Formulário de Busca

Crônicas do Laert

Sáb, 08/11/08
por fabio monteiro |


bannerlaert.jpg
Marcus Laert é biólogo formado, rubro-negro fiel e colaborador do Blog

Lado A x Lado B

 

 

Hoje, dia 8 de novembro de 2008 e os irmãos Lado A e Lado B estavam discutindo a campanha feita pelo ESPORTE CLUBE VITÓRIA ao longo desse ano.

 

Lado A: É, estamos seguros na série A do ano que vem, classificados para a copa do Brasil…..que maravilha de tranqüilidade.

 

Lado B: Tranqüilidade o caraleo! E o sufoco do baianinho? O que você me diz?

 

Lado A: Ganhamos pela incompetência dos outros. E só!

 

Lado B: Só rindo com você meu maninho. Fizemos um campeonato MEDIOCRE, ao compararmos o ano passado. Veio um caminhão de jogadores que comeram a grana de salários onde poderíamos gastar com um nome de peso e ainda assim, fomos campeões pelo fato de faltar $$ para pagar o arbitro para que ele colocasse +2 minutos além dos 4 de acréscimos que havia sido dado no jogo lá em Camaçari.

 

Lado A: Mas fomos campeões né? E ainda ganhamos o último dos clássicos do estado!

 

Lado B: MAS TOMAMOS LAVADA DENTRO DE CASA….DENTRO DE CASA…..ONDE JÁ SE VIU ISSO???? PELO AMOR DE DEUS….VOCÊ GOSTARIA QUE SUA MULHER LHE TRAISSE NO LUGAR ONDE VOCÊ DORME AO LADO DELA?

 

Lado A estava pensando..pensando..pensando….

 

Lado A: É verdade…Mas ainda assim, fomos campeões!!!!!

 

Lado B: E a Copa do Brasil? O que me diz do fiasco contra o Paraná?

 

Lado A: Ah, culpe a arbitragem pela falta inexistente que foi marcada. Culpe-a também nesse brasileiro.

 

Lado B: Perae…Vamos por partes, ok? Primeiro que Trocamos de técnico e de postura. Ele trouxe mais alguns jogadores que pro baiano, serviram de tapa buraco. E teve um atleta que estava para vir no ano passado, mas não veio, e quando iniciou jogando, percebemos que nosso meio de campo estava mais PEGADOR! Aí conseguimos alavancar no inicio do brasileiro, sem arbitragem atrapalhar nosso time.

 

Lado A: Atrapalhou sim….O que me dizer de jogos contra o CORITIBA e SPORT fora? E contra o São Paulo dentro de casa? Isso só no primeiro turno. Já no segundo…

 

Lado B:  No segundo turno, iniciamos em quinto colocado e com muitas esperanças de brigar pelo título. Mas parece que a equipe apenas joga para cumprir tabela, sabendo quais os jogos que eles ganhariam “fácil”. Ah, colé….Tivemos a chance de calar a boca dos críticos, de fazer com que a mídia que engoliu o SPORT ao falar que eles eram o time campeão da COPA DO BRASIL de 2008 digerissem o fato do VITÓRIA mostrar que é time de chegada.

 

Lado A: Esquecendo um pouco a arbitragem desse segundo turno, vamos refletir também né? Saímos de uma série C para uma série B e temos que levantar as mãos para agradecer que conseguimos nos manter na série A. Nossa média de público não é uma das melhores, mas…..mesmo assim, temos um time que dá gosto de ver jogar!

 

Lado B: Menos né? No baiano, tivemos que aturar jogadores fora de posição! No brasileiro, alguns foram destaques como VANDERSON que vem subindo de produção de uma forma assustadora, Renan que está um monstro no meio de campo, Viáfara pegando até pensamento, W.Santana - a menina dos olhos de Mancini - e Marquinhos que está fazendo a diferença em alguns jogos.

 

Lado A: O que você quer dizer com essa conversa toda? Deixe de embromação!

 

Lado B: Rapaz, time para chegar lá na frente, NÓS TEMOS, mas parece que o time se deixa influenciar por causa das arbitragens, comportamento extra-campo, falta de foco e acima de tudo dessa imprensa que é PARCIAL, HIPER TENDENCIOSA e CAOLHA, ou seja, só vê o que lhe é conveniente! E olha que o E.C.Vitória é um dos times que pagam em dia os jogadores!!!!! Essa torcida deveria ser mais agradecida e COBRAR CADA VEZ MAIS desse time. Mais parece que eles não querem escrever o nome na história do clube…..

 

Lado A: Infelizmente…..concordo com você….


E assim, os irmãos chegaram a uma única conclusão:

 

Se o time quisesse fazer uma grande campanha, eles fariam, independente de arbitragem, extra-campo e outros mais que poderiam aparecer no decorrer do caminho…..

 

Mas fica uma pergunta para minha próxima crônica…O que esperar de 2009, sendo que o 2008 foi um ano de alívio?

Mulher na Área

Sex, 07/11/08
por fabio monteiro |
categoria Mulher na Área


bannerfernanda3.JPGFernanda Almeida, 19 anos, é estudante de arquitetura, apaixonada pelo Vitória e escreve às sextas.

 

A reta final do campeonato e o planejamento para 2009

O ano de 2008 está se encerrando e a participação do Vitória no campeonato brasileiro tornou-se apenas cumprimento de tabela. Talvez o fato de estar praticamente na Copa Sul-Americana tenha ditado a equipe um efeito de letargia, contentados com a conquista da vaga no torneio internacional. Pelo menos os números sugerem isso. Com o Sport entre os 12 que se classificam para a competição e a derrota do Santos na última rodada, as chances de qualificação estão praticamente garantidas.

Dúvidas à parte, o triunfo na partida contra o Atlético Mineiro no Domingo apenas consolidará de vez a participação do clube, evitando assim qualquer possibilidade de surpresa desagradável.

No entanto, apesar de praticamente cumprir tabela nos jogos pós-Galo, o Vitória terá participação fundamental nos dois extremos da planilha classificatória ao enfrentar CAP, Grêmio, Palmeiras e Vasco. CAP e Vasco lutam para sair da degola, enquanto Palmeiras e Grêmio estão no páreo da disputa pelo título brasileiro e possível classificação na Taça Libertadores da América. O provável envolvimento de “malas brancas” neste final de competição ficou evidenciado pela declaração de alguns clubes, o que muda o quadro de interesse do Leão.

A importância indiscutível de realizar grandes exibições contra Grêmio e Palmeiras, jogos de atração nacional, e participações decisivas nas vidas de CAP e Vasco, daria ao rubro negro a atenção que precisa para a atração de investidores e patrocínios para o próximo ano, consolidando reconhecimento pela excelente participação na série A.

