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Pituaçu Rubro-Negro! Abrace esta ideia!

seg, 09/03/09
por Fábio Monteiro |
categoria Editorial, Estádio

Para um estádio de 1ª linha, um time de 1ªdivisão

Para um estádio de 1ª linha, um time de 1ªdivisão

Nesta semana o Vitória pintará de vermelho-e-preto o Novo Estádio Metropolitano de Pituaçu. Na quarta-feira enfrentaremos o Madre de Deus e no domingo, o Ipitanga. No texto “Prioridade Equivocada” eu disse que o fundo desta história é uma pirraça de Jorge Sampaio e cia aos torcedores e alguns dirigentes do rival. E eu gostei desta pirraça, pois o estádio Roberto Santos não é do Esporte Clube Bahia e sim do Governo do Estado e, como tal, pode ser requisitado por qualquer time baiano. Há de ressaltar que será a primeira partida de um time da Primeira Divisão no remodelado estádio.

O Roberto Santos é tão público que o EC Bahia não pode personalizar o estádio com aquela combinação de cores horrorosas e muito menos fazer um escudo desta agremiação em qualquer parte da moderníssima Arena. O Vitória acerta em não desprezar este mando de campo. Sabemos que a desculpa da nossa gestão é a da implantação do novo sistema de catracas eletrônicas no Barradão, mas isso poderia ser feito durante o carnaval ou até antes. Na verdade foi uma grande jogada de mestre para dissociar a imagem do Pituaçu com o nosso rival. Concordo inteiramente da ação da diretoria leonina.

Nossa gestão pode pecar em vários aspectos, mas tem visão empreendedora, além de evitar o que aconteceu com a Fonte Nova depois da arrogância de Paulo Carneiro com a liberação do Barradão para jogos de campeonatos estaduais e nacionais, em 1995. Depois de assumir o Barradão como seu mando de campo, o Leão esqueceu completamente a Fonte Nova e isso foi muito prejudicial para a equipe rubro-negra por dois motivos plausíveis.

Um deles foi a impressão de que a FN pertencia ao incolor, pois só eles atuavam lá depois de 1994, e com isso, eles ganharam uma força a mais nos clássicos. Ficamos 04 anos sem vencer um BaVi lá dentro (2001-2005). Parecia até que o Vitória jogava fora do estado quando enfrentava o Bahia na Fonte.  A falsa impressão de pertencimento da FN ao Itinga era tanta que no meu antigo blog choviam mensagens de torcedores de outros cantos do país perguntando se a FN era do Bahia ou se era do estado.

O segundo motivo foi o da má localização do Barradão, o que afugentava e ainda afugenta um público maior em jogos à noite e insistíamos em evitar de mandar alguns jogos na Fonte Nova. Nossa torcida só enche o Barradas em partidas noturnas só quando o time faz por merecer todos os sacrifícios dos torcedores, sobretudo os que moram longe do estádio como Vasco da Gama, Barra, Ondina, Brotas, Paripe, Uruguai, Itaigara, Pituba e demais pontos da orla.

Estes fatores prejudicaram o Vitória, pois dava uma força ao rival num estádio neutro e o clube poderia muito bem mandar alguns ou a maioria dos jogos noturnos na Fonte Nova para pegar um maior público, já que a localização era muito melhor que o Barradão. Com o Leão fazendo alguns jogos no Pituaçu a partir desta temporada poderemos apagar qualquer tipo de impressão de pertencimento do novo estádio ao rival, além de não sentirmos tanta diferença de ambiente nos futuros clássicos.

E vou além. Acho que a direção do Vitória deve pensar com carinho sobre a possibilidade de mandar todos os seus jogos noturnos de hoje em diante no Estádio Metropolitano de Pituaçu. Já cansei de esperar de governadores e prefeitos as promessas de construção de novas vias de acesso ao Manoel Barradas e de aumento das linhas de transporte público em dias de jogo do Leão. É muito mais fácil ir e sair de um estádio que fica nas margens da Avenida Luiz Viana Filho (Paralela) do que para um dos estádios mais mal localizados do país. Não há comparação. Nosso Barradão é ótimo, mas é muito distante.

O fato de gostar da ideia de jogar no Pituaçu não significa que eu esteja desprestigiando o Barradão. Eu amo o Barradão, sempre estou lá. Mas convenhamos, o acesso é muito ruim. O planejamento foi errado em construir um equipamento esportivo num lugar de difícil acesso e de muitas carências infra-estruturais. Eu não sou o torcedor que só age na base da emoção ou num orgulho besta e arrogante, a ponto de desprezar o Roberto Santos por “ode” ao Barradão. Não estaremos nos desfazendo de nosso Monumental Santuário Ecológico, apenas teremos uma casa de praia. Quero que todo torcedor pense desta forma.

E o que fazemos em uma casa de praia? Geralmente fazemos festas, eventos, reunimos a família ou descansamos, esporadicamente. Neste caso esta “casa de praia” chamada Estádio Roberto Santos (Pituaçu) será nossa segunda morada mesmo, em que utilizaremos nos jogos noturnos e em alguns de grande apelo para a maior facilidade e agilidade de logística dos times e torcedores visitantes de outros estados, já que a saída do Pituaçu é mais rápida para quem vai ao aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, após a partida. Futebol é bussiness, é aproveitar os nichos de mercado e ter visão empreendedora.

Eu peço que a torcida rubro-negra abrace a ideia de receber bem os jogos do Leão no Pituaçu. De maneira alguma estaremos relegando o Barradão a segundo plano, apenas ganhamos mais um caldeirão, uma “casa de veraneio” para jogos noturnos e que facilita bastante a chegada e a saída dos torcedores. Sou totalmente favorável a esta medida da diretoria. Ganharemos muito com isso. Não sentiremos tanto a diferença de campo nos clássicos, evitaremos a associação direta “Pituaçu-Itinga” que já está começando e que ficou muito forte na Fonte Nova, além da garantia de um público maior nos jogos à noite. Tenho certeza que nossa gestão fez a coisa certa.

