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Para voltar a sorrir

Seg, 29/09/08
por joao marcelo garcez |

28_mhg_golflu.jpgA má notícia todo mundo já sabe: o empate em 1 a 1 com o Botafogo deixou o Fluminense em último lugar no Campeonato Brasileiro. A boa é que, à exceção do Ipatinga, nenhum dos clubes que brigam contra o rebaixamento também venceu, deixando a tabela ainda mais embolada.

 

Para se ter uma idéia, uma vitória simples sobre o Goiás nesta quarta-feira fará com que o Flu suba cinco posições, estacionando à frente do Figueirense em décimo-quinto. É claro que será apenas a partida de abertura da vigésima-oitava rodada, mas, se conseguir mesmo os três pontos, o Tricolor poderá acompanhar o seu desfecho com um pouco mais de tranqüilidade, secando seus adversários diretos.

 

O triunfo sobre o líder do Segundo Turno seria importante também para que o Fluminense tivesse dez dias de calmaria nos treinamentos antes de sua primeira grande decisão, contra o Atlético Paranaense, dia 11 de outubro.

 

O Flu, porém, não terá moleza no Maracanã. O Goiás vem de ótimos resultados, recente vitória fora de casa contra o então líder Grêmio (2 a 1) e será um osso duríssimo de roer. Não bastasse a qualidade do adversário, o Tricolor ainda não poderá com Thiago Silva e Tartá, suspensos, e, possivelmente, Luiz Alberto, machucado.

 

Meio a zero é goleada.

 

***

A exemplo do que havia acontecido contra o Coritiba, o Fluminense mais uma vez jogou bem e não levou. Pior: nas duas vezes que tinha domínio absoluto das ações, sofreu duros golpes – o gol de Carlos Alberto no primeiro tempo e a expulsão de Thiago Silva no segundo -, que impediram a vitória tricolor.

 

O gol de Edcarlos nos acréscimos foi um justo prêmio ao time do Fluminense, que teve seu esforço minimamente recompensado com o pontinho conquistado. Pouco para quem necessitava desesperadamente dos três pontos, é verdade. Mas que carrega na bagagem uma boa dose de injeção de otimismo para quarta.

 

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As reclamações do presidente do Fluminense, Roberto Horcades, até têm fundamento, dados os sucessivos erros de arbitragem ocorridos contra o Tricolor ao longo do Campeonato Brasileiro. Mas feitas da forma que aconteceram – ainda sob o calor do jogo e com o time na lanterna da competição – mais parecem chororô de uma diretoria sem rumo e em desespero pela caótica situação do clube, cada vez mais à beira do precipício.

 

Esperar o caldo entornar para botar a boca no trombone é só mais uma das inúmeras trapalhadas da direção, que praticamente afronta a torcida ao perguntar à Comissão Nacional de Arbitragem quem pagará a conta pelos prejuízos de um possível rebaixamento?

 

Quem pagará a conta nós sabemos, presidente! A torcida, como sempre! Agora, o causador do prejuízo todos também saberão quem foi. Ou vai dizer que os remedos de reforços que chegaram às Laranjeiras após as saídas de Thiago Neves, Cícero e Gabriel também são culpa do senhor Sérgio Corrêa?

 

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Trapalhadas e reivindicações fora de hora à parte, não deixe de acessar flusocio.com.br/blog para assistir ao vídeo produzido pelo site com diversos erros crassos de arbitragem contra o Fluminense neste Brasileirão.

 

Haja ponto surrupiado.

 

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Sabe aquele golaço que você marcou na pelada do fim de semana e que foi registrado pela câmera de algum amigo que esquentava o banquinho? Além da satisfação pelo gol de placa, você agora ainda poderá ganhar prêmios com sua obra-prima. Para isso, participe da promoção Gol de Pelada do site Futsite.com, parceiro do Globoesporte.com A promoção vai até 30 de novembro e os três gols mais votados serão contemplados.

 

Não perca essa, peladeiro!

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Pega na mão e vem

Sex, 26/09/08
por joao marcelo garcez |

cartaz.jpgO Blog do Flu adere à mobilização da nação tricolor e convoca e galera para lotar seu espaço do Estádio Olímpico João Havelange na difícil batalha contra o Botafogo, domingo à noite.

Faltam 12 jogos e o Fluminense, mais do que nunca, precisa de você neste momento. Esqueçamos por ora nossa indignação com a diretoria e ajudemos esse clube maravilhoso, patrimônio histórico do país e de nossos corações, a se manter na elite do nosso futebol.

“Tudo pode passar, só o Fluminense jamais passará”.

Arrebenta, Gigante! Imponha-se! 

Pega na mão e… VAMOS JUNTOS!

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Agora é com a gente

Seg, 22/09/08
por joao marcelo garcez |

torcida.jpgO Fluminense brigou, mordeu a bola, tomou a iniciativa do ataque mas esbarrou na maior organização do Coritiba, que se aproveitou do momento de instabilidade do Tricolor para, em três lances de pura bobeira, decidir o placar a seu favor. Não se pode culpar os jogadores de falta de empenho ou coisa parecida. O time correu, lutou, mas a fase não ajuda. A 12 rodadas do fim do Brasileiro, o Fluminense está na UTI e, mais do que nunca, precisará da força de sua torcida.

 

De nada adiantará agora apupar atletas e pedir impeachment de presidente. O momento requer todos os esforços para salvar o clube do trauma de um novo rebaixamento. Como já era esperado, fenômeno parecido com o de 2003 deverá voltar a ocorrer. Naquele ano, temendo a queda do Flu, a torcida começou a encher estádios na reta final do Brasileirão e tirou o time da degola.

 

O Fluminense, paixão de milhões e milhões de torcedores, está doente e em sérias dificuldades. Se dirigentes e jogadores não estão conseguindo curá-lo, caberá a nós torcedores abraçarmos o clube para tirá-lo dessa situação.

 

A exemplo da Libertadores, daremos nova demonstração de força. Não queremos - nem merecemos - um final tão triste assim. Não é hora também de caça a bruxas e culpados. Todos unidos pelo Flu, nosso amor, nossa paixão!

 

É pra lotar nosso espaço no Engenhão, galera! Gritar por 90 minutos é pouco! Gritemos por 100, 120 para o Flu voltar a respirar. 

 

Salvemos o Fluminense! NÓS temos amor ao Tricolor!

 

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O árbitro Jaílson Macedo Freitas (BA) teve sua atuação comprometida logo aos 3 minutos, quando Washington sofreu pênalti clamoroso. No lance, o goleiro do Coritiba esquece a bola e estica a perna para desarmar o atacante tricolor. Vanderlei deveria ter sido expulso e o pênalti, marcado a favor do Flu.

 

Como nem uma coisa nem outra aconteceu, sobrou para Washington, que erroneamente levou seu terceiro cartão amarelo e não poderá enfrentar o Botafogo, domingo.

 

Quando a fase não é boa, até a arbitragem joga contra. E olha que ele é aspirante para o quadro da FIFA…

 

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Confesso que esperava mais de Wellington Monteiro. A impressão que passou é que se Ygor ou Fabinho estivessem em campo no lugar dele não daria para se notar a diferença. Pra piorar, o volante ainda deu uma “assistência” no lance do segundo gol do Coritiba, ao resvalar de cabeça uma bola que Thiago Silva tiraria.

 

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E por falar em Thiago Silva, o zagueiro não teve o aniversário que imaginava. Ídolo tricolor, Silva não merece a fase por que o Fluminense vem passando.

 

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Em contrapartida, gostei da estréia de Ciel. O ex-jogador do Ceará não se intimidou com o Maracanã e atuou com personalidade, criando, driblando e arriscando chutes a gol. O atacante sabe cair pelas pontas e tem velocidade. Deverá render ainda mais com a volta de Conca na próxima rodada.

 

Já Edcarlos substituiu Luiz Alberto, que saiu machucado, e foi apenas discreto. Pelo menos, igualou-se em vontade com o restante do time.

 

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Os amigos leitores são testemunhas de que há duas semanas não falo de Fernando Henrique. Mas também há duas semanas Fernando Henrique não vinha jogando. Agora que Fernando Henrique está de volta, já posso novamente falar dele. Serei justo, não houve falha de FH desta vez, mas cabem aqui algumas perguntas: alguém entendeu por que o pretenso goleiro saltou no lance do primeiro gol quando a bola já estava lá dentro (ah, claro, os fotógrafos)? Outra: no terceiro gol, por que FH esperou estático Keirrison chegar à sua meta em vez de sair para ao menos dificultar as ações do atacante? E, por fim: por que FH foi escalado?

 

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Antes que digam que estou querendo tirar de Tartá a responsabilidade do gol que deu a vitória ao Coritiba, adianto-me em dizer que a culpa foi inteiramente do apoiador. Apesar da falha grotesca, defendo a escalação do jovem jogador ao lado de Conca no meio campo. O quadrado Tartá, Conca, Ciel e Washington poderá aumentar o poder de fogo do Fluminense nesta reta final do Brasileirão.

 

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Curtas: o gol que Carlinhos perdeu é inadmissível para um jogador profissional (chute no travessão na risca da pequena área quando ainda estava 2 a 2). Assim como os que Washington, livre, perdeu no começo do jogo. O lateral segue sem acertar um cruzamento e o atacante a desperdiçar gols feitos. Imputar à irritação com a arbitragem a péssima conclusão das jogadas é o mesmo que chamar o torcedor de pouco inteligente.

 

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Noves fora os gols que perdeu, Washington teve méritos no bonito gol que marcou aos 31, ao perceber o goleiro adiantado no momento que corria para a conclusão da jogada. No gol da virada, aos 45, mostrou oportunismo para chutar a bola que sobrou à sua feição.

 

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Finalmente, a CBF se posicionou a respeito dos clássicos cariocas em que o Botafogo é o mandante, marcando-os para o Engenhão – contrariando determinação da Polícia Militar, que não deu garantias de segurança para jogos entre dois grandes clubes nesse estádio.

 

Se não é a ideal, ao menos se mostrou coerente a medida. A lamentar apenas a declaração do presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, quando, a pedido da FERJ, a partida esteve para ser transferida para o Maracanã. “Essa medida deve ser para garantir o champanhe do Fluminense no fim do ano”.

 

A fina ironia de Bebeto só comprova o velho ditado de que brasileiro tem memória curta. Esquece o cartola que apenas dois anos depois do triste episódio envolvendo o ex-presidente do Fluminense Álvaro Barcellos, a própria agremiação que hoje dirige foi escandalosamente beneficiada com a mudança de um resultado de campo nos tribunais – o Botafogo fora goleado de seis pelo São Paulo mas obteve os pontos da partida no tapetão no famoso Caso Sandro Hiroshi. Os três pontos “ganhos” (literalmente) foram determinantes para a manutenção do clube na Primeira Divisão.

 

Tem gente que não enxerga o próprio umbigo, sabe!

 

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Estranho fenômeno vem ocorrendo em esfera nacional. Jogadores que hoje atuam na Série B, em busca de projeção e visibilidade, largam por qualquer trocado seus clubes em plena reta final de Brasileirão para defender agremiações da Série A – notadamente do eixo Rio-São Paulo.

 

Para ficar no Fluminense, somente no Fluminense, temos os casos recentes de Ciel e Elias, que trocaram Ceará e Bahia pelo Tricolor.

 

Nesses tempos difíceis de debandada de jogadores por atacado para o exterior, em que a competição de uma e outra economia é até covardia, as regiões Sul e Sudeste, no âmbito futebolístico, se consolidam como uma genuína Europa Brasileira.

 

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Renato Gaúcho não é mais técnico do Fluminense e nem deveria ser assunto aqui, mas impossível deixar passar batido sua declaração, com dose de empáfia, após sua estréia com derrota à frente do Vasco. “O torcedor vascaíno pode ficar tranqüilo: o Vasco não vai ser rebaixado, não”.

 

Incrível e lamentável a imaturidade do treinador, que parece não ter aprendido rigorosamente nada com o tombo que levou há pouco mais de dois meses. A rigor, o Vasco tem até condições de se manter na Série A, mas Renato definitivamente ainda não aprendeu que não se deve dar garantias de nada a torcedor algum – sobretudo no futebol, esporte traiçoeiro, espinhoso e cheio de armadilhas.

 

Há muito, Renato vem perdendo seu carisma - sua maior virtude -, para trocá-la pela soberba, que alguns ainda insistem em chamar de autoconfiança.

 

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A mudança de comportamento de Renato me é confirmada por André Miquimba, que jogou com o ex-craque no Fluminense em 1997. “Roger (Flores) e eu éramos os pupilos de Renato nas Laranjeiras. Tínhamos um relacionamento bacana. Mas ele está mudado, diferente mesmo. Parece deslumbrado com sua carreira de treinador”, disse Miquimba, durante evento realizado na Ilha do Governador na noite de sábado.

 

Integrado ao elenco tricolor rebaixado em 1997, André lembra com tristeza da fase negra do clube. “Quando o time fica na parte de baixo da tabela, as coisas simplesmente não acontecem e os jogadores entram em parafuso. Lembro que bastava sairmos atrás para bater desespero no time. A bola parecia que queimava nos nossos pés”, conta Miquimba, que vê o Fluminense com mais chances de se manter na elite do que o Vasco. “O elenco deles é realmente muito fraco”.

 

André Miquimba marcou um único gol com a camisa tricolor - vitória sobre o Botafogo (2 a 1)  na última rodada do Terceiro Turno do Estadual-97 – e encerrou a carreira há dois anos no exterior. Atualmente, trabalha com automóveis.

 

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Irreverente frase de um torcedor tricolor escrita em cartaz flagrado pelas lentes do fotógrafo Rafael Moraes, do Jornal do Brasil. “Arouca 200 jogos: em 150, não jogou nada. Parabéns, Pipoca!

 

Há controvérsias!

 

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Pela Copa Sul-Americana a LDU eliminou o Bolívar e agora enfrenta o Boca Juniors pelas oitavas-de-final. A galera tricolor tem toda a razão em não querer assistir aos jogos do time equatoriano. O trauma da Libertadores vive e a realidade do momento não nos permite sonhar.

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Palmas que ele merece

Qui, 18/09/08
por joao marcelo garcez |

tsilva.jpgO Fluminense não pode mais tardar sua reação. Terá neste sábado, às 18h20, jogo decisivo para sua pretensão de se manter na elite do futebol brasileiro em 2009. Vencendo o Coritiba no Maracanã, terá grandes chances de deixar a zona do rebaixamento já nesta rodada. Todos os seus adversários diretos - Portuguesa, Ipatinga, Vasco, Atlético-PR e Figueirense - enfrentam equipes que estão na briga pelo título ou, no mínimo, uma das vagas para a Libertadores.

 

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Se acontecer, será no mínimo estranha a decisão de Cuca escalar Wellington Monteiro de ala direito mesmo depois do jogador deixar claro sua posição original em sua apresentação – cabeça-de-área.

 

Sacrificar o jogador numa posição em que não está acostumado a jogar não parece ser a melhor solução, sobretudo porque o time hoje também carece de bons volantes – Arouca há muito não é o mesmo jogador; Romeu, hoje o melhor deles, é apenas esforçado; e Ygor e Fabinho nunca caíram nas graças da torcida.

 

O ideal seria definir um lateral-direito - Eduardo, Carlinhos e Rafael são as opções -, dar confiança ao jogador e ir com ele até o fim do ano. Testar uma formação a cada partida desestabiliza e confunde o time, que fica com seu entrosamento e padrão de jogo comprometidos.

 

A continuar com invencionices e troca-trocas, Cuca justificará a fama de professor Pardal, adquirida justamente por testar, sem sucesso, jogadores fora de sua posição original.

 

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Embora não confirme oficialmente, Thiago Silva acertou sua ida para o futebol italiano e deixará mesmo o Fluminense ao fim da temporada. Cotado para o exterior ao término dos Jogos Olímpicos, o zagueiro retornou às Laranjeiras para cumprir sua promessa de ajudar o time no restante do Brasileiro.

 

Contratado em 2006 a pedido do então técnico do Flu Ivo Wortman, Thiago Silva se diz grato ao clube que apostou em seu futebol após atravessar delicadíssimo problema de saúde na Rússia. Tricolor de coração desde a decisão do Estadual de 1995, quando o Fluminense conquistou sobre o Flamengo seu vigésimo-oitavo título da competição, o “melhor zagueiro do Brasil” lamenta a transferência e diz que, se pudesse, jamais deixaria as Laranjeiras.

 

De olho no futuro, Thiago Silva tem planos condizentes com um atleta de sua grandeza – humana e profissional: quer fazer sua independência financeira na Europa, seguir sendo convocado para a Seleção Brasileira (para, quem sabe, disputar uma Copa do Mundo) e encerrar a carreira no Fluminense, preferencialmente com novas conquistas.

 

Silva baterá asas e voará ainda mais alto. Os três anos de (brilhantes) serviços ao Fluminense jamais serão esquecidos pela torcida tricolor, que o tem como um dos grandes zagueiros da história do clube e maior ídolo dos tempos modernos.

 

É mesmo um orgulho esse cracaço chamado Thiago Silva.

 

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Thiago Silva completará 24 anos neste domingo. Para comemorar a data, torcedores vem preparando homenagens para o zagueiro neste sábado, quando o jogador mais uma vez vestirá a camisa tricolor.

 

Por tudo que Thiago já nos proporcionou, bem que a galera poderia chegar junto no Maracanã para saudar este monstro da retaguarda tricolor.

 

Se Thiago já ficou emocionado no Fla-Flu só de ouvir novamente seu nome depois de servir a Seleção, desta vez não sei nem o que poderá acontecer com o zagueirão após as reverências que receberá.

 

Certo mesmo é que Thiago Silva comerá grama para sair de campo com a vitória e ajudar o Flu a se afastar da zona perigosa.

   

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Muito tem se falado a respeito da mudança de campo de Botafogo x Flamengo, que por medidas de segurança passou do Engenhão para o Maracanã – e olha que a partida será só em novembro.

 

Em contrapartida, Botafogo e Fluminense jogarão no próximo dia 28 e a diretoria tricolor ainda sequer se manifestou sobre uma possível transferência do local do jogo, também originalmente marcado para o Engenhão.

 

A coluna lamenta a ineficácia e a pouca disposição dos homens que comandam hoje o Fluminense de lutar pelos interesses do clube, cada vez mais à deriva e caminhando a passos largos para o abismo.

 

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No começo da semana, a diretoria do Flu anunciou que estudava uma redução de ingressos para Flu x Coritiba. O curioso é que o estudo ficou mesmo apenas no papel, já que não baixaram um único centavo para o importante jogo desse sábado.

 

Do jeito que a coisa vem sendo conduzida, dá-se margem para pensarmos verdadeiros absurdos, como o da diretoria não querer casa cheia por temer represálias e manifestações contrárias da torcida.

 

Absurdos à parte, complicado mesmo entender o que se passa na cabeça dos dirigentes, que parecem viver numa redoma de vidro e num mundo particular onde só benesses são propaladas em detrimentos das mazelas, que, ao vir à tona, queiram ou não, já comprometeram a atual administração.

 

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Com parceria firmada com o Fluminense até 2009, a Unimed poderá deixar o clube na mesma situação que o encontrou – na Série B.

 

É que a empresa de saúde começou a apostar no futebol tricolor em 1998, quando o Tricolor disputava justamente a Segunda Divisão do futebol nacional.

 

Para quem ambicionou conquistar o mundo – e esteve bem perto disso – terminar a parceria desta maneira seria trágico demais, não?

 

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A chegada de Ciel ao Fluminense me fez lembrar de deliciosa história acontecida em 1997, quando seu irmão, o atacante Nildo, era jogador do clube.

 

Jogador arisco e de razoável habilidade, Nildo formava dupla de ataque com Roni durante a disputa do Campeonato Estadual daquele ano. Dirigido por Julio César Leal, o Tricolor ia mal das pernas e fazia campanha ruim na Taça Guanabara. Leal não resistiu aos maus resultados e foi logo substituído por Valdir Espinosa – primeira das três passagens do técnico campeão mundial pelo Grêmio no clube.

 

Repentinamente, o Fluminense se transformou, passando a liquidar adversários, chegando inclusive a virar um clássico sobre o Flamengo de Romário (3 a 2) com dois gols dele, do baixinho Nildo.

 

Com a boa campanha, o time chegou confiante à decisão da Taça Rio (Segundo Turno). Do outro lado, o difícil Botafogo, que havia conquistado de maneira invicta a Taça Guanabara e que jogava pelo empate para ficar também com a Taça Rio.

 

Jogo pegado, de muita disputa, e nada do placar sair do zero. Eis que numa escapada Nildo sofre pênalti escandaloso, mas ignorado pelo árbitro. Revoltada, a torcida tricolor passou a pegar no pé do juiz até o fim da partida. 

 

Fim de jogo. 0 a 0 e Botafogo campeão. Time tricolor inconformado e uma sonora vaia para o homem de preto.

 

Na saída do estádio, jogadores e dirigentes do Fluminense, ainda de cabeça quente, foram para suas casas. Menos Álvaro Barcelos, o presidente-champanhe, que seguiu para os estúdios da CNT, em São Cristóvão, onde participaria do programa Mesa Redonda, uma daquelas resenhas dominicais, apresentada pelo Garotinho José Carlos Araújo.

 

Roda VT e começam a mostrar os melhores momentos do jogão. Pinta o lance crucial e Barcelos levanta a voz.

 

- Um absurdo! Todo o Marananã testemunhou a infração. Só o árbitro da partida não enxergou o pênalti.

 

Mal terminou de falar e o jornalista Denis Meneses rebateu o presidente.

 

- O senhor me desculpe, mas eu também achei que não existiu o pênalti.

 

Visivelmente contrariado, Álvaro Barcelos tomou de novo a palavra e, fitando o jornalista, bradou.

 

- Corrigindo, José Carlos! Só o árbitro da partida e o Denis Meneses não enxergaram o pênalti.

 

O Garotinho achou melhor pedir os comerciais.

 

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Simplesmente maravilhosa a matéria sobre o Tricolor postada no site da FIFA no último dia 17. Sob o título de “Para sempre Fluminense”, a reportagem traça um rápido balanço da história do clube, citando o Estádio das Laranjeiras – palco de jogos da Seleção Brasileira no começo do século -, grandes ídolos que já vestiram a camisa tricolor e conquistas inesquecíveis como os campeonatos nacionais de 1970, 1984 e 2007, que deram ao Fluminense o direito de participar da Taça Libertadores da América, também lembrada – com destaque – pelo site da entidade.

 

Quem quiser conferir a merecida homenagem ao Flu, acesse

 http://www.fifa.com/classicfootball/news/newsid=882713.html#forever+flu

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O inferno astral de Cuca

Seg, 15/09/08
por joao marcelo garcez |

cuca.jpgCom uma atuação burocrática no primeiro tempo e apenas esforçada no segundo, o Fluminense perdeu sua invencibilidade no returno e caiu mais uma posição na tabela – ocupa agora o décimo-oitavo lugar.

 

A vitória do Santos por 2 a 1 foi justa pela formação excessivamente defensiva com que o Fluminense entrou em campo. Everton Santos – salvo o gol feito que perdeu – e Maicon ficaram isolados no ataque e praticamente nada criaram.

 

O gol de Kléber Pereira no último minuto do primeiro tempo obrigou o Tricolor a abrir mão da covardia e a arriscar mais no segundo tempo, quando, ainda assim, escassas foram as oportunidades de gol.

 

O Fluminense só se lançou realmente com bravura e organização ao ataque depois que Romeu, casualmente, diminuiu o placar aos 44 minutos. Tivesse atuado durante toda a partida com a disposição com que buscou o gol de empate nos acréscimos, a história certamente seria outra.

 

Eis, portanto, o xis da questão: por que nossos treinadores esperam sempre a vaca caminhar para o brejo para tornar o time mais agressivo? Sim, porque não se trata de uma postura enraizada em nossa cultura, historicamente ofensiva desde os tempos de preto e branco.

 

O futebol brasileiro vive, ao que parece, um processo de involução, em que o grande barato é jogar fechado para ver se num lance de sorte ou numa rebatida o time faz um golzinho para sustentar a formação covarde com que vai a campo.

 

Ah, mas o Fluminense hoje carece de bons jogadores na armação e no ataque, alguns defenderão. Concordo, mas será que renunciar ao ataque e se entrincheirar atrás também vai resolver alguma coisa?

 

Cuca é bom técnico, como já provou em suas passagens por Goiás, São Paulo e Botafogo, time que, sob seu comando chegou inclusive a ser reconhecido como o que praticava “o futebol mais vistoso do Brasil”. O que diabos teria acontecido com Cuca então? Torçamos para que o treinador não “involua” justamente este ano e na sua passagem pelo Fluminense.

 

***  

Em tempo: Cuca foi muito xingado por torcedores do Santos que, próximo ao alambrado, babavam impropérios sobre o treinador, que não teve boa passagem pelo clube paulista, antes de assumir o Flu. Maldade!

 

Em tempo 2: Cuca hoje deve lamentar o golzinho de empate que o Santos marcou contra o Fluminense no último lance na partida do turno, quando ainda dirigia o Peixe. Com dois pontos a mais na tabela, o Tricolor estaria fora da zona da degola.

 

Em tempo 3: quando chegou ao clube, Cuca disse que o Flu disputaria o título do returno. Seis rodadas depois, o discurso é outro: chegar aos 45 pontos e escapar do rebaixamento passou a ser o grande objetivo.

 

Pergunta que não quer calar: estaria Cuca vivendo seu inferno astral em 2008?

 

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Particularmente, sigo apostando no profissional, que, justiça seja feita, ainda nem esquentou no cargo de treinador do Fluminense.

 

Duas vitórias seguidas e o time, quem sabe, dá uma boa respirada no campeonato.

 

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Conca recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Coritiba sábado no Maracanã. Em compensação, o meia tricolor estará de volta – e com a carteira zerada – no clássico contra o Botafogo, dia 28.  Washington cumpriu suspensão e entra normalmente contra o Coxa.

 

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Diego não vem deixando furos no gol do Fluminense e, se tiver uma seqüência de jogos, poderá mesmo se firmar na posição. A lamentar apenas o término de seu contrato de três anos em dezembro próximo. A renovação, acredito, não acontecerá porque Diego tem salário muito alto e a diretoria certamente levará em consideração a relação custo-benefício do goleiro nos últimos 36 meses, quando pouco jogou como titular.

 

***

Manhã de domingo. O pequeno tricolor lê o resumo da semana esportiva no jornal e sai correndo pela sala.

 

- Papai, papai! O Fluminense contratou aquele nadador medalhista olímpico nos 50 metros livre.

 

- Está louco, filho! O Flu hoje não tem nenhum grande projeto olímpico.

 

- É sério, pai! Lê só aqui na página 32.

 

O pai toma o jornal das mãos do garoto e, refestelado no sofá, vai direto na manchete.

 

“Ciel é o novo reforço tricolor”.

 

É mole?

 

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O torcedor do Fluminense que ficou de preguiça em casa no último sábado e é assinante do pay-per-view se pegou em sinistra realidade: ficou torcendo contra o Ipatinga em partida com o Atlético-MG.

 

Cruel!

 

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Júnior César, Roger, Maurício e Everton Santos, seja por deficiência técnica seja pelo mau momento que atravessam, não podem continuar no time. O quarteto há muito não vem jogando bulhufas e representam 40% dos jogadores de linha.

 

Não é preciso ser matemático para saber que quando quase meio time não está jogando bola a tendência é que esta equipe desça a ladeira.

 

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Wellington Monteiro e Ciel estrearão com uma baita responsabilidade nos ombros e um fardo nas costas: ajudar o time na inglória luta pelo descenso.

 

Certo é que, sozinhos, nada resolverão. Mas vamos ver como se sai a dupla aliada à experiência de Diego, Thiago Silva, Luiz Alberto, Conca e Washington.

 

Afinal, a esperança… você sabe.

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A tampa do baú

Qui, 11/09/08
por joao marcelo garcez |

050925flu_nota.jpgUma de minhas diversões prediletas é ser desafiado por parentes e amigos a lembrar de jogos e resultados do passado. São partidas que variam entre reles amistosos sem importância a grandes clássicos presenciados por platéias colossais. A memória privilegiada e o aproveitamento de quase 100% nas respostas já me renderam até o apelido de “Luis Mendes do Século XXI”. Acho graça e logo me coloco à disposição para o próximo desafio.

Nesta semana, que findará com o importante jogo entre Santos e Fluminense, domingo à noite (tá bom, eu sei que a semana começa no domingo, mas, há de convir, já está mais do que consagrado considerarmos a segunda-feira o primeiro de um espaço de sete dias seguidos), fui abordado no trabalho por um amigo que pediu que eu citasse três vitórias tricolores no alçapão da Vila Belmiro.

Fui além, lembrando também da dramática classificação tricolor ainda na primeira fase da Copa Sul-Americana de 2005, quando, dirigido por Abel Braga, o time foi a São Paulo precisando de um simples empate para avançar às oitavas-de-final da competição – o Fluminense havia vencido por 2 a 1 no Rio de Janeiro, com Tuta desperdiçando inclusive uma penalidade, que chegou a repetir.

No jogo de volta, na Vila Belmiro, o Tricolor, de Petkovic e Arouca (foto), saiu na frente e segurou a vantagem até a poucos minutos do fim, quando tomou dois gols seguidos, provocando a disputa por pênaltis, vencida pelo Fluminense. O time enfrentaria na fase seguinte o Banfield (ARG), por quem também passaria.

Volto no tempo e chego a 1989, quando o Flu teve um início de Campeonato Brasileiro promissor, vencendo o Bahia na Fonte Nova (2 a 1) e o Santos na Vila (1 a 0). Infelizmente, porém, o time não repetiu a campanha do ano anterior, quando chegou às semifinais contra o próprio Bahia, e ficou pelo caminho.

Quatro anos pra frente e lembro de uma vitória por 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro de 1993, quando o Fluminense era dirigido por Nelsinho. O triunfo tricolor foi apenas um oásis em meio à nova campanha irregular e decepcionante.

Por fim, chego a 2007 e lembro da convincente vitória por 4 a 2 na última rodada do Brasileirão, resultado que deixou o Fluminense a apenas um ponto do próprio Santos, vice-campeão da competição, “classificando” o Tricolor mais uma vez à Libertadores – o Flu já havia assegurado a vaga com a conquista da Copa do Brasil.

Ao contrário do ano passado, a campanha do Flu no Campeonato Brasileiro deste ano não é nada boa, com o clube seguindo sua via-crúcis depois de bater à porta do céu na Taça Libertadores da América.

Seja lá como for, três pontos no atual momento cairiam como uma luva para o Fluminense, embora o empate lá dentro não possa ser desprezado - na rodada seguinte, o time receberá o Coritiba no Maracanã.

O SporTV transmite a partida para o Rio de Janeiro, a partir das 17h30.

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Wellington Monteiro e Ciel não resolverão a vida do Fluminense, mas têm lá suas virtudes e podem dar fôlego ao Tricolor nesta reta final de Campeonato Brasileiro.

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Unidos e fortes, para o que der e vier

Dom, 07/09/08
por joao marcelo garcez |

01544917700.jpgNo confronto entre os dois últimos clubes brasileiros finalistas da Taça Libertadores da América, Fluminense e Grêmio fizeram um jogo parelho, de muita marcação, e ficaram num nada emocionante empate sem gols. Os clubes agora seguirão seus caminhos no Campeonato Brasileiro e na busca de seus objetivos – o Grêmio lutando pelo título, e o Flu na sua inglória briga pela fuga da degola.

 

O Grêmio terá a torcida da massa pó-de-arroz na busca de seu tricampeonato. Assim como os gremistas não se cansaram de apoiar deliberadamente o Fluminense durante sua trajetória na Libertadores, como ficou explicitado neste Blog do Flu, tomado de apoio dos coirmãos sulistas em várias batalhas decisivas do Tricolor na competição.

 

Fluminense e Grêmio são hoje os Tricolores mais unidos do Brasil.

 

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Numa partida em que nenhum jogador brilhou individualmente (nem mesmo Conca, muito marcado, esteve bem desta vez), Washington saiu de campo como o personagem do jogo – mais por suas trapalhadas do que pelo seu futebol. Em noite pouco inspirada, o Coração Valente perdeu dois gols daqueles chamados imperdíveis no final do primeiro tempo e ainda caiu na pilha do goleiro Victor, do Grêmio, empurrando-o na cara de Héber Roberto Lopes, que não pensou duas vezes em expulsá-lo de campo.

 

Repreendido por Cuca e Thiago Silva, Washington reconheceu o erro e se desculpou com todo o grupo. “Precisávamos da vitória e estava ansioso, principalmente depois dos dois gols que perdi”.

 

Washington não enfrenta o Santos e volta ao time contra o Coritiba dia 20.

 

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Cuca está correto em sua avaliação: o time está ajustado em sua defesa, faltando ainda um pouco mais de cancha no ataque, setor que, segundo o treinador, daqui a pouco também se acertará. Mas Cuca sabe que o time carece de reforços e já pediu a contratação de pelo menos dois jogadores à direção – um apoiador que cadencie mais o jogo, como fazia Thiago Neves, e um atacante.

 

O técnico do Fluminense também não se incomoda com a volta do time à zona do rebaixamento. Cuca se mantém tranqüilo e confia no trabalho que vem sendo feito – ainda invicto sob seu comando. De todos os resultados obtidos até agora no returno – vitórias sobre Atlético-MG e Náutico e empates com Sport, Flamengo e Grêmio – o único que talvez não estivesse em seus planos fosse o empate com o campeão da Copa do Brasil no Maracanã.

 

Assim como também não pode ser desprezado um novo empate com o Santos, no próximo domingo, na Vila Belmiro, o que significa manter o Peixe apenas um ponto à sua frente.

 

Ponto este que poderá ser tirado já na rodada seguinte, quando o Flu recebe o Coritiba e o Santos vai a Goiás enfrentar o clube local. Náutico também fará dois jogos consecutivos fora de casa – contra Vasco e Atlético-MG – e também deverá ter problemas para pontuar.

 

Como se vê, esta competição deve ser pensada a longo prazo, estudando a tabela, mandos de campo e fazendo minibalanços do time na competição - no returno, apenas Botafogo e Goiás têm mais pontos que o Fluminense, que somou nove em 15 possíveis. Esta é também a maior invencibilidade do time neste Brasileiro, que não perde desde a última rodada do turno.

 

O Fluminense vive, portanto, seu melhor momento na competição, ascendendo em momento oportuno – ao contrário de clubes como Atlético-PR e Portuguesa, que estão em declínio e atravessam fase crítica. Ainda que as atuações do Flu não empolguem, o que vale neste momento é o bom aproveitamento no returno, que, se mantido, deixará o time fora da degola.

 

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De todos os volantes que o Fluminense dispõe hoje, Romeu é, disparado, o melhor deles. Não há razões para insistir ainda com o inepto Fabinho no time titular. A não ser para levar a torcida ao desespero.

 

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Diego praticamente não foi exigido durante os 90 minutos, mas numa das raras defesas que fez foi ovacionado pela galera, que parece mesmo querer que o goleiro assuma a titularidade definitiva do gol tricolor.

 

O jogo contra o Santos será um bom teste para Diego.

 

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Durante a semana, Conca reuniu a imprensa para dizer que vive sua melhor fase no Fluminense e que pretende ficar no clube por muitos anos, interesse, inclusive, passado ao seu empresário.

 

Somados a vontade de Conca em ficar nas Laranjeiras com o fato do Fluminense ter a preferência na compra do passe do jogador, o Tricolor só não ficará com o meia argentino se der muita bobeira mesmo.

 

Se bem que depois dos últimos episódios, é bom começar a rezar.

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Para ficar tudo azul

Qui, 04/09/08
por joao marcelo garcez |

praia.jpgO triunfo do Santos sobre o Vitória na noite de quarta deixou o Flu novamente pela bola sete para voltar ao perigoso grupo da degola. Sábado, contra o Grêmio, o time entrará um pouco pressionado pela necessidade de vitória – até porque enfrentará já na rodada seguinte o próprio Peixe no alçapão da Vila Belmiro. Se, porém, souber usar esta pressão como fator de motivação, poderá ter sucesso no desafio contra o líder, que está longe de ser imbatível fora de seus domínios. Nas vezes anteriores em que veio ao Rio de Janeiro, para partidas contra Vasco, Botafogo e Flamengo, perdeu todas.

Além do fator campo, o Flu conta ainda com a fase exuberante de Conca, a alta média de gols de Washington na temporada – que briga pela artilharia do Campeonato Brasileiro –, e a volta da segurança à zaga, com a presença sempre firme de Thiago Silva.

Como se vê, a vitória pode estar próxima e a invencibilidade de Cuca e do time no returno, mantida.

É vencer (convencer, quem sabe) e deslanchar!

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As eleições no Fluminense só acontecerão daqui a dois anos, mas três candidatos já se agitam nos bastidores para disputar a presidência do clube a partir de 2011. Tratam-se do ministro das Cidades, Márcio Fortes; do secretário de Desenvolvimento, Júlio Bueno; e do presidente da Cedae, Wagner Victer. Em comum, a paixão incondicional pelo Fluminense e o firme propósito de solidificar a instituição como uma das maiores do nosso futebol.

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A confirmação do repasse de ingressos a cambistas para venda com ágio é dos episódios mais escandalosos da atual diretoria do Fluminense, que, mesmo depois de todo esse tempo, ainda não veio a público esclarecer o caso – nem mesmo por intermédio de nota oficial.

Muito já se foi dito a respeito deste caso ocorrido às vésperas da decisão da Libertadores. Repetir o que já foi escrito por vários segmentos da mídia é, portanto, chover no molhado. De certo mesmo, o absoluto desprezo e desrespeito justamente com o maior patrimônio do clube – a torcida.

A torcida. Ninguém mais do que ela, por tudo o que fez e passou, merecia a taça. E se poderia haver alguém no Fluminense que não a merecia, esse alguém se apresentou justamente no último ato de uma grande conquista que não veio.

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Fernando Henrique luxou o ombro direito no treino de quinta-feira e pára por 15 dias. Não se trata de tripudiar com a desgraça alheia, mas num momento em que a maioria dos torcedores do Fluminense torciam pela barração de FH, acontece esta lesão com o jogador. Que Diego ou Ricardo Berna aproveitem a brecha para garantir em definitivo a camisa 1 do Flu.

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Último contratação do Fluminense para a temporada, Edcarlos ficará no banco para o jogo de sábado. Com passagem pela base da Seleção Brasileira, o zagueiro poderá até ter sucesso nas Laranjeiras. Mas como não sei a quantas andas seu futebol, farei como muitos: esperarei para ver.

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Para quem torcerá Renato Gaúcho no sábado?
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Golaços e muita emoção no clássico. Fla se safa no fim

Seg, 01/09/08
por joao marcelo garcez |

conca.jpgO golaço de Conca logo no começo do jogo era o prenúncio de um grande Fla-Flu que se anunciava. De ingredientes variados, o Clássico das Multidões só foi decidido nos últimos minutos após bela jogada individual de outro argentino, Sambueza, que cruzou com perfeição na cabeça de Kléberson. O empate em 2 a 2 acabou sendo justo às duas equipes.

 

O jogo foi caracterizado pelo domínio dos adversários em momentos distintos dos 90 minutos. O Fluminense começou bem, marcando forte e fazendo investidas no ataque, principalmente pelo lado esquerdo. De ora pra outra, porém, perdeu terreno para o Fla, que passou a pressionar o adversário nos últimos 15 minutos.

 

O Flamengo continuou melhor no segundo tempo, tocando rápido a bola e saindo em velocidade. O gol de Maurício, o segundo do Flu, desmontou o time dirigido por Caio Júnior, que passou a sofrer constantes ameaças de contra-ataque. Numa delas, Tartá entrou sozinho pela esquerda e preferiu o chute. Tivesse rolado para trás, encontraria Washington livre para matar a partida.

 

Mas era Fla-Flu. Imprevisível e encantador como sempre.

 

Que charme tem o Fla-Flu!

 

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O empate manteve a invencibilidade de Cuca no comando do Fluminense. Em quatro partidas, o Tricolor venceu duas vezes, somando oito pontos no total. O treinador busca ainda a melhor formação para o time, que finalmente pôde contar com a volta do zagueirão Thiago Silva.

 

Já o Fla abre boas perspectivas com o empate. O time é competitivo e pode crescer na competição. Para isso, porém, precisa melhorar seu rendimento, já que venceu apenas dois jogos nas últimas 12 rodadas.

 

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Thiago Neves deixou o Fluminense contra a sua vontade. O jogador havia jantado com Branco na madrugada de quinta-feira para ouvir uma nova proposta salarial do clube (superior, inclusive à do Hamburgo). Sensibilizado com os apelos do coordenador de futebol, o jogador cedeu e garantiu ao dirigente que ficaria no clube até o fim do Campeonato Brasileiro.

 

O que Thiago Neves não sabia é que dois de seus representantes estavam na Alemanha fazendo-se representar por uma procuração assinada pelo jogador já há algum tempo. Mediante o acerto com o Hamburgo, Neves se viu obrigado a cumprir a negociação que acabara de ser selada pelos procuradores, que para não saírem queimados da história aconselharam Thiago a falar que deixava as Laranjeiras por vontade própria.

 

A reviravolta no caso deixou Branco revoltadíssimo. O coordenador contava com o futebol do meia para ajudar o Fluminense no restante da competição.

 

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Não consigo entender a opinião de alguns analistas que insistem em dizer que Fernando Henrique superou a desconfiança da torcida e vive fase iluminada. Parecem querer distorcer a torpe realidade que, jogo após jogo, passa costumeiramente diante de nossos olhos. No Fla-Flu, FH, que fazia sua partida de número 200 com a camisa tricolor, voltou a falhar bisonhamente.

 

No lance do primeiro gol do Flamengo, para valorizar a defesa que faria, espalmou para o lado esquerdo um chute totalmente despretensioso de fora da área. A fanfarronice do camisa 1 (até quando?) custou a vitória parcial do Fluminense no primeiro tempo e, por que não, o triunfo no clássico.

 

Nas últimas rodadas, Fernando Henrique já havia falhado contra Ipatinga, Atlético-MG e Sport (média de quase uma por jogo), tirando do Flu pontos importantes e mais algumas colocações na tabela.

 

A julgar pelo número impressionante de erros cometidos por FH, a camisa 200 que usou no Fla-Flu de domingo bem que poderia ser alusiva ao o número de frangos que já levou no gol tricolor.

 

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E eu ainda quis dar uma força, parabenizando-o pela marca na coluna de quinta-feira. Se arrependimento matasse…

 

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Bruno não ficou atrás e também falhou pela segunda rodada seguida em chute de muito longe de Maurício. A torcida do Fla não gostou a também passou a vaiar seu goleiro após o gol. Não merecia. Bruno é muito mais jogador que FH e já livrou seu time de maus bocados.

 

Mas já que o clima não anda amistoso para nenhum dos dois, não seria nada mal se o Flu propusesse ao Fla um troca-troca, hein?

 

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O empate do último domingo foi o primeiro envolvendo a dupla Fla-Flu em oito jogos. O clássico não terminava sem um vitorioso desde o Campeonato Estadual de 2006, quando, coincidentemente, também empataram em 2 a 2.

 

Apesar do Fluminense ter deixado a vitória escapar no finalzinho, o Tricolor segue avassalador no retrospecto recente do Clássico das Multidões. Nas últimas 15 partidas, venceu praticamente a metade (sete vezes) contra apenas três do clube rubro-negro. Destacadamente, um dos triunfos tricolores aconteceu na Taça Rio de 2005, quando Cuca era treinador do Fla. Na ocasião, o Fluminense passeou em campo e goleou o rival por 4 a 1.

 

Três anos depois, Cuca experimenta agora o sabor de disputar o clássico no comando técnico do Fluminense, clube pelo qual admitiu torcer na infância. “O gol de cabeça de Assis no Fillol (goleiro do Fla) em 84 nunca saiu da minha cabeça. Eu e meu irmão comemoramos muito”.

 

Vida longa ao Cuca!

 

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Baixada a adrenalina do clássico, confesso que gostei da reação de alguns torcedores rubro-negros mediante à coluna provocativa que publiquei para “animar a festa”. Leitores escreveram dizendo-se excitados com a “esfera provocativa envolvendo os blogueiros”, útil na promoção deste que é tido como um dos maiores clássicos do nosso futebol – quiçá o maior.

 

Ou alguém tem dúvidas de que eu e o Arthur não sabemos da grandeza e importância histórica e cultural que Flamengo e Fluminense têm no cenário contagiante do planeta bola?

 

Futebol é alegria, meus amigos! Uma ótima semana a todos.

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E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br

 


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