Ocupar posições próximas daquelas as quais se qualificam os clubes para a TLA seria fundamental para incrementar nossa exposição no cenário nacional, concluindo com louvor a permanência inicialmente desacreditada na primeira divisão.

No entanto, buscando esta consolidação, o Vitória envolveu-se em uma parceria, em minha opinião, pouco necessária. A empresa Traffic, cujo objetivo principal no Brasil é utilizar o Palmeiras como palco de exibição dos jogadores jovens, que já provaram qualidade excepcional, e repassá-los para clubes do exterior, utiliza-se do Vitória apenas como entidade reveladora destes jogadores e vitrine para as possíveis promessas que ainda estão por se estabelecer.

Este favorecimento visível ao Palmeiras nos prejudica em inúmeros fatores observados na reta final deste ano e influencia de forma pesada o ano de 2009. Eu me pergunto qual o custo-benefício para o Vitória em tal “parceria”. Cedem os jogadores-revelação da base, cujos talentos evidentes poderiam favorecer o clube na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro 2009, em troca de promessas que, como o nome já diz, podem dar certo como podem não dar. Infelizmente é um negócio extremamente perigoso.

Na falta de um verdadeiro diretor de futebol e alvo fácil de empresários oportunistas, a parceria com a Traffic trás um benefício hipotético. A certeza de que os jogadores que vierem trarão com eles alguma qualidade, já que a empresa investe pesado em olheiros na tentativa de descobrir novos talentos. Usualmente as despesas dos atletas também são pagas pela Traffic.

Mas há um porém que interessa muito à nós torcedores do Leão. Teremos que nos contentar com uma equipe provisória, cujas peças de destaque provenientes deste tipo de acordo podem ser arrancadas a qualquer momento ao longo das disputas. É imprescindível a formação de um conjunto fechado com o objetivo de alcançar conquistas para o clube. Tal parceria só fomenta o desejo do jogador em se promover e ocasionar sua venda, retornando os tempos em que o único foco de qualquer atleta no Vitória era sua futura negociação.

O saldo negativo visivelmente atrapalha qualquer planejamento para o ano seguinte em termos de tentar construir uma equipe competitiva. E é com intuito de começar 2009 com o pé direito que a diretoria deve trabalhar na formação de um conjunto mais regular e qualificado para a próxima temporada.

O início da renovação com as principais peças deste ano, a contratação de jogadores fundamentais para a composição do elenco e a reavaliação do programa de marketing para a atração de mais sócios, devem ser realizados desde agora.

O Vitória tem uma enorme vantagem em relação a alguns clubes brasileiros; a qualidade de suas divisões de base. A excelente formação de jogadores no rubro-negro é um alívio na receita poupando gastos desnecessários em certas contratações. O ano de 2009 espera algumas promessas que provavelmente integrarão o elenco do técnico Vagner Mancini, que, com esperanças, desejo que se mantenha no comando da equipe por sua qualidade reconhecida em todo o Brasil. A renovação de Mancini inclusive facilitará na escolha das peças para reformação do elenco.

É preciso rever a base titular e as carências que devem ser preenchidas. A contratação de jogadores polivalentes, que tenham a flexibilidade de jogar em mais de uma posição em campo, seria essencial para facilitar o trabalho do treinador que poderia realizar mudanças táticas dentro da partida sem que houvesse troca de jogadores.

O investimento em 4 ou 5 jogadores cuja certeza de alavancar a equipe é considerável e extrema importância. Aqueles cujas qualidades podem ser avaliadas com cautela, como destaques da série B e jogadores sul-americanos. Outras peças de bom nível serviriam para compor o elenco, que devem ser mantidos regularmente numa competição longa como o campeonato brasileiro. Faço apenas um grande apelo pela renovação de Viáfara, protagonista do Esporte Clube Vitória ao lado do gigante Vanderson desde que chegou ao clube.

Só nos resta esperar por melhores surpresas que os pacotes de Natal, Ano Novo e Páscoa. Valorizar quantidade em detrimento de qualidade é jogar dinheiro no lixo. E creio que, passado o início de semestre negro deste ano, nossa promissora diretoria tenha aprendido com os erros e esteja revendo uma forma de estruturar-se melhor e obter um desempenho mais aceitável no início do ano, começando pela nomeação de um verdadeiro diretor de futebol no cargo.

 

Para fazer história

Qui, 06/11/08
por fabio monteiro |

osimbativeis1.jpg

O que seria apenas um jogo para cumprir tabela ou de buscar a vaga para a Copa Libertadores, se transformou numa verdadeira final de campeonato para o Vitória. O time rubro-negro, graças a impressionante queda de rendimento, precisa vencer este domingo de qualquer forma para se garantir na Sul-Americana. Ninguém esperava que o Vitoria sofresse algum tipo de risco em perder a classificação, mas o time deu um jeito de sofrer este risco.

 

Para este decisivo jogo, o treinador Mancini pretende mexer mais uma vez no time buscando a retomada dos triunfos. Nos coletivos da semana o time vem sendo formado por: Viáfara, Rafael, Leonardo Silva, Anderson Martins e Marcelo Cordeiro; Vânderson, Renan, Willians (Adriano), Jackson (Ramon), Marquinhos e Muriqui (Trípodi). Como se vê ele está indeciso em três posições podendo inovar com Adriano mais recuado e com o retorno de Ramon e Trípodi ao time titular.

 

DRAMA BATE NA PORTA - O Vitória passou 70% do Campeonato no G8 e com larga vantagem sobre os times fora de qualquer zona de competição internacional como Libertadores e Sul-Americana. O adversário deste final de semana já esteve 15 pontos abaixo de nós e chega nesta rodada apenas com quatro pontos a menos que o Leão da Barra. Por isso a necessidade e pressão de vencer são imensas.

 

Isso mostra claramente o quanto o Vitória vem sendo incompetente e ridículo no returno do Brasileirão. Nas 13 primeiras partidas do turno o Leão fez 26 pontos, nos 13 do returno fez 13 pontos, rendimento 50% inferior, e isso pesa bastante em competições de pontos corridos. Por outro lado, não podemos esquecer que para um time com um elenco modesto como o nosso e que esteve ausente da Série A por três temporadas, será de grande valia a confirmação da Sul-Americana.

 

Assim como nas temporadas 2006 e 2007 que a combinação dos resultados fez o Vitória subir de forma antecipada e com menos pontos que os matemáticos cravavam como 100% de garantia, o time rubro-negro pode se classificar para a Sul-Americana com apenas 48 pontos ganhos, quando os matemáticos apontam para a faixa de 50 a 53 pontos.

