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O Réveillon do Gravatinha

seg, 29/12/08
por joao marcelo garcez |
categoria Gravatinha

reveillon-2.jpg

 

Convidado para uma festa de arromba, cujo figurino deveria ser traje passeio ou branco (fiquei com a segunda opção), tratei de levar elevada dose de alegria e boas energias para a chegada do Ano-Novo.

 

Jorge Benjor, em carne e osso, e com seu “W Brasil”, é o artista contratado para embalar a chegada de um novo tempo. No ar, um indisfarçável clima de euforia.

 

Troco o agito da festa por uma ida ao lago. Lá, sou abordado por um leitor do Blog do Flu.

 

- João, o que houve com o Gravatinha? Há muito tempo não aparece.

- É, rapaz… O baque pela perda da Libertadores foi um duro golpe para o nosso amigo.

- Águas passadas não movem moinho, João. Todos nós sobrevivemos àquilo e estamos aqui, firmes e fortes.

- Pode ser… Mas soube que o Gravatinha se sentiu responsável pelo que aconteceu.

- Por quê?

- Depois que o Thiago Neves fez o terceiro gol, de falta, sobre a LDU, ele estava certo de que sua missão seria cumprida em questão de minutos e voltou para o além.

- E daí?

- Daí que ele não contava com a chegada do Sobrenatural de Almeida.

- Ah, não!!! Jura?

- Foi aquela figura dantesca que puxou o freio de mão do Flu, impedindo o quarto gol do time. Depois, fartou-se, fazendo com que o Tricolor perdesse três penalidades na disputa final.

- Puxa vida! Posso imaginar como o Gravatinha se sentiu. Agora entendo tão longo período de reclusão.

 

Despeço-me e volto para a festa. Uma criança puxa a bainha da minha calça e faz um pedido.

 

- Tio, desenha um coração pra mim?

- Como?

- Desenha um coração pra mim? – repetiu, entregando-me um lápis de cera e um papel em branco.

- Você está perdida, menina?

- Por favor, tio! Desenhe – insistiu

 

Mesmo contrariado com aquilo, atendi ao apelo da jovem meninha e fiz a gravura.

- Não, tio! Não ficou bom. Não se parece com um coração. Por favor, desenhe de novo.

 

Refiz para ela, entregando-a.

- Pronto, é definitivo. Gostou?

- Mais ou menos, tio! Sei que pode fazer melhor.

 

Já sem paciência, procurei caprichar no desenho, aperfeiçoando suas curvas, a fim de que não houvesse mais volta.

 

- Vê agora?

- Agora sim, tio! Ficou lindo!

- Ótimo!

- Tio, você já leu “O pequeno príncipe”?

- O quê?

- Você já leu “O pequeno príncipe”?

 

Mesmo intrigado, respondi.

- Já, claro, um clássico infantil de Antoine de Saint-Exupéry. Mas por quê?

- Por nada, não, tio! – disse ela, saindo.

 

É meia-noite! Todos correm para acompanhar a queima de fogos enquanto saúdam a chegada de um novo ano. Em meio ao mar de pessoas, vejo a menininha do desenho sentada à beira do lago e com o papel na mão.

 

Aproximo-me e percebo que o reflexo do desenho na água não era igual ao que eu tinha feito a ela. O coração estava lá, no papel. Mas o reflexo…

 

Não acreditei. Esfreguei os olhos e os abri com firmeza. Estava lá, não era imaginação. O desenho do coração refletia um imenso distintivo do Fluminense na água.

 

A menininha pôs-se de pé e me deu longo abraço.

- O que está acontecendo, filhinha?

- Você é responsável por tudo aquilo que cativa.

- O quê?

- Você é responsável por tudo aquilo que cativa – repetiu.

- É… Eu???

- Não, tio! Ele – disse, apontando para o lindo e luminoso escudo tricolor.

 

Volto os olhos para a menininha e, ainda abraçada a mim, noto que ela está se transformando. Fecho os olhos e, apesar de assustado, mantenho-me firme. Olho de novo. Agora é Gravatinha quem me afaga com um fiel e caloroso abraço.

 

- Meu amigo!!!

- Feliz 2009, João!

- Pra você também, querido! Soube que andou afastado porque…

- João, João, esqueça isso – disse, cortando-me.

- Se vai lhe fazer bem…

- Em 2008, a família tricolor sonhou, festejou e encantou todo um país.

- Derrubamos gigantes, emocionamos gerações e promovemos uma festa maravilhosa na grande decisão.

- É por isso, João, que vos digo (em tom profético): em 2008, não conquistamos a América, mas conquistamos o direito de, orgulhosos, gritarmos ainda mais forte:

 

SOU TRICOLOR, EU ACREDITO!

 

***

Feliz Ano-Novo, querido leitor! A coluna pára por nove dias e retorna no próximo dia 7 (não responderei a comentários até lá). A você, o meu muito obrigado pelo carinho de sempre e pela companhia neste ano em que, juntos, vivemos tantas e tão intensas emoções.

 

Que 2009 seja um ano abençoado e de muita saúde, paz e realizações para todos nós.

 

Feliz Ano-Novo! (bis)

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Um Natal diferente

qua, 24/12/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

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Olhe bem para esta foto. Olhou? Repare na cara do Papai Noel. Ela lhe pareceu familiar? É isso mesmo. Neste fim de ano, resolvi arregaçar as mangas e me proporcionar um Natal diferente.

 

Vesti-me de Bom Velhinho e fui assistir crianças carentes de uma comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro. Minha missão não era das mais difíceis: chegar em meio a uma festa da Igreja Santíssima Trindade, no Flamengo, e repassar presentes a jovens apadrinhados por assíduos freqüentadores daquele templo cristão.

 

Garanto ao amigo que não há no mundo sentimento igual. É por demais gratificante e compensador observar o olhar de encantamento das crianças diante da imagem do Papai Noel. A magia do Natal, graças a Deus, ainda encanta e embeleza corações de todo o mundo.papai-noel-2.JPG

 

Neste fim de ano, descobri o que há muito já sabia.

 

Papai Noel existe, sim.

 

Ele está dentro de nós.

 

Está em nosso dia-a-dia, na prática de gestos simples e de generosidade ao próximo.

 

Nossa sagrada missão é muito menos complicada do que imaginamos.papai-noel-3.JPG

 

Abrace, nutra-se de sentimentos nobres. Sorria, seja gentil…

 

Talvez assim, quem sabe, o “imagine” de John Lennon ainda seja um sonho possível.

