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Saiba mais sobre o teste ergoespirométrico no ciclismo

ter, 24/03/09
por José Rubens D'Elia |

Olá blogueiros,

Hoje, este grande profissional do ciclismo, o treinador Thiago Faria, vai nos dar mais informações sobre teste ergoespirométrico no ciclismo. Confira o artigo.

Abraços,

D’Elia


O teste ergoespirométrico pode ser realizado em diversos ergômetros, esteiras, bicicleta ergométrica, clicloergometro de mão, ciclosimuladores (o ciclista usa a própria bicicleta) existem até mesmo piscinas com correnteza para aplicar o teste em nadadores, o local do teste deve ser o mais específico possível, ou seja um ciclista deve realizar o teste na bicicleta ergométrica, ou na sua própria bicicleta.

Durante o teste diversos parâmetros são gravados, a velocidade, cadência, potência, frequência cardíaca, pressão artérial, eletrocardiograma e dados espirométricos (provindos do gases que saem e entra do seu corpo pelas vias respiratórias). Em alguns casos também é analisado a concentração de lactato sanguíneo, em determinados momentos, normalmente os que representam o seu primeiro e segundo limiares respiratórios.

Confira o teste ergoespirométrico de ciclismo:

Vamos falar dos valores quem encontramos geralmente na última página do laudo do teste onde estão muitos números dispostos. Para identificar os limiares já comentados. Encontramos dados como VO2, VO2/kg, e RQ.

VO2 (consumo de oxigênio absoluto):
Essa é sem duvida a variável mais popular, que se trata do volume de oxigênio que o atleta consome por minuto durante cada instante do teste. Espera-se que quanto maior esse valor maior o desempenho em atividades de endurance. Esse valor é absoluto, ou seja não depende do peso do atleta, esse valor é expresso em L/min.

VO2/kg (consumo de oxigênio relativo):
Consiste no volume de oxigênio consumido pelo atleta em relação a sua massa corporal, ou seja é o mesmo valor obtido na variável anterior (VO2) dividido pela massa do atleta. Quando um ciclistas fala que tem um VO2 de 80, é justamente essa variável que ele está relatando. A unidade dessa variável é mL/kg/min. Ao se perguntar por de diferenciar um do outro, a resposta é simples, um atleta com 90kg tem um desempenho menor do que um com 60kg quando apresentam o mesmo VO2/kg (vo2 relativo), seria algo como ter um caminha com 500 cavalos de potência e um carro com a mesma potência, não precisamos nem pensar muito para chegar a conclusão de que o carro será muito mais rápido do que o caminhão.

R ou QR (coeficiente respiratório):
Essa variável demonstra a razão que existe entre o CO2 produzido e o O2 consumido. Em repouso o R varia entre 0,75 e 0,83 isso representa que durante o repouso o metabolismo predominante é o de lipídios, já que as exigência metabólica é baixa o metabolismo de gordura dá conta do recado. Quando uma atividade é iniciada esse valor aumenta e se aproxima de 1 o que representa que o gasto energético aumentou e o metabolismo de lipídios não está suprindo as necessidades, portanto o metabolismo glicolítico é ativado para fornecer energia ao organismo. Conseguimos identificar isso pois para metabolizar gordura (ac. Palmítico) precisamos de 23 moléculas de O2 e produzimos 16 moléculas de CO2, portanto R= 16/23 = 0,659. Quando catabolizamos carboidratos utilizamos 6 moléculas de O2 e geramos 6 moléculas de CO2, ou seja R=6/6=1. Durante o teste é comum ultrapassar o R=1, isso porque o metabolismo do atleta está tão aumentado que utiliza outras substância, como o piruvato para a produção de energia. Em indivíduos com aumento precoce do R, pode estar ligado ao deficiência do metabolismo de gordura que logo fica insuficiente para suprir as necessidades, isso geralmente é corrigido com a adequação do treinamento.

Dependendo do equipamento de análise e software utilizados no teste, ainda existem outros dados que podem aparecer, porém essas informações são mais do que suficiente para você compreender um pouco mais do seu teste ergoespirométrico.

Ótimo treino a todos.

Por Thiago Faria
Treinador de Ciclistas e Preparador Físico.

O diferencial do Treinamento Funcional

ter, 10/03/09
por José Rubens D'Elia |

Olá blogueiros,

Hoje, nosso especislista Eduardo Cury, vai dar mais Fôlego ao Blog com informações sobre treinamento funcional. Confira.

Abraços,

D’Elia

O Treinamento Funcional é uma metodologia recente no Brasil, seu objetivo principal é tornar o corpo humano uma máquina de locomoção mais eficiente. Para a realização dos exercícios são utilizados equipamentos como corda, elásticos, bolas e peso (o método utiliza um peso específico em forma de uma bola com alça).