Pituaçu, lá vou eu!!!

[UPDATE] NÃO TEM DESCULPA PARA NÃO IR. OS PREÇOS DOS INGRESSOS CUSTARÃO R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 meia. O torcedor pode comprar seus ingressos nas Lojas MCS Tim, Loja Estação Rubro-Negra (Imbuí), Loja Oficial do Clube (Shopping Capemi) e no próprio Estádio Roberto Santos. Os ingressos de meia serão vendidos a partir das 17h desta quarta-feira.

Prioridade equivocada

sex, 06/03/09
por Fábio Monteiro |

Paulo Carneiro é expulso do Conselho

Paulo Carneiro é expulso do Conselho do EC Vitória

O Conselho Deliberativo do Esporte Clube Vitória esteve reunido nesta segunda-feira (02/03) para definir a situação do ex-presidente Paulo Roberto Carneiro. O evento contou com a participação de 160 conselheiros do clube e apenas um deles votou contra a expulsão do ex-mandatário leonino, que hoje é Diretor de Futebol do EC Bahia. O nome do cidadão que votou pela manutenção de PC no quadro de conselheiros do clube é Nei Reis Figueiredo, sócio de PC em uma das suas várias empresas.

O motivo alegado para esta convocação extraordinária e deste desejo da alta cúpula da atual gestão rubro-negra se deu a partir do momento que Paulo Carneiro assumiu o cargo de Diretor de Futebol no rival tricolor. Porém, a direção rubro-negra diz que não foi este o motivo principal e sim pelo fato de PC ter deixado de comparecer em 03 sessões de reuniões do Conselho desde que saiu do clube, além de ter entrado com uma ação na justiça contra o ECV e ter se referido aos atuais dirigentes com deselengância.

De acordo com o Estatuto do Conselho, qualquer dirigente do Leão pode sair do quadro do Conselho se assumir cargo diretivo em clube congênere. Para José Rocha, presidente do Conselho Deliberativo, “O conselheiro é para aconselhar o clube a vencer e não podemos ter no quadro de conselheiros um conselheiro aconselhando o Vitória a perder”.

Concordo que a expulsão de PC do quadro social do Esporte Clube Vitória foi uma medida certa da atual gestão. Afinal de contas, não há sentido que um cidadão esteja exercendo cargo importante no clube rival e ainda ser filiado no Conselho de outro clube, sobretudo sendo do mesmo Estado e depois de tudo que ele fez contra o Vitória nos dois últimos anos de seu mandato como Presidente do Leão. O cômico é que PC disse que vai recorrer na Justiça sobre a sua expulsão. Será que ele pensa em retornar ao Vitória? Seria muita cara de pau.

A pergunta que fica no ar é a seguinte: Será que se Paulo Carneiro assumisse cargo de dirigente no Fluminense de Feira ou qualquer outro clube sem ser o Bahia, nossos dirigentes iriam ter a mesma vontade, agilidade e rapidez para reunir o Conselho para a expulsão dele? Algo em meu íntimo me diz que não.

Tenho a impressão que a nossa direção ficou mordida e temerosa quando PC foi anunciado como Diretor de Futebol do Bahia, sobretudo porque eles sabem que PC conhece de futebol, tem um grande network no mundo da bola e ele num clube como o nosso rival, mesmo em situação financeira deplorável, tem uma mídia toda a seu favor e uma torcida apaixonada e que pode ajudar a reerguer o tricolor.

Com PC no Bahia, a direção do Vitória teve que rever seu planejamento no Campeonato Estadual, já que em dezembro de 2008, Jorginho Sampaio disse em entrevista à Transamérica que poderia disputar a competição com o elenco de juniores por não concordar em muitos pontos do regulamento do Baianão’09, sobretudo na questão “Datas”. A ida de PC ao tricolor forçou nossa direção a gastar um pouco mais na contratação de atletas. Se não fosse isso, o esquema mandraque de contratações do 1º semestre de 2008 iria se repetir. E digo isso baseado nas três primeiras contratações rubro-negras antes-PC e nas seguintes pós-PC.

Aléxi Portela e Jorginho podem negar o que for, mas ficou claro para mim, que eles ficaram com medo de PC melhorar o rival (e isso vem acontecendo, basta compararmos o nível de atletas do rival nos estaduais 2005/2006/2007/2008 com os deste ano) e de perder o campeonato para o rival, com Paulo Carneiro no cargo e provocando eles a todo momento nos meios de comunicação.

A prioridade dada a este caso da expulsão de Paulo Carneiro se torna equivocada para mim, quando vemos que nosso clube não tem um Diretor de Futebol de qualidade confirmada no ramo,  um cara que saiba contratar e renovar jogadores baseados na sua qualidade técnica e não com fatores pouco influentes no campo como “jogador de grupo, amigo da direção, amigo dos funcionários, boa-praça” e que não seja feito de palhaço eternamente pelos empresários escrotos e pelos espertos Irmãos Perrela’s do Cruzeiro.

Por que a nossa direção não junta os conselheiros para pensarem um NOME para dirigir o Departamento de Futebol Profissional e para tentar uma solução sobre o patrocinador MASTER do Leão? São estes fatos que devem ser prioridade no clube, atualmente. A expulsão de Paulo Carneiro poderia ser deixada para depois, mas o FUTURO do Vitória como clube de futebol e que tem uma torcida sedenta por grandes campanhas e títulos jamais deve ser deixada em segundo plano. Foi por isso que evitei comentar sobre a expulsão de PC nesta segunda ou terça-feira.

Para mim, nossa direção sabe ser ágil para reunir o Conselho quando quer, sobretudo para assuntos mais banais como este caso PC e sobre o uso de Pituaçu como mando de campo do Vitória nesta temporada, que por mais que seja um direito nosso, pois o estádio é público, sabemos que o fundo desta história é a pirraça que Jorge Sampaio tem com o rival desde que assumiu o Leão. Jorginho mostra isso com as seguidas contratações de “ídolos tricolores” produzidos pelas AM’s coligadas ao Bahia e até da cozinheira Fernanda, que foi demitida por denunciar maus tratos e falta de pagamento salarial da antiga gestão do rival.

E se a direção consegue de uma forma rápida juntar seu conselho para expulsar PC, fazer entrevista coletiva para uma cozinheira vinda do rival, pode muito bem JUNTAR OS 160 CONSELHEIROS para discutir coisas mais relevantes para o clube como REFORMAS NO BARRADÃO, INVESTIMENTOS NAS DIVISÕES DE BASE, PATROCÍNIOS, PARCERIAS, FORTALECIMENTO DO ELENCO PROFISSIONAL E COMISSÃO TÉCNICA.

Acho que já está na hora da DIRETORIA rubro-negra esquecer as bobagens e  se concentrar nos problemas mais relevantes que o clube possui e que o torcedor tem todo o direito de cobrar, exigir e protestar. Assim acaba este desabafo que visa um VITÓRIA MAIS FORTE E VENCEDOR.

Divisões de base é tudo

sáb, 28/02/09
por Fábio Monteiro |

Jogadores da base jogam com mais raça e amor

Jogadores da base jogam com mais raça e amor

Desde que assumiu a direção do clube em 2006, Jorge Sampaio e Aléxi Portela vem dando prioridade a jogadores “de fora” do que os revelados na nossa Mina de Ouro. Este ano vários atacantes de qualidade duvidosa chegaram e um deles até que está conseguindo se destacar sendo o artilheiro do estadual neste momento (se bem que não é difícil um centroavante se dar bem no Baianão, até Moré conseguiu). Entretanto, não creio que o Washington e o André Luiz sejam bem superiores aos jovens Itacaré, Adriano e Renam, por exemplo.

Em relação ao Neto Baiano, um jogador de 26 anos, que vem aproveitando as chances de gol no nosso fraquíssimo campeonato, EU NOTO uma total falta de maiores recursos técnicos que se exige em um atacante moderno, como proteger bem a bola, saber dar assistências e ganhar a maioria das disputas aéreas de seus marcadores. Neste ponto, o Neto não me enche os olhos e isso me faz ser incrédulo quanto ao sucesso dele num campeonato mais difícil de balançar as redes como a Série A do Brasileirão, fases finais da Copa do Brasil e a Sudamericana. Claro que tô feliz por ele tá metendo gol no Baianão, mas isso não me ilude de maneira alguma. Eu sei o que passei com Indio e Rodrigão.

Eu não gosto de centroavante que vive de fazer gol na “banheira” ou nos erros bizarros de marcação dos adversários (como tem sido os gols de Neto). Eu gosto e até a maioria dos treinadores gostam é do centroavante que sabe fazer outras coisas além do gol. O tempo de centroavantes trombadores e atrapalhados estilo “poste de avenida” está se acabando. É só ver a quantidade de jogador deste  naipe que está perdendo espaço. A nível mundial acredito que o Van Nistelrooy e o Adriano são os “últimos da espécie” e olha que estes dois não são tão grosseiros.

O futebol moderno pede centroavantes que saibam conduzir a bola, dar dribles, serem criativos e claro: GOLEADORES. O Rooney, Ibrahimovic, Fred, Liedson, Kleber Pereira, Keirrison e Washington do SPFC são alguns exemplos claros de centroavantes modernos, que não são apenas “poste de iluminação”. Em termos nacionais e mais modestos, o último “poste” que funcionou bem foi o Finazzi, além de Tuta, que mesmo sendo um grosseirão com a bola no pé metia gol a rodo e em campeonatos brasileiros.

E na nossa base temos ou tínhamos um centroavante moderno chamado Renam, que poderia muito bem ser testado no nosso estadual. Porém, a política equivocada da diretoria, que preza tanto em economia, entra em contradição ao não dar oportunidades a um jogador que ganha 10x menos que André Luiz e Washington e que poderia render uma boa grana ao rubro-negro numa futura negociação. A última informação que obtive deste jovem jogador, que me deixou boa impressão no único jogo que atuou, em 2008, é que foi emprestado ao Kalmär da Suécia.

Neto é o único atacante de fora que está rendendo

Neto é o único atacante de fora que está rendendo

A direção atual do Vitória não pode acabar com as divisões de base do clube. O fato de trazer estes bondes encarece o plantel e ainda evita que possíveis ídolos “de casa” aconteçam por aqui. Recentemente, o jogador da curiosa alcunha de Hulk, que teve menos de 3 escalações, foi despachado ao futebol japonês e hoje faz sucesso no PORTO de Portugal (gestão Paulo Carneiro). Bem que a direção poderia ter a mesma paciência com ele como teve com Moré, Osmar, Robert e Harley, não é mesmo? Outro jovem de futuro promissor é o Stefan, mas até agora não emplacou no Camaçari, time que defende por empréstimo.

Agora mesmo fiquei sabendo da informação de que em breve poderemos perder o Elkeson, que só entrou faltando 15 minutos para terminar o jogo contra o Poções, para o Benfica de Portugal. Parece que o Benfica insiste em levar o jogador, que é tido como a maior promessa “pós-Marquinhos”. Isso tudo me entristece, pois o time vice-campeão brasileiro de 1993 tinha 70% dos atletas formados no clube e o que foi 4º lugar em 1999 tinha 40% do elenco formado na Toca do Leão e há três anos o máximo de jogadores oriundos da “fábrica de craques” e que são aproveitados chegam a três. Sem contar com as tantas outras promessas que vão embora sem ter uma sequência de jogos, sem a torcida conhecer e o pior: sem fazer história DENTRO DO LEÃO.

Se nossa gestão não tivesse tantas dívidas herdadas de PC e Cia e se tivesse um plano mais ambicioso poderíamos ter ainda conosco os atletas David Luiz, Marcelo Moreno, Leandro Domingues, Marquinhos e Willians. Com certeza o elenco seria forte o bastante para conquistar a Copa do Brasil, o que daria maior visibilidade e rentabilidade ao Vitória, sem falar dos ganhos intangíveis que uma grande conquista oferece.

Eu defendo a maior utilização dos jogadores vindo da base, sobretudo no nosso campeonato estadual, que serve como uma “luva” para testar e ambientar os jovens da Toca numa competição da categoria profissional. Eu tenho certeza que Renam e Itacaré não são piores que André Luiz e Washington e muito menos o Kleiton Domingues ser inferior a Gláucio e ao Willian, que veio do Palmeiras-SP.

A desculpa de não se investir bem e aproveitar os jogadores das divisões de base por estarmos nos escalões inferiores do Brasileirão e com cotas menores já caducou, mais especificamente em janeiro de 2009. Estamos na segunda temporada de Série A, desde que retornamos. A cota de TV subiu de R$ 11,5mi para R$ 15 milhões. Então, está mais que na hora da diretoria rever seus conceitos, investir nas categorias de base e acima de tudo: dar sequencia de jogos aos projetos de craques no elenco principal.

Que Mauro Fernandes comece fazendo este papel. Pois só a base é que dará dividendos ao clube, sem falar de possíveis grandes conquistas, já que estes caras vivem no clube, amam e jogam com mais disposição do que muito atleta de “fora” que só vem à passeio.

VITÓRIA SEMPRE!

A torcida está certa

sex, 20/02/09
por Fábio Monteiro |
categoria Editorial

Quando o nosso melhor amigo dá em cima da nossa namorada é normal nos afastarmos desta pessoa, cortar a relação de amizade e ficar deveras chateado. Quando emprestamos nosso carro para um amigo e este devolve o veículo com mossas e outras danificações internas é normal fecharmos a cara para este cidadão e nunca mais emprestar qualquer coisa, mesmo que seja uma gravata borboleta.

Enfim, em nossa sociedade as relações de amizade e de companheirismo precisam de bons costumes para se manter com durabilidade. Nós já passamos ou passaremos por algumas destas situações citadas acima e sabemos que quando acontece é normal a gente se afastar de quem fez algum tipo de sujeira com você. Alguns comentaristas deste blog me pediram para eu fazer uma “campanha” para a torcida voltar a lotar o Barradão e ao analisar os comentários da galera, eu percebi que seria um tema muito legal para falar.

Porém quem pediu esta campanha pra mim vão se decepcionar comigo a partir deste momento, pois eu acho que a torcida do Vitória está certíssima em deixar o Barradão à míngua, neste momento. Afinal, nossa torcida está chateada e decepcionada com o que a diretoria fez no clássico Ba-Vi, dando mais conforto à torcida tricolor que a nossa e para piorar, os baixos investimentos no clube faz com que o Leão se nivele ao tricolor e por isso o número de jogos vencidos por eles vem crescendo, sobretudo no Barradão e isso é revoltante.

A diretoria deu um verdadeiro “Tiro No Pé” no Ba-Vi, pois andou na contramão do bom senso. O São Paulo só disponibilizou 10% do Morumbi ao Corinthians, enquanto nossa diretoria acha lindo dar 40% para a torcida do Bahia, que mesmo com esta cortesia, arrebentou os banheiros do Barradão na região onde eles ficaram. BEM FEITO!!!

Na minha opinião não é dever meu ou da gente clamar pela volta da torcida ao estádio. Isto para mim tem que ser resolvido de “cima para baixo”, isto é, a diretoria que tem que pedir desculpas publicamente da besteira que fez no clássico e junto com o departamento de marketing bolar planos para entusiasmar novamente seu torcedor.

O Campeonato Baiano é desmotivante por si só e o Vitória em plena Série A (2ª temporada) e classificado à Sul-Americana não teve a coragem ou competência suficiente de montar um elenco bem mais forte que o atual e que deixasse a torcida do Bahia com medo de levar cacetes nos clássicos. Neste sentido, Paulo Carneiro ganha ponto comigo, pois em sua época o time do Vitória era bem superior ao rival, por isso as derrotas eram mínimas e no Barradão eles tremiam mais que um vira-lata no Alasca.

Em 2006 e 2007 a torcida do Vitória lotava o Barradão com mais frequencia porque a direção investiu o necessário para atingir as metas estabelecidas (subir da Série C pra B e da B pra A). A nossa torcida é sedenta por grandes campanhas, por títulos e por crescimento a nível nacional. E entre 2006 e 2007 nossa diretoria conseguiu atrelar o que pregava na mídia com o time em campo, apesar de não termos conseguido os troféus das séries inferiores.

Só que em 2008, a torcida ficou revoltadíssima com aquele time medonho do primeiro semestre, do campeonato baiano, e ficou temerosa por uma queda triste para a Série B. Graças a Mancini e a intervenção tardia, mas eficiente da diretoria, montamos um elenco modesto, mas de qualidade e que foi competente o suficiente de ficar na ponta do campeonato brasileiro no 1º turno, o que motivou a torcida frequentar o estádio. No segundo turno o time caiu de produção e, como em toda torcida, houve a queda de presença.

E agora em 2009 a diretoria repete os mesmos erros de 2007 e 2008, alegando falta de recursos, montando um elenco fraco para grandes sonhos, se nivela ao rival e deixa o clássico parelho. Fala que por ser do nordeste não pode fazer investimentos quando a gente está vendo o Sport, também do Nordeste, depois de ser Campeão da Copa do Brasil, estrear com triunfo na Libertadores em cima do Colo-Colo lá dentro do estádio deles, no Chile. E que tirou o maior ídolo do Goiás, sem temer por quanto iria gastar com o atleta, pois sabia que os ganhos tangíveis e intangíveis deste investimento são incomensuráveis.

A torcida do Vitória quer ver uma Nota Oficial do Clube pedindo desculpas sobre os 40% cedidos a torcida tricolor. Nossa torcida quer ver contratações de impacto (pelo menos umas 3) e ver a vontade do time e da direção em buscar a Copa do Brasil, formar um elenco forte para o Brasileiro e Sul-Americana. É a diretoria que tem que trazer os torcedores de volta e não eu. Eu concordo com a torcida. Quero ver o Vitória grande e com ambição por títulos de grandeza e não um clube que se comporte como um pobre coitado, que tem que aceitar qualquer esmola.

VITÓRIA SEMPRE!

OPINIÃO | Mauro Fernandes

seg, 16/02/09
por Fábio Monteiro |
categoria Editorial

Mauro levantou o Vitória da 3ª p/ 2ª divisão em 2006

Mauro levantou o Vitória da 3ª para a 2ª divisão em 2006

Infelizmente,  a diretoria do rubro-negro baiano só pensa em economizar, economizar e economizar…Não sei pra que, já que time de Primeira Divisão, participante do Clube dos Treze, que vende jogadores direto em todo final de temporada e que ainda conta com a loteria “Timemania”, feita justamente para ajudar os clubes a quitarem as suas dívidas com o Fisco, possui uma situação financeira razoavelmente boa para se INVESTIR mais para procurar CRESCER e conquistar TÍTULOS IMPORTANTES.

O pobre coitado EC Vitória, de Jorge Sampaio e Aléxi Portela Júnior, não quer gastar nada nem em jogadores e agora nem em treinadores. Futebol de primeira divisão não pode ser feito a 0800, do grátis, do gratuito. Primeira Divisão Nacional não é o campeonato muquirana de seu bairro, regado a cerveja e desorganização. Nossa direção não quis pagar a multa rescisória de Roberto Fernandes (Náutico), do iniciante Silas (Avaí), não quis investir no Renato Gaúcho (que pediu R$ 200 mil) e também desistiu de Estevam Soares pelo valor da multa rescisória. Pobre Leão. O seu madruga do nordeste…o mendigo da estação Pirajá.

E como qualquer mixaria para mendigo tem seu valor, eis que a falta de investimento e de criatividade da diretoria esbarra no retorno de um ótimo treinador para quem disputa Série C, mediano para quem disputa Série B e fraquíssimo para quem disputa Série A. E não falo isso por não gostar de Mauro não. O currículo dele nas três divisões mostram o quanto ele consegue bons resultados na Série C, médios na B e horríveis na Elite Nacional.

O Vitória retrocede à estaca zero, volta no tempo, contrata um treinador abaixo do patamar do clube. Isso é uma vergonha. Mauro Fernandes já falou na Band-BA, por telefone, que está tudo certo para regressar ao Leão da Barra e que chega à Salvador nesta terça-feira. Mas já que não tem volta, só nos resta torcer. E aquele que disser que vai torcer contra o Vitória em represália à diretoria, não é digno em se considerar torcedor do Leão. Torcedor de verdade, torce para o time se dar bem mesmo que o centroavante seja Moré, o goleiro seja Zé Carlos, Alysson e Wilson nas laterais, Elói na zaga, com Ferreira de treinador e Eurico Miranda como dirigente.

Realmente, o Mauro não é o treinador que a gente esperava. Mas já que veio eu tenho a dizer que temos que dar apoio (não sei como, mas temos que fazer isso), ter fé e incentivar sempre nosso clube. Como ponto forte, ele gosta de usar jogadores da base, é experiente no futebol do norte-nordeste e centro oeste; e vem em boa fase, sendo campeão da Série C em 2008 com o Atlético-GO e estava fazendo um bom trabalho no Goianão’09.

Em contrapartida, Mauro é um treinador de prazo de validade, isto é, geralmente funciona muito bem durante uma temporada e na seguinte começa a se perder. Foi assim conosco em 2006 e sendo demitido em 2007, por perder o feeling do elenco. Repetiu isso diversas vezes no futebol pernambucano, sobretudo nos rivais Santa Cruz e Sport Recife. Além de funcionar com data de validade, Mauro é teimoso. Quando cisma com um jogador ele utiliza até a torcida espumar de raiva.

Mas o pior ainda está por vir. Mauro, contra times maiores, costuma usar uma retranca humilhante, típico dos timinhos que a gente só descobre no sorteio da Copa do Brasil ou no Brasfoot e Football Manager. Já estou vendo o retorno do maquiavélico esquema 3-6-1, 5-5-0, 7-2-1, por aí vai. Sai um treinador ofensivo, que usava apenas um volante até em jogos fora de casa e entra um que faz o contrário, literalmente.

Por fim, que Deus ilumine nossas mentes, sobretudo a da Diretoria. E como Jorge Sampaio vem sendo “largo” desde que assumiu o clube, espero que a sorte ainda esteja com ele. Pois vamos precisar muito deste fator. Mauro pode até vir a calar minha boca, o que acho muito improvável, mas o histórico dele nas vezes que trabalhou na Série A fazem eu acreditar mais numa campanha bostética do que outra coisa. E para piorar, eu soube que ele recebia R$ 30 mil no rubro-negro goiano e agora irá receber o mesmo valor que Mancini recebia aqui no clube. Então não é um treinador “barato” ao meu ver.

VITÓRIA SEMPRE!

Quanta gentileza, Diretoria!

dom, 08/02/09
por Fábio Monteiro |

Agora é área de lazer tricolor

JS e AP mudam o conceito do Barradão: Agora é área de lazer do Tricolor

Começo a suspeitar que Jorge Sampaio não torce pelo Vitória e sim pelo tricolor. Afinal de contas, depois da constante e irritante contratações de jogadores medianos vindos do rival e classificados como super-craques pela famigerada imprensa esportiva tricolorida, o nosso gestor passou a contratar qualquer funcionário vindo do Fazendão, mesmo sem um motivo plausível. Veio a cozinheira Fernanda e se por acaso a diretoria tricolor demitir pedreiros, serventes, massagistas, vigilantes ou qualquer outro tipo de função eu tenho medo de ser anunciado por JS como grande REFORÇO ao departamento social do clube.

Ao achar que isso ainda é muito pouco. O nosso Jorge Sampaio, com aval de Aléxi Portela, dá um brinde a torcida tricolor que jamais vi outra diretoria fazer na vida: CEDE 40% DA CAPACIDADE DO ESTÁDIO A TORCIDA RIVAL DENTRO DE SEU ESTÁDIO PARTICULAR! Um absurdo, uma afronta à torcida rubro-negra. Enquanto os multicoloridos estavam sentados e com espaço sobrando nas arquibancadas inferiores (perto de onde se prendem as faixas das torcidas organizadas) – A NOSSA TORCIDA ficou APERTADA, EM PÉ E SEM NENHUM TIPO DE CONFORTO!! PARABÉNS JORGINHO! PARABÉNS ALÉXI PORTELA!

Quem não teve condições financeiras de comprar o pacote Ouro do SMV ou pagar R$ 80 para ficar na cadeira teve que ficar em pé por 90 minutos, num calor infernal e sem espaço para sentar. REALMENTE, desta vez a diretoria rubro-negra passou dos limites e mostrou que se preocupa mais com o conforto dos adversários, do que com sua própria torcida, que compra SMV nos três planos, que vive e consume tudo relacionado ao clube “24h por dia”.

Ao ver todo este cuidado e gentileza de nossa torcida ao adversário, parece que os jogadores sentiram que teriam que agradar à diretoria, afinal é ela quem paga os seus vencimentos mensais e “bichos”. E como agradar a diretoria é perder para o rival, talvez Jackson tenha chutado três bolas para fora, propositadamente, assim como o Neto Baiano. Afinal, ninguém sabe o que poderia acontecer a eles se contrariassem a fanfarronice de nossa diretoria, não é mesmo?

Para “enganar o bobo”, o time rubro-negro mandou e desmandou no primeiro tempo. Se existisse o chamado “placar moral”, este apontaria 4×1 para o Vitória na primeira etapa. Mas, para fazer jus a triste coincidência de que desde que os atuais presidente e vice-presidente assumiram a equipe, em que o Leão só venceu apenas UM MISERENTO BAVI de virada por 2×1 no longínquo campeonato baiano de 2006, o Vitória voltou para a segunda etapa, ridiculamente horrível e permitiu a festa tricolor.

Com 20 minutos de jogo o placar já marcava 2×0 para o Bahia e a torcida deles, que raramente ia ao Barradão, mais do que  nunca toma gosto pela coisa e ameaça dividir o Barradão conosco,daqui para frente. Algo surreal, enojante e deprimente para quem vem acompanhando o clássico nos últimos 10 anos.

Desta vez até el paredón quedó con miedo de la directoria e tomou un pollo vergonhoso e mais brochante do que se imaginar fazendo sexo com aquela vizinha mocréia, que todos nós temos. E a cada atitude esquisita da diretoria: como contratar medianos jogadores do rival exaltados pela mídia local, fazer entrevista coletiva e apresentação de contratação de uma ex-cozinheira do Bahia e, por fim, dar 40% do Barradão a eles, eu começo a acreditar que a frase dita por Jorge Sampaio, no DVD “Vamos Subir Negô”, onde ele diz que “gosta de ganhar do Bahia” merece o grandioso prêmio Gafe do Ano.

Depois da humilhação que vimos nas arquibancadas, onde a torcida rival tinha mais benefícios que nós e depois da transformação do Barradão em área de lazer tricolor, não me surpreenderá se Jorge Sampaio ou Aléxi Portela repetir o caminho trilhado por Paulo Carneiro.

Que nossa diretoria brinque de administrar time no Football Manager, Fifa ou Winning Eleven, mas no mundo real ela nos deve RESPEITO, PROFISSIONALISMO E CONSIDERAÇÃO. Pois, o que o Itumbiara/GO tem mais que o Vitória para assinar com Denílson e nós não? Por que a desistência de se gastar dinheiro na renovação de Renan, um cara que foi MUITO ÚTIL ao time em 2008, por que achar que não devemos gastar nada para ter um elenco de qualidade e desistir de trazer Lenny, Makelele, Valmir e Wanderley?

Enquanto a nossa diretoria ENXERGAR CONTRATAÇÃO COMO CUSTO E NÃO COMO INVESTIMENTO não seremos CAMPEÕES DA COPA DO BRASIL, NEM BRASILEIRO NUNCA!. Seremos apenas aquele time chato que atrapalha os grandes de vez em quando e um simpático colecionador de campeonato baiano, que não vale P.N. em nível mais amplo. E este ano tem mata-mata com possibilidade de ter BaVi na semifinal.

Apesar de tudo,

VITÓRIA SEMPRE!

Oba-Oba não!

sáb, 31/01/09
por Fábio Monteiro |

Caros torcedores rubro-negros,

Não podemos, de maneira alguma, imitar o comportamento alucinado da torcida tricolor. Nossa torcida sempre foi conhecida por ser mais esclarecida, crítica, exigente e coerente com a realidade do nosso futebol, de nossas possibilidades e de nossos limites técnicos. O motivo do texto de hoje é para não acharmos que está tudo uma beleza com nosso time, ou seja, que já estamos prontos para a Copa do Brasil, Série A e Sudamericana.

O texto “Jackshow” feito depois do jogo contra o Poções foi bem interpretado pelas pessoas que conhecem a fundo os diversos recursos estilísticos de escrita, por quem me conhece pessoalmente e por quem conhece o meu jeito de ser (irreverente, polêmico e provocador).

Mas, infelizmente, alguns torcedores desatentos e que não me conhecem profundamente interpretaram da pior forma o estilo daquele texto. Não sacaram que eu estava brincando e sendo irreverente na legenda e nas primeiras frases sobre Jackson ter lido o blog, para depois elogiar um jogador que eu tenho muitas restrições; e com isso me fizeram críticas sem fundamentos algum, algumas que beiravam ao ridículo, até.

Que fique bem claro que eu não mudei minha opinião e nem queimei a minha língua sobre este jogador. Eu sou um cara justo, fui educado assim desde cedo. Não é pelo fato de não gostar de Jackson que vou me omitir ou evitar elogiar as possíveis boas atuações que ele venha a ter nesta temporada. Realmente,  Jackson jogou muito contra o Poções. Fez três gols, sendo o segundo uma verdadeira pintura, talvez um dos gols mais bonitos já feitos pelo Vitória no Barradão. Portanto, eu seria injusto e escroto se eu não elogiasse o jogador, somente pelo fato de já ter postado aqui que eu fui contra a renovação dele.

Contra Fatos não há argumentos - Mas galera, vamos acordar, né? Não vamos achar que Jackson é um craque e que será peça-chave do elenco por ele ter feito este hat-trick, naquela maravilhosa partida contra um adversário do interior baiano que raramente disputa a Série C do Brasileiro. E se este time for bem neste estadual entrará na Série D, a quarta divisão do futebol nacional. O Poções não é um São Paulo, Inter ou Cruzeiro. Convenhamos né?

Por isso, faço questão de lembrar que Jackson também jogou bem o campeonato baiano 2007 e razoavelmente bem o de 2008, mas no Brasileirão B (2007) e no Brasileirão A 2008 oscilou bastante, tendo ficado no banco de reservas na maior parte destas competições. Para se ter uma idéia, Jackson foi reserva do centroavante Faioli que foi contratado como “meia-armador” por nossa diretoria. Uma das grandes gafes de JS, que comeu pilha do empresário do jogador. E mesmo sem ter nunca jogado na posição, o mediano Faioli vestiu a dez e Jackson teve que assisti-lo no banco de reservas por quase todo o primeiro turno da Série B e depois foi banco de Marcus Vinicius, aquele jogador maluco que veio do Japão. Estou mentindo?

No segundo turno da segundona, Jackson recuperou a posição e se firmou mais na reta final, nas últimas rodadas, sendo uma das peças fundamentais para o retorno do Vitória à Série-A com duas rodadas de antecedência. Fez gols importantes como o terceiro do complicado jogo contra o Santa Cruz lá no Arrudão (3×1), onde estive in loco acompanhando a partida.

Jackson costuma jogar bem no estadual e "sumir" no Brasileirão

Como em 2007 e 2008, Jackson vive boa fase no estadual

Já em 2008, vimos no Brasileirão um Jackson totalmente claudicante e irritante. Sendo reserva por todo primeiro turno e tendo mais chances no segundo turno e fez apenas 3 gols, sem ter sido destaque em jogos contra equipes de mais qualidade e que marcam melhor como o São Paulo, Internacional e Cruzeiro, por exemplo. Estou mentindo?

Portanto, não vamos repetir as expectativas criadas em Índio em 2007 agora com Jackson, em 2009. O cacique naquela ocasião fez um grande primeiro semestre, artilheiro do estadual, além de ter matado um punhado de torcedor incolor do coração com seus oito gols em três clássicos, sobretudo com os 04 feitos no inesquecível BA-Vi da Fonte (6×5 para gente, aquele mesmo da flecha bumerangue, do então tricolor, Rafael Bastos). Mas na Copa do Brasil já não teve o mesmo desempenho e piorou mais ainda na Série B. É mentira minha?

Por isso não podemos confundir alhos com bugalhos. O Campeonato Baiano não serve como parametrização para cravar que tal jogador é craque, “titular absoluto” e pronto para campeonatos mais duros. Pelo contrário, nosso campeonato é tão fraco que nos engana muito e aquele jogador que não consegue se destacar nesta competição raramente fica para o segundo semestre. Pergunto novamente: Estou mentindo?

Isso é tão verdadeiro que presenciamos aquele festival de erros da nossa direção no estadual de 2008, que contratou em quantidade excessiva jogadores fracos para nosso campeonato, o que causou uma campanha irregular e que quase ficamos sem o título. Se não fossem as vindas de Rodrigão e Ramon, a aparição surpreendente de Marquinhos e a chegada do técnico Vágner Mancini veríamos o rival ser campeão em 2008.

Claro que estou feliz com as atuações de Jackson e do time no estadual neste início de temporada. Mas não sou ingênuo a ponto de afirmar, categoricamente, que Jackson já é craque e titular absoluto ou que já estamos prontos para os campeonatos nacionais e internacionais que teremos pela frente. Continuo achando que Jackson não rende em jogos mais complicados, cuja marcação é mais consistente. Os jogos contra os times mais fortes do Brasil em 2008 me fizeram ter esta posição em relação ao jogador.

Saibam que todo jogador, que eu goste ou não, se jogar bem vai ser elogiado, se jogar mal vai ser criticado. Sou justo. Gosto e tenho que ser assim, a minha profissão de jornalista/comentarista esportivo exige isso. E, além disso, eu sou uma pessoa que prega pela justiça SEMPRE. Peço também à galera que leia os textos com mais atenção e desarmados. Tentem localizar e entender as ironias em cada parágrafo dos posts antes de se posicionarem sobre.

Espero não ter que colocar “aqui eu estou brincando” ou “estou sendo irônico deste ponto em diante” em todos os trechos dos textos que eu for utilizar a IRONIA e a IRREVERÊNCIA como base (risos).

SRN,

O Circo do Zé

qua, 28/01/09
por Fábio Monteiro |
categoria Editorial

Quer dizer então que o blogueiro dos esmolambados morto a fome ficou magoadinho com o que escrevi para desmiolado e atrevido Kuririn? Que no ápice de sua idiotice fez o papel  de “aviãozinho” e contou ao papai José Ricardo Novoa o que eu tinha respondido a ele, que terminou respingando numa verdade que ele não pode negar e por ser tricoleta não entendeu, pois tricoleta só entende linguagem do gueto e tudo bem mastigado.

O tirado a Renato Aragão (Didi) achou que eu tinha me direcionado a ele, mas talvez pela notória limitação de QI dos tricolores ele não interpretou que eu tava me referindo ao furdunço que é a tag de comentários daquele blog, já que o Kuririn pensou que aqui é a casa de Mãe Joana. Lá é um verdadeiro circo, com palhaços de todos os tipos, porém a maioria é sem graça e sem pudor algum aos “comentaristas” mais gabaritados como Nildo Requião e Danilo Espírito Santo.

Aí no ápice da covardia, ao invés de entrar em contato comigo através dos meus emails (todos nós blogueiros temos emails e nos comunicamos internamente) ele preferiu me atacar com este texto bizarro. E não é a primeira vez que o mandatário do blog incolor age com esta estupidez. Já fez isso comigo no campeonato baiano de 2008 e com meu amigo Maurício Biondi. Galera, quando eu me chateio com algum de vocês eu não mando emails ou respondo na tag de comentários? Pois levar para o post principal mostra uma covardia e infantilidade enorme.

Como se não bastasse, o representante tricolete teve a petulância de questionar o meu estilo de condução do blog e induzir que seu estilo é o melhor e indicado para um blog de futebol. Muito deselegante Zé. Mas muito mesmo. Primeiro porque cada mente é um mundo e cada blogueiro tem a sua forma de conduzir o blog da forma que quiser. Se todos os blogs fossem iguais, que graça teria? Que graça teria se todas as pessoas gostassem das mesmas coisas e agissem da mesma forma sobre todos os eventos mundanos?

Eu sei que grande parte da torcida do Vitória que acessa o blog gosta do meu estilo variado, diversificado e um tanto quanto polêmico. Disso que eu tenho que me preocupar. Querendo ou não, para desespero de Maurição (várias faces) e do Snowman (porra imitei o Zé), vejo que boa parte da torcida que me acompanha está fiel comigo e gostando de meus textos. Aqui sou uma mistura de torcedor-cronista, torcedor-jornalista e amante do futebol em geral e das causas nordestinas do seu povo e do futebol.

Eu não sou o único a ter regras de comportamento: o do Grêmio, o da Lusa, do Inter e o do Vasco também têm regras para os “comentaristas”. E você bem sabe que recebemos um aviso por email para evitar bagunça na tag de comentários, sobretudo envolvendo nomes de pessoas públicas. Agora Zé, o Blog do Torcedor é para falar de futebol em primeiro lugar.

Não é pelo fato de você gostar de escrever no estilo Patati Patatá, só focando piadinhas prontas, a maioria sem graça e com conteúdo tão infantil quanto a dupla de palhaços que seu estilo se torna o “ideal”, o “perfeito”. Programas de TV sem o mínimo de cultura e que focam a baixa escolaridade do povo fazem sucesso pelo país afora, normal notar que num blog o mesmo fenômeno funcione.

Mas eu entendo a sua forma de escrever JRN, afinal se você passar a criticar e esmiuçar as coisas do seu timinho, sua torcidinha irá entrar em depressão profunda por constatar o fim do bahia, além de se situar nesta última tentativa louca de reerguer apelando para Paulo Carneiro que sempre pisou no Bahia na mídia. Se tu fizeres isso o número de suicídios em nosso estado aumentará consideravelmente.  No seu estilo circense você termina fazendo um belo serviço social ao usar das piadas infames que qualquer menino de 7 anos entende para alegrar esta sofrida torcida que não sabe o que é uma volta olímpica há sete anos e que só vê primeira divisão nos secando ou na televisão.

A torcida do Bahia, em sua maioria, nunca gostou de debates a sério, com assuntos complexos. Pois a limitação de QI é estratosfericamente baixa o que deixam deslocados com tais questionamentos ou conversas. Cerca de 70% da torcida incolor não sabe ler e os que sabem são preguiçosos para pegar livros, são feitos de fantoche por políticos-dirigentes e parte da imprensa. Por isso o estilo piada pