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Pulso firme

Dom, 30/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Renato Gaúcho está certíssimo em defender os interesses do Fluminense neste episódio da renovação de contrato do Thiago Neves. Escalado para o jogo contra o Paraná até a poucos minutos do início da partida, o apoiador foi sacado do time pelo treinador por ter voltado atrás da promessa de que assinaria o contrato na segunda-feira.

Renato também é sincero quando diz que Neves fez, sim, falta ao time, mas que, independentemente disso, nem ele nem qualquer outro jogador jamais sobrepujarão o clube enquanto ele estiver à frente da comissão técnica tricolor.

Não se trata de jogar a torcida contra o atleta. Vejo a decisão como uma medida puramente protecionista à instituição, que não deve mesmo servir de vitrine para outros clubes.

Apoiado pela Unimed, o Fluminense colocou as cartas na mesa e ofereceu um ótimo salário a Thiago Neves por um contrato até dezembro de 2009, um valor superior, inclusive, ao que ofertou o São Paulo. Diante disso, só posso atribuir a recusa de última hora do jogador a um possível leilão.

Por mais que percamos em criatividade no meio-de-campo, temos que ser racionais nessa história. Thiago Neves se valorizou e é justo que receba um reajuste. Mas fazer do Flu uma vitrine para engordar seus bolsos deixando depois o clube a ver navios também não é das atitudes mais dignas.

Façamos deste restante de Campeonato Brasileiro, em que não temos mais qualquer aspiração ao título, um laboratório para a Taça Libertadores da América. Com uma ressalva: deve jogar somente quem estiver comprometido conosco para a disputa da competição continental.

Certo, Thiago Neves?

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Um frangaço de Fernando Henrique – pra variar, em mais um chute de longa distância (um drama) - pôs fim a qualquer possibilidade de reação do Fluminense na derrota por 3 a 1 para o Paraná. Não que o time estivesse jogando bem. Mas o fato é que o Flu voltou para o segundo tempo mais animadinho, e um gol sofrido daquela lamentável maneira jogou uma pá de terra nos ânimos da equipe, que praticamente deixou de ameaçar o gol de Gabriel.

Já discorri uma coluna inteira sobre o assunto (felizmente, com adesão da maioria dos leitores): Fernando Henrique, apesar da confiança de Renato, não é goleiro para trajar a camisa 1 do Fluminense. Temo, insisto, que FH nos deixe na mão em momento crucial da história do clube.

E, dessa vez, não gostaria de pagar para ver.

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Está provado que não é verdade que Roger e Luiz Alberto dão conta do recado na ausência de Thiago Silva. Com todo respeito a ambos, juntos, não dão um do “melhor zagueiro do Brasil”.

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Não creio que a Justiça cassará o título brasileiro de 2005 do Corinthians. Mas é bom a diretoria do Flu também ficar atenta ao caso. É que, se desclassificarem o clube paulista, o Tricolor terminará o campeonato daquele ano em quarto lugar, colocação que o classificaria para a Libertadores (ou pré-Libertadores, como queiram).

Como a competição já aconteceu e o Flu não tem mais como disputá-la, o clube poderia pedir uma indenização.

Olho vivo!

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Ok, após quatro vitórias consecutivas, o Flu teve uma atuação apática e perdeu merecidamente. Mas vem aí uma semana bacana com jogaços contra Corinthians e Flamengo. Por isso, faço um convite: que tal invadirmos o Maraca para seguirmos com aquela linda festa à la anos 70, que está encantando todo o país?

Eu, você e o Flu merecemos.

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A motivação que faltava

Qui, 27/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Dono da terceira melhor campanha do returno com 17 pontos em 24 possíveis, o Fluminense parece ter encontrado o caminho das pedras no Campeonato Brasileiro. Esta repentina subida de produção do time, porém, deveu-se a uma radical mudança de atitude nas Laranjeiras.

Difícil mesmo é explicar por que o time acordou tão tarde na competição. E se o título parece agora pouquíssimo provável (está a 17 pontos do líder, São Paulo), há, entretanto, razões de sobra para o Flu suar sangue por novas vitórias.

1º) Se terminar em 2º lugar, o Flu terá conquistado sua melhor colocação dos últimos 23 anos. Caso chegue apenas entre os quatro, ainda assim estará ratificando sua vaga na Libertadores, calando os que diziam que o time não tinha gás para conquistá-la através do Brasileiro.

2º) Caso fique à frente de Vasco, Flamengo e Botafogo, o Flu estará mais uma vez confirmando o título de melhor clube do Rio em Brasileiros no século XXI. Seria a quinta vez em sete edições (2001, 2002, 2004, 2005 e 2007). Uma hegemonia pra ninguém botar defeito.

3º) O Flu tem totais condições de conquistar o título simbólico do returno do Brasileirão, um feito inédito para o futebol carioca na era dos pontos corridos.

4º) De quebra, o time irá embaladíssimo para a Libertadores, com o respeito que provavelmente não teria se terminasse o campeonato numa colocação discreta.

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Justiça seja feita: ainda quando o Flu ocupava a faixa intermediária, entrevistado, Renato Gaúcho declarou não estar preocupado com a posição do time na tabela. Segundo ele, lá pelo meio do returno, a bola iria começar a queimar nos pés de alguns, e o Flu, já classificado, daria sua arrancada, subindo na tabela.

Profetinha esse nosso técnico, não? Gravatinha que abra o olho.

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Ainda sobre o Clássico Vovô do último domingo: não diziam que numa possível final entre Flu e Bota, o Alvinegro levaria a Copa do Brasil com um pé nas costas? Pois o Flu tratou de mostrar que não seria bem assim que a banda tocaria: em dois jogos no Brasileirão, o Flu levou a melhor no somatório dos duelos (3 a 2).

