Formulário de Busca

E a má vontade continua…

Sex, 01/08/08
por fabio monteiro |

jornais.jpg

E a má vontade da Imprensa Esportiva “Nacional” com o futebol nordestino continua. Já foram disputadas 16 dentre 19 rodadas do “1º turno” do Campeonato Brasileiro; e os experts da bola que atuam no telejornalismo esportivo foram forçados a mudar de opinião sobre o Vitória.

Antes da bola rolar, era senso comum destes “gênios” do futebol brasileiro que o Vitória seria o América-RN versão 2008, ou seja, um time que lutaria apenas para evitar o rebaixamento. Pois tínhamos um time fraco, com uma incógnita de treinador sob o comando da equipe e todos os pensamentos negativos possíveis explanados por estes profissionais da área da Comunicação.

Agora nosso time é bom, estilo seleções européias da Euro2008, com um treinador “revelação” e promissor (como já está sendo citado em canais fechados). Com o Leão seguidamente no G4 da parte de cima da tabela, os “donos da verdade” passaram a mudar a opinião, a contra-gosto, de que o Vitória tem força para buscar uma vaga na Libertadores ou no mínimo uma Sul-Americana.

Até aí tudo bem, seria pedir demais que eles apontassem o Vitória como favorito ao título depois de tantas “adivinhações” pessimistas sobre a participação do Leão da Barra neste Brasileirão.

Mas agora a Imprensa Esportiva “Nacional” resolveu apelar e baixar o nível. Mudaram de tática e com uma forma que só faz ratificar a “má vontade” para não dizer preconceito com os times do Nordeste. No jogo contra o Atlético Mineiro, os analistas da bola de canais fechados e abertos falavam mais na situação do Atlético de sair da zona de rebaixamento do que a possibilidade do Vitória liderar o campeonato, o que aconteceria caso o Leão vencesse o Galo.

Achando isso pouco, após os jogos da noite desta quarta-feira, o excelente comentarista Alex Escobar comentou a rodada no Bom Dia Brasil citando a liderança, a 3ª posição, a 4ª posição e a zona de rebaixamento. Eu fiquei abismado. O Campeonato Brasileiro não tem vice-lider não é? Sou péssimo em matemática, mas eu sei que depois da primeira posição vem a segunda e não a terceira. Confiram Aqui este absurdo.

Eu estranhei a postura de Alex Escobar, pois no SPORTV eu já presenciei ele falar bem dos times do Nordeste, sobretudo o Vitória. Muito estranho a postura da Rede Globo em omitir a bela participação do Vitória neste Brasileirão. Espero que eu não seja censurado por criticar tão abertamente assim.

E não foi só a Globo. A Band e outros canais também entraram neste “complô” de omitir quem estava logo abaixo do Cruzeiro, até então. Eu queria saber o motivo desta atitude. Nosso presidente não desrespeitou ninguém da CBF, Globo, Band, Sportv para o clube sofrer este tipo de retaliação.

É por estas e outras que fico revoltado e esculhambo os baianos idiotas que discutem, fazem festa, choram, brigam, matam e morrem por times do eixo RJ-SP. Eu estou muito chateado com esta postura da imprensa no geral. Aí quando eu e o Pedro Lazera (Blog do Sport) sacaneamos a imprensa e os times do “eixo” somos agredidos por alguns nerds da WWW, que são torcedores dos “grandes”.

Novamente eu repito, na faculdade eu aprendi que o Jornalista tem que procurar o máximo de imparcialidade, respeitar as instituições, não tomar partido acerca de suas preferências pessoais (exceto crônicas, contos e resenhas). Agora omitir a informação da campanha do Vitória ou citar com má vontade nossos feitos é um absurdo que soa ultrajante para quem está trabalhando na Imprensa.

O papel da Imprensa é noticiar, informar e entreter sem nenhum tipo de preconceito ou discriminação. Será que esta omissão de nossa campanha é algum tipo de raiva de certos jornalistas por já terem visto o Sport Recife ser campeão da Copa do Brasil e já estar na Libertadores 2009 e a possibilidade de outro nordestino ir a Libertadores pelo Brasileirão em detrimento de vagas tidas como “certas” aos times do eixo? Perguntar não ofende.

