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Créu de Thiago Neves por um fio. Fla-Figurante respira aliviado

Sex, 29/08/08
por joao marcelo garcez |

neves.jpgA novela envolvendo o apoiador Thiago Neves com o futebol europeu, ao que parece, terminou mesmo com final feliz para o Flamengo, que respirou aliviado ao saber que o Tricolor atuará sem o carrasco rubro-negro no clássico de domingo. O melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2007, segundo a conceituada revista Placar, havia marcado quatro gols nas últimas duas vezes que tinha enfrentado o Fla-Figurante, clube que nas últimas dez edições do Brasileirão limitou-se a fazer figuração na competição, ora brigando para não cair, ora ficando pelo meio na tabela. Na única vez que ensaiou um brilhareco (2007), ainda assim, terminou empatado em pontos com o Fluminense, melhor clube do futebol carioca em Campeonatos Brasileiros no Século XXI. Em cinco ocasiões, foi o Tricolor o time que mais pontuou na maior competição do nosso futebol (2001, 2002, 2004, 2005 e 2007). Imbatível!

Enquanto isso, o Fla-Figurante insiste em viver de imagem, mas sem disfarçar a decadência que assolou a Gávea nos últimos tempos. Comemorar vitórias sobre o rival Vasco é o máximo que o outrora grande clube consegue fazer ultimamente.

Já o Fluminense conquistou dois mundiais na base, vem revelando jogadores em Xerém e, de quebra, ainda se consolida como o principal clube do futebol do nosso estado, disputando com relativo sucesso as maiores competições do nosso calendário.

Do lado de lá, o Fla-Figurante vai se iludindo com os Souzas e Obinas da vida e com Estaduais decididos no apito, como o do ano passado.

Que desperdício!

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Sr. Muhlenberg, está bom assim? Procurei caprichar ao máximo (risos).

Um Fla-Flu recheado de atrativos

Qui, 28/08/08
por joao marcelo garcez |

torcida1.JPGQuer dizer que o companheiro Arthur Muhlenberg, blogueiro do Flamengo, me escreveu para pedir que convocasse a torcida tricolor a lotar as arquibancadas neste domingo? Nem precisava. Nunca a galera pó-de-arroz torceu tanto para a chegada de um Fla-Flu como agora.

                          

Ainda está entalado na garganta dela as comemorações e provocações nada irreverentes dos rubro-negros quando da conquista tricolor do vice-campeonato da Libertadores, competição só decidida nas penalidades. Aqui, abro parênteses para lembrar que o próprio Flamengo já havia provado deste veneno ao deixar escapar dois títulos sul-americanos na cruel e dramática disputa de pênaltis: a Supercopa-1993 e a Copa Mercosul-2001. Fecha parênteses.

 

Já marcado pela rivalidade, o clássico contará ainda com pelo menos mais dois atrativos: a volta do melhor zagueiro do Brasil, Thiago Silva, recém-chegado de Pequim, onde estava com a Seleção Olímpica; e a marca de 200 jogos de Fernando Henrique com a camisa do Flu. Embora questione as qualidades goleiro tricolor, é interessante vê-lo chegar a número tão expressivo de partidas pelo clube. De mais a mais, FH é cria da casa, conquistou inúmeros títulos na base e, veja que incrível, nunca perdeu um Fla-Flu (salvo o último, esvaziado, pela escalação de um time reserva do Flu) – nem das divisões de base nem nos profissionais. Que o talismã tricolor arrebate mais essa para as Laranjeiras.

                                                            

Apesar dos rumores de que Thiago Neves deixará o clube até o fim da semana, o meia tem chances de disputar o clássico. “Gosto de jogos assim. Estou à disposição para enfrentar o Flamengo”. A galera rubro-negra sente calafrios só de ouvir o nome do apoiador tricolor. Ainda está fresca na memória a goleada de 4 a 1 no Campeonato Estadual, partida que ficou marcada como o Fla-Flu do Créu, após Neves marcar três vezes e ir dançar diante da galera rubro-negra. E não foi só: o camisa 10 já havia marcado o segundo na vitória de 2 a 0 no último Campeonato Brasileiro, após Somália abrir o placar.

 

Como se vê o carrasco rubro-negro do século XXI tem nova oportunidade de balançar as redes do Fla neste duelo entre o vice-campeão das Américas e o campeão carioca.

 

Créééu!

 

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Curtas: Washington está animadíssimo: vai jogar o primeiro Fla-Flu de sua carreira e quer deixar seu nome na história do clássico.

 

Já Dodô, o Artilheiro dos Gols Bonitos, teve no Flu a oportunidade de ganhar o maior título de sua carreira, a Libertadores. Ficou indiferente à sua perda e segue com apenas três estaduais no currículo. Polêmico e craque, o futuro de Dodô é duvidoso.

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Ana Paula Araújo crê em recuperação mas lamenta vice da Libertadores: “Perdemos para um time horroroso”

Dom, 24/08/08
por joao marcelo garcez |

ana.jpgdsc03589.JPGdsc03599.JPGDona de uma simpatia singular, a carioca Ana Paula Araújo Londres, apresentadora e repórter da TV Globo, viu sua paixão pelo Flu crescer quando deixou Juiz de Fora para voltar a morar no Rio de Janeiro. “Comecei a ir aos jogos e ser mais presente ao Maracanã”. Descendente de portugueses por parte de mãe, Ana Paula foi criada com outros dois irmãos numa casa dividida por tricolores e vascaínos.

 

Peculiaridade ou não dos arianos, a superstição faz parte da vida desta tricolor, que depois de ver o Flu perder jogos decisivos no Campeonato Estadual, resolveu abrir mão de ir ao Maracanã por acreditar que levava azar ao time. “Mas depois da final com a LDU vi que não tinha esse poder todo”, diverte-se.

 

Nesta entrevista, realizada no café de uma livraria do Leblon, Ana Paula Araújo fala sobre o momento do Fluminense no Campeonato Brasileiro, a perda da Libertadores e os destaques na competição. A apresentadora conta ainda da emoção vivida em matéria que fez com o Casal 20 do Flu, formado por Washington e Assis, e do histórico gol de barriga de Renato Gaúcho, marcado na decisão do Campeonato Estadual de 95. No fim, Ana narra divertido causo envolvendo também o jornalista Pedro Bial, que a consolou ao vê-la chorando após uma grande frustração tricolor.

 

Carreira

 

Comecei numa rádio em Juiz de Fora (MG), onde cursava faculdade. Em 1991, consegui transferência para um estágio na Rádio Globo. Depois, fui para as TVs Record, Manchete (já extinta) e Serra e Mar (filiada da TV Globo na Região Serrana do Rio de Janeiro), mas nesta fiquei só por um mês (neste momento, Ana Paula pára a entrevista e ri dos flashes da câmera fotográfica de Christiane Couto, colaboradora da coluna. “Estamos no lugar certo, o Leblon é o paraíso dos paparazzi”, brinca). Atualmente, apresento o RJ TV (telejornal local), o Globo Comunidades e sou repórter do Jornal Hoje, onde tenho uma coluna (no último dia 2, estreou também na bancada do telejornal, que tem transmissão para toda a rede).

 

Paixão pelo Flu

 

Sou tricolor por influência de meu pai, mas meus familiares por parte de mãe, portugueses, são todos vascaínos, como meu irmão. Eu e minha irmã, porém, seguimos o caminho do meu pai. Depois que vim morar no Rio, comecei a ir aos jogos, participar mais… Adoro o Maracanã.

 

Superstição

 

Fui a alguns jogos com meu marido no Campeonato Estadual desse ano, mas não dei sorte (Ana esteve no jogo decisivo do Segundo Turno contra o Botafogo. “Quase matei um alvinegro na minha frente”, diverte-se). Comecei a achar então que o problema era eu. E quando começou a Libertadores, deixei de ir para não atrapalhar o time, olha que coisa! (risos) Acho que esse negócio de crença em pé-frio é bem coisa de mulher. Na decisão, contra a LDU (EQU), mais uma vez o Cristiano (marido) foi ao Maracanã sem mim, e deu no que deu. Agora vejo que deveria ter comparecido… (pára e pensa). Não me privo mais de ir. Vi que não tenho este poder todo (risos).

 

Razões da derrota

 

A altitude no jogo de ida influenciou decisivamente para que perdêssemos o título. O Flu esteve irreconhecível em Quito. Creio também que tenha havido excesso de confiança: como haveria o jogo de volta no Rio de Janeiro, imaginaram que qualquer que fosse o resultado lá, aqui daria tudo certo. Não se tocaram do perigo que era a partida no Equador. Ganhamos dos adversários mais difíceis e, no fim, perdemos para um time horroroso.

 

Reação no Brasileiro

 

O Fluminense focou tanto na Libertadores que esqueceu que havia um Campeonato Brasileiro em andamento. Agora, mesmo depois de terminada, parece que a frustração com a perda do título ainda vem acompanhando nossos jogadores. Mas acho que reagiremos, até porque já estou por aqui com novela de rebaixamento.

 

Pedo Bial, o salva-prantos

 

Na TV Globo, todo mundo sabe que fico chateada quando o Fluminense perde.  Então aproveitam para pegar mesmo no meu pé. Não chego a ficar de mau humor; fico triste e penso que é só um jogo. Aliás, quando ganha, é tudo na nossa vida; quando perde, é só esporte (risos).

 

Lembro que quando o Flu foi rebaixado em 1996, aos prantos, chorava compulsivamente pouco antes de entrar ao vivo para o Fantástico - e as pessoas não tinham a menor piedade. A minha sorte foi que encontrei o Pedro Bial, que também estava um caco. Assustado ao me ver naquele estado, achou que fosse algo grave, como a morte de algum ente querido. Quando disse que era por causa do Fluminense, ele virou-se e disse: “Puxa, até essa qualidade você tem (risos). Em seguida, consolou-me dizendo que outros grandes clubes também já haviam sido rebaixados e que o descenso seria bom para que o clube se reestruturasse e desse a volta por cima.

 

Dia D

 

Calhou do domingo do rebaixamento ser justamente o mesmo da inauguração da Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Fantástico estava lá para mostrar ao vivo o momento em que ela seria acesa. Não faltaram colírios e maquiagens para disfarçar minha cara de choro, mas ainda assim estava destruída. E o pior é que ainda tive que entrar no ar sorrindo. Aquele dia definitivamente foi péssimo.

 

Destaques da Libertadores

 

Fernando Henrique foi muito bem. Na decisão, em Quito, não fosse por ele, o estrago teria sido ainda pior. Gostei também do zagueiro Thiago Silva, do meia Conca e do atacante Washington, que embora tenha pecado justamente nas partidas contra a LDU foi importante durante a trajetória do time na competição. Creio que a história pessoal dele (Washington superou problemas cardíacos) foi uma motivação a mais para time e torcida.

 

Momento inesquecível

 

O gol de barriga de Renato Gaúcho na decisão contra o Flamengo do Campeonato Estadual de 1995, ano em que o Rubro-Negro, de Romário e Vanderlei Luxemburgo, comemorava seu centenário. Senti ali uma emoção indescritível! No dia seguinte, ainda fui para a redação da TV Globo com a camisa tricolor para tirar onda com todo mundo.

