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A hora é essa

Seg, 31/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Libertadores

O Fluminense tem nesta quarta-feira, às 21h50. uma grande oportunidade de garantir sua classificação às oitavas-de-final da Taça Libertadores da América a duas rodadas do fim da primeira fase da competição.

O time não pode relaxar e deixar para decidir a sua sorte nos jogos restantes, já que se não vencer o Libertad e perder para o Arsenal, na Argentina, fará jogo de vida ou morte contra o LDU na sexta e derradeira rodada.

Não dá pra bobear.

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Promessa é dívida. Depois de duas tentativas, finalmente os leitores do Globoesporte.com serão contemplados com meu livro, Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América. Para ganhar os exemplares, bem como duas entradas de cadeira especial para o jogão de quarta, basta responder à seguinte pergunta: “Por que você merece ir ao Maracanã assistir a mais uma vitória do Fluzão contra o Libertad?” (vide chamada na home do Flu). As duas melhores respostas serão premiadas.

Boa sorte!

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Dois novos pontos de venda para o livro Epopéía Tricolor: Livraria Pontes (www.livrariapontes.com.br) e Farol Vídeo, em Macaé (Avenida Atlântica, ao lado do Mr. Pizza, em Cavaleiros).

Seguem os demais:

• Flu Boutique – Sede das Laranjeiras;
• Só Tricolor, do Flamengo – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A;
• Só Tricolor, de Niterói – Gavião Peixoto, 104 – Loja 111/Icaraí
• Banca Tricolor – Rua da Carioca, na entrada da estação de metrô da Carioca;
• Praça Saens Peña – Conde de Bonfim, 368 (em frente à C&A);
• Grajaú – Praça Edmungo Rêgo (em frente ao Itaú);
• Largo do Machado – Rua do Catete, 311 (Banca Machado de Assis, esquina com a rua de mesmo nome);
• Copacabana – Banca da esquina das ruas Barata Ribeiro com Prado

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Num Maracanã esvaziado para um jogo de pouco apelo, o Fluminense, com seus reservas, perdeu para o Botafogo por 3 a 1. De bom, apenas o segundo tempo, quando com a garotada de Xerém em campo, o time passou a tocar bola na intermediária do Botafogo e levou algum perigo ao gol de Castillo.

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Lance capital da partida: o Botafogo vencia por 2 a 1 quando Mauricio, em posição legal, foi lançado. O jogador avançaria todo o campo adversário e iria com bola e tudo até o gol alvinegro, mas o bandeira marcou impedimento. Na quarta-feira, o time dirigido por Cuca bateu o modesto Cardoso Moreira por 1 a 0, com gol em impedimento de Wellington Paulista.

Quando o vento (leia-se erro de arbitragem) sopra a favor, a diretoria do Botafogo não dá as caras. Choro, então, nem pensar.

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Dá gosto ver o comprometimento da galera de Xerém com o Fluminense. Ao fim do clássico contra o Botafogo, apesar do gol em lance de puro oportunismo, Alan estava visivelmente chateado. “É lógico que marcar é sempre bom, mas hoje estou muito triste com esta derrota”.

Ah, se todos pensassem assim…

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Por uma questão de coerência, a FERJ deveria transferir Flu x Madureira de sábado para domingo, no mesmo horário de Fla x Vasco. É que a dupla Fla-Flu duela cabeça a cabeça, gol a gol pela liderança do Grupo A da Taça Rio, que determinará quem pegará o Vasco, segundo colocado do Grupo B.

Mas a mudança não deverá acontecer, já que ambas as equipes têm o Maracanã como mando de campo. Com isso, o time rubro-negro entrará em campo podendo “escolher” quem deseja enfrentar na semifinal do Segundo Turno.

Um absurdo!

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Gustavo Nery, não dá mais, não!

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A quatro jogos da taça

Qui, 27/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual

No conturbado Campeonato Brasileiro de 1999, Botafogo e Internacional-RS ganharam pontos no tapetão, que impediram o descenso da dupla à Segunda Divisão do futebol nacional.

Em 1989, a CBF tirou cinco pontos do Coritiba porque na última rodada do Brasileiro o time paranaense não foi a campo na hora determinada pela entidade. O Santos foi beneficiado com a decisão e escapou de ser rebaixado.

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1986 previa, para a primeira fase, que os seis primeiros colocados de cada chave avançassem à etapa seguinte. Como Vasco e Botafogo não tiveram competência para se classificar, inúmeras manobras foram tramadas pela CBF e pelo próprio Vasco, como a retirada de pontos do Joinville-SC e a tentativa descabida de eliminação da Portuguesa-SP. Resultado: o regulamento foi alterado com o campeonato em curso e mais oito clubes foram incluídos na segunda fase da competição. Uma “mancha” para o futebol brasileiro.

Em 1974, a decisão do Campeonato Brasileiro, conforme determinação do regulamento, deveria ser realizada no estádio do clube que tivesse melhor campanha. Com quatro pontos a mais do que o Vasco, o Cruzeiro teria o direito de jogar em Belo Horizonte. Teria. Porque o Vasco alegou falta de segurança no Mineirão. E o que fez a CBD (atual CBF)? Acatou o pedido do clube carioca, tirando a partida de Minas Gerais, levando-a, acredite, para o Rio de Janeiro.

Em 2008, um juiz vem a público dizer que a manutenção de Fluminense e Bragantino no Campeonato Brasileiro de 1997 representou uma “violação ao correto desenvolvimento do futebol brasileiro, uma ofensa direta ao patrimônio cultural brasileiro”.

Posto isso, uma pergunta se faz oportuna: como o Meritíssimo definiria as manobras ocorridas em 1999, 1989, 1986 e 1974 (entre inúmeras outras aqui não mencionadas)?

A Justiça tarda. E falha.

