Ciro
Recife, 16 dias passados do mês de março.
Em comparação ao ano passado, a capital pernambucana praticamente não mudou em nada.
O calor é o mesmo, o trânsito caótico como de costume, o preço do caldinho de feijão – na praia de Boa Viagem – segue R$ 2 (não paguem mais que isso) e a Ciromania permanece em moda. Como em 2009, o jovem atacante do Sport é “a” referência quando se fala em gols no Pernambucano.
Ciro é o artilheiro da competição com 10 gols, um a mais que Joélson, do Santa, e tem ainda mais dois na Copa do Brasil, que os classifica como um dos maiores goleadores do país, vice-líder do Troféu Friendenreich, ao lado de Vagner Love e atrás de Edmundo, do Botafogo/PB, e Diogo Galvão, do Trindade/GO, que têm 13.
O que o torcedor do Sport menos deseja é que o ano siga à mesmice do que se passou, quando contou com “dois Ciros” na mesma temporada.
O goleador, jogador indispensável e o atacante facilmente marcável e previsível, que passou nove meses sem marcar um gol com a camisa rubro-negra. O calendário virou e o futebol do sertanejo de Salgueiro saiu da sombra.
Mais forte fisicamente, Ciro também dá a impressão que está mais equilibrado nos pés e na cabeça. Não é mais aquele atacante que fica ”peruano” pelo campo, começou a marcar gols de cabeça, definiu uma posição, passou a jogar em diagonal e se utiliza com frequência do recurso do drible quando esbarra com a marcação dos rivais. Só precisa não dar linha ao exagero, expulsar a nociva presença do preciosismo e praticar com maior frequência o solidarismo.
O excelente momento já o recoloca em evidência no mercado internacional e a artilharia do Pernambucano e uma posterior na Série B, serviriam de recibo para sua venda ao exterior. Ano passado o Sport chegou a negar uma proposta de R$ 10 milhões por seus direitos federativos. Em 2010, a expectativa é conseguir R$ 20 milhões com o atacante. Se seguir ao mesmo embalo até o fim do ano, Ciro, em março de 2011, deve estar praticando um novo idioma.

Ciro, novamente em evidência
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