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O show não pode parar

Sex, 31/10/08
por joao marcelo garcez |

jr-cesar.jpgFluminense e Vasco deverão fazer um clássico muito pegado neste domingo. O drama do rebaixamento ainda ronda a cabeça dos tradicionais rivais, que não podem sequer imaginar deixar o campo derrotados (principalmente o time de São Januário, que se não somar pontos praticamente dará adeus à Série A).

 

O Flu vem completo para o jogão. O Vasco não contará com sua dupla de ataque, Edmundo e Leandro Amaral, ambos machucados. Apesar disso, o Maracanã deverá receber excelente público para esta decisão às avessas, às 19h10.

 

A torcida tricolor, empolgada com a grande vitória sobre o Palmeiras e com o bom momento vivido pelo time, certamente estará lá.

 

O show vai recomeçar.

 

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Uma curiosidade absolutamente inusitada envolve o clássico Flu x Vasco. Nove dos últimos 11 jogos terminaram empatados, com uma vitória pra cada lado. O Vasco não vence o Flu desde a partida de ida da semifinal da Copa do Brasil-2006 (1 a 0). Já o Flu bateu seu rival no Estadual deste ano: 2 a 1.

 

Se o assunto for apenas o Brasileirão, a coisa vai ainda mais longe: não há vencedor no clássico desde 2005 (3 a 2 pro Flu no turno e 2 a 0 pro Vasco no returno).

 

De lá pra cá, incrível, só empates…

 

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A interrupção do jogo de quinta, em Florianópolis, num primeiro momento, pode ser vista como prejudicial ao Fluminense, principalmente porque vencia por 1 a 0 quando aconteceu a segunda queda de energia da noite.

 

Por outro lado, com a briga de foice que vem acontecendo na parte de baixo da tabela, o Fluminense entrará em campo na próxima quarta já sabendo de todos os resultados da rodada de fim de semana. Se ganhar do Vasco, melhor, terá uma bela oportunidade de se distanciar de vez das quatro últimas posições. Mas se perder e voltar à zona do rebaixamento, poderá se ver novamente livre dela.

 

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Em tempo: Figueirense x Fluminense voltarão a campo às 20h30 do próximo dia 5 exatamente do ponto onde pararam (tempo e placar). Suspensões por terceiro cartão amarelo ou vermelho no clássico de domingo não serão válidas para o jogo contra o time de Mário Sérgio, válido pela trigésima-primeira rodada do Brasileirão.

 

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Dois dos integrantes da espinha dorsal do Fluminense, o apoiador Conca e o atacante Washington deverão compor o elenco tricolor na próxima temporada. Ao menos é o que garante seus empresários, Hugo de Benedetti e Gilmar Rinaldi.

 

Para Gilmar, embora existam inúmeros clubes interessados em contar com os gols do artilheiro tricolor, “a tendência é que Washington renove o contrato e continue nas Laranjeiras”. A situação de Conca é um pouco mais complicada. O Flu tem de pagar US$2,8 milhões ao River Plate. Mas Benedetti está animado com o desfecho da negociação. “O Fluminense já exerceu o direito de compra do jogador e deverá ficar com ele em definitivo”.

 

Melhor assim. Para montar um grande time em 2009 e voltar lépido e fagueiro à Libertadores, o Flu tem mesmo que pensar grande.

 

Manter Conca e Washington, responsáveis por grandes momentos da equipe este ano, já será um ótimo começo.

 

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Sabe aquele pai orgulhoso do qual falei na última coluna? O nome deste feliz tricolor é Ricardo Penha. Prosa da vida, o designer entrou em contato com o Blog do Flu para pedir suas imagens no jogo contra o Palmeiras.

 

Parabéns!

 

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Vice-campeão da Taça Libertadores da América com o Fluminense, Renato Gaúcho, agora novamente no comando técnico do Vasco, deverá repassar todo o filme da final no clássico deste domingo. O treinador se emociona até hoje quando fala sobre o assunto.

 

Déjà vu pra lá de dolorido.

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Um gigante renasce

Dom, 26/10/08
por joao marcelo garcez |

renasc.JPG 

O Fluminense voltou.

 

Não como o Corinthians, que retornou à elite (com merecimento, diga-se de passagem).

 

O Fluminense voltou, sim. Voltou a mostrar a sua cara, a sua identidade, perdida desde a fatídica decisão da Libertadores.

 

Foi uma vitória significativa, emblemática.

 

Retomou-se a aliança entre time e torcida, presente aos milhares no Maracanã.

 

Eu fui, eu vi. Vivi e senti o resgate da confiança de uma massa apaixonada.

 

Que canta, faz festa e embeleza.

 

Caiu, mas já levantou.

 

Doeu, mas já está passando.

 

Põe-se novamente de pé o Fluminense.

 

Um gigante renasce…

 

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O sabadão foi excelente para o Fluminense, que contou com todas as combinações de resultados que precisava para subir três posições na tabela: empate no duelo Náutico x Portuguesa e derrota do Figueirense. Resultado: a goleada sobre o Palmeiras por 3 a 0 deixou-o na décima-quarta posição.

 

Se subir mais uma, estará na Copa Sul-Americana do ano que vem.

 

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Uma das grandes virtudes do até aqui brilhante trabalho de René Simões foi ter conseguido passar confiança a jogadores sem prestígio com a torcida como Carlinhos, Junior César, Fabinho e Éverton Santos. Não foi por acaso que três deles estiveram envolvidos nos gols marcados sobre o Palmeiras.

 

A trama envolvendo Everton Santos, Conca e Junior César, então, foi uma pintura!

 

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  renasce.jpg

 

É batido, mas é a pura verdade: Thiago Silva é um monstro.

 

Inspirou até Fernando Henrique: que baita defesa com o pé esquerdo!

 

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Uma tomada das cadeiras inferiores feita pela TV Globo emocionou uma legião de tricolores. Após o terceiro gol do Flu, torcedores correram para comemorar próximo a Junior César, que chegou junto ao setor. Durante a euforia, um pai foi flagrado com o filho no colo apontando à criança o jogador causador daquele turbilhão de emoções. Em seu semblante, transbordava paixão, transmitida por osmose ao pequeno tricolor.

 

De arrepiar!

 

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Com transmissão do canal a cabo SporTV, o Fluminense enfrenta agora o Figueirense, quinta-feira, no Orlando Scarpelli. O time catarinense vem de goleada para o Santos e fará jogo de seis pontos com o Tricolor. Quem vencer galga três casinhas e deixa o adversário direto para trás.

 

O Fluminense defende ainda uma invencibilidade de cinco jogos no Campeonato Brasileiro, sua maior até agora nesta edição da competição.

 

Uma vitória, porém, seria ótima para “pilhar” o clássico de domingo contra o Vasco, no Maracanã.

 

***

É bem verdade que num retrospecto recente o Fluminense não anda lá dando muita sorte em confrontos contra o Palmeiras. Mas sempre que triunfa diante do tradicional adversário paulista, o Tricolor o faz de maneira contundente, avassaladora.

 

Senão vejamos: o Fluminense não vencia o Palmeiras desde 2001. Naquele ano, o time vinha embalado no Campeonato Brasileiro e pisou a mil por hora no Parque Antártica. Resultado: atropelo e um histórico 6 a 2 no Verdão (5 a 1 só no primeiro tempo).

 

Talvez para dar uma falsa impressão de longevidade no tabu, foram buscar a última vitória tricolor no Maracanã, acontecida em 1994, quando o Palmeiras também era dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Mais uma vez, o Fluminense goleou o estrelado elenco palmeirense, que se sagraria tetracampeão brasileiro ao fim da competição: 4 a 1.

 

Lembro que o Flu havia vencido o Palmeiras no Mário Filho pelo Torneio Rio-São Paulo de 1999, e reparo que o propagado jejum de vitórias no estádio é apenas pelo Campeonato Brasileiro (que bobagem!). Naquela ocasião, o goleiro Marcos fazia sua primeira temporada como titular do gol do Palmeiras. Debaixo de muita chuva, o Tricolor, então dirigido por Carlos Alberto Parreira e vivendo os traumas de uma queda à Série C do futebol nacional, aplicou nova saraivada no adversário, deixando em êxtase todo o anel do Maracanã: 4 a 0.

 

1994, 1999, 2001… No último fim de semana, o Fluminense não quis mais saber de conversa e tratou de colocar um ponto final em todos esses tabus, diante de quase 40 mil pessoas.

 

Com goleada sobre o Palmeiras, claro!

 

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O técnico Vanderlei Luxemburgo tem se mostrado um freguês de caderninho do Fluminense. Desde que voltou da Europa, perdeu quatro dos seis jogos que fez contra o Tricolor (1 a 0, em 2006; 3 a 0 e 4 a 2, em 2007; e 3 a 0, em 2008). Houve ainda um empate (1 a 1, em 2006). Sua única vitória aconteceu no primeiro turno do Campeonato Brasileiro deste ano (3 a 1).

 

Detalhe: destas quatro derrotas, três aconteceram no Maracanã, onde as equipes que dirigiu não conseguiram marcar um único gol sequer no Flu.

 

Em tempo: além da derrota de 4 a 1, já citada, em 1994, Luxa teve que amargar novo insucesso no ano seguinte, quando foi treinador do Flamengo: na decisão do Campeonato Estadual, perdeu para o Fluminense por 3 a 2, com o histórico gol de barriga de Renato Gaúcho (nesta mesma edição da competição, perdeu três dos quatro Fla-Flus realizados. Apenas um terminou empatado).

 

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Alguém notou no placar do jogo Flu x Palmeiras, de 2002, que citei na última coluna para ilustrar uma história ocorrida comigo à época?

 

Acho que Gravatinha passou por aqui…

 

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Quarenta mil tricolores gritando “olé” no Maracanã e o nome de Rena Simões ao fim da partida.

 

O master mind, desde sábado, passou a ser meu livro de cabeceira.

 

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De nada, Fla!

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Esse não dá pra perder

Qui, 23/10/08
por joao marcelo garcez |

palmeiras.jpgEmbalado pelas atuações convincentes contra Atlético-PR e Vitória, o Fluminense enfrenta neste sábado, às 16h, a boa equipe do Palmeiras, terceira colocada no Campeonato Brasileiro. Apesar da qualidade do adversário, confio numa grande exibição do time dirigido por René Simões, que fará sua estréia diante da torcida tricolor.

 

A lambança do árbitro Leandro Pedro Vuaden, que custou dois pontos ao clube, e a vitória do Vasco sobre o Goiás na noite de quarta obrigam o Flu a ir com tudo para cima do Verdão, que não contará com o zagueiro Roque Júnior e com o meia Diego Souza (ex-Flu), ambos expulsos no clássico contra o São Paulo.

 

A oito rodadas do fim da competição, o Fluminense deve agora, mais do que nunca, fazer valer o fator campo para sair do atoleiro – jogará no Maracanã ainda contra Vasco, Portuguesa e Ipatinga. Se vencer os quatro jogos que terá no Mário Filho, independentemente de seus resultados fora do Rio de Janeiro, o Tricolor, com 43 pontos, se garante na elite do futebol nacional em 2009.

 

Como se vê, a redenção tricolor passa obrigatoriamente por uma vitória neste sábado sobre o Palmeiras.

 

É pra galera tricolor chegar junto e empurrar o finalista da Libertadores a novo triunfo.

 

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Pensando em casa cheia, a diretoria tricolor, aleluia, fará promoção de ingressos. O mais barato pode chegar até a R$5,00 (meia-entrada nas cadeiras inferiores). Arquibancadas custam R$20,00 (R$10,00 meia).

 

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Anotem aí: se o Fluminense vencer com um gol de pênalti, Vanderlei Luxemburgo dirá que a infração só foi marcada porque o árbitro se sentiu pressionado com a polêmica envolvendo Vuaden na rodada anterior, que prejudicou flagrantemente o Tricolor.

 

Quem aposta?

 

***

Por falar em aposta, uma derrota do Fluminense para o Palmeiras me lembrou de uma história acontecida comigo na redação do Jornal dos Sports em 2002.

 

O Tricolor havia sido goleado por 3 a 0 para o Verdão em pleno Maracanã pela antepenúltima rodada da fase classificatória do Campeonato Brasileiro, resultado que obrigava o Flu, então dirigido por Renato Gaúcho, a vencer seus dois últimos jogos, contra Portuguesa (C) e Ponte Preta (F), para assegurar sua classificação às quartas-de-final.

 

Desanimado com o fracasso tricolor, o jornalista Milton Costa Carvalho, à época competente colunista do Cor-de-Rosa, “chutou o balde” e disse que o Flu não passava de um time amarelão que nada conseguiria naquele Brasileiro. Chateado com a decepção do colega, fui ao seu encontro e, sempre otimista, assegurei a ele que o time garantiria sua vaga às finais.

 

Mesmo tachado de ingênuo, estava convicto de que o Flu, pelo terceiro ano consecutivo, avançaria à fase mata-mata (antiga fórmula) da competição.

 

Veio o jogo com a Portuguesa e, com dois gols de Romário, o Flu venceu a duras penas. Faltava, no entanto, o duelo contra a Macaca em Campinas – considerada dificílima em seus domínios. Nem mesmo o empate adiantaria ao Flu, que só tinha uma alternativa: vencer ou vencer (lema criado pelo ex-presidente Francisco Horta).

 

A Ponte fez 1 a 0 para desespero da galera do Flu. Quando marcou o segundo, a vaca parecia que iria para o brejo. Um gol de Roni, porém, fez renascer a esperança. Logo aumentada com o gol de empate, marcado novamente por Roni. Faltava ainda o tiro de misericórdia, que selaria em definitivo o passaporte tricolor. E ele veio por intermédio do Baixinho Romário, depois de trapalhada do zagueiro adversário. 3 a 2 Flu e festa tricolor no interior de São Paulo.

 

No dia seguinte, cheguei triunfante à redação do Jornal dos Sports. Mais do que zombar dos adversários, estava seco para falar com Milton. Quando o avistei, fui todo “pimpão” ao seu encontro. Sua teoria conspiratória sobre o paradeiro tricolor estava desfeita. O Flu era, de novo, um dos classificados para as finais do Nacional.

 

Milton já escrevia sua coluna. Ar sereno, parecia aliviado. Cutuquei-o nos ombros e, gabando-me de minha vitória, falei. “Não disse, Milton, que o Flu entraria?”.

 

Embora feliz, Milton não quis dar o braço a torcer. Sem desviar os olhos do monitor, limitou-se a desdenhar de minha previsão com um simples estalar de lábios. “Tsc”.

 

O Flu superaria o São Caetano e iria ainda mais longe na competição. Como em 2001, cairia só nas semifinais.

 

O “tsc” de Milton, porém, nunca me saiu da cabeça. Estava contente o meu amigo, mas, mesmo contrariado, aprendeu uma doce lição: que, para o Flu, nada, nada mesmo, é impossível.

 

A história e a grandeza deste clube fantástico estão aí para serem contadas em prosa e verso pelos mais diversos tricolores espalhados Brasil afora.

 

O Flu de 2008 se vê em nova enrascada. A situação é delicada e inspira muitos cuidados.

 

Mas o clube é guerreiro e vai à luta.

 

Alguém duvida?

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Ecos do master mind

Seg, 20/10/08
por joao marcelo garcez |

bandeirinhas.jpgQuando Cuca foi demitido, após o empate contra o Goiás, confesso que considerei o rebaixamento do Fluminense uma questão de tempo, sobretudo pelo nome que se anunciava como seu possível substituto – Galo. Tinha convicção de que a diretoria estava dando um tiro no próprio pé ao descartar um treinador em quem enxergo muitas qualidades para trazer outro que nunca emplacou um único bom trabalho sequer.

 

A contratação de René Simões, porém, me soou como alentadora. De capacidade comprovada, o novo técnico tricolor encarou o desafio, arregaçou as mangas e tratou logo de “fechar” o clube em torno de um único pensamento. O master mind de René, com o qual costumo brincar aqui desde sua vinda, nada mais é do que uma esfera positiva e acolhedora, dentro da qual os jogadores tem a tranqüilidade e a confiança necessárias para que as coisas dêem certo mesmo diante de situações de extrema adversidade.

 

Um exemplo: antes da chegada de René, o Fluminense até vinha jogando bem, casos das partidas contra Coritiba, Botafogo e Goiás. Mas bastava sair atrás do marcador, que o time era acometido por um apagão. O futebol ofensivo e a postura agressiva eram logo trocados por uma pane geral, decorrente do emocional dos jogadores, que se desestabilizavam com a proximidade de uma nova derrota.

 

Pois com René, o Flu também saiu atrás nos dois jogos sob seu comando – contra Atlético-PR e Vitória (ambos fora de casa). Só que, ao contrário de antes, o time mostrou maturidade – e sobretudo serenidade – para virar o marcador, com autoridade, em ambas as ocasiões. Pena que, no duelo com o time baiano, o time tenha sofrido o gol de empate.

 

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Em tempo: o aproveitamento de Cuca em seus dois primeiros jogos foi até superior ao de René Simões. Com vitórias contra Atlético-MG e Náutico, Cuca conquistou 100% dos pontos disputados em seu começo, mas depois amargou um jejum de sete partidas.

 

Com René, porém, dificilmente a história se repetirá. Em franca evolução tática e, repito, emocional, volto a acreditar que o Fluminense se manterá na elite do nosso futebol em 2009.

 

Sob o comando de René.

 

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Com o gol que marcou no último domingo, Washington chegou a 18 e se isolou na vice-artilharia do Campeonato Brasileiro, agora a apenas dois de Kléber Pereira. Tivesse marcado os que desperdiçou no Barradão, a esta altura, já estaria no mínimo empatado com o atacante do Peixe.

 

Justiça seja feita: o gol perdido pelo Coração Valente já nos acréscimos, na verdade, foi um pênalti daqueles clamorosos. Com o gol escancarado, o atacante tricolor deu um chute seco para a “defesa” de Leonardo Silva. O zagueiro rubro-negro abriu os braços mandando a bola pra fora. E tudo isso bem pertinho de Leandro Pedro Vuaden, que fez vista grossa e marcou apenas escanteio.

 

Roxo de raiva, Washington foi à loucura com a nova escorregada da arbitragem, que já havia ignorado outra penalidade sobre o atacante, agarrado na grande área.

 

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O ódio de Washington contrastou com a aparência tranqüila de René ao fim do jogo. Com extrema educação, cumprimentou Vuaden, a quem disse ser um grande profissional, e se disse satisfeito com o rendimento do time, lamentando apenas as deficiências de finalização.

 

Incitado por repórteres a falar sobre a arbitragem, limitou-se a dizer que não era assunto de sua alçada, cabendo à direção do clube abordar o tema.

 

***

Roberto Horcades parece ter ouvido a coletiva de René e foi à luta. Dizendo-se membro da Comissão Médica da FIFA, o presidente do Fluminense fez ameaças a Vuaden, afirmando que, ao prejudicar seu clube, o árbitro jamais integrará o quadro de árbitros da entidade máxima do futebol.

 

Vergonhosa pisada de bola.

 

Já que gosta tanto de se dizer membro da FIFA, Horcades deveria dar o exemplo e reivindicar seus direitos com a serenidade que seu cargo exige.

 

Umas aulinhas com o master mind de René lhe cairiam muito bem.

 

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O que diabos a diretoria do Fluminense está esperando para adquirir em definitivo o argentino Conca? Com prioridade para a compra do passe até 31 de outubro, a direção tricolor parece inerte nessa questão de grande importância. Nada até agora foi falado ou noticiado sobre o tema, que ganhará contornos dramáticos com a proximidade do fim do mês.

 

Não é de hoje que todos sabem que o meia-esquerda interessa ao São Paulo de Murici e ao Palmeiras de Vanderlei.

 

Imperdoável!

 

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Arouca voltou a jogar bola.

 

Mais um milagre do master mind de René.

 

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Contra “fatos” há argumentos

Qui, 16/10/08
por joao marcelo garcez |

suderj.JPGUma grande notícia agitou esta semana a crônica esportiva: a administração do Estádio do Maracanã, a partir de 2009, poderá ficar a cargo de Fluminense, Flamengo, Confederação Brasileira de Futebol e International Stadia Group (empresa responsável pela reconstrução de Wembley), consórcio favorito para vencer a concorrência da administração do Mário Filho. 

   

A novidade é ótima para os tricolores, que, com o Gigante em suas mãos, poderão proporcionar verdadeiros espetáculos como os da Libertadores deste ano. O tamanho da paixão da torcida pelo Fluminense, por sinal, pôde ser medida no jogo decisivo daquela competição, ocasião em que uma multidão de tricolores presentes ao estádio fez seguramente a mais bela festa da história do estádio. 

    

O jornalista Juca Kfouri, da Rádio CBN, que não comparecia ao Maracanã desde o Fla-Flu decisivo da Taça Guanabara-2004, se disse deslumbrado com o espetáculo de pirotecnia e a profusão de cores no estádio, aliada aos cânticos das arquibancadas. “A torcida do Fluminense me encantou. Cheguei a pensar que estava em Barcelona. Foi mesmo de emocionar”, comentou. 

   

Mas não foi somente na finalíssima da Libertadores que o Tricolor levou público ao Maracanã. Levantamento feito pelo site da Flusócio mostra que, ao longo desta temporada, o Fluminense foi responsável por 45,90% do valor total arrecadado pelo próprio Fluminense e pelo Flamengo, a outra agremiação envolvida no consórcio. 

   

Não é preciso ser expert em Matemática para descobrir que o Rubro-Negro foi então responsável por 54,10% deste total, números ainda muito longes dos 70% ditos pelo presidente Márcio Braga. 

 

  Negar a força do Fluminense é negar o óbvio. Enaltecer o poderio de uma torcida em detrimento doutra, então, soa como falácia, leviandade. É querer “jogar pra galera” uma situação que os números insistem em não mostrar. 

 

  Ao menos desta vez, os “fatos” de Márcio Braga foram facilmente combatidos pelos argumentos dos borderôs. 

    

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Confrontos envolvendo Fluminense e Vitória, adversário do próximo domingo, já renderam boas histórias no Campeonato Brasileiro. E foi justo num duelo entre os times carioca e baiano que um caso de amor foi iniciado, ainda que por linhas tortas.   

Em 2001, o Tricolor desempenhava campanha razoável no início da competição, quando recebeu o time baiano no Maracanã pela quarta rodada.  Yan abriu o placar para o Flu logo aos 12 minutos. Mesmo sem jogar bem, o time dirigido por Oswaldo de Oliveira manteve o 1 a 0 até a cinco minutos do fim, quando Váldson empatou para o Vitória. Vaias e coro de “burro” para o treinador ecoaram das arquibancadas. 

   

Magoado, Oswaldo de Oliveira repreendeu a torcida tricolor, à qual chamou de ansiosa e afobada. “Entendo que a cerência de títulos faz com que os torcedores se comportem assim. Mas eles tem de saber que estão lidando com um técnico campeão brasileiro e mundial pelo Corinthians”, esnobou, colocando-se acima da instituição Fluminense. 

   

Com o relacionamento estremecido, Oswaldo só foi mantido no cargo porque o Fluminense fez, na seqüência, boa campanha no Brasileiro, terminando a fase classificatória na vice-liderança, ao lado do Atlético-PR. 

   

No dia 5 de dezembro, porém, técnico e torcida trocaram juras de amor. Na ocasião, Fluminense e Ponte Preta duelariam por uma vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro. Pouco depois da entrada do time em campo, milhares de vozes cantaram “Parabéns a você” para Oswaldo de Oliveira, que aniversariava naquele dia. O treinador não resistiu e desabou em lágrimas. A noite foi coroada com a classificação tricolor, após árduos 120 minutos de jogo, que teve até uma dramática prorrogação. 

   

Oswaldo deixaria o clube no ano seguinte após insucessos no Torneio Rio-São Paulo e Copa do Brasil, competição das quais foi eliminado num intervalo de apenas três dias para São Caetano e Brasiliense, respectivamente. 

   

Anos depois, em entrevista ao canal a cabo SporTV, Oswaldo foi lembrado da homenagem tricolor pelo apresentador Luis Carlos Júnior, que classificou-a como a maior a um treinador num estádio de futebol. O treinador abriu largo sorriso e, novamente com os olhos marejados, deixou que seu coração falasse: “É, a torcida do Fluminense é fantástica”.

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Todos na onda de René

Seg, 13/10/08
por joao marcelo garcez |

simoes.jpgMelhor do que a vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-PR na estréia de René Simões, foi a postura do novo treinador do Fluminense logo após o término da partida. Ao entrar no vestiário e encontrar jogadores eufóricos com o resultado, tratou logo de arrefecer os ânimos e dizer aos atletas que absolutamente nada havia sido conquistado.

 

Em sua entrevista coletiva, pouco depois, declarou que já estava pensando em sua segunda “bolinha”, domingo, no Barradão, depois de triunfar numa partida em que esteve com um jogador a menos por quase todo o segundo tempo – Luiz Alberto, com dois amarelos, foi expulso aos 16.

 

Abre parênteses: apesar da firmeza nas marcações dos pênaltis – claríssimos –, Carlos Eugênio Simon mostrou total falta de critério ao expulsar Luiz Alberto e não tirar de campo o zagueiro atleticano Antônio Carlos, ex-Flu, após o pênalti em Arouca, quando também já tinha amarelo. Fecha parênteses.

 

Noves fora essa pisada de bola do árbitro, gostei da atuação do Fluminense, principalmente pela determinação e aplicação tática. A impressão que passou é que cada jogador cumpriu à risca tudo que fora determinado por René na semana de treinos em Itu.

 

Atlético-PR x Flu foi, enfim, daqueles duelos ao qual assistimos “podendo torcer”, já que o time nos deu essa condição, dadas as alternâncias de jogadas apresentadas e oportunidades de gols criadas.

 

Bendito, master mind!

 

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Com os três gols marcados, Washington já é o vice-artilheiro do Brasileirão, ao lado de Alex Mineiro, com 17 gols. Restando nove rodadas para o fim da competição, o Coração Valente está a apenas quatro gols de fazer história com a camisa do Flu. É que, se chegar a 21, será o maior artilheiro tricolor dentro de uma mesma edição do Campeonato Brasileiro.

 

Nota: em 2000, Magno Alves, artilheiro da Copa João Havelange ao lado de Romário e Dill, balançou as redes adversárias em 20 ocasiões, mas o Fluminense jogou apenas 26 vezes na competição. Neste ano, serão ao todo 38 certames, o que dá vantagem ao Magnata.

 

***

Reparem bem no único gol atleticano na partida. É, exatamente: falha de Fernando Henrique.

 

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Galo era o nome preferido de Celso Barros para assumir o comando técnico do Fluminense após a demissão de Cuca. A diretoria, porém, votou contra. Celso, então, apontou Carlos Alberto Parreira, campeão brasileiro em 1984 e 1999 (Série C), para voltar ao clube.

 

Contatado, Parreira agradeceu o convite, mas recusou. Diz-se que o desgaste com José de Souza, vice-geral, que chamou-o de ultrapassado em 2000, quando presidia o clube com David Fischel, pesou na decisão.

 

Para não deixar o clube de coração na mão, porém, o técnico campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 indicou René Simões para o cargo.

 

Em tempo: René Simões também é torcedor do Fluminense e disse estar diante de um grande desafio em sua carreira. Pelo envolvimento emocional que tem com o clube, René vinha assistindo a jogos do time, como o contra o Botafogo, no Engenhão, onde esteve com sua filha.

 

***

Em 2008, completam-se 20 anos da conquista sul-americana da Seleção Brasileira Sub-20, em Buenos Aires (ARG). O que tem isso? É que no comando técnico do time campeão estava René Simões, atual técnico tricolor.

 

Prova que o master mind já era eficaz há duas décadas.

 

***

O jogo contra o Palmeiras, no próximo dia 25, trará uma novidade àqueles simpáticos mascotinhos que entram em campo com o time. Das cerca de 40 crianças que terão a emoção de pisar no gramado do Maracanã, cinco delas serão da equipe paraolímpica do Fluminense.

 

A iniciativa terá seguimento com a inscrição de jovens excepcionais para as partidas subseqüentes realizadas no Rio de Janeiro.

 

Bola dentro!

 

***

Destaque tricolor na Taça Libertadores da América, o meia Thiago Neves, atualmente no Hamburgo (ALE), esteve semana passada nas Laranjeiras, onde treinou por alguns dias com um profissional do clube alemão.

 

Sensibilizado com o momento ruim do ex-clube, Neves teria ido a Curitiba assistir a Atlético-PR x Fluminense para dar força aos antigos colegas.

 

Antes de voltar a Europa, o Créu Tricolor pretende desejar sorte a todos na reta final da competição.

 

***

No mesmo dia em que o Flamengo era goleado por 3 a 0 no Maracanã, Cabañas fazia o gol da seleção paraguaia pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

 

O placar foi o mesmo que eliminou o Rubro-Negro, também no Mário Filho, ainda nas oitavas-de-final da Libertadores, que teve o Flu com um de seus finalistas. Na ocasião, o próprio Cabañas havia tratado de despachar o Fla prematuramente para casa, na despedida de Joel Santana.

 

Sinistro déjà vu!

 

***

Recebo de Antônio de Padova aflito e-mail sobre o plano Sócio Torcedor. Desconfiado, queixa-se de ter recebido dois boletos de pagamento no mês de outubro.

 

“João, participo do plano Sócio Torcedor desde o lançamento e pago sempre em dia os boletos enviados. Esse mês, já havia recebido o documento, com vencimento para o dia 10, sendo correto que o papel continha o símbolo oficial do Sócio Torcedor.

 

“Ocorre que estranhei a chegada de um novo documento, sem o emblema característico do plano, cobrando o mesmo valor. Olhei o remetente e vi que estava identificado como Torcedor Afinidade LTDA, com endereço na Rua Voluntários da Pátria, 301/602, em Botafogo.

 

“Como meus dados e endereço estão corretos, temo ser este algum golpe envolvendo funcionários do clube”.

 

Antônio, pode se despreocupar. O departamento Sócio Torcedor esclarece que o endereço mencionado por você é a razão social, jurídico, gerador dos boletos de pagamento do plano. O departamento ainda agradeceu o contato, se desculpou pelo ocorrido e disse que entrará em contato com você nesta semana.

 

***

Na coluna anterior ao jogo com o Furacão, para preparar terreno e animar a festa, citei três vitórias do Fluminense na Arena da Baixada.

 

Deu certo.

 

Contra o Vitória, então, repetirei a tática.

 

Senta que, quinta, lá vem a história.

 

Uma boa semana a todos.

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Apalavrado com patrocinadora tricolor, Leandro Amaral comandará ataque do Flu em 2009

Ter, 07/10/08
por joao marcelo garcez |

celsoeleandro.jpg Leandro Amaral voltará às Laranjeiras em 2009. O atacante, que se envolveu em um imbróglio jurídico nesta temporada, estaria apalavrado com o presidente da patrocinadora do Fluminense, Celso Barros, para ajudar o time na conquista do trigésimo-primeiro título estadual de sua história e da segunda Copa do Brasil, que conduziria o Flu a mais uma edição da Libertadores, em 2010.

 

Quem garante a veracidade da notícia é o companheiro Paulo Rocha, jornalista com quem trabalhei por dois anos no Jornal dos Sports, que noticiou em sua coluna do Cor-de-Rosa ter adquirido a informação de uma fonte fidedigna dentro de São Januário.

  

Ainda segundo a raposa felpuda, o aluguel do apartamento onde hoje reside Leandro Amaral estaria sendo custeado por Celso Barros, que é fã confesso do futebol do jogador.

  

A esta altura, além de ajudar o Vasco na luta contra o descenso, Leandro deve estar torcendo como nunca para a manutenção do Flu na elite do futebol brasileiro.

  

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Em tempo: a julgar pela bolinha que vem jogando, tenho lá minhas dúvidas se a volta de Leandro ao Fluminense será benéfica ao clube.

  

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Artigo publicado na “Máquina do Esporte” elucida a destacada importância da torcida do Fluminense no cenário esportivo brasileiro e mundial. Graças a ela, que levou em média 52.801 torcedores em jogos no Maracanã, a Copa Santander Libertadores registrou significativo aumento de público na edição de 2008 (35%), que, dada a belíssima campanha tricolor, teve pela primeira vez em sua história uma decisão disputada no sagrado palco do Estádio Mário Filho.

  

Em sua totalidade, a maior competição das Américas teve na edição deste ano um público superior a 2,9 milhões de pessoas. Em 2007, a quantidade de torcedores tinha sido inferior a 2,2 milhões.

  

Se o título escapou por entre os dedos do Fluminense, o Tricolor ficou na liderança ao menos na média de público, com 49.011 expectadores por jogo, seguido de América do México (48.853) e Cruzeiro (37.538).

  

Números que enchem de orgulho a nação tricolor, que não parece nada disposta a corroborar com a mais recente declaração do presidente do clube, a de que disputar a Segunda Divisão não é nenhuma vergonha.

  

Por eventualidade não, presidente! Mas por incompetência e desleixo é, sim, altamente vexaminoso.

  

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Ainda que injustamente, foi-se Cuca e veio René Simões. Quando chegou ao clube, logo em sua primeira entrevista coletiva, o novo treinador tratou de convocar todos que gostam do Fluminense para criar uma onda em que todos estariam numa mesma vibração.

  

Perguntado sobre como venceria o desafio de triunfar em seis de dez partidas, não se desesperou. René pegou o gancho de uma declaração do tenista suíço Roger Federer à imprensa internacional - que disse não entrar em quadra pensando na longa duração dos jogos - para explicar como trabalharia até o restante da temporada.

  

“Bolinha a bolinha”. É desta forma que o novo técnico tricolor desenvolverá seu projeto de manter o clube na elite do futebol brasileiro. Para seguir à risca o passo a passo de René, todos no clube vem pensando exclusivamente na próxima “final”, contra o Atlético Paranaense, adversário direto do time na briga contra o descenso.

  

O master mind tricolor parece ter atingido até mesmo torcedores do Coritiba, principais adversários do Furacão, que desejam ver o rival na pior. Para isso, contam com a vitória tricolor, sábado, na Arena da Baixada.

  

Um deles, que assina como Marlopes, dá até o mapa da mina para o triunfo tricolor em terras paranaenses. “Tomem cuidado com as jogadas de bola aérea, é a única (única mesmo!) que possuem”, escreve.

  

Fica aí esta boa dica para o estreante René “master mind” Simões.

  

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Não é de hoje, a Arena da Baixada já não vem sendo mais o alçapão temível de outrora. Em confrontos recentes, o Fluminense tem conseguido vitórias importantes no estádio. No ano passado, com um gol de Adriano Magrão nos minutos finais, o Tricolor avançou às semifinais da Copa do Brasil. Um ano antes, na estréia do Flu no Campeonato Brasileiro, o time, então dirigido por Oswaldo de Oliveira, venceu por 2 a 1 num jogo em que poderia ter até goleado.

  

Voltamos sete anos no tempo e chegamos a 2001. Aposto que você pensou na derrota por 3 a 2 (três gols de Alex Mineiro) que tirou o Flu da decisão do Brasileiro? Mas não é desse jogo que quero lembrar, e sim de um outro válido pela primeira fase dessa mesma competição: a histórica vitória por 2 a 1 (gols de Roni e Sidney), que pôs fim à escrita do Tricolor até então nunca ter vencido na Arena.

  

Eis minha singela contribuição para o “master mind” de René.

  

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Não é só o Maracanã que pode se orgulhar de receber milhares de torcedores em seu estádio. Este Blog do Flu, no mês de setembro, registrou a marca de 73.608 acessos únicos, número absoltamente fantástico, principalmente se levarmos em conta a fase pífia por que atravessa o time. Em julho, por exemplo, quando foi decidida a Libertadores, o blog do Flu bateu a porta dos incríveis 100 mil acessos únicos.

  

Os quais agradeço imensamente a você, querido leitor, que há quase um ano e meio me acompanha nesse espaço, escrito sempre a milhares de mãos.

  

A todos vocês, reitero meus mais profundos cumprimentos e agradecimentos.

  _________________________________________________________E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br

É… Tá difícil

Qui, 02/10/08
por joao marcelo garcez |

015613180-ds00.jpg01_chb_washington.jpgSerão turbulentos os dias nas Laranjeiras até a partida do dia 12, contra o Atlético-PR. O empate com o Goiás, considerado o último jogo para o início de uma reação que nunca chega, deixa o Fluminense numa situação pseudocatastrófica no Campeonato Brasileiro. A dez jogos do fim, o time necessita de 18 pontos para não se ver novamente assombrado pelas bruxas da Série B. Mas, infelizmente, há muitos indícios de que o Halloween vem mesmo para ficar e de que as vassouras voadoras rumarão com o Flu para estádios de clubes menos tradicionais em 2009.

 

Não há crueldade nas palavras acima. Há, sim, crueldade nos dois gols perdidos por Ciel, incompatíveis para um jogador profissional. Há crueldade no festival de baboseiras desta diretoria inócua que aí está. Há, sim, crueldade, nos “reforços” trazidos ao time depois da perda de sua espinha dorsal. Há crueldade em deixar milhares de torcedores dormindo nas ruas enquanto ingressos eram repassados a cambistas para que os vendessem com ágio…

 

O 1 a 1 com o Goiás é só a ponta do iceberg desta sucessão de equívocos, que apontam para um inevitável rebaixamento (torço muito para queimar a língua). O Blog do Flu seguirá apoiando o time enquanto houver esperanças (leia-se chances matemáticas), mas não hesitará em responsabilizar os pretensos dirigentes se a quarta queda do clube for mesmo sacramentada.

 

O futebol do século XXI não comporta mais gestões amadoras como a do Fluminense. O vice-campeonato da Libertadores é, sim, histórico e digno de registro. Mas a conquista se deve muito mais ao substancial suporte financeiro da Unimed, que finalmente acertou a mão e montou um time brioso, qualificado e competitivo, do que ao planejamento dos homens que lá estão.

 

Lamento muito mesmo que o Fluminense passe novamente por isso. A torcida, maravilhosa, forte, triunfal - como se viu na Libertadores - não merecia mesmo.

 

Mas vamos lá… Mesmo nas cordas, pra cima do Furacão.

 

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A TV Globo só aguarda a definição dos quatro clubes rebaixados para decidir se continuará ou não com os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro da Série B de 2009. Se uma ou mais agremiação de grande porte cair, a emissora manifestará seu desejo de continuar exibindo-a, como vem fazendo a Rede TV. A TV Globo pensou em abrir mão da Segundona, mas a possibilidade de contar com Flu ou Vasco (ou até mesmo os dois) na competição fez a direção rever a decisão.

 

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Terminou em pizza a ameaça da Unimed deixar o Fluminense. O presidente da empresa de saúde que há dez anos investe no clube, Celso Barros, convocou uma reunião às pressas depois de chegar de viagem e tomar conhecimento de que conselheiros haviam pedido o rompimento da parceria.

 

Revoltado, Celso Barros estava disposto a assinar o distrato ainda na terça-feira. E só não o fez porque o presidente Roberto Horcades pôs panos quentes na situação, dizendo que aquela era a vontade de um único conselheiro. Barros então repensou e, resignado, decidiu manter o patrocínio, por enquanto, apenas até o fim do ano. Segundo ele, um rompimento unilateral neste momento seria péssimo para a imagem da Unimed.

 

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O futuro, porém, a Deus pertence. Apesar de ter contrato firmado até 31 de dezembro de 2009, Celso Barros já não tem mais a menor convicção de que manterá o patrocínio no próximo ano. O clube, porém, garante que não ficará com o pires na mão e até já teria proposta de nova parceria com outro investidor, como noticiou meu amigo Rafael Marques, repórter da Rádio Globo.

 

Os bastidores do Fluminense fervem.

 

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Um deboche. Só assim posso entender a promoção feita pela diretoria do Fluminense para o jogo contra o Goiás. Caracterizada por ser “mão fechada” (menos para os cambistas) nessa questão, a direção tricolor parece não entender a gravidade da situação do futebol do clube. Abarrotar o Maracanã para que a torcida empurre o time passa a ser uma necessidade quando o Flu, a poucas rodadas do fim, não consegue sair do atoleiro onde se enfiou.

 

Será que baixando míseros R$10,00 e cobrando R$20,00 por uma arquibancada a diretoria achou mesmo que o Maracanã receberia 69 mil tricolores?

 

Enquanto isso, no Engenhão, o Botafogo cobrou R$5,00 (R$2,00 meia) para seu jogo pela Copa Sul-Americana.

 

Como se vê, a medida da diretoria do Flu não é uma questão de ingenuidade. É uma questão de… disso mesmo que você está pensando.

 

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O Blog do Flu volta na terça-feira seguinte às eleições.

 

Cabeça fria, se é que é possível, e bom voto.

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E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br 


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