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Não rebaixar duas agremiações num campeonato com fortes suspeitas de resultados arranjados é o mínimo que poderia se esperar da CBF, que, neste caso, esteve longe de “manchar a imagem do futebol nacional”.

Pra quem não se lembra, à época, o diretor da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Ives Mendes, envolveu-se num escândalo de suposta venda de resultados com os presidentes de Corinthians e Atlético-PR.

Consumado o rebaixamento tricolor, o Jornal dos Sports publicou uma declaração de Petraglia, então presidente do clube paranaense, dada em roda de amigos a rodadas do fim da competição. “Está tudo certo. O Fluminense vai cair” (o acervo do JS está aí para não me deixar mentir).

Diante de tamanho descalabro, onde estaria o absurdo em manter o Flu na elite do Brasileiro de 1997?

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Não teria também o famoso caso das papeletas amarelas “manchado a imagem de nosso futebol”?

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Pela 6ª rodada da Taça Rio, sem fazer força, o Fluminense goleou o Mesquita por 4 a 1. O resultado, mais que previsível, serviu para selar a classificação tricolor às semifinais do Segundo Turno, o que deixa o Flu a apenas quatro jogos de seu 31º Campeonato Estadual.

Título que manteria e consolidaria sua hegemonia do futebol do Rio de Janeiro.

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Conca, mais uma vez, merece todos os elogios. Em fase exuberante, correu e participou de inúmeras jogadas do Flu. Júnior César, que marcou um belo gol, é outro que há muito vem merecendo elogios. Adquiriu maturidade e vem sendo muito útil ao time. Principalmente em jogadas de linha de fundo. Ainda não no mesmo nível do lateral-esquerdo, Gabriel também vem subindo de produção. A jogada em que rolou pra trás para a conclusão de Cícero é o mínimo que se espera de um jogador de sua técnica e disposição.

O Flu, enfim, cresceu e ganhou corpo na hora certa.

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Washington desta vez passou em branco (Vinícius contra, Júnior César, Cícero e Tartá, com bela matada no peito, marcaram para o Flu) e se fartou de perder gols numa noite em que nada deu certo para ele, como o próprio atacante admitiu ao fim da partida.

Tem nada não, Coração de Leão! Na próxima quarta, é só balançar a rede do Libertad (PAR) e correr pros braços da galera.

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Pelo menos três pênaltis deixaram de ser marcados a favor do Fluminense pelo árbitro Agnaldo Xavier Faria, que é médico. Deve ter sido por isso que, apesar da goleada, a autoridade máxima em campo “operou” o time tricolor.

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Sinistra constatação. Dia 13 de março, o árbitro Agnaldo Xavier Faria, o mesmo de Flu x Mesquita, apitou Vasco 4 x 0 Macaé. Na ocasião, marcou dois pênaltis a favor do clube cruzmaltino, sendo que num deles não houve rigorosamente nada.

Pra bom entendedor…

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Com 100% de aproveitamento, o Fluminense conquistou esta semana o Torneio Internacional de Juniores dos Emirados Árabes, disputado em Abu Dhabi. Foi o sexto título internacional das categorias de base do clube desde 2005. Nos últimos três anos, o Flu conquistou o Campeonato Mundial Infantil e o Mundialito de Juniores, em 2005; a Copa da Amizade Brasil-Japão Infantil e o Torneio Internacional de Juniores de Monthey, em 2006; e a Milk Cup Juvenil, em 2007.

Uma coleção rica e vasta de troféus de todo o mundo do clube que orgulha o Brasil retumbante de glórias e vitórias mil.

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Na mais recente conquista, os meninos do Flu jogaram como gente grande e derrotaram tradicionais forças do futebol europeu, como Atlético de Madri (ESP), Liverpool (ING), Genoa (ITA).

Em tempo: vencedor da Taça Guanabara, os meninos já estão garantidos na decisão do Estadual.

Nova volta olímpica à vista?

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Caiu bem a amarelinha em Thiago Neves, não?

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Um Flu inspirador

Dom, 23/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

De nada adiantou a manobra para tirar Leandro Amaral do clássico. Sempre superior, o Fluminense mandou no jogo, encurralou o Vasco e fez a festa de sua galera. O placar de 2 a 1 acabou sendo ótimo para o time dirigido por Alfredo Sampaio, que teve um pênalti maroto marcado a seu favor (mais um) e escapou de tomar um chocolate de Páscoa no Maracanã . De quebra, o clube da cruz de malta segue sem derrotar o Flu agora há dois anos ou seis jogos.

Thiago Neves e Conca mais uma vez desequilibraram e deram muito trabalho à defesa adversária. Citado pelo site da FIFA como o maior jogador em atividade no futebol brasileiro, Neves, em jogada individual, marcou mais um belo gol com a camisa tricolor. No segundo, rolou com água e açúcar para a conclusão de Washington, que cordialmente aplaudiu a jogada do companheiro. Substituído no fim do jogo, saiu ovacionado pela torcida aos gritos de “créu”.

Que Dunga cuide bem desta jóia do Flu, que tem tudo para conquistar seu espaço também na Seleção.

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Washington tem correspondido plenamente ao que se espera de um autêntico camisa 9 do Fluminense. O atacante marcou mais uma vez no último domingo e manteve a incrível média de quase um gol por jogo na temporada.

É bom esse Coração de Leão.

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Tudo bem que Renato Gaúcho tem motivos de sobra para estar confiante, mas precisava ter enchido o meio-de-campo de cabeças-de-área nos últimos minutos, mesmo com o time jogando melhor e vencendo por 2 a 0. Ficou a impressão de que o treinador foi temeroso ao extremo e o sufoco no final, totalmente desnecessário.

