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As águas vão rolar

seg, 08/02/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

HeitorFluminense e Vasco farão uma das eletrizantes semifinais da Taça Guanabara. Será o primeiro confronto entre os clubes nesta fase da competição desde que o Estadual adquiriu o formato atual, em 2004.

Antes já haviam se bicado na decisão da Taça Rio-2004, vencida pelo Vasco (2 a 1), e nas semifinais das Taças Rio de 2005 e de 2008, ambas com triunfos tricolores, nos pênaltis, após empates em 1 a 1 no tempo normal.

Marcado para o sábado de Carnaval, às 17h, o duelo apontará um dos finalistas do Primeiro Turno, que se mostrou relativamente tranqüilo para Flu e Vasco. Classificados desde o meio de semana passado, a dupla só perdeu pontos para clubes de menor investimento quando escalou seus times mistos, na última rodada.

Outro sinal da facilidade encontrada foi o fato do Tricolor não ter levado um gol sequer dos “pequenos”. Foram seis jogos sem ser vazado. Já o Vasco teve suas redes balançadas por América e Madureira.

No único clássico de cada grupo, o time de Vagner Mancini saiu-se bem melhor que o de Cuca: sapecou uma goleada histórica de 6 a 0 pra cima do Botafogo enquanto o Fluminense decepcionou ao permitir que o Fla virasse um jogo em que perdia por 3 a 1.

Outra curiosidade marca o Flu em sua caminhada: o time não sai atrás do marcador desde a semifinal da Sul-Americana (jogo da volta), contra o Cerro Porteño (PAR), em novembro (vitória tricolor por 2 a 1).

Se sair na frente também contra o Vasco, o Flu estará dando largo passo para a sua classificação à final.

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Entre poupados, suspensos e machucados, Mariano, Julio César, Gum, Everton, Conca, Maicon e Fred não enfrentaram o Olaria no empate em 0 a 0, domingo.

Jogo que marcou o fim de outro tabu: desde 4 de outubro, o Fluminense não saía de campo sem marcar ao menos um gol. Foram 22 jogos consecutivos estufando redes adversárias.

Partida também que marcou a volta de Digão ao time, após fraturar o pé. Um dos ídolos da torcida na arrancada fulminante de 2009, o zagueiro aparentou estar alguns níveis abaixo do jogador vibrante e de marcação implacável do ano passado. Cometeu um pênalti (não marcado) desnecessário em Aleílson e, pendurado com um amarelo, foi sacado no intervalo quando Cuca pôs mais um atacante. Em forma, porém, Digão é, indiscutivelmente, titular absoluto da zaga tricolor.

Dos meninos de Xerém, gostei de Bruno Veiga pela movimentação, embora tenha perdido um gol na cara de Ângelo. Ryan e Neves desperdiçaram excelente oportunidade de mostrar serviço. Dori, promessa tricolor, entrou a oito minutos do fim e também não teve tempo para nada.

Imaturo e desentrosado, o jovem time do Flu afunilou muito o jogo pelo meio do campo e não soube aproveitar a superioridade numérica que teve desde os 25 minutos do primeiro tempo, quando Ânderson foi expulso após entrada dura em Alan.

No fim, o empate sem gols foi o mais fiel retrato de uma partida arrastada e de escassas emoções.

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Sabe aqueles “bons” serviços que nos são prestados diariamente? Pois é. Justo pela “excelência” deles, fiquei sem conexão à internet desde sexta-feira à noite, razão pela qual a coluna entrou no ar com atraso e seus respectivos comentários só puderam ser publicados nesta segunda-feira.

Ainda que o transtorno tenha sido causado por motivos alheios à minha vontade, desculpo-me com você, leitor.

Que a excelência que anda faltando a alguns sobre ao Flu no jogão de sábado.

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A foto que ilustra a coluna está no livro “A melhor e mais bonita torcida do mundo”, do produtor Heitor D’Alincourt.

Uma obra deslumbrante.

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Com a volta de sete titulares, incluindo a dupla titular Maicon e Fred, o clássico de sábado (de Carnaval), contra o Vasco, de Carlos Alberto e Dodô, promete ser tão quente quanto o calor infernal do Rio de Janeiro.

Não atravessa o samba, Flu!

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Mais um tijolo

qui, 04/02/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

Arena 3DSegue a todo vapor o projeto de construção de um moderno estádio para o Fluminense. A “Arena Tricolor”, como já vem sendo carinhosamente batizada, vem contando com ampla adesão de torcedores e já desperta o interesse de terceiros.

É o caso do diretor da Fratelli Empreendimentos e Participações LTDA, Claudio Baena, que escreve ao Blog do Flu dizendo-se interessado em conhecer mais detalhes do projeto. Com autoridade de quem tem a representação de uma grande empresa americana em mãos, Baena diz ser fundamental o aproveitamento do espaço como multiarena, face aos elevados custos de construção e manutenção. E coloca-se à disposição.

“Prezado João, achei muito interessante o projeto da Arena Tricolor, mostrado em sua coluna. Gostaria de conhecer mais detalhes sobre ele e colaborar da maneira que for possível.

“Com exclusividade, trouxemos para o Brasil a representação de uma grande empresa americana, responsável, entre outros, pelo Estádio de Beijing, na China (’Ninho dos Pássaros”, onde foi celebrada a abertura dos Jogos Olímpicos de 2008), que desenvolveu uma excelente tecnologia para o gramado, permitindo sua utilização como multiarena, o que nos dias hoje é fundamental, tendo em vista os elevados custos de construção e manutenção. Para se ter uma idéia, atualmente, nenhum estádio do mundo se mantém apenas com recursos do futebol.

“Com nosso método, pode-se ter receitas provenientes de eventos diversos, sem que eles danifiquem o gramado, num sistema de retirada e recolocação do trecho necessário, como o realizado em apenas 30 horas em Beijing”.

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Enviada por Matheus Frigols, participante do projeto, arte em terceira dimensão do estádio semipronto, ainda sem aberturas laterais (para circulação de ar na entrada e saída da torcida) e camarotes e cabines de transmissão.

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Flu x Boa VistaCom dois gols de Thiaguinho (foto) e um de Conca, o Fluminense venceu o Boavista por 3 a 0 e se classificou, com uma rodada de antecedência, para as semifinais da Taça Guanabara. Foi a quarta goleada tricolor em seis jogos deste Primeiro Turno, números que comprovam a fragilidade dos clubes de menor investimento do futebol do estado, que, à exceção do Caxias e do Macaé – nas Séries B e C, respectivamente – brigam por vaga na Quarta Divisão do futebol brasileiro.