Quando eu comento este assunto aqui no blog muita gente me chama de complexado. Taí a resposta. Todo mundo que assistiu aos jornais e programas esportivos ontem percebeu a falta de vontade de noticiar que estávamos firme no G4 e na Segunda Posição do Brasileirão depois de sair da Série C e B em dois anos.

Se isso que aconteceu agora não é preconceito/discriminação, eu gostaria de saber o que  seria então?

VEJA AQUI O VÍDEO DO BOM DIA BRASIL DE ONTEM

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS

EC VITÓRIA - RUMO AO TÍTULO 2008

Torcedor: Não dê ouvidos à nossa Imprensa Esportiva

Qui, 19/06/08
por fabio monteiro |

jornalista.jpg

Torcedor rubro-negro, eu conclamo a vocês não darem muita atenção ao que alguns setores de nossa imprensa esportiva radiofônica, impressa e televisiva vem fazendo com o nosso time nos últimos dias. É simplesmente ridículo a tentativa de alguns jornalistas torcedores dos “come-grama” em implantar uma crise entre jogadores e comissão técnica do Leão da Barra.

Como a tentativa de tumultuar com o Barradão não deu certo, agora a “pauta” da imprensa herbívora é alardear como uma verdade absoluta que Ramon, Rodrigão e Leandro Domingues estão causando mal estar no clube por não estarem no time titular.

Os citados estão insatisfeitos pois querem jogar (fato absolutamente normal no futebol). Qual é o jogador que não quer ser titular? É só no Vitória que tem jogador insatisfeito com o banco? Qual é o crime nisto?

O time Sem Teto também tem jogadores na reserva e tantos outros que nem são relacionados nas partidas dentro e fora do Estado. Por que estes mesmos órgãos de imprensa não entrevistam e enfatizam esta questão no seio tricolor?

Eu como jornalista formado fico estarrecido com este comportamento da Imprensa. O jornalismo é feito para informar com o máximo de imparcialidade e evitar ao máximo tomar partido seja de político, celebridade, empresas ou times de futebol. A missão do jornalista é informar, entreter, incentivar o debate social e não agir como defensora de X ou de Y.

jornais.jpg

Nação rubro-negra, não acredite em 100% no que a imprensa está noticiando sobre nosso clube. Ramon, Leandro e Rodrigão querem jogar sim, mas estão focados no time e todos estão respeitando o treinador sem fazer “biquinho”. Vá ao estádio, nosso time vai vencer o Inter, não fique com medo de nosso elenco estar rachado. Isto não procede. É jogo sujo de parte da imprensa.

Será que é difícil entender que o Vitória estando bem eles (da imprensa) também estarão bem? Eles ficarão em maior evidência no cenário nacional com o Vitória sendo campeão, indo à Libertadores ou Sul-Americana. A conseqüência direta desta situação hipotética é a participação de mais empresas para patrocinar os meios de comunicação, sobretudo na questão do futebol (logística de viagem e hospedagem).

Sabemos que tem emissoras de rádios, aqui na Bahia, em que os jornalistas que conseguem patrocínios para a emissora, este jornalista passa a ganhar mais ($), justamente por trazer mais verba à empresa jornalística. Será que eles estão esquecendo deste fator?

O rubro-negro é o único time da Bahia que pode chegar na Libertadores de 2009. A imprensa tem que pensar nisso e não na paixão clubística de cada setorista, jornalista, comentarista e cronista.

Quem vai apostar, investir na imprensa e no esporte de um estado que não tem um time “bem na fita” no cenário nacional e internacional? É patético esta tentativa de setores retrógrados da imprensa em que parece reinar o pensamento de que tudo só está bem se o Bahia estiver bem. Caso contrário vamos desestabilizar o Vitória. Só o tricolor pode se dar bem.

Isso não é atitude de jornalista e sim de torcedor invejoso do rival que trabalha na Imprensa, que teme que o óbvio aconteça e da forma mais breve possível. Falo do Vitória se tornar campeão nacional e freqüentar as competições sul-americanas, o que engrandecerá e muito o Vitória, não só em Status Quo como financeiro-economicamente.