 

Você deve estar me perguntando, como o Vitória pode garantir a Sul-Americana com mais um triunfo, quando o “certo” é alcançar 50 pontos, no mínimo? Vou te responder agora: Se vencermos o rival mineiro abriremos 7 pontos deles e, faltando 4 rodadas para o final do campeonato, ficará quase impossível perdermos esta vaga, pois o Atlético Mineiro precisará fazer mais oito pontos nos últimos 4 jogos e torcer para que nosso time perca as 4 partidas restantes.

 

Enquanto isso, o Santos FC estará em São Januário enfrentando o Vasco. A depender do resultado deste jogo e do nosso, poderemos abrir 8 pontos sobre o Peixe, que também luta pela Sul-Americana. E isto é um fato muito interessante, porque na 37ª rodada haverá Atlético-MG x Santos, no Mineirão, onde um mata o outro ou morrerão abraçados.

 

Portanto é necessário que o torcedor tome conhecimento disto para fazer sua parte lotando o Barradão neste domingo, para estar presente em mais um dia histórico na vida do clube. Estamos bem próximos de ser o primeiro clube nordestino a disputar a Sul-Americana. Uma competição que é desprezada pelos times do sul/sudeste, mas que será de fundamental importância para novos investimentos de patrocinadores e potencial divulgador de nossa marca em nosso continente. A Sul-Americana paga bem por fases e o prêmio ao time campeão é de US$ 1 milhão. Vale ressaltar que subimos duas divisões e não faturamos nem metade deste valor por premiação.

 

OBS.: Agradeço a repercussão do texto “Vergonha do Nordeste, SIM!”. Desde que o texto foi postado até o dia de hoje, recebo mensagens de apoio de quase todas as regiões do Nordeste. As que mais me chamaram a atenção foram as dos potiguares e dos paraibanos. O que evidencia, que nestes estados onde imperam o colonialismo futebolístico, já está começando a busca pela independência futebolística e conseqüente fortalecimento do futebol local. Obrigado a todos os torcedores do América-RN, ABC, Campinense-PB e aos pernambucanos do Sport, Santa Cruz e Náutico.

 

VITÓRIA – mais que uma paixão, uma religião!

A metamorfose do Manto

Ter, 04/11/08
por fabio monteiro |

camisasdovitoria.jpg

E aí galera leonina, hoje o tema do blog é sobre o nosso manto sagrado. Será que já não está na hora da direção definir um projeto gráfico único na camisa do time? Sou a favor do Vitória adotar um padrão e seguir com ele a vida toda. Mas não sendo possível, eu aceitaria que as mudanças drásticas fossem feitas a cada dez anos, pelo menos.

 

O Vitória, desde que adotou ser rubro-negro, sempre vestiu camisas vermelhas com listras horizontais na cor preta. Foi assim até 1992, quando Paulo Carneiro começou a mudar o padrão tradicional do clube sob a prerrogativa de dissociar da camisa do Flamengo. Afinal, em muitos anos nossa camisa era muito parecida com a do time carioca mesmo, como as das décadas de 80 ao início dos 90.

 

A partir de 1992 nosso padrão passou a virar uma miscelânea nas mãos das empresas fornecedoras de material esportivo. Veio o estilo “eletrocardiograma” de 1992 e 1993, em que conseguimos os vice-campeonatos brasileiros das Séries B e A, respectivamente. De 1994 a 1996 mudamos para uma camisa meio psicodélica, em que os tracejados pretos faziam desenhos de estrela.

 

Em 1997 o padrão muda radicalmente com a chegada da Topper – é o estilo bumerangue chegando e inovando. Confesso que este modelo é muito bonito e marcou o retorno de Bebeto ao Leão da Barra. Com esta camisa fomos tricampeões do nordeste, campeão baiano e boas participações na Copa do Brasil e no Brasileirão. Um ano depois outra mudança no projeto gráfico da camisa e a volta do lado psicodélico. Camisa que marcou a passagem de Dejan Petkovic.

 

No ano do centenário – 1999 – um leve retorno ao padrão tradicional. É o retorno das listras negras nas horizontais, mas com uma enorme e destoante faixa branca na altura da barriga, sem falar das proximidades curtas entre as listras negras. Um ano depois outra grande mudança: Agora a camisa ganhava listras nas verticais e lembrava o Milan, da Itália. E foi seguindo assim, apenas com algumas pequenas mudanças nas larguras das faixas, até meados de 2004.

 

Perto do Campeonato Brasileiro de 2004, o Manto Sagrado sofreu mais uma formatação. Sinceramente, eu não curti o modelo, mas adquiri por ser torcedor fanático. As listras negras nas horizontais voltaram, porém mais finas e com efeitos em dégradé na cor prata. A numeração saiu do tradicional branco para a prata. Isto confundia demais aos torcedores, narradores e comentaristas em jogos noturnos.

 

vitoria2005-06.jpgTRADIÇÃO RETORNA – Em 2005, Paulo Carneiro autoriza a Umbro o retorno das listras negras nas horizontais, mais grossas e no mesmo projeto dos da década de 70. Para mim o primeiro modelo (foto), sem a presença da marca Canal Jeans na parte superior do símbolo e da marca Umbro deveria ser eternizada. Voltamos às tradições do clube entre abril de 2005 a maio de 2007. E por mim poderia ser mantido, mudando apenas patrocínios e estilo da fonte da numeração.

 

Na série B de 2007, outra mudança no padrão. É o remake da versão 2004, com listras negras horizontais finas, mas sem a presença da cor prata. Ano passado marcou a estréia da Penalty, em substituição a Umbro. Gostei mais desta versão do que a de 2004. Com este padrão conseguimos retornar à elite com duas rodadas de antecedência.

 

vitoria2008.jpgE neste ano de 2008, na metade do estadual, acontece uma mudança total dos paradigmas do Manto Sagrado de todo torcedor do Leão da Barra. Pela primeira vez na história, a cor preta prevalece sobre a cor vermelha. Invertemos o perfil de rubro-negro para negro-rubro. Padrão inovador, original e com traços futurísticos.

 

Mas apesar de ter gostado do atual padrão – para mim não é tão agradável estas mudanças brutais do padrão rubro-negro em menos de 5 temporadas. Dá uma sensação de vários “vitórias” em um só. E não precisamos mudar bruscamente nosso padrão para vendermos mais. Times como São Paulo, Atlético Mineiro, Botafogo, Cruzeiro, Coritiba e o próprio Flamengo mantém seu padrão tradicional e vendem a rodo.