Diferentemente da grande maioria das partidas do Flu sob comando de Cuca, desta vez, o time jogou com apenas dois zagueiros, com Diogo, improvisado, ao lado de Gum, e Leandro Euzébio no banco. Alguns jogadores, como Willians, outro que jogou de improviso, no ataque, e o lateral Júlio César, estiveram em nível abaixo do restante do time, que, também devagar, pareceu ter querido “dar uma poupada” para as finais, como declarou Marquinho, após o jogo.

Bruno Veiga (foto, de costas), cotado para começar como titular, entrou no segundo tempo e mostrou que pode ser útil ao time. Tem características semelhantes às de Maicon, caindo pelos lados. Como não centraliza as jogadas, os dois últimos gols só saíram depois da entrada do coringa Thiaguinho, que exerceu o papel de centroavante e foi duplamente feliz.

Numa rodada em que até o Vasco, única equipe com 100% de aproveitamento, sofreu para ganhar do modesto Resende – e ainda assim com um gol de pênalti – e o Flamengo conseguiu, a duras penas, empatar com o Olaria, a goleada tricolor sobre o sem-iniciativa Boavista, embora um pouco exagerada, serviu para o grupo se reabilitar da derrota no clássico e se preparar para as semifinais da Taça GB.

Antes, tem ainda um compromisso contra o Olaria, domingo, às 19h30, no Engenhão, jogo que poderá lhe dar o primeiro lugar do Grupo A em caso de tropeço do Flamengo contra o Boavista. Com a liderança do Vasco praticamente garantida no Grupo B, o Fluminense só cruzaria com o Botafogo (provável segundo colocado) se essa combinação ocorresse.

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Num campeonato historicamente marcado por lambanças no apito, chega a ser surpreendente o nível das arbitragens deste ano até aqui. Só nesta rodada, assisti a boas atuações de Felipe Gomes da Silva e Rodrigo Nunes de Sá, árbitros de Flamengo x Olaria e Fluminense x Boavista. Criteriosos e coerentes nas suas marcações, mostraram autoridade e independência, como nos dois pênaltis assinalados contra o Flamengo, na expulsão de jogadores da dupla Fla-Flu (Toró e Willians) e ao mostrar dois cartões vermelhos quase seguidos, sem a preocupação de fazer média, para jogadores do Boavista.

Como falar mal dos juízes é quase um lugar-comum na crônica esportiva brasileira (e mundial), é justo que demos os méritos a eles quando trabalham com correção e, principalmente, isenção.

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Desde a saída de Branco do Fluminense, em dezembro, o presidente da Unimed, Celso Barros, vem tentando reconduzi-lo mais uma vez às Laranjeiras. A dívida trabalhista do clube com Branco, maior empecilho para a volta do ex-jogador, parece estar com os dias contados. É que Flu e Unimed já elaboram um plano para que o coordenador receba o que tem direito em várias prestações.

Após três passagens como jogador (1982-1986, 1994 e 1998), Branco pode voltar também pela terceira vez como cartola (2007-2008 e 2009). Nas passagens anteriores, sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 2007 e vice-campeão das Copas Libertadores da América de 2008 e da Sul-Americana de 2009.

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E Leandro Amaral, hein?

Está reeditando a passagem do “Craque de Vidro”, Luis Henrique, que ficou nas Laranjeiras de 1994 a 1997, e pouco jogou.

Somando as duas passagens de Leandro Amaral no Flu, desde 2008, o atacante jogou 17 partidas e marcou míseros quatro gols.

É a pior relação custo-benefício da história do futebol mundial.

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Em tempo: o clube já anunciou que procuraria LA para a negociação do distrato, mas até agora bulhufas.

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Em assembléia realizada na última terça-feira,  a Associação Nacional Tricolor de Coração, apadrinhada por Paulo Mozart, duas vezes candidato à presidência do Flu, decidiu apoiar o advogado Peter Siemsen nas eleições do clube, este ano. Já na próxima semana, a associação formalizará seu apoio ao pré-candidato visando à coligação para a campanha.

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Nota: o Blog do Flu vem realizando uma série de entrevistas com os pré-candidatos à presidência. Peter Siemsen e Rodrigo Nascimento foram os primeiros sabatinados pela coluna, que entrou em contato com a assessoria de Júlio Bueno, terceiro entrevistado da série. Com a ausência temporária do pré-candidato, o Blog do Flu optou por deixar para o mês de março a entrevista com o também secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

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Caracterizado por revelar inúmeros goleiros de Seleção Brasileira, o Fluminense, há seis anos, não tem um de seus camisas 1 convocado para vestir a Amarelinha. Da última vez em que isso aconteceu, com Fernando Henrique, o Brasil, então dirigido por Carlos Alberto Parreira, venceu o Haiti por 6 a 0, em jogo que ficou conhecido como o Amistoso Internacional da Paz.

Com Marcos Carneiro de Mendonça, em 1914, o Tricolor iniciou sua tradição de formar grandes goleiros. Mas foi com Castilho, em 1947, para muitos o maior ídolo da história do Flu, que o clube consagrou-se definitivamente como uma escola de jogadores para a posição.  Até hoje o atleta que mais vezes vestiu a camisa do clube (696), o “Leiteria” disputaria incríveis 18 temporadas pelo clube, algo raríssimo nos dias de hoje, e sagraria-se bicampeão mundial com a Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 1962 (disputou ainda a de 1954).

Mito tricolor, Castilho faleceu há 23 anos, completados esta semana (2). O Blog do Flu, de olho no ídolo, rende esta merecida homenagem a quem tanto dignificou e orgulhou a camisa de uma paixão chamada Fluminense.

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Guerreiros alvejados

seg, 01/02/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

AlvejadosDois Fla-Flus, pelo preço de um, foram assistidos entre os mais de 55 mil torcedores que foram prestigiar o primeiro clássico entre as equipes na temporada.

No primeiro, com envolvente troca de passes e espetacular movimentação de seus jogadores, um Tricolor de sonhos lembrava, sem exagero algum, o Carrossel Holandês, de Johan Cruyff.

Completamente atônito, o Fla, na roda, clamava pelo apito final de Marcelo de Lima Henrique, que, justiça seja feita, teve atuação coerente, sem interferência no resultado da partida.

Quando Alan, que substituiu Fred de última hora, marcou o 500º gol tricolor na história do clássico, a superioridade tornou-se ainda mais evidente. Era pelo lado esquerdo, principalmente, que o Flu tramava suas principais jogadas de ataque, valendo-se da improvisação de rubro-negro Fierro por aquele setor – Maicon fez um carnaval por ali.

A lamentar, o pênalti tolo cometido por Diguinho, quando o Flu já vencia por 2 a 0, com mais um gol de Conca sobre o rival (parênteses para a comemoração efusiva do craque argentino, betendo no peito, após vencer Bruno na cobrança; contagiante).

O gol de Cássio, com desvio de Álvaro, antes do intervalo, deixou o Flu na boa para a etapa final.