Então torcedor, se você é aficionado por resenhas e Jornalismo Esportivo do nosso Estado, peço para que pondere tudo o que estão falando de nosso amado clube. Não permita que setores retrógrados da imprensa retirem seu otimismo e positivismo em relação a uma excelente campanha do nosso Vitória neste Brasileirão.

Contra tudo e contra todos EU SOU VITÓRIA de CORAÇÃO. Eu sou do time que vai ser o Campeão!

Imprensa Baiana quer forçar o Vitória a ceder o Barradão para Sem Teto

Ter, 17/06/08
por fabio monteiro |

faixa.jpg

Novamente os setores atrasados da Imprensa Esportiva Baiana se arquitetam para forçar o Vitória a ceder o seu estádio particular para o Rival Sem Teto.

No começo do ano, com a interdição da Fonte Nova e com o Pituaçu começando a ser remodelado, o Bahia teve um forte aliado para tentar jogar num estádio em que seus dirigentes e torcedores sempre zombaram e desdenharam. Falo de parte da imprensa esportiva local.

A Rádio Sociedade da Bahia, Transamérica, TV Bahia e tantos outros meios de comunicação quiseram, a todo custo, impor que o Vitória tem obrigação de ceder o estádio ao rival. Rival que em 1999 utilizou-se de uma liminar, através de um “laranja” chamado Clube Itapagipe para “melar” a decisão do estadual daquele ano, com a justificativa de que o Barradão não oferecia segurança e conforto para uma decisão de estadual, sobretudo sendo um Ba-Vi.

O resultado todos conhecem (Bahia foi à fonte nova e o Vitória pro Barradão e 5 anos depois a FBF decidiu dividir o título). O detalhe que o Rival tinha vencido o primeiro jogo na Fonte por 3×1 e só perderia o título se perdesse por 2 gols de diferença e de forma covarde usou do Itapagipe para correr do pau, dando claros sinais que tem medo, rejeição e despeito com nosso estádio.

Portanto, o Vitória e sua torcida estão no direito de NÃO ALUGAR e NÃO EMPRESTAR o Barradão para os tricolixos de itinga.

Agora, depois de alguns meses deste episódio (que parecia estar encerrado, sobretudo com o resultado da enquete feita pelo Vitória em jogos no Barradão, onde 96% da torcida marcou um NÃO bem grande para o aluguel do Barradas para o Rival). O assunto vem à tona novamente, através das mesmas mídias.

E o agravante é que eles pretendem pressionar a CBF e a Federação Baiana para o Vitória ceder seu patrimônio particular. Algo que soa ultrajante, como se eu quisesse fazer uma festa na casa de meu maior desafeto no bairro e, lógico, ele veta e eu procuro o Governo do Estado, a Urbis e a Prefeitura para forçar o dono ceder a casa dele para minha festa.

Hoje, o senhor radialista Sílvio Mendes ultrapassou os limites da mediocridade. Ele afirmou, categoricamente, que são meia dúzias de rubro negros que são contra o aluguel, e em seu programa NÃO PERMITIU A OPINIÃO DOS TORCEDORES DO VITÓRIA QUE REPUDIAM O ALUGUEL. Além de desconsiderar a enquete respondida por mais de 5000 torcedores nos jogos do Barradão.

Só leu emails de torcedores do rival e do próprio Vitória que aceitam este aluguel. Só para confirmar a “frase dele”. Muitos dos meus amigos ligaram e enviaram email para a rádio e nenhum teve sua voz ou email divulgado no programa. Um absurdo!

As desculpas da imprensa são que:

1) O Vitória ganha dinheiro com o público do rival;

2) Qualquer ato de vandalismo haveria uma multa altíssima;

3) Se em São Paulo, o Morumbi, de propriedade do tricolor paulista é alugado para os outros grandes daquele estado, aqui deve-se adotar o mesmo.