Nem mesmo a velha desculpa de que os jogadores eram outros serve aqui, já que, de junho pra cá, salvo uma peça ou outra, os elencos praticamente não foram alterados.

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Quer dizer que o goleiro alvinegro andou dizendo que se vingou de Renato Gaúcho ao conquistar o título estadual de 1996, ano seguinte ao do gol de barriga? Olha, Roger, essa onda acho que você não pode tirar pra cima do nosso treinador, não. A história conta que nos três Fla-Flus em que vocês se enfrentaram Renato deixou nada menos que cinco bolas no fundo do seu barbante. A saber. Estadual-1995: Flu 4 x 3 Fla (1) e Flu 3 x 2 Fla (2). Estadual-1996: Flu 2 x 2 Fla (2).

Em tempo: Renato também marcou na vitória tricolor sobre o Fla por 3 a 1 na Taça Guanabara-1995. Mas o goleiro rubro-negro na ocasião era o jovem Émerson.

Escapou de mais essa, hein, “goleiro perfeito”?

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Recebo de Felipe Carvalho Silva preocupante e-mail sobre uma possível asfixia financeira ao Flu. Fala, Felipe!

“João, na última terça-feira, o Fluminense Football Club foi excluído no TRT do Ato Trabalhista fechado em 2003 pelo setor jurídico do clube. Ele protegia o Flu de penhoras dos credores, de dívidas trabalhistas, pois só retia 15% dos valores recebidos pela instituição. O ato, conseguido em juízo, permitia ao clube se organizar de forma a equacionar suas dívidas e diminuir a fila de credores, facilitando um possível planejamento sem que o clube ficasse engessado financeiramente.

“Mas nada foi feito e nenhuma providência tomada. A atual gestão vinha usando os benefícios do Ato Trabalhista, e sua lista de credores aumentava a cada dia.

“Agora, o TRT, ao tomar conhecimento do uso indevido do ato, somou os ativos e apenou o clube a pagar cerca de R$ 715 mil mensais nos próximos cincos anos. Ou seja, teoricamente, as duas próximas gestões estarão comprometidas”.

Com a palavra, Roberto Horcades e os demais candidatos à presidência do clube.

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Engata a quinta, Flu!

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Flu irresistível

Seg, 24/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Se antes do complemento da 26ª rodada o título de melhor do Rio era apenas provisório, agora, após o chocolate sobre o Botafogo, o Flu é de fato e de direito o clube carioca de melhor retrospecto no Campeonato Brasileiro. Ao vencer pela quarta vez consecutiva – e, coincidentemente, pelo mesmo placar (2 a 0) -, o Tricolor entrou de vez na briga pelo G-4: está empatado em pontos (43) com o Palmeiras, que, com 12 vitórias, ocupa o 4º lugar.

E o Botafogo, que vinha se vangloriando de ter vencido a licitação para administrar o Engenhão (ainda que fosse candidato único), teve que dançar miudinho diante do Fluzão no verdadeiro palco sagrado do futebol do Rio de Janeiro.

Os deuses do Maracanã pareciam mostrar ao Alvinegro que no Maior do Mundo o buraco é mais embaixo. Que pra vencer naquele estádio é preciso audácia e uma grande dose de coragem.

Como mostrou o Fluminense, com a sua maior exibição coletiva de todo o campeonato. Nem mesmo quando goleou o Internacional por 4 a 1 no Beira-Rio, o Tricolor se mostrou tão envolvente quanto no clássico do último domingo.

Para se ter uma idéia da atuação tricolor, até mesmo os contestados Fabinho e David, que fez um belo gol, foram ovacionados pela torcida, tendo seus nomes gritados por ela. E por falar na galera, que show! Aquelas bandeirinhas dos anos 70 tremulando no meio da massa pó-de-arroz deram um efeito irresistível ao espetáculo.

Thiago Neves e Alex Dias voltaram a jogar bem, mostrando-se cada vez mais regulares. No lance do primeiro gol, foi o atacante quem tocou para Neves chutar cruzado, antes de Leandro tocar contra a própria meta.

Já os alvinegros, acostumados a alçapões (Caio Martins, Arena da Ilha, Engenhão…), temeram pelo pior e foram ao Maraca em número inferior aos tricolores, que fizeram uma festa digna do campeão da Copa do Brasil. A energia dos anéis superiores foi sentida pelos guerreiros do Flu, que, com bela atuação, decidiram a partida praticamente em seus primeiros minutos – aos 17, já venciam por 2 a 0.

Num jogo em que ficou evidente a supremacia tricolor, como reconheceu o próprio Cuca, a vitória do Flu por dois gols de diferença saiu até barato para os alvinegros. Aliás, que pecado aquela bola do Somália que correu sobre a linha: 3 a 0 seria uma placar que certamente retrataria melhor a história do jogo.

O Fluminense assim mostrou a sua cara e devolveu com juros a polêmica derrota sofrida no primeiro turno.

Brilhante!

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O Clássico Vovô do último domingo muito se pareceu com o do Campeonato Brasileiro de 1989, quando, sob comando do mestre Telê Santana, o Fluminense venceu o Botafogo em circunstâncias idênticas: com dois gols logo nos primeiros minutos do certame.

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Diziam que o Flu não vencia o Botafogo há quase dois anos. Mas vejam como essa história de tabu é relativa: se pegarmos, por exemplo, as últimas três temporadas, o Fluminense aparece com mais vitórias que seu rival: 4 a 3. Houve ainda quatro empates. Isto é, num retrospecto recente, é o Botafogo o freguês, e não o que estavam querendo apregoar.

