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Estoure o champanhe

Sáb, 29/12/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria


O Fluzão fez bonito em 2007, é verdade. Mas tem tudo para caprichar ainda mais em 2008. A começar pelo Campeonato Estadual já em janeiro. E é neste clima de festa e confraternização que os blogueiros de Fluminense, Botafogo, Vasco e Flamengo se despedem de vocês, desejando um ano novo de paz nos estádios e muitas bolas na rede. Especialmente nas dos adversários do Tricolor, claro!

O Blog do Flu dá um tempo e volta dia 2. As mensagens postadas até lá não serão publicadas, já que o moderador também vai entrar em recesso e estourar o champanhe. Até 2008, tricolores!

Conto de Natal

Seg, 24/12/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Aproveitando a proximidade das festas de fim de ano, resolvo caminhar no aprazível Parque dos Patins, Zona Sul do Rio de Janeiro. Uma atmosfera agradável e harmônica podia ser facilmente sentida pelas sorridentes pessoas que passeavam no local. O clima natalino, mais uma vez, havia atingido em cheio o coração dos cariocas, sempre orgulhosos de sua cidade, apesar de seus graves problemas que neste espaço não nos cabe enumerar.

Uma brisa fresca bate em meu rosto enquanto ouço músicas populares brasileiras, tocadas, ao vivo, em alguns dos quiosques que compõem o aconchegante lugar. Crianças vêm e vão sobre bicicletas, triciclos… Casais passeiam de mãos dadas, felizes e emocionados com a energia contagiante do parque.

Em meio a tudo isso, encontro uma criaturinha choramingando. Era Gravatinha. Sentado no deque, parecia contemplar a deslumbrante árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas. Devagar, aproximo-me e peço licença. Não queria incomodá-lo.

- Posso me sentar, amigo?
- Claro, João! – respondeu-me, enxugando as lágrimas.
- Gostaria de saber o motivo de tanta tristeza.
- Tristeza? Estou chorando é de alegria.
- Ah! Que bom, então! – disse, aliviado
- Olhe que cenário lindo, João! – disse, apontando para a árvore e para todas as belezas naturais que a cercam
- É mesmo uma pintura, Gravatinha! Chego a ficar tonto com tanta maravilha reunida.

Uma estrela cadente cruza como um raio o paradisíaco céu de brigadeiro.

- Mas deve haver mais algum motivo para tanta felicidade, não? – eu quis saber.
- Sim, sim! Claro… É o Fluminense.
- O que tem o Fluminense?
- João, o Flu é lindo. É a razão de minha existência. Ser tricolor é atingir o mais elevado estágio da alma.
- Que declaração bonita, Gravatinha!
- E 2008 vem aí…
- E o que você espera dele?
- Mais um ano mágico. A exemplo deste, em que conquistamos um título inédito, quero ver o Fluminense brilhar novamente. Só que internacionalmente.
- Você acha mesmo que dá, amigo?
- Você vai ver, João! O Fluzão vai chegar junto, vai fazer bonito… A festa que fizemos no Santos Dumont e no Aterro do Flamengo terá sido apenas uma prévia do que acontecerá em julho. O Brasil vai se encantar com este novo Flu.
- Washington e Dodô já chegaram…
- E vem mais gente boa por aí. Pode esperar. Prepare seu coração, João!
- Se você está dizendo…

Estranhamente, neste momento, Gravatinha levanta-se e, sem dar mais nenhuma palavra, mergulha na Lagoa. Não volta à tona. Assustados com meu desespero, muitos correram em direção ao deque para saber o que havia acontecido. Quando salva-vidas já se preparavam para um possível resgate, todo o Parque dos Patins se viu enfeitiçado. Olhos vidrados, bocas abertas, batimentos cardíacos acelerados… Um fenômeno ocorria diante de uma incrédula multidão.

A árvore acabara de ser envolta por uma fumaça branca, fazendo um jogo de luzes estonteante. Com seus filhos no colo, pais chegaram a ensaiar uma corrida, pensando tratar-se de algum fenômeno paranormal. Logo, porém, foram demovidos da idéia. Ao voltarem os olhares para a árvore, viram feixes começarem a se lançar ao céu.

- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh – exclamaram, em uníssono

Ao lado do Bom Velhinho, Gravatinha saíra de dentro d´água, atravessando um dos tubos em direção ao infinito. Passaria a noite de Natal distribuindo presentes em todo o mundo. E quando se imaginava que nada mais aconteceria, o mascotinho pulou do trenó, caindo na cauda de um cometa a dois mil por hora. Desistira da sagrada missão para atender a um pedido de seu coração.

Em poucas horas, estava muito longe do Brasil, onde Nelson Rodrigues, com a camisa 10 de Rivellino, o esperava para a santa ceia.

Comovidos, abraçaram-se e, à meia-noite, brindaram o nascimento de Jesus.

- Feliz Natal, pai!
- Que deus te ilumine, Gravatinha!

Já era tarde quando foram dormir. No dia seguinte, ao pé da árvore particular que Nelson havia montado, encontraram uma carta. Gravatinha não se continha de tanta ansiedade.

Ao tirá-la de um dos sapatinhos que deixara como adereço, Nelson percebeu que a cartolina estava colada com o distintivo do seu Tricolor. Com cuidado, soltou-o antes de ler o conteúdo da missiva.

“Fluminense, bem-vindo a Yokohama-2008!”

Felizes, se preparavam para estourar um champanhe quando ouviram uma risada grave. Parecia longe, muito longe… Correram à janela e, apesar de nada terem visto, escutaram ainda pela última vez:

- Ho, ho, ho!

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Tricolor ilustre, o carnavalesco Franco Lattari fez a sua passagem na última semana. Sambista e muito amigo de Arlindo Cruz, Franco, ao lado de Jorge Aragão, é autor do tema da Globeleza e dos dois sambas-enredos mais famosos da União da Ilha – Festa profana e De bar em bar, Didi, um poeta.

O Fluminense perde um grande e apaixonado torcedor: Franco Lattari escrevia uma letra inédita do seu clube de coração. Não chegou a terminar. Mas terá tempo de apresentá-la a Nelson e Gravatinha, que o receberam com imenso carinho e com quem passará a noite de Natal.

O Carnaval e o Fluminense te agradecem por tamanha devoção, Franco!

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Chave do Flu na Libertadores? Apresentação de Washington e Dodô? Calma, tricolor! Janeiro está aí! E, pelo visto, assuntos palpitantes não faltarão.

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Feliz Natal, amigo leitor! Que você e todos os seus entes queridos tenham uma noite iluminada, com muito amor, paz e harmonia.

E se você anda lá chateado com alguma coisa, este é o momento de esquecer: confraternize a data com seus familiares de coração e espírito abertos, tendo a certeza da fundamental importância que eles têm em sua vida.

É tempo de refletir.

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O sorriso tricolor de Washington

Seg, 17/12/07
por joao marcelo garcez |
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Artilheiro do Mundial de Clubes da FIFA com três gols, o atacante Washington se apresenta esta semana ao Fluminense, sua nova casa, onde todos o esperam de braços abertos. Vivendo fase iluminada, o agora ex-jogador do Urawa Red Diamonds (JPN) deverá mesmo confirmar sua condição de goleador e ser motivo de muitas alegrias nas Laranjeiras, especialmente no primeiro semestre, quando o time partirá com tudo em busca do inédito título da Taça Libertadores da América.

Se além dele, chegarem também Dodô, Falcão Garcia e Leandro Amaral, contratação garantida por Renato Gaúcho, o Tricolor terá um poderio ofensivo dos mais respeitáveis do futebol brasileiro – quiçá o melhor.

Mas o pacotão tricolor não pára por aí: reforços para o gol (aleluia!) e meio-campo também deverão ser anunciados nos próximos dias. Sobre os nomes que vem sendo especulados, porém, prefiro não tecer qualquer comentário. Ao menos, enquanto eles não acertarem com o clube.

Enquanto isso, saudemos este nosso mais novo jogadoraço: bem-vindo, Coração de Leão!

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Também nesta semana, conheceremos finalmente os clubes que comporão o grupo do cabeça-de-chave Fluminense na Libertadores. Dos clubes brasileiros, apenas o Cruzeiro poderá cruzar o caminho tricolor na primeira fase. Ainda assim, se passar da etapa preliminar da competição.

O sorteio acontecerá dia 19, na sede da Conmebol.

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Apesar da excelente sugestão do leitor David Barbosa, o Fluminense descartou o aproveitamento da camisa retrô na próxima temporada. Em reunião com o gerente de Marketing do clube, Nelson Teles, fui informado de que os profissionais de Criação da Adidas são soberanos no assunto, e não aceitam interferências externas em suas elaborações. “Além disso, o modelo de 2008 já está definido, e em breve será apresentado”, disse Teles, contando ainda que tem agendado para este mês nova reunião com a empresa para discutir, acredite, o modelo de 2009.

Apesar da recusa, a idéia de Barbosa foi muito elogiada pelo gerente.

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Comunicado: tenho recebido de alguns leitores pedidos de postagens mais freqüentes neste espaço. Pelo respeito e consideração que tenho por vocês, dou-lhes uma explicação: em acordo feito, decidiu-se que eu escreveria duas colunas por semana no Blog do Flu, como, aliás, aconteceu ao longo de todo 2007. Em dezembro, porém, tenho aproveitado o recesso do futebol e o tempo em que não estou na empresa para concluir o Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta a América, livro que será lançado em janeiro, na sede do próprio clube. Certo da compreensão de vocês, estarei em dezembro atualizando este espaço sempre às segundas-feiras. Em janeiro, porém, mês em que o mercado estará fervendo e a torcida, em polvorosa, voltarei com a periodicidade habitual.

Em tempo: Também, como já contei em algumas ocasiões, faço deste blog uma coluna eletrônica, a exemplo do espaço do Botafogo. Com formato diferente dos demais, evitamos notas curtas, escrevendo de maneira mais abrangente fatos que marcaram nossos clubes nos últimos dois ou três dias.

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Já comprou seu presente de Natal? Se o papai for tricolor, que tal a camisa 9, de Washington?

O Coração de Leão chega com muita moral ao Fluminense.

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Indumentária para a América

Seg, 10/12/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Na carona da onda retrô, promovida pela Legião Tricolor ao longo da temporada, recebo do leitor David Barbosa sugestão de camisa para a Taça Libertadores da América. Espelhado no dos anos 70, época da Máquina, o modelo é voltado para os dias atuais, tendo o nome da Unimed, patrocinadora do clube, estampado sobre o manto. Com a propriedade de quem conta com o respaldo de inúmeros outros torcedores, inclusive da própria Legião, David faz um apelo à diretoria do clube. Fala, Barbosa!

“João, como torcedor apaixonado, não agüento mais ver as tradições do Fluminense sendo postas de lado. Embora saibamos que hoje o dinheiro fala mais alto, declaro minha insatisfação com o que estão fazendo com o uniforme do Flu a cada temporada. O atual não é de todo feio, o problema é que a camisa tricolor nunca mais foi a mesma. Há muito tempo, sua tradição foi pro espaço, dando vez à modernidade de camisas produzidas por pessoas que ignoram a sua representatividade para nós torcedores. Gostaríamos de ser ouvidos por parte da diretoria e da Adidas, fornecedora do clube. Esperamos contar com o apoio da imprensa e de jornalistas como você, que presa pelos clubes, bem como por suas tradições. Saudações tricolores”.

David, sua sugestão chegará às mãos da direção do clube, fique tranqüilo. Dia 11, estarei reunido com o gerente de Marketing do Fluminense, Nélson, a quem levarei sua idéia. E parabéns pelo modelo. Está mesmo muito bonito. Se fizéssemos uma enquete, tenho certeza de que a maioria dos tricolores assinaria embaixo.

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A presença maciça da torcida do Flamengo nos jogos do clube no returno do Campeonato Brasileiro, como fato que é, deve, sim, ser noticiada pelos mais diversos órgãos de imprensa de nosso país. Discordo, porém, de alguns deles que fazem disso plataforma política para que o clube rubro-negro ganhe a licitação do Maracanã, que no fim das contas deverá mesmo ficar sob os cuidados da dupla Fla-Flu e CBF. Pior: por puro oportunismo, omitem informações relevantes sobre médias de público recentes: de 2000 para cá, o Fluminense, por exemplo, teve a maior média entre os clubes cariocas em três ocasiões (2000, 2001 e 2002), ficando também em 2005 à frente do clube rubro-negro, ano em que o rival teve a pior média entre eles.

Aborrecidos com este evidente favorecimento, os leitores Ronaldo Fonseca e Caio Barbosa me escrevem para criticar a postura passiva do presidente Roberto Horcades, que escuta calado as falações da cúpula rubro-negra, representada por Márcio Braga e Kléber Leite.

Pelo visto, a Libertadores já começou.

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E por falar nela, a Conmebol estabeleceu que Flamengo e Santos, a exemplo de Flu e São Paulo, também serão cabeças-de-chave. Com isso, um possível Fla-Flu só poderá acontecer nas oitavas, quartas ou semifinais, já que, desde 2006, o regulamento não permite que dois clubes de um mesmo país se enfrentem na grande decisão.

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Bastidores da saída do Prêmio Craque Brasileirão-2007, realizado dia 3 no Teatro Municipal. Acompanhado de sua esposa, o presidente do Flu, Roberto Horcades, ao término da premiação, foi cercado por repórteres que o indagaram sobre possíveis reforços para 2008. Impaciente, sua mulher clamava para que fossem embora. Horcades, porém, não arredava pé do hall. Cansada e querendo chegar logo em casa, em dado momento, a esposa do cartola explodiu. “Eu vou embora, Roberto! Você quer ficar aí fazendo política…”.

Como diria Renato Maurício Prado, do Globo, pano rapidíssimo.

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Outra no teatro. Em conversa ao pé do ouvido com Thiago Silva, parabenizei-o pela Bola de Prata da revista Placar. O “melhor zagueiro do Brasil” confidenciou a mim que está mesmo muito confiante na conquista do título da Libertadores.

Resta aguardar o dia 14 chegar para o anúncio do pacotão tricolor.

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Se Bola de Prata já é artigo de luxo, o que dizer então da Bola de Ouro? Pois foi justamente outro tricolor que a levou: por sua regularidade no Campeonato Brasileiro, Thiago Neves alcançou o maior índice da competição, tornando-se o melhor do ano de nosso futebol.

Apesar da justa premiação, Neves deve ser mais bem assessorado em suas declarações. A torcida reconhece seu bom futebol, mas paciência tem prazo de validade.

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Parabéns à torcida do Bahia, dona da maior média de público do futebol brasileiro na temporada, com mais de 40 mil pessoas por jogo.

São os Tricolores, sempre em alta.

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Biclassificado

Seg, 03/12/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

O Fluminense encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro em grande estilo. Na despedida do zagueiro Antônio Carlos do futebol, aplicou um autêntico chocolate no Santos, que há quatro meses não perdia na Vila Belmiro. Com a vitória por 4 a 2 e o tropeço do Palmeiras, o Tricolor terminou a competição no concorrido G-4, grupo seleto de clubes brasileiros classificados à Libertadores. Mas nem precisava. Campeão da Copa do Brasil, o Flu pôde se dar ao luxo de “ceder” a vaga ao Cruzeiro, quinto colocado.

O quarto lugar do Fluminense, que disputou o campeonato com dignidade e profissionalismo, obrigou muita gente a se calar. Especialmente, os que diziam que o clube não tinha time para se classificar pra Libertadores via Brasileirão. Não bastante, pela quinta vez nos últimos sete anos, o Tricolor foi o carioca que mais pontuou na competição. Só que desta vez teve a companhia do Flamengo, que chegou aos mesmos 61.

Se levarmos em consideração somente a era dos pontos corridos (2003 pra cá), o Fluminense também está na dianteira com 293 pontos, cinco a mais que o Fla. Números que não deixam dúvidas sobre a superioridade do clube em nível nacional neste século XXI.

O resto é conversa fiada.

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Nos 38 jogos desta edição do Brasileirão, o Fluminense marcou 57 gols (média de 1,5 por jogo) e sofreu apenas 39 (média de praticamente um por jogo), números que dão ao Tricolor a condição de sexto melhor ataque e segunda melhor defesa do campeonato. Além disso, com apenas nove derrotas, foi o segundo time que menos perdeu.

Apesar da boa trajetória e de alguns jogos memoráveis, a arrancada tricolor só aconteceu mesmo no segundo turno (deste espaço, inclusive, sugeri que isso poderia ocorrer. Vide crônica “Taça Amizade Tricolor vive”, de 23 de agosto), em que terminou na vice-liderança, ao lado do Santos, com 35 pontos, apenas dois a menos que o líder, São Paulo. Foi no returno, inclusive, que obteve dez de suas 16 vitórias na competição, marcando ainda 36 dos 57 gols.

Diante disso tudo e da “nova” classificação à Libertadores, ninguém pode dizer que o Flu não fez um trabalho bem feito. Palmas ao comandante e comandados.

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E Renato Gaúcho tem mesmo do que se orgulhar. Além de conquistar um título inédito para o clube no primeiro semestre, ainda levou o Fluminense à sua melhor colocação em Brasileiros desde 2002, quando, coincidentemente, o Tricolor, também dirigido por ele, terminou na mesma quarta colocação.

Moderno e com boa percepção tática, Renato é hoje um dos três melhores treinadores do futebol brasileiro.

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Quando a bola rolou, um Fluminense envolvente, com jogadas ensaiadas (como no segundo gol) e toque de bola refinado, surpreendeu o Santos, que por incompetência de Adriano Magrão não saiu atrás logo no primeiro minuto: o atacante tricolor, de frente para o gol vazio, chutou no travessão. Aos 18, Gabriel bateu bonito de fora da área, mas a bola pegou na quina. Melhor na partida, o Tricolor não soube aproveitar as oportunidades que criou. E acabou levando.

Mas a superioridade do Flu era tão evidente que menos de oito minutos depois do gol de Rodrigo Souto o time já havia virado o placar: gols de Adriano Magrão e Luiz Alberto, que já está se acostumando a marcar a favor do Flu em jogos com o Santos (foi assim nos últimos quatro, incluindo os dois da temporada passada, quando, ainda pelo time paulista, marcou duas vezes contra sua própria equipe). Thiago Neves, o melhor em campo, participou de ambas as jogadas.

Solto e com desenvoltura, o apoiador tricolor também deixou o seu no início da etapa final – o 12º no campeonato, número expressivo para um jogador de meio-campo. Com a boa vantagem no marcador e com Romeu no lugar de Magrão, machucado, o Flu diminuiu um pouco o ritmo e acabou sofrendo o segundo, após Alessandro aproveitar rebote de Fernando Henrique. O gol de Arouca, o quarto do Flu, desanimou de vez o time dirigido por Vanderlei Luxemburgo, que pôs o ex-tricolor Petkovic nos minutos finais. Em vão: em dois confrontos com o Flu, o Peixe perdeu duas vezes (3 a 0 e 4 a 2) de maneira contundente.

Uma despedida para a galera tricolor passar as festas de fim de ano confiante e com ótimas perspectivas do que virá em 2008, quando, com um elenco ainda mais forte (o clube anunciará o pacotão dia 14), deverá fazer frente na Taça Libertadores da América.

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As eleições no Fluminense, que teve Roberto Horcades reeleito para mais um triênio, aconteceram sob clima de paz e fidalguia. Como rezam as tradições tricolores.

À direção do clube, sucesso, competência e muitas conquistas na nova gestão.

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Em entrevista ao programa “Tá na área”, do canal a cabo SporTV, o técnico Renato Gaúcho disse que o nível técnico dos jogadores que estão sendo contratados para a próxima temporada é tão bom que não precisará de mais do que duas semanas para entrosá-los. Só no ataque, ainda segundo Renato, o time contará com quatro atletas de nível parelho, causando-lhe forte dor-de-cabeça para definir os titulares.

As palavras de Renato Gaúcho somadas as de Celso Barros, que desdenhou da recusa de Riquelme, dizendo que, com ou sem ele, o Flu levaria a Libertadores, fazem a galera pensar num time de enorme potencial.

O sonho da América, devagarinho, começa a ganhar contornos palpáveis.

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Há duas semanas do sorteio dos grupos da Libertadores, Fluminense e São Paulo, campeões nacionais, encabeçam chaves da competição, permitindo que tenhamos clássicos como Fla-Flu e São Paulo x Santos logo na primeira fase.

A Libertadores-2008 promete mesmo ser imperdível.

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Sáb, 01/12/07
por joao marcelo garcez |
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“Epopéia tricolor – A conquista do Brasil e a volta à América”, livro de minha autoria, com lançamento previsto para janeiro, tem apresentação do presidente eterno do Fluminense, Francisco Horta, dirigente-mito da história do clube e responsável pela Máquina Tricolor de Rivellino e companhia. A capa da obra, que reúne crônicas da conquista inédita da Copa do Brasil, é do cracaço Júlio Oliva, designer gráfico, hoje na DM9DDB.

Recomendado a todos os tricolores e aos amantes do futebol em geral.

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