinco gols de diferença ou se o Colo Colo (CHL) perder, em casa, para o Atlas (MEX) por três ou mais gols, ambos os resultados bastante improváveis.

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Conca foi o destaque do time numa partida em que o Fluminense dominou amplamente as ações e fartou-se de perder gols. No segundo tempo, diminuiu um pouco o ritmo, mas sem perder o controle em momento algum.

Cícero, autor do gol tricolor, também foi um dos melhores: com muita movimentação em campo, mostrou toda a sua versatilidade, conquistando de vez a confiança da torcida.

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Na coletiva, Renato mostrava serenidade. Ciente da boa atuação do time mas sabedor de que nada está ganho, o técnico do Fluminense pediu cautela a seus jogadores. “Só quem vence entra pra história. E vamos em busca disso”.

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O Fluminense avançou às oitavas-de-final com excelentes números. Antes um azarão, agora o time divide com o Boca Juniors a condição de favorito ao título na bolsa de apostas de Londres. Não é pra menos: em três jogos em casa, venceu todos, marcando nove gols sem sofrer nenhum. Fora, uma única derrota, e mesmo assim quando já estava classificado. Além disso, obteve a maior goleada de um time brasileiro sobre um argentino em toda a história da competição (6 a 0 no Arsenal).

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Foi-se Romário. Tão genial quanto genioso, o Baixinho anunciou esta semana o seu adeus definitivo aos gramados. Com passagem pelo Flu no triênio 2002-2003-2004, o craque do Tetra declarou que deseja vestir também a camisa tricolor em seu jogo de despedida. Foi com ela, aliás, que Romário marcou o único gol de bicicleta de toda sua carreira.

O Blog do Flu homenageia o “Gênio da Grande Área”, republicando a crônica aqui postada quando do 1000º gol do craque.

“Romário admite: fez pouco pelo Fluminense. Com a camisa tricolor, o Baixinho chegou a uma semifinal de Campeonato Brasileiro (2002); a uma decisão de Estadual (2003), que nem chegou a jogar, já que viajou uma semana antes para o mundo árabe; a uma final de Taça Guanabara (2004); e a uma outra de Taça Rio (2004), ocasião em que marcou o 900º gol de sua carreira. “Infelizmente não conquistei nenhum título com a camisa do Flu, que tem uma torcida linda e é um dos maiores clubes do país”, disse em entrevista ao programa “Bem, Amigos”, do canal a cabo SporTV.

“Apesar disso, os tricolores guardam com carinho momentos marcantes de Romário, como a sua estréia diante de 70 mil pessoas no Maracanã, em partida válida pela primeira rodada do Brasileirão-2002, ano do centenário do clube. Naquele jogo, o Fluminense goleou o Cruzeiro por 5 a 1, e o Baixinho mostrou seu cartão de visitas, ao presentear a multicolorida torcida tricolor com dois gols. Ainda na mesma competição, em Campinas, o camisa 11 fez o gol da virada tricolor (3 a 2) contra a Ponte Preta, classificando o time às quartas-de-final. No ano seguinte, em jogo que marcou sua primeira despedida do clube, estufou três vezes a rede alvinegra na histórica goleada por 5 a 0 contra o Botafogo, no Campeonato Estadual. Em 2004, seu último ano no Flu, até chegou às duas finais de turno do Estadual, mas não brilhou. O gol de número 900 de sua carreira, de pênalti, contra o Vasco, clube com a camisa do qual marcaria o 1000º, foi mesmo o maior feito do Baixinho naquela temporada.

“Muitos questionam o temperamento de Romário. Faz-se necessário, entretanto, até mesmo por uma questão de justiça e merecimento, ressaltar suas qualidades enquanto jogador. Para o ex-craque Tostão, por exemplo, o Baixinho foi o maior finalizador da história do futebol. Opinião parecida tem Johan Cruyff, integrante do Carrossel Holandês, seleção que encantou o mundo em 74. “Não há ninguém como Romário”, disse Cruyff, que se refere ao atacante do Vasco como “Gênio da Grande Área”.

“Apesar de estar com sua biografia concluída, é a paixão pelo futebol que faz com que Romário não saiba quando largará os campos. O Baixinho vai adiando sua retirada por temer a dor que sentirá no seu adeus definitivo”.

Mas seja lá quando for, obrigado por tudo, gigante Baixinho!

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À glória, Flu! Mas, por favor, sem disputa de pênaltis.

Gravatinha que o diga.