Detalhe: o lateral-direito Gabriel esteve presente em todos esses triunfos. Contra o Botafogo seu aproveitamento é nada menos que de 100%. Deve ter sido por isso que alguns alvinegros se levantaram e foram embora ao ver Gabishow se aquecendo atrás do gol tricolor.

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Zé Fogareiro? Estava lá, tristonho, no meio do povo, descendo as rampas do estádio. Saindo à francesa, fugiu do encontro que havíamos agendado pra depois do jogo. Só ele mesmo pra acreditar que triunfaria diante do Tricolor…

É, mas se o Fogareiro estava lá, o Gravatinha não deu as caras. Diz aí por quê, mascote? “É que contra o Botafogo o bicho dos jogadores é certo. Não sou de grande valia ao Flu neste clássico”.

Que marra, hein?

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Mais números: até a 27ª rodada, com apenas seis derrotas, o Flu é o segundo time que menos perdeu no Campeonato Brasileiro. Além disso, tem a segunda defesa menos vazada (22) e o terceiro melhor saldo de gols da competição (15).

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Num jogo em que o Fluminense esteve seguro na defesa, saindo rápido para o contra-ataque, explorando o desespero alvinegro, o técnico Cuca, numa análise ponderada, disse que o Tricolor foi mesmo o grande merecedor da vitória. Melhor assim. Tentar atribuir o revés à disputa paralela com a Sul-Americana, como alguns jogadores do Botafogo tentaram insinuar, não é nada louvável. A eles, lembro que em 2005 o Flu disputou a competição continental também simultaneamente ao Brasileirão – avançando, inclusive, até as quartas-de-final -, e venceu os dois confrontos contra o próprio Alvinegro, que só disputava o Brasileiro: 2 a 1 e 3 a 2.

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Francisco Horta completou 73 anos no último domingo. Vida longa ao presidente eterno do Flu.

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E Fernando Henrique, quem diria, chegou ao quarto jogo seguido sem levar gols.

Te cuida, Rogério Ceni!

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Pré-jogo do Clássico Vovô com Gravatinha e Zé Fogareiro

Sex, 21/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Os blogueiros João Marcelo Garcez (Fluminense) e João Roberto (Botafogo) soltam o verbo às vésperas do clássico carioca. Ouça agora.

http://podcastmp3.globo.com/esporte/cornetadas/2007/09/20/EFCT_A_733205_ffpod.mp3

Polêmicas reacesas

Qui, 20/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Um dos debates mais acalorados dos últimos tempos envolve o nome do goleiro Fernando Henrique. Os amigos que me acompanham neste espaço sabem o que penso a respeito deste jovem jogador, a quem conheço desde os tempos em que ele ainda treinava com a base no CT de Xerém, onde, por algumas vezes, fui a ofício do Jornal dos Sports.

Foi neste período que vi Fernando Henrique, ainda nos juniores, ajudar o Flu a quebrar um jejum de 13 anos sem título estadual: após defender três pênaltis contra o Botafogo no Caio Martins, deu a volta olímpico em plena Gávea, ao vencer de virada (gols de Marcelo e Carlos Alberto) o Flamengo, que contava com o estádio inteiro a seu favor.

Após o título, o então técnico Gilson Gênio me chamou de pé-quente, dizendo que, sempre que eu cobria os jogos do time, ele saía de campo vitorioso. Claro que era só uma brincadeira. Aquela bonita conquista no ano do centenário do clube (2002), como pude testemunhar, muito se deveu às grandes defesas de Fernando Henrique. Não tinha dúvida alguma de que muito em breve ele seria titular absoluto do time profissional, o que acabou acontecendo logo no segundo semestre do ano seguinte, temporada em que disputou até uma competição internacional: a Copa Sul-Americana (o Flu avançou até as oitavas-de-final após se classificar em primeiro num grupo que tinha ainda Corinthians e Atlético-MG, mas caiu diante do São Paulo ao empatar com o time paulista em 1 a 1 no Maracanã, infelizmente com lamentável falha de Fernando Henrique). Ali comecei a ver que FH não era tão perfeito quanto um dia cheguei a imaginar.

Volto para 2007 e encontro uma torcida dividida: uma corrente defende que Fernando Henrique é dinâmico, arrojado e que faz defesas difíceis à queima-roupa. Contra essa, há uma outra que prega justamente o contrário: que FH é inseguro, atrapalhado e que toma muitos gols bobos em chutes de longa distância.

Numa análise fria, dá para afirmar que ambas têm um pouco de razão. O Fernando Henrique dos últimos jogos, a meu ver, evoluiu de maneira gradativa, o que permite, sim, dizer que ele tem sido mais regular em suas atuações. Peço que atentem, porém, para o fato de que “ter sido mais regular” não quer dizer muita coisa, uma vez que no profissional Fernando Henrique sempre se mostrou instável, rebatendo bolas incrivelmente fáceis chutadas contra sua meta. Por isso, ser hoje mais regular quer dizer apenas que FH tem cometido menos falhas em relação ao seu passado, o que ainda não o credenciaria à condição de titular do gol do Fluminense.

Em tempo: conta a favor de Fernando Henrique suas passagens pela Seleção Brasileira (em várias categorias, inclusive a profissional num amistoso contra o Haiti). Poucos se lembram, mas foi Fernando o goleiro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos-2003, na República Dominicana. Na ocasião, a seleção perdeu a decisão para a Argentina (1 a 0), também com falha de FH, numa bola fácil que passou sob seu corpo.

Percebem a irregularidade? Temo que o Flu ainda perca um jogo decisivo por um desses momentos de instabilidade do nosso goleiro.