 

Encontro de tricolores

 

Certa vez, entrevistei o Casal 20 (Washington e Assis) para um especial sobre o aniversário do Maracanã. Fizemos o jornal ao vivo de dentro do estádio e fiquei bem emocionada por ter encontrada duas lendas do nosso clube. Além de ídolos, Washington e Assis são simples, humildes e atenciosos.

 

Fla-Flu

 

Quando os flamenguistas vem perturbar, digo que o freguês tem sempre razão. Eles ficam enlouquecidos (risos). Aliás, jamais torceria pelo Fla; é contra a minha religião.

 

Família tricolor

 

Na minha casa, todos torcem pelo Fluminense: além de mim e meu marido, Cristiano, minha filha, Melissa (a quem carinhosamente chama de Mel), de apenas dois anos, e meu cachorro, Cotonete, também são tricolores. Morri de rir quando vi minha filha com meu marido, juntos, cantando uma música da torcida (“Fluminense, olé, olé, olé”). Está gravado em vídeo. Já o Cotonete tem bola e até uniforme do clube. Como ele está sempre pela sala, assiste aos jogos conosco. Ultimamente, porém, ele tem preferido sintonizar no Animal Planet (risos).

 

Pan Rio-2007

 

Tive uma experiência muito legal de cobertura esportiva durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro ano passado. Um mundo totalmente novo para mim, já que, sobre esportes, tinha feito apenas uma ou outra matéria para a TV. E, ainda assim, sobre comportamento (ouvir torcedores na rua etc.). Adorei fazer: é bem mais leve e descontraído do que outras editorias.

 

Outros esportes

 

Acho lindo de morrer ginástica artística. Gosto de ver as apresentações de todos os países. Patinação no gelo também é muito bonito. Com a cobertura do Pan, aprendi um pouco sobre as regras do hipismo e passei a acompanhar o esporte com um pouco mais de interesse.

 

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Domingo, 17 de agosto. O Fluminense ocupa a lanterna do Brasileirão, com 16 pontos, ao lado do Ipatinga. Sábado, 23 de agosto. Apenas seis dias depois, quem imaginaria que o Tricolor estaria com sete pontos a mais (23), fora do rebaixamento e na 15 posição.

 

Aos que lamentam o empate em casa com o Sport (1 a 1, com mais um gol de Washington), recomendo que deixe de lado a lente escura e olhe o pacote adquirido como um todo: em menos de uma semana, mesmo sem ser brilhante, o Tricolor lidera o returno do Brasileirão, galgou quatro posições e está a apenas quatro pontos da zona da Copa Sul-Americana, competição para a qual tenta se classificar pela quarta vez em seis anos.

 

Para quem, há bem pouco tempo, vivia um cenário desolador, a semana que termina é ou não para ser comemorada?

 

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E domingo ainda tem Fla-Flu.

 

Alegria, alegria!

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Este Flu pode ser diferente

Qui, 21/08/08
por joao marcelo garcez |

was2008.jpg

O Fluminense do técnico Cuca pode não até não estar sendo brilhante aos olhos da torcida tricolor, mas há poucas dúvidas com relação à súbita transformação de astral nas Laranjeiras desde a chegada do novo comandante. Antes entregue e aos frangalhos, quase que integralmente em função da perda do título da Libertadores, o elenco de jogadores do Flu (incluindo reservas) parece novamente estimulado e, principalmente, disposto a se adequar o mais rapidamente possível à filosofia do novo treinador.

A vitória por 3 a 1 sobre o Náutico, a primeira do time fora de casa, pode ter sido um divisor de águas do time neste Campeonato Brasileiro. O sexto triunfo tricolor valeu também para ratificar a magra vitória sobre o Atlético-MG na estréia do returno, comprovando a ascensão tricolor na competição.

O caminho está aberto para novos tempos. E sonhar não é proibido.

 

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Embora muito disputado, o jogo contra o Náutico, agora ultrapassado pelo próprio Fluminense na tabela, foi fraco tecnicamente. Até o lance do segundo gol de Washington, o de número 100 do time na temporada, a partida podia ser resumida aos dois gols marcados nos minutos iniciais. A partir daí, as jogadas de perigo se tornaram cada vez mais escassas com a bola insistindo em não sair de ambas as intermediárias.

 

O gol de cabeça do Coração Valente trouxe, ao menos, um pouco de emoção ao jogo, já que o time da casa se viu obrigado a arriscar mais para tentar o empate.

 

No fim, mais um gol de falta de Washington decretou a segunda vitória do Flu em dois jogos no returno do Brasileiro.

 

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Pelo soco desferido em Tartá (que resultou no corte de seu supercílio) Ruy Cabeção merecia sair algemado do Estádio dos Aflitos. Mas não recebeu sequer o amarelo.

 

Dá-lhe arbitragem!

 

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Para desespero do goleiro Eduardo, pela segunda vez em apenas quatro rodadas, o atacante Washington marcou três gols numa mesma partida, chegando a 11 no Brasileiro. A primeira vítima havia sido Rogério Ceni, que além dos três que sofreu na derrota por 3 a 1 há duas semanas, levou ainda mais dois de lambuja no revés pelo mesmo placar que eliminou o time paulista da Libertadores.

 

No fim do jogo, animado com a aproximação de um repórter da TV Globo, Washington disse a ele que teria o direito a escolha de uma música para ser exibida no quadro esportivo do Fantástico, apresentado pelo irreverente Tadeu Schmidt. O Coração Valente só se esqueceu de que o pedido só pode ser feito pelos artilheiros das rodadas de fim de semana.

 

Uma dica, Guerreiro Tricolor: dia 31 tem Fla-Flu. Quem sabe?

 

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Bom, neste caso, se Washington repetir mesmo mais uma vez a dose, terá direito não só a cantar uma simples música. Mas a gravar um CD completo.

 

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Ainda Washington: de estilo trombador, é fácil constatar que o atacante não tem no drible seu principal recurso. Por vezes, leva a torcida à loucura com a quantidade de matadas desperdiçadas e bolas que parecem sempre queimar aos seus pés. Sua falta de desenvoltura, porém, é sempre compensada com muita garra, disposição e atuações de extrema valentia, que acabam por conquistar os torcedores nas arquibancadas.

 

Forte também no jogo aéreo, Washington pode até não ser uma unanimidade. Mas como contestar um jogador que marcou 26 dos 101 gols do Fluminense nesta temporada, número superior a um quarto do total?

 

Washington é mais um dos jogadores que terá seu contrato vencido em 31 de dezembro. O São Paulo já manifestou o interesse em contar com o atacante em 2009. E o clube paulista não pára por aí: não é de hoje que o técnico Muricy Ramalho vem rasgando sedas ao apoiador Conca, outro alvo de cobiça do atual campeão brasileiro.

 

Que a diretoria do Fluminense abra logo o olho, sob risco de deixar, mais uma vez, os torcedores com uma mão na frente outra atrás.

 

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O Fluminense conta com providencial ajuda da tabela para confirmar sua escalada no Campeonato Brasileiro. Depois de vencer seus dois primeiros jogos do returno, fará agora três partidas consecutivas no Maracanã – Sport, Flamengo e Grêmio.

 

Não é a primeira vez que o time tem a oportunidade de engrenar em casa na competição: há um mês, tentou angariar sete dos nove pontos que disputou em casa contra Figueirense, Vasco e Cruzeiro. A derrota por 3 a 1 para a Raposa, porém, naufragou os planos da antiga comissão técnica de promover um levante do time no campeonato.

 

Três vitórias nas próximas três rodadas seriam fantásticas e consolidariam de vez a ressurreição do Fluminense na competição, mas, até para não repetir o erro anterior, convém, desta vez, pensar passo a passo, cada adversário ao seu tempo.

 

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Afastado da disputa do ouro pela rival Argentina, a Seleção Brasileira deixará Pequim logo no dia seguinte ao jogo contra a Bélgica, quando tentará uma amarga terceira colocação. Ganhando ou não uma medalha olímpica, o meia Thiago Neves, um dos destaques do time na competição, só tem uma certeza: não veste mais a camisa do Fluminense. O jogador admitiu que vem negociando com um clube europeu, mas sequer quis comentar sobre o país em que atuará neste segundo semestre.

 

Diferentemente de Neves, Thiago Silva confidenciou a companheiros de Seleção que quer voltar ao Flu para cumprir seu contrato até o fim do ano. Mas avisa: “Não sou louco de rasgar dinheiro”. Se pintar uma proposta tentadora, o zagueirão também admite deixar as Laranjeiras antes do fim do ano.

 

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Ave, Cuca! 

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Noite de estréias e vitória tricolor

Seg, 18/08/08
por joao marcelo garcez |

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Numa partida em que o mais importante era vencer, o Fluminense estreou no returno do Campeonato Brasileiro somando seus três primeiros pontos, chegando a 19 no total. Foi também a primeira partida do time sob comando de Cuca, que já deu um mínimo de padrão à equipe. O gol da vitória sobre o Atlético-MG foi marcado por Dodô, que recebeu ótimo passe de Washington e tocou na saída do goleiro Édson.                 

O resultado fez justiça ao time que teve as chances mais contundentes de gol. Apesar do maior número de chutes da equipe mineira, foi o Flu quem levou mais perigo à meta adversária. O Tricolor ainda não teve um pênalti claro em Somália, não assinalado a seu favor nos minutos finais.

 

Curiosamente, com esta vitória, Cuca superou seu ex-clube na tabela, subindo à 18º posição. O Fluminense faz agora jogo decisivo com o Náutico, que, com dois pontos a mais, está logo acima na tabela. Se vencer o time pernambucano, dependendo de uma combinação de resultados, o Tricolor poderá deixar a perigosa zona do descenso já nesta quarta-feira. A TV Globo transmite Náutico x Fluminense para o Rio de Janeiro, às 22h.

 

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Éverton Santos entrou muito bem no time, desafunilando o jogo no segundo tempo. Pelo lado direito, com Maurício, na base da garra e velocidade, foi bastante agressivo à marcação adversária. Deverá ganhar a vaga de Eduardo Ratinho na lateral-direita, posição à qual parece ter se adaptado bem.

 

Já Maurício recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora. Cuca deu calafrios na torcida ao anunciar que escolherá entre Fabinho e Ygor para substituir o volante contra o Náutico. Uma boa idéia seria jogar a moeda pro alto. Melhor ainda se ela caísse em pé.

 

Conca, mais uma vez, foi um dos melhores do time em campo. Seu contrato vence em dezembro, e o São Paulo deverá vir com tudo para levá-lo para o Morumbi em 2009. Em vez de insistir com negociações improváveis, a diretoria deveria se apressar para garantir o craque argentino na próxima temporada.

 

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Curtas: Junior César não é nem sombra do jogador da Libertadores; Eduardo Ratinho, burocrático, estava exausto ao fim do primeiro tempo; e Tartá, se deixar a afobação de lado, ainda ajudará muito o Fluminense neste Campeonato Brasileiro.

 

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Desde que deixou o Fluminense em dezembro de 2006, o sérvio Petkovic, autor do 1000º gol tricolor na história dos Campeonatos Brasileiros, já enfrentou quatro vezes o Fluminense e, sem brilho, não venceu nenhuma. Em 2007, pelo Santos, derrotas por 3 a 0 (Maracanã) e 4 a 2 (Vila Belmiro). Neste ano, agora pelo Galo, empate em 0 a 0 (Mineirão) e derrota por 1 a 0 (Maracanã).

 

Nota: Petkovic também atuou pelo Goiás em 2007 (primeiro semestre), mas logo se transferiu para a Vila. Sua participação no Campeonato Brasileiro pelo time goiano limitou-se a duas partidas, uma delas contra o Flamengo, partida em que balançou as redes deste seu também ex-clube carioca.

 

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Subiu no telhado a negociação para a vinda do meia Bolaños, da LDU. O motivo? O mesmo pelo qual azedou a contratação de Urrutia. Leia só o que disse Esteban Paz, dirigente do clube equatoriano, sobre o “fidalgo” Tricolor. “Não negociaremos nenhum desses jogadores. Sobretudo com o Fluminense, pela forma antiética com que tem nos tratado”.

 

Cabe ou não uma reflexão?

 

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Pelas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de Pequim, com belo passe de Thiago Neves e gol de Marcelo, o “Fluminense” venceu Camarões e agora, como na Libertadores, enfrenta a Argentina na semifinal.

 

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Apenas dois jogadores com idade acima de 23 anos, máximo permitida pela FIFA para a disputa da Olimpíada, foram convocados por Dunga na busca por uma inédita medalha de ouro no futebol – Ronaldinho Gaúcho e Thiago Silva. Destes, apenas o jogador do Milan vem atuando entre os titulares. Silva perdeu espaço depois de se lesionar em amistoso preparatório para a competição. Contra a Nova Zelândia, mesmo sem ser exigido, deu conta do recado e mostrou que deveria estar entre os 11.

 

Perguntar não ofende: se é para sentar no banco, não seria o caso então dele ter ficado aqui no Brasil ajudando o Fluminense a sair do sufoco em que se encontra?

 

Em tempo: embora considere Thiago Silva o melhor zagueiro brasileiro da atualidade, sua convocação entre os jogadores sobre-23 foi totalmente incoerente, já que, quando convocado, o zagueiro tricolor não vinha jogando como titular da Seleção que disputa as Eliminatórias.

 

Noves fora isso, sua convocação e justa e merecidíssima.

 

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Aos leitores, desculpo-me pela pane ocorrida no Blog do Flu neste fim de semana, culminando com a tardia postagem da coluna sobre o jogo contra o Atlético-MG. Problemas de conexão impediram-me o acesso à Internet pelas últimas 48 horas.

 

Pedido de desculpas feito, desejo a todos uma excelente semana!
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O Flu de Cuca

Qui, 14/08/08
por joao marcelo garcez |

cucaflu.jpgO novo técnico do Fluminense, Cuca, já mostrou que não tem tempo a perder. Arregaçou as mangas e tratou de definir logo o time que levará a campo contra o Atlético-MG na estréia do time no returno do Brasileirão.

As principais mudanças ocorrem na lateral-direita, posição que passará a ser ocupada por Eduardo Ratinho, e no meio-campo, onde terá Romeu e Maurício como dupla de cabeça-de-área, e Tartá e Conca no apoio ao ataque. Tão logo se recupere, Arouca deverá ocupar a vaga de Maurício. Já Tartá, será sacado para a volta de Thiago Neves. Sobre este jogador, inclusive, Branco deu garantias a Cuca de que voltará da Seleção Olímpica para o Flu. Assim como Thiago Silva.

No ataque, o treinador escalou Washington e Dodô, “recuperado” em tempo recorde, depois de pedir dispensa há uma semana, alegando estar mal-condicionado fisicamente.

Cuca vem treinando variações de jogadas com o time em Mangaratiba para surpreender o Galo no Maracanã, jogo para o qual tratou logo de convocar a galera tricolor. A esperança na escalada tricolor no Campeonato Brasileiro atende pelo nome de Cuca, que já provou saber armar grandes times em clubes como Goiás, São Paulo e Botafogo.

E você torcedor? O que achou da nova formação tricolor? Aprovou? Não? Dê o seu palpite.

Flu tem pior turno da história dos pontos corridos. Renato cai

Seg, 11/08/08
por joao marcelo garcez |

demitido.jpg

Em 19 jogos, 11 derrotas, quatro empates e apenas quatro vitórias.  Dezesseis pontos conquistados em 57 disputados (aproveitamento de míseros 28%). Em nove partidas como visitante, não ganhou nenhuma. Números que retratam a pior campanha do Fluminense na era dos Campeonatos Brasileiros por pontos corridos, instituído em 2003, coincidentemente, quando o Tricolor também brigou contra a degola. Renato não resistiu ao péssimo retrospecto e foi demitido na madrugada de segunda-feira.

 

Apesar da crítica situação, o clube só agora parece querer dar uma sacudida interna. Até então, vinha assistindo passivamente à bancarrota, perdendo jogadores importantes, trazendo outros sem mínima expressão (Urrutia, graças à nova trapalhada, não vem mais) e mantendo em sua comissão técnica um treinador visivelmente desgastado por escalações estapafúrdias e declarações fora de hora.

 

Renato tem valores e qualidades indiscutíveis. No Fluminense, fez história ao marcar, de barriga, o gol do título estadual de 1995 sobre o Flamengo, que comemorava seu centenário. Como treinador, também prestou grandes serviços ao Flu, como na conquista da Copa do Brasil de 2007, ano em que o clube ainda fez boa campanha no Brasileirão, terminando na quarta colocação. Mesma posição de 2002, quando assumiu o comando tricolor num momento em que o time ia ladeira abaixo.

 

Por isso tudo, tem seu valor o Renato, que, por tantos anos de serviço ao Flu, é mesmo muito identificado com o clube, “sua segunda casa”, como já declarou algumas vezes.

 

Entretanto, não se sabe por que, em 2008, Renato tinha praticamente uma Ferrari nas mãos, mas não soube pilotá-la. Por sua imensa qualidade, o carrão chegou bem perto da bandeirada final, mas ficou pelo caminho por culpa de seus engenheiros, ou melhor, de seu engenheiro, que atravessa ano infeliz.

 

A saída de Renato das Laranjeiras é benéfica a todos. Ao clube, que com a contratação de um novo profissional passará a respirar novos ares, renovando as esperanças de dias melhores; e ao próprio Renato, que, desgastado, parecia mesmo desmotivado à frente do time.

 

Sem Renato, Flu deve correr pra ter Cuca, ótimo treinador que vem dando sopa no mercado.

 

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A apatia de Renato vinha se refletindo nos jogos do Fluminense. Como contra o Ipatinga. A partida foi tecnicamente muito ruim, mas o Tricolor teve lá seus lampejos como nos 15 minutos finais do primeiro tempo, quando poderia ter feito, pelo menos, três gols. Repito: três gols. E com relativa tranqüilidade. Antes disso, o Flu já havia desperdiçado oportunidades incríveis: aos 16, Washington recebeu lançamento com água e açúcar de Conca, bastando ao atacante deixar que a bola descaísse macia em seu peito para fuzilar o goleiro do Ipatinga. Mas o Coração Valente parece ter peito de aço: ao matá-la, deixou que corresse, fugindo de seu alcance.

 

No minuto seguinte, Somália, na pequena área, escorou de cabeça para que o camisa 9 só rolasse pra dentro, mas Washington deixou-se confundir com o furo da defesa adversária. No último lance da etapa inicial, foi a vez de Somália receber limpa de Washington. O atacante tinha tempo até para dominar, mas preferiu pegar de primeira: o chute saiu mascado, facilitando a vida do goleiro Fred.

 

Diante da falta de capacidade do visitante, o modestíssimo time do Ipatinga resolveu dar uma ajuda ao Flu num recuo da zaga. A bola quicou na marca do pênalti, encobriu Fred e… e… A fase não é boa mesmo: caprichosamente, tirou tinta da trave, saindo pela linha de fundo.

 

Mas os anfitriões eram realmente bacanas: pouco depois, o chute de Tartá contou com providencial desvio da zaga. Desta vez não teve jeito: Flu 1 a 0.

 

O segundo tempo foi um show de horrores. A começar pela expulsão do péssimo Fabinho. A presença deste jogador no time (como a de Ygor) é tão contestada que sua permanência chega a ser suspeita. Com dez em campo, o Fluminense aceitou a pressão do Ipatinga, como se o fato de estar com um jogador a menos o obrigasse a se encolher. Os amigos hão de concordar que o time do Flu que vem entrando em campo pode não ser um primor, mas ainda é bem superior ao do lanterna Ipatinga. Tivesse mantido a postura agressiva do fim do primeiro tempo, explorando o desespero do time mineiro, o Flu venceria não por 1, mas por 2 ou 3 a 0.

 

Mas foi covarde. Como sempre. E deu no que deu.

 

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Renato só pode estar de brincadeira em atribuir a 11ª derrota do Fluminense ao árbitro Evandro Rogério Roman. Não bastasse a falácia, ainda passou a mão na cabeça de Fabinho, considerando injusta a expulsão do jogador.

 

Blindagem dupla.

 

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Fernando Henrique voltou a falhar, ao não cortar cruzamento na pequena área, que resultou no segundo gol do Ipatinga.

 

Será que até a 38ª rodada ele aprende?

 

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Único clube brasileiro a ter chegado à decisão da Libertadores, o Fluminense há muito não sabe o que é ter semanas inteiras de treinamento. Agora, com o começo da Copa Sul-Americana, da qual não disputará, o Tricolor terá não somente as quartas-feiras, mas semanas integrais livres para se preparar para as partidas de fim de semana.

 

Que o novo treinador faça bom proveito do tempo livre para sair o quanto antes da incômoda rabeira da tabela. De preferência, com muitos treinos táticos.

 

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E não é que um outro Tricolor, o gaúcho, conquistou o título simbólico do primeiro turno? Desconfio que minha ida ao Rio Grande do Sul tenha levado sorte ao Grêmio, que, como muitos torcedores de lá me confidenciaram, espera contar em breve com Renato Potaluppi, ídolo maior do clube, em seu comando técnico.

 

Em tempo: daqui, defendi a escalação de reservas no Brasileiro durante a Libertadores. De lá pra cá, porém, nada menos que 27 pontos foram disputados. E, mesmo com a saída de alguns de nossos principais jogadores, já era tempo do Flu, no mínimo, ter deixado a zona do rebaixamento.

 

As atuações recentes do time são lamentáveis e inaceitáveis.

 

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O Fluminense de hoje é uma bagunça tremenda com jogadores correndo desordenadamente, sem qualquer organização tática. A esperança do time passa sempre pelos pés de Conca, que, sobrecarregado, vem colocando dois palmos de língua pra fora em meados dos segundos tempos.

 

Infelizmente, boas partidas, como as contra o São Paulo, viraram uma triste exceção. E quando acontecem, são sempre em função de lampejos de nossos principais jogadores.

 

A tendência, lamentavelmente, é que o Flu jogue mal.

 

Vamos ver agora como se sairá nas mãos de um novo treinador.

 

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Fluminense, Santos e Ipatinga, há muito, vêm freqüentando a zona do rebaixamento. A novidade, neste fim de turno, é a chegada o Vasco à trupe.

 

Companhia carioca ao Flu.         

 

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Tristeza com o Flu? Vou é mergulhar de cabeça em Pequim.

 

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Valeu, Renato! Sorte em seu novo clube.

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Sopro de esperança

Qui, 07/08/08
por joao marcelo garcez |

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O auxiliar-técnico do São Paulo, Milton Cruz, e o atacante André Lima provavelmente não acreditam em assombração, mas tiveram que rever seus conceitos na madrugada de quinta-feira quando o ônibus do São Paulo deixava o Estádio do Maracanã. Com o complexo já às escuras, viram um cadáver descer as rampas do Bellini. Era o próprio Fluminense, assim, desrespeitosamente, designado pelo profissional da comissão técnica são-paulina, que declarou ter o time dirigido por Muricy Ramalho ressuscitado um defunto com a derrota de 3 a 1 (mais uma) para o vice-campeão da Libertadores. 

André Lima também teve que engolir a seco sua deselegante afirmação de que o Fluminense é um “time bem fraquinho”. Deveria ter em mãos as estatísticas recentes do confronto entre os dois melhores clubes brasileiros da atualidade, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS): de 2007 pra cá, se enfrentaram em cinco ocasiões, das quais o Flu triunfou em nada menos que três contra apenas uma do São Paulo.

 

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Muricy Ramalho pode ser antipático, amargo ou o que for, mas uma coisa não se discute: é justo e cavalheiro. Perguntado sobre a fase atual do Fluminense, respondeu: “É coisa que acontece com qualquer um. Estou torcendo muito para que o Fluminense saia logo lá de baixo. Clubes como ele, por sua história e grandeza, não merecem passar por isso”.

É, quem sabe esse tal de Milton Cruz e André Lima não aprendem um pouquinho de boas-maneiras com ele. ***

Setenta e sete dias depois de ver a classificação às semifinais da Libertadores pararem numa cabeçada certeira de Washington, que já havia marcado o primeiro do Flu no histórico confronto, o goleiro Rogério Ceni teve que amargar mais três gols do Coração de Leão sobre sua meta. 

 

Pior do que a sensação de déjà vu, devem ser os pesadelos que Ceni tem com o camisa 9 tricolor.

 

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Os gols de Washington sobre o São Paulo não foram as únicas coincidências em relação ao jogo da Libertadores: além da partida também ter começado às 21h50 e ter sido realizado numa quarta-feira com transmissão pela TV aberta (SP), o placar final também foi rigorosamente o mesmo.

A torcida são-paulina cruza os dedos e torce para que as coincidências continuem também para o duelo do returno, no Morumbi.

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O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, é outro em quem Cunha e Lima podem se espelhar. Após o encerramento da partida, o dirigente fez questão de ir à sala de imprensa no momento em que Washington dava sua coletiva, para parabenizá-lo pelos gols e pelo ser humano que é. “Washington é um exemplo de superação por toda sua história de vida”, disse, citando os graves problemas cardíacos pelo qual passou o jogador.

 

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A vitória de virada sobre o bom time do São Paulo deve ser comemorada, claro, mas se quiser sair da incômoda 19ª colocação, o Flu terá que melhorar ainda mais para a seqüência da competição. O quarto triunfo tricolor no Campeonato Brasileiro aconteceu muito mais na base da disposição e vontade dos jogadores do que por tramas trabalhadas da equipe.

 

Que o Flu trate de pavimentar seu longo caminho para que a vitória sobre o São Paulo não tenha sido apenas um pequeno oásis em meio ao gigantesco deserto que vem sendo a sua pífia campanha na competição.

 

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O único gol do São Paulo na partida deveu-se à falha (mais uma) do zagueiro Roger, que em vez de rechaçar a bola com os pés, preferiu cabeceá-la quando estava praticamente no chão.

Roger é bom jogador e tem qualidades, mas nos últimos jogos tem perdido todas na corrida, sendo facilmente driblado pelos homens de frente adversários.

Com um pouquinho de imaginação, o quarto-zagueiro poderia ser aproveitado em outro setor.

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Por onde andaria o futebol de Junior César?

 

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Assim como Rogério Ceni, Dodô deve ter sido outro a ter dormido mal de quarta para quinta. Depois de pedir dispensa alegando estar mal condicionado fisicamente, o time jogou com bravura e voltou a vencer após quatro partidas.

Com essa decepcionante atitude, Dodô perdeu terreno e, se ficar mesmo no clube, dificilmente começará jogando as próximas partidas.

Em tempo: Dodô será julgado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) até o fim do mês.

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O criativo protesto que parte da torcida fez antes do jogo é válido e até certo ponto sadio. Bem diferente do que acontecera um dia antes, quando torcedores rubro-negros invadiram a Gávea jogando morteiros dentro do campo.

 

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Afinal de contas, o que Branco foi fazer na Europa? Tentar negociar o passe de Thiago Neves com o futebol ucraniano?

 

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Com direito até a vitória sobre o poderoso Manchester (ING) nas quartas-de-final, o Fluminense sagrou-se na última quarta-feira bicampeão do mundo na categoria sub-15.

Se os homens que comandam o futebol do clube deixarem, poderemos, em curto espaço de tempo, voltar a disputar a Libertadores com ótimas condições de erguê-la.

Mas só se deixarem, só se deixarem…

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Papai tricolor, que você tenha um domingo abençoado! Parabéns!

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Colorados, alcunhas e reveses

Dom, 03/08/08
por joao marcelo garcez |

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Em minhas andanças pela deslumbrante Serra Gaúcha, entre um passeio e outro, tive o prazer de conhecer personagens incríveis do estado sulista. Um deles foi o sr. Carlos Alberto Barcellos, colorado roxo e hóspede do mesmo hotel em Gramado. Casado com uma gremista não menos fanática, sr. Barcellos foi apresentado a mim pelo recepcionista Neri, outro torcedor do Internacional. A partir de então, todos os encontros casuais que tínhamos eram um deleite. 

 

Falamos de grandes times de Flu e Inter, como os de 1975, quando ambos se enfrentaram numa das semifinais do Campeonato Brasileiro, duelo vencido pelo time de Falcão, que bateu a Máquina de Francisco Horta em pleno Maracanã, abrindo caminho para seu primeiro título nacional. Lembramos também da Copa do Brasil de 1992, quando o Tricolor foi flagrantemente prejudicado com a marcação de um pênalti inexistente a minutos do fim…

Ao acessar a internet e ver os reforços anunciados pela diretoria do Internacional, sr. Carlos Barcellos, tão aficionado por futebol como eu, animou-se. “O Inter está montando um timaço pra esse ano”.

Se o ainda instável Inter vingará e chegará ao topo da tabela, só o tempo dirá. A escalada pode ter começado sábado, com a vitória de 2 a 1 sobre o Flu.

Melhor para Sr. Barcellos, que a esta altura curte seu domingo de folga tomando seu chimarrão com mais três pontos no bolso.

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Outra figura das mais carismáticas que conheci foi o guia de viagens Leandro, profundo conhecedor das histórias da região, detalhada minuciosamente com enorme entusiasmo pelo ótimo profissional.

Também colorado, mas sem o mesmo fervor de sr. Barcellos, Leandro rendeu-se a mim quando, ao perguntar se havia algum aniversariante entre os turistas, levantei o dedo e disse. “Há sim, o Fluminense, que está completando 106 anos de fundação”. Leandro abriu um sorriso e, cordialmente, disse ao microfone. “Então, viva o Flu!”.

Mais um passeio (Maria Fumaça) e chegamos a Bento Gonçalves (foto), terra onde Renato Gaúcho começou a jogar bola (e não onde nasceu, como bem me corrigiu o internauta G. Geremia). Portaluppi é natural de Guaporé e iniciou sua carreira nas categorias de base do Clube Esportivo. O fato, claro, foi lembrado por mim ao guia.

Leandro é mais um que hoje comemora os dois gols de Nilmar sobre o Flu.

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Entre os jogadores contratados pela diretoria do Fluminense, particularmente, gostei de Patrício Urrutia, volante e capitão da LDU (EQU). Natural que alguns torcedores tricolores torçam o nariz para o meia, que há um mês conquistou a Libertadores sobre o próprio Flu. Apesar do justificado lado emocional, convém pensarmos que Urrutia é um profissional de futebol que nada mais fez do que o seu trabalho. E bem feito, por sinal. Atuar no Brasil era sonho antigo de Urrutia, e o acerto com o Flu entusiasmou o jogador. “É a torcida mais linda que já vi na vida. A festa que fez na final da Libertadores foi algo inacreditável”.

 

Saudemos, pois, nosso mais novo reforço. Bem-vindo, Patrício Urrutia!

 

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Caso recente de um jogador que eliminou o Fluminense de outra competição sul-americana e, três anos depois, acabou se transferindo para o Tricolor: Dario Conca, que fez o diabo pela Universidad Católica (CHL) no duelo contra o Flu nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana de 2005.

O Flamengo de 95 também resolveu apostar em quatro de seus algozes, ao contratar Lira, Márcio Costa e Djair, logo após o trio frustrar um dos maiores sonhos rubro-negros: a conquista do Campeonato Estadual no ano do seu centenário. E olha que no fim do ano ainda levou o treinador, Joel Santana.

Como vêem, Urrutia é só mais um exemplo da moderna era de profissionalismo do planeta bola.

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O lateral-direito Eduardo Ratinho foi outro anunciado. E foi logo avisando: quer ser chamado apenas de Eduardo, já que “ratinho”, segundo ele, é uma alcunha um tanto quanto pejorativa.

 

Sei não, quando uma pessoa pede para não ser chamada pelo apelido é aí mesmo que os outros pegam no pé.

Lembro de uma deliciosa história acontecida nos anos 90, quando o Fluminense anunciou Cocada, herói do título do Vasco no Campeonato Estadual de 1988. Na sua chegada às Laranjeiras, disse que gostaria de se dissociar do nome que o consagrou em São Januário, e que o chamassem apenas pela sua graça, Lucas.

Pois bem, na estréia do novo reforço com a camisa do Fluminense, o narrador Paulo Stein, da extinta TV Manchete, vibrou logo em sua primeira arrancada.

“Lá vem Lucas Cocada”.

Impagável!

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Ao ver a escalação do Fluminense para o jogo com o Internacional, considerei uma temeridade Renato escalar dois jovens jogadores, João Paulo e Felipe, como responsáveis pela criação do time em partida de tamanha carga de dramaticidade. No fim das contas, independentemente da atuação dos garotos, foi mesmo Conca quem recuou e iniciou as tentativas de subida do Flu ao ataque, que mais uma vez (não) contou com o sonolento e gelado Dodô. Renato percebeu o erro e tirou a dupla da partida (João Paulo, o melhor, ainda no primeiro tempo).

 

Insistir com Roger na zaga, Maurício na lateral e Fabinho no meio é das coisas mais enervantes e inacreditáveis que nosso técnico já fez. Incrível como todos enxergam, menos Renato.

FH falhou no lance do primeiro gol. Não porque deixou passar o chute por entre suas pernas, algo plausível para um chute de curta distância, mas sim porque não interceptou a esticada para Nilmar, que só tocou na bola quando esta já estava dentro de sua área. Pergunto aos amigos: quem chegaria primeiro? FH, que já estava dentro da área ou Nilmar, que iniciou sua arrancada lá do meio-campo?

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Triste constatação: em 2007, o Flu teve apenas nove derrotas em todo o Brasileirão. Em 2008, em apenas 17 jogos, já superou a marca: absurdas dez derrotas.

 

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Time na zona do rebaixamento e ingressos nas arquibancadas a R$30,00?

Clap, clap, clap! 

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