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Ecos de uma epopéia

ter, 15/12/09
por joao marcelo garcez |

comemora_1511Encerrada a novela da renovação de Cuca, começa agora a sobre os reforços para a próxima temporada. Enquanto não chegam, vou saboreando dezenas de e-mails que chegam ao meu correio eletrônico, todos eufóricos com a epopéia tricolor no Campeonato Brasileiro.

O leitor Bruno Leonardo, por exemplo, então recém-chegado do lotado saguão de desembarque da delegação tricolor vinda de Curitiba, assim narrou sua extraordinária experiência.

“Eu e o povo tricolor encontramos Canaã, a Terra Prometida. Viva o Fluminense, batizado no sangue da glória e da eternidade.

“Acabei de voltar do mitológico Aeroporto Santos Dumont, onde os heróis tricolores desembarcaram há pouco. Quem não foi perdeu. E só não tem a dimensão do que perdeu justamente porque não foi.

“Tive o prazer de apertar a mão do Gum e dizer-lhe obrigado. De ver Conca e Fred de perto, engolidos pela multidão em catarse. E de ver Diogo subir numa mureta de concreto e, sem camisa, bater no peito feito King Kong, feliz como se tivéssemos vencido o Mundial de Clubes.

“Ah, quem não foi definitivamente perdeu…”.

***

A inacreditável façanha tricolor teve eco até na Argentina, de onde o hermano Roberto Benitez, torcedor do Boca Juniors, escreveu para parabenizar time e torcida.

“Parabéns, Flu! Vocês são verdadeiros guerreiros. A torcida merecia. Apesar de terem nos eliminado da Libertadores do ano passado, valeu”.

***

Sanches JuniorMarcos Mendes Amaral, de 51 anos, é outro tricolor extasiado com a magnífica chegada do Flu, a quem se diz agradecido – como à torcida – pelo turbilhão de emoções proporcionado.

“João, há algum tempo não escrevia a esta coluna, esperando por esse dia. O dia do agradecimento. Obrigado, torcida tricolor, a mais linda do Brasil, vocês são a minha segunda família.

“Obrigado, Cuca, Fred e Cia, nossos guerreiros. Obrigado a um companheiro que escreveu ao Blog do Flu quando o time se arrastava na lanterna do campeonato, dizendo ser aquela a hora de apoiar, e não depois, na Série B.

“E obrigado a você, João, pelo incentivo que faltava para eu ir ao jogo contra o Sport (Primeiro Turno, vitória do Flu por 5 a 1, quebrando longo jejum), aquele em que só sairíamos com os três pontos, lembra? De lá pra cá, fui a todos as partidas.

“No início, me sentia meio doido junto a outros cinco, seis mil malucos. Mas valeu a pena… Aos poucos, os verdadeiros tricolores foram acreditando e se chegando, culminando com espetáculos memoráveis nos jogos contra Atlético-MG, Palmeiras, Atlético-PR e Vitória, além de nos contra Cerro Porteño e LDU, todos vencidos espetacularmente pelo Flu.

“Hoje, nossa torcida é admirada e comentada no país inteiro. Resgatamos, definitivamente, o orgulho de ser tricolor. Provamos como o Fluminense é grande e imortal.

“Parabéns a todos nós, guerreiros. Como o nosso time”

(arte: Sanches Júnior)

***

Em tempo: foi esta goleada de 5 a 1 sobre o Sport, com apoio de 17 mil tricolores, que inspirou o título da coluna do dia seguinte: “Profecia é cumprida e Flu renasce nos braços da torcida”.

O tempo mostrou que o vaticínio estava correto.

***

Diversos leitores escrevem também lembrando de nota publicada neste Blog do Flu em que um torcedor do Vasco estaria arrecadando fundos para a produção de faixa hostil ao Fluminense, à época virtualmente rebaixado, que sobrevoaria as praias cariocas, puxado por um teco-teco.

Encerrado o campeonato, mais do que a óbvia comprovação da Lei do Retorno, fica a pergunta: não teria sido todo o dinheiro arrecadado mais produtivo se entregue a Organizações Não-Governamentais ou a qualquer outro grupo de práticas beneficentes?

Além de fazer a alegria de dezenas, estariam se beneficiando do investimento emocional que proporcionariam a si próprios.

Mas do jeito que ficou, só perderam tempo e dinheiro, sobrando a enorme vergonha pelo King Kong que pagaram.

***

Outro protesto contra a diretoria do Fluminense será realizado neste sábado (19). A concentração da passeata será ao lado da estação de metrô do Largo do Machado, a partir das 10h da manhã.

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CapinhaNova remessa de livros foi solicitada pela livraria Saraiva (www.saraiva.com.br), que volta a disponibilizar em seus estoques, breve, exemplares de “Libertadores 2008 – O Ano em que a Magia Tricolor Encantou o Mundo”, prefaciado por Pedro Bial e Francisco Horta.

Tricolores de qualquer canto do país também podem encomendar o livro através do www.fluboutique.com.br, que entregará a obra em poucos dias em sua casa.

Demais lojas e livrarias:

*Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37 – Centro);

*Empório das Letras (Galeria do Cinema São Luiz, no Largo do Machado);

*Flu Boutique – Laranjeiras (sede do clube);

*Flu Boutique – Barra da Tijuca (Shopping Barra Square: Av. das Américas, 3555 – Bloco 1/Loja 105);

*Só Tricolor – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 44);

*Só Tricolor – Tijuca (Rua Santo Afonso, 153 – Loja H, próximo à Major Ávila);

*Só Tricolor – Niterói (Rua Gavião Peixoto, 104 – Loja 111);

*Só Tricolor – Petrópolis (Shopping ABC – Rua Tereza, 1515/Loja 69 – Alto da Glória);

*Farol Vídeo e Livraria – Macaé (Avenida Atlântica, 2550 – Loja 12 – Praia dos Cavaleiros).

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Também com participações de Pedro Bial, deste colunista, Henrique Meirelles, entre outros tricolores, “O Fluminense Me Domina”, de Heitor D´Alincourt, já está sendo vendido nas principais livrarias.

Papai Noel recomenda.

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Dos astros tricolores sobre o prazer de vestir a camisa tricolor.

“Sou grato a Deus por ter me colocado nas Laranjeiras”.

“Nunca me senti tão bem em um clube como aqui no Fluminense”.

Palavras de um surfista artilheiro e de um maestro argentino.

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Washington, que padece de doença degenerativa, e a família de Zé Carlos, ex-goleiro do Flamengo falecido este ano, receberão parte da renda do Jogo das Estrelas, organizado por Zico, a ser realizado no próximo dia 27, no Maracanã.

Parabéns, Galo!

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aline-ferrariA tela ao lado, de Aline Ferrari, foi postada talvez no momento mais dramático do Fluminense na temporada. Publico-a agora novamente, propositalmente, para lembrar aos amigos que nunca, nunca mesmo, devemos dar por perdida uma batalha, quão crítica ela esteja.

Vale para o futebol, vale para a vida.

A força do sentimento, a fé, é por demais milagrosa.

Disso, nunca duvide.

***

Até domingo com a coluna especial de fim de ano.

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Esta coluna é publicada duas vezes por semana (geralmente às segundas e quintas-feiras), sempre no dia seguinte aos jogos do Fluminense.

Destinos traçados na maternidade

seg, 07/12/09
por joao marcelo garcez |

Sanches JuniorO feito do Fluminense nesta reta final de Campeonato Brasileiro é unanimamente tido como um dos acontecimentos mais extraordinários dos últimos tempos.

Como também é destacada a participação espetacular da torcida tricolor nesta caminhada quase milagrosa.

Foi a partir do matrimônio entre time e torcida que se deu o estalo da transformação.

Verdade também que o apoio maciço das arquibancadas praticamente só se deu depois que Cuca resolveu afastar jogadores polêmicos e apostar na prata da casa, campeã mundial na temporada passada.

Mudança inclusive pedida, quase em tom de súplica, por este colunista ao treinador quando de sua chegada.

Era dia 2 de setembro, pouco mais de três meses atrás.

Cansado da morte gradativa do Fluminense nos gramados, assim o Blog do Flu apelou.

“Cuca, faça uma limpa e afaste profissionais falsos e sem-vergonha do elenco. A torcida quer ver luta e comprometimento entre os que vestem a camisa tricolor. E se, para isso, você tiver que lançar um time só de garotos contra o Náutico, faça-o sem hesitação. É preferível isso ao show de horrores a que estamos sendo submetidos”.

Mas Cuca não os tirou de imediato. E o time seguiu tropeçando aqui e ali.

O Fluminense corria o risco de entrar para a história como clube rebaixado com a maior precedência do fim da competição.

