O Fluminense precisou de um mísero e escasso minuto para arruinar uma invencibilidade de cinco meses sem derrota rubro-negra no Maracanã. O time entrou muito ligado, sufocando o Flamengo em seu campo de defesa nos instantes iniciais da partida. Momento em que Somália, aproveitando-se de um belo passe de Alex Dias, chutou no canto direito de Bruno pra desespero da torcida vermelha e preta, que, justiça seja feita, era maioria entre os 74 mil presentes ao estádio.
Em vão: a deslumbrante torcida tricolor, que também lotou o lado direito das cabines de rádio, fez barulho do primeiro ao último minuto do clássico, diante de uma silenciosa massa flamenguista, que sentiu o golpe e, diferentemente do que fizera no jogo contra o São Paulo, desta vez não teve força nem ânimo para empurrar sua equipe.
No campo, o Tricolor, soberano, atuou com inteligência, não dando espaço ao Flamengo, que sequer conseguia chutar a gol. Firme na marcação, o Fluminense levou perigo nos contra-ataques e quase chegou a uma goleada em chutes de Alex Dias.
No fim, uma vitória maiúscula de um time que se impôs com autoridade, consolidando o Flu como o melhor clube do Rio e um dos melhores do país no Campeonato Brasileiro.
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Terminou com final feliz a novela que tinha Thiago Neves como protagonista. Pesou na renovação do contrato, segundo o próprio jogador, sua vontade de permanecer no Fluminense e no Rio de Janeiro, onde está bem ambientando. Neves ficará no clube, a princípio, até dezembro de 2010. Uma cláusula, porém, permite sua saída para o mercado europeu, caso o apoiador se destaque na Taça Libertadores da América.
Contrato assinado, Renato Gaúcho não pestanejou: mandou o roupeiro devolver ao jogador a camisa 10 para usá-la já no clássico contra o Flamengo. E não se arrependeu: se não esteve brilhante, Thiago Neves foi mais uma vez decisivo ao marcar, logo aos dois minutos da etapa final, o segundo gol do Fluminense, esfriando qualquer possibilidade de reação adversária.
Nos primeiros 45 minutos, entretanto, Thiago Neves esteve muito preso à marcação rubro-negra. Inteligentemente, Renato Gaúcho pediu que o jogador caísse pelo lado esquerdo do campo, a fim de abrir para quem viesse de trás. Aproveitando-se disso, Arouca deitou e rolou, iniciando diversas jogadas de contra-ataque no segundo tempo, inclusive a do gol de Neves.
Já no vestiário, numa alusão ao seu afastamento nos dois últimos jogos, declarou, impiedoso: O Fla pagou o pato. E sobre uma discussão com Cristian ainda no primeiro tempo, explicou: Disse para ele tomar cuidado e abrir os olhos, senão o Fla cairá para a Segunda Divisão.
Voltou afiado o garoto! Dentro e fora do campo.
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Também no vestiário, só que no adversário, o técnico Joel Santana disse que o Flu, de fato, mereceu vencer. O Natalino velho de guerra, porém, procurou atribuir o revés ao fato do Flamengo ter tido um dia a menos para se recuperar da rodada de meio de semana.
Engraçado! No Fla-Flu do primeiro turno, realizado numa quinta-feira, foi o Fluminense que teve menos tempo de descanso (havia jogado domingo com o Santos, e o Fla, sábado, com o Náutico) e nem por isso ele falou naquela ocasião que esta vantagem interferira decisivamente para que sua equipe vencesse o clássico.
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Ah, Juan! O Fla teve mais posse de bola? Tudo bem, o Flu teve mais bolas na rede.
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Que coisa linda o Maraca lotado para o Fla-Flu! Arrepia até o mais cético dos torcedores. E, no último domingo, ele ficou ainda mais bonito com o show de cores e passividade demonstrada pelas duas torcidas, que compareceram com a proposta única de oferecer mais vibração e alegria ao Maior Espetáculo da Terra.
Em tempo: a Suderj também está de parabéns pela iniciativa de entreter o público antes do início do jogo através da exibição de filmes antigos do Canal 100. A galera pôde reviver alguns Fla-Flus decisivos, entoando cânticos saudosistas e comemorando novamente os gols de seus ídolos.
Muito legal!
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Noventa e cinco. Este é o número de anos que o clássico Fla-Flu comemorou exatamente um mês antes da edição do último domingo. O torcedor rubro-negro mais supersticioso já devia saber que 95 não é lá um número muito favorável ao Flamengo.
Vide o ano do gol de barriga de Renato Gaúcho.
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Veja também a quantas anda o Clássico das Multidões nos tempos recentes: do Campeonato Brasileiro de 2004 para cá, Flamengo e Fluminense já se enfrentaram uma dúzia de vezes. Destas, o Tricolor venceu nada menos que a metade. Houve ainda quatro empates.
Resumo da ópera: nos últimos 12 jogos, o Rubro-Negro saiu de campo comemorando apenas duas vezes, uma delas no turno deste Brasileirão. Única vitória do Flamengo, aliás, em dez clássicos cariocas da temporada 2007.
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E não é que nosso talismã Fernando Henrique segue invicto em Fla-Flus. Só no profissional esta é a quinta vitória em cinco jogos. Um aproveitamento de 100%.
O camisa 1 tricolor esteve presente nas duas vitórias tricolores por 2 a 1 no Brasileirão-2004, na vitória por 1 a 0 no turno do Brasileirão-2006, na virada do Flu (2 a 1) no Estadual-2007 e no triunfo tricolor do último domingo.
Mais uma vez, lembro que, na derrota do turno deste campeonato e na do returno do Brasileirão passado, Ricardo Berna e Diego, respectivamente, eram os arqueiros tricolores.
Se você também defende a barração de FH, podemos sugerir ao técnico do Flu que o escale somente em jogos contra o Flamengo.
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A Polícia Militar tem todo o direito de tomar as medidas que julgar cabíveis para garantir a ordem pública. No entanto, a determinação para que ao fim do jogo a torcida do Fluminense ficasse no estádio enquanto a do Flamengo saísse foi das mais infelizes.
Quem tentou deixar o estádio antes do fim do jogo, como eu, se viu aprisionado nos setores verde e amarelo da arquibancada, trancados pelos policiais. Revoltados, torcedores passaram a tentar, à força, abrir os portões de ferro. À distância, esperando os ânimos se apaziguarem, vi quando um policial usou o spray de pimenta contra um homem transtornado. A partir daí, objetos começaram a ser arremessados na direção dos policiais, que reagiram à base de pancadas de cacetete.
Esta cena pra lá de deprimente poderia ter sido evitada se ocorresse o que já é de praxe em clássicos locais: cada torcida saindo por um lado do estádio.
Uma lástima!
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Arthur Muhlenberg, ainda bem que não segui sua recomendação e fui ao Maraca, hein? Tivesse eu acreditado naquela pasmaceira de outubro vermelho e preto, estaria agora lamentando não ter participado da envolvente festa pó-de-arroz.
Confesso-te que não hesitei em instante algum! Muito além de sua insossa previsão, estava a de Gravatinha, mais sensata e coerente. Qual? Fala aí, mascote!
João, este Arthur é mesmo muito ingênuo. Você era quem deveria tê-lo aconselhado fortemente, contando-lhe que Fla-Flus disputados aos domingos no Maracanã são dias e cenário típicos de vitória tricolor. Foi assim nos últimos cinco.
Tá vendo só, Arthur! Foi mexer com quem não deve… Gravatinha é implacável.
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Parabéns a vocês, torcedores tricolores e rubro-negros que captaram o verdadeiro espírito provocativo entre mim e Arthur Muhlenberg nos últimos dias. Promover este badalado Fla-Flu foi um prazer e tanto para nós, que somos gratos a todos aqueles que se manifestaram de maneira desportista e saudável.
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