Apesar de tudo, polemizar sobre Fernando Henrique nesses últimos meses vem me parecendo perda de tempo. Isso porque o goleiro goza da inteira confiança do técnico Renato Gaúcho, que não o saca do time de jeito algum. Em sua segunda passagem pelo clube, em meio ao Campeonato Brasileiro-2003 (ironicamente, também após demissão de Joel Santana, como agora), Renato reestreou contra o Atlético-PR na Arena da Baixada. Na ocasião, apostou no jovem Fernando Henrique, mantendo-o na equipe. Com atuação impecável, o goleiro correspondeu à confiança do treinador garantindo o placar em branco numa das melhores atuações de toda a sua carreira.

Bem, é isso. Goleiro é cargo de confiança e Renato confia em Fernando Henrique. Melhor pra ele.

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Às vésperas do badalado Clássico Vovô, a fim de homenagear os leitores do Blog do Flu, publico instigante crônica enviada por André Luiz Pereira sobre a decisão do Campeonato Carioca de 1971, ano negativamente inesquecível para os alvinegros, que viram o Botafogo deixar escapar o título estadual mais fácil de todos os tempos ao ser derrotado nos três últimos jogos da competição, inclusive o último, contra o próprio Flu, que levou o caneco. Em texto protagonizado por um velho personagem do mestre Nélson Rodrigues, sob o título “Pode me chamar de Almeida”, assim escreveu André:

“Enfim, chegou o grande dia! Domingo de céu azul-anidro, 27 de julho, Fluminense e Botafogo decidiriam o Campeonato Carioca de 1971. A soberba que pairou em General Severiano, faltando três rodadas para o final do certame, impediu que o título de campeão fosse comemorado antecipadamente. Lá se foram cinco pontos em três jogos (nota do colunista: até 1994, vitórias valias apenas dois pontos). Mesmo assim, naquela tarde, bastava um simples empate à equipe alvinegra.

“Terminado o familiar almoço dominical, rumei sozinho ao Maracanã. Meus amigos de jornadas tricolores haviam me abandonado, alegando que somente a ajuda divina nos livraria da derrota.

“No estádio, já estabelecido junto à torcida pó-de-arroz, sentou-se ao meu lado um simpático senhor aparentando idade para ser meu avô. Assim, acompanhamos a partida cada um a seu jeito: eu nervoso e temeroso; ele sereno e confiante.

“O tempo passava, mas o placar teimava em acusar o empate em branco. E ninguém fazia o tempo passar tão bem como aquele goleiro do Botafogo, o Ubirajara Mota. Que raiva!

“Então, o distinto senhor me pediu calma, falando baixinho: “Está escrito há milhares de anos que hoje o Fluminense será campeão.”

“Eu já havia perdido a esperança, pois o jogo caminhava para o seu final, quando o árbitro da partida apitou falta contra o Botafogo. Eram decorridos 42 minutos do segundo tempo. Logo depois, um grito de “gol”, em uníssono, tomou conta do Mário Filho. Festa em cores verde, branca e grená. Fluminense campeão!

“Eu não lhe disse?”, sussurrou o meu vovô casual.

“Na saída do Maracanã, despedi-me do fortuito companheiro e, agradecendo à sua companhia pé-quente, lhe disse o meu nome. Ele respondeu dizendo ter sido um prazer e, sorrindo, falou: ´Pode me chamar de Almeida`. E logo desapareceu na multidão.”

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O lance polêmico que decidiu o título a nosso favor (suposta falta no goleiro Ubirajara) será sempre contestado pelo lado de lá. A eles, nunca é demais lembrar que o próprio Botafogo já deu uma volta olímpica contra o Flu em circunstâncias parecidas: aconteceu na decisão da Taça Rio-1997 (2º turno do Estadual), partida terminada sem gols em que o atacante tricolor Nildo sofreu pênalti escandaloso não marcado pela arbitragem. A jogada mudou o curso da competição, que previa três turnos em seu regulamento. Caso o Flu vencesse o segundo, faria um triangular decisivo com Botafogo (vencedor do primeiro) e Vasco (vencedor do terceiro).

Controvérsias à parte, os centenários Fluminense e Botafogo voltam a campo neste domingo para escrever mais um capítulo na história do clássico mais antigo do futebol brasileiro.

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O criador se foi, mas as criaturas continuam aprontando das suas. Depois de “dar” ao Flu o título da Copa do Brasil, Gravatinha quer agora tirar o Botafogo do grupo dos clubes que também irão à Libertadores.

Resta saber se ele irá ao Mário Filho.

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O melhor do Rio no século XXI

Sáb, 15/09/07
por joao marcelo garcez |
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Com a vitória por 2 a 0 sobre o América-RN no último sábado, o Fluminense galgou mais três posições, chegando ao 5º lugar empatado em pontos (40) com o Palmeiras (4º). De quebra, ainda recuperou uma antiga hegemonia: a de melhor clube do Rio de Janeiro em Campeonatos Brasileiros, um posto quase que cativo ao longo deste século (lembro aos amigos que escrevo antes do complemento da rodada).

Nas últimas seis edições do Brasileirão, o Flu terminou como melhor carioca em 2001 (3º), 2002 (4º), 2004 (9º) e 2005 (5º), colocações que qualificaram o Tricolor a participar de três Copas Sul-Americana (só não foram quatro porque a CBF optou por não indicar nenhum clube brasileiro no ano em que ela foi criada, 2002).

Mas a torcida queria mais. Sabia que tal status era muito pouco para uma instituição da grandeza e tradição do Fluminense. Já havia passado da hora do clube voltar a maior competição das Américas, a Taça Libertadores. E a vaga finalmente veio com a conquista da Copa do Brasil de 2007, ano que poderá ser o início de um grande marco para o Tricolor, sobretudo se os homens que hoje o dirigem tiverem cabeça no lugar para fazer valer a frase do investidor Celso Barros, presidente da Unimed: “O Fluminense não vai entrar na Libertadores somente para disputá-la”.