 

camisas2.jpgAgora que vocês já sabem o meu posicionamento acerca das camisas do Vitória, eu queria saber de vocês, qual é a camisa mais bonita do Vitória em toda a sua história? Vocês seriam a favor de eternizar alguma delas ou de alterar completamente o estilo da camisa a cada 10 anos? Eu só espero que a fornecedora de material esportivo do time em 2009 faça uma camisa com qualidade, durabilidade e com um design que honre às tradições do Leão.

 

Vergonha do Nordeste, SIM!

Ter, 04/11/08
por fabio monteiro |

vergonhadonordestesim.jpg

Ao contrário da forma agressiva do blog do Flamengo. Venho por meio desta, rebater, sob o ponto de vista do Marketing, Comércio, Mídia e Políticas Públicas, às críticas e os posicionamentos equivocados da torcida flamenguista naquele espaço como a todo time que tem grande torcida na região nordestina e que viraram uma “arara” com a faixa “Vergonha do Nordeste” exposta no jogo Vitória x Flamengo, na última quarta-feira.

 

Para o Flamengo e Corinthians, especificamente, será muito ruim que os nordestinos parem de torcer para estes respectivos clubes. Pois perderão receitas com venda de produtos oficiais, expansão de assinaturas de tevês no meio cibernético específicas como a FlaTV e a similar corintiana; perderão força nos estádios nordestinos, já que não haverá tanto torcedores em seu favor e por fim a mídia que os propagam perderão audiência em detrimento dos times locais.

 

Se no discurso deles reinam a defesa da democracia, do livre arbítrio de torcer para quem quer que seja e que não há manipulação da mídia em escolher o time que o povo tem que torcer. Eu queria saber por que Grêmio e Internacional, ambos campeões mundiais, brasileiros, de Libertadores não possuem uma grande torcida no resto do Brasil?  

 

Por que a maioria das transmissões enfatiza apenas o rubro-negro carioca e o alvinegro paulista? Só existem estes dois clubes no país? Só eles merecem ser “incentivados” a aumentarem o número de torcedor-consumidor? Por que o São Paulo Futebol Clube, o maior time brasileiro da atualidade (em títulos, gestão administrativa e financeira), não tem tanto espaço e valorização na mídia como os outros dois têm?

 

Por que a transmissão regionalizada encontra tanta resistência nos bastidores das principais emissoras do nosso país? Porque sabem que regionalizando as transmissões futebolísticas aumentará o interesse dos nordestinos em agarrar seus times locais e isso gera receitas, crescem os sócio-torcedores e conquistas de melhores patrocínios aos times daqui em detrimento dos times do eixo RJ-SP. Pois, a empresa que percebe que tal time de tal região tem um grande potencial de consumo e lucro, com certeza irá se interessar em patrocinar e elevar tal time, de tal região.

 

O interior da Bahia, mesmo em pleno século XXI, só possui transmissão do RJ, ou seja, com todo apoio das emissoras abertas e fechadas de tevês, que optam em incentivar a torcer pelos times cariocas e paulistas, principalmente ao Flamengo e Corinthians. É bastante comum encontrar nordestinos que torcem pelos dois clubes ao mesmo tempo.

 

A torcida do Flamengo é a maior torcida do Brasil apenas por isso, não por terem boa estrutura, ou ser um Clube competente, afinal, é o que mais deve no Brasil, frutos de seguidas administrações ridículas e amadoras.

 

A faixa colocada foi neste sentido. De chamar à atenção dos torcedores do Nordeste em abraçar seus times, pois ao valorizarmos nossos times iremos contribuir para o crescimento do mesmo em médio e longo prazo. Pois passaremos a comprar produtos do time e ser consumidor do mesmo – Gerando renda, que gera lucro, que gera investimentos na formação do elenco e infra-estrutura.

 

Quem é baiano e conhece a região do Barradão sabe como este bairro passou por diversas melhorias pela prefeitura da cidade ao longo dos anos, justamente pelo crescimento do Vitória. Escolas e creches foram construídas, melhorias no asfalto, transporte, saneamento, eletricidade e segurança melhoraram muito no bairro da Canabrava, que hoje se chama Nossa Senhora da Vitória.

 

Recriminamos sim a alienação que faz um cidadão pegar mais de 500 km de estrada para torcer contra o time de sua terra natal e que ainda hostiliza o recinto esportivo e a cidade-sede do clube baiano. Somos um povo maltratado. Historicamente, sofremos com desenvolvimento econômico pífio e necessidade crescente de buscar o eixo de maior desenvolvimento do nosso país como referência de sucesso, porém somos tratados como seres inferiores, dotados de deficiência mental e outros absurdos verdadeiramente xenófobos e preconceituosos.

 

A oportunidade que temos de fortalecer nosso povo e nossa região se apresenta em inúmeras esferas, entre elas o esporte. E é histórico a constante transmissão de jogos dos times cariocas e paulistas em todas as semanas; incentivando com comentários tendenciosos quando esses jogos incluem clubes nordestinos; dando praticamente 100% do tempo de seu telejornal esportivo nacional para os clubes do eixo. Isto tudo é o que se pode afirmar dentro da esfera da legalidade.

Não podemos afirmar nada em relação ao obscuro.

 

A vocês que se julgam defensores da democracia, que democracia é esta que não oferece ao cidadão do interior nordestino a oportunidade de conhecer os clubes de forma igual e decidir por quem quer torcer? Para quem você torceria, meu caro, se assistisse jogos do Palmeiras, por exemplo, todas as quartas e domingos desde sua infância?

 

A escolha dos nordestinos menos favorecidos pelo Flamengo não é democrática, posto que esta é imposta. É fácil defender a democracia quando se está no topo, não é? Ou você acha que Hitler não se julgava justo?

 

Aí você cita as “glórias” do Flamengo e de outros clubes do eixo, como argumentos para a escolha do time. Você analisou os títulos do clube antes de escolhê-lo? Se o fez, aconselho a procurar um psicólogo. A escolha do clube de coração está para além de derrotas e vitorias, está ligada a identidade, a elementos que te fazem sentir parte daquela agremiação, daquela forma de encontrar no futebol - características do seu Estado, do seu íntimo, do seu povo e pessoas do seu convívio.

 

Ser torcedor é muito mais que querer ganhar sempre, é se unir a elementos que o configuram como indivíduo socializado detentor e defensor de uma determinada cultura. Aqui existe torcida sim, e se não atingimos um grau de projeção nacional e internacional é porque existem pessoas que ficam assistindo o “time do coração” pela TV.