A “boa”, porém, não se mostrou tão boa assim. Porque com a vantagem de 3 a 1, os guerreiros arrefeceram seus ânimos e viram a  diferença desmoronar logo no começo do segundo Fla-Flu da noite. Neste, o Fla, que até então inexistia, mudou da água para o vinho, sobretudo em decorrência das entradas de Willians e Vinícius Pacheco.

O terceiro do Fla, um minuto depois de Vágner Love diminuir, contou com a valorosa contribuição de Leandro Eusébio, que furou a cabeçada ao tentar interceptar o cruzamento para o gol de Kléberson.

Mas a expulsão do zagueiro Álvaro, aos 17, diminuiu o ímpeto do Fla, que, com um jogador a menos, parecia já não achar o empate um resultado ruim.

A longa invencibilidade tricolor no Brasil e no Maracanã, porém, começou a ser quebrada quando Cuca tirou um zagueiro (Cássio) para pôr mais um atacante (Kieza). Pecado fatal, a meu ver. Principalmente pela qualidade do ataque do Fla. Bastaria deslocar um de seus meias para jogar ao lado de Alan.

Pois Adriano não precisou de mais do que um minuto para virar o placar e deixar o Fla em vantagem (marcaria mais um ao apagar das luzes), algo que parecia tão improvável quanto a arrancada final do Time de Guerreiros na reta de chegada do Campeonato Brasileiro.

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A derrota do Fluminense no clássico, principalmente pela circunstância com que aconteceu, deve ser encarada como utilíssima para que Cuca e jogadores tirem (boas) lições, visando às finais da Taça Guanabara.

O Flu perdeu quando ainda podia perder. O bonito trabalho que vem sendo feito pelos profissionais do Flu não pode ser posto em xeque por 45 minutos infelizes.

O Time de Guerreiros foi alvejado. Como ele se comportará, agora ferido, é algo que milhões de tricolores se coçam para saber.

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Antes, porém, o Flu tem de garantir sua classificação contra Boavista (quinta) e Olaria (domingo).

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Time de Guerreiros x Império do Amor

qui, 28/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

Tela I (Coluna VI)As vitórias da dupla Fla-Flu na rodada de meio de semana – e o conseqüente aproveitamento de 100% de ambos – abrem ótimas perspectivas para o aguardado clássico de domingo, às 19h30.

E se de um lado o Fla atacará com o que vem sendo chamado de Império do Amor, o Fluminense e seu Time de Guerreiros responderão do outro, incendiando um clássico cujos ingredientes encontram-se dentro e fora de campo.

Da longa invencibilidade tricolor no Brasil, passando pela prometida festa nas arquibancadas, até os astros em campo, como Fred, Conca, Adriano, Vágner Love e Petkovic, o Fla-Flu da quinta rodada, como se ainda precisasse de molho, tem caráter decisivo.

Isto porque ambos disputam cabeça a cabeça a liderança do Grupo A, que, se confirmada, poderá ser um atalho para a decisão da Taça Guanabara, caso o Botafogo não confirme a segunda vaga de sua chave. Isto no campo teórico, evidentemente – até porque o Olaria, com dois pontos a menos, poderá se beneficiar com a vitória de um dos times no clássico.

Mas com a ampla diferença que sustenta no saldo de gols (11 a 5), o Fluminense poderá sair lucrando até com um empate. Bastaria que confirmasse a vitória em seus dois últimos jogos, já que dificilmente o Flamengo tiraria tamanha vantagem em tão poucas partidas.

Mas se der Flu, claro, o caminho ficará ainda mais pavimentado e o primeiro lugar, praticamente garantido.

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Marcelo de Lima Henrique será o árbitro do Fla-Flu. Era ele também o juiz do último jogo entre os clubes, coincidentemente a última derrota do Tricolor no Brasil.

Como também foi dele a arbitragem em outros cinco clássicos estaduais envolvendo o Flamengo, coincidentemente todos vencidos pelo Rubro-Negro.

E, veja que incrível, entre jogos semifinais e finais, em todos que o senhor Marcelo de Lima Henrique apitou, também coincidentemente, o Flamengo venceu.

Marcelo de Lima Henrique é, portanto, o árbitro das “coincidências”.

Abre o olho, Flu!

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Diferentemente da atuação insossa de domingo, o Fluminense jogo muito bem, em Volta Redonda, e goleou o Duque de Caxias por 4 a 0. E desta vez não faltou capricho nas finalizações. Que o diga Marquinho, que entrou no segundo tempo e balançou a rede duas vezes. Maicon, de cabeça, e Julio César, que fez seu segundo gol em quatro jogos, completaram a goleada, que manteve a invencibilidade da defesa tricolor na temporada – cinco jogos sem levar gols, considerando o amistoso com o Rio Branco-ES.

Não por acaso. É louvável a seriedade com que Gum e Cássio encaram seus adversários. Talvez por saberem de suas limitações técnicas, compensam tudo com rara dedicação. Rafael, o seguro arqueiro tricolor, é outro que, há muito, devolveu a tranqüilidade à posição, com intervenções seguras e defesas importantes, como a que fez na falta cobrada logo nos primeiros minutos.

Nas laterais, Mariano (deu uma rabiscada sensacional no primeiro tempo em jogada que quase resultou em gol) e Julio César, com boas atuações, ganharam ainda mais confiança e partem com moral elevado para o Fla-Flu de domingo.

No meio, Willians, Everton e Conca (Diogo fechou o setor), com muita qualidade no passe, fizeram a bola correr facilmente, criando muitos problemas ao Duque de Caxias. Sobretudo quando Maicon, endiabrado, partia com ela dominada. Já Fred, voltando de lesão, teve também boa movimentação, mas passou em branco desta vez.

Fica pro Fla-Flu.

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Tela II (Coluna VI)“A Melhor e Mais Bonita Torcida do Mundo”, de Heitor D´Alincourt e Carlos Ivan Miranda, será lançado na próxima quarta-feira (3), às 19h, no Salão Social da sede do Flu, nas Laranjeiras.

A obra, pioneira, reúne fotos contemporâneas da linda torcida tricolor, que vem promovendo espetáculos belos e grandiosos no Estádio do Maracanã.

Um belo trabalho de pesquisa e ilustrações sobre um tema lançado com ineditismo por esta dupla de craques.

http://www.fluminense.com.br/flutv.asp?id=672  

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A história a seguir não é das mais alegres. Depois de testemunhar a tristeza de uma tia que há poucos dias perdeu sua gata, vítima de insuficiência renal, resolvi presenteá-la quarta última (27), dia de seu aniversário, com nova filhotinha. Minha intenção era atenuar seu sofrimento com a alegria que essas criaturinhas adoráveis nos proporcionam. Não teve jeito. Muito emocionada, agradeceu-me pela boa intenção mas recusou-a. Com o coração partido (só Deus sabe o quanto), tive de devolvê-la a gaiolinha do Pet Shop de onde a peguei.