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Já no vestiário, o técnico do Fluminense perguntou à imprensa em quê Eurico Miranda estaria se baseando para afirmar que o Vasco vencerá a Taça Rio e o Campeonato Estadual.

Nos pênaltis, Renato! Nos pênaltis…

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Uma conclusão pode ser tirada após mais este triunfo tricolor na temporada: sempre que joga partidas consideradas à vera (clássicos e Libertadores), o Fluminense dá conta do recado e atua com firmeza e personalidade. Já contra equipes mais modestas e que jogam atrás, diminuindo espaços, o Flu geralmente entra com menos pegada e encontra resistência para furar a defesa adversária (vide jogos contra Duque de Caxias, Macaé e Resende).

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Desde que Leandro Amaral se transferiu de São Januário para as Laranjeiras, o relacionamento entre Vasco e Fluminense vem se mostrando pouco amistoso. Uma situação que está longe de ser nova, já que nos últimos anos os dois clubes têm constantemente batido de frente.

Em 1999, o Vasco quis levar para São Januário um jogo que estava marcado para o Maracanã pelo Torneio Rio-São Paulo. O então presidente da Federação do Estado de São Paulo, Eduardo Farah, interveio, determinando que o árbitro cumprisse o regulamento e dirigisse-se ao Mário Filho. Numa cena de dar inveja a artistas de picadeiro, na hora do jogo, o Vasco foi para o seu estádio e o Flu para o Maracanã.

A partida, claro, não foi realizada, mas o Flu, depois de já ter goleado o Vasco por 4 a 2 na mesma competição, aplicou um vexatório W.O. no clube cruzmaltino, o único de sua história. Eurico cuspiu maribondos e disse que desejaria que o Fluminense apodrecesse no inferno da Terceira Divisão.

Mas o Flu não só não sucumbiu como, sob a batuta de Carlos Alberto Parreira, conquistou o Campeonato Brasileiro da Série C daquele ano. O que Eurico não esperava é que, meses depois, o Vasco, que contava com um dos melhores elencos do país (Mauro Galvão, Juninho Pernambucano, Romário e cia.), fosse ser derrotado justamente para o time que fez questão de menosprezar. “Não pago bicho em vitórias sobre o Flu”, disse à época.

Mordido e com uma atuação que beirou a perfeição, o Fluminense massacrou o Vasco e fartou-se de perder gols. No fim, o magro 1 a 0 (gol de Roger) não disse o que foi a partida, válida pelo Segundo Turno (Taça Rio) do Campeonato Estadual-2000. Mas Eurico e seu time de estrelas pareciam que tinham aprendido uma dura lição.

Só parecia. Apenas três dias depois, agora pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, os adversários voltariam a campo. Apesar do revés 72 horas antes, Eurico não perdeu o rebolado. “Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”, provocou.

Um empate em 1 a 1 no Maracanã e outro em 2 a 2 dentro de São Januário classificaram o Fluminense, calando de vez a arrogância e a empáfia cruzmaltina.

Em 2003, classificados à decisão do Campeonato Estadual, novo entrevero. Após Renato Gaúcho declarar que o Fluminense daria a volta olímpica, Eurico chamou o treinador tricolor de gaiato e disse que ele não tinha perfil para ser técnico do Vasco.

Dois anos depois, Renato assumiria o comando técnico vascaíno.

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Quer ganhar dois convites para assistir ao Clássico Vovô de domingo de dentro do camarote VIP da Rádio Globo? Então responda de maneira criativa à seguinte pergunta: “Do que você seria capaz para assistir ao seu time do coração de dentro do camarote VIP da Rádio Globo?”. Para participar, basta acessar o link http://promocoes.globo.com/Promocao/0,,GLP1584-7749,00.html

Boa sorte!

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O Fluminense lidera o Grupo A do Segundo Turno do Campeonato Estadual e está na ponta do Grupo 8 da Libertadores.

Viva essa energia!

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Tempestade de alegria

Qui, 20/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

A torcida tricolor já está se acostumando a excelentes notícias em dias de jogos do Fluminense na Libertadores. Duas semanas depois de fazer a maior exibição coletiva de um time de futebol das últimas décadas (6 a 0 no Arsenal), o Flu virou pra cima do Libertad (dois gols de Washington), quebrou um tabu de 24 anos sem vitórias no Paraguai e, de quebra, ainda reassumiu a liderança do Grupo 8 da competição, com sete pontos.

Mas a vitória por 2 a 1 sobre o campeão paraguaio no Defensores del Chaco não foi a única notícia comemorada nas Laranjeiras: através de uma liminar obtida na Justiça, Leandro Amaral está de volta ao clube e voltará a formar a dupla de ataque com Washington na próxima semana.

Um mar de boas-novas.

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Justiça seja feita: a notícia sobre a volta de Leandro Amaral foi dada em primeira mão pelo site www.flusocio.com.br/blog nas primeiras horas da noite de ontem.

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O Fluminense Football Club tem em 2008 uma oportunidade ímpar de trabalhar e valorizar ainda mais a sua já grandiosa marca. A vaga a mais importante competição das Américas, obtida após a conquista do terceiro título nacional da história do clube, permitiram que o Flu voltasse às manchetes da imprensa estrangeira.

A Taça Libertadores nem bem começou e o Fluminense, antes considerado um azarão, agora vem sendo considerado uma das gratas surpresas da competição. Só nas últimas semanas, jornalistas do Equador, Argentina, Paraguai e até da Europa vem enaltecendo e elevando o Tricolor.

Foi assim depois do empate contra o LDU (EQU) na altitude de Quito, onde o Flu mostrou desembaraço (segundo tempo) e teve até boas oportunidades de vencer; após a apresentação de gala contra o campeão da Copa Sul-Americana, Arsenal (ARG); e agora, no Paraguai, diante de mais um triunfo tricolor na Libertadores.