Capricha, Fluzão! Quem sabe você não nos encherá de orgulho ainda mais ao atingir, em sua terceira participação, a condição de maior clube do nosso continente.

Para isso, porém, pés no chão é preciso. Torcida e confiança não faltarão.

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Uma coisa ficou clara após a vitória sobre o lanterna da competição: não há mais razões para deixar Cícero no banco de reservas. Depois de um começo de temporada hesitante, o apoiador vem se mostrando maduro e pronto para assumir a titularidade. As recentes partidas contra Vasco, Sport e América-RN deixam claro que este jogador pode perfeitamente jogar ao lado de Thiago Neves no meio-de-campo do Flu. Sempre haverá, porém, aqueles que defenderão a tese de que Cícero rende mais quando entra na segunda etapa. A estes, lembro que o elenco do Flu é limitado e que não pode se dar ao luxo de “guardar” eventuais bons jogadores para serem lançados na etapa final.

Em tempo: se o chute de meia-bicicleta (ou voleio, como queiram) que deu tomasse o caminho das redes, Cícero teria que sair de campo direto para a Calçada da Fama do Maracanã. Uma pintura!

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Ainda sem ritmo, Gabriel fez sua reestréia com a camisa do Fluminense. O lateral-direito fez uma boa jogada logo em seus primeiros minutos, tocando para Thiago Neves, que cortou para o meio e chutou com perigo à esquerda de Sérvulo. Neves faria ainda um belo gol na partida (o segundo), após um chutaço da intermediária.

Com mais uma semana de treinamentos intensivos, Gabishow tem tudo pra começar jogando o clássico contra o Botafogo.

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Júnior César, Arouca e Alex Dias (além do já citado Thiago Neves) também devem ser alçados à condição de destaques da partida pela boa movimentação e pelo ritmo intenso que imprimiram a partir dos 45 minutos finais.

Inspirado, Dias abriu o placar, chutou uma bola na trave e ainda participou de inúmeras outras jogadas de ataque. Resta saber quem é seu companheiro de frente ideal.

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Numa noite em que Acosta (Náutico) assumiu a vice-artilharia do Brasileirão, o primeiro gol tricolor no Maraca só poderia sair com ajuda DA COSTA (com perdão da supressão do “s”) do goleiro americano.

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Com mais esta vitória (a terceira consecutiva), o Fluminense chegou à sexta partida sem derrota. Se tiver um tempinho, dê só uma lida (ou relida) na coluna do dia 23 de agosto, “Taça Amizade Tricolor Vive”.

Parecia até que eu estava adivinhando o que nos esperava, não?

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E Somália andou dizendo ao longo da semana que “só Deus” é melhor do que ele.

Fanfarronice ou loucura?

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Flu, quer dizer que a brincadeira agora é vencer por 2 a 0? (Sport, Atlético-PR e América-RN).

Gostei! Se quiser, pode seguir com ela até o fim do ano. A gente promete que não fica chateado.

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Por força e tradição, um clube de chegada

Qua, 12/09/07
por joao marcelo garcez |
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Em entrevista à imprensa, o técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, disse estar vivendo um momento especial em sua carreira. Amadurecido, sente-se gratificado por ter conquistado pelo Tricolor seu primeiro título como treinador, a Copa do Brasil-2007.

O terceiro triunfo nacional do Fluminense tem importância histórica para o clube, que não se classificava para a Taça Libertadores da América desde 1984, quando foi campeão brasileiro. Ciente disso, Renato se sente feliz e aliviado por ter ajudado o Flu a colocar um ponto final no longo jejum.

Esta seca, porém, poderia não ter acontecido. Por diversas vezes, o Fluminense esteve a apenas um jogo de voltar à principal competição do nosso continente, ocasiões em que poderia mudar o curso da história e não o fez (nem sempre por sua culpa, como veremos).

Fanfarrão como só ele, Renato Gaúcho, referindo-se a estas sucessivas bolas na trave, fez valer o rótulo de salvador da pátria e soltou a seguinte pérola. “Com a conquista da Copa do Brasil, tirei a trave e coloquei a rede no caminho do Flu”.

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No resumo histórico que apresento a seguir, vocês entenderão por que o atual elenco do Flu é um dos mais importantes entre todos já formados no clube, embora esteja muito longe de ser o melhor. Em tempo: pelo carinho que tenho pela casa, cedi em 2006 parte deste texto ao então editor do Jornal dos Sports, Roberto Sander, que publicou o artigo em 10 de agosto daquele ano.

Desde 1985, ano em que disputou pela última vez a Taça Libertadores da América, o Fluminense desperdiçou nada menos que nove oportunidades claríssimas de integrá-la novamente.

Em 1988, quando ainda não existia a Copa do Brasil, competição fundada somente no ano seguinte, o campeão e o vice do Campeonato Brasileiro qualificavam-se à disputa da Libertadores. O Flu, porém, terminou em 3º lugar, ao perder para o Bahia na fase semifinal, mesmo depois de ter saído na frente em Salvador (gol de Washington): 0 x 0 e 2 x 1.

Em 1991, o Flu desperdiçou outra chance de ouro de voltar a decidir um Brasileirão, ao enfrentar o modesto Bragantino, então dirigido por Carlos Alberto Parreira, em nova semifinal da competição. Diante de um Maracanã lotado, o Tricolor decepcionou a sua torcida, jogando sem alma e sendo derrotado por 1 a 0, com um gol de Franklin, um ex-jogador do clube. Que ironia!