Se você ama animais como eu e deseja adotá-la, ligue para a clínica veterinária Petbichos e proporcione a ambos (a você e à gatinha) esta alegria incomparável.

Telefones de contato: (21) 2556-8162, 2265-4337 e 9984-2256. Próximo ao Largo do Machado.

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Time de Guerreiros x Império do Amor.

Nitroglicerínico.

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Arena Tricolor

dom, 24/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

Tela I (Coluna V)Um dos poucos grandes clubes brasileiros a não contar ainda com uma arena particular onde possa mandar seus jogos, o Fluminense, pelas paixões arrebatadoras que desperta, conta agora – depois de cansar-se de inúmeras falsas promessas de seus dirigentes – com obstinado grupo de tricolores que vem idealizando o sonho do estádio moderno.

É o que estão fazendo Matheus Gomes Frigols, um dos organizadores do projeto, e toda a equipe da Arena Tricolor, que escreve ao Blog do Flu, entre outras coisas, para solicitar a adesão do colunista ao empreendimento, prontamente atendida.

Entre engenheiros e advogados, a Arena Tricolor conta hoje com uma grande e eficiente equipe, que parece não medir esforços para a concretização deste que seria, sem dúvida, um grande marco na história do clube.

Explica aí, Matheus!

“João,

“Como você, sei que a torcida do Fluminense é regida por uma fé impressionante. Por isso, como um dos organizadores e idealizadores, escrevo-lhe para que apresente aos seus leitores uma das comunidades mais badaladas do site de relacionamentos Orkut – a Arena Fluminense.

“Gostaria de contar com você para, junto a nós e à maravilhosa torcida tricolor, realizarmos o sonho de um estádio próprio. Sabemos que a tarefa é difícil e longa, porém, nos últimos meses, o projeto, superevoluído, ganhou enorme projeção: já temos o estádio quase finalizado em 3D, estamos preparando a papelada para o registro da idéia, além de já contarmos com uma equipe de engenheiros, engenheiros civis, advogado, administrador e jornalista.

“Seria, por tudo isso, de grande importância a sua participação neste projeto, a fim de que possamos, enfim, construir a nossa casa, palco futuro de muitas vitórias e títulos tricolores, tornando-nos novamente referência no grupo dos grandes clubes de nosso país”.

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Endereços (Orkut e Twitter) para conhecimento ou adesão ao projeto da Arena Tricolor.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97392786

http://twitter.com/arenafluminense

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Tela II (Coluna V)Na primeira em 18 partidas sem o atacante Fred, vetado com inflamação em ossos próximos ao dedão do pé direito, o Flu repetiu o que rotineiramente vem fazendo: venceu (o time não perde no Brasil desde 4 de outubro; no Maracanã, conquistou sua oitava vitória consecutiva).

Mas, diferentemente dos triunfos que caracterizaram o Time de Guerreiros, a insossa vitória de 1 a 0 sobre o Volta Redonda deixou exposta a dependência da equipe de seu principal artilheiro – como já ficara claro nos 15 minutos finais da decisão da Copa Sul-Americana, após a expulsão de Fred, quando o time também caiu de produção.

Não que houvesse desinteresse – a partida até que foi morna, com algumas boas jogadas de linha de fundo –, mas o grande número de gols perdidos, justamente pelo trio de atacantes Maicon, Alan e Kieza, preocupa e reforça a necessidade de um jogador com características semelhantes às de Fred no elenco.

O gol solitário de Leandro Euzébio foi importante para deixar o Flu na liderança do grupo e a apenas duas vitórias da classificação às semifinais da Taça Guanabara.

Para o jogo desta quinta-feira, às 18h30, contra o Duque de Caxias – o melhor entre os pequenos –, o time não contará com Leandro Euzébio e Diguinho, suspensos com o terceiro cartão amarelo, e talvez com Fred, com maiores chances de voltar no Fla-Flu de domingo.

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Revogada a Lei que proibia a venda de ingressos em dias de jogos no estádio (felizmente, a sensatez prevaleceu), outra medida que seria posta em prática já a partir de domingo último causou nova confusão nas bilheterias.

Tudo porque quem comprasse entrada para um determinado setor estaria proibido de “virar” no segundo tempo – prática há anos realizada no Maracanã, principalmente em jogos contra clubes pequenos, nos quais torcedores andam até o outro lado do anel para assistir de mais de perto às jogadas de ataque do seu time.

Não foi o que aconteceu com o tricolor Rodolfo Nunes, que, apesar do público diminuto, relatou não terem sido disponibilizados nas bilheterias ingressos para todos os setores das arquibancadas.

A confusão só não foi maior, porque a vendedora lhe garantira que a setorização fora adiada para o próximo fim de semana, apesar de ter sido abordado por funcionários da Suderj quando entrava no túnel que dava acesso ao setor de onde gostaria de ver o jogo.

Não foi isso, Rodolfo?

“João,

“A Suderj não pode exigir que o torcedor ocupe o lugar determinado pelo ingresso se ele não tem a opção de compra para o setor que deseja.

“Fui ao Maracanã assistir a Fluminense x Volta Redonda. Ainda sem ingresso, dirigi-me à bilheteria 8 e, em momento algum, fui indagado pela vendedora sobre o setor que eu gostaria de comprar.

“Pedi arquibancada verde A, e ela me entregou amarela B. Ao solicitar a troca, fui informado pela vendedora que naquela bilheteria só havia ingressos para aquele setor. Mas logo em seguida mudou o discurso, dizendo que a setorização não valeria para aquele jogo, embora fosse essa a determinação inicial.

“Sendo assim, entrei no estádio pela rampa da UERJ, mesmo com a indicação do bilhete de, para aquele setor, subir a rampa do Bellini. Ao passar pela catraca, não fui abordado por nenhum funcionário da Suderj, fazendo-me crer na veracidade da informação que recebera da vendedora da bilheteria 8.

“Somente quando eu e meus amigos entrávamos no túnel da arquibancada verde A, alguns funcionários da Suderj perguntaram pelo nosso setor. Informamos, seguido de uma explicação de que a vendedora não quisera nos vender para o setor que entrávamos.

“Menos mal que diante da justificativa e do pouco público, conseguimos, como queríamos entrar na verde A, sem problemas.”

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E 2014 se aproxima!

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Escaldado Time de Guerreiros

qua, 20/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

Tela I (Coluna IV)Trinta e nove dias após a decisão da Copa Sul-Americana, o Fluminense voltou ao Maracanã repetindo o mesmo placar de sua última atuação no estádio e o de sua estréia no Campeonato Estadual: 3 a 0.