A badalação em torno do Flu e seus craques atravessou o oceano e chegou à FIFA. O site da entidade máxima do futebol mundial destacou o camisa 10 tricolor, Thiago Neves, como o maior jogador em atividade no futebol brasileiro. Ainda segundo a página, Neves se transformou num dos mais elétricos, produtivos e cobiçados apoiadores de nosso país. “Clássico e habilidoso, um consistente criador de jogadas”, definiu.

Para os que acham a matéria um exagero, sugiro que deixe de lado o complexo de vira-lata, de Nelson Rodrigues, e valorize o que é nosso. Alguns só lhe atribuirão o devido crédito quando o craque estiver na Champions League arrebentando e fazendo gols.

Fico pensando no dia em que olharemos para trás e lembraremos, saudosos, daquele time que tinha Thiago Silva, Gabriel, Arouca, Conca, Thiago Neves, Leandro Amaral, Dodô e Washington vestindo nossas cores.

É aproveitar e se deliciar com o momento.

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A foto com os ídolos Branco, Romerito e Renato Gaúcho, publicada por alguns jornais cariocas na última quarta-feira, além de simpática, desperta certa nostalgia e traz esperança, já que o Flu está a pique de fazer o mesmo que, outrora, fez o trio: dar-nos grandes alegrias.

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O presidente do Fluminense, Roberto Horcades, e o coordenador de futebol, Branco estiveram, na sede da Conmebol presenteando com uma camisa tricolor Nicolás Leóz, presidente da entidade e torcedor do Libertad, adversário do Flu na rodada da Libertadores.

A visita trouxe sorte e o Flu retomou a dianteira da chave.

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Pra encerrar por hoje, fico mais uma vez com as palavras do site da FIFA sobre Thiago Neves, que estará em campo domingo contra o Vasco (só viaja para o jogo da Seleção Brasileira após o clássico).

“Parece inevitável que o mundo verá um pouco mais de Thiago Neves no futuro. Os torcedores do Fluminense esperam que seja no Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão”.

Amém!

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Pra quem tem nervos de aço

Seg, 17/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

O Fluminense terá um jogo encardido nesta quarta no Paraguai. Uma vitória ou até um empate contra o Libertad (desde que depois confirme os três pontos no Maracanã) deixará o time em ótima situação no Grupo 8 da Taça Santander Libertadores.

Será, porém, a primeira partida do Flu na competição com um ataque a meia-boca, já que nem Leandro Amaral nem Dodô, por razões já mais do que conhecidas, não estarão em campo. Apesar disso, se suportar a pressão inicial, o Flu poderá chegar lá, sobretudo se Conca e Thiago Neves estiverem numa daquelas noites inspiradas e a pontaria do Coração de Leão, calibrada.

O SporTV transmite o jogão, às 19h30 (horário de Brasília). Prepare as unhas.

Se ainda as tiver.

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O Flu vem fazendo bonito na Libertadores. Mas para saber detalhes da conquista que levou o time à competição internacional, não deixe de ler o livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, de minha autoria.

Se você mão mora no Rio de Janeiro e quer recebê-lo em sua casa, encomende-o pelo site www.fluboutique.com.br São estes os pontos de venda.

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• Só Tricolor, do Flamengo – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A;
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Debaixo de chuva e com o campo pesado, o Fluminense não teve dificuldades para passar pelo Americano na Taça Rio. Num jogo em que o mais importante era garantir os três pontos, o Flu começou disposto a decidir a questão logo nos minutos iniciais.

O gol de falta (mais um) de Thiago Neves e, no segundo tempo, o de Cícero deixaram o time na liderança do Grupo A e com um pé nas semifinais do Segundo Turno do Campeonato Estadual.

Vencendo o Vasco domingo, aí mesmo é que o Tricolor já poderá colocar o seu boi na sombra e esperar pelos cruzamentos da próxima fase.

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Se mantiver o nível de atuações, Tartá será seriíssimo candidato a formar a dupla de homens de frente com Washington.

Verdade que cautela nunca é demais, mas o moleque já mostrou que não se deixa intimidar e sua titularidade, sobretudo agora que o time perdeu dois de seus tenores, está madurinha, madurinha.

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A entrevista com o presidente Francisco Horta rendeu inúmeros comentários ao Blog do Flu. Alguns discordantes à política do ex-dirigente; outros, saudosos, parabenizam o gerente da Máquina de Rivellino.

É o caso do e-mail do sempre atento Ítalo Gustavo Lara. Referindo-se a mim como “tricolor feliz”, assim escreveu o internauta. “João, e não é que o time do doutor Francisco Horta é rigorosamente o mesmo da preferência da maioria de seus leitores. Este conhece. E muito!”.

Realmente, Ítalo!

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Quer ficar sabendo um pouco mais do lado político do Fluminense? Então acesse www.flusocio.com.br/blog Entre outros objetivos, o espaço visa a fiscalizar os bastidores administrativos do clube, para vê-lo novamente na vanguarda esportiva do país.

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Do Distrito Federal, recebo e-mail de Rodrigo Grassi. O brasiliense pede licença ao Blog do Flu para lamentar a passagem do jovem torcedor Daniel Carrilho, de apenas oito anos e também da capital brasileira, vítima de dengue hemorrágica. E faz um apelo às autoridades.

“João, como nós tricolores formamos uma torcida crítica e intelectual, penso que deveríamos nos mobilizar para a que a diretoria do Fluminense ou algumas de nossas torcidas organizadas homenageasse Daniel. Na carona do gesto, estaríamos protestando contra esta terrível epidemia”.

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E já que, excepcionalmente, o Blog do Flu enveredou para outro lado, publico e-mail de Crys Bruno, que revela um sonho de infância, seguido de uma sugestão. “João, sempre tive vontade de fazer algo por crianças desassistidas. Por isso, gostaria de sugerir ao departamento de Marketing do Fluminense que investisse na doação de camisas do clube a jovens carentes. Iríamos, ainda por cima, angariar uma legião de novos tricolores”.

Fica aí a sugestão da Crys. Quem sabe a Adidas e a Unimed também não compram a idéia?

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Depois dos jogos contra Resende e Americano, Cícero deve ou não ser mantido no ataque tricolor contra o Libertad?

Com a palavra, você leitor!

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“Horcades foi um pedido de Parreira”

Qui, 13/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Entrevista

Os lampiões acesos e o fretenir das cigarras denunciavam o cair da tarde. Já era noite quando Francisco Horta e eu nos despedimos. “Lembranças em casa”, disse-me cordialmente, após levantar-se do banco e seguir para sua residência, onde esposa e quatro netos o esperavam. Não sem antes dar uma olhada para o simpático lago dos jardins do Palácio do Catete, onde cinco patinhos banhavam-se harmonicamente, presenteando os visitantes com um “espetáculo da natureza”, como definiu.

Na segunda parte da entrevista com o presidente da Máquina Tricolor, Horta revela sua predileção por Branco para substituir Roberto Horcades na presidência do clube e narra detalhes da contratação de Carlos Alberto Parreira na fase mais caótica da história do clube, quando também era presidente (triunvirato com David Fischel e José de Souza). Entre outros temas destacados, diz ser Renato Gaúcho o técnico ideal para o Flu, aponta a solução para a camisa 1 tricolor e, gabaritado, dá a sua opinião sobre o futuro de Leandro Amaral, por onde começamos o papo.

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Preocupação de dez entre dez torcedores do Fluminense, o caso Leandro Amaral foi detalhadamente explicado por Francisco Horta. Ex-juiz criminal da Vara de Execuções Penais e com brilhante história na advocacia do Brasil, usou de toda sua experiência para dar o seu veredicto. “Acho que dificilmente Leandro Amaral voltará a jogar pelo Flu”.

E explica por quê. “O Leandro vinha atuando no Fluminense amparado numa liminar, conseguida por seu advogado porque o Vasco não depositava o FGTS do jogador, o que constitui um crime tributário. Recentemente, esta liminar foi cassada na Sentença de Mérito, e o atleta oficialmente voltou a pertencer ao ex-clube, com quem tem contrato até 31 de dezembro de 2008”.

Perguntado sobre a possível morosidade para a resolução do caso, Horta explicou: “Isso pode se arrastar porque o Fluminense, embora não seja parte, deverá entrar com um mandado de segurança contra o juiz trabalhista, que é a autoridade coatora que deu a sentença”. Mas não deixou de apontar uma solução. “O Flu não dará os R$ 9 milhões pedidos pelo Vasco. Assim, creio que deveria haver um acordo, como o feito com o Palmeiras no caso Thiago Neves (Lenny foi dado ao clube paulista, além de uma quantia em dinheiro). Em caso negativo, acho que dificilmente o Leandro voltará a jogar pelo Fluminense. E, pelo visto, nem no Vasco, já que não há mais clima para ele atuar lá”.

Mas a provável saída de Leandro Amaral, para Horta, está longe de ser um problema. Segundo ele, num paradoxo, a saída do craque ajudou Renato a encontrar a melhor formação tática para o time. “Tratavam-se de três centroavantes natos (de último toque), com as mesmas características, o que atrapalhava o time, que obrigatoriamente tinha que jogar para eles”.

Horta, porém, não deixou de bater palmas para a audácia da diretoria e do patrocinador. “Não faço a menor restrição à contratação dos três jogadores (Dodô, Washington e Leandro Amaral). A vinda do trio deu alma ao Flu, trouxe a torcida de volta aos estádios e o clube, às manchetes”, enalteceu, elogiando também a aquisição de Conca. “Diferentemente de Dodô e Washington, sonhos de consumo do Horcades, o Conca foi idéia do Celso Barros (presidente da Unimed), que acha o apoiador um craque de bola”, disse, explicando por que Renato o deixava no banco do Vasco. “Embora Renato pensasse igual a Celso, não o colocava como titular porque achava o jogador muito frágil, sem condições atléticas”.

Ainda sobre o treinador do Fluminense, Francisco Horta disse ter ele o time na mão. “É o técnico ideal, muito identificado com o clube e com uma visão extraordinária de futebol. Não é pra menos, Renato era top de linha, um senhor craque de futebol”. E disse-se surpreso com o presente do ex-jogador. “Nunca imaginei que ele fosse ser técnico, era muito indisciplinado”… (pára e reflete) “Cheguei a ter problemas com ele no Fla” (Horta foi manager do Flamengo em 90, atendendo a um apelo de Gilberto Cardoso, a quem tem como irmão. Saiu logo após a conquista da Copa do Brasil daquele mesmo ano).

Francisco Horta seguiu viajando no tempo e lembrou da dura missão de, então presidente do Fluminense, convencer o prestigiado Carlos Alberto Parreira a treinar o time tricolor. “Convenci Parreira a dirigir o Flu em 99, quando nos encontrávamos (o clube) numa situação terrível. Parreira queria um cargo gerencial, mas não o comando técnico da equipe naquele momento. Por ser tricolor e gostar do Fluminense, arregaçou as mangas e tomou frente da equipe. E o que poucos sabem: com um salário muito aquém de um técnico campeão mundial”, revela.

Ainda sobre o treinador bicampeão nacional pelo Flu (Campeonato Brasileiro de 1984 e Campeonato Brasileiro da Série C de 1999), disse que, somente para agradá-lo, levou o atual presidente para o clube na época. “Fui eu quem levou Roberto Horcades para o Fluminense, atendendo a um pedido de Carlos Alberto Parreira, que o tinha como seu cardiologista particular. Horcades passou a integrar nosso quadro de funcionários na época e seis anos depois já era presidente do clube”.