No ano seguinte, o Flu, enfim, voltaria a decidir um título nacional, a Copa do Brasil. Desta vez, no entanto, foi o apito quem quis que o Flu não levantasse a taça: após vencer o Internacional-RS por 2 a 1 no acanhado Estádio das Laranjeiras (à época, o Maracanã estava interditado), o Fluminense viu o título escorrer por entre os dedos no Beira Rio, onde o árbitro paulista José Aparecido de Oliveira inventou um pênalti a favor do time da casa a três minutos do fim da partida (após o jogo, o próprio jogador que sofrera a infração, Caíco, admitiu ter cavado a penalidade).

Não tardou para o Tricolor voltar a uma semifinal de Brasileiro: em 1995, o Flu jogou pela latrina uma das chances mais cristalinas de fazer uma final carioca contra o Botafogo. Liderado em campo por Renato Gaúcho, o time goleou o Santos no Maracanã por 4 a 1 e, de maneira incrível e decepcionante, saiu derrotado por 5 a 2 no Pacaembu. Curiosamente, foi o único revés por mais de dois gols de diferença em toda aquela temporada.

Após amargar três rebaixamentos sucessivos, o Flu voltaria a uma semifinal de Brasileirão somente em 2001. O regulamento da competição naquele ano determinava que, a partir daquela etapa, o time de melhor campanha na primeira fase teria o mando de campo em partida única. O Tricolor, que havia ficado em 3º, foi obrigado então a decidir a sua vida na Arena da Baixada contra o Atlético-PR (2º). Nova tarde fatídica: um escorregão do zagueiro André Luís aos 43 minutos do segundo tempo selou a sorte tricolor na competição: Atlético-PR 3 a 2.

O clube, porém, teve a chance de se redimir no ano seguinte, quando comemorou o seu centenário. Desta vez, o adversário da fase semifinal era o Corinthians, coincidentemente também dirigido por Parreira. Sob um calor de 40º, o Flu até venceu a primeira partida no Maracanã: 1 a 0 (gol de Romário, após passe de calcanhar de Roni). No Pacaembu, porém, problemas de contusão cruzaram o caminho do time, que perdeu o atacante Romário e o goleiro Kléber ainda no primeiro tempo. O Tricolor, que até saiu na frente, sofreu a virada e foi derrotado por 3 a 2. Nota: quando vencia por 1 a 0, Magno Alves partia livre para marcar o segundo, mas um erro de arbitragem, que marcou impedimento, interrompeu a seqüência do lance.

Em 2005, porém, o Fluminense vacilou como nunca, “conseguindo” deixar a Libertadores escapar em seis ocasiões: primeiro, ao perder o título da Copa do Brasil para o “poderoso” Paulista, clube da Segunda Divisão do nosso futebol; e depois, ao não somar um único ponto nos cinco últimos jogos do Campeonato Brasileiro, quando bastava vencer apenas um deles para se classificar à almejada competição continental.

A última cruzilhada antes da glória alcançada somente em 2007 aconteceu no ano passado, quando, com um elenco superior ao do Vasco, deixou escapar a vaga para a grande decisão da Copa do Brasil.

Sob um olhar mais crítico, pode-se dizer que o clube se acostumou a morrer na praia. Se observarmos por outra ótica, porém, perceberemos que o Tricolor vem permanentemente fazendo valer sua condição de potência do futebol brasileiro, através de sucessivas e constantes chegadas entre os primeiros colocados de nossos campeonatos nacionais, dos quais já venceu três (Taça de Prata, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil).

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De Natal, recebo e-mail do internauta Nivaldo Araújo. O tricolor natalense conta estar preocupado com a sorte do Flu para o confronto com o América-RN neste sábado, às 18h10, no Maracanã. Segundo ele, apesar de ocupar a lanterna do Brasileirão, o time potiguar não anda jogando mal e pode surpreender. Fala, Nivaldo!

“João, ao contrário do que muitos pensam, o América-RN não é um peixe morto. É preciso muita atenção nos contra-ataques do time de Natal, que conta com as arrancadas do veloz Paulo Isidoro. É bom ter cuidado também com as jogadas articuladas por Souza, principalmente nos cruzamentos. O Santos sofreu com eles, levando três gols parecidos. Uma dica: Souza não tem bom condicionamento físico e pode ser facilmente anulado se bem marcado.

“Outra solução é o Flu jogar trocando passes na entrada da área do América-RN e atacando pelas laterais, situações que sempre confundem a defesa americana, que é fraca nesses aspectos.

“É imprescindível que o Flu atue respeitando sempre o adversário, sob risco de ser surpreendido por times teoricamente mais fracos, como o próprio América”.

Pelo sim, pelo não, é bom Renato e sua trupe ficarem de olhos bem abertos.

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A galera pediu e ele está de volta. Após passar alguns dias se recondicionando fisicamente, Gabriel deverá estar à disposição de Renato para o jogo deste sábado. O lateral, entretanto, deverá começar a partida no banco, sendo lançado apenas no segundo tempo.

Gabishow neles!

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Uma vitória para Renato

Seg, 10/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Aniversariante do último domingo, o técnico Renato Gaúcho, do camarote da Unimed, viu seus comandados lhe darem de presente mais uma vitória neste Campeonato Brasileiro. Desta vez, contra o Atlético-PR (2 a 0). E se em 1996 Renato se sentiu impotente após amargar uma derrota em casa para o Furacão, como escrevi na última coluna, em 2007 o treinador fez gato e sapato do adversário, eliminando-o nas quartas-de-final da Copa do Brasil (1 a 1 e 1 a 0) e roubando-lhe quatro de seis pontos possíveis no Campeonato Brasileiro (1 a 1 e 2 a 0).