E se não foi o time envolvente da partida contra o Americano, ao menos, o Time de Guerreiros jogou o suficiente para conseguir sua segunda vitória, também por goleada, na competição.

Mais difícil, porém, que vencer o modesto time do Bangu foi jogar (ou derreter) sob um intenso calor de 55°C (sensação térmica de dentro do campo), atrocidade cometida por cartolas irresponsáveis e despreocupados com a saúde alheia, que marcaram o jogo para o desumano horário das 15h (do sol).

Fred (duas vezes) e Alan, que entrou no lugar de Maicon, foram os autores dos gols tricolores na rodada, aumentando para dez os jogos de invencibilidade do time no estádio.

Rodada que vitimou mais um zagueiro tricolor – Cássio, desta vez, que já substituíra Dalton, com uma pubalgia.

Zaga, diga-se de passagem, uma única vez vazada nos últimos seis jogos (contra Vitória, LDU, Coritiba, Rio Branco, Americano e Bangu).

Homogêneo, porém, o elenco do Flu parece atuar sempre no mesmo nível, independentemente dos “guerreiros” selecionados para iniciar a partida.

Predicado de um time de amigos, que jogam um pelo outro, sem as costumeiras rixas e vaidades tão comuns entre astros da bola.

Pois veja a humildade de Conca, que nunca canta de galo, e está sempre a ajudar decisivamente o Flu, como no pênalti que sofreu aos 24 da etapa final, cobrado, tal qual o primeiro, por Fred.

Tela II (Coluna IV)Com os dois gols que fez, o artilheiro, que mais uma vez mandou corações pra torcida, abriu a contagem para os 60 que pretende marcar na temporada, restando, para a meta, 58, obviamente a serem cobrados pelos tricolores.

Cobrança, por sinal, bem diferente das que Fred vem fazendo nas penalidades, com paradinhas. Sem distância da bola, o atacante ainda pode se complicar com isso – sobretudo porque já está marcado pelos goleiros.

Como o do Volta Redonda, próximo adversário do Tricolor, que, com sua partida começando mais tarde, pôde dar uma espiada no que acontecera no Maracanã.

E se Everton tomou conhecimento das paradinhas de Fred, soube também que o Flu venceu mais uma vez e que vem embaladíssimo para o duelo de domingo, às 17h, também no Maior do Mundo.

O mais novo desafio do Time de Guerreiros.

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Trata-se de mais um equívoco do governo a decisão unilateral da Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer de proibir a venda de ingressos nas bilheterias do Maracanã em dia de jogos.

“Dar mais segurança e conforto aos torcedores” é tudo o que não se consegue com a medida, que, pelo contrário, desrespeita e causa incalculável transtorno a milhares de pessoas culturalmente habituadas a adquirir entradas horas antes das partidas.

Nas duas primeiras experiências – domingo, na estréia do Fla, e quarta-feira, em jogo do Flu –, a bola rolou dentro do estádio enquanto, fora dele, a despeito da decisão, torcedores se mostraram revoltados, recorrendo, na ânsia de ver a partida, aos cambistas, os verdadeiros beneficiados.

Também por conta do imbróglio, inevitável prejuízo financeiro aos clubes, com a desistência de grande parte do público – em face do obstáculo que lhe fora imposto – e o conseqüente esvaziamento do estádio.

O Flamengo, driblando a ordem, ainda mandou abrir as bilheterias 40 minutos antes do início de seu jogo, sob argumento de evitar tumulto no entorno do estádio, no que fez muito bem.

Não foi o que achou a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, que, contrariada, ameaçou punir o clube rubro-negro com o impedimento de voltar a jogar no estádio pelo resto do Estadual, o que seria risível.

Que, excepcionalmente, em dia de grandes decisões, proíba-se a venda no Maracanã, ainda vá lá.

Mas vetá-la para jogos como Fla x Caxias e Flu x Bangu, de risco mínimo, é algo que beira as raias do absurdo.

Que a secretaria reveja sua decisão a tempo de não encher ainda mais os já polpudos bolsos dos cambistas e, pior, evitar uma confusão generalizada nas cercanias do estádio.

Desordem que, se de fato ocorresse, constituiria a medida num lamentável tiro no pé.

***

Também na contramão do bom-senso, a setorização do Maracanã, que passará a vigorar já na rodada deste fim de semana, com Flu x Volta Redonda.

A medida, segundo a Secretaria, visa ao fim das superlotações e sobreposições dos assentos.

Assim, aquela velha tradição de virar de lado no intervalo para assistir de perto às jogadas de ataque do time, infelizmente, também já faz parte do passado.

Não obstante, o torcedor ainda é obrigado a pagar de R$30,00 a R$50,00, valores considerados abusivos para os padrões dos brasileiros.

Isso quando sobrevive ao calor de 47°C em jogos marcados para as 16h em pleno verão carioca.

Moral da história: torcedor sofre.

***

Gostou da nova foto que ilustra o blog? Era esta a tal surpresa da qual falei na coluna de estréia e que ficara devendo. Mais condizente com o título do espaço – Terno e Gravatinha –, ao menos agora não serei mais cobrado por ser então o único entre todos os blogueiros do Globoesporte.com a não exibir as cores do clube de coração.

Pois aí está. E em grande estilo.

***

Entre e-mails, comentários no blog e mensagens em comunidades de relacionamento, foram inúmeros os envios de carinho e felicitações pela passagem de meu 31° aniversário.

Já discorri aqui do meu sentimento de culpa de, por vezes, não poder respondê-los individualmente – sobretudo nessas ocasiões especiais –, o que ocorreu no último dia 19, quando passei quase todo o tempo longe da Internet.

Apesar do suplício, digo-lhes, com a maior honestidade do mundo, que li, uma a uma, todas as mensagens que me foram enviadas, e que, por elas, agradeço-os muito e de todo coração.

Foi lendo-as, inclusive, que acho que rejuvenesci uns 10 anos.

Razão pela qual na nova foto que ilustra o blog aparento não ter mais do que 20 anos.

Por seu imenso carinho, o meu muito obrigado.

***

Responda rápido.

O que é mais cruel: a altitude de Quito ou o calor dos jogos marcados para as 16h no verão do Rio de Janeiro?

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Quente, não. Fervendo!

dom, 17/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Estadual 2010

Tela I - Coluna IIIFoi uma estréia alvissareira a do Fluminense no Campeonato Estadual. Em que pese a fragilidade do Americano, o Time de Guerreiros, mesmo com apenas duas semanas de treinamentos, fez uma exibição inspiradora para quem está só começando a temporada.

A goleada tricolor por 3 a 0, em Campos, confirmou a expectativa que se criara para esse jogo desde o apoteótico desfecho de 2009.