Tudo isso é uma colonização nefasta que assola muitas cidades (principalmente) do interior dos estados do norte e do nordeste. Por tudo isso, a torcida nordestina do flamengo e de outros times do eixo é sim, a vergonha do nordeste: não por eles em si, coitados alienados, mas por serem a prova física da manipulação antidemocrática da mídia nacional.

Graças a Deus, isso está mudando e atitudes como esta da torcida do Vitória mostram que em breve os nordestinos darão um basta a esta imposição midiática. Como é de costume, quando revoluções estão em curso, aparecem os reacionários como os de agora: os torcedores dos times, as emissoras de televisão e os presidentes dos referidos clubes.

 

Saudações Rubro-Negras Baianas!

Contribuíram para o texto: Vitor Veiga, Lucas Souto e Antônio Rimacci

 

 

 

Vitória e Atlético começa hoje

Seg, 03/11/08
por fabio monteiro |

smv.JPG

Se eu fosse dirigente do Vitória e soubesse até onde eu poderia gastar eu já começaria a semana trocando de treinador. Pois, em minha opinião, o técnico rubro-negro está perdido no leme do Leão e isto está claro para mim pela sua indefinição do time titular e insistência em jogadores que não produzem nada como Marco Antônio, Marco Aurélio, Jackson e Rodrigão.

Porém, eu só faria isso para trazer um cara mais gabaritado (Levir Culpi, Joel Santana, Péricles Chamusca). Se for pra trazer qualquer um é preferível engolir a seco o atual técnico, até o fim do campeonato.

Como eu sei que nossa diretoria tem um enorme coração e uma paciência estratosférica com jogadores e treinadores – é óbvio e ululante que não haverá mudança do comando técnico da equipe - Futebol vive de resultados e com certeza cinco jogos sem vencer balança qualquer técnico, sobretudo para o que apresentou o Vitória no primeiro turno e o que apresenta agora.

Se não vai ter mudanças bruscas na comissão técnica o jeito é fazer o jogo contra o Atlético Mineiro começar desde hoje. Sugiro a direção do Vitória fazer uma reunião com o grupo no propósito de “lavar roupa suja”, procurar saber o que está faltando por parte da direção para que os caras estejam tão desinteressados em vencer, além de cobrar mais profissionalismo, raça e determinação. Palestras motivacionais com psicólogos e uma conversa isolada com Vagner Mancini também são bem vindas.

A direção precisa lembrar que os times que estão fora da faixa da Sul-Americana estão se aproximando assustadoramente. O Atlético Mineiro que já esteve 15 pontos abaixo de nós já está a 4 e se vencer a gente no Barradão, o terror do papelão vai bater em nossa porta. Como eu afirmei no último parágrafo do texto anterior. O jogo entre Vitória e Galo deveria ser sem maiores preocupações para o rubro-negro baiano.

Se nosso time fosse competente e não perdesse o foco, chegaríamos neste jogo já classificado para a Sul-Americana, sem ter obrigação de vencer para evitar o maior mico em toda história rubro-negra na Série A. O jogo vai ser chapa-quente. Não se enganem achando que o time mineiro é galinha-morta.

Vi o jogo contra o Botafogo ontem e observei que o time vem crescendo de produção, principalmente com o promissor Renan Oliveira. Por isso, os atletas e comissão técnica têm que achar um denominador comum e aparar algum tipo de desentendimento entre eles. Está na hora da diretoria agir com mais veemência e rigidez.

Papelão à vista, será?

Sáb, 01/11/08
por fabio monteiro |


vitoria-x-nautico.jpg

O Vitória está ensaiando fazer um dos maiores papelões em campeonatos brasileiros em toda a sua história. Depois de um primeiro turno empolgante, em que o time terminou na 5ª colocação, brigando pela vaga à Libertadores, agora o rubro-negro mostra um enorme fracasso no 2º turno. O que ameaça a perda da conquista da vaga a Sul-Americana, pois a distância com o 14º colocado que já foi de 15 pontos já está em 7 e restam apenas 5 jogos.

 

Perder da forma que foi, neste sábado, para o fraco time do Náutico é revoltante demais para quem fez aquela maravilhosa participação nos primeiros 19 jogos da competição, onde goleamos o Vasco, Botafogo e Goiás, além de bons resultados fora de Salvador como a vitória perante o Flamengo no Maracanã.

 

O medo da torcida deles sobre o nosso time foi latente. Antes do jogo a microscópica torcida do timbu não apareceu por aqui. Ficaram com receio de zoar antes da bola rolar e agora que a Inês já está morta começam a surgir do nada querendo vomitar suas angústias pré-jogo em forma de arrogância. Isso é típico de timinho inexpressivo que quando vence alguém superior solta fogos de artifício e comemora como se fosse uma conquista inédita e ultra valiosa.

 

O Vitória hoje deu os 15 minutos de fama ao singelo Náutico, um time que viveu 12 dos últimos 14 anos nas séries inferiores do futebol brasileiro, tendo inclusive, visitado o subsolo da Série C em 1999. O Leão da Barra voltou a agir como a Irmã Dulce e deu, de brinde, três pontos ao time de menor torcida da capital pernambucana. Porém, como nordestino, quero que o Náutico permaneça na Série A. Essa é a minha única preocupação com esta agremiação.

 

O jogo foi muito fraco tecnicamente e na minha visão, o time rubro-negro foi abaixo da crítica e já entrou em campo derrotado. A insistência de Mancini com Jackson, Marco Antônio e Rodrigão fez o Leão ser presa fácil para o eterno equilibrista de Série A. Afinal não tínhamos bons armadores e tampouco finalizadores capazes de incomodar o pequenino time recifense.

 

O ideal para este tipo de partida - onde o maior tem que impor seu ritmo de jogo perante o menor que busca sair da zona da degola - seria a formação do meio de campo com Rafael e Ramon, pois são jogadores que trabalham muito bem a bola, criativos, boas opções nas bolas paradas e arremates à média distância. Além disso, o Robert merecia mais uma chance, já que Rodrigão não consegue mais emplacar no Vitória. Até Trípodi deveria ter novas chances.

 

A vitória do Náutico por 1×0 foi justa devida à má atuação do time rubro-negro, que parece já cumprir tabela na competição, como se já estivesse conquistado o principal objetivo da temporada e pela escalação equivocada do time pelo nosso treinador.

 

Eu sempre opino por mim e por minhas concepções futebolísticas. Não estou aqui para adivinhar o que você, do outro lado da tela, quer ler ou gostaria de ler. O propósito do blog é o titular de cada time opinar sobre a sua ótica. Até porque é impossível consultar toda uma torcida para se chegar a um consenso e postar um texto. Se fosse assim não haveria blog, ou então a atualização seria semestral, no mínimo.