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O Flu venceu sem sustos num jogo com poucas emoções. O time passou a impressão que ganhou quando quis, forçando uma ou outra jogada. Os jogadores também tiveram atuação homogênea, em noite em que todos jogaram no mesmo nível, sem qualquer destaque individual, apesar do fim de jejum de Somália.

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E por falar no Somália, perguntado por que não fez a tradicional dancinha após seu (bonito) primeiro gol, o atacante disse que estava um pouco chateado com a torcida, que vinha pegando no seu pé.

Espere aí, Somália! O que você esperava dela após passar dez jogos sem balançar as redes, desperdiçando inúmeras jogadas de ataque ao longo deste jejum? Aplausos?

Esta mania de perseguição está fazendo escola no elenco do Fluminense.

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Emplacar uma série de bons resultados e se aproximar do G-4 é, sem dúvida, excelente para o Fluminense. Há cinco jogos sem perder, o Flu encara agora o lanterna, América, pegando, em seguida, o Botafogo. Se vencer mais estes dois jogos que fará no Maracanã, o time fatalmente estará entre os líderes do campeonato.

Excelente, claro, mas perigoso também. Por quê? Vai que a diretoria acha que o elenco está forte e resolve não contratar ninguém para a disputa da Libertadores.

Branco e Celso Barros, não caiam nessa!

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Parabéns pelos seus 45 anos, Renato! Você sempre representou e defendeu com muita dignidade as cores do Fluminense. Saúde, paz e muitas conquistas!

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Rivalidade por linhas tortas

Sex, 07/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Finalmente, o Fluzão acordou no Campeonato Brasileiro. Apesar de ainda não estar jogando um futebol vistoso, o Tricolor vem se superando no quesito garra e disposição. Com a vitória por 2 a 0 sobre o Sport, em Recife, o Flu ganhou cinco posições e já é o oitavo. Se confirmar a boa fase e vencer ao menos dois dos três jogos que fará agora no Maracanã (Atlético-PR, América-RN e Botafogo), com uma dose de sorte, muito em breve poderá ocupar a faixa do G-4, o que já seria muito bom para este modesto elenco do Flu.

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Que diferença o meio-de-campo com Cícero no lugar de David. Até então burocrático, o time ganhou outra cara com a entrada do apoiador, que, a exemplo do que fizera no último domingo, mais uma vez deu sua valorosa contribuição à equipe, marcando um gol estiloso de cabeça.

Arouca, Cícero e Thiago Neves deveriam ser hoje titulares absolutos do atual meio-campo do Flu.

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Excelente o convênio de fidelidade assinado por Fluminense, Flamengo e Suderj, para os dois clubes fazerem no Maracanã 70% de seus jogos quando tiverem o mando de campo. O que preocupa, porém, é o fato deste acordo valer apenas para este ano. Em 2008, a dupla Fla-Flu brigará pelo estádio quando for apresentado o seu projeto de privatização.

O presidente Roberto Horcades, apoiado pela Unimed, garantiu que desta vez o Tricolor entrará pra ganhar a licitação. Duro mesmo foi ouvir a explicação para a desistência do Engenhão: “O vento fraco que derrubou o muro do estádio me deixou preocupado”.

Conta agora aquela do papagaio, presidente!

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E não é que desta vez fui traído pela minha memória? Na última coluna, esqueci dos confrontos entre Fluminense e Vasco (0 x 1 e 1 x 1) pela fase semifinal da Copa do Brasil do ano passado. Assim, cinco (e não seis, como havia escrito) é o número de partidas em que os rivais estão sem vencer um ao outro.

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Fluminense e Atlético-PR fazem neste domingo, no Maracanã, um dos clássicos interestaduais de maior rivalidade do país. Mas nem sempre foi assim… Para explicar essa história, precisamos voltar 11 anos no tempo e lembrar de um certo jogador causador desta rixa que atravessa fronteiras.

Ricardo Pinto foi um goleiro mediano que, como titular, defendeu o Fluminense de 1988 e 1993, com passagem (e título paraguaio) pelo Cerro Porteño, em 1992, ano em que Jefferson assumiu o gol tricolor e conquistou o vice-campeonato da Copa do Brasil. Ricardo Pinto destacava-se pelo arrojo em lances capitais, alternando-os com outros em que entregava o ouro em bolas consideradas fáceis. Em suas quatro primeiras temporadas à frente do gol tricolor, chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro de 1988, conquistou a Taça Rio de 1990, a Taça Guanabara de 1991 e o respectivo vice-campeonato estadual. No segundo semestre do ano seguinte, Sérgio Cosme assumiu o comando técnico do Flu, preterindo Ricardo Pinto e escalando Jefferson. Já em 1993, o técnico Edinho, que levara o Flu à decisão do Estadual-91, retornou ao clube, pedindo Ricardo de volta. Novamente, a dupla chegaria à decisão do Estadual, ocasião em que o goleiro caiu em desgraça, ao falhar clamorosamente nos dois gols da vitória do Vasco no primeiro jogo da final, ambos marcados por Valdir Bigode. Sem clima, não restou alternativa a Edinho senão barrar o jogador, dando lugar a Nei. Fato é que, após este triste episódio, Ricardo Pinto nunca mais vestiu a camisa 1 do Fluminense. Nei assumiria de vez a posição e disputaria como titular todo o Campeonato Brasileiro. Restara a Ricardo Pinto, então, procurar o seu caminho e tentar a sorte em outro clube.