Expectativa agora transferida para esta quarta-feira, às 16h (isso lá é horário, no verão), data do reencontro da torcida tricolor do Rio (predicado de quem tem torcedores por todo o país) com o time, afastados desde a emocionante decisão da Copa Sul-Americana, em 2 de dezembro.

No dia do padroeiro da Cidade Maravilhosa, Flu x Bangu como belo pano de fundo.

Com mais uma bonita e convincente atuação do Time de Guerreiros, espera-se.

Este Flu não joga para inglês ver, não senhor.

Tampouco para Americano – salvaguardando os torcedores do clube de Campos.

Este Flu, de sonhos e alegria infinita, joga, sim, é para uma nação ver.

Que a profecia seja cumprida!

(arte: Marco Gall)

***

Dose de cautela, em que pese o lirismo do texto anterior, também é recomendada aos tricolores neste momento em que se está apenas iniciando o ano.

É enorme a expectativa sobre esse time, sabemos todos. Mas neste princípio de temporada, ombros poderão pesar tanto quanto – ou mais – as pernas dos jogadores, se a torcida interpretar eventuais tropeços do time como sinônimo de fracasso ou desilusão.

Este Time de Guerreiros já andou nos mostrando que está preparado para tudo.

Mas ao seu tempo, claro.

***

Éverton e Júlio César (este, no segundo tempo) estrearam bem em seu primeiro jogo oficial com a camisa do Flu. Foram das caras novas, inclusive, os gols que abriram e fecharam a goleada tricolor em Campos.

Éverton parece ter sido uma ótima para Conca, que se sentiu à vontade para ir mais à frente, onde barbarizou e fez coisas que até Maradona duvida – e, por isso, não o convoca.

Eleito por torcedores de todo o país o melhor jogador do Campeonato Brasileiro passado, Conca teve uma atuação de encher os olhos e fazer o tricolor crer que tempos muito bons e auspiciosos parecem estar mesmo por vir.

Já Willians, antes cotado para ser o titular ao lado de Conca, terá agora que ralar um pouco mais para ficar com a posição.

Leandro Eusébio, o outro estreante, pareceu confuso, embora não chegasse a decepcionar. Poderá ser útil, porém, na composição do elenco.

Mas salve Diguinho e Maicon Bolt, respectivamente, autor de drible e passe primorosos e de um dos gols da goleada.

E salve todo o Time de Guerreiros, que enganou até o colunista, escrevendo que o Flu viria quente.

Pois veio fervendo.

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Também na coluna passada, discorri sobre o 3-5-2 de Cuca, que, se alguma dúvida ainda havia, domingo ficou provado.

É pra lá de ofensivo.

***

Tela II (Coluna III)Fanático torcedor tricolor da pacata cidade de Várzea Nova (BA) fez promessa pra lá de exótica ainda quando o Flu encontrava-se em situação desesperadora no Brasileiro passado.

Dada a improbabilidade do feito, prometeu ir, DE JOELHOS, de Itã, Zona Rural da cidade, até o povoado de Lagoa de Dentro, distante 2,5 quilômetros, se o milagre acontecesse.

O tempo passou, os jogadores ouviram suas preces e o nosso herói, olha ele aí, mostrou que guerreiro não é só o time do Fluminense, não.

Palmas para essa figuraça.

***

O colunista fica um ano mais velho na próxima terça (19).

Que não me escrevam cobrando a mudança no algarismo da idade no perfil ao lado, este ano, trocado antecipadamente (31).

Trinta e um, aliás, é o número de títulos estaduais que o Fluminense terá, se conquistar o campeonato deste ano.

Prova de que estou umbilicalmente ligado à sala de troféus das Laranjeiras.

Gravatinha quem disse.

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Flu vem quente

qui, 14/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Especial

Tela I (Coluna II)Rafael, Gum, Dalton e Cássio; Mariano, Diguinho, Conca, Willians (Everton) e Julio César; Maicon e Fred.

É com esta formação que o Fluminense deverá estrear domingo no Campeonato Estadual, às 19h30, em Campos. Isso se Cuca optar pelo esquema 3-5-2, que parece ser mesmo seu favorito. Foi com ele que o Time de Guerreiros iniciou sua arrancada no Campeonato Brasileiro, culminando com a heróica permanência na Série A.

O treinador, ao que me lembre, só abriu mão da formação na decisão da Copa Sul-Americana, no Maracanã, quando o time precisava golear a LDU, o que acabou acontecendo, embora não com a diferença necessária.

Numa competição em que a maioria das equipes se notabiliza pela fragilidade técnica – salvo o Caxias e o Macaé, que estão nas Séries B e C do Campeonato Brasileiro, os demais clubes pequenos brigam por vagas na Quarta Divisão do futebol nacional –, Cuca deverá sofrer questionamentos se aplicar repetidamente o esquema com três zagueiros.

Questionamentos com os quais não concordarei (no que tange única e exclusivamente ao esquema, registre-se), visto que a opção por esta formação não significa necessariamente uma equipe cautelosa em suas ações.

Principalmente porque, ao que indica, o treinador passará a escalar um único volante no meio-de-campo – verdade que os meias Willians ou Everton também terão obrigações defensivas – e contará com duas opções ofensivas nas laterais: Mariano e Julio César, eleito o melhor jogador de sua posição no Brasileirão passado.

Há cinco anos, vale a lembrança, Abel Braga, então técnico do Flu, também apostou no 3-5-2 e foi bem-sucedido. Tinha um time ajustado nas mãos e contava com Juan e Gabriel nas laterais, que, técnicos e a mando do treinador, atuavam como alas, servindo Tuta e Leandro Guerreiro na frente, embora este último também caísse pelos lados do campo.

Mariano e Julio César podem não estar no mesmo nível dos ex-laterais do Flu, mas são notadamente bons jogadores. Se o esquema dará certo com eles, só o tempo dirá. Mas a verdade é que o 3-5-2 do Cuca nunca se caracterizou como um esquema covarde.

As notáveis atuações do Time de Guerreiros em 2009, dentro e fora de casa, comprovam a eficácia do esquema.

***

Salvaguardando a fragilidade técnica dos clubes de menor investimento, o Estadual deste ano promete ser um dos mais atraentes e badalados dos últimos tempos.

A expectativa, claro, deve-se aos feitos recentes de alguns de seus principais candidatos (títulos brasileiros de Fla e Vasco nas Séries A e B; inesquecível arrancada do Flu) e aos craques que hoje abrilhantam o futebol carioca, como Fred, Conca, Adriano, Petkovic, Dodô e Abreu.

Ótimo tempero para as maiores torcidas de uma cidade que, há quatro meses, foi eleita pela revista americana Forbes a mais feliz do planeta e que possui uma das Sete Maravilhas Contemporâneas do Mundo – o Cristo Redentor.