 

O sonho de Lennon, o nosso sonho.

 

Paz!

 

Que você e seus entes queridos tenham uma noite iluminada e de puro encantamento.

 

papai-noel-4.JPG

 

Feliz Natal!

A magia está no ar

dom, 21/12/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

 

natal.jpg

 

Entramos na semana do Natal e, embora continue acompanhando atentamente o noticiário, a última coisa que consigo pensar neste momento é em futebol. Nos últimos dias, tenho procurado investir no emocional, participando e assistindo a eventos natalinos, pelos quais sou apaixonado. Programas-família, acolhedores, verdadeira terapia para a alma.

 

Sei que havia prometido tratar de alguns assuntos do nosso Tricolor na coluna de hoje, mas, vamos combinar, este vai-e-vem do mercado é de irritar até o mais carola dos sujeitos. Fato é que menos de 20% dos reforços especulados nos jornais são de fato anunciados pelo clube. É jogador que já acertou e depois não vem mais, jogador que sequer vinha sendo citado e se diz contratado, jogador “plantado” que o próprio torcedor sabe que o clube não tem condições de trazer… e, no fim, o que se vê é um apanhado de atletas, muitos desconhecidos, mesclados a dois ou três jogadores de bom conceito.

 

Por isso, depois de ouvir do próprio René Simões que o elenco do Fluminense para 2009, já com os reforços contratados, será apresentado no dia 5 de janeiro, decidi esperar o desfecho de todas as negociações para fazer uma análise no grupo que representará o Tricolor na próxima temporada.

 

Combinado assim?

 

***

Não me esquivarei, porém, da questão envolvendo o novo coordenador de futebol, Alexandre Farias. Tema de oito a cada dez e-mails que recebo, o novo dirigente tricolor é acusado de empresariar e faturar com a venda de jogadores do Atlético-MG, seu último clube.  

 

Há um velho dito popular que diz que todos são inocentes até que se prove o contrário. Já o artigo quinto da Constituição Federal, em linhas gerais, determina que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

 

Por isso, meus amigos, vamos dar tempo ao tempo e, a priori, torcer para que os que lá estão tenham suas mentes iluminadas para que façam o melhor pelo nosso Flu. Se os fatos ou a Justiça disserem o contrário, aí sim teremos todos os motivos para criticar e pedir até impeachment não só do Alexandre Farias, mas como de qualquer outro dirigente que supostamente tenha algum desvio de conduta ética e moral.

 

***

Washington nunca será um jogador refinado, mas é goleador e fez história no Flu. Seus gols contra São Paulo e Boca Juniors, pela Libertadores, serão eternamente lembrados pelos torcedores, bem como a condição de artilheiro do Campeonato Brasileiro deste ano.

 

Mas saiu mal o Coração Valente. É profissional, certo. Mas deixou o Flu sem dizer adeus a quem tanto o homenageou e, pior, pareceu mais preocupado em fazer discurso elogioso ao seu futuro clube do que ao que tão bem o acolheu quando de seu retorno da Ásia. 

 

É sujeito de caráter este Washington, mas é mortal. E como tal, também dá suas pisadas de bola.

 

***

Já Junior César, respeitoso, pelo menos procurou preservar o clube onde jogou desde as categorias de base, em Xerém.

 

Melhor assim.

 

***

Dia 24 de dezembro, véspera de Natal, estarei aqui com uma surpresa a vocês, queridos leitores. Se você quiser me dar o prazer de dar uma passada no Blog do Flu nesta quarta, tenho certeza que ficará feliz com a lembrança que lhe reservo.

 

Tenha uma ótima semana festiva!

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Reinado de Thiago Silva termina em lágrimas. Diretor de TS3 faz revelações ao Blog do Flu

qui, 18/12/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

ts10.JPGQuando as luzes da sala de projeção se acenderam, Thiago Silva chorava compulsivamente (foto). O craque tricolor, que acaba de assinar um contrato de quatro anos com o Milan (ITA), terminara de assistir, ao lado de dezenas de familiares, a um filme sobre sua história de vida e sobre sua passagem de três temporadas no Fluminense, algo raro nos dias de hoje.

 

TS3 – O Monstro levou, na noite de quarta, cerca de 500 torcedores ao Unibanco Arteplex, Zona Sul do Rio de Janeiro, cuja sala 6 ficou lotada em ambas as sessões do filme, dirigido por Bernardo Belfort. Mais do que dados da carreira do zagueiro, os espectadores souberam de detalhes até então não revelados sobre o jogador, como dolorosos momentos vividos em Moscou em meio a recuperação de grave doença contraída na Europa.

 

Com tuberculose, seus pulmões foram tomados quase que integralmente, e Thiago foi dado como inutilizado para o futebol. Medicado, restou-lhe repousar num lugar pouco confortável: um quarto de aspecto ruim e de mínimas dimensões. Foi a senha para que, no cinema, se emocionasse demais – principalmente, durante depoimento de sua mãe, que relatou sentir até hoje pelo passado doloroso do filho.

 

fila.JPGThiago Silva só entrou na sala de projeção quando ela já estava lotada. Logo, foi efusivamente aplaudido pelos fãs. Depois, acenou para a platéia e acomodou-se ao lado de seus familiares, que compareceram em número superior a 35.

 

Golaços sobre o Vitória, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro deste ano, e contra o Boca Juniors (ARG), em Buenos Aires, na semifinal da Libertadores, infelizmente, não foram inseridos na produção. Nada, porém, que comprometa o resultado final de TS3 cujo tema central é a relação de amor estabelecida entre ídolo e torcida, exposta em diversas cenas de tirar o fôlego.

 

O choro sincero e emocionado de Thiago Silva tinha um misto de alegria e saudade. Alegria pela guinada que sua vida deu – sobretudo de 2007 pra cá. E saudade de um clube amado por ele desde os tempos de mirim, quando começou a exibir seu talento numa escolinha afiliada do Fluminense.

 

Seu amor pelo Flu é espontâneo e imensurável. Quando voltar da Europa, será nas Laranjeiras que Thiago Silva, provavelmente já consagrado mundialmente, encerrará sua carreira.   

 

Humilde e batalhador, Thiago Silva é desses homens por quem a gente torce muito na vida.

 

Que Deus o acompanhe!

