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Para não repetir 1996

Qui, 20/11/08
por joao marcelo garcez |

galera-3.jpgClassificado para a decisão da Copa Sul-Americana, o Internacional anunciou um time repleto de reservas (e juniores) para o jogo deste domingo contra o Fluminense, às 19h10. A notícia foi comemorada de forma comedida nas Laranjeiras. Prudente, sabe o elenco tricolor que futebol se ganha dentro de campo e que, quando a bola rolar, outros 11 jogadores estarão em campo do lado de lá.

 

Não é preciso voltar muito no tempo para lembrarmos de partidas entre reservas de um time que venceram titulares de outro. Coincidentemente, confrontos recentes de Fluminense x Internacional ilustram isso. Em 2005, envolvido com a fase final da Copa do Brasil, o Fluminense, então dirigido por Abel Braga, foi a campo, em Volta Redonda, com sua formação reserva. Do outro lado, o ótimo Internacional, que se sagraria vice-campeão brasileiro daquela temporada. O resultado? 3 a 0 para o Flu.

 

Acaso? O destino mostrou que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. No ano passado, novamente às vésperas das finais da Copa do Brasil, o Fluminense, desta vez sob batuta de Renato Gaúcho, pisou o Maracanã novamente sem seus titulares contra um Internacional então campeão do mundo e que contava até com Alexandre Pato. A história se repetiu e o Tricolor goleou novamente pelo mesmo placar: 3 a 0.

 

Voltamos a 2008 e vivemos uma situação inversa. Desta vez, é o Internacional que jogará em seus domínios e que levará a campo seus jogadores suplentes. Os mesmos que golearam o Ipatinga por 4 a 0 e que só perderam para o Santos com um gol contra do ex-tricolor Gustavo Nery.

 

Por isso tudo, cravar vitória do Flu neste interessante duelo é meio caminho andado para um desastroso revés.

 

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Desastroso, sim, já que o Fluminense tem de ter em mente que este é o jogo-chave dos três que lhe restam. Perdendo, muito provavelmente chegará à última rodada precisando “secar” seus adversários para se livrar do rebaixamento (além de vencer o Ipatinga, claro).

 

Ainda está fresco na memória dos tricolores o ano de 1996, quando o Fluminense chegou à derradeira rodada do Brasileirão precisando vencer o Vitória, em Cariacica (ES), e torcer contra Criciúma ou Bahia para escapar da degola. Resultado: o Flu bateu o Rubro-Negro baiano, dirigido por Edinho, por 3 a 1, mas não contou com a “ajuda” dos rivais, que pareceram não querer mesmo fazer muita força pra ganhar: Joel Santana escalou o terceiro goleiro do Fla, Fábio Noronha, na derrota de 1 a 0 para o Bahia; e o Atlético-PR, então invicto em casa, permitiu a virada do time catarinense, para delírio de sua galera. Mas não a galera do Tigre. E sim a atleticana, que comemorou muito o rebaixamento do Flu.

 

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Sinistra coincidência: oponente do Flu na última rodada de 1996, o Vitória, desta vez, encerrará sua participação no campeonato contra o Vasco.

 

O que tem isso? É que, em ambos os casos, o técnico do adversário rubro-negro foi/será o frasista Renato Gaúcho.

 

Já pensou?

 

Pelo sim, pelo não, é bom ver o que andam falando os orixás.

 

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O Beira-Rio não deverá receber um grande público neste fim de semana. Mas o jogo tem lá seus atrativos. Inter e Flu farão um duelo entre clubes finalistas das copas Libertadores e Sul-Americana (repito: clubes; não times).

 

Será também o jogo de número 900 do Fluminense na história dos Campeonatos Brasileiros.

 

Marca expressiva.

 

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Tão expressiva quanto o ranking liberado esta semana pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), que aponta o Fluminense como o melhor clube brasileiro na atualidade.

 

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Bem legal a resposta dos internautas na enquete sobre quem deverá ser o técnico do Fluminense na próxima temporada. A questão praticamente dividiu os leitores, que, entretanto, são praticamente unânimes em dizer que tanto René quanto Parreira são excelentes profissionais.

 

Apesar do bom trabalho do atual treinador, ando desconfiado de que o técnico campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 deverá ganhar a preferência da diretoria no fim da temporada.

 

É que, pra quem não se lembra, foi Carlos Alberto Parreira quem levou Roberto Horcades para as Laranjeiras em 1999, conforme me contou o ex-presidente Francisco Horta em entrevista postada neste mesmo Blog do Flu.

 

Uma boa saída, porém, é ficar com os dois. Isso se o homem-forte do Flu, o presidente da patrocinadora, Celso Barros, quiser desembolsar alguns reais a mais para contar com uma comissão técnica de excelente nível em 2009.

 

Sem dúvida, um presentão de Natal, não?

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Flu dá um bico na desconfiança

Dom, 16/11/08
por joao marcelo garcez |

bico.jpgPressionado pela necessidade extrema de vitória, o Fluminense encarnou o espírito dos maiores guerreiros de sua história para, na base da superação, superar a Portuguesa e afastar-se da perigosa zona do descenso.

 

O gol de Edno, no primeiro tempo, dificultou ainda mais a missão tricolor, que se viu obrigado a fazer da etapa final os 45 minutos de sua vida.

 

E como foi aplicado o Fluminense! Apoiado por uma massa que não parou de gritar durante um só segundo (mais de 40 mil torcedores), o time pareceu multiplicar-se em campo. A Portuguesa sucumbiu e acabou levando um caminhão de gols. Quatro para ser mais preciso, embora apenas três tenham sido validados pela arbitragem.

 

A virada tricolor contou também com a valorosa contribuição de seu treinador, René Simões, que soube enxergar o jogo e fazer, com precisão cirúrgica, as substituições que o time carecia. As entradas de Romeu, Tartá e Maicon (principalmente) deram nova cara ao Flu. As jovens revelações de Xerém incendiaram a partida, participando dos três gols do décimo triunfo tricolor na competição.

 

“Fiquei arrepiado com a torcida”, disse o jovem Maicon, que ajoelhou-se no gramado para saudar os milhares de tricolores que ovacionavam o jogador.