Mas não demoraria para Ricardo voltar a atuar nas Laranjeiras: o fato aconteceu logo no ano seguinte, na estréia do Campeonato Estadual, competição em que defendeu o Americano, clube do então presidente da FERJ, Eduardo Viana. Era a primeira vez que o arqueiro enfrentaria o Fluminense desde quando fora mandado embora. Diante de um estádio lotado de torcedores que foram prestigiar as grandes contratações do Flu para aquela temporada, Branco (olha ele aí) e Luís Henrique, Ricardo Pinto, sedento por vingança, fechou o gol, fazendo defesas incríveis e inesperadas que levaram os tricolores à loucura. O placar em branco, no fim, não refletiu o que foi a partida, que só teve um vencedor: Ricardo Pinto.

O goleiro protagonizaria em 1996 mais um capítulo – um triste capítulo, por sinal - contra seu ex-clube novamente nas Laranjeiras, o mesmo palco onde levantara duas taças Guanabara. Ao contrário do badalado jogo de 1994, quando o Fluminense, em festa, estreava seus novos craques, desta vez o Tricolor enfrentava uma das maiores crises de sua história: estava prestes a cair para o inferno da Segunda Divisão do futebol brasileiro, numa época em que tal competição era deficitária e pouquíssimo atraente. Jogando pelo Atlético-PR, Ricardo Pinto novamente se destacou, triunfando por 3 a 2. Ao término da tensa partida, o caldo entornou e o caldeirão das Laranjeiras ferveu: munidos de mastros de bandeiras e pedaços de bambus, torcedores, em fúria, partiram enlouquecidamente para cima de Ricardo Pinto, que os provocara, balançando o distintivo do seu clube e fazendo gestos obscenos. A praça de guerra formada fez do Estádio Álvaro Chaves um cenário dantesco. Resultado: o goleiro sofreu vários hematomas, ficando inclusive com um coágulo no cérebro, e o Fluminense perdeu o mando de campo até o fim da competição. Uma lástima!

Após mais aquela derrota, o líder Renato Gaúcho, então recém-operado e técnico interino, sentindo-se impotente por não poder ajudar o Fluminense de dentro de campo, chorou copiosamente junto ao alambrado das Laranjeiras num dos treinos da semana.

A duas rodadas do fim da competição, a situação do Fluminense era delicadíssima. O time precisava vencer Juventude e Vitória e ainda torcer contra Bahia e Criciúma, ambos então com um ponto à frente do Tricolor. Mas o que se viu a partir daí foi um festival de partidas duvidosas, com manobras nos bastidores e muita suspeição. Jogando em Cariacica, no Espírito Santo, o Tricolor fez a sua parte, vencendo por 1 a 0 o time da Serra Gaúcha. Como o Criciúma também havia feito a sua ao derrotar em casa o Flamengo por 2 a 0, o Fluminense passou a secar fervorosamente o Bahia, que enfrentava o Vasco na Fonte Nova. A poucos minutos do fim da partida, o time cruzmaltino vencia o jogo por 2 a 1, resultado que deixaria o Flu dependendo apenas de si na última rodada. Neste momento, porém, forças ocultas entraram em ação, e, com dois gols suspeitos, o time baiano virou o jogo para 3 a 2, deixando os jogadores do Vasco revoltadíssimos com a arbitragem.

Com a corda no pescoço, o Fluminense chegou à última rodada agarrado em santos e crucifixos. Sem depender de sua própria força, o Fluminense precisava vencer seu compromisso diante do Vitória e torcer para que Bahia ou Criciúma não vencessem suas partidas. A diretoria tricolor trabalhou bem nos bastidores e convenceu a do Vitória, que não almejava mais nada na competição, a tirar o jogo do Barradão, na Bahia, levando-o para Cariacica (ES), reduto tricolor. Uma curiosidade ficou marcada neste confronto: o técnico do Vitória, Edinho, se viu numa encruzilhada: se vencesse, rebaixaria o clube de seu coração, instituição que o consagrou, projetando-o para a Seleção Brasileira e, conseqüentemente, para o cenário internacional. Por outro lado, deveria prevalecer o profissionalismo do treinador. Ainda que tardiamente, mais uma vez, o Tricolor fez o seu papel vencendo o Vitória por 3 a 1. Restava saber como andava as partidas que o interessavam. Em São Januário, o Flamengo perdia por 1 a 0 para o Bahia num jogo em que o técnico rubro-negro, Joel Santana, escalou seu terceiro goleiro, Fábio Noronha, fato que muito revoltou os torcedores do Fluminense. Consumada a vitória do Bahia, todas as atenções então se voltaram para o Paraná. Era a última esperança à que o Flu poderia se agarrar para não escrever o capítulo mais triste de sua história num campeonato em que, por sua própria incompetência, deixou para resolver a vida nas rodadas derradeiras. E para a alegria dos agoniados tricolores, o Furacão saiu na frente. Mas quando os atleticanos souberam da vitória do Fluminense, um dos espetáculos mais grotescos foi visto no futebol brasileiro: o Atlético-PR, que não havia perdido sequer uma partida em seu estádio, deixou para fazê-lo na última rodada, resultado que mandou o Fluminense para o purgatório. Na comemoração do gol da virada, os jogadores catarinenses (sim, acredite, os do Criciúma) subiram nos alambrados, para comemorar junto a uma enlouquecida torcida atleticana, que urrava de felicidade pelo rebaixamento do time carioca.

Estava decretada uma nova rivalidade no futebol brasileiro. Infelizmente, pelos caminhos da violência.

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Qua, 05/09/07
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Torcedores do Fluminense estiveram em alta na noite do lançamento do livro Almanaque da TV, escrito pelos roteiristas Bia Braune e Rixa, ambos do programa Video Show, da TV Globo. Nesta foto, o escriba aqui ao lado da tricolor Bia Braune, que não disfarçou a empolgação com o blog do seu clube de coração. É o Flu na frente!


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