***

Ainda na carona da nota anterior, no âmbito esportivo, não custa enumerar, o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, umas das chaves e a final da Copa do Mundo de 2014 (além do centro de mídia), a Copa das Confederações de 2013 e os Jogos Mundiais Militares de 2011. Há três anos, promoveu também os Jogos Pan-Americanos de 2007.

Que o Flu e demais clubes cariocas acompanhem esta retomada da Cidade Maravilhosa no cenário esportivo internacional.

***

Tela II (Coluna II)O Time de Guerreiros agora é exclusividade do Flu.

Não falo dos jogadores, há muito tempo em lua-de-mel com a torcida.

Refiro-me à marca “Time de Guerreiros”, que vem sendo registrada no INPI pela diretoria do clube, para que seja explorada comercialmente.

A ótima idéia foi sugerida por administradores do Portal Pó-de-Arroz, que já trataram, inclusive, de registrar o domínio www.timedeguerreiros.com.br, página que dá acesso ao site oficial do Fluminense.

Gol de placa, que faz deste, agora, um Time de Guerreiros Eterno.

***

Em sua reapresentação ao Flamengo, o sérvio Petkovic, de quem sou admirador, cobrou planejamento do clube rubro-negro. Entre uma e outra queixa, disse que um elenco grande e homogêneo seria preciso para a temporada, porque ninguém agüenta jogar sempre às quartas e domingos.

O Time de Guerreiros jogava, Pet!

E olha que ainda viajava à beça.

***

Tela III (Coluna II)Uma iniciativa organizada por um grupo de tricolores institui o dia 21 de cada mês como o Dia da Camisa Tricolor.

Nele, todos os torcedores do Fluminense devem sair à rua com o uniforme do clube na data, a começar já pela próxima quinta-feira, dia seguinte ao feriado de São Sebastião.

Espera-se grande adesão entre os tricolores, já que em 21 de julho, data de fundação do clube, a expectativa é fazer da cidade um mar verde, branco e grená.

(foto: Bianca Barcelos)

***

Tartá é oficialmente jogador do Atlético-PR até 31 de dezembro. O meia foi emprestado ao clube paranaense para ganhar cancha em seu retorno ao Flu, em 2011.

Muitos, inclusive eu, consideravam Tartá uma boa opção para a posição na ausência de qualquer um dos titulares. Fora dos planos de Cuca, a diretoria, porém, preferiu emprestá-lo.

Pisada de bola.

***

Um dos ídolos tricolores nos anos 80, o ex-atacante Washington, que padece de grave doença degenerativa, foi mais uma vez homenageado pelos torcedores, dia 10, desta vez em Salvador, pela Torcida Organizada Axé Flu.

Tela IV (Coluna II)Recebido com uma estrondosa salva de palmas por um corredor de tricolores que recepcionaram o ex-jogador na sede da organização, no Rio Vermelho, Washington ganhou homenagens, placa e assinou dezenas de camisas comemorativas com seu nome, confeccionadas exclusivamente para a ocasião.

Na festa, Washington, que é natural de Valença (BA), recebeu todo o dinheiro levantado com uma rifa, a exemplo do que já havia acontecido no Jogo das Estrelas, de Zico, no fim de dezembro, e no Washington Day do Rio, antes da partida contra o Atlético-PR, em novembro, quando urnas foram deixadas na rampa do estádio para contribuição dos torcedores.

Entre carinho, capital e homenagens, a torcida de todos é pela recuperação deste grande caráter que é Washington

Dribla mais essa, guerreiro!

(foto: Domingos Dias)

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Tricolores residentes em Salvador que desejam se associar ao Axé Flu devem acessar www.axeflu.com.br

No site, ficarão sabendo também de points de encontros de torcedores do Flu em pelo menos dez estados do Brasil (inclusive Amazonas).

E ainda tem pesquisa que aponta a torcida do clube com irrisório 1% da preferência nacional.

Só contando a do papagaio mesmo…

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Quatro dos cinco primeiros adversários do Flu no Campeonato Estadual foram seus oponentes na decisão das últimas seis conquistas do clube na competição – Americano (2002), Bangu (1985), Volta Redonda (2005) e Flamengo (1983, 1984, 1995).

Coincidência pra lá de inspiradora, não?

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Acabaram as férias, guerreiros!

Agora é à vera!

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O longa mais esperado dos últimos anos

seg, 11/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Especial

Time de GuerreirosÓrfãos de jornadas incríveis, quase milagrosas, ficaram milhões de tricolores no princípio do mês de dezembro. Era o fim da temporada do futebol brasileiro e, conseqüentemente, de exibições memoráveis de um dos mais fantásticos times da história recente do Flu.

Graças a ele, habituamo-nos às emoções de atuações de absoluta superação, protagonizadas por atletas-heróis, que transcenderam até mesmo o contexto semântico natural de “profissionalismo”.

Porque se só profissionais fossem, o Fluminense talvez tivesse sucumbido à maratona esmagadora de viagens e jogos.

A realização do que parecia improvável e, justo por isso, a cooptação de torcedores de todos os cantos fizeram deste um grupo muito especial.

Enquanto dezembro corria, lembrávamos dos gols de Fred, da habilidade de Conca, da virilidade de nossos volantes…

Lembrávamo-nos também de nossos meninos… Os meninos de Xerém, que, encarnando o espírito tricolor, revelaram-se verdadeiras e valiosas pepitas de ouro.

Não esquecemos também de Gum, o grande Gum! Nosso raçudo zagueiro-artilheiro, de comemorações comoventes, como as atuações de todo o time.

Time de Guerreiros.

Eles voltaram, enfim.

Inegavelmente, há muito não sentíamos tantas saudades de um time.

O memorável feito da temporada passada deixou acalentado nos corações tricolores a esperança de um ano auspicioso. De glórias e voltas olímpicas.

Que assim seja.

(arte: Gustavo Pelaez)

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Despedi-me de 2009 prometendo novidades na abertura da temporada do Blog do Flu. Uma delas, infelizmente, não ficou pronta a tempo da coluna de estréia. Por depender de terceiros para efetuá-la, terei de esperar mais alguns dias antes de mostrá-la a vocês.

A outra novidade não poderia ser melhor (nas duas mãos). O Blog do Flu está agora no Twitter (@blogdoflu), ferramenta hoje considerada indispensável entre profissionais de comunicação e outros segmentos. No começo reticente quanto à sua importância e utilização, estou agora mais do que convencido de sua necessidade à informação e interação instantânea. Além do mais, encurta espaços e agrega internautas de todos os cantos do mundo.