 

E é baseado nas minhas concepções do futebol e do Vitória que vos digo que estou muito insatisfeito com o treinador Mancini. Para mim ele é teimoso, pragmático ao quadrado, birrento e que agora entrou na fase de transferir responsabilidades dos insucessos do Leão aos árbitros e até na Polícia Militar, como foi hoje.

 

Não estive nos Aflitos, muito menos nos vestiários do acanhado estádio timbu. Mas acredito que foi errada a ação da polícia para com os atletas, comissão técnica e diretoria rubro-negra (vi pelo PFC da Sky). E não é a primeira vez que acontecem eventos lamentáveis envolvendo a PM Pernambucana no Estadio dos Aflitos.

 

Os jogadores do Botafogo que o digam. Naquele caso um dos jogadores do time carioca foi o pivô do tumulto. Mas, neste sábado, a situação foi bem diferente. Nenhum atleta do Vitória fez gestos obscenos para a torcida do Náutico ou tentaram agredir os policiais. E eu tenho ciência que não foi devido a este problema que o Vitória perdeu.

 

O Vitória perdeu porque o elenco não tem maturidade nem controle emocional. Ficou provado neste Brasileiro que o Leão vira um gato frouxo quando sofre um gol antes de marcá-lo. Não importa se tomamos o gol no primeiro ou no último minuto do primeiro tempo – a gente não tem poder de reação e superação para reverter. Só viramos uma partida na competição, que foi contra o Atlético-PR e só Deus sabe como conseguimos aquela proeza, pois fazíamos uma partida ridícula.

 

Creio que a falta de triunfos do Leão nos últimos cinco jogos devem-se a três fatores:

 

1)Acomodação do time ao garantir a participação na elite do ano que vem;

 

2)Perda de foco na competição, por parte dos jogadores, que foram confirmadas com notícias de farras regadas à álcool nas noites soteropolitanas;

 

3)Limitações do nosso treinador, que são comprovadas por insistência em jogadores que pouco produzem ao time, pragmatismo extremo a uma só estratégia e critérios esquisitos nas relações dos jogadores a cada rodada.

 

Agora é aguardar o jogo da próxima semana contra o Atlético Mineiro. Se no primeiro tempo foi apenas um jogo, o deste segundo turno ganha contornos de “jogo de seis pontos”, pois o Galo está rondando a zona limite da Sul-Americana e tem sete pontos a menos que nós e ainda jogará neste domingo. Quem diria, né? Mas foi o Vitória que se complicou sozinho e porque quis.

 

SRN,

Mulher na área

Sex, 31/10/08
por fabio monteiro |
categoria Mulher na Área


 foto.jpg

Fernanda Almeida, 19 anos, é rubro-negra de coração e está no 4º semestre de arquitetura. Freqüentadora do Barradão e dos tópicos nas diversas comunidades de Orkut do Leão da Barra, ela se tornou muito conhecida pela galera virtual rubro-negra. Tal destaque em seus comentários sobre o Vitória me fez recrutá-la a fazer parte dos colaboradores do “Eu Sou Vitória”. Fernanda estréia hoje aqui no Blog e a partir de agora será ela quem dará as cartas sobre o Leão, sempre às sextas. Seja bem vinda Fernanda Almeida. Futebol também é coisa de mulher!

Náutico x Vitória

A bela apresentação do Vitória na partida da última quarta-feira reacende o ânimo dos torcedores rubro-negros. Com a Sul-Americana cada vez mais próxima, os jogadores demonstraram que a seqüência de resultados não favoráveis ao clube não se deve a um fator imprescindível dentro de campo: o esforço.

O time de Mancini tem-se mostrado consistente, e apesar dos órgãos de imprensa e alguns adeptos questionarem seu trabalho, a equipe tem realizado boas exibições. Nos preparativos para o próximo duelo, contra o Náutico no respeitável estádio dos Aflitos, o Leão da Barra tem o importante dever de consolidar sua classificação no torneio internacional, até então minimizado pelos clubes brasileiros.

A importância desta classificação se refletirá nas preparações para 2009, cujo planejamento deve ser iniciado desde agora, visando bom desempenho nas competições, sobretudo na formação do elenco com a manutenção dos principais jogadores do grupo atual e acertar nas contratações futuras.

A queda de rendimento no segundo turno deve-se especificamente a carência de um matador, posição deixada pelo artilheiro Dinei, envolvido em negociações com o mercado europeu durante a abertura da janela de transferências.

A ganância fora de hora que envolveram as negociações do volante/meia Bida, acarretaram na perda de um dos principais responsáveis pelo sucesso do Vitória no primeiro turno. Procurando consertar o erro, a diretoria não concluiu com felicidade a busca de um substituto para a posição, contratando jogadores como Osmar e Tripodi, tentativas frustradas.

A esperança de gols no ataque do Leão está depositada em Robert, até então com dois gols pelo clube, ambos de falta. Com o retorno providencial de Anderson Martins à zaga e a suspensão de Willians Santana, o técnico Vágner Mancini fará alterações na equipe que até então iniciou os jogos contra São Paulo e Flamengo.

A tentativa de mudança tática no comportamento do time nos dois jogos, focou no emprego da velocidade nos contra-ataques puxados pelo meia Jackson e reforçados pelas presenças de Willians e Marquinhos caindo pelas pontas. O empenho na marcação consistiu na volta dos atacantes para pressionar a defesa adversária e proteger a linha do meio campo, apoiados pelas belas atuações dos volantes Vanderson e Renan que cobriam as descidas dos laterais.

No entanto, um jogador constantemente lembrado pela torcida nos últimos dois jogos, atuou de forma positiva no segundo tempo das partidas. Em suas entradas, Ramon concedeu ao meio campo maior posse de bola e toque mais refinado, distribuindo melhor as investidas ao ataque.

Com a saída de Willians Santana, a primeira variação possível na escalação seria a reposicionamento de Jackson na ponta direita, setor que provavelmente atuará na partida, e o entrada de Ramon em sua posição atual.

Pelo observado nas últimas partidas, o físico e a idade de Ramon já pesam. Sua entrada no segundo tempo é crucial nas partidas por nivelar-se em termos físicos com os jogadores adversários mais jovens, proporcionando seu destaque no aspecto técnico por não sofrer forte marcação. Talvez sua entrada no início da partida seja um equívoco por esta questão.