E repetindo o que já havia falado no lançamento de meu livro, em janeiro, voltou a apostar num certo gaúcho como futuro capitão da nau tricolor. “O Branco ainda será presidente do Fluminense. Para o clube, seria maravilhoso ter um ex-jogador e ídolo na presidência. Não só por isso: Branco possui profundos conhecimentos de gerenciamento e administração. É o nome ideal para substituir Horcades”.

De volta ao presente, disse não considerar o time de todo perfeito, apontando falhas no gol. “Não ter goleiro é duro. O time tem que fazer dois ou três gols por jogo”, disse, criticando Fernando Henrique, antes de apontar a saída para a camisa 1. “A solução está lá, é só recuperá-lo”, apontou, referindo-se a Diego, que também não chega a ser o arqueiro dos seus sonhos. “Reconheço que andou mal, não deu sorte. Mas por que o outro (FH) não dá sorte e continua? Tem que dar o mesmo tratamento para todos”. E concluiu: “Fernando Henrique passa insegurança pra nós e para o time. Não dá”.

No fim, a exemplo do que dissera sobre a Libertadores, deixou uma mensagem de otimismo à nação tricolor. “Confiança neste time. Não ganhamos ainda? Tudo bem, vamos ganhar! Ainda não acabou”.

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Ainda bem que não acabou, Dr. Horta, porque se depender da atuação do Fluminense contra o Resende o time mais uma vez vai ficar de fora da decisão de um turno. O gol de Luiz Alberto logo no começo fez com que o Flu pisasse de vez no freio, e sofresse rapidamente um duro castigo: a virada (no primeiro, FH estava mal colocado).

No segundo tempo, depois de ouvir de Renato que o time não havia tido vergonha na cara, os jogadores até se movimentaram mais, mas não o suficiente para ganhar o jogo. Na melhor oportunidade, Washington deu um balão na marcação adversária, mas furou o chute final, praticamente recuando para o goleiro. Nem mesmo o gol de Cícero, que substituiu o recém-operado Dodô, serviu de alento para o Flu e Renato, que deve repensar sua decisão de colocar reservas contra o Americano, sob risco de ver a classificação às semifinais ameaçadas (tem ainda clássicos contra Vasco e Botafogo). ´

Que a Libertadores é o plano A do clube, isso ninguém discute. Mas abrir mão do Campeonato Estadual e da hegemonia de títulos desta competição também me parece inoportuno e até certo ponto grave para um clube que sempre se orgulhou de ser o maior detentor de conquistas no futebol do Rio de Janeiro.

Luz amarela nas Laranjeiras.

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Quase dois meses depois de iniciada a venda de meu livro, Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, a edição caminha para o seu esgotamento. Deste cantinho, já tentei por duas vezes contemplar vocês, meus leitores, com alguns exemplares.

Não consegui. Não ainda. Porque acho que tenho uma boa surpresa pra contar a vocês.

Breve!

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Por motivos particulares, apesar do jogo do Flu contra o Americano no sábado, a coluna só será atualizada na madrugada de domingo para segunda-feira.

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Boa recuperação, Dodô!

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Isto é F l u z ã o !!!

Dom, 09/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Em entrevista à imprensa americana, há alguns anos, o cineasta Steven Spielberg declarou que não há no mundo espetáculo mais bonito do que uma partida de futebol bem jogada. Amante do esporte, este estadunidense nascido em Cicinnati, estivesse na última quarta-feira no Estádio do Maracanã, pensaria que um de seus filmes de maior sucesso de bilheteria, E.T. – O Extraterrestre, estava sendo novamente exibido para uma platéia de quase 40 mil pessoas.

Não é para menos. A atuação do Fluminense em sua estréia em casa na Libertadores foi mesmo de outro mundo. A plasticidade, leveza e o toque de bola envolvente do time tricolor encantaram o planeta. Numa apresentação épica, que já entrou para a história do futebol, o Tricolor parecia atuar em outra dimensão. Fosse quem fosse o adversário do Flu naquela noite, seria impiedosamente goleado. Como foi o Arsenal (ARG), atual campeão da Copa Sul-Americana e candidato ao título do Campeonato Argentino, integrando atualmente o G-4 da competição.

Vencedor nas categorias de Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Especiais, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Som, o filme do simpático alienígena está completando 26 anos em 2008. Pois daqui aos mesmos 26 anos, podem apostar, Fluminense x Arsenal, jogo de almanaque, estará vivíssimo na história dos amantes do futebol.

Dodô? Era o próprio E.T. personificado. Como explicar que um pobre mortal poderia fazer o que ele fez, participando dos seis gols. Não, não era Dodô. Era o personagem de Spielberg mostrando aos terráqueos que futebol é puro encantamento, muito mais que um simples esporte popular. Dodô não parararia no ar. Pois parou em seu primeiro gol. Como um beija-flor, estático, antes de escorar pro fundo da rede, deixou-se fotografar e filmar por cinegrafistas dos mais diversos lugares. Inclusive de Marte, de onde deve ser.

Após o quarto gol do Fluminense, em que Dodô fez uma das mais belas obras que o Mário Filho já viu, o pobre goleiro do time de Sarandi, atordoado com a atuação galáctica do Tricolor e talvez influenciado pela presença de Spielberg em seu imaginário, só conseguia balbuciar “E.T”., “telefone” e “casa”.

E, como que hipnotizado, seguiu assim no vestiário, depois no hotel, passando pelo avião, só saindo do transe na Argentina, onde perguntou a seus conterrâneos se tudo não passara de um sonho.

Ligou a televisão e, assistindo ao massacre do Maracanã, viu que não.

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A atuação impecável do Fluminense fez com que a cobiça sobre os jogadores tricolores voltasse à tona. Se ainda não é de nenhum outro planeta, o interesse vem da Europa, mais precisamente da Itália, onde o Milan teria oferecido milhões de dólares pelo nosso camisa 10, Thiago Neves, que com um golaço de falta abriu a goleada por 6 a 0 (Gabriel, Wasington e Cícero completaram o placar mais elástico de um brasileiro sobre um clube argentino na história da Libertadores).

Branco, porém, se adiantou, vindo a público declarar que não venderá nenhum jogador antes do término da Libertadores, em julho.

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Pela segunda rodada Taça Rio, o Fluminense voltou a golear: 5 a 2 no Friburguense. A nota triste do jogo foi a fratura facial de Dodô, que poderá ficar até dois meses fora, aproximadamente o mesmo tempo restante para o seu jugamento na FIFA. Se for mesmo suspenso por doping, Dodô poderá ter feito sua última partida pelo Flu, já que, em caso de condenação, o contrato do jogador será imediatamente rescindido, conforme acordo entre as partes.

Com o imbróglio de Leandro Amaral na Justiça, Somália se recuperando de delicada cirurgia e Soares emprestado ao Grêmio, o que parecia improvável aconteceu: depois de começar a temporada com uma fartura de bons jogadores para o ataque, o Flu se vê agora sem opções para a posição. Escalar o júnior Tartá de saída, ao meu ver, não me parece uma boa pedida. Uma opção seria adiantar Thiago Neves, como no Fla-Flu, escalando Cícero no meio-de-campo ao lado de Conca. Ainda assim seria uma pena, já que Thiago Neves e Conca vinham ganhando entrosamento, tornando-se uma dupla de apoiadores importantíssima na criação de jogadas de um time que marcou 14 gols nos últimos três jogos.

No campo, o Fluminense não repetiu contra o Friburguense a atuação de sonhos que tivera com o Arsenal (ARG) no meio de semana. Apesar disso, teve poder de decisão e soube definir a partida no momento certo. Afinal, quem poderia imaginar que um time que perdia por 2 a 1 até os 30 minutos do segundo tempo sairia de campo com o elástico placar de 5 a 2 a seu favor.

Pois o Flu novamente surpreendeu, jogando em 15 minutos tudo o que não jogara nos outros 75. Com isso, mostrou que tem munição e plantel de sobra para decidir jogos mesmo quando em condições adversas.

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Gabriel parece ter finalmente acordado: pelo segundo jogo consecutivo teve boa atuação, marcando em ambas as partidas (feito inédito desde que voltou ao clube).

Bola pra isso nós já sabíamos que você tinha, Gabishow! Que sua boa fase tenha vida longa.

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Thiago Neves, mais uma vez, marcou o primeiro gol tricolor na partida. Washington também deixou o seu e já é o artilheiro do Campeonato Estadual (oito). Thiago Silva e Conca completaram a nova goleada tricolor.

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Para manter o suspense, a segunda parte da entrevista com Francisco Horta será publicada na coluna de meio de semana.

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Isto é Fluzão!

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“Ganharemos a Libertadores”

Qui, 06/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Entrevista

Sentado no banco de um cenário onde ocorreram muitos dos principais acontecimentos do nosso país estava um ex-juiz criminal da Vara de Execuções Penais. De cabelos brancos e com um mundo de deliciosas histórias guardadas na mente e no coração, um ícone do Fluminense Football Club, para meu deleite, narrou-me por quase cinco horas inúmeros causos - um mais encantador do que o outro - sobre uma paixão em comum: o Tricolor das Laranjeiras.

Francisco Horta, 73 anos, dirigente-mito do mais antigo e tradicional clube da cidade do Rio de Janeiro, nos jardins do Palácio do Catete, percorreu a linha do tempo e falou do passado, presente e futuro, que prevê ser glorioso para o Fluminense.

Numa visão mais ampla e paradoxal, o homem que um dia revolucionou o futebol carioca, hoje, lamenta o marasmo e a pasmaceira que tomou conta do esporte. “Atualmente, querem coibir justamente o que buscávamos para os espetáculos”, disse o engenheiro-mor da Máquina Tricolor, citando como exemplo a histeria coletiva contra irreverentes comemorações após os gols. “Fazíamos deste esporte um grande show”, exalta.

Mas o entusiasmo de Francisco Horta com outrora não o impede de enxergar o presente: o presidente do Fluminense no triênio 75-77 e em 99 (no triunvirato com David Fischel e José de Souza) vê com excelentes olhos o atual plantel tricolor. “Acho sinceramente que podemos conquistar a Libertadores. O raciocínio é simples: temos hoje um elenco, mas não um time. Não ainda! Porque em breve teremos, sim, uma grande equipe”, opina, destrinchando o Grupo 8 da competição. “Dizem que caímos no grupo da morte – Arsenal (ARG), Libertad (PAR) e LDU (EQU). Penso que nossos adversários é que caíram, pois a primeira vaga, seguramente, será do Fluminense. Eles que briguem pela outra”.

Profundo conhecedor do assunto, Francisco Horta não se furtou a dizer como escalaria o Flu. “Roger não pode ficar de fora do time. Além de ter marcado o gol que nos levou à Libertadores, tem estrela de campeão. Não bastante, joga com amor e empenho, transmitindo confiança e entusiasmo aos companheiros. Por isso, escalaria o time no esquema 3-5-2, liberando os alas Gabriel e Júnior César”.

No meio-de-campo, Horta colocaria um único cabeça-de-área, Arouca. “É suficiente, este esquema favorece”. Conca e Thiago Neves comporiam o resto do setor. “Tratam-se de dois craques, uma dupla genial. Quando com a posse de bola, são excessivamente agressivos, fazendo com que o Flu chegue com até cinco jogadores ao ataque”.