Porém, os meus argumentos contra estes pontos são:

1 ) Precisamos mesmo do dinheiro da torcida rival? O Vitória tem direito a R$ 11,5 milhões de cotas de tv da Série A, provavelmente negociará alguns jogadores ainda este ano, teve aumento dos patrocínios do Barradão e de camisas (Fiat, canal jeans e penalty). Será mesmo que precisamos deste dinheiro da carniça?

2) A Carniça de Itinga deve 60 milhões a Deus e o mundo. E muitas destas dívidas estão sendo roladas ano-a-ano. O que leva a crer que numa DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO BARRADÃO, a diretoria do jahia iria pagar LOGO os prejuízos causados ao nosso estádio? E porque com a gente eles seriam mais leais do que a jogadores e funcionários que suaram a camisa pela instituição esportiva Jahia e que eles devem causas trabalhistas? E o gramado? Agüentaria uma carga maior de jogos? Se eles jogarem na véspera de um jogo nosso (quebrar e pichar tudo) no dia seguinte já estaria tudo refeito?

EU SOU TOTALMENTE CONTRA E TENHO 1001 ARGUMENTOS CONTRA QUALQUER NEGOCIAÇÃO COM O JAHIA!!! QUE ELES SE DANEM!!!!

Ora bolas, o Barradão foi vítima de boicote por muitos membros da imprensa esportiva baiana, que faziam sistematicamente campanhas contra o Barradão (vide Ruy Botelho e Elizeu Godoy no Programa “No Campo do 4″). A torcida do rival sempre avacalhou nosso estádio.

Eu e grande parte da torcida do Vitória temos memória, ao contrário da maioria dos brasileiros.

O que está nas “entrelinhas” nesta nova campanha da imprensa, em forçar que o Vitória alugue o Barradão para o rival, é de puro interesse financeiro deles.

Afinal é muito mais econômico e seguro levar equipamentos de rádio e televisão dentro da capital baiana do que pegar 2h de uma estrada ruim para Feira de Santana (a BR-324). Aí eles estão pensando no útil e no agradável. O Bahia cresce na competição por pegar mais público (o que significa + renda) e a Imprensa não gasta muito nos deslocamentos para fazer a cobertura dos jogos.

Que interesse tem o Vitória de levantar o rival? Na época que o Vitória não tinha força política e não era estruturado e forte como hoje, o Bahia ganhava títulos consecutivos, muitos até com acordo de bastidores e ninguém se importava com o fortalecimento do Vitória para o crescimento do futebol baiano. Só pensavam no “Baêa”, tudo era para o “Baêa”. E agora eles querem impor que temos que ajudar o rival para o fortalecimento do futebol baiano.

Até parece que dependemos do Bahia forte para alguma coisa. O Goiás reina sozinho em Goiânia. O Vila Nova é bem inferior ao Goiás e nem por isso o time goiano deixou de ser um time forte no Brasileirão, de participar de competições internacionais, revelar bons atletas e ser considerado um novo grande. Se bem que o Goiás vem em queda técnica desde o ano passado. Mas certamente não tem nada a ver com o fraco rival que o esmeraldino possui.

O Real Madrid não precisa do Athletic Madrid para ser considerado uma das potências do mundo. A Juventus não precisa que o Torino e a Reggina estejam fortes para ter bons resultados na liga italiana e vice-e-versa. Cada time é independente e cresce ou decresce devido a uma boa ou má gestão do clube.

Bem, acabo por aqui. Comentem este assunto polêmico. O fato que no Barradão só quem joga é o Leão! O estádio é particular, podem chorar, mendigar e espernear, mas aqui não irão jogar.



A velha mania da Imprensa Esportiva Nacional II

Sex, 30/05/08
por fabio monteiro |

dinheiro.jpg

Irei agora retomar aquela nossa discussão sobre a nossa imprensa esportiva nacional, que historicamente vem valorizando o futebol do eixo RJ-SP e dando pouco ou quase nenhum destaque para os times de outras regiões do Brasil.