 

***

TS3 – O Monstro foi produzido em tempo recorde. Em pouco mais de duas semanas, o diretor Bernardo Belfort e a equipe da Contrabando Filmes concluíram a edição do filme, que só foi finalizado, acredite, no dia de sua exibição no cinema. “Estamos com 98% dele pronto, João”, disse o cineasta ao Blog do Flu na última terça-feira. Para se ter uma idéia da agilidade da equipe, imagens da despedida de Thiago Silva, em 7 de dezembro, e entrevistas com jornalistas e personalidades na premiação Craque do Brasileirão, no dia seguinte, foram inseridas em TS3.

 

Bernardo Belfort explicou que, a princípio, a idéia era homenagear Thiago Silva com um DVD contendo seus gols. O presente seria dado única e exclusivamente ao jogador. Depois, repensou e, consultando dirigentes e o departamento de Marketing do clube, optou por uma produção mais elaborada para comercialização.

 

TS3 – O Monstro é o terceiro filme de Bernardo Belford sobre o Fluminense. Antes, o cineasta já havia dirigido A Conquista – Copa do Brasil 2007 e 30x campeão (2005). Para 2009, a diretoria do Flu solicitou à Contrabando Filmes a produção de um filme sobre a participação do time na Libertadores desse ano. A produtora já havia acenado com essa possibilidade, mas, à época, o presidente Roberto Horcades era contra.

 

Em tempo: apesar do interesse de Horcades, Bernardo Belford e a Contrabando Filmes não garantiram a realização do filme. Cansado de obras do gênero, o cineasta explicou que quer dar um tempo com produções sobre futebol.

 

***

Francisco Horta é homem à moda antiga. Verdadeiro gentleman, o ex-cartola do Fluminense rasgou elogios a Thiago Silva em seu depoimento ao zagueiro. Foi de Horta também a declaração mais marcante de TS 3 – O Monstro. Para o presidente da Máquina Tricolor, ao se transferir para o Milan (ITA), Thiago não estará pura e simplesmente indo jogar no exterior. “Este notável zagueiro, na verdade, estará representando o Fluminense na Europa”.

 

Brilhante!

 

***

Momento-comédia do filme. Dirigindo seu carro, Thiago Silva explica que o apelido de monstro só começou a pegar depois que o goleiro Fernando Henrique, comemorando uma bola tirada pelo zagueiro (e que tinha endereço certo), chamou-o com tal alcunha aos berros em campo. Desde então, passou a repetir sucessivamente a nominação, que foi copiada por todos do elenco. “No começo achei esquisito…”, recordou. “Mas depois pegou, né?”, disse, silenciando. “Mas que é esquisito é”, repetiu baixinho, para gargalhada geral.

 

***

Quem também prestigiou a sessão foi Marcão, ídolo tricolor de 1999 a 2006, período em que atuou como volante no meio-campo do Flu. Sempre solícito e sorridente, o xodó da torcida, que também gravou depoimento a Thiago Silva, a quem chama carinhosamente de “Lesq”, deixou-se fotografar ao lado de fãs. Marcão também foi um dos ídolos de Thiago Silva, que revelou ter se emocionado no dia em que, pela primeira vez, entrou em campo ao seu lado.

 

***

A resposta de uma funcionária do Ministério dos Esportes a Roberto Horcades de que ela tem mais neurônios do que o presidente do Fluminense foi o melhor que poderia ter acontecido em Brasília na última quarta-feira.

 

Sem jeito, restou a Horcades fazer um mea-culpa e dar um abraço na mulher.

 

Nos últimos tempos, o cartola tricolor, no melhor estilo Vicente Matheus, vem se especializando em dar declarações estapafúrdias à imprensa.

 

Lição difícil de ser aprendida.

 

***

Saídas de Washington, Júnior César e, provavelmente, Arouca; possível permanência de Conca; vai-e-vem do mercado; a polêmica envolvendo o novo coordenador de futebol, Alexandre Farias; o empurrão (pouco inteligente) do Flu para que Rubinho presida e FERJ até 2014…

 

Pelo visto, não faltarão assuntos palpitantes para a coluna de segunda-feira.

 

Até lá!

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Os monstrinhos do Flu

seg, 15/12/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

base.jpgUm pedacinho da Zona Sul do Rio de Janeiro promete reeditar mais uma das belas festas da torcida tricolor na temporada. A exemplo do que acontecera em novembro do ano passado com A Conquista, no Cine Odeon BR, o Fluminense estará novamente na sala escura de um cinema carioca – desta vez, no Unibanco Artplex, na Praia de Botafogo.

 

Com duas apresentações nesta quarta-feira (às 20h e 21h30), TS3 – O Monstro, filme de Bernardo Belfort, conta a saga de Thiago Silva, maior ídolo da história tricolor dos tempos modernos, nas três temporadas em que defendeu brilhantemente o manto verde, branco e grená – notadamente as duas últimas, quando, entre prêmios individuais e coletivos, conquistou a Copa do Brasil, Bola de Prata da Placar (2007), o vice-campeonato da Libertadores, Craque do Brasileirão (zagueiro direito) e Craque da Galera (2008), títulos que impressionam e abrilhantam o currículo deste jovem jogador, de apenas 24 anos, culminando com convocações para a Seleção Brasileira (olímpica e profissional).

 

dvdthiago1.jpgA emocionante despedida do craque diante de milhares de torcedores no templo sagrado do Maracanã, no último dia 7, também está documentada nesta obra assinada pela Contrabando Filmes, que traz imagens de Thiago Silva em jogos épicos da Libertadores e da Copa do Brasil, competições em que fez gols decisivos contra tradicionais adversários como o Boca Juniors (ARG).

 

Mais do que simples gols (14 em 145 jogos – excelente marca para um jogador de sua posição), Bernardo Belford, com sabedoria e sensibilidade, privilegiou nesta produção a mútua relação de amor entre ídolo e torcida, trazendo cenas de tirar o fôlego, como uma em que funde imagens de Thiago Silva agradecido com outra do anel do Maracanã (tomada aérea) na épica decisão da Libertadores, quando uma massa enlouquecida de tricolores realizaram a maior e mais bela festa de uma torcida dentro de um estádio de futebol.

 

Imperdível!

 

***

Cerca de 500 ingressos estão sendo vendidos para as duas sessões de TS3 – O Monstro na Flu Boutique. É possível comprar o ingresso casado, que deve ser trocado pelo DVD do filme após a sua exibição.

 

***

Não entendi essa do Parreira. Tanto suspense para, no fim, ficar onde já estava – na Traffic, como consultor. Assim, ficará encarregado de fazer a ligação entre a empresa de J. Hawilla e Fluminense, parceria firmada nos últimos dias.

 

Em tempo: mais uma vez o Blog do Flu deixou seu leitor bem informado, ao antecipar o desfecho da negociação de Parreira com o Flamengo num momento em que todos davam o técnico campeão mundial como praticamente acertado com o clube rubro-negro.

 

***

Conforme também havíamos adiantado, René Simões acertou os ponteiros e assinou novo contrato com o Flu. A renovação tem o aval do próprio Carlos Alberto Parreira, que declarou semana passada no “Tá na área”, do SporTV, que, depois de tudo o que o treinador fez, o Fluminense tinha o dever e a obrigação de renovar com ele.

 

Ao lado do novo coordenador de futebol, Alexandre Farias (não o conheço e esperarei para tecer comentários sobre ele), René Simões começa hoje a planejar o futuro tricolor para a temporada 2009, quando espera conquistar uma das cinco vagas brasileiras à Libertadores.

 

***

Palpite: se o planejamento de René e companhia for mesmo eficaz (leia-se: volta à Libertadores), a Unimed tem tudo para renovar com o Fluminense por, pelo menos, mais uma temporada. Isso porque seu contrato com o clube expira em dezembro de 2009 e a empresa de saúde, com a vaga tricolor assegurada, muito provavelmente iria querer ver mais uma vez sua marca exposta na maior competição das Américas.

 

Mais um (grande) motivo para a torcida tricolor torcer muito por um vitorioso 2009.

 

***

Muitos e-mails chegaram ao meu correio eletrônico nos últimos dias, pedindo que eu aderisse à campanha “Fica, Conca!”. Como por diversas vezes escrevi neste Blog do Flu, considero o meia argentino um craque e, como tal, imprescindível ao time.

 

Esta, porém, não parece ser a visão da diretoria – nem da Traffic, que, por temer bloqueios e penhoras, divulgou nota oficial no site do clube contrária a abertura de uma conta com dinheiro público.

 

Se não for para o exterior, o futuro de Conca estará entre São Paulo e… Flamengo.

 

Lastimável!

 

***

Cariocas, Brasileiros, Mundiais, entre outros… As categorias de base do Fluminense (foto) conquistaram em 2008, ao todo, dez títulos de grande expressão – o último, OPG, sobre o Botafogo, sexta-feira.

 

Quem dera que pelo menos 80% deles chegassem (e jogassem) nos profissionais por pelo menos três anos, e não fossem negociados para a Europa (veja que pecado) ainda em estágio de formação – praticamente um crime contra o clube.

 

O futuro do futebol tricolor, sem a interferência maléfica de encostos e interesseiros, teria mesmo tudo para ser redentor.

 

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Até quinta!

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Seleção dos blogueiros

qua, 10/12/08
por joao marcelo garcez |

craqueblogueiroslogo.jpgDepois de premiações como Craque do Brasileirão, da CBF, e Bola de Prata, da Placar, blogueiros do projeto Blog do Torcedor, do Globoesporte.com, colocaram seus neurônios em ação e escolheram a sua própria seleção do campeonato. 

O resultado a seguir é fruto de uma criteriosa seleção de puros talentos do futebol brasilis versão 2008. Para montar a seleção, cada blogueiro indicou dois nomes para cada função, podendo, um deles, ser do clube de coração. Para treinador, craque e revelação, apenas um único voto foi válido.

Eis o resultado.

Seleção dos blogueiros

Victor (Grêmio)
Léo Moura (Fla)
Thiago Silva (Flu)
Miranda (São Paulo)
Juan (Fla)
Hernanes (São Paulo)
Ramires (Cruzeiro)
Alex (Internacional)
Ibson (Fla)
Keirrison (Coritiba)
Nilmar (Internacional)

Técnico
Muricy Ramalho (São Paulo)

Craque
Alex (Internacional)

Revelação
Keirrison (Coritiba)

craqueblogueiros.jpg

A seguir, os três (ou mais) jogadores mais votados em suas respectivas posições.

Goleiro
Victor (12)
Harley e Edmundo (2)

Lateral-direito
Léo Moura (10)
Vitor (9)
Patrício, Jonathan, Ruy e Paulo Sergio (1)

Zagueiro
Thiago Silva (13)
Miranda (8)
Angelim, Fabio Luciano e André Dias (4)

Lateral-esquerdo
Juan (17)
Júnior Cesar, Julio Cesar, Jadilson e Leandro (1)

Volante

Hernanes (15)
Ramires (12)
Guiñazu (9)

Meia
Alex (13)
Ibson (4)
Edno e Paulo Baier (3)

Atacante
Nilmar (11)
Keirrison (9)
Kléber Pereira (7)

Treinador
Muricy Ramalho (10)
Celso Roth (4)
Vanderlei Luxemburgo e Fernandes (1)

Revelação
Keirisson (7)
Rafael Carioca (3)
Ramires (2)

Craque
Alex (7)
Hernanes (4)
Renan Oliveira e Ramires (1)

João Marcelo Garcez votou assim:

Goleiro: Victor (Grêmio)
Lateral-direto: Léo Moura (Fla)
Zagueiro 1: Thiago Silva (Flu), Fábio Luciano (Fla)
Zagueiro 2: André Dias (São Paulo)
Lateral-esquerdo: Juan (Fla)
Volante 1: Hernanes (São Paulo)
Volante 2:
Guiñazu (Internacional)
Meia 1:
Ramires (Cruzeiro)
Meia 2:
 Alex (Internacional)
Atacante 1:
Kléber Pereira (Santos)
Atacante 2:
Keirrison (Coritiba)

Treinador: Celso Roth (Grêmio)
Revelação: Ramires (Cruzeiro)
Craque do Campeonato: Hernanes (São Paulo)

 

Curiosidades

*Edmundo, atacante do Vasco, foi escolhido como melhor goleiro por dois blogueiros. 

*Ramires, do Cruzeiro, não poderia participar da categoria Revelação, já que jogou no Brasileirão do ano passado. Ainda assim, obteve um voto.

Horcades desconversa sobre Parreira mas garante: “Para o Fla ele não vai”

ter, 09/12/08
por joao marcelo garcez |

parreira-2.jpgEm depoimento exclusivo ao Blog do Flu na noite de segunda-feira, o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, que esteve presente à festa de premiação Craque do Brasileirão, da CBF, desconversou sobre o substituto de Branco na Coordenação Técnica do clube.

 

Perguntado sobre Carlos Alberto Parreira para o cargo, Horcades rodeou e respondeu: “Ele é consultor da Traffic”. Diante da insistência da coluna, o presidente foi ainda mais evasivo: “Parreira é um nome internacional…”, divagou. “Mas uma coisa eu garanto: para o Flamengo ele não vai”.

 

Sobre a saída de Branco, explicou: “Não fiquei satisfeito com os resultados do clube em 2008 e entendi que era o momento de uma mudança. Não é porque chegamos a uma final de Libertadores que a temporada pode ser considerada um sucesso”, afirmou, contando que a decisão foi tomada em conjunto com o vice, Tote Menezes, e com o presidente da patrocinadora, Celso Barros.   

 

Sobre René Simões, Roberto Horcades garantiu que o treinador seguirá no clube em 2009. “Já havia tentado sua contratação em 2004 (Horcades assumiria em 2005), mas ele acabou indo dirigir a Seleção Brasileira Feminina nos Jogos Olímpicos de Atenas”.

 

Recentemente, em entrevista ao Blog do Flu, o presidente eterno do clube, Francisco Horta, contou que foi Parreira quem levou Roberto Horcades para o clube, em 1999. A relação amistosa entre ambos (Horcades é cardiologista particular de Parreira) pode facilitar a volta do técnico campeão mundial às Laranjeiras, desta vez, porém, num cargo gerencial.

 

***

thiago-craque-da-galera.jpgO Fluminense esteve muito bem representado na premiação, realizada no casa de espetáculos Vivo Rio, no Parque do Flamengo. Thiago Silva subiu duas vezes ao palco para receber os troféus de melhor zagueiro direito e Craque da Galera, promovido pelo Globoesporte.com e que você tricolor, com 1.252.073 (47%), ajudou a elegê-lo (Thiago Silva e Hernanes, do São Paulo, foram os únicos atletas a receberem dois prêmios na festa). Já Washington recebeu o troféu de artilheiro do Brasileirão.

 

Que em 2009 o time inteiro volte à festa para receber não prêmios individuais, mas coletivo – o de campeão brasileiro.

 

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E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br

A vida como ela é

seg, 08/12/08
por joao marcelo garcez |

a-vida.jpgEm tarde de muitas homenagens e emoção no Maracanã, o Fluminense foi ovacionado por mais de 50 mil tricolores (maior público da rodada) em sua despedida da temporada 2008, ano que, para o Flu, bem que poderia ser comparado a um best seller, sem retoques, tamanha a carga de drama, euforia e autenticidade que aconteceram no seu transcorrer, repleto de reviravoltas.

 

O jogo contra o Ipatinga, por exemplo, que a princípio só serviria para ratificar a vaga do Flu na Copa Sul-Americana e para que Washington brigasse pela artilharia do Campeonato Brasileiro, transformou-se num rio de lágrimas tão logo Carlos Eugênio Simon decretou o seu final.

 

Não que o Flu tivesse deixado a vaga escapar ou que o Coração Valente não tivesse conseguido ser o goleador da competição – na verdade, o Tricolor angariou um e outro. A emoção das arquibancadas deveu-se à despedida do maior ídolo tricolor dos tempos modernos, Thiago Silva, que, de saída para a Europa, fez seu último jogo pelo clube que ama. “Na sei se mereço todas essas homenagens, mas quando escutei a torcida gritando meu nome pela última vez, não resisti”, disse, chorando muito.

 

Pai há poucos dias, Thiago Silva diz lamentar não poder ficar toda uma vida no clube de coração (em três anos, jogou 145 partidas). Fazer sua independência financeira para dar um futuro digno à sua família é visto como prioridade neste momento.

 

“Mas volto para encerrar a minha carreira aqui”, prometeu.

 

A torcida já o aguarda com saudades, Monstro!

 

***

Considerado pela mídia especializada um dos favoritos ao título brasileiro antes do início da competição, o Fluminense, por razões que poderiam ser listadas, jamais esteve perto de brigar pela taça. A décima-quarta colocação, posição que, devido à conquista do Internacional no meio de semana, lhe dá a última vaga para a Copa Sul-Americana do próximo ano, é um alento para a torcida tricolor, que esteve perto de tocar o céu nesta temporada.

 

Na frieza dos números, foram apenas 45 pontos em 114 possíveis (aproveitamento de quase 40%), com econômicas 11 vitórias em 38 jogos. Houve ainda 12 empates. Apesar da campanha ruim, o Tricolor, em parte graças à sua grande defesa que não sofreu uma única goleada em todo o campeonato (a maior derrota foi por dois gols de diferença), ainda terminou com saldo positivo: foram 49 gols a favor e 48 contra.

 

Sabe-se, porém, que o Tricolor andou escalando jogadores de base nas nove primeiras rodadas, período em que priorizou a disputa da Libertadores. Após a sua perda, o time mergulhou num buraco negro, parecendo sem forças para reagir.

 

René Simões, tal qual um messias, operou o milagre da transformação e, com um aproveitamento de 60% (cinco vitórias e três empates em dez jogos), recolocou o clube nos eixos, ainda a tempo de salvá-lo do pior e de classificá-lo a nova competição internacional (à exceção de 2007, quando conquistou a Copa do Brasil, entre Copas Libertadores e Sul-Americana, o Flu vem, desde 2005, disputando campeonatos internacionais).

 

Mais do que gratidão, renovar o contrato de René Simões, por sua comprovada competência, passou a ser obrigação.

 

***

Vejam como a vida é engraçada: na madrugada de 3 de julho, logo após a decisão por pênaltis entre Flu e LDU (EQU), rubro-negros e cruzmaltinos, com certa dose de exagero e até de maldade, comemoravam o destino cruel do Tricolor na Libertadores. Apenas cinco meses depois, agora são ambas as torcidas que choram, ainda que por motivos distintos: o Fla por ter deixado escapar a vaga pra Libertadores mais ganha dos últimos anos (só perde para a do próprio Flu de 2005); e o Vasco, pior (aliás, muito pior), por ter sido rebaixado à Segunda Divisão do futebol brasileiro.

 

É, a vida tem dessas coisas…

 

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Enquanto isso, os tricolores, vice-campeões da Libertadores, se contentam com um digno fim de temporada: além do artilheiro do Brasileirão (Washington), ficaram pela quarta vez com uma das vagas para a Copa Sul-Americana.

 

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Aliás, esta faixa da competição inspirou até uma brincadeira numa das mais antigas leitoras do Blog do Flu, postada entre os comentários da penúltima coluna.

 

Fala, Tricolora (seu nick)! “O que começa com Fla e termina com Flu? A zona de classificação para a Copa Sul-Americana”.

 

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Em tempo: a provocação nada mais é do que um revide de uma anedota criada pelo próprio adversário num momento em que o Fla liderava o Brasileirão e o Flu, em virtude da escalação de juniores no time, ocupava a lanterna da competição. Na ocasião, diziam que a tabela do campeonato começava e terminava pela dupla Fla-Flu.

 

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E o Renato, hein? O raio caiu duas vezes no mesmo lugar…

 

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artilheiro.jpgSob o endereço www.washington9.com.br, o atacante do Fluminense lançou esta semana site oficial, recheado de fotos, vídeos e curiosidades da carreira do jogador. A lamentar, apenas o erro crasso de informação na home principal, que, com 21 gols, diz ter sido o Coração Valente o primeiro artilheiro tricolor na história dos Campeonatos Brasileiros.

 

Como se sabe, Magno Alves, com 20, foi o primeiro goleador do clube na competição, em 2000. Coincidentemente, a marca foi alcançada também ao lado de outros dois jogadores: Romário (Vasco) e Dill (Goiás).

 

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Em tempo: Adhemar (São Caetano) anotou mais gols que os três na Copa João Havelange. Ocorre, porém, que o Azulão clasificou-se para a fase eliminatória (mata-mata) por um módulo correspondente à Segunda Divisão.

 

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Além do craque Thiago Silva, outros jogadores, dos ditos titulares, também deverão deixar o clube, caso do lateral-esquerdo Júnior César, que vai para o futebol europeu. Ygor, trazido por Renato Gaúcho e titular durante boa parte da temporada, também está de saída. Muito contestado, jamais foi querido entre os torcedores.

 

Não deixará saudades.

 

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Se um lateral está de saída, outro, que chegou recentemente, parece ter finalmente resolvido o problema da lateral-direita tricolor desde a saída de Gabriel. Trata-se de Wellington Monteiro, emprestado pelo Internacional, deslocado por René para este setor do campo (com Cuca, ele atuava na cabeça-de-área).

 

Mais um ponto para René.

 

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Durante os três anos em que esteve nas Laranjeiras, Diego sempre defendeu as cores do Fluminense com muito profissionalismo e dignidade. Profissional sério e dedicado, esperou com respeito uma oportunidade, mas jamais teve uma seqüência.

 

A inesperada lesão de Fernando Henrique e a escalação de Diego em seu último jogo pelo clube parecem ter sido encomendadas pelos céus para homenagear um jogador que, além de ótimo atleta, é só elogios à instituição Fluminense.

 

Seu salário, porém, é considerado alto para os padrões de um goleiro reserva. Diego, vice-campeão da Libertadores em 2005 e em 2008, é outro que integrará a barca tricolor.

 

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Está marcado para esta segunda-feira o pagamento da primeira das quatro parcelas para que o Fluminense fique com o argentino Conca em definitivo. É o que garante Branco, coordenador de futebol do clube.

 

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la.jpgParabéns, Luis Alberto! Cem jogos pelo Flu não é para qualquer um.

 

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Essa torcida tricolor é mesmo fantástica. Mesmo com arquibancadas a R$30,00, lotou o Maracanã, proporcionando renda de quase R$1 milhão num jogo tido como de menor importância. De quebra, teve o maior público de uma rodada que apontaria o campeão brasileiro da temporada.

 

Não é à toa que o Monstro se emociona com ela.

 

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Aliás, por falar nele, já votou no Craque da Galera 2008? Thiago Silva está entre os finalistas deste prêmio popular idealizado pelo Globoesporte.com cujo vencedor será contemplado na cerimônia que premiará os melhores do Campeonato Brasileiro de 2008, nesta segunda-feira.

 

Para ajudar o craque do Flu e da Seleção Brasileira a levar mais essa, acesse http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Brasileirao/Serie_A/Craque_da_Galera/0,,16386,00.html

 

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Feliz Ano Novo, Fluzão!

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O médico e o monstro

qui, 04/12/08
por joao marcelo garcez |

medico.jpgWashington tem neste domingo oportunidade rara de se tornar, por mais de uma vez, goleador de uma edição do Campeonato Brasileiro. Mas mesmo que consiga, não terá sido ele a maior figura do Fluminense na competição.

 

O destaque tricolor deste Brasileirão na verdade não é um. São dois: René Simões e Thiago Silva. Pode-se dizer, sem sustos, que, não fossem eles, o destino do Flu teria sido muito diferente.

 

René Simões chegou ao clube num momento em que o rebaixamento parecia iminente, com os próprios jogadores, exauridos e transtornados, já aceitando a provável e cruel queda à Segunda Divisão.

 

Com um discurso entusiasmado e altamente positivo, René atuou como um verdadeiro médico, que, apesar de saber todos os riscos e possibilidades de uma operação num paciente entre a vida e a morte, confiou no seu talento e na sua capacidade de transformação.

 

E o médico operou o milagre da salvação. Não só evitando o rebaixamento do Flu, mas também praticamente reconduzindo-o a uma competição continental.

 

monstro.jpgMilagre que contou com a ajuda de um jogador que, por seu futebol assombroso, ganhou o apelido de monstro entre os próprios companheiros de elenco. De estilo refinado, esta verdadeira jóia rara que atende pelo nome de Thiago Silva é apontado como o maior ídolo tricolor dos tempos modernos.

 

Craque da zaga tricolor e da Seleção Brasileira, Thiago disputa, pelo segundo ano seguido, o prêmio de melhor zagueiro do Brasileirão. Sua identidade e empatia com a torcida impressionam. Sentimento só visto com grandes craques da história do clube.

 

Em três anos de clube, entre individuais e coletivos, conquistou títulos expressivos como a Copa do Brasil, a Bola de Prata e o vice-campeonato da Libertadores. Tem nome garantido na galeria de gigantes do Flu.

 

René Simões e Thiago Silva, o médico e o monstro, são, por tudo isso, os grandes personagens do Flu no Brasileirão-2008.

 

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Com 49,6% dos votos dos internautas, Thiago Silva lidera a primeira parcial da disputa para ser o Craque da Galera, prêmio popular idealizado pelo Globoesporte.com cujo vencedor será contemplado na cerimônia que premiará os melhores do Campeonato Brasileiro de 2008, dia 8 de dezembro.

 

Se você ainda não votou no Monstro, acesse http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Brasileirao/Serie_A/Craque_da_Galera/0,,16386,00.html

 

Vote quantas vezes quiser a ajude o xerifão da zaga do Flu a arrebatar mais esse prêmio para a galeria de títulos tricolores.

 

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Mente quem diz que um raio não cai duas vezes num mesmo lugar. Impressionante a semelhança com o passado o drama vivido pelo ex-técnico tricolor Renato Gaúcho.

 

Quando caiu com o Fluminense, em 1996, Renato, então interino (era jogador e recuperava-se de uma operação), chegou às duas rodadas finais em situação tão dramática quanto à sua atual, com o Vasco: precisava desesperadamente de seis pontos, que, mesmo se conquistados, não garantiriam o Tricolor na Primeira Divisão – dependia também de tropeços de Bahia ou Criciúma.

 

Outra coincidência: o jogo que ficou marcado como o do rebaixamento teve como oponente o mesmo Vitória que agora enfrenta o Vasco na última rodada.

 

Quer mais uma? O Fluminense dependia de uma ajuda do Flamengo na última rodada. Joel Santana, escandalosamente, escalou seu terceiro goleiro, Fábio Noronha. O Vasco? Isso mesmo: também precisa contar com uma ajudazinha rubro-negra para se safar. Renato já viu esse filme… (e não gostou).  

 

O Flu, de 96, venceu Juventude (1 a 0) e Vitória (3 a 1). Em vão. O Vasco, de 2008, já venceu o Coritiba (da Região Sul, como o Juventude) e vai agora para o confronto com o time baiano.

 

O Flu, de 96, torcia por uma combinação de dois resultados (vitória sua e tropeço de um oponente direto). O Vasco, de 2008, pior, torce por uma combinação de três (vitória sua e tropeço de dois adversários diretos na luta contra a degola). 

 

Será que dá? Acho difícil…

 

Pelo sim, pelo não, ainda bem que dessa vez, em caso de queda, nosso amigo não prometeu desfilar peladão pelas areias de Ipanema.

 

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Já que a coluna está para histórias, uma matéria da TV Globo com o Pai Santana domingo passado me fez lembrar de delicioso causo acontecido em 1984, ano do segundo título nacional da história tricolor – o Campeonato Brasileiro.

 

Fluminense e Vasco, frente a frente, pela primeira vez traziam para o Rio de Janeiro a decisão da mais importante competição do nosso futebol. O Tricolor tentava um título inédito. O Vasco queria o bi.

 

Ex-massagista do Vasco e espécie de conselheiro religioso dos jogadores, o folclórico Pai Santana, para dar uma mãozinha ao clube de São Januário, tratou de preparar um “trabalho” para prejudicar o Fluminense, que fora seu clube de coração até conhecer a mulher com quem se casaria. Espírita, tratou de evocar entidades para amarrar as pernas da dupla de ataque tricolor, formada por Washington e Assis – o famoso Casal 20.

 

Depois de cento e oitenta minutos, o timaço do Fluminense levantou a taça e deu a volta olímpica, fazendo a festa de sua galera no Maracanã.

 

No dia seguinte, máquinas a toda rodavam impressos alusivos à conquista tricolor. Num deles, a revista Placar lembrou da “maldição” de Pai Santana ao Casal 20 do Flu. No corpo da matéria, a explicação para o fato do serviço do massagista não ter surtido efeito ao Vasco.

 

“Ele esqueceu de amarrar as do craque Romerito” (autor do gol do título).

 

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Em tempo: a Taça de Prata, em 1970, foi o primeiro título nacional da história do Flu. O empate em 1 a 1 com o Atlético-MG (gol de Mickey) deu a taça ao Tricolor, que disputou a Copa Libertadores da América do ano seguinte.

 

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Em tempo 2: a Copa do Brasil, do ano passado, foi o terceiro triunfo do Flu em âmbito nacional, que, ao levantá-la, obteve feito raríssimo no Brasil, espécie de Tríplice Coroa (tricampeão nacional por competições distintas: Taça de Prata, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil).

 

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A diretoria do Fluminense não deve gostar muito de casa cheia, não. Cobrar R$30,00 por uma arquibancada neste jogo contra o Ipatinga é de uma insensibilidade ímpar.

 

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Com uma bela campanha, o Internacional é o justo campeão da Copa Sul-Americana, primeiro clube brasileiro a conquistá-la.

 

O torcedor tricolor que acompanhou a decisão e o drama da prorrogação certamente se lembrou, com melancolia, da final da Libertadores.

 

O título colorado abre perspectivas e valoriza a Sul-Americana, competição que poderá dar vaga à Libertadores a partir de sua próxima edição.

 

Ótimo que o Flu está a um passo de disputá-la, bastando, para isso, uma vitória simples contra o Ipatinga neste domingo.

 

A volta a uma competição continental no mesmo ano em que, por detalhes, deixou escapar uma Libertadores é um prêmio justíssimo ao Fluminense e aos seus milhões de torcedores, que não mereciam um final de temporada diferente.

 

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Vai ser lindo demais, monstro!

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Envolvente, Flu emudece Morumbi, fica na boa e dá graça ao campeonato

seg, 01/12/08
por joao marcelo garcez |

30_mvg_tarta.jpgA festa estava pronta.

 

Milhares de são-paulinos chegaram cedo ao Cícero Pompeu de Toledo.

 

Certos de que a consagração máxima era questão de tempo, torcedores, aos milhares, já trajavam faixas alusivas ao sexto título brasileiro do clube paulista (foto).

 

Pensavam que era algo sacramentado, definitivo.

 

Não era.

 

Do outro lado, estava o Fluminense Football Club, o mesmo adversário que, meses antes, havia eliminado o time de Muricy num confronto histórico pela Libertadores.

 

Mas nem isso parecia arrefecer a confiança de uma possível conquista antecipada.

 

faixa.jpg

 

As favas contadas viraram apreensão quando a bola rolou. Um Flu envolvente e senhor das ações deixou o São Paulo em apuros. A torcida percebeu e, angustiada, lembrou que existia um oponente em campo.

 

O Flu foi grande como a competência e o caráter de seu treinador, René Simões, que, durante a semana, havia dito repetidamente que toda a tradição do clube estaria em campo no Morumbi.

 

René não é profeta, mas é tricolor.

 

E como tal, conhece a fundo a magnitude da instituição onde trabalha.

 

Sabe também da fidalguia de seus milhões e milhões de torcedores. “Deram exemplo após o jogo contra a LDU”.

 

Deu exemplo também o Flu, de René, no domingo. Time de homens, dignos, que se impôs frente a um adversário não menos grandioso mas que, por estes caprichos do futebol, não deixou o gramado desfrutando de nova vitória sobre ele.

 

Num jogo belíssimo, houve gols perdidos sem goleiro, com goleiro, pênalti não marcado, bola na trave… o diabo. Apesar disso, o Tricolor, do craque Dario Conca, só empatou.

 

Empate este comemorado pelo próprio treinador adversário. “Diante das circunstâncias (amplo domínio do Flu), ficou de ótimo tamanho”.

 

O Grêmio, postulante ao título, agradeceu. Ele, que segue vivo no páreo e que se autoentitula o Imortal Tricolor.

 

Como o Flu.

 

São ambos, Flu e Grêmio, Imortais Tricolores.

 

E tal qual Cabral, que descobriu o Brasil, o São Paulo descobriu que campeonato se ganha dentro de campo.   

 

Terá nova oportunidade contra o Goiás.

 

Que tenha servido de lição!

 

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O São Paulo tem um grande time e, se empatar no próximo domingo, conquistará merecidamente o campeonato. Mas precisa fazer acontecer.

 

O Grêmio, que liderou boa parte da competição, também é merecedor da taça, que estaria em ótimas mãos se fosse para o Olímpico.

 

Particularmente, nutro simpatia pelas duas agremiações. Mas, confesso, estou na torcida pelo Grêmio. Não foram poucos os gremistas que torceram pelo Fluminense na Libertadores. Escreveram e escrevem até hoje, aos montes, falando de seu carinho e admiração pelo Flu.

 

Há reciprocidade nessa relação. Muitos tricolores do Rio de Janeiro solidarizam com o Grêmio no Sul.

 

Que tenham sorte domingo!

 

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Porém, vença quem vencer, Grêmio e São Paulo são dignos merecedores da conquista e estão de parabéns.

 

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Dados interessantes do confronto São Paulo x Fluminense. Em toda a história, aconteceram 97 jogos, com 46 vitórias paulistas e 34 do Flu.

 

No retrospecto recente, porém, a vantagem é toda do Flu, que saiu vencedor no somatório dos duelos das duas últimas edições do Brasileirão – 1 a 0 (F) e 1 a 1 (C), em 2007; e 3 a 1 (C) e 1 a 1 (F), em 2008 – e no choque épico pela Libertadores – 0 a 1 (F) e 3 a 1 (C). 

 

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A vitória do time reserva do Internacional sobre o Cruzeiro só valorizou ainda mais o triunfo Tricolor sobre o Colorado no Beira-Rio rodada passada.

 

Partida em que, a exemplo da contra o São Paulo, o Fluminense também esteve quase todo o tempo com o controle das ações.

 

Prova do valor de René, que a cada dia ganha mais força e respeito no clube.

 

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Dos jogadores que brigam pela artilharia do Brasileirão, Washington (20) desponta como favorito na luta pelo troféu. Na última rodada, o Tricolor receberá o lanterna e já rebaixado Ipatinga, adversário sob medida para que o artilheiro do Flu arrebate pela segunda vez o título de goleador desta competição.

 

Keirisson (20), do Coritiba, e Alex Mineiro (19), do Palmeiras, também são fortes candidatos, mas, em tese, terão adversários mais complicados pela frente (Sport, na Ilha do Retiro; e Botafogo, no Parque Antártica).

 

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Caso Washington confirme o favoritismo e seja mesmo o artilheiro, haverá os que dirão que a missão do atacante tricolor foi facilitada pela suspensão de Kléber Pereira (21), do Santos, nas duas últimas rodadas. A estes, lembramos que, em decorrência do fato do Fluminense estar à época disputando a Libertadores, o Coração Valente ficou de fora de diversas partidas das primeiras rodadas do campeonato.

 

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Washington poderia ter vida ainda mais tranqüila nesta luta se, como de hábito, não perdesse as oportunidades cristalinas que se apresentaram a ele contra o São Paulo. Primeiro, com menos de um minuto, não aproveitou rebote do goleiro Rogério Ceni com o gol escancarado à sua frente. Depois, aos 16, recebeu passe de Arouca e, novamente na cara de Ceni, dominou mal a bola, adiantando-a. No lance do gol de Tartá, foi ele também quem chutou em cima do arqueiro são-paulino. Por fim, Washington poderia ter marcado de pênalti, se o sempre polêmico Héber Roberto Lopes tivesse assinalado infração clara de Rodrigo no camisa 9 tricolor.

 

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Esta penúltima rodada foi ótima para o Fluminense. Além de descartar por completo qualquer possibilidade de descenso, o Tricolor, com o ponto que conquistou e com o empate do Santos, no Mineirão, entrará na derradeira rodada dependendo apenas de seus esforços para ficar com uma das vagas na Copa Sul-Americana. Assim, uma vitória simples sobre o Ipatinga dará ao Flu a última vaga brasileira nesta competição internacional. Se empatar, dependerá também de um empate entre Santos e Náutico e de um tropeço do Atlético-PR, que também joga em casa.

 

Agora, se perder, o Fluminense não tinha mesmo o que fazer na Sul-Americana, não é mesmo?

 

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Com um gol de Matheus Carvalho, o Fluminense conquistou sobre o Fla o Campeonato Estadual de Juvenil, mesma categoria em que triunfou no Mundial este ano.

 

Em tempo: o Tricolor já havia conquistado o Estadual de Juniores com vitória também sobre o tradicional rival.

 

Pelo Torneio Otávio Pinto Guimarães, em novo Fla-Flu, o Tricolor bateu novamente o adversário e avançou às semifinais: 2 a 0, na Gávea.

 

Sei não, mas depois desse festival de derrotas, a molecada do Fla deve andar atemorizada só de ver as listrinhas tricolores do uniforme tricolor.

 

***

Sábado, às 18h30, vale artilharia, vaga na Sul-Americana e ainda tem a despedida do ídolo e cracaço Thiago Silva.

 

O Fluminense, finalista da Libertadores, merecia muito esse digno e feliz final de temporada. 

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