Sobre os homens de frente, não economizou elogios. “Dodô seria titular em qualquer time do Brasil. Trata-se de um jogador de técnica apuradíssima. Já Washington é um sucesso no jogo aéreo. Ele deu ao Fluminense uma opção de jogada que nós não tínhamos. Penso que ele e Dodô formarão uma dupla formidável, sobretudo quando este recuperar a alegria”, opina, destacando a importância da moral dada ao atleta. “Renato foi inteligentíssimo ao pedir que Washington desse a bola ao Dodô na cobrança do pênalti (jogo contra o Cabofriense)”.

Perguntado se Thiago Neves seria o camisa 10 ideal, Horta foi direto. “É o craque do time”, afirmou categoricamente. “Da mesma forma que ia ao Maracanã para assistir ao Rivellino, hoje vou ao estádio para ver o Thiago Neves”, conta, sem compará-lo ao antigo ídolo. “Não só ele: os nossos Thiagos (Silva e Neves), pelo futebol que possuem, são de nível de Seleção Brasileira (ambos já convocados por Dunga: o primeiro para a olímpica, e Neves para a principal).

Nem mesmo o fato de ter mais canhotos no time parece ser um problema. Pelo contrário. Teórico, Francisco Horta destaca a importância de se atuar com jogadores assim. “É um engano dizer que uma equipe de canhotos joga torto. Ao meu ver, isso só favorece o time, pois confunde a defesa adversária. Além disso, atletas que chutam com a esquerda costumam ser diferenciados, mais habilidosos do que os destros”.

Na segunda parte desta entrevista, Francisco Horta, que, além do amor devotado ao Fluminense, tem rica trajetória de serviços prestados ao pais como advogado, magistrado e homem público, fala sobre o caso Leandro Amaral, sua aposta em Branco para futuro presidente do clube, a solução para a camisa 1 tricolor, Renato Gaúcho, entre outros assuntos palpitantes.

Imperdível!

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Flu x Arsenal? Blogueiro também é filho de Deus. À zero hora de quinta-feira, quando esta coluna entrou no ar, estava no Maracanã, como milhares de outros tricolores.

Comentarei sobre o jogão na continuação da entrevista com Horta, combinado?

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Onda tricolor

Dom, 02/03/08
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Com expectativa de casa cheia, o Fluminense fará nesta quarta-feira seu jogo mais importante na temporada até o momento. Vinte e três anos depois de sua última partida em casa pela Libertadores, o Tricolor receberá os argentinos do Arsenal às 21h50 no Maracanã.

É, portanto, o momento ideal da galera chegar junto e dar uma resposta a esta onda que parte da imprensa está querendo formar pró-Flamengo, ainda que o clube da Gávea esteja longe de exibir um futebol de encher os olhos. Não se sabe por que, fingem ignorar a presença do Tricolor na Libertadores, competição para a qual entrou na condição de primeiro representante brasileiro.

Por isso tudo, a campanha pelo pó-de-arroz veio em excelente momento. É hora da galera gritar, chegar junto, mostrar a sua força nas arquibancadas. Vamos fazer do Maracanã um verdadeiro caldeirão, para que os argentinos ou qualquer outro adversário trema diante da força dos jogadores e da massa tricolor. Exibir com orgulho o querido pavilhão, mostrar para todos que o Fluminense não está a passeio nos campeonatos em curso.

Bota pra fora, tricolor! Faça festa, brade a plenos pulmões que o Flu é mais time, é mais clube, é mais tudo. Mostre que uma equipe que tem jogadores de nível de seleção em seu elenco não pode se intimidar nem se curvar a nada. Se assim o fizer, no fim das contas, não poderão fazer nada.

A não ser reconhecer e bater palmas para o digno campeão.

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O Flu largou bem na Taça Rio e, sem sustos, venceu o Cabofriense por 3 a 1, gols de Conca, Washington e Dodô. Destaque para a nova dupla de apoiadores do Fluminense, Conca e Thiago Neves, que, juntos, tramaram as principais jogadas de ataque do Flu, insinuante e perigoso durante toda a partida. De cruzamentos da dupla, saíram os dois primeiros gols tricolores. No terceiro, em nova bela jogada de Conca, Dodô recebeu livre e foi calçado por Flávio, terceiro goleiro do Flu em 2003, em lance em que o camisa 1 do time de Cabo Frio deveria ter sido expulso.

Pelo Segundo Turno do Estadual, o Fluminense volta a campo agora no próximo sábado, quando enfrentará o Friburguense, também às 18h10.

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Rubro-negros que assistiram a Flu x Cabofriense certamente tiveram uma sensação de déjà vu ao ver do lado de fora do campo Renato Gaúcho e Aílton, comandantes dos adversários da partida.

O fantasma “barrigudo” do centenário do Flamengo vive.

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Cena de Rambo IV, em cartaz nos cinemas. De trás de uma árvore, John Rambo, protagonizado pelo sessentão (e forte como nunca) Sylvester Stallone, durante missão de resgate de civis em Mianmar, arco e flecha em punho, atira em série em oponentes selvagens. Com um detalhe: sua precisão é cirúrgica, atingindo em cheio suas vítimas.

Por que será que me lembrei da pontaria de Souza e Obina?

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Leitores do Blog do Flu tiveram participação importantíssima nesta semana ao enviarem suas sugestões de escalação do time tricolor. Não foram poucos também os e-mails endereçados a mim (responderei a todos). Estejam certos de que, de um jeito ou de outro, vocês estão ajudando o nosso treinador a encontrar a melhor formação para o nosso time.

Como ficou provado já na estréia do returno.

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Tem argentino na área, mas a raça tricolor falará mais alto. Todos ao Maraca, galera!

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