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Leandro Euzébio (Z), Thiaguinho (LD), Julio César (LE), Everton (M), Willians (M) e Mateus Paraná (A) são as caras novas do Fluminense em 2010. Contratações cirúrgicas e precisas, já que o Flu carecia mesmo de melhores laterais, além de mais um apoiador (no ano passado, quando atuava no esquema 3-5-2, Conca era o único meia de criação do time; nas poucas vezes em que Cuca optava pelo 4-4-2, González e Marquinho eram as alternativas para a posição).

Com Conca absoluto no setor, quatro deverão brigar por uma vaga ao seu lado. Segundo informações de Vitória (ES), onde o time realiza a pré-temporada, Willians é o favorito para ser titular.

Já Leandro Euzébio destaca-se mais por seu estilo incansável de marcação do que propriamente por sua habilidade. Com características semelhantes às de Gum, deverá ser o reserva imediato do guerreiro tricolor.

Mateus Paraná, ex-Fenerbahçe (TUR) e São Caetano, é um caso à parte: só foi trazido porque Adeílson operou o joelho e estará inativo durante toda a Taça Guanabara. O atacante será avaliado pela comissão técnica durante este período.

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AeroE a recepção calorosa do povo capixaba à delegação do Flu no aeroporto de Vitória, hein?

Incrível o momento e a lua-de-mel que time e tricolores de todo o Brasil vivem.

Sobre este desembarque, um despeitado colunista, dia desses, escreveu que a festa no saguão não se justificava porque tudo o que o Flu havia conseguido era fugir do rebaixamento.

Não entende nada de paixão.

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Estou gostando muito desta gana de bola que Fred vem demonstrando nos últimos meses. O atacante tricolor, ao retornar das férias, chegou a pedir ao preparador físico Ronaldo Torres que o deixasse nos trinques.

Fred quer disputar sua segunda Copa do Mundo, ser campeão pelo Fluminense e fazer 60 gols na temporada.

Tá com tudo o artilheiro.

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Fred, como quase todo o time titular, jogou apenas um tempo na vitória do Flu sobre o Rio Branco, domingo, no amistoso em Caciacica.

Serviu para tirar a ferrugem e a impressão de alguns dos novos jogadores.

Alan e Maurício fizeram os gols tricolores.

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Melhores momentos de Rio Branco 0 x 2 Flu, filmado por Rafael Venturim.

http://www.youtube.com/watch?v=aUKLDm6s8lM

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Lançada no primeiro trimestre do ano passado para saldar dívidas de clubes brasileiros com o Governo Federal, a Timemania II teve sua partilha de arrecadação modificada no último dia 1º. Desde então, as agremiações integradas à loteria passaram a receber valores proporcionais ao total assinalado no item “Time do Coração”, contido individualmente em cada volante. Isto é, na nova divisão será levado em conta o percentual de apostas que cada clube tiver obtido no ano anterior.

Dada a importância do assunto, um pouco mais de divulgação e incentivo – até por parte dos torcedores – se apresentam como necessários para conscientização da necessidade de amortização desta malfadada e milionária dívida tricolor.

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Empresariado por Reinaldo Pitta, Wellington Silva é a mais nova jóia tricolor a deixar o clube. Vendido para o Arsenal (ING), o jogador, que disputou o Mundial Sub-17 com a Seleção Brasileira ano passado, só irá para a Europa, porém, no primeiro semestre de 2011, quando atingir a maioridade.

Não custa lembrar, os gêmeos Fábio e Rafael, transferidos ao Manchester United em janeiro de 2008, sequer chegaram a atuar entre os profissionais do Fluminense.

O que, lamentavelmente, deverá ocorrer também com Wellington Silva.

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Em tempo: como compensação (se é que há alguma aos olhos dos tricolores), o fato de Wellington Silva não ter sido vendido a preço de banana. Detentor de 100% dos direitos econômicos do jogador, o clube embolsará a polpuda quantia de R$10 milhões (R$6,5 milhões já adiantados).

Dinheiro para o pagamento em dia dos funcionários do clube é o que não vai faltar.

***

Ainda Wellington Silva. Impressionante sua participação domingo à noite na sensacional virada tricolor sobre a equipe de São Bernardo, cidade que sedia o Grupo F da Copa São Paulo de Juniores.

Com 2 a 0 contra, Wellington Silva tocou com estilo na saída do goleiro, diminuindo a diferença, que logo viraria empate, após jogada iniciada magistralmente pelo meia. A habilidade do jogador no desmoralizante drible à marcação adversária deixou muito tricolor já saudoso de sua prematura saída.

Nos acréscimos, Wellington Silva ainda sofreu o pênalti que resultou no gol da virada e da classificação tricolor à segunda fase da competição, em que enfrentará o Palmeiras.

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A notável virada dos juniores do Flu lembrou a dos profissionais contra o Cruzeiro pelo movimento do placar e por ter acontecido em campo adversário.

Time de Guerreirinhos esse, hein?

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Menos mal que Dori também não tenha sido “vítima” do mercado europeu. Destaque do Flu no Campeonato Brasileiro Sub-20 do ano passado, competição em que o clube terminou em terceiro lugar, o jovem atacante foi “puxado” para o time de cima, como Ferreira (V), Neves (V) e Bruno Veiga (A).

***

Dois mil e dez nem bem havia batido ainda à porta quando fui surpreendido pelo sacro e-mail de J. Carlos Maia. Nele, o leitor acusa o colunista de comportar-se em desacordo com as leis divinas, como você confere logo abaixo.

“João, sendo você uma pessoa que acredita em superstições (Gravatinha, Nelson Rodrigues etc), por favor, não mencione Deus nas suas historinhas. Ele não compactua com isso. Trata-se, portanto, de uma heregia”

Esse ano promete…

***

Em tempo: o que será que Maia quis dizer ao afirmar que “acredito” em Nelson Rodrigues? Teria sido o grande escritor e dramaturgo uma alucinação coletiva?

Periga milhões de brasileiros que leram e assistiram a suas obras quererem indenizações por esta pseudomentira artificiosa.

***

Daquele veeelha série “Perguntar Não Ofende”: por que, pelo segundo ano consecutivo, o Fluminense jogará sua partida de estréia no Campeonato Estadual fora de casa?

Em 2009, foi a Cabo Frio; agora, irá a Campos, enfrentar o Americano.

E o tal rodízio, implantado, por exemplo, no Campeonato Brasileiro?

Entra ano, sai ano, e esta Federação não se emenda mesmo.

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Já estava com saudades. Estamos juntos novamente.

Bom retorno a todos. Até quinta.

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qui, 07/01/10
por joao marcelo garcez |
categoria Sem Categoria

Coluna de estréia: nesta segunda-feira, ao meio-dia.

Link (com João na bancada do Redação SporTV) livro “Epopéia Tricolor” (2008):

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM776615-7824-JOAO+MARCELO+GARCEZ+LANCA+LIVRO+EPOPEIA+TRICOLOR,00.html

Link livro “Libertadores 2008” (2009):




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