Até hoje, o treinamento esportivo geralmente é feito de forma isolada. O treinamento funcional é inovador ao permitir que o indivíduo acione seus músculos e articulações de forma global, em cadeias musculares desenvolvendo coordenação motora, agilidade, equilíbrio, força e condicionamento cardiorrespiratório.

Esse treinamento é indicado para todas as pessoas, independente de idade, sexo e estado de saúde. Abrange todas as fases de condição física, desde a regeneração até o desenvolvimento atlético, buscando mais qualidade e eficiência nas tarefas a se realizar com o corpo.

As sessões de treinamento têm duração de até uma hora. O ideal é que os planos sejam de longo prazo para que as adaptações fisiológicas e a rotina de vida ativa se tornem um hábito com resultados consistentes.

Para dar início ao treinamento é essencial um contato inicial com o personal trainer, momento em que será feita uma entrevista com o cliente para melhor compreender suas características corporais particulares, hábitos e rotina diária. Neste sentido, é feita uma anamnese e uma avaliação corporal. O profissional ainda realizará uma análise das funções musculares e das articulações, condição de saúde, nível de treinamento e objetivos quanto ao treinamento.

Aproveite a evolução do treinamento!

Por Eduardo Cury

Grupo de Corrida. Devo participar?

ter, 18/11/08
por José Rubens D'Elia |

Olá amigos,

Hoje vou apresentar a vocês mais um especialista que faz parte da minha equipe, o Prof° Érico Lima, eles estão sempre agregando informações importantes para melhorar as suas atividades físicas. Confira o texto sobre Clubes de Corrida.

Abraços,
José Rubens

FraseOptar em participar de um grupo de corrida que conta com profissionais especializados é o caminho certo para quem deseja aliar saúde e desempenho esportivo.

Orientações que vão desde a escolha do tênis ideal às correções da marcha de corrida são algumas vantagens de se integrar a um grupo de corrida, estes são fatores que por diversas vezes geram dores e desconforto por todo o corpo.

Muitos profissionais especializados em Clubes de Corridas se preocupam com a capacidade de cada participante. Nestes casos, os alunos são divididos em quatro categorias: caminhantes, corredores iniciantes, intermediários e avançados. Cada um tem sua própria planilha, renovada quinzenalmente, e sempre respeitando as peculiaridades de cada aluno. Ou seja, se machucar fica mais difícil. Atingir as metas fica mais fácil.

Amizades e até “networks” também fazem parte do leque de vantagens em não treinar sozinho. O fato de treinar ao ar livre, de encontrar amigos, fazer contatos, perder peso, notar maior fluidez no raciocínio, melhorar o humor e sentir-se mais jovem é o diferencial dos grupos de corrida, pois fazem com que você alcance o prazer físico e mental.

Está decidido a começar a treinar com algum desses grupos que contam com assessoria? Faça, então, seus exames médicos, busque referências sobre tais grupos e, principalmente, comece! O tempo não pára, você também não.

Uma boa corrida amigos!

Por Prof° Érico José de Lima

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10 dicas para a Meia do RJ

qui, 09/10/08
por José Rubens D'Elia |

Olá corredor,

Para participar de uma Meia Maratona, você deve ter certos cuidados antes, durante e depois da prova. Para não acontecer nenhum imprevisto, a gente reservou mais sugestões para você que se preparou durante essas últimas 10 semanas com as planilhas de treino.

Agora, confira as 10 dicas que o treinador Marcio Torres preparou para o Fôlego.

DICAS
1. Alimentação: a partir de hoje é importante aumentar a ingestão de carboidratos (macarrão, pão integral, arroz);
2. Hidratação: é claro, tomar bastante líquido (água).
3. Sono: durma bem durante a noite (no mínimo 8 horas de sono), pois descansar agora na reta final é o principal ingrediente;
4. Vestuário: use a camiseta e o shorts que você já vinha treinando, mas ainda assim, passe vaselina na virilha e em regiões que o tecido faz atrito com a pele (homens: coloquem band-aid nos mamilos);
5. Tênis: use o tênis que você já vinha treinando e não invente de estrear um novo calçado, porque isso pode machucar seu pé ou até causar lesões;
6. Alongamentos: procure, desde hoje, fazer alongamentos com tempo e tranquilidade, para que sua musculatura fique bem relaxada;
7. Cuidado com as unhas: não corte as unhas do pé na véspera da prova, pois a chance de você correr 21 km com o dedo inflamado é grande;
8. Ritmo: o começo da prova é uma subida. Portanto, largue num ritmo confortável, até porque são 15 mil corredores e você não pode sair atropelando ninguém. E na descida não se empolgue querendo ganhar o tempo perdido, e encaixe o seu ritmo até o final. Respeite o seu limite e corra da maneira que vem treinando;
9. Na largada: antes da largada, faça um aquecimento articular e um trote para aquecer a musculatura;
10. A prova: normalmente esta é uma prova quente, e mesmo que esteja frio, não descuide da hidratação durante o percurso. Além da água, é importante levar um sachê de carboidrato em gel para ser ingerido a cada 40 minutos.