 

Tartá, que também andava encostado (chegou a ser reintegrado aos juniores), melhorou a ligação do meio com o ataque, marcando, inclusive, o segundo gol tricolor, ao aproveitar um rebote do goleiro da Portuguesa, que defendeu violento chute de Maicon.

 

O encapetado Maicon, que minutos antes já havia feito uma linda jogada de linha de fundo para a conclusão de Washington e que, no gol de Romeu, fez outra boa jogada que sobrou para o meio-campo fuzilar o gol de Gottardi.

 

Pela ativa e incansável participação, Maicon e a torcida tricolor, foram, sem dúvida alguma, os personagens do sabadão tricolor.

 

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Com a vitória sobre a Portuguesa, o Fluminense chegou aos 40 pontos e ganhou uma posição. Embora sua situação tenha melhorado consideravelmente, o Tricolor ainda precisa de quatro pontos para se safar da degola.

 

Para simplificar a história toda, o resumo é o seguinte: o Fluminense tem de somar um único ponto nos jogos que fará fora de casa, contra Internacional e São Paulo. Se conseguir, jogará por uma vitória simples contra o Ipatinga, na última rodada, para se despedir de 2008 no lugar que lhe é de direito, a elite do futebol brasileiro.

 

Mas, se por acaso, o Flu quiser resolver a sua vida mais cedo, aprontando sobre os dois, a gente promete que não vai ficar chateado.

 

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Muitos leitores escreveram para perguntar sobre uma possível vaga ao Fluminense na Libertadores do ano que vem. Tudo porque uma ingerência do governo peruano na federação de futebol daquele país vem sendo duramente repreendida pela FIFA, que, se mantida a intervenção, destituirá seleção e clubes peruanos de competições internacionais.

 

A punição abriria três vagas na Copa Libertadores da América. Comenta-se que duas dessas vagas seriam ocupadas pelo campeão da Copa Sul-Americana e pelo vice-campeão da Libertadores, o Fluminense.

 

A FIFA deu como prazo-limite ao Peru o próximo dia 20. No dia 21, a Conmebol fará uma reunião para acertos finais da Libertadores e, dia 25, já sorteará as chaves da competição.

 

Resumo da ópera: especulação ou não, o imbróglio terá rápido desfecho. Se a vaga vier, ótimo, mas o melhor mesmo é não criar muita expectativa entorno dessa história.

 

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Carlos Alberto Parreira confirmou essa semana que foi contactado duas vezes pela direção do Fluminense para assumir o time desde sua volta da África. Seu nome, porém, continua sendo cotado nas Laranjeiras para a próxima temporada.

 

Por outro lado, René Simões vem fazendo bom trabalho no Flu, conseguindo quatro das dez vitórias tricolores neste Brasileiro – e isso em apenas sete jogos.

 

Diante do bom momento de René, mereceria ele continuar no clube em 2009? Ou Parreira, campeão mundial e brasileiro com o Flu, seria o treinador ideal para iniciar um processo de renovação nas Laranjeiras?

 

Com a palavra, você tricolor!

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Um ídolo, uma homenagem

Qui, 13/11/08
por joao marcelo garcez |

pai-thiago-silva.jpgPela primeira vez desde que iniciaram especulações envolvendo seu nome, o zagueiro Thiago Silva admitiu que não ficará mesmo no Fluminense em 2009. Mas será apenas um até breve, como ele mesmo admite. “O clube já faz parte da minha vida”. O anúncio veio justamente na semana em que a torcida liderava a “Campanha Fica, Thiago Silva”.

 

Os torcedores, porém, não se dão por vencidos e farão de tudo para não perder o xerifão da retaguarda tricolor. Através do vídeo abaixo, veja a homenagem que a galera fará a Thiago Silva no jogo deste sábado, contra a Portuguesa.

 http://www.youtube.com/watch?v=txqICvgM_Mg&feature=related 

Vai ser de arrepiar! Se não deverá ser de grande serventia para que Thiago fique, ao menos fará com que o jogador queira voltar rapidinho para as Laranjeiras.

 

Mas seja lá como for, nossos votos de felicidade a este grande homem, jogador (e agora papai) chamado Thiago Silva!

 

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Ao longo da semana, os jornais O Globo, Extra e Lance falaram sobre uma possível volta de Leandro Amaral às Laranjeiras na próxima temporada.

 

Alguma novidade? Não para os leitores do Blog do Flu, que desde 7 de outubro já sabiam da notícia.

 

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Assis completou 56 anos na última quarta-feira.

 

Vida longa ao carrasco rubro-negro!

 

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A diretoria cedeu e finalmente reduziu em 50% o preço dos ingressos para o jogo com a Lusa. A torcida deverá lotar o Maracanã para abraçar o Fluminense nesta reta final de Brasileirão. A missão não é das mais fáceis: precisa de sete pontos em 12 que ainda disputará, sendo seis no Beira-Rio e Morumbi. Por isso, a partida deste sábado vem sendo encarada como uma decisão nas Laranjeiras.

 

Parafraseando o presidente da Máquina Tricolor, Francisco Horta, é vencer ou vencer.

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Flu refaz contas na reta final

Seg, 10/11/08
por joao marcelo garcez |

09_mhg_esp_fluwashington.jpg

A torcida tricolor pode se preparar para um fim de ano de fortes emoções. A poucas rodadas do fim, o Fluminense voltou a refugar no Campeonato Brasileiro e precisará ter um aproveitamento superior a 50% nos últimos quatro jogos para não ser rebaixado. Domingo, depois de um início promissor,  o Tricolor tentou levar o Cruzeiro em banho-maria e foi merecidamente castigado pelo time mineiro com uma magra derrota por 1 a 0, gol de Ramires. Com o resultado adverso, o Tricolor perdeu duas posições na tabela mas, em décimo-sexto, segue dependendo apenas de si para se manter na elite.

 

E por que o começo de jogo prometia? Porque mais uma vez a dupla de ataque tricolor falhou bisonhamente em oportunidades cristalinas de gol e deixou o time na mão: primeiro com Everton Santos, que, após receber belo passe do jovem e tímido João Paulo, fuzilou por cima da meta de Fábio; e depois com Washington, que recebeu livre na pequena área e se atrapalhou com a bola ao tentar dominá-la na coxa em vez de arrematar o chute de primeira (foto). Estivesse Romário, mesmo com seus 42 anos e sem condicionamento físico, posicionado no mesmo lugar do Coração Valente, o Baixinho fatalmente executaria seu tradicional chute de sem-pulo e fuzilaria o goleiro cruzeirense.

 

Mas é por isso que Romário é Romário e Washington é Washington.

 

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Embora reconhecidamente importante para o Flu na temporada, Washington vem irritando muito a torcida nos últimos jogos com sua habitual falta de trato com a bola. Desajeitado, dá a impressão de estar jogando fora de sua posição, recuando excessivamente para buscar jogo na intermediária do campo de defesa. Não bastante, vem perdendo o cacoete de finalizador ao insistir em jogar de costas para o gol, fazendo o chamado pivô, para rolar a bola a quem vem de frente. Pior: nessas ocasiões, geralmente perde a bola e permite o contra-ataque do time adversário.

 

Já declarei algumas vezes minha admiração por Washington, como homem e atleta. Mas o outrora matador agora vem dando vez a um jogador que briga o tempo todo com a bola, matando praticamente todas as jogadas de ataque do time.

 

Quando a fase não ajuda, o melhor mesmo é sentar no banco e dar vez a outro.

 

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O problema reside justamente aí: as opções de ataque que o elenco hoje dispõe não são das melhores, já que o futebol de Éverton Santos, Ciel e Somália também estão muito aquém das tradições tricolores.

 

Quem assistiu ao jogo pela TV Globo deve ter sentido uma ponta de melancolia ao ver imagens de Washington e Assis, impiedosos, estufando redes adversárias em todo o Brasil na década de 80, quando conquistaram quatro campeonatos num intervalo de apenas três anos.

 

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Ver o casal 20 brilhando e, depois, Ciel perdendo um gol aos 44 minutos do segundo tempo por falta de domínio (recebeu passe preciso e entraria livre na área de Fábio) deve ter custado mais alguns fios de cabelos das pensantes cabeças tricolores. Foi mesmo de doer!

 

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Pelo andar da carruagem, 43 pontos não serão suficientes para um clube escapar do rebaixamento. Certo mesmo, serão 44. Para isso, porém, o Fluminense não pode nem pensar em empatar com a Portuguesa neste sábado e, depois, que trate de somar pelo menos um ponto nos jogos que fará fora contra Internacional e São Paulo. Esses números deixariam o time com a necessidade de uma vitória simples na última rodada, quando receberá o Ipatinga, que estará matematicamente rebaixado.

 

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Aposto em ótimo público contra a Lusa. O momento exige dedicação máxima da torcida tricolor. Uma promoção de ingressos ajudaria muito, certo, diretoria?

 

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Engana-se quem pensa que será fácil o confronto com a Portuguesa. O time dirigido por Estevam Soares vem de ótimas partidas contra Flamengo e São Paulo e jogará também a sua sobrevivência na competição.

 

Por isso, repito, o apoio da massa tricolor ajudará muito neste confronto de tamanha importância.

 

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Um grande projeto, idealizado por Marcelo Antelo, promete agradar em cheio os internautas tricolores. Está no ar, desde setembro, o site do Flutube (http://flutube.com.br), uma página com mais de 1300 vídeos do clube, selecionados do YouTube. Gols, ídolos, gritos da torcida, entre muitos outros temas, fazem parte desta página virtual que tem tudo para fazer sucesso entre a torcida do Fluminense.

 

É clicar e recordar!

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Chuva e vitória caem do céu. Clube anuncia que não recorrerá na Libertadores

Qui, 06/11/08
por joao marcelo garcez |

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Ufa! Foi no sufoco e debaixo de muita chuva. A vitória apertada sobre o Figueirense por 1 a 0, gol de Arouca, ajudou o Fluminense a subir cinco posições na tabela e a recuperar um pouco do fôlego perdido na última rodada, quando foi surpreendido pelo Vasco.

 

Com 37 pontos e em décimo-quarto lugar, o Tricolor se safará da degola se vencer mais duas vezes e chegar aos 43. Para isso, nem precisa mais ganhar fora de casa. Se vencer os dois jogos que fará no Maracanã, contra Portuguesa e Ipatinga, permanecerá na elite do futebol brasileiro.

 

Mas, lógico, o ideal é não contar com isso (até porque estamos falando de um esporte caracterizado pela imprevisibilidade). O Flu que trate de arrebatar uns pontinhos fora também. A começar neste domingo, contra o Cruzeiro, às 17h. Jogo que terá transmissão da TV Globo para o Rio de Janeiro.

 

Tá clareando…

 

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Primeiro foi o apagão. Depois, o dilúvio… Sei não, mas acho que os deuses do futebol não estavam muito interessados em assistir a este Figueirense x Fluminense.

 

Em tempo: com o gramado visivelmente sem condições, o árbitro Wilson Luiz Seneme só não interrompeu novamente a partida porque os clubes chiariam uma barbaridade. Ontem, ela teria que terminar de qualquer jeito.

 

Melhor que com vitória tricolor.

 

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Destacar alguém num jogo como esse é até brincadeira, mas, vá lá: Arouca, que conduziu a bola pela intermediária adversária em busca de escassas oportunidades de gol, e Éverton Santos, que ciscou próximo à área arrumando uma coisinha aqui e ali, ficaram um pouco acima da média.

 

Já Junior César levou o terceiro amarelo e, suspenso, não enfrenta a Raposa.

 

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O aproveitamento de René Simões à frente do Fluminense beira a casa dos 70%. Em cinco jogos sob seu comando, o time venceu três (Atlético-PR, Palmeiras e Figueirense) e empatou um (Vitória), somando dez dos 15 pontos possíveis.

 

Se mantiver a média, o Tricolor chegará aos 47 pontos e poderá até sonhar com a última vaga da Copa Sul-Americana.

 

Mas é difícil. Primeiro porque, embora tenha sobrado disposição, o Fluminense voltou a jogar mal nas duas últimas partidas (tá certo, a partida contra o Figueirense nem deveria ser levada em conta, dado o estado do gramado, impraticável. Ou melhor, praticável a esportes aquáticos). E depois porque quatro dos cinco últimos adversários do Flu brigam diretamente pelo título (casos de Cruzeiro e São Paulo) ou desesperadamente contra o descenso (casos de Portuguesa e Ipatinga).

 

Por isso, o melhor mesmo é o Flu colocar logo seis pontos no bolso para começar a planejar 2009 depois de um marcante 2008, temporada que entrou para a história do clube pela gigantesca exposição que a marca Fluminense teve no cenário internacional, decorrência da inédita classificação a uma decisão de Taça Libertadores da América.

 

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Por falar em 2009, o Fluminense vai ter um primeiro semestre de arrepiar os cabelos. Em jogo, a hegemonia de títulos no Campeonato Estadual e a tentativa de retornar, ligeiro, à Libertadores, via Copa do Brasil.

 

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Caso Libertadores: o Fluminense anunciou, através do advogado Mário Bittencourt, que não entrará com recurso para revisão da decisão da competição.

 

A tese de um erro comprometedor do árbitro Hector Baldassi que supostamente daria o título ao Tricolor, originalmente publicado no Blog do Flu, foi divulgada por outros veículos de comunicação como a Rádio Tupi, jornal O Dia (versão impressa e on-line) e Canal Fluminense, além de ter sido diversamente debatida na maior comunidade do clube no site de relacionamentos Orkut.

 

Na noite de quarta-feira, Mário Bittencourt, por telefone, falou à coluna que a versão do ex-árbitro Oscar Roberto de Godói não consta nos autos de legislação do esporte. Segundo Bittencourt, após autorizar a cobrança, o árbitro, como autoridade máxima em campo, pode sim impedi-la de ser executada. Além disso, acredita o advogado, o recurso não cairia nada bem para a imagem do clube, principalmente pela fase adversa do time.

 

“João, num momento terrível como esse, em que o clube briga contra uma queda à Segunda Divisão, seria vexaminoso para nós pleitearmos uma questão de dificílima comprovação”, disse o advogado, que disse ter analisado todas as lambanças do árbitro na época da decisão. “São todas erros de fato. Não há brechas”.

 

Perguntado sobre a atuação de Hector Baldassi aos olhos do torcedor Mário Bittencourt, disse: “Foi mal, muito mal. Cometeu diversos erros, como a não-marcação de pênaltis claros em Washington e Cícero (depois da sinalização de um impedimento inexistente) e deixou de expulsar Cavallos no lance da cobrança de pênalti de Thiago Neves (o goleiro equatoriano já tinha recebido cartão amarelo na prorrogação e poderia ter sido expulso se recebesse o segundo, entrando um jogador de linha em seu lugar)”.

 

Sobre a Copa Rio de 1952, conquistada pelo Fluminense, que reivindica junto à FIFA o reconhecimento de campeão mundial, deixou um fiapo de esperança.

 

“À época da entrada do dossiê, ainda não estava aqui. Mas sei que o recurso ainda será julgado em segunda instância”.

 

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Em época de mobilização para o combate à dengue em diversos pontos do país, seria interessante que os prefeitos eleitos priorizassem a segurança pública para exterminar uma outra praga que assola o Brasil: vândalos.

 

Parece incrível que em pleno século XXI ainda tenhamos que conviver com cenas urbanas de selvageria em estádios de futebol, que, graças a elas, afundam e caem em descrédito junto a famílias e pessoas de bem, as quais acabam se privando de ver de perto seu clube de coração. Caso da torcedora Carolinne Andrade, que relata como sua irmã foi brutamente agredida na saída de Fluminense x Vasco, no último domingo.

 

“Prezado João,

 

“Ao sair do Maracanã após a derrota do Flu, eu e minha irmã fomos covardemente agredidas por vândalos na Avenida Radial Oeste. Primeiro, o noivo de minha prima levou um soco na mão em que segurava uma lata de cerveja. Sob alegação de que deveria “demonstrar respeito”, foi obrigado a tirar a camisa e entregá-la a um meliante torcedor do Vasco.

 

Depois, minha irmã foi puxada por outro grupo de “torcedores” que queriam tirar à força sua camisa. No meio da confusão, caiu no chão e corri para ajudá-la. Na hora, tive a sensação de estar sendo violentada e senti-me impotente perante aqueles homens covardes e cruéis.

 

Por sorte, alguns dos integrantes do bando recobraram minimamente a razão e nos soltaram. Corremos para o carro e fomos embora. Lembro da consternação do noivo de minha prima, que nada pôde fazer para ajudar.

 

Eu pergunto: onde estavam os policiais que não prenderam aqueles criminosos?”

 

Vergonha do lado de fora. Vergonha do lado de dentro do Maracanã. Fala, Carolinne!

“Durante o jogo, a polícia soltou spray de gás de pimenta num setor onde estavam sentadas centenas de crianças pequenas. Foi uma grande vergonha.

Depois de hoje, João, embora tenha um amor imensurável pelo meu Tricolor, desisto definitivamente do futebol.

E penso: será que é esse o caminho do Brasil? Será que podemos ter esperança de que o povo terá civilidade e respeito ao próximo algum dia?

Saudações de alguém que gostava de futebol”.

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Até segunda!

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Exclusivo: erro de aplicação da regra daria ao Flu título inédito da Libertadores

Seg, 03/11/08
por joao marcelo garcez |

cavallos.jpgDia 2 de novembro de 2008. O Fluminense enfrenta o Vasco no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro. Em situação delicada na competição, o Tricolor luta contra o rebaixamento à Série B.

 

Dia 2 de julho de 2008. Exatos quatro meses antes, o Fluminense, em situação absolutamente oposta à atual, decidia a Taça Libertadores da América no mesmo palco sagrado do Maracanã. Em jogo, o título mais importante de seus 106 anos de fundação. Com três gols do craque Thiago Neves, o Tricolor venceu o jogo por 3 a 1, mas deixou o título escapar por um fiapo ao perder nos pênaltis para a equatoriana LDU, do goleiro Cevallos (foto).

 

O choroso torcedor tricolor imagina, porém, que isso já é passado, está sacramentado sendo, portanto, definitivo, certo? Errado. Ainda inconformado com a arbitragem da partida, o Blog do Flu, 120 dias depois, foi atrás de profissionais da área para saber se Hector Baldassi não teria cometido um erro DE DIREITO, que comprometeria o rumo da competição.

 

O xis da questão está na cobrança de pênalti de Thiago Neves, a segunda do Fluminense. Na ocasião, Cevallos abandonou o gol, mesmo após a autorização da cobrança, para reclamar da demora da batida. Consultado pelo jornalista Ricardo Perrone (homônimo ao da Folha de São Paulo), o ex-árbitro Oscar Roberto de Godói explicou que a partir do momento em que o jogador corre para a cobrança ela não pode mais ser invalidada.

 

E o que fez Baldasi? Foi conivente com a catimba de Cevallos, invalidando a cobrança APÓS a corrida de Neves (mais precisamente no momento em que toca na bola). Ao infringir a lei do esporte, Baldassi cometeu um erro DE DIREITO.

 

Para esclarecer, peguemos duas polêmicas decisões em que o Fluminense tenha sido supostamente beneficiado e prejudicado, casos da decisão do Campeonato Estadual de 1971 (a famosa falta reclamada pelo Botafogo de Lula no goleiro Ubirajara) e da Copa do Brasil de 1992 (vez em que os tricolores reclamaram da marcação de um pênalti em Pinga, do Internacional). Em ambos os casos, os árbitros cometeram um erro DE FATO, já que, embora constatado por todos a falta no goleiro alvinegro e a cavada de Pinga, os juizes erraram como qualquer ser humano, sem dolo, fraude ou “roubo”. Interpretaram os lances equivocadamente e ponto. Diferentemente de Hector Baldassi, que, ao impedir a cobrança de Neves após a corrida, INFRINGIU A REGRA, cometendo um erro DE DIREITO (e não de interpretação).

 

Outro erro DE DIREITO aconteceu na final do Campeonato Paulista de 1973, quando Santos e Portuguesa também decidiram o título nos pênaltis, após empate no tempo normal em 0 a 0. Durante as penalidades, a Portuguesa errou suas três primeiras cobranças. Delas, o Santos converteu duas. O árbitro Armando Marques errou na contagem e declarou o Peixe campeão (a Portuguesa ainda poderia empatar, caso convertesse a quarta e quinta cobranças e o Santos as desperdiçasse). Ao errar a contagem dos pênaltis, Armando Marques cometeu erro DE DIREITO, infringindo o regimento do esporte que determina a cobrança de cinco penalidades. A Federação Paulista resolveu o problema dividindo o título entre os clubes. Tivesse o Fluminense recorrido, a Conmebol, diante da dificuldade da realização de nova partida, poderia fazer o mesmo, dando também ao Tricolor o inédito título da Taça Libertadores da América.

 

Embora não seja regedor da Libertadores, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, em seu artigo 259, parágrafo único, diz que “um erro DE DIREITO do árbitro, se comprovado, pode levar à anulação da partida”, o que só reforça o questão aqui levantada.

 

Não há leviandade nem, muito menos, “choro de perdedor” neste caso. Há, sim, um direito legítimo a ser reclamado pelo Fluminense, que não pode cruzar os braços para assunto de histórica importância.

 

E o que deve fazer agora o Tricolor? Se prescrito o prazo para recurso, o clube deve levar o caso à FIFA ou à Corte Arbitral do Esporte, a mesma que recentemente julgou (e condenou) Dodô por doping. O jurídico tricolor não tem nada a perder.

 

Já o glorioso Fluminense, este sim, tem MUITO a ganhar.

 

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A derrota do Fluminense para o desmantelado Vasco não estava no script. Assim como não estava a atuação do técnico René Simões, que embora venha fazendo um ótimo trabalho à frente do time, domingo cometeu seus primeiros pecados num jogo em que poderia ter selado de vez a sorte cruzmaltina.

 

Mas perdeu e voltou para a rabeira (só está à frente do Ipatinga).

 

A situação, porém, não é pior do que a de quando René chegou ao clube. Pelo contrário, a derrota deve ser encarada como um simples tropeço numa caminhada de reabilitação, que visa à manutenção do Tricolor na elite do nosso futebol.

 

Se confirmar a vitória sobre o Figueirense nesta quarta-feira (o jogo foi interrompido por falta de energia com vitória parcial do Flu), subirá cinco posições na tabela, pondo-se novamente na décima-quarta colocação.

 

Para isso, porém, é preciso que volte a campo o Fluminense dos jogos contra Atlético-PR, Vitória e Palmeiras. Se o Fluminense que pisar o gramado do Orlando Scarpelli for o mesmo da derrota para o Vasco, aí a situação realmente pode se complicar.

 

O Flu está, portanto, com a faca e o queijo na mão para voltar à posição em que iniciou a rodada passada. É só manter a confiança em alta e não bobear.

 

Ah, e uma repassada na palestra do master mind também não seria nada mal.

 

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O show não pode parar

Sex, 31/10/08
por joao marcelo garcez |

jr-cesar.jpgFluminense e Vasco deverão fazer um clássico muito pegado neste domingo. O drama do rebaixamento ainda ronda a cabeça dos tradicionais rivais, que não podem sequer imaginar deixar o campo derrotados (principalmente o time de São Januário, que se não somar pontos praticamente dará adeus à Série A).

 

O Flu vem completo para o jogão. O Vasco não contará com sua dupla de ataque, Edmundo e Leandro Amaral, ambos machucados. Apesar disso, o Maracanã deverá receber excelente público para esta decisão às avessas, às 19h10.

 

A torcida tricolor, empolgada com a grande vitória sobre o Palmeiras e com o bom momento vivido pelo time, certamente estará lá.

 

O show vai recomeçar.

 

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Uma curiosidade absolutamente inusitada envolve o clássico Flu x Vasco. Nove dos últimos 11 jogos terminaram empatados, com uma vitória pra cada lado. O Vasco não vence o Flu desde a partida de ida da semifinal da Copa do Brasil-2006 (1 a 0). Já o Flu bateu seu rival no Estadual deste ano: 2 a 1.

 

Se o assunto for apenas o Brasileirão, a coisa vai ainda mais longe: não há vencedor no clássico desde 2005 (3 a 2 pro Flu no turno e 2 a 0 pro Vasco no returno).

 

De lá pra cá, incrível, só empates…

 

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A interrupção do jogo de quinta, em Florianópolis, num primeiro momento, pode ser vista como prejudicial ao Fluminense, principalmente porque vencia por 1 a 0 quando aconteceu a segunda queda de energia da noite.

 

Por outro lado, com a briga de foice que vem acontecendo na parte de baixo da tabela, o Fluminense entrará em campo na próxima quarta já sabendo de todos os resultados da rodada de fim de semana. Se ganhar do Vasco, melhor, terá uma bela oportunidade de se distanciar de vez das quatro últimas posições. Mas se perder e voltar à zona do rebaixamento, poderá se ver novamente livre dela.

 

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Em tempo: Figueirense x Fluminense voltarão a campo às 20h30 do próximo dia 5 exatamente do ponto onde pararam (tempo e placar). Suspensões por terceiro cartão amarelo ou vermelho no clássico de domingo não serão válidas para o jogo contra o time de Mário Sérgio, válido pela trigésima-primeira rodada do Brasileirão.

 

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Dois dos integrantes da espinha dorsal do Fluminense, o apoiador Conca e o atacante Washington deverão compor o elenco tricolor na próxima temporada. Ao menos é o que garante seus empresários, Hugo de Benedetti e Gilmar Rinaldi.

 

Para Gilmar, embora existam inúmeros clubes interessados em contar com os gols do artilheiro tricolor, “a tendência é que Washington renove o contrato e continue nas Laranjeiras”. A situação de Conca é um pouco mais complicada. O Flu tem de pagar US$2,8 milhões ao River Plate. Mas Benedetti está animado com o desfecho da negociação. “O Fluminense já exerceu o direito de compra do jogador e deverá ficar com ele em definitivo”.

 

Melhor assim. Para montar um grande time em 2009 e voltar lépido e fagueiro à Libertadores, o Flu tem mesmo que pensar grande.

 

Manter Conca e Washington, responsáveis por grandes momentos da equipe este ano, já será um ótimo começo.

 

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Sabe aquele pai orgulhoso do qual falei na última coluna? O nome deste feliz tricolor é Ricardo Penha. Prosa da vida, o designer entrou em contato com o Blog do Flu para pedir suas imagens no jogo contra o Palmeiras.

 

Parabéns!

 

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Vice-campeão da Taça Libertadores da América com o Fluminense, Renato Gaúcho, agora novamente no comando técnico do Vasco, deverá repassar todo o filme da final no clássico deste domingo. O treinador se emociona até hoje quando fala sobre o assunto.

 

Déjà vu pra lá de dolorido.

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Um gigante renasce

Dom, 26/10/08
por joao marcelo garcez |

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O Fluminense voltou.

 

Não como o Corinthians, que retornou à elite (com merecimento, diga-se de passagem).

 

O Fluminense voltou, sim. Voltou a mostrar a sua cara, a sua identidade, perdida desde a fatídica decisão da Libertadores.

 

Foi uma vitória significativa, emblemática.

 

Retomou-se a aliança entre time e torcida, presente aos milhares no Maracanã.

 

Eu fui, eu vi. Vivi e senti o resgate da confiança de uma massa apaixonada.

 

Que canta, faz festa e embeleza.

 

Caiu, mas já levantou.

 

Doeu, mas já está passando.

 

Põe-se novamente de pé o Fluminense.

 

Um gigante renasce…

 

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O sabadão foi excelente para o Fluminense, que contou com todas as combinações de resultados que precisava para subir três posições na tabela: empate no duelo Náutico x Portuguesa e derrota do Figueirense. Resultado: a goleada sobre o Palmeiras por 3 a 0 deixou-o na décima-quarta posição.

 

Se subir mais uma, estará na Copa Sul-Americana do ano que vem.

 

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Uma das grandes virtudes do até aqui brilhante trabalho de René Simões foi ter conseguido passar confiança a jogadores sem prestígio com a torcida como Carlinhos, Junior César, Fabinho e Éverton Santos. Não foi por acaso que três deles estiveram envolvidos nos gols marcados sobre o Palmeiras.

 

A trama envolvendo Everton Santos, Conca e Junior César, então, foi uma pintura!

 

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É batido, mas é a pura verdade: Thiago Silva é um monstro.

 

Inspirou até Fernando Henrique: que baita defesa com o pé esquerdo!

 

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Uma tomada das cadeiras inferiores feita pela TV Globo emocionou uma legião de tricolores. Após o terceiro gol do Flu, torcedores correram para comemorar próximo a Junior César, que chegou junto ao setor. Durante a euforia, um pai foi flagrado com o filho no colo apontando à criança o jogador causador daquele turbilhão de emoções. Em seu semblante, transbordava paixão, transmitida por osmose ao pequeno tricolor.

 

De arrepiar!

 

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Com transmissão do canal a cabo SporTV, o Fluminense enfrenta agora o Figueirense, quinta-feira, no Orlando Scarpelli. O time catarinense vem de goleada para o Santos e fará jogo de seis pontos com o Tricolor. Quem vencer galga três casinhas e deixa o adversário direto para trás.

 

O Fluminense defende ainda uma invencibilidade de cinco jogos no Campeonato Brasileiro, sua maior até agora nesta edição da competição.

 

Uma vitória, porém, seria ótima para “pilhar” o clássico de domingo contra o Vasco, no Maracanã.

 

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É bem verdade que num retrospecto recente o Fluminense não anda lá dando muita sorte em confrontos contra o Palmeiras. Mas sempre que triunfa diante do tradicional adversário paulista, o Tricolor o faz de maneira contundente, avassaladora.

 

Senão vejamos: o Fluminense não vencia o Palmeiras desde 2001. Naquele ano, o time vinha embalado no Campeonato Brasileiro e pisou a mil por hora no Parque Antártica. Resultado: atropelo e um histórico 6 a 2 no Verdão (5 a 1 só no primeiro tempo).

 

Talvez para dar uma falsa impressão de longevidade no tabu, foram buscar a última vitória tricolor no Maracanã, acontecida em 1994, quando o Palmeiras também era dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Mais uma vez, o Fluminense goleou o estrelado elenco palmeirense, que se sagraria tetracampeão brasileiro ao fim da competição: 4 a 1.

 

Lembro que o Flu havia vencido o Palmeiras no Mário Filho pelo Torneio Rio-São Paulo de 1999, e reparo que o propagado jejum de vitórias no estádio é apenas pelo Campeonato Brasileiro (que bobagem!). Naquela ocasião, o goleiro Marcos fazia sua primeira temporada como titular do gol do Palmeiras. Debaixo de muita chuva, o Tricolor, então dirigido por Carlos Alberto Parreira e vivendo os traumas de uma queda à Série C do futebol nacional, aplicou nova saraivada no adversário, deixando em êxtase todo o anel do Maracanã: 4 a 0.

 

1994, 1999, 2001… No último fim de semana, o Fluminense não quis mais saber de conversa e tratou de colocar um ponto final em todos esses tabus, diante de quase 40 mil pessoas.

 

Com goleada sobre o Palmeiras, claro!

 

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O técnico Vanderlei Luxemburgo tem se mostrado um freguês de caderninho do Fluminense. Desde que voltou da Europa, perdeu quatro dos seis jogos que fez contra o Tricolor (1 a 0, em 2006; 3 a 0 e 4 a 2, em 2007; e 3 a 0, em 2008). Houve ainda um empate (1 a 1, em 2006). Sua única vitória aconteceu no primeiro turno do Campeonato Brasileiro deste ano (3 a 1).

 

Detalhe: destas quatro derrotas, três aconteceram no Maracanã, onde as equipes que dirigiu não conseguiram marcar um único gol sequer no Flu.

 

Em tempo: além da derrota de 4 a 1, já citada, em 1994, Luxa teve que amargar novo insucesso no ano seguinte, quando foi treinador do Flamengo: na decisão do Campeonato Estadual, perdeu para o Fluminense por 3 a 2, com o histórico gol de barriga de Renato Gaúcho (nesta mesma edição da competição, perdeu três dos quatro Fla-Flus realizados. Apenas um terminou empatado).

 

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Alguém notou no placar do jogo Flu x Palmeiras, de 2002, que citei na última coluna para ilustrar uma história ocorrida comigo à época?

 

Acho que Gravatinha passou por aqui…

 

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Quarenta mil tricolores gritando “olé” no Maracanã e o nome de Rena Simões ao fim da partida.

 

O master mind, desde sábado, passou a ser meu livro de cabeceira.

 

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De nada, Fla!

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Esse não dá pra perder

Qui, 23/10/08
por joao marcelo garcez |

palmeiras.jpgEmbalado pelas atuações convincentes contra Atlético-PR e Vitória, o Fluminense enfrenta neste sábado, às 16h, a boa equipe do Palmeiras, terceira colocada no Campeonato Brasileiro. Apesar da qualidade do adversário, confio numa grande exibição do time dirigido por René Simões, que fará sua estréia diante da torcida tricolor.

 

A lambança do árbitro Leandro Pedro Vuaden, que custou dois pontos ao clube, e a vitória do Vasco sobre o Goiás na noite de quarta obrigam o Flu a ir com tudo para cima do Verdão, que não contará com o zagueiro Roque Júnior e com o meia Diego Souza (ex-Flu), ambos expulsos no clássico contra o São Paulo.

 

A oito rodadas do fim da competição, o Fluminense deve agora, mais do que nunca, fazer valer o fator campo para sair do atoleiro – jogará no Maracanã ainda contra Vasco, Portuguesa e Ipatinga. Se vencer os quatro jogos que terá no Mário Filho, independentemente de seus resultados fora do Rio de Janeiro, o Tricolor, com 43 pontos, se garante na elite do futebol nacional em 2009.

 

Como se vê, a redenção tricolor passa obrigatoriamente por uma vitória neste sábado sobre o Palmeiras.

 

É pra galera tricolor chegar junto e empurrar o finalista da Libertadores a novo triunfo.

 

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Pensando em casa cheia, a diretoria tricolor, aleluia, fará promoção de ingressos. O mais barato pode chegar até a R$5,00 (meia-entrada nas cadeiras inferiores). Arquibancadas custam R$20,00 (R$10,00 meia).

 

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Anotem aí: se o Fluminense vencer com um gol de pênalti, Vanderlei Luxemburgo dirá que a infração só foi marcada porque o árbitro se sentiu pressionado com a polêmica envolvendo Vuaden na rodada anterior, que prejudicou flagrantemente o Tricolor.

 

Quem aposta?

 

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Por falar em aposta, uma derrota do Fluminense para o Palmeiras me lembrou de uma história acontecida comigo na redação do Jornal dos Sports em 2002.

 

O Tricolor havia sido goleado por 3 a 0 para o Verdão em pleno Maracanã pela antepenúltima rodada da fase classificatória do Campeonato Brasileiro, resultado que obrigava o Flu, então dirigido por Renato Gaúcho, a vencer seus dois últimos jogos, contra Portuguesa (C) e Ponte Preta (F), para assegurar sua classificação às quartas-de-final.

 

Desanimado com o fracasso tricolor, o jornalista Milton Costa Carvalho, à época competente colunista do Cor-de-Rosa, “chutou o balde” e disse que o Flu não passava de um time amarelão que nada conseguiria naquele Brasileiro. Chateado com a decepção do colega, fui ao seu encontro e, sempre otimista, assegurei a ele que o time garantiria sua vaga às finais.

 

Mesmo tachado de ingênuo, estava convicto de que o Flu, pelo terceiro ano consecutivo, avançaria à fase mata-mata (antiga fórmula) da competição.

 

Veio o jogo com a Portuguesa e, com dois gols de Romário, o Flu venceu a duras penas. Faltava, no entanto, o duelo contra a Macaca em Campinas – considerada dificílima em seus domínios. Nem mesmo o empate adiantaria ao Flu, que só tinha uma alternativa: vencer ou vencer (lema criado pelo ex-presidente Francisco Horta).

 

A Ponte fez 1 a 0 para desespero da galera do Flu. Quando marcou o segundo, a vaca parecia que iria para o brejo. Um gol de Roni, porém, fez renascer a esperança. Logo aumentada com o gol de empate, marcado novamente por Roni. Faltava ainda o tiro de misericórdia, que selaria em definitivo o passaporte tricolor. E ele veio por intermédio do Baixinho Romário, depois de trapalhada do zagueiro adversário. 3 a 2 Flu e festa tricolor no interior de São Paulo.

 

No dia seguinte, cheguei triunfante à redação do Jornal dos Sports. Mais do que zombar dos adversários, estava seco para falar com Milton. Quando o avistei, fui todo “pimpão” ao seu encontro. Sua teoria conspiratória sobre o paradeiro tricolor estava desfeita. O Flu era, de novo, um dos classificados para as finais do Nacional.

 

Milton já escrevia sua coluna. Ar sereno, parecia aliviado. Cutuquei-o nos ombros e, gabando-me de minha vitória, falei. “Não disse, Milton, que o Flu entraria?”.

 

Embora feliz, Milton não quis dar o braço a torcer. Sem desviar os olhos do monitor, limitou-se a desdenhar de minha previsão com um simples estalar de lábios. “Tsc”.

 

O Flu superaria o São Caetano e iria ainda mais longe na competição. Como em 2001, cairia só nas semifinais.

 

O “tsc” de Milton, porém, nunca me saiu da cabeça. Estava contente o meu amigo, mas, mesmo contrariado, aprendeu uma doce lição: que, para o Flu, nada, nada mesmo, é impossível.

 

A história e a grandeza deste clube fantástico estão aí para serem contadas em prosa e verso pelos mais diversos tricolores espalhados Brasil afora.

 

O Flu de 2008 se vê em nova enrascada. A situação é delicada e inspira muitos cuidados.

 

Mas o clube é guerreiro e vai à luta.

 

Alguém duvida?

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Ecos do master mind

Seg, 20/10/08
por joao marcelo garcez |

bandeirinhas.jpgQuando Cuca foi demitido, após o empate contra o Goiás, confesso que considerei o rebaixamento do Fluminense uma questão de tempo, sobretudo pelo nome que se anunciava como seu possível substituto – Galo. Tinha convicção de que a diretoria estava dando um tiro no próprio pé ao descartar um treinador em quem enxergo muitas qualidades para trazer outro que nunca emplacou um único bom trabalho sequer.

 

A contratação de René Simões, porém, me soou como alentadora. De capacidade comprovada, o novo técnico tricolor encarou o desafio, arregaçou as mangas e tratou logo de “fechar” o clube em torno de um único pensamento. O master mind de René, com o qual costumo brincar aqui desde sua vinda, nada mais é do que uma esfera positiva e acolhedora, dentro da qual os jogadores tem a tranqüilidade e a confiança necessárias para que as coisas dêem certo mesmo diante de situações de extrema adversidade.

 

Um exemplo: antes da chegada de René, o Fluminense até vinha jogando bem, casos das partidas contra Coritiba, Botafogo e Goiás. Mas bastava sair atrás do marcador, que o time era acometido por um apagão. O futebol ofensivo e a postura agressiva eram logo trocados por uma pane geral, decorrente do emocional dos jogadores, que se desestabilizavam com a proximidade de uma nova derrota.

 

Pois com René, o Flu também saiu atrás nos dois jogos sob seu comando – contra Atlético-PR e Vitória (ambos fora de casa). Só que, ao contrário de antes, o time mostrou maturidade – e sobretudo serenidade – para virar o marcador, com autoridade, em ambas as ocasiões. Pena que, no duelo com o time baiano, o time tenha sofrido o gol de empate.

 

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Em tempo: o aproveitamento de Cuca em seus dois primeiros jogos foi até superior ao de René Simões. Com vitórias contra Atlético-MG e Náutico, Cuca conquistou 100% dos pontos disputados em seu começo, mas depois amargou um jejum de sete partidas.

 

Com René, porém, dificilmente a história se repetirá. Em franca evolução tática e, repito, emocional, volto a acreditar que o Fluminense se manterá na elite do nosso futebol em 2009.

 

Sob o comando de René.

 

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Com o gol que marcou no último domingo, Washington chegou a 18 e se isolou na vice-artilharia do Campeonato Brasileiro, agora a apenas dois de Kléber Pereira. Tivesse marcado os que desperdiçou no Barradão, a esta altura, já estaria no mínimo empatado com o atacante do Peixe.

 

Justiça seja feita: o gol perdido pelo Coração Valente já nos acréscimos, na verdade, foi um pênalti daqueles clamorosos. Com o gol escancarado, o atacante tricolor deu um chute seco para a “defesa” de Leonardo Silva. O zagueiro rubro-negro abriu os braços mandando a bola pra fora. E tudo isso bem pertinho de Leandro Pedro Vuaden, que fez vista grossa e marcou apenas escanteio.

 

Roxo de raiva, Washington foi à loucura com a nova escorregada da arbitragem, que já havia ignorado outra penalidade sobre o atacante, agarrado na grande área.

 

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O ódio de Washington contrastou com a aparência tranqüila de René ao fim do jogo. Com extrema educação, cumprimentou Vuaden, a quem disse ser um grande profissional, e se disse satisfeito com o rendimento do time, lamentando apenas as deficiências de finalização.

 

Incitado por repórteres a falar sobre a arbitragem, limitou-se a dizer que não era assunto de sua alçada, cabendo à direção do clube abordar o tema.

 

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Roberto Horcades parece ter ouvido a coletiva de René e foi à luta. Dizendo-se membro da Comissão Médica da FIFA, o presidente do Fluminense fez ameaças a Vuaden, afirmando que, ao prejudicar seu clube, o árbitro jamais integrará o quadro de árbitros da entidade máxima do futebol.

 

Vergonhosa pisada de bola.

 

Já que gosta tanto de se dizer membro da FIFA, Horcades deveria dar o exemplo e reivindicar seus direitos com a serenidade que seu cargo exige.

 

Umas aulinhas com o master mind de René lhe cairiam muito bem.

 

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O que diabos a diretoria do Fluminense está esperando para adquirir em definitivo o argentino Conca? Com prioridade para a compra do passe até 31 de outubro, a direção tricolor parece inerte nessa questão de grande importância. Nada até agora foi falado ou noticiado sobre o tema, que ganhará contornos dramáticos com a proximidade do fim do mês.

 

Não é de hoje que todos sabem que o meia-esquerda interessa ao São Paulo de Murici e ao Palmeiras de Vanderlei.

 

Imperdoável!

 

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Arouca voltou a jogar bola.

 

Mais um milagre do master mind de René.

 

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