Uma excelente opção seria a escalação de Rafael no meio campo, sua posição original, o que não ocasionaria à perda da velocidade nos contra ataques e, pelo potencial apresentado pelo jogador, refinaria a troca de passes nesta faixa do campo. Ou mesmo sua atuação como ponta, caindo pela direita e fazendo a função de Williams nas investidas na linha de fundo. 

Marco Antônio, que retorna ao elenco relacionado para o jogo contra o alvirrubro, é o mais cotado para iniciar a partida no meio campo. O jogador desde o início do campeonato tem agradado Mancini em campo, entretanto sua aprovação entre os torcedores não é favorável. Já atuou como volante e meia no campeonato e realiza apresentações pouco regulares.

Opções ao treinador é o que não falta. Porém, seu já conhecido pragmatismo permite-nos adivinhar a escalação da equipe para o jogo do próximo Sábado:

 

——————————————Viáfara—————————————————-

 

M.Aurélio ———- Leonardo S.——– Anderson M.————— Marcelo Cordeiro

 

——————————Vanderson ———–Renan —————————————-

 

————————————– Marco Antônio ———————————————–

 

—————-Jackson —————————————–Marquinhos ———————

 

——————————————-Robert——————————————————

 

 

Sobrou emoção, faltou o gol!

Qui, 30/10/08
por fabio monteiro |


vitfla.jpg

Vitória e Flamengo fizeram um belo jogo no Barradão nesta quarta-feira. Estádio lotado, duas torcidas animadas, sem chuva, gramado em perfeitas condições, mas faltou o principal: a bola na rede. No primeiro tempo as duas equipes alternaram bons momentos, com uma ligeira vantagem ao rubro-negro carioca, que perdeu boas oportunidades com Obina.

 

O Vitória até que começou melhor no jogo ao pressionar o tradicional clube do futebol nacional. Marquinhos, Jackson e Willians estavam infernizando a defesa carioca até a queda de energia. Por sinal, fica registrada a minha crítica: Faltou um trabalho de revisão por parte dos responsáveis pela manutenção do Barradão. Afinal, o Leão ficou duas rodadas atuando fora de casa. Uma revisão e um teste de 2h com o gerador dos refletores, no dia anterior, não faria mal a ninguém. Fato lamentável e o pior é que não foi a primeira vez que isso aconteceu neste Campeonato Brasileiro.

 

Depois de 25 minutos de paralisação, o Vitória perdeu o ímpeto inicial e permitiu o crescimento do Flamengo. O primeiro tempo foi bastante tenso e o empate foi justo, pois se todas as chances do primeiro tempo fossem gols seria 1×1, ao meu ver. No segundo tempo o time do Vitória melhorou consideravelmente. Se bem que Jackson e Rodrigão nem deveriam retornar com o time. Por mais que eu tente ter paciência com o Rodrigão e imaginar ele repetir os gols e as atuações do Campeonato Baiano, o mesmo mostra que já não consegue ser útil ao elenco rubro-negro.

 

Jackson é um bom jogador para cumprir funções táticas, mas a sua lerdeza em passar a bola e seu fraco nível de criação de jogadas prejudica a ofensividade do time leonino, pois o Marquinhos já é um meia de origem, por isso sai muito da grande área para buscar jogo e o Rodrigão é um verdadeiro cone da SET lá na frente. A criação das jogadas fica muito complicada, até porque o Willians também não tem este perfil. Willians é mais corredor, de puxar os contra-ataques. Por isso que eu insisto na tecla de que Ramon, mesmo com 36 anos, tem que ser titular.

 

Só foi ele entrar no jogo, por volta dos 20 minutos da segunda etapa, que o Leão da Barra cresceu assustadoramente no jogo, pois o reizinho criou diversas jogadas, com sua famosa inteligência, habilidade, ginga e talento. Sinceramente, Ramon não merece ficar no banco para ver Jackson jogar.

 

O Vitória não venceu hoje por não possuir um centroavante goleador. O maior erro da direção do Leão, dentro deste campeonato brasileiro, foi o empréstimo de Bida ao Santos, pois ele foi o único jogador pedido pelo Atlético-PR, que tinha uma parceria conosco e que era dono dos direitos econômicos e federativos do Dinei. O rubro-negro paranaense tinha repassado mais outros três atletas ao Vitória (Carlos Alberto, Rodrigão e Viáfara) e só queria um da gente, o Bida.

 

Ao acertar o empréstimo de Bida ao Santos, o Atlético-PR deu logo um jeito de se vingar ao achar um clube interessado em nosso homem-gol. E para completar, não conseguimos achar um jogador à altura do Dinei. Alem disso, o descarte da contratação de Nádson pelo motivo de ter que pagar 300 mil ao empresário do atleta foi outro grande erro da atual gestão. Fica aí a lição para que em 2009 erros grosseiros deste tipo não se repitam.

 

O Flamengo também perdeu dois gols incríveis no segundo tempo. O mais impressionante de todos foi o do lateral Leonardo Moura, que debaixo da baliza isolou para frustração da torcida flamenguista, que ocupou todos os 7 mil lugares cedidos a eles. Para falar a verdade, o empate foi o resultado mais justo mesmo. Meu placar moral seria 3×3. O problema foi que a incompetência de ambos os times em fazer gol permitiu que o placar terminasse inalterado.

 

Gostei do jogo no geral, sobretudo a segunda etapa do time leonino, onde os caras mostraram muita garra. Vale ressaltar que o volante Vânderson foi o melhor da partida mais uma vez. Com certeza, o melhor volante do futebol brasileiro é este paraense de 28 anos, que já está na terceira temporada em nosso clube.

 

Como joga o Vânderson. Volante de muita qualidade na marcação e que neste ano está se dando muito bem nos lançamentos, controle de bola e visão de jogo. Antes a galera o comparava com Gattuso. Eu ouso em compará-lo com Pirlo. Parabéns Pitbull, para mim você já é um ídolo do time rubro-negro. Tenho certeza de que se ele estivesse em um dos times grandes do RJ-SP-MG-RS já teria tido uma chance na Seleção Brasileira. Faço menção honrosa ao goleiro colombiano, Viáfara, que fez belas e importantes defesas evitando gols certos do Flamengo.

 

Enfim, foi um grande jogo em que as duas torcidas tiveram os mesmos sentimentos de drama, expectativas e sustos. Não houve nenhum incidente de briga dentro ou fora do estádio pelo que eu soube, o que me deixou muito feliz, além de mostrar que de fato há um mínimo de respeito entre flamenguistas e vitorianos.

 

Agora só nos resta pensar no Náutico neste final de semana, lá em Recife. Não será fácil, mas temos que buscar os três pontos. Já estou ficando preocupado com a falta de triunfos do time rubro-negro – já são quatro jogos – e espero que contra o Timbu a gente reencontre o caminho das vitórias.

 

EC VITÓRIA – mais que uma paixão, uma religião!

 

tirandoalimpo.jpg Alguém ainda vai insistir que o Barradão estava dividido com a torcida do flamengo?

A festa será rubro-negra

Ter, 28/10/08
por fabio monteiro |


bandeirao700.jpg

E aí galera rubro-negra? Estão prontos para mais um jogo contra o Flamengo dentro do Barradão? Vitória e Flamengo sempre fizeram bons jogos ao longo da história do futebol nacional e no Barradão, o rubro-negro de cá já aprontou mais que o rubro-negro de lá. Por isso, nada de pessimismo. Temos que fazer nossa parte indo ao campo de jogo e incentivar bastante nossos guerreiros para a manutenção da Mística do Barradão, além de se aproximar da classificação à Sul-Americana.

 

petkovic.jpgRecordar é viver - Na Copa do Brasil de 1998, o Vitória pegou uma chave forte na competição e enfrentou o milionário time flamenguista, que tinha Romário como o grande ídolo. Naquela ocasião jogamos a primeira partida no Santuário sem 5 titulares, inclusive o maior ídolo do Vitória dos últimos 12 anos, o sérvio Petkovic. As expectativas eram as piores possíveis. Confesso que nem escutei aquele jogo, pois estava prevendo o caos. Naquela época eu tinha 14 anos e ninguém daqui de casa se aventurou a ir ao Barradão.

 

Dormi antes do jogo começar naquele dia. Na manhã seguinte, quando estava no ponto de ônibus para pegar o transporte da escola vi o pessoal falando “você viu 5×0 ontem!! que coisa”. A primeira impressão que tive foi: “Nossa! Fiz o certo em ter dormido cedo sem acompanhar o jogo, o Flamengo deu 5 no Vitória, que droga!”. Mas quando entrei no buzu escolar, o motorista me disse: E aí Fabinho gostou do seu Vitória ontem, né? 5×0 e sem Pet.

 

Eu não acreditei e me culpei o resto do dia por não ter confiado em Alex Mineiro, Tácio e Cia. Só Alex Mineiro fez três gols naquele jogo e Tácio e o Fernando completaram o placar. Veja o vídeo abaixo.

 

 

Seis anos depois eu presenciei, e desta vez in loco,  outra goleada do Leão em cima do Urubu. Foi no Campeonato Brasileiro de 2004 e naquela ocasião o elenco do Vitória ainda era coeso e sem brigas internas - estávamos indo bem na Copa do Brasil e na vice-liderança da Série A. Segundo a antiga gestão do clube, a formação daquele elenco custou R$ 21 milhões.

 

Pegamos o Flamengo e vencemos por 5×1 com dois do capetinha Edílson, um de Obina, um de Xavier e um do peruano Flávio Maestri. Negreiros descontou para o Flamengo naquela ocasião. Meses depois enfrentamos o mesmo time pelas semifinais da Copa do Brasil e o time leonino entrou em parafuso, perdeu os dois jogos e a vaga para a final contra o modesto Santo André, que sagrou-se campeão naquele ano. A vitória flamenguista por 1×0 no Barradão foi a última entre os dois rubro-negros em nosso território. Também foi a partir daquela semifinal que a vaidade e as picuinhas tomaram conta do grupo “vitoriano”.

 

As brigas internas entre jogadores somadas a falta de compromisso daquela diretoria com pagamentos de salários e “bichos” fez o Vitória cair para a Série B quando todos imaginavam um ano perfeito para o Vitória, devido à qualidade técnica daquele elenco que tinha Felipe e Juninho como goleiros, Cleber Santana, Magnum, Edilson, Obina, Maestri, Vampeta, Adaílton e Nenê.

 

dinei.jpgApós 3 anos de ausência estamos novamente na Elite e já o vencemos lá no Maracanã, quebrando um tabu de 20 anos, graças ao oportunismo do centroavante Dinei, que foi negociado e já começa a fazer sucesso no Celta da Espanha.

 

O jogo desta quarta-feira é muito importante para os planos de ambas as equipes. Pelo lado baiano está à honra de voltar a vencer depois de 3 rodadas sem resultados agradáveis e se aproximar da classificação a Copa Sul-Americana. Do lado carioca está o retorno da briga pelo título nacional e a empolgação da última rodada quando golearam o Coritiba por 5×0.

 

A tendência aponta para um jogo bastante agradável aos olhos das duas torcidas rubro-negras. Tanto o Vitória quanto o Flamengo jogarão para frente em busca do triunfo para o alcance de seus objetivos. E sinceramente eu prefiro assim. Todo adversário que encara o Leão de peito aberto na Toca tende a sair derrotado. Detesto os timinhos que vem aqui e ficam todos retrancados, se bem que já vencemos times nestas situações à base da raça e do ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

 

O Vitória deve ir a campo com: Viafara, Marco Aurélio (Rafael), Thiago Gomes, Leonardo Silva e Marcelo Cordeiro; Vanderson, Renan, Jackson e Willians, Marquinhos e Rodrigão.

 

Em minha opinião acho que Marcelo Batatais é mais zagueiro que Thiago Gomes e discordo da escolha de Mancini por Jackson em detrimento de Ramon e de Marco Aurélio em relação a Rafael. Ele está na dúvida, mas pelo que foi noticiado ontem o camisa 2 será o cover muito mal feito de Robinho. Sobre Rodrigão e Robert eu não sei mais o que dizer. Ambos não convenceram na Primeira Divisão.

 

O Rodrigão não consegue emplacar os gols e qualidade de participação dos jogos do Brasileiro como foi no Campeonato Baiano, em que foi destaque. O Robert é muito lento, de pouca mobilidade, agilidade, e até agora só mostra que é bom em porradas através das cobranças de faltas. Isso é muito pouco para o que se espera de um centroavante.

 

De todo modo, a festa será rubro-negra no Barradão e torço para que seja do lado baiano. Mais do que nunca precisamos de um resultado positivo. Ficar três jogos ou mais sem vencer em competição de pontos corridos é pedir para ser deixado para trás.

 

O Vitória precisa encarar de frente o time carioca, mostrar aquela inteligência tática, técnica e emocional do jogo do Maracanã. Mostrar foco e seriedade em todos os jogos daqui em diante. À nossa torcida cabe tomar vergonha na cara, lotar o estádio e cantar mais alto que a torcida adversária e fazer disto um propulsor para mais uma vitória leonina no Brasileirão.

 

EC VITÓRIA – mais que uma paixão, uma religião!