Grande abraço e nos encontramos na Meia Maratona do Rio!

José Rubens D’Elia

O que diferencia você “ciclista amador” dos profissionais?

ter, 26/08/08
por José Rubens D'Elia |

Arquivo pessoalAmigo do fôlego,

O coordenador técnico de ciclismo Thiago Faria é o nosso especialista da semana. Ele é fera em bike e este texto é para os amantes das bicicletas.
Confira o que o Thiago preparou para o nosso Blog.

Abraços,
José Rubens

Ciclistas como Lance Armistrong, Eddy Merckx entre outros, apresentam ou apresentaram grande desempenho no ciclismo, mesmo que alguns tenham tido seu certo nível de envolvimento com doping, as suas capacidades são indiscutíveis.
O que fazem desses atletas grandes nomes do ciclismo? O que eles têm que um ciclista de fim de semana não tem? Vamos tentar dar uma resposta simples e direta sobre isso. Abaixo segue um quadro que demonstra o desgaste durante provas como o Tour, o Giro e a Vuelta, diferenciando o tipo de cada prova.
1-planilha-thiago.jpg
Notem que durante um percurso plano, onde se mantém em média 45km/h, a exigência física é quase que plenamente aeróbia, e esses atletas têm seu corpo em desequilíbrio apenas em escapadas, sprints, grandes montanhas e alguns momentos do contra-relógio, o que demonstra o tamanho da adequação que seus corpos já sofreram.
Esta outra tabela demonstra algumas variáveis fisiológicas de ciclistas profissionais.
planilha-thiago-2.jpg
Repare que o VO2 relativo desses ciclistas gira em torno de 87ml/kg/min, o que demonstra uma adaptação ao treinamento cardiovascular. Essas alterações facilitam a entrada de oxigênio no músculo, aumentam a captação de oxigênio pelas células musculares (aumento do número de mitocôndrias, células mais oxidativas). Isso é obtido a partir da adaptação do músculo cardíaco, que bombeia mais sangue fazendo menos esforço (hipertrofia excêntrica do músculo cardíaco), e é possível notar isso quando o atleta apresenta freqüência cardíaca de repouso baixa chegando a ficar por volta de 35bpm. Melhorias na hemodinâmica também são notadas.
Quando colocamos um ciclista experiente do lado de outro com pouca experiência é possível notar uma igual intensidade relativa (mesmo VO2), mesmo ambos tendo igual VO2max, um desgaste maior do indivíduo inexperiente. Isso se dá principalmente pela coordenação muscular que no ciclista experiente está muito mais fundamentada. O mesmo ocorre quando iniciamos o trabalho com musculação depois de 8 semanas, em média apresentamos um aumento da capacidade de força nos exercícios treinados muito maior do que o esperado para as semanas seguintes, isso se dá pela melhor coordenação intra e intermuscular. Dentro dessa coordenação podemos citar a diminuição da ativação antagônica ao movimento (muito visível em atividades cíclicas como o ciclismo), melhor interação da ativação dos músculos estabilizadores, entre outras adaptações.
Não podemos deixar de lado as experiências cognitivas, pois o ciclista experiente conhece bem o seu corpo e sabe o que ele suporta, consegue dosar a intensidade do exercício para que chegue ao final da prova com gás para um sprint final.

Enfim, o bom ciclista é o conjunto da preparação física, que está ligada à sua metodologia de treinamento (é sempre interessante consultar alguém capacitado para fazer isso). Esse treinamento gera uma série de alterações fisiológicas que resultam num melhor desempenho. Essas alterações geralmente estão ligadas às limitações genéticas do atleta, e além da preparação física, a experiência psicológica é essencial para o bom desempenho de qualquer atleta.

Por Thiago Faria

Fôlego no Momento Olímpico com Adriana Behar

qui, 14/08/08
por José Rubens D'Elia |

Globosat/Divulgação
Olá amigos do Fôlego,

Mais um momento especial dos bastidores das Olimpíadas. Nessa foto, amigos como o judoca Flávio Canto, o grande Toninho e eu ao lado dele, além de Kiko Menezes e, sentado, o jornalista Alexandre Oliveira. Como estou aprendendo com essas feras do esporte!

A seguir, a minha participação no Momento Olimpíco com Adriana Behar, quando falamos da dupla Ricardo e Emanuel. Eles já são destaque no Brasil e, experientes, demonstram nos seus jogos concentração e também conhecimento dos adversários. Vamos torcer para o Brasil conseguir mais uma medalha com a dupla.

Acompanhe o vídeo:

sportv.JPG



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