No primeiro texto eu falei sobre a formação de torcedores do Flamengo, Corinthians e outros times cariocas e paulistas em outras regiões do Brasil graças a televisão e as rádios destes estados que penetração em muita cidade do interior do Norte e Nordeste, devido as emissões de ondas baixas de rádio, que possui um enorme poder de dispersão no espaço. Desta vez eu foquei os números, ou melhor, a divisão de rendas para os clubes brasileiros e como isso influencia tal time estar sempre ganhando ou disputando títulos e outros estarem sempre lutando contra rebaixamentos e tidos como “azarão”.

No primeiro texto ficou claro que a influência da televisão explicam que o time do coração da maioria dos brasileiros, principalmente nos locais onde os times não são tão expressivos ou no interior dos Estados, há de ser necessariamente um dos 8 preferidos da televisão nacional (Flamengo, Corinthians, Vasco, São Paulo, Botafogo, Palmeiras, Fluminense e Santos).

É claro que eles vão torcer pra algum time e, evidentemente, vão torcer para algum que esteja na televisão. E onde estão as sedes das principais televisões do Brasil? São Paulo (Band, SBT, Record) e Rio de Janeiro (Globo).

E as conseqüências disso não é só torcer. Quem compra camisa, quem ganha cota de televisão, quem ganha patrocinador bom é quem aparece na televisão. Qual patrocinador vai querer dar um bom valor pra um time que é ignorado pela televisão?

Observem agora como a divisão de dinheiro para os clubes participantes do Brasileirão (independente da divisão que se encontra) estão divididos pelo Clube dos 13:

Grupo 1: R$ 21 milhões
São Paulo
Flamengo
Palmeiras
Vasco
Corinthians (com a queda para a série B o clube receberá 50% desse valor)

Grupo 1a: R$ 18 milhões
Santos

Grupo 2: R$ 15 milhões
Atlético-MG
Cruzeiro
Internacional
Grêmio
Botafogo
Fluminense

Grupo 3: R$ 11,5 milhões
Bahia

Grupo 4: R$ 11 milhões
Portuguesa
Goiás
Vitória
Sport
Atlético-PR
Coritiba
Guarani

Clubes da Série A que não pertencem ao Clube dos Treze:
Figueirense: R$ 4,7 milhões
Náutico e Ipatinga: R$ 5,5 milhões* (porque lutou e negociou, ano passado foi 3,4 milhões)”

————————————
Daqui já se pode ter uma idéia que nem com o título mundial conquistado recentemente, o Internacional subiu de nível na distribuição da grana. É justo isso? Vou mais além, por que só o Santos tem direito a receber R$ 18 milhões e clubes como Atlético-MG, Cruzeiro e Inter tem que receber menos que o clube santista?

E por que esta enorme disparidade entre o primeiro grupo (R$21 milhões) para o 4º (11 milhões). É óbvio que é muito mais fácil um time se fortalecer e ser campeão com 21 milhões de reais do que outro que recebe 11 milhões. E é justo os clubes que não fazem parte do C13 receberem tão pouco, mesmo estando na mesma divisão?

Fora a divisão de verba do C13 vamos observar agora os outros patrocínios dos principais times brasileiros:

1º - São Paulo - 32 milhões
Material Esportivo - Reebok - 15 milhões
camisa - LG - 15 milhões
mangas - FAST - não divulgado
outros - Habib’s - 2 milhões

2º - Vasco - 25,6 milhões
Material Esportivo - Reebok - 10 milhões

camisa - MRV - 12 milhões
mangas - Habib’s - 3,6 milhões

3º - Flamengo - 23,7 milhões
Material Esportivo - Nike - 7,5 milhões
camisa - Petrobrás - 16,2 milhões

4º - Corinthians - 23,5 milhões
Material Esportivo - Nike - 7 milhões
Camisa - 16,5 milhões

5º - Fluminense -17,9 milhões
Material Esportivo - Adidas - 3,5 milhões
camisa - Unimed - 14,4 milhões

6º - Cruzeiro - 16,5 milhões
Material Esportivo - Puma - 4,5 milhões
camisa - Tenda construtora - 8 milhões
manga - FIAT - 4 milhões

7º - Botafogo - 15,2 milhões ano
Material Esportivo - Kappa 7,2 milhões
Patrocinio de camisa e Manga - Liquigás - 8 milhões (valor de 2007)