Vexame só comparado ao rebaixamento à Série C, em 1998.

Mas duas derrotas acachapantes – para Grêmio e Flamengo – pareceram conscientizar o treinador da necessidade da substituição. Do contrário, a situação passaria de agonizante a sacramentada em pouquíssimas rodadas.

E um acontecimento admirável pôde ser testemunhado por milhões de brasileiros, que, envolvidos emocionalmente, passaram a torcer pela ressurreição daquele bravo e jovem time, aparentemente invencível.

Pareciam e tornaram-se invencíveis.

Porque nas últimas 11 rodadas o Flu não perdeu uma sequer, chegando a vencer seis partidas consecutivas na impressionante série.

Oito, se somadas as batalhas igualmente heróicas da Copa Sul-Americana, cujo título lhe escapou até em dia de goleada sobre seu oponente.

Porque os deuses do futebol já haviam decidido: nas Laranjeiras, nada de tristeza.

E, embalados por sucessivas demonstrações de paixão de seus torcedores, lá se foram os heróis da resistência para o último ato em Curitiba.

O amor estava no ar.

Mas só podia ser sentido por jogadores e torcedores do Fluminense.

Seguros em campo, não perderam em momento algum o controle da partida.

Sabia o que fazia o time de guerreiros.

Não iria pôr a perder logo na derradeira batalha tudo o que construíra nos últimos dois meses.

E ficou provado: o amor estava mesmo no ar, como no vôo que trouxe de volta ao Rio a heróica delegação tricolor.

Santos DumontE também na terra, como na calorosa recepção – mais uma – de uma alucinada massa apaixonada no Aeroporto Santos Dumont.

Tudo o que queriam era praticar o nobre gesto do agradecimento.

Mas era amor demais.

Fidalguia alguma resiste a tamanho e desenfreado sentimento.

E os heróis de salvação, de novo, foram parar nos braços do povo.

Eles merecem!

***

A tocante relação entre time e torcida do Fluminense é emblemática e vale como exemplo de vida. Está provado mais uma vez que só o amor constrói laços verdadeiros e que só este sentimento é capaz de desafiar as leis da física e fazer com que homens se multipliquem por algo que contraria a lógica.

Antes cabisbaixos e insatisfeitos, jogadores passaram a se sentir valorizados e queridos no clube. Movidos por um sentimento que parecia sair da alma, fizeram do improvável uma missão cumprida.

E quanto mais amados se sentiam, mais jogavam, não importando o quão extasiados estivessem.

A torcida via o esforço e retribuía.

Amavam-se, venciam, encantavam.

O Fluminense mostrou para o Brasil que o amor é mesmo milagroso.

Milagre capaz de unir rivais na torcida pelo sucesso de um time que se degladiava com bravura em campos do Brasil e do exterior.

ChoroCreio ser algo pertencente ao ser humano a torcida por um grupo como este, independentemente da camisa que estejam trajando.

São exemplos de vida, de superação.

Querer bem ao próximo é lindo.

Querer bem a estes jogadores é praticamente uma obrigação.

Maravilhosos, é o que eles são.

Obrigado por emocionar um país.

***

E por falar em país, impressionante o número de comentários elogiosos ao Fluminense escritos por torcedores de vários estados do Brasil. A maioria destaca o poder de superação do time e a importante atuação da torcida, abraçada à causa e à equipe.

O Blog do Flu, em nome da instituição, agradece imensamente a todos pelos cumprimentos, que enobrecem e elevam a categoria do ser humano, muitas vezes rude e mesquinho, mas outras tantas altruísta e gentil, como nos inúmeros textos enviados.

A você que nos escreveu, o nosso sincero agradecimento.

***

E essa do Fred querer fazer história com a camisa do Fluminense, tornando-se o maior ídolo da história do clube, como disse ser seu desejo.

Se levar a sério a promessa de jogar por muitos anos no clube, pela empatia que desperta nas arquibancadas, tem sim grandes chances de entrar para o rol de imortais das Laranjeiras.

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Já está no ar a nona e última edição do Baú Tricolor, esta com fotos e histórias memoráveis sobre o tricampeonato estadual de 1983 a 1985 e o título brasileiro de 1984.

Obra-prima assinada por Aldo Medeiros.

http://flusaoeternoamor.ning.com/

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A torcida tricolor merece mesmo todas as menções pelo que fez neste Campeonato Brasileiro.

A justa homenagem que a CBF lhe prestou na festa de premiação da entidade segunda-feira deve ser dividida com o time de guerreiros do Flu, co-responsável por tudo o que se passou nas arquibancadas.

Nota: uma lamentável e vergonhosa decisão de bastidores na última hora deu ao Flamengo o troféu Torcida de Ouro, que, por determinação da CBF, já estava prometido aos torcedores do Fluminense. A nota acima foi publicada momentos antes da premiação justamente porque a coluna já sabia o que se passaria na festa. Ou imaginava que sabia.

***

Em 38 jogos, 11 vitórias, 13 empates e 14 derrotas. Foram marcados ainda 49 gols contra 56 sofridos.

Eis os números da campanha do Flu, que terminou na modestíssima 16ª colocação.

Que não misturemos as bolas.

O que celebramos não é a fuga do rebaixamento.

Batemos palmas para o grupo renovado e para o treinador que, alheios ao desastre de outrora, salvaram o Fluminense de um novo e catastrófico descenso.

Pela terceira vez desde 2006 o Flu briga para não cair na maior competição do calendário nacional, salvando-se na última ou penúltima rodada.

Algo incompatível com a grandeza e tradições do clube.

Por outro lado, o clube vem se especializando em decidir competições disputadas no formato mata-mata.

Entre Copas nacionais e internacionais, chegou a quatro finais desde 2005.

O que evidencia a falta de planejamento da diretoria, incapaz de montar um elenco homogêneo que permita retrospectos regulares por toda uma temporada.

Como também não se mostra capaz de apostar na continuidade do trabalho de um treinador, independentemente de seus primeiros resultados.

Na gestão Roberto Horcades, só Abel Braga, em 2005, começou e terminou o ano.

Depois, foi uma sucessão de técnicos que naufragaram na tentativa de dar um padrão ao time.

Que em 2010 o erro não se repita e Cuca, o autêntico salvador da pátria, seja mantido no cargo por toda a temporada.

Só assim o Flu disputará o Campeonato Brasileiro em condições de vencê-lo.

***

Evidente que só técnico não faz milagre. Um bom debate para este mês de dezembro é a lista de dispensas e reforços para o ano que chega.

Qual é a sua?

***

Além de Cuca, o preparador físico Ronaldo Torres, o gestor de futebol, Mário Bittencourt, e o vice, Ricardo Tenório, também tiveram parcela considerável de participação na salvação tricolor fora de campo.

Igualmente heróicos.

***

Horcades, um retorno à ribalta neste momento soa como oportunismo barato.

Continuar em silêncio era o melhor que faria depois do desgaste sofrido nos últimos meses.

De jeito algum a salvação passou por suas mãos.

E ele sabe disso.

***

18 de outubro de 2009. Fluminense 2 x 2 Internacional.

Numa escapada, o zagueiro Gum empata o jogo para o Flu no fim.

O ponto obtido naquela partida foi determinante para a salvação do Flu e para o vice-campeonato do Internacional.

Um gol e três destinos.

O Fla, legítimo campeão, agradece.

E parabéns aos rubro-negros pela conquista.

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Arte (mosaico): Sanchez Junior.

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Guerreiros e heróicos

dom, 06/12/09
por joao marcelo garcez |

Missão CumpridaEis que, contra o Coritiba, ainda que com o empate, o Fluminense conquistou a sua mais bela vitória. 

 

 

 

O título da permanência na elite do futebol brasileiro, seu lugar de direito.

Hoje e sempre. 

Uma página inacreditável foi escrita na história do futebol mundial por um time de guerreiros. 

Que campanha, que história bonita protagonizaram. 

Nas últimas dez rodadas, 24 pontos. 

Sete vitórias, nenhuma derrota. 

Deixaram o calvário, que parecia iminente, para ganharem as portas do paraíso. 

Raça, fé, fibra… 

Um comandante, um maestro, um líder. 

Cuca, Conca e Fred são os principais nomes da retomada. 

Rafael, Gum, Dalton, Digão, barreiras inexpugnáveis, também ganharam o coração da torcida. 

A verdade, porém, é que todos os atletas que participaram deste feito são heróis. 

A torcida hoje os agradece e reverencia pela demonstração de amor e comprometimento que tiveram com esta instituição magnânima chamada Fluminense. 

Durante todo o dia de hoje, estarei preparando uma coluna especial sobre a campanha do Flu, que você poderá conferir na noite desta segunda-feira. 

E que ninguém duvide. 

Agora está provado. 

Sobretudo para um time de guerreiros. 

Nada é impossível.

Obstinados heróis da resistência

dom, 29/11/09
por joao marcelo garcez |

Marco Gall (30.11)“Não importa a força com que bata. O que vale é o quanto você agüenta apanhar e seguir em frente. O quanto pode agüentar e continuar tentando. Levanta! Levanta!” ordenou um nocauteado Rocky Balboa a si mesmo na luta contra o campeão mundial dos pesos pesados, Mason Dixon, no sexto filme da série do famoso boxeador, vivido pelo igualmente carismático Sylvester Stallone.

As palavras de superação de Rocky contêm uma força incrível e servem de exemplo para a vida de milhões, parecendo serem ditas, principalmente, aos jogadores do Fluminense, tão obstinados quanto o lutador.

Lutadores, bravos lutadores sem luvas. A pertinácia tricolor encanta e impressiona. O Brasil está de queixo caído com o que vem fazendo este jovem time do Flu.

Que depois de tantos e tantos exemplos de superação na Copa Sul-Americana e no Campeonato Brasileiro, no qual, após 27 rodadas, finalmente saiu da zona dos clubes que não disputarão a Série A em 2010, vê-se agora, tal qual Rocky contra Dixon, nas cordas, justamente no certame final frente à LDU.

Fosse um time acomodado ou descomprometido, há muito já teria jogado a toalha – sobretudo pelo tamanho da dificuldade da missão que se apresentava.

Mas veste o manto dos grandes heróis. Gosta de guerrear este valoroso time tricolor. Contra ele, pedras, xingamentos e hostilidades… Já comeu o pão que o diabo amassou. Mas, que nada, “agüenta e segue em frente, continua tentando”. E briga, e sangra, e vence…

Vencer ou vencer. Nem se apresentaria como um grande desafio se a missão frente ao time equatoriano fosse apenas esta. Porque nada mais pode se esperar – senão a vitória – de um time que em nove de suas últimas dez partidas nada mais faz do que justamente vencer.

Como no triunfo por 4 a 0 sobre o Vitória domingo passado.

Mas não é este o escore que o Flu necessita para levar o jogo com a LDU à prorrogação?

10070316Em campo, o time pareceu querer mostrar aos torcedores que, como eles, acredita no que seria a mais gloriosa história conquistada no sagrado palco do Maracanã.

Não em vão. Desde o dia em que o time entregou seu coração à torcida, como escrevi após a vitória sobre o Atlético-MG, o casal vive uma lua-de-mel retumbante.

Para Rocky, não é preciso estar devendo favor para se fazer bem ao próximo.

Time e torcida tricolor não devem nada um ao outro. Mas vivem fazendo favores mutuamente.

Eles se gostam muito.

E quando esses 11 heróis da resistência, na mais pura e cristalina acepção da palavra, pisarem o gramado do Mário Filho nesta quarta, “seguirão tentando”.

Não importa o quão forte bata.

Eles agüentarão e seguirão tentando.

Porque nada é impossível.

***

Heróis: homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.

Heróis: atual time do Flu.

***

Entre competições nacionais e internacionais, o Flu, pela quarta vez desde 2005, está em outra decisão.

E, como dito pelo companheiro Décio Lopes, somente os míopes de marketing (e como os há entre a mídia esportiva brasileira) não valorizam a Copa Sul-Americana, cujos gols passam pela BBC para toda Ásia e Europa, diferentemente do que acontece com os do Brasileirão.

Descartá-la é como rasgar e fazer pouco do próprio prestígio perante o mundo.

***

Para se pensar: independentemente da sorte do Flu neste segundo jogo de Copa Sul-Americana, qual será a imagem que estrangeiros fazem hoje dele ao vê-lo chegar pelo segundo ano seguido a uma decisão de título continental?

Será mesmo que o clube delas saiu do mesmo jeitinho que entrou?

Ah, esses míopes de marketing…

***

Finda a batalha de Quito, ativei com imediatidade o ainda confiável acervo de minha memória. A fim de seguir apostando no sucesso tricolor na Sul-Americana, vasculhei decisões em que aconteceram grandes e épicas reviravoltas, exatamente como a que o Flu precisa na noite desta quarta.

A primeira que me ocorreu foi a da Copa Conmebol de 1995, competição precursora da Copa Sul-Americana (como também o era a Copa Mercosul, cuja última edição foi disputada em 2001). Por ter esta decisão bem viva na lembrança, confesso que estranhei a demora da imprensa em mencioná-la entre as maiores da história.

Guardo-a com clareza porque aconteceu apenas dias depois das semifinais do Campeonato Brasileiro daquele ano, quando, traumaticamente, o Flu ficou de fora da final ao ser surpreendido pelo Santos por 5 a 2 depois de goleá-lo por 4 a 1 no Maracanã menos de 72 horas antes.

Frustrado, imaginava que tão cedo algo tão inusitado não se repetiria no mundo da bola.

Pois aconteceu. Depois de golear o Rosário Central por 4 a 0 no Mineirão, o Atlético-MG inacreditavelmente perdeu pelo mesmo placar no jogo da volta, sendo derrotado também nos pênaltis. Duro golpe para o então goleiro do Galo, Taffarel, que, com a Seleção Brasileira, já havia perdido a Copa América para o Uruguai, em Montevidéu, da mesma maneira.

Cinco anos pra frente e nova façanha, desta vez envolvendo um clube carioca, o Vasco, que, como o Flu agora, precisava fazer quatro gols no Palmeiras na decisão da Mercosul. Com a diferença de que ele não tinha um jogo inteiro para fazê-lo, e sim parcos 45 minutos. Isto porque fora para o intervalo no Parque Antártica derrotado por 3 a 0. O que se sucedeu também já é história para a rica galeria de troféus de São Januário.

O próprio Fluminense também é exemplo para si mesmo, já que na decisão da Libertadores do ano passado conseguiu empatar um escore adverso de 5 a 2 (se computado o gol da LDU logo de saída), apenas um a menos que os 5 a 1 que se apresentam agora.

Diferentemente da Conmebol e Mercosul, porém, se o Flu chegar à igualdade, terá ainda outros 30 minutos para tentar o quinto gol, antes do drama das penalidades.

Fácil, sabemos todos, não será. Mas a história está aí para comprovar: grandes viradas são, sim, perfeitamente possíveis.

Alguém duvida?

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De Eugênio Paceli, leitor rubro-negro, sobre o tradicional rival e suas possibilidades na decisão da Copa Sul-Americana.

Claudio Gomes (30.11)“João, tenho certeza absoluta que o Fluminense devolverá o placar de Quito no Maracanã. Todo carioca amante do futebol sabe que a história tricolor é repleta de superações. Sempre foi assim.

“Vários títulos e vitórias memoráveis obtidos nos últimos minutos contra o meu Flamengo, inclusive. Guardamos ainda lembranças de Washington, Assis e Renato Gaúcho. Sabemos do que são capazes. Um misto de admiração e ódio é o que todo flamenguista tem pelo clube que nos originou. Se existe um time cuja tradição de superação de momentos críticos aprendi a respeitar, este é o Fluminense.

“Força, Flu! O Rio está contigo. Os deuses do futebol hão de fazer justiça.

“Que a história seja escrita!”

Exemplo!

***

Das longínquas Ilhas Faroes, Alexandre Braga, este tricolor de coração, lamenta a distância e a impossibilidade de estar no Maracanã nesta quarta à noite.

“João, dado o dilatado placar do jogo de ida, perder o título desta Sul-Americana não chegará a ser uma surpresa. Mas vencê-la… Passa pela sua cabeça o que representaria? Passou pela minha… Vai ter gente dando trabalho às equipes médicas do estádio. E Deus queira que não… nas Ilhas Faroes também”.

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No gancho da ilação de Alexandre, cabe uma pergunta desafiadora: e se a reação acontecer e o Flu for o campeão? Você se perdoaria por não ter acreditado no time?

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Do argentino Jorge Fosatti, técnico LDU, sobre os finalistas da Copa Sul-Americana: “Fluminense e LDU são exemplos a serem seguidos em toda a América do Sul”.

Verdade.

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Que final de temporada eletrizante. Lutando em duas frentes, o Flu chega na semana final com a possibilidade de pisar o céu ou o inferno num piscar de olhos.

O triunfo contra o Vitória, diante de mais de 55 mil pessoas, deu ao time a vantagem do empate no difícil e decisivo confronto com o Coritiba. Se vier a perder, só não permanecerá na Série A se o Botafogo vencer o Palmeiras, que luta por título e Libertadores.

Falta pouco para o “Suave Milagre”.

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Fora o novo espetáculo da torcida, com 120 mil balões coloridos, destaques para o bonito gol de Fred, o futebol e empatia de Conca com as arquibancadas e a surpreendente atuação de González, que rolou com água a açúcar para os gols de Allan e Conca (o primeiro).

Diguinho, que se envolveu em confusão e foi expulso desnecessariamente, foi a bola fora da grande vitória tricolor.

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Rafael Silva (30.11)Depois de publicar a coluna “A arte de viver da fé” sobre a demonstração de amor da torcida do Flu no Aeroporto Internacional, recebi de Rafael Silva, que esteve no saguão do Tom Jobim, cartaz que disse ter entregado a Cuca.

De arrepiar!

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Lançado nas cidades do Rio de Janeiro, Macaé e Petrópolis, “Libertadores 2008 – O Ano em que a Magia Tricolor Encantou o Mundo” pode ser adquirido por tricolores e não-tricolores de qualquer outro ponto do país, através do site www.fluboutique.com.br

Demais lojas e livrarias:

*Livraria Saraiva (esgotado);

*Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37 – Centro);

*Empório das Letras (Galeria do Cinema São Luiz, no Largo do Machado);

*Flu Boutique – Laranjeiras (sede do clube);

*Flu Boutique – Barra da Tijuca (Shopping Barra Square: Av. das Américas, 3555 – Bloco 1/Loja 105);

*Só Tricolor – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 44);

*Só Tricolor – Tijuca (Rua Santo Afonso, 153 – Loja H, próximo à Major Ávila);

*Só Tricolor – Niterói (Rua Gavião Peixoto, 104 – Loja 111);

*Só Tricolor – Petrópolis (Shopping ABC – Rua Tereza, 1515/Loja 69 – Alto da Glória);

*Farol Vídeo e Livraria – Macaé (Avenida Atlântica, 2550 – Loja 12 – Praia dos Cavaleiros).

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Campanha ConcaAssim como o time tricolor nesta reta final de Brasileirão, Conca deu bela arrancada e já ultrapassou o sérvio Petkovic no prêmio Craque da Galera, que tem participação dos internautas. O vencedor será contemplado na próxima segunda no Prêmio Craque Brasileirão 2009, promovido pela CBF.

Vale o bicampeonato para o Flu (Thiago Silva ganhou o prêmio ano passado).

www.globoesporte.com/craquedagalera

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Pelo que vem fazendo, o Flu, há oito rodadas dado com 98% de chance de ficar de fora da Série A (duas em cem), já tem lugar de destaque entre os grandes acontecimentos futebolísticos do ano – quiçá do decênio.

Se o melhor ocorrer, então, jogadores terão assegurados a condição de imortais na galeria de ídolos tricolores, bem ao lado de outro igualmente inacreditável – o de heróis da resistência.

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Artes (em ordem): Marco Gall, Ricardo Lima, Cláudio Gomes e Rafael Silva.

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“O que importa é o quanto se pode agüentar e continuar tentando”.

Levanta! Levanta!

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A arte de viver da fé

sex, 27/11/09
por joao marcelo garcez |

A arte de viver da fé IConfesso que me emocionei com a recepção da torcida à delegação tricolor, vinda de Quito.

Pela primeira vez na história do futebol mundial, um time perde de cinco e é recebido de forma apoteótica no aeroporto.

A torcida do Fluminense é mesmo inacreditável.

E se antes os jogadores estavam reticentes quanto às chances de título, agora já não há um lapso de hesitação: vão lutar como nunca antes em toda a carreira profissional.

Primeiro porque são homens; e, depois porque, de maneira singular, puderam desfrutar do irrefutável estandarte da paixão.

Que dose generosa de brios receberam estes atletas…

A arte de viver da fé IIFred chorou, Conca foi pros braços do povo e Cuca, o comandante, perdeu a voz.

Essa torcida tricolor…

Reconhece, como poucas, o sacrifício de quem honra suas cores.

Com sangue, suor e lágrimas.

Mais sangue do que qualquer outra coisa.

Guerreiro Gum que o diga.

E o que este Flu fez – e vem fazendo – é algo simplesmente sensacional.

Duas finais de Copa do Mundo por semana, oito títulos mundiais.

Um time que se recusa a perder está hoje a serviço do Flu.

Caiu na armadilha de Quito, é verdade, mas, é rápido no gatilho: já pôs-se de pé novamente.

Sabe que a guerra não acabou e que a hora é de lutar. Lutar muito!

Vitória e LDU pela frente.

Ambos no Maracanã.

Treme-se só de imaginar o que a massa pó-de-arroz está por fazer.

E se o pacto já estava firmado antes, agora com o Flu alvejado é que essa galera, tal qual uma leoa raivosa em proteção à cria, vai colocar mesmo esse time debaixo dos braços.

Semana final. A temporada em sete dias.

A fé é uma arte.

O Flu vai chegar…

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Catarse de milhões

dom, 22/11/09
por joao marcelo garcez |

Catarse R_LimaQue roteiro impressionante os deuses do futebol escreveram para esta final de Copa Sul-Americana. Desta vez capricharam, não há quem pense diferente. Escancarar frente a frente em nova decisão continental – e logo no ano seguinte – Fluminense e LDU deixa de boca aberta até o mais famoso entre todos os tricolores, o sensacional dramaturgo Nelson Rodrigues.

Tido como o maior carma da história tricolor, o desfecho da Libertadores do ano passado está ainda fresco na memória de todos os torcedores do Fluminense, que, embora orgulhosos do ineditismo da campanha, sentem calafrios só de ouvirem falar na LDU, “mal” que o destino pôs novamente à frente do clube, dando-lhe a oportunidade de excomungá-lo vez por todas de sua vida, para seguir em paz.

Se ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas sim um arranjo cósmico ao qual não se pode nem se deseja fugir, como escreveu Nelson, então o torcedor não tem opção. É sentir frio na espinha e cair dentro. A começar pelo duelo em Quito nesta quarta, palco de dois jogos entre Flu e LDU ano passado.

Se o Flu vai agüentar o tranco? Com a palavra, o preparador físico do Fluminense, Ronaldo Torres. “A parte física do grupo está excelente. O problema é o desgaste”, disse, lembrando as duas pesadas intertemporadas com os jogadores logo que chegou às Laranjeiras, em setembro.

Teme-se, como se viu, pelo desgaste, e não pela parte física. É contra o fantasma da altitude da cidade equatoriana que reside a maior preocupação do Fluminense para este primeiro jogo. Não bastasse as duas finais de Copa do Mundo que vem jogando por semana, o contagiante time tricolor tem agora mais este duplo desafio pela frente: a boa LDU, também campeã da Recopa Sul-Americana, e o ar rarefeito.

Este bravo Flu, porém, é capaz de tudo.

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Houve quem risse do colunista que intitulou “Passo um de uma nova epopéia” a estréia do Fluminense na Copa Sul-Americana, contra o rival Flamengo.

Compreende-se, já que o Flu não andava mesmo lá muito bem das pernas no Campeonato Brasileiro.

Mas eu, como sempre, apostava.

Menos de quatro meses depois, aí está: pelo segundo ano seguido, o Tricolor decide um título continental.

Com novo desfecho, espera-se.

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A rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro foi, enfim, de definições para o Fluminense. Sabe-se, desde domingo passado, que nada estará definido até a última e derradeira rodada da competição. Aconteça o que acontecer no próximo dia 29, tricolores de todos os cantos do país terão de esperar até a última batalha para ver se a já maravilhosa reação deste time tricolor terá sido suficiente para deixar o clube na elite do futebol nacional.

Porque contra o Sport o time tornou a vencer, chegando a incríveis 13 jogos de invencibilidade, com oito vitórias consecutivas, série de triunfos que, apesar de dificílima, aconteceu por duas vezes também no primeiro semestre de 2005, quando Abel Braga era, então, o treinador do Fluminense.

Mesmo merecedor da vitória, pode-se dizer que a goleada por 3 a 0 (mais uma, no primeiro turno o Sport já havia sido goleado por 5 a 1 no Maracanã, partida em que, coincidentemente, o time pernambucano também fora dirigido por Levir Gomes) foi um pouco exagerada para o remendado time do Fluminense, que, desfalcado de três jogadores (Digão, Diguinho e Maicon), demorou a se encontrar em campo (os substitutos Cássio, Maurício e Alan não brilharam, principalmente o jovem atacante).

SOCCER-LATAM/SUDAMERICANAE a partida em Recife começou do jeito que terminou a guerra contra o Cerro Porteño: com o raçudo zagueiro Gum salvando o time, ao atirar-se contra o chute de Arce, que, numa escapada, entrou livre logo aos quatro minutos.

Menos técnico da defesa tricolor, o jogador vem compensando tudo com uma vontade impressionante. A foto da comemoração de seu gol contra o Cerro Porteño, com uma atadura na cabeça, vítima da violência paraguaia, retrata com exatidão o espírito de decisão com que este atleta vem encarando a exaustiva série de jogos.

Conca M_GallNo meio, Conca é o que há de mais fantástico hoje no futebol brasileiro. Nunca antes jogou tanta bola o meia argentino, que já é merecedor de uma vaga na Seleção Argentina. Sua identificação com o clube e com a torcida faz dele um dos grandes ídolos do Flu da atualidade.

Com maestria, Conca participou de dois dos três gols tricolores em Recife. No de Fred, uma pintura, tabelou com o atacante numa arrancada fulminante, que só foi parar nas redes de Cléber. A jogada mereceu até uma engraxada, veja você, de Fred nas chuteiras do apoiador, que também deixou o seu em nova trava com Kieza, que entrou bem. Sua bonita conclusão de trivela encerrou em grande estilo a goleada tricolor.

Em tempo: Conca já aparece em segundo lugar na nova parcial do Craque da Galera, promovido pelo Globoesporte.com. Pet lidera a votação. O vencedor será contemplado no Prêmio Craque Brasileirão, dia 7, no Vivo Rio. Vote e ajude o craque tricolor a levar o prêmio, vencido por Thiago Silva em 2008.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1387755-9827,00.html

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Com muitos clubes abraçados a calculadoras nesta reta final de temporada, uma boa para o Flu chegar à última rodada com uma carta na manga seria, além de vencer o Vitória no Maracanã, torcer por derrotas do Coritiba e Botafogo, que jogam fora respectivamente contra Cruzeiro e Atlético-PR.

Com essa provável combinação de resultados, o Flu dependeria apenas de um empate com o Coritiba para se manter na Série A. A tal carta na manga? Ora, ainda que tropeçasse no Couto Pereira, o Tricolor só ficaria de fora da festa se o Botafogo vencesse o Palmeiras, que deverá estar ainda brigando por título ou, no mínimo, Libertadores.

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Roberto Horcades está garantido na presidência até o fim do seu mandato. A permanência do dirigente foi ratificada pelos próprios conselheiros, que não se fizeram presentes em número suficiente na sessão de quinta para que se votasse o impeachment do presidente.

Nada soa mais risível, porém, do que a formalidade que acontece com a bandeira do clube ao fim das reuniões, que deve ser baixada. Na referida sessão, presidente e vice do Conselho divergiram quanto ao momento de se fazer isso, baixando e levantando a bandeira por mais de uma vez.

Dá pra levar a sério?

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PetroLançado também em Petrópolis neste fim de semana, “Libertadores 2008 – O Ano em que a Magia Tricolor Encantou o Mundo” pode ser adquirido por tricolores de qualquer canto do Brasil, através do site www.fluboutique.com.br

 

Demais lojas e livrarias:

*Livraria Saraiva (esgotado);

*Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37 – Centro);

*Empório das Letras (Galeria do Cinema São Luiz, no Largo do Machado);

*Flu Boutique – Laranjeiras (sede do clube);

*Flu Boutique – Barra da Tijuca (Shopping Barra Square: Av. das Américas, 3555 – Bloco 1/Loja 105);

*Só Tricolor – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 44);

*Só Tricolor – Tijuca (Rua Santo Afonso, 153 – Loja H, próximo à Major Ávila);

*Só Tricolor – Niterói (Rua Gavião Peixoto, 104 – Loja 111);

*Só Tricolor – Petrópolis (Shopping ABC – Rua Tereza, 1515/Loja 69 – Alto da Glória);

*Farol Vídeo e Livraria – Macaé (Avenida Atlântica, 2550 – Loja 12 – Praia dos Cavaleiros).

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Artes: Ricardo Lima e Marco Gall (Conca).

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É nesta quarta.

Vista a armadura e dê a sua vida, como vem fazendo este impressionante time do Flu.

Chance outra não haverá. É agora.

A catarse de milhões.

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A beautiful day

dom, 15/11/09
por joao marcelo garcez |

Beautiful Day (A. Oliveira)“Não sei como um time desses, de tanta qualidade, pode estar numa situação ruim no Campeonato Brasileiro. O Fluminense tem tudo para se manter na Série A do ano que vem. Os jogadores estão pegando o jogo inteiro para fazer o que devem. A torcida também ajuda, fazendo muita pressão. É complicado ganhar deles aqui”.

As palavras, acredite, vêm de um adversário tricolor. Foi o lateral Nei, do Atlético-PR, quem, ainda no campo, fez a declaração de exaltação ao jovem e batalhador time do Fluminense, que venceu pela sexta vez seguida (a quarta pelo Campeonato Brasileiro) e chegou a 11 jogos de invencibilidade.

Com 39 pontos, depois de algum tempo, finalmente, o Tricolor iniciará a rodada em condições de postular uma das vagas dos clubes que permanecerão na Série A da competição. Para isso, além de vencer o Sport, em Recife, precisará contar com um tropeço do Botafogo contra o líder São Paulo, no Engenhão. Até mesmo um empate é suficiente, pois o Flu passaria a ter uma vitória a mais que o Alvinegro (dez contra nove).

Com o prestígio cada vez mais em alta, o Fluminense, como vem acontecendo nas últimas semanas, torna as atenções para a Copa Sul-Americana, competição continental em que tentará chegar a uma inédita decisão.

Em vantagem no confronto com o Cerro Porteño, o Flu terá de suar um litro certinho, quarta, no Maracanã, se quiser chegar mesmo à final. Não custa lembrar que há menos de duas semanas este mesmo time paraguaio surpreendeu o Botafogo no Engenhão, vencendo-o por 3 a 1.

O pacto está firmado. A torcida estará lá. O repaginado time tricolor também.

Faça história, rapaziada!

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Num dia em que Washington e Assis estiveram no gramado do Maracanã, Fred e Maicon pareceram querer homenageá-los. Lembrando a dupla campeoníssima dos anos 80, fizeram os gols da vitória tricolor sobre o Atlético-PR.

E se Fred chegou aos décimo gol em dez jogos desde que voltou da séria lesão muscular, Maicon vem justificando por que é o homem de confiança do camisa 9, que lhe atribui 99% da responsabilidade em seus gols. No primeiro tempo, depois de ótimo passe de Conca, deu um drible sensacional no zagueiro e, da linha de fundo, rolou pra trás. Fred agradeceu. Na etapa final, mais uma vez Conca (que monstro é esse argentino!) levantou para Maicon fazer um gol de cobertura que certamente o Casal 20 assinaria.

Loucura no Maracanã!

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Maicon Bolt J CamposO gol de cobertura de Maicon (Bolt) lembrou o de Washington nas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1988. Na ocasião, jogando contra o Vasco, o atacante tricolor fez, tocando sobre Acácio, o segundo gol do Flu na prorrogação. A baliza também era a mesma.

Mais uma linda homenagem a Washington, que, domingo, foi merecidamente reverenciado por uma massa apaixonada por seu clube e ídolos de coração.

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Mais uma vez, profissional da crônica esportiva de São Paulo declarou que há um complô na arbitragem nacional para favorecer os times do Rio de Janeiro e que, por isso, o Flamengo assumiria a liderança do Campeonato Brasileiro na rodada do próximo fim de semana. Para o pretenso jornalista, Flu e Botafogo não cairão pelo mesmo motivo.

Leviandade tem limite. Acusações gravíssimas como essas, sem qualquer fundamento ou respaldo legal, mereceriam dura resposta do Conselho Nacional de Arbitragem.

Certo está Mário Sérgio, técnico do Internacional, que na coletiva de imprensa que deu após a vitória sobre o Santos, queixando-se de um processo que perdera para um jornalista, declarou que a classe mereceria tratamento igual, já que escreve e publica o que quer, muitas vezes sem o cuidado da simples checagem da informação, prejudicando terceiros de maneira irresponsável.

Até quando vai isso?

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Macaé IIIChego renovado do fim de semana em Macaé, depois de receber tanto carinho de amigos e leitores na noite de lançamento do livro “Libertadores 2008 – O Ano em que a Magia Tricolor Encantou o Mundo”, no Farol Vídeo e Livraria, na deliciosa Praia dos Cavaleiros.

Ex-companheiros de imprensa da cidade estiveram lá, prestigiando a noite festiva, que, entre goles de refrigerantes e salgadinhos, se estendeu até o começo da madrugada. Sobrou tempo até para uma caminhada pela orla na linda manhã de domingo. Inesquecível!

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A “turnê” do livro continua neste fim de semana, em Petrópolis, onde estarei sábado, a partir das 18h, na Só Tricolor, do Shopping ABC (Rua Tereza, 1515/Loja 69 – Bairro Alto da Serra).

Espero os amigos petropolitanos, com uma caneca de chocolate quente na mão.

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Pontos-de-venda do livro “Libertadores 2008”.

*Livraria Saraiva (esgotado);

*Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37 – Centro);

*Empório das Letras (Galeria do Cinema São Luiz, no Largo do Machado);

*Flu Boutique – Laranjeiras (sede do clube);

*Flu Boutique – Barra da Tijuca (Shopping Barra Square: Av. das Américas, 3555 – Bloco 1/Loja 105);

*Só Tricolor – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 44);

*Só Tricolor – Tijuca (Rua Santo Afonso, próximo à Major Ávila);

*Só Tricolor – Niterói (Rua Gavião Peixoto, 104 – Loja 111).

*Farol Vídeo e Livraria – Macaé (Av. Atlântica, 2550 – Loja 12).

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Filmete (R.Lima)Um único gol sofrido nos últimos quatro jogos. Este é o saldo da excelente zaga formada pelos jovens Digão, Dalton e Gum, além do ótimo goleiro Rafael, que vem fazendo defesas salvadoras, aliadas à serenidade que transmite aos jogadores de defesa.

Com Digão suspenso pelo terceiro cartão amarelo (que partida ele fez!), Cássio deverá ser o seu substituto contra o Sport, já que não acredito mais que Cuca vá mexer no esquema 3-5-2 até o fim do ano, principalmente depois desta série impressionante de vitórias.

Diguinho é outro que não joga, também suspenso. O bom equatoriano Urrutia deverá ser a opção do treinador.

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Artes: Aldo Oliveira, Júnior Campos e Ricardo Lima.

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Uma ótima semana!

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Flu dispara contra o sol, é forte, mas não por acaso

dom, 08/11/09
por joao marcelo garcez |

Sob um intenso calor de mais de 40ºC, o Fluminense novamente brindou sua linda e numerosa torcida, vencendo pela quarta vez consecutiva e aumentando para nove jogos sua invencibilidade.

 

De patinho feio do Campeonato Brasileiro, o Fluminense passou a devorador de clubes postulantes ao título ou a vaga na Libertadores. Nesta incrível série, o Flu tirou pontos de Internacional, Goiás, Atlético-MG, Cruzeiro e Palmeiras (os três últimos com vitória). Nada mal para um time que, salvaguardando sua situação ainda difícil na competição, já era dado como rebaixado desde as últimas semanas de setembro.

 

Domingo à tarde, mais uma vez o Flu foi soberano na partida. Ou o “novo Flu”, como costumo dizer, já que este time nada lembra aquele outro, condenado, que jogava por jogar, sem compromisso algum com as tradições do clube.

 

O trio de zaga, formado por Gum, Digão, e Dalton, vem atuando com uma fibra de dar orgulho a qualquer tricolor. O mesmo pode se dizer dos laterais, Mariano e Dieguinho, que cresceram assustadoramente de produção nesta reta final, sobretudo o direito, que contra o Palmeiras perdeu um gol incrível e a chance de matar a partida.

 

No setor à frente, Conca reina absoluto em meio à incógnita que é Diguinho, roubador de bolas na mesma proporção com que as devolve ao adversário. Já Diogo compensa tudo com muita batalha em campo.

 

No ataque, Maicon é outro desde que voltou do Mundial Sub-20, puxando contra-ataques sempre com muito perigo pelos flancos. Já Fred dispensa comentários: é, ao lado de Cuca, um dos principais responsáveis pela transformação do Fluminense.

 

Transformação iniciada lá na retaguarda, com Rafael, já que todo bom time, como diz o ditado, deve começar por um grande goleiro, como ele o é.

 

Não é mesmo por acaso que este Flu é forte, sim senhor.

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Festa antes, durante e depois do jogo.

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Sobram adjetivos para qualificar a beleza da torcida tricolor. O mosaico que abriu pouco depois da entrada do time em campo foi para profissional de efeitos especiais algum colocar defeito. Inacreditavelmente lindo!

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O que dizer também dos homens que desceram de parapente no gramado do Maracanã. Tremulando a bandeira do Flu nas alturas, a homenagem emocionou os quase 70 mil tricolores que lotaram o anel do estádio.

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O gol de Fred (o oitavo em oito jogos desde que voltou) no segundo tempo, então, foi a senha para que os tricolores enlouquecessem.

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Loucura que virou esperança ainda mais palpável ao apito final.

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Sexto time que mais pontuou no returno do Campeonato Brasileiro, o Fluminense, com 15 pontos conquistados nos últimos 21, vem recuperando terreno e galgando posições – por muito tempo lanterna isolado da competição, já é agora o 17° colocado, embora sua diferença para o Botafogo, 16°, novamente não tenha diminuído (continua em cinco pontos, agora também para o Coritiba, que voltou para a briga dos clubes que lutam para se manter na Série A).

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Na próxima rodada, porém, em caso de vitória tricolor, ainda que Botafogo e Coritiba vençam seus jogos (o que não seria nada bom), a diferença do Flu para o décimo-sexto colocado obrigatoriamente cairá para quatro pontos. Isto porque o time tem um confronto direto com o Atlético-PR, no Maracanã, que, se derrotado, estacionará nos 43 pontos (contra 39 do time dirigido por Cuca).

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Para chegar na última rodada dependendo apenas de suas forças, no entanto, o Flu torce por um único resultado – uma derrota do Coritiba, já que ambos se enfrentarão, no Couto Pereira, o que possibilitaria a ascensão do Flu à posição do time paranaense.

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Mas o melhor mesmo, claro, é chegar lá já sem a necessidade da vitória.

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Considero legítima a reclamação dos palmeirenses no gol anulado de Obina, já que também não vi nada irregular no lance.

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O que não foi legítimo, porém – e curiosamente não vi ninguém falando nada a respeito –, foi o escanteio que iniciou a jogada do gol, que não existiu. É o próprio Obina quem, de ombros, “cabeceia” a bola pela linha de fundo, como ele mesmo, com gestos, mostrou aos companheiros, para justificar o erro da jogada.

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Simon errou em dose dupla.

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Já está no ar a segunda parte da oitava edição do Baú Tricolor. Esta sobre a vitoriosa Máquina Tricolor, nos anos 70, além do título estadual de 80.

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http://flusaoeternoamor.ning.com

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Alô, macaenses e moradores de cidades do Norte Fluminense! Estarei neste sábado, a partir das 19h, no Farol Vídeo e Livraria (Av. Atlântica, 2550/Loja 12), para o lançamento de “Libertadores 2008 – O Ano em que a Magia Tricolor Encantou o Mundo”. A Praia dos Cavaleiros como pano de fundo.

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Vai ser uma delícia!

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Pelas semifinais da Copa Sul-Americana, o Fluminense vai ao Paraguai, onde enfrenta nesta quarta, às 21h50, o Cerro Porteño.

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Na vontade e na bola, está provado que o Flu, atualmente, pode ganhar de qualquer um. A lamentar, porém, a desastrosa escalação do argentino Hector Baldassi, que prejudicou terrivelmente o Flu na final da Libertadores do ano passado.

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A despeito, Roberto Horcades até chegou a enviar um ofício à sede da Conmebol, que de nada adiantará.

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Mas espere aí: não foi o próprio presidente quem garantiu que Baldassi JAMAIS apitaria novamente um jogo do Flu enquanto estivesse no cargo?

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Artes: Ricardo Lima e Aldo Medeiros.

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Cuca, não está ficando bonito, não. Está é ficando lindo demais.

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Vamos que dá, garotada!

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Gladiador Fred repete Washington, classifica Flu e convoca a torcida: “Esgotem os ingressos”

qui, 05/11/09
por joao marcelo garcez |

Que ninguém duvide: Flu x Palmeiras será um jogão.

 

A bonita tela produzida pelo excelente Marco Gall, semelhante à que fez para o decisivo Flu x São Paulo da Libertadores não é coincidência: Flu x Palmeiras, como o apoteótico Flu x São Paulo, tem apelo semelhante ao de uma final de Copa do Mundo.

 

E não há exagero algum na afirmação anterior. Porque, como naquele, neste também é vida ou morte para o Flu, embora continue sendo possível chegar aos 45 pontos em caso de revés, mas já sem a mesma confiança de antes.

 

Porque, também como naquele, o oponente tricolor vem de São Paulo, o líder Palmeiras, coincidentemente dirigido pelo competente Muricy Ramalho, cuja sensação de déjà vu, ao ver o Maracanã tomado de tricolores, será inevitável.

 

Naquele, Washington, com uma cabeçada fulminante, salvou o Flu ao apagar das luzes.

 

É também ao apagar das luzes que o Tricolor vem tentando se safar neste Campeonato Brasileiro.

 

Luzes, como as dos refletores do Flu, que brilham tanto quanto o sol da manhã. Ou da tarde de domingo, como é desejo de milhões.

 

Milhões, somos milhões em todo o Brasil. Mas seremos milhares no Mário Filho.

 

Milhares que se fazem multiplicar e parecer os tais milhões.

 

Pois a torcida do Flu, só ela, tem o trunfo do Suave Milagre.

 

O Maraca vai ferver.

 

O exército do Flu, do gladiador Fred, à fronte do combate, promete mais uma luta incansável, de raça, entrega e disposição. Luta que o fez vitorioso nas inesquecíveis batalhas contra Atlético-MG, Cruzeiro e Universidad, todos certeiramente alvejados por ele.

 

Batalhas que resgataram a autoconfiança do time e de seu torcedor, de novo em lua-de-mel.

 

Que seja eterno enquanto dure.

 

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Ainda não se sabe se o Fluminense será o campeão da Copa Sul-Americana, mas, independentemente disso, pelo segundo ano consecutivo, o clube chega a uma fase semifinal de uma competição organizada pela Conmebol, o que não é pouco.

 

Ao longo de três fases até aqui, o Tricolor já eliminou adversários de Brasil, Peru e Chile. Irá ao Paraguai na próxima quarta e, se avançar à decisão, enfrentará um oponente também de outro país – o quinto diferente – já que um uruguaio e um equatoriano se enfrentam na outra semifinal.

 

A inédita classificação do Flu a esta etapa da Copa Sul-Americana, com uma campanha invicta até aqui, já credencia o Flu a escrever uma nova epopéia, como fez ano passado, na Libertadores.

 

Epopéia sugerida pelo próprio colunista no texto que antecedeu a estréia do time na competição – “Passo um de uma nova epopéia” –, mal interpretado por alguns leitores, que acusaram o escriba de vender ilusão.

 

Ilusão hoje estampada em jornais de todo o país dando conta de que, a despeito da campanha no Brasileiro, o Fluminense, último representante do país, é semifinalista da Sul-Americana.

 

Nunca antes uma ilusão fora tão mal vendida na história deste planeta…

 

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Classificada como irretocável por Cuca, a atuação do Fluminense no acanhado Estádio Santa Laura foi mesmo de encher os olhos. O torcedor tricolor, pela terceira vez em uma semana, viu seu time triunfar de maneira heróica, à base de muita luta e sacrifício.

 

Sacrifício como o de ficar longe da família por mais de uma semana, em meio à rotina de viagens e concentrações para os decisivos jogos desta reta final de temporada, o que só os valoriza enquanto profissionais.

 

Sacrifício como o de jogar com a incrível dedicação que temos visto, mesmo com atraso salarial, o que é inconcebível.

 

É de emocionar o que vem fazendo este novo time do Fluminense, constituído em sua maioria por jovens valorosos, de alma, aliados à experiência de Conca e Fred, que “comprou de vez o barulho do Flu” e está sendo decisivo em rigorosamente todos os jogos, marcando sete gols nos últimos sete que disputou.

 

Dá gosto de ver.

 

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Muitos tricolores torcem por uma reedição da final entre Fluminense e LDU, para uma histórica revanche da decisão da Libertadores do ano passado.

 

Terão ainda a fase semifinal pela frente, o que não permite cravar que decidirão mesmo o título.

 

Mas a julgar por uma coincidência nestas quartas-de-final, dá pra apostar que os deuses do futebol estão loucos para que sim.

 

Porque, como no ano passado, a LDU superou um time argentino nesta fase da competição, depois de empatar em 1 a 1 no jogo de ida.

 

E também porque, veja você, como aconteceu contra o São Paulo, o camisa 9 tricolor (que na Sul-Americana joga com a 20) fez, de cabeça, o gol da classificação tricolor às semifinais, depois de superar o adversário pelo placar de 3 a 2, somados os dois jogos, o mesmo do contra o Tricolor Paulista.

 

É ou não para deixar a gente animado?

 

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A verdade, porém, é que o Fluminense foi amplamente superior ao Universidad nos dois confrontos, que poderia ser decidido já no primeiro tempo do jogo no Maracanã, quando, graças ao goleiro M. Pinto, o time chileno não saiu goleado.

 

Quinta, no Santa Luzia, o Flu também jogou sempre no campo adversário, mais uma vez explorando as investidas e a velocidade de Maicon pelo lado direito, que vem se tornando peça fundamental no time tricolor. Com o jogo sempre controlado, Rafael foi pouquíssimo ameaçado, e o magro placar de 1 a 0 acabou não retratando com fidelidade a superioridade do Flu.

 

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“Vamos lá que está ficando bonito”. Palavras de Cuca, que, depois de algumas escalações equivocadas no começo, acertou a mão, mandando a campo um time que, além do bom futebol, vem jogando de forma incansável, recusando-se a perder jogo a jogo.

 

Deu liga!

 

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Méritos também ao preparador físico, Ronaldo Torres, que está fazendo o time correr uma barbaridade. Recentemente, porém, Torres disse temer pelo desgaste físico dos jogadores devido ao acúmulo de jogos e viagens.

 

Com a motivação nas alturas, entretanto, creio que o cansaço não será sentido pelos atletas domingo, principalmente porque terão ao seu lado nada menos que 80 mil apaixonados tricolores.

 

Aí, meu amigo, o jogador corre até a maratona de Nova York.

 

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Atenção, moradores de Petrópolis e região: “Libertadores 2008 – O Ano em que a Magia Tricolor Encantou o Mundo” também terá lançamento na Cidade Imperial. Mas diferentemente das noites festivas do Rio de Janeiro e de Macaé  – próximo dia 14 -, o evento na Serra será realizado à tarde, dia 21 de novembro (sábado), na Só Tricolor, do Shopping ABC (Rua Tereza, 1515/Loja 69 – Bairro Alto da Serra).

 

Aos leitores que desejam adquirir o livro pela internet, uma informação: todos os exemplares disponibilizados à livraria Saraiva já foram vendidos. Assim, há ainda a opção de compra pelo site da Flu Boutique (www.fluboutique.com.br).

 

Demais lojas e livrarias:

 

*Livraria Folha Seca  (Rua do Ouvidor, 37 – Centro);

*Empório das Letras (Galeria do Cinema São Luiz, no Largo do Machado);

*Flu Boutique – Laranjeiras (sede do clube);

*Flu Boutique – Barra da Tijuca (Shopping Barra Square: Av. das Américas, 3555 – Bloco 1/Loja 105);

*Só Tricolor – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 44);

*Só Tricolor – Tijuca (Rua Santo Afonso, próximo à Major Ávila);

*Só Tricolor – Niterói (Rua Gavião Peixoto, 104 – Loja 111).

 

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Relato enviado pelo tricolor Rodolfo Nunes a despeito do tratamento dispensado à torcida do Fluminense, domingo passado, no Mineirão. Segundo Rodolfo, que esteve em Belo Horizonte, cerca de 80% dos ingressos destinados aos visitantes foram negociados com torcedores organizados do time mineiro, que, desrespeitosamente, dirigiam-se ao Portão 13 (visitantes) para adquirir os bilhetes que não lhes cabiam.

 

Indignados, dezenas de cariocas procuraram funcionários da  Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais (ADEMG), exigindo providências, que não foram tomadas. Resultado: muitos tricolores, como o bravo Rodolfo Nunes só conseguiram ver o jogo depois de se verem obrigados a comprar os ingressos com cambistas.

 

O Estatuto do Torcedor é mesmo só pra inglês ver.

 

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Bonito vídeo produzido pelo cineasta Alexandre Lima, para animar a festa que está por vir.  

 

http://www.youtube.com/watch?v=Zmaeib6ka5E

 

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De Fred, em entrevista concedida à Rádio Globo, minutos antes de sair do Santa Luzia.

 

“Eu só queria mandar um recado pra torcida do Fluzão: lotem o Maracanã, esgotem os ingressos que a festa será bonita”.

 

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Nitroglicerina pura!

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Estandarte da paixão dá vitória suntuosa ao Flu em BH. Duelo com líder terá casa cheia

dom, 01/11/09
por joao marcelo garcez |

Era o milésimo jogo do Cruzeiro na história dos Campeonatos Brasileiros. Dono da melhor campanha do returno, o time mineiro sustentava uma invencibilidade de sete jogos, com cinco vitórias consecutivas, arrancada que lhe possibilitara chegar à 33ª rodada em condições de finalmente adentrar o grupo dos clubes classificados à Libertadores. A festa, portanto, estava pronta no Mineirão, que recebeu público superior a 50 mil torcedores. Um caldeirão azul.

 

Do outro lado, também defendendo uma invencibilidade de seis jogos, um renovado Fluminense, liderado por Fred, justo um ídolo da torcida celeste. O bom momento tricolor, traduzido em números (apenas duas derrotas nos últimos 14 jogos), ainda não tivera sido suficiente para tirá-lo da última posição do Campeonato Brasileiro. Culpa de um outro Flu, carente de autoconfiança, comprometimento e, principalmente, bom futebol.

 

Um Flu tão apático e desfigurado, que se distanciava anos-luz deste novo Flu, principalmente dos embates contra a dupla mineira. Deste Flu que fora flechado pelo cupido, que carregara consigo a Belo Horizonte o imperecível estandarte da paixão, razão pela qual escrevera coluna última que apostava nele na capital mineira.

 

Um Flu que fez seguramente o mais perfeito segundo tempo de toda a temporada. Épica atuação que lembrou outra realizada no mesmíssimo estádio, há quatro anos, quando, sobrenatural, o Flu esbanjara magia naquele 7 de setembro, goleando o Cruzeiro por 6 a 2. A partida, histórica, registrou o milésimo gol do Fluminense na história dos Campeonatos Brasileiros, marcado pelo sérvio Petkovic.

 

O milésimo jogo do Cruzeiro não foi tão feliz quanto aquele do gol mil do Flu. E tudo no Mineirão, que testemunhou duas catarses tricolores em seu reduto.

 

Como já testemunhara, em menor escala, em outras três recentes ocasiões, afinal, de 2004 pra cá, com o triunfo de domingo, o Flu conquistou nada menos que cinco vitórias sobre o Cruzeiro em seus domínios, quatro delas pelo placar de 3 a 2, curiosamente.

 

Marca expressiva sobre um grande clube que, apesar da derrota, seguirá firme no seu propósito de voltar à Libertadores, competição que já conquistou por duas vezes.

 

Enquanto que o Flu, ainda com a corda no pescoço, se preparará para outra final de Copa do Mundo, agora contra o líder, Palmeiras. Jogo que deverá contar com 80 mil tricolores num Maracanã, que, mais uma vez, transbordará paixão.

 

Antes, porém, o Flu lutará em outra frente. Terá nesta quinta, às 21h15, o desafio de conquistar, no Chile, uma inédita classificação à fase semifinal da Copa Sul-Americana.

 

Desafio que, depois do que se viu em Belo Horizonte, já nem se mostra mais tão improvável.

 

Porque o Flu está de novo com amok, a febre dos elefantes, que deixa rastros de destruição aqui e acolá.

 

A América andou provando deste mal…

 

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Que semana espetacular a do Flu. Começou com uma grande reação em Goiânia, empatando um jogo que perdia por 2 a 0; seguiu com a vitória da raça sobre o então vice-líder Atlético-MG; e terminou com a épica apresentação em Belo Horizonte, capaz de devolver o orgulho tricolor ao seu torcedor.

 

Sete pontos em nove possíveis, contra adversários que lutam, no mínimo, por uma vaga na Libertadores.

 

Febris de amok são mesmo danados de bom…

 

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Arte: Junior Vithot.

 

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Antes agonizante, a situação do Flu continua bem complicada, apesar dos 12 pontos conquistados nos últimos 18. O time ganhou apenas uma colocação e manteve-se a cinco pontos do Botafogo, que ocupa hoje a posição-limite dos clubes que permanecerão na Série A em 2010. Isto porque o time da Estrela Solitária também venceu seus dois últimos jogos, mantendo uma diferença que antes vinha caindo rodada a rodada.

 

O Flu, porém, tem uma interessante vantagem neste confronto direto que trava com o Botafogo. Para superá-lo na tábua de classificação, bastará terminar empatado em pontos com ele, tendo em vista que, para descontar os cinco pontos que hoje os separam, o Flu precisará, além de contar com o tropeço de seu adversário, claro, de duas vitórias, o que o deixará com uma a mais que o time alvinegro, o rei dos empates até aqui.

 

Outra observação importante é que, na próxima rodada, diferentemente do que aconteceu nas últimas duas – em que o Botafogo jogou primeiro, fazendo com que o Flu atuasse pressionado, tendo que descontar terrível desvantagem de oito pontos -, neste fim de semana, será o time de Estevam Soares que fará o jogo de encerramento do domingo. Assim, quando entrar em campo, poderá ter o Flu a apenas dois pontos, fungando em seu cangote, e Náutico e Santo André até mesmo na sua frente, devolvendo-o à zona do descenso.

 

Com aconteceu com o Flu quinta e domingo passados, dependendo dos resultados, o Alvinegro poderá ter o peso de sua missão multiplicado por trocentas toneladas.

 

Não será fácil…

 

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Em tempo: momentaneamente com 33 pontos, o Flu chegará aos 48 se vencer as cinco partidas que lhe restam, o que quer dizer que o time ainda tem uma munição extra pra desperdiçar (matemáticos afirmam que 45 pontos garantem a permanência na Série A).

 

Como fará três dos próximos quatro jogos no Maracanã – e o que fará fora será contra o Sport, provavelmente já rebaixado daqui a três rodadas – bem que o Flu poderia deixar para queimá-la somente na partida final, em Curitiba, não é não?

 

Assim, o pobre coração tricolor poderia assisti-la sem riscos de enfarte…

 

Bola, pelo que vem demonstrando, o Flu tem, mas que a missão é pra lá de hercúlea, disso ninguém também duvida.

 

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Se você ainda não é sócio do Fluminense e quer ter direito ao voto nas eleições do ano que vem, é preciso correr: o prazo vai somente até o fim desta desta quinzena.

 

Mais informações pelo site http://flusocio.com.br/blog/fluminense/satt-chamada-final/.

 

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Que atuação a do Maicon, hein? Jogou como um autêntico ponta, fazendo jogadas de linhas de fundo, barbarizando a marcação cruzeirense. Foi um dos heróis da vitória, participando de dois dos três gols.

 

O tropeço do primeiro tempo quando iria abrir o placar ao driblar Fábio ficou até em segundo plano. E nem foi culpa dele.

 

Ou alguém tem dúvidas de que naqueles 45 minutos tenebrosos o nefasto Sobrenatural de Almeida não deu uma passadinha pelo Mineirão, “bandando” nosso camisa 10?

 

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Se o personagem rodriguiano não ajudou o Flu no pênalti perdido por Wellington Paulista?

 

Não. O negócio dele é tripudiar. Ou que verbo se dá ao gol do atacante cruzeirense instantes depois de desperdiçar a penalidade?

 

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Sorte a nossa que o Sobrenatural de Almeida é pavio curto e pouco tolerante. Apesar do jogaço de bola que se via no Mineirão, deu-se por satisfeito e foi embora no intervalo.

 

Foi quando chegou o… Gravatinha. E nosso herói, claro, tratou logo de injetar amok no Flu.

 

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E em Cuca, que teve a humildade e sabedoria de ver que o esquema que montara naufragara no primeiro tempo, sacando Diguinho e González e colocando Digão e Tartá, para dar mais consistência à marcação, explorando a juventude e velocidade de Maicon e Tartá no 3-5-2, que confundiu um Cruzeiro que aparentemente tinha o jogo à sua feição, mas que, repentinamente, viu-se de mãos atadas, sem saída de jogo e acuado com a agressividade dos “febris” jogadores do Flu.

 

O abraço do preparador físico Ronaldo Torres em Cuca após o gol da virada bem que poderia ser o abraço de toda a nação tricolor num treinador que, contra todas as dificuldades, está fazendo malabarismo num elenco outrora desacreditado, apostando na juventude, aliada aos experientes Conca e Fred, invicto desde a sua volta e que, com maestria, assumiu seu papel de liderar o time, bem diferente daquele jogador irritadiço, longe da melhor forma, que pouco marcava e jogava, devido a seguidas suspensões.

 

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Guerrón, apesar da vitória parcial, parecia preocupado na volta do intervalo. Com as mãos unidas à altura do rosto, mostrava uma expressão incompatível com a partida que seu time vinha jogando.

 

Depois, a explicação: ex-jogador da LDU, o equatoriano já sabia que o Flu não se entregaria fácil. Apesar de ter se sagrado campeão, a nitroglicerínica decisão da Libertadores do ano passado deve ter-lhe vindo à mente.

 

Em tempo: foi ou não uma delícia ver Urrutia vencer seu ex-companheiro de time agora defendendo as cores do Flu?

 

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Surfa mais, Fred!

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Esta coluna é publicada duas vezes por semana (geralmente às segundas e quintas-feiras), sempre nos dias seguintes aos jogos do Fluminense.



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