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Vidência de Gravatinha se confirma e Flu é finalista da Taça Rio 2008

Dom, 13/04/08
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual

Ao chegar em casa após a semifinal do Maracanã, o quarto-zagueiro do Fluminense Roger deu um beijo na testa de sua filha, que despertou. A pequena, na véspera, tinha ido até a concentração em que estava a delegação tricolor para rever o jogador, submetido à cansativa rotina de viagens e hotéis. Pegou-lhe pelas mãos e, puxando-o, disse: “Papai, vamos pra casa”.

O episódio, que partiu seu coração, foi lembrado pelo próprio Roger segundos antes do time entrar em campo para o decisivo jogo contra o Vasco. A história, conforme admitiu Renato Gaúcho, sensibilizou o grupo, que pisou o gramado faminto e querendo jogo. No fim, a vitória dramática nos pênaltis por 5 a 4 deu aos bravos guerreiros tricolores o merecido final feliz numa semana árdua e desgastante.

Aliviado e com a sensação do dever cumprido, Roger, ao despertar da filha, olhou-a com ternura e disse: “Papai voltou, minha querida! E classificado para a decisão”.

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O Fluminense, de fato, carimbou seu passaporte para a final da Taça Rio, mas a classificação tricolor foi muito valorizada pela ótima atuação do Vasco, seguramente a sua melhor em toda a temporada. Apesar disso, o time dirigido por Antônio Lopes se despediu do Campeonato Estadual sem ganhar nenhum clássico, engrossando um longo tabu favorável ao Flu, que não perde para o time da cruz de malta há dois anos ou sete jogos.

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O empate em 1 a 1 (gols de Jean e Thiago Silva) foi justo pelo futebol parelho de Fluminense e Vasco, que esteve mais inteiro nos minutos finais. Explica-se: o time de São Januário teve a semana inteira livre, enquanto o tricolor teve que ir a Argentina jogar pela Libertadores, só chegando ao Rio de Janeiro menos de 48 horas antes do clássico.

Mas se o Vasco esteve um pouco melhor no final, o Flu foi muito superior nos primeiros minutos. Tanto que o que se viu no começo foi um Vasco atordoado, tamanho o domínio tricolor. O time dirigido por Antônio Lopes não conseguia trocar três passes e sequer passava do meio-de-campo. A “blitz” tricolor poderia ter resultado em pelo menos um gol, mas o Vasco conseguiu se safar do bombardeio.

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Cícero, desta vez, pouco foi visto no ataque. De maneira inteligente, Renato recuou-o para dar liberdade à sua dupla de criação, Thiago Neves e Conca, que, individualistas (sobretudo Neves), desta vez não desequilibraram.

Sorte do Flu que conta com elenco farto: os laterais Gabriel e Júnior César, bastante acionados, se destacaram no apoio. De seus pés, surgiram boas alternativas de ataque. O lateral-esquerdo, porém, precisa se aprimorar nos cruzamentos. Já o direito mostrou confiança e maturidade ao pedir a Renato que o deixasse cobrar a quinta penalidade.

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“Não tem dinheiro que pague uma pessoa que jogue com amor pelo Fluminense. É claro que o futebol é importante para fazer o pé de meia, mas, vestindo esta camisa, eu jogo verdadeiramente por amor”.

É muito ídolo esse Thiago Silva!

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De joelhos, Renato chorou ao fim dos pênaltis. Também pudera: dirigindo o Vasco em 2007, perdeu, também nas penalidades, as semifinais das taças Guanabara e Rio (para Flamengo e Botafogo, respectivamente). Desta vez, dirigindo o Flu, levou a melhor.

Pior para o Vasco, que perdeu uma semifinal de turno pela terceira vez consecutiva.

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Em tempo: a seleção italiana, antes de se sagrar tetracampeão mundial em 2006, também havia se despedido de três Copas desta fatídica maneira: em 90 (para a Argentina, nas semifinais), em 94 (para o Brasil, na final) e em 98 (para a França, nas quartas-de-final).

Que sina!

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Antes um carma na vida do Fluminense, nos últimos anos as disputas de pênaltis têm tido sempre favoráveis ao clube das Laranjeiras. De 2005 pra cá, o Flu triunfou todas as vezes em que uma classificação foi decidida dessa forma. A saber: Vasco (semifinais do Segundo Turno do Campeonato Estadual-2005), Treze-PB (quartas-de-final da Copa do Brasil-2005), Santos (primeira fase da Copa Sul-Americana-2005), Botafogo (primeira fase da Copa Sul-Americana-2006) e Vasco (semifinais do Segundo Turno do Campeonato Estadual-2008).

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As torcidas de Flu e Vasco deram um show nas arquibancadas, especialmente a tricolor, que, num efeito visual de tirar o fôlego, escreveu o nome do clube com piscas. A festa emocionou até mesmo o zagueiro Luis Alberto. “Temos que agradecer a nossa torcida, que mais uma vez compareceu ao Maracanã e proporcionou um belo espetáculo. Ela tem tido papel destacado nessa nossa caminhada”.

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Salvo um cartão amarelo que poderia ter dado por reclamação acintosa para Jonílson (pelo mesmo motivo, mostrou para Washington), é preciso reconhecer, o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca teve pulso, soube controlar o jogo e está de parabéns pelo excelente desempenho.

Ah, se sempre fosse assim!

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Já no vestiário, até o técnico rival, Antônio Lopes, se rendeu ao Flu, enaltecendo o elenco tricolor. “O time do Fluminense é muito bom: Thiago Neves é um excelente jogador, Washington é muito perigoso, Arouca é outro bom jogador e os laterais, Gabriel e Júnior César, são o ponto alto da equipe”.

Bacana a humildade de Lopes!

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Que guerreiro é Washington. Apenas seis dias depois de ter torcido seriamente o tornozelo esquerdo, com ímpeto e bravura, foi a campo ajudar o Flu, carente de centroavantes de ofício. O Coração de Leão nem jogou bem, é verdade, mas ajudou o time com sua experiência, convertendo, inclusive, uma das penalidades decisivas.

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De novo Roger. Veja que retidão de caráter tem este jogador. Após o gol de Gabriel, que decretou a vitória tricolor, em vez de comemorar a classificação de seu time, Roger foi consolar o jovem estreante Pablo, que desperdiçou a quinta cobrança vascaína e chorava compulsivamente no gramado.

Além de ídolo e grande jogador, Roger se mostra uma figura humana cativante. Um orgulho tê-lo servindo as cores do Flu.

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Em tempo: Pablo já havia desperdiçado uma penalidade (no último minuto) no jogo contra o Flu pelas semifinais da Taça Guanabara de Juniores. A exemplo de sábado passado, também deu Flu na final.

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Mal saiu de um jogo decisivo, o Fluminense já entra em outro: quinta-feira, às 19h10, o time tenta, contra a LDU, o primeiro lugar do Grupo 8 da Libertadores. Um empate basta, mas a vitória deixará o time entre os três melhores classificados no geral, o que lhe garantirá vantagens no mando de campo em fases futuras.

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Quem lê o Blog do Flu já sabia, há uma semana, o que exatamente aconteceria na semifinal contra o Vasco.

Vale relembrar o que me disse Gravatinha na crônica “De Volta Para o Passado”, postada no último dia 7. “A trama (Flu x Vasco) é idêntica à de 2005, quando na semifinal do Segundo Turno batemos o Vasco nos pênaltis depois de empatarmos em 1 a 1 no tempo regulamentar”.

Sinistro!!!
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Volta para o título

Qui, 10/04/08
por joao marcelo garcez |

Apenas um mês depois de fraturar o osso frontal direito, o atacante Dodô se diz pronto para ajudar o Fluminense nos jogos decisivos do Campeonato Estadual e da Taça Libertadores da América. Se chegar à decisão da Taça Rio, o Artilheiro dos Gols Bonitos deverá estar em campo para a alegria de milhões de tricolores, que vêem no futebol do jogador a certeza de belas jogadas e muitas bolas na rede.

Dono de uma categoria ímpar, os golaços de Dodô contra o Arsenal (ARG) entusiasmaram e deixaram ótima impressão. A fatalidade no jogo seguinte, contra o Friburguense, frustrou todos que admiram seu futebol, que esperavam ver a seqüência do desfile de seu jogo plástico e exuberante pelos gramados.

Dodô será julgado na segunda quinzena de maio e seu futuro é uma incógnita. Mas até lá, o Estadual já estará decidido e a Libertadores, caminhando para as semifinais. Por ora, o melhor mesmo é esquecer isso e retomar o romance.

O sorriso de Dodô está de volta!

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Já classificado para as oitavas-de-final da Taça Libertadores da América, o Fluminense foi a passeio para a Argentina. Sim, porque tudo o que não se viu foi o time em campo. O Flu caiu na velha armadilha do relaxamento e se acomodou diante dos reservas do Arsenal, que venceram por 2 a 0.

Em sua pior atuação no ano, o Fluminense pouco criou, limitando-se a tocar a bola, como num coletivo. No único lance que levou perigo ao gol de Orcellet, Conca recebeu passe de Arouca e chutou em cima do goleiro, que defendeu em dois tempos. Pouco, muito pouco para um time que, até então, tinha o melhor ataque da competição.

Nem mesmo a defesa tricolor, que havia sofrido apenas um gol em quatro jogos, esteve em noite feliz. No lance do primeiro gol, Thiago Silva cochilou e Biagini, de letra, abriu o marcador. No segundo, Ygor falhou bisonhamente e Juan Bottaro chutou no canto direito de Fernando Henrique.

A expulsão infantil de Thiago Neves, a 16 minutos do fim, minou qualquer possibilidade de reação tricolor na negativa noite em Sarandi. O apoiador cumprirá suspensão na sexta rodada, mas jogará normalmente na primeira partida do mata-mata.

Menos mal que o fim da invencibilidade do Flu veio num momento em que poderia acontecer, embora nada justifique o indolente comportamento do time nesta partida.

Que contra o Vasco o Flu volte com seu bom futebol e premie a sua torcida, que, mais uma vez, estará no Maracanã para prestigiar o time na sua caminhada ao 31º título estadual.

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Mesmo com o revés, o Fluminense segue em primeiro lugar no Grupo 8 (tem um gol a mais de saldo do que a LDU). Por isso, jogará por um empate dia 17, no Maracanã, para ficar na ponta da tabela e decidir em casa o jogo de volta da próxima fase.

Apesar do empate nos ser favorável, uma vitória será ainda melhor. É que, com 13 pontos, o Fluminense fatalmente terminaria entre os três melhores classificados, o que lhe garantiria vantagens também para fases futuras.

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Justiça seja feita: o Fluminense sempre tem correspondido em jogos à vera. Vide partidas da Libertadores quando o time ainda não estava classificado e clássico contra o Vasco, pela Taça Rio, que carimbou o passaporte tricolor às semifinais. Até mesmo na derrota para o Botafogo na Taça Guanabara o Flu foi superior ao seu adversário.

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Sábado, às 18h30, vai sair lasca!

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De Volta Para o Passado

Seg, 07/04/08
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual

No chuvoso fim de semana carioca, encontro Gravatinha sentado na praça de alimentação do Shopping Rio Sul. Sem mesmo que me convidasse, puxei uma cadeira para saudar meu velho e ranzinza amigo.

- Por onde andastes, sumido Gravatinha?
- Por aí…
- Como “por aí”?
- Por aí, ora! Tenho vagado por diversos lugares.

Gravatinha morde um pastel de calabresa e aproveito para consultar o guia de programações do shopping. Na seção de cinemas, percebo que um dos filmes em cartaz é “Flu x Vasco, semifinal da Taça Rio”.

Confuso e apontando para o folheto, viro-me para Gravatinha e pergunto a ele se sabe o ano da produção.

- Dois mil e oito.

Rio da cara do mascote.

- Enlouqueceu? Esta partida ainda sequer foi realizada. Será sábado, no Maracanã. E pelo que sei, você está longe de ser capaz de criar uma máquina do tempo como a de Doc Brown (o cientista maluco do divertidíssimo De Volta Para o Futuro).

Gravatinha fitou-me nos olhos e, sério como nunca, desafiou-me.

- Quer apostar?

A austeridade de Gravatinha me fez balançar, embora seguisse sem entender como o filme de um clássico que ainda acontecerá poderia estar em cartaz. Sonho? Loucura? Não sei. Mas resolvi confiar no personagem rodriguiano e propus que assistíssemos à sessão seguinte.

- Perda de tempo, João! É filme repetido. Nós já conhecemos de cor e salteado o desfecho da história .

- Como assim? Você acaba de me dizer que a produção é de 2008?

- O filme pode até ser, mas a trama é idêntica à de 2005, quando na semifinal do Segundo Turno batemos o Vasco nos pênaltis depois de, com um gol de Gabriel, empatarmos em 1 a 1 no tempo regulamentar.

- Então você está me dizendo que…

- Sim, enfrentaremos novamente o Flamengo na final da Taça Rio, exatamente como há três anos.

- Caramba, aquele jogo foi inesquecível: goleamos nosso rival por 4 a 1 no dia seguinte à morte do Papa.

- É isso, João! Sofreremos mais uma vez nas penalidades contra o time da colina para depois decidirmos com o Fla.

- Excelente notícia, Gravatinha! Mas, bem, se o filme contra o Vasco é repetido, entendo que a final da Taça Rio também, certo?

Gravatinha limpou a boca com um colorido guardanapo de papel, fechou os olhos (o que me fez pensar que perderia os sentidos) e sumiu.

Acostumado com a sua falta de educação, pego novamente o guia de programações para ver os demais filmes que estão passando. Cuidadosamente, passo os olhos na relação. O da sala 4 me parece familiar: “A saga do pontífice João Paulo II”.

Lembro de Gravatinha e de seu sorriso debochado. Entendo também o porquê do longo afastamento. Gravatinha não joga pra perder, sabe que as partidas mais importantes do Estadual e da Libertadores vêm agora.

O show vai começar!

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Novamente com o time reserva, à exceção da dupla de ataque, o Fluminense não teve dificuldades para golear o Madureira, em Édson Passos, e garantir o primeiro lugar do Grupo A. Roger (dois) e Alan (dois) marcaram os gols do Flu.

A cria de Xerém, por sinal, em apenas dois jogos (Botafogo e Madureira), balançou a rede três vezes.

Lapidados e lançados aos poucos, Allan e Tartá, muito em breve, deverão ser uma realidade no Flu.

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Segundo colocado do Grupo B e adversário do Tricolor na semifinal da Taça Rio, o Vasco tem a vantagem de uma semana inteiramente livre, que servirá de preparação para o clássico de sábado. Já o Flu terá uma desgastante viagem à Argentina, devendo voltar somente na véspera do jogão.

Apesar disso, ao menos no papel, o Flu é mais time e, se impor seu envolvente toque de bola, deverá, como previu Gravatinha, chegar à decisão do turno

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O médico do Fluminense, Michel Simoni, disse que Washington levará de 15 a 20 dias para que se recupere da entorse no tornozelo esquerdo. O jogador, porém, quer fazer de tudo para surpreender a equipe médica e estar em campo antes do tempo.

De certo mesmo, o adeus do Coração de Leão à tola briga pela artilharia do Campeonato Estadual.

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Há dois jogos não são marcados pênaltis a favor do Vasco no Campeonato Estadual.
Há dois jogos o Vasco não vence no Campeonato Estadual.

Que baita coincidência!

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Arsenal (ARG) x Flu? Vale muito! Se o Tricolor vencer os dois jogos que lhe restam nesta primeira fase da Taça Libertadores da América, será matematicamente o time de melhor campanha entre os 32 clubes, e terá sempre a vantagem de decidir no Maracanã o jogo da volta, inclusive a grande decisão.

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Olho na arbitragem, tricolores!

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A quatro jogos da taça

Qui, 27/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual

No conturbado Campeonato Brasileiro de 1999, Botafogo e Internacional-RS ganharam pontos no tapetão, que impediram o descenso da dupla à Segunda Divisão do futebol nacional.

Em 1989, a CBF tirou cinco pontos do Coritiba porque na última rodada do Brasileiro o time paranaense não foi a campo na hora determinada pela entidade. O Santos foi beneficiado com a decisão e escapou de ser rebaixado.

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1986 previa, para a primeira fase, que os seis primeiros colocados de cada chave avançassem à etapa seguinte. Como Vasco e Botafogo não tiveram competência para se classificar, inúmeras manobras foram tramadas pela CBF e pelo próprio Vasco, como a retirada de pontos do Joinville-SC e a tentativa descabida de eliminação da Portuguesa-SP. Resultado: o regulamento foi alterado com o campeonato em curso e mais oito clubes foram incluídos na segunda fase da competição. Uma “mancha” para o futebol brasileiro.

Em 1974, a decisão do Campeonato Brasileiro, conforme determinação do regulamento, deveria ser realizada no estádio do clube que tivesse melhor campanha. Com quatro pontos a mais do que o Vasco, o Cruzeiro teria o direito de jogar em Belo Horizonte. Teria. Porque o Vasco alegou falta de segurança no Mineirão. E o que fez a CBD (atual CBF)? Acatou o pedido do clube carioca, tirando a partida de Minas Gerais, levando-a, acredite, para o Rio de Janeiro.

Em 2008, um juiz vem a público dizer que a manutenção de Fluminense e Bragantino no Campeonato Brasileiro de 1997 representou uma “violação ao correto desenvolvimento do futebol brasileiro, uma ofensa direta ao patrimônio cultural brasileiro”.

Posto isso, uma pergunta se faz oportuna: como o Meritíssimo definiria as manobras ocorridas em 1999, 1989, 1986 e 1974 (entre inúmeras outras aqui não mencionadas)?

A Justiça tarda. E falha.

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Não rebaixar duas agremiações num campeonato com fortes suspeitas de resultados arranjados é o mínimo que poderia se esperar da CBF, que, neste caso, esteve longe de “manchar a imagem do futebol nacional”.

Pra quem não se lembra, à época, o diretor da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Ives Mendes, envolveu-se num escândalo de suposta venda de resultados com os presidentes de Corinthians e Atlético-PR.

Consumado o rebaixamento tricolor, o Jornal dos Sports publicou uma declaração de Petraglia, então presidente do clube paranaense, dada em roda de amigos a rodadas do fim da competição. “Está tudo certo. O Fluminense vai cair” (o acervo do JS está aí para não me deixar mentir).

Diante de tamanho descalabro, onde estaria o absurdo em manter o Flu na elite do Brasileiro de 1997?

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Não teria também o famoso caso das papeletas amarelas “manchado a imagem de nosso futebol”?

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Pela 6ª rodada da Taça Rio, sem fazer força, o Fluminense goleou o Mesquita por 4 a 1. O resultado, mais que previsível, serviu para selar a classificação tricolor às semifinais do Segundo Turno, o que deixa o Flu a apenas quatro jogos de seu 31º Campeonato Estadual.

Título que manteria e consolidaria sua hegemonia do futebol do Rio de Janeiro.

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Conca, mais uma vez, merece todos os elogios. Em fase exuberante, correu e participou de inúmeras jogadas do Flu. Júnior César, que marcou um belo gol, é outro que há muito vem merecendo elogios. Adquiriu maturidade e vem sendo muito útil ao time. Principalmente em jogadas de linha de fundo. Ainda não no mesmo nível do lateral-esquerdo, Gabriel também vem subindo de produção. A jogada em que rolou pra trás para a conclusão de Cícero é o mínimo que se espera de um jogador de sua técnica e disposição.

O Flu, enfim, cresceu e ganhou corpo na hora certa.

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Washington desta vez passou em branco (Vinícius contra, Júnior César, Cícero e Tartá, com bela matada no peito, marcaram para o Flu) e se fartou de perder gols numa noite em que nada deu certo para ele, como o próprio atacante admitiu ao fim da partida.

Tem nada não, Coração de Leão! Na próxima quarta, é só balançar a rede do Libertad (PAR) e correr pros braços da galera.

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Pelo menos três pênaltis deixaram de ser marcados a favor do Fluminense pelo árbitro Agnaldo Xavier Faria, que é médico. Deve ter sido por isso que, apesar da goleada, a autoridade máxima em campo “operou” o time tricolor.

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Sinistra constatação. Dia 13 de março, o árbitro Agnaldo Xavier Faria, o mesmo de Flu x Mesquita, apitou Vasco 4 x 0 Macaé. Na ocasião, marcou dois pênaltis a favor do clube cruzmaltino, sendo que num deles não houve rigorosamente nada.

Pra bom entendedor…

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Com 100% de aproveitamento, o Fluminense conquistou esta semana o Torneio Internacional de Juniores dos Emirados Árabes, disputado em Abu Dhabi. Foi o sexto título internacional das categorias de base do clube desde 2005. Nos últimos três anos, o Flu conquistou o Campeonato Mundial Infantil e o Mundialito de Juniores, em 2005; a Copa da Amizade Brasil-Japão Infantil e o Torneio Internacional de Juniores de Monthey, em 2006; e a Milk Cup Juvenil, em 2007.

Uma coleção rica e vasta de troféus de todo o mundo do clube que orgulha o Brasil retumbante de glórias e vitórias mil.

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Na mais recente conquista, os meninos do Flu jogaram como gente grande e derrotaram tradicionais forças do futebol europeu, como Atlético de Madri (ESP), Liverpool (ING), Genoa (ITA).

Em tempo: vencedor da Taça Guanabara, os meninos já estão garantidos na decisão do Estadual.

Nova volta olímpica à vista?

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Caiu bem a amarelinha em Thiago Neves, não?

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