8º Palmeiras - 14,5 milhões
Material Esportivo - Adidas - 2,4 milhões
camisa - Fiat - 8,5 milhões
mangas - Suvinil - 3,6 milhões

9º - Atlético Mineiro - 14 milhões
Material Esportivo- Lotto - 4 milhões
Patrocinio de camisa - FIAT - 8 milhões
manga - FPT - 2 milhões

10º - Santos - 10,3 milhões
Material Esportivo - Umbro (não divulgado)
camisa - Semp Toshiba - 8,5 milhões
mangas - Universo Tintas - 1,8 milhão

11º - Internacional - 9 milhões
Material Esportivo - Reebok - 2,8 milhões
camisa - Banrisul - 4,2 milhões
manga - Tramontina - 1 milhão
outros - Unimed - 1 milhão

12º - Grêmio - 8,3 milhões
Material Esportivo - Puma - 2,1 milhões
camisa - Banrisul - 4,2 milhões
manga - Tramontina - 1 milhão
outros - Unimed - 1 milhão

O meu Vitória tem como principal patrocinador a FIAT, que patrocina também o Cruzeiro, o Atlético-MG e o Palmeiras. O Cruzeiro fatura com a FIAT 4 milhões por ano, o Palmeiras 8,5 milhões e o Atlético-MG 8 milhões por ano. Sabem quando o Vitória vai faturar por ano com a própria FIAT? Apenas R$ 960 mil.

Qual o critério para tanta disparidade? Sendo assim é muito difícil brigar de fato para o título nacional, haja visto que os considerados “principais clubes” ganham muito mais. Sem falar que na Bahia tem a fábrica da FORD e eles nem ligam para os times daqui. E não foi por falta de vontade da dupla Ba-Vi.

É neste sentido da enorme disparidade de divisão de verbas para os clubes brasileiros que eu bato palmas para a diretoria do Náutico, que com apenas R$ 3,4 milhões de cotas conseguiu a permanência na Série A enquanto o poderoso Corinthians com R$ 44 milhões de receitas no total, caiu para a Série B.

Outra coisa que não dá para entender é uma empresa do poderio da Petrobrás só patrocinar o Flamengo e disponibilizar R$ 16 milhões por ano ao clube carioca. Por que só o Flamengo pode ter a marca da Petrobrás? Assim como no lado político-social do cidadão brasileiro, a concentração de renda é muito forte no futebol nacional.

Meu sonho é ver no Brasil a adoção do esquema do Campeonato Holandês, em que todos os clubes ganham a mesma quantia. Aí sim veríamos que diretorias são competentes de fato. Por que é muito mais fácil para um presidente de clube que recebe R$ 50 milhões de receita montar um belo time.

Agora eu queria ver se todos recebessem os mesmo R$ 50 milhões. Os clubes teriam que se diferenciar no Marketing Esportivo para atrair os jogadores que seriam assediados por várias equipes e também perceberíamos melhor que diretoria estaria cometendo atos de corrupção na administração desta grana.

Se com estas disparidades todas, alguns times do Nordeste conseguem ir para as finais de Copa do Brasil, conseguem a permanência na Série A e fazem boas campanhas nas competições nacionais em diversas ocasiões. Imagina se esta grana fosse repartida de maneira igualitária?

Outras consequencias desta má distribuição de cotas e patrocínios é percebida também quando as pessoas que torcem pra time de fora de sua terra, que só se identificam por meio de uma televisão ou rádio influencia indiretamente no não-aquecimento da economia e da qualidade de vida de SUA cidade. Como?

O caso do Vitória é um exemplo, pois o Leão da Barra possui creche, escola e dá assistência pra várias crianças dando “vida” ao esquecido bairro de Canabrava (onde fica o Barradão), que agora tem uma qualidade de vida muito superior, com posto de gasolina, mercado, asfaltamento, escolas. Se não fosse o torcedor baiano, esse investimento não seria feito. Porque o torcedor de rádio NUNCA foi a SP ou RJ torcer de verdade — numa cidade que não tem nada a ver com a sua de origem.

E a hipocrisia reina nestes torcedores. Pois eles justificam que não torcem para os times locais porquê os mesmos são fracos. Claro, se nem o povo da cidade torce, pra que vai existir um time? E por que grandes empresas iriam patrocinar estes clubes?

Fontes: Revista Placar e Jornal Lance

Colaboração: Deco Marques, torcedor do Vitória e membro atuante das diversas comunidades do Orkut do Rubro-Negro Baiano.

A velha mania da Imprensa Esportiva Nacional

Qua, 28/05/08
por fabio monteiro |

jornais.jpg

Quem é apaixonado por futebol como eu e gosta de estar sempre atualizado no assunto, sempre compra revistas esportivas, assiste programas temáticos tanto na TV Aberta, como na Fechada, e sempre escuta as resenhas das rádios AM’s e FM’s de sua região.

E neste aspecto, eu e muitos torcedores de times fora do eixo RJ-SP-MG-RS sempre ficamos revoltados com uma matéria, comentários e previsões erradas ou negativas de nosso time do coração (principalmente).

É bastante comum encontrar no Orkut e em foruns virtuais na web, torcedores do Sport, Goiás, Paysandu, Remo e Ceará (dentre outros) reclamando e acusando revistas, jornalistas de TV’s e jornais do sul/sudeste de emitirem opiniões equivocadas sobre estes times, sempre colocando-os para baixo, como se fossem fracos a vida toda, como se fossem presas fáceis para os times do Sul/Sudeste (considerados os verdadeiros grandes do futebol brasileiro).

O motivo da produção deste texto com este tema agora no blog, é que nas principais revistas, televisões e seção de esportes dos principais jornais impressos do País, sobretudo os sediados em RJ e SP vem colocando, sistematicamente, que o ESPORTE CLUBE VITÓRIA é forte candidato ao rebaixamento.

Eu acho isso um equívoco tão grande, um preconceito tão enraizado, que resolvi desabafar. Eu sei que os jornalistas da grande mídia (não vou citar nomes, a torcida do Vitória sabe de que órgãos de imprensa eu estarei “falando”) não acompanham com profundidade os times que não fazem parte do sul e do sudeste.

São poucos que procuram pesquisar um pouco mais. No geral, eles se baseiam em amigos jornalistas de cada estado do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de visitar sites dos jornais locais destas regiões. Eles estão por fora das “entranhas” do clube, dos projetos de cada diretoria, dos patrocinadores e das verdadeiras revelações destes estados.

jornalista.jpg

Quem é de Pernambuco e é muito envolvido com o Sport Recife, sabe que não é a toa que o Leão da Ilha está na semifinal da Copa do Brasil e que está de volta a Série A desde 2007. O Sport se organizou. Antigos dirigentes que estavam “brigados” se uniram para reerguer o time pernambucano e muitos deles são riquíssimos como Luciano Bivar, Homero Lacerda, Milton Bivar e Gustavo Dubeux (eles investem pesado no clube e conhecem de futebol). Só para a mídia carioca e paulista que o Sport é o azarão da vez na Copa do Brasil.

Quem não acompanha a política norte-americana vai ficar surpreso caso Barack Obama vença, mas quem acompanha sabe que não será surpresa. Quem é baiano e acompanhou o cenário político daqui entre 2000 a 2006 sabia que o PT e forças da oposição aos “carlistas” poderiam ganhar eleições municipais e estaduais, como aconteceu com a eleição de João Henrique (prefeito de Salvador) e Jacques Wagner (governador da Bahia).

Só quem estava do lado de ACM ou não acompanhava as entranhas do cenário político da Bahia se surpreendeu com a vitória de João Henrique em Salvador e mais ainda com a vitória de J. Wagner no 1º turno em 2006.

E é neste sentido que pautei minha crítica. A verdade é que os jornalistas do sul/sudeste não pesquisam PN sobre os times fora do eixo. Eles têm uma visão “super rasteira” e opinam com seus preconceitos camuflados.

capa-jornalista.gif

Qual a tese científica que comprova que todo time que vem da Série B tem 99% de cair novamente? Desde quando o futebol é linear? O jogo são 11 contra 11. No caso do Vitória é simplesmente ridículo. Meu rubro-negro faz parte do Clube dos 13, ganha uma cota de R$ 11,5 milhões. Além de ter uma divisão de base forte, que sempre revela craques e de ter um bom histórico no cenário nacional, sobretudo na Primeira Divisão. Estamos participando da elite pela 30ª vez em 37 edições.

Alegar que somos candidatos é puro chute, é puro preconceito camuflado nestes jornalistas que só valorizam os times deles. São bairristas ao cubo elevado à nona potência. Quem previa a queda do Botafogo e Palmeiras no início do Brasileiro de 2002? E do Grêmio, Atlético Mineiro e Corinthians? Quem?

Na Faculdade eu aprendi que o jornalista antes de informar qualquer coisa, tem que pesquisar para não cometer erros (barrigadas) e não perder credibilidade. O que eu vejo é que muitos faltaram a esta aula ou tem preguiça de pesquisar e preferem opinar e informar com seus preconceitos enraizados.

Por que os times do Norte, Nordeste e Centro-Oeste sempre têm que ser considerados como azarões ou candidatos ao rebaixamento? Por quê não podemos pensar em título também? Só quem tem grana, lobby e grandes patrocinadores que podem é?

Por que tanta proteção, divulgação e presepada para os times cariocas e paulistas?

Se eu vejo alguém com a camisa do Grêmio ou Internacional em Salvador, eu penso que é gaúcho. Se eu vejo alguém com a camisa do Sport ou Náutico em Salvador, eu penso que é pernambucano.

Se eu vejo alguém com a camisa do Atlético-MG ou Cruzeiro, eu penso que é mineiro.

Se eu vejo alguém com a camisa do Atlético-PR ou Coritiba, penso que é paranaense.

Se eu vejo alguém com a camisa do Paysandu ou Remo, penso que é paraense.

Até se eu ver alguém com a camisa da Portuguesa ou Ponte Preta, penso que é paulista.

Acredito que isso acontece em Recife, BH, Curitiba e Porto Alegre (menos)…

Porém, por que essa associação (time -> local de nascimento do torcedor) não é tão óbvia quando vemos alguém com a camisa do São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Flamengo, Vasco, Botafogo ou Fluminense? Não seria a coisa mais natural a acontecer?

Estes times são os que ganham mais títulos? Eles são os que, nos últimos 10-15 anos, ganharam os títulos de maior expressão no Brasil e no mundo? E só eles ganham?

O Internacional foi campeão mundial recentemente e não se vê na TV a divulgação do Inter para o crescimento da torcida colorada. Infelizmente reina a lógica de que dentre os times do sul/sudeste, os de RJ-SP é que devem ser sempre enaltecidos a nível nacional, pois tem mais “audiência, mais torcedores”.

O Flamengo e o Corinthians ficaram muito tempo sem título brasileiro, mas a torcida só faz aumentar. O Palmeiras havia 12 anos sem título paulista, mas tem uma torcida imensa.

É claro que paixão não se discute, mas o que se discute é que a paixão se resume a 8 opções de televisão:

a) São Paulo; b) Palmeiras; c) Corinthians; d) Santos; e) Flamengo; f) Fluminense; g) Vasco; h) Botafogo.

É o mesmo que passar Barcelona, Real Madri, Milan e Manchester United: quem é que vai torcer para o Fenerhbaçe ou Shaktar Donetsk?

Isso explica que o time do coração da maioria dos brasileiros, principalmente nos locais onde os times não são tão expressivos ou no interior dos Estados são determinados pelo que se passa na TV. É claro que eles vão torcer pra algum time e, evidentemente, vão torcer para algum que esteja na televisão. E onde estão as sedes das principais televisões do Brasil?

Termino aqui minha crítica e minhas indagações. Para mim os jornalistas do sul/sudeste têm que pesquisar primeiro, se aprofundar mais para falar que time A ou B de tal região tem chance de sucesso ou não no Campeonato Brasileiro. O que não pode é agir com preconceitos ridículos e sempre enaltecer os times do sul. Jornalista tem que ser o mais imparcial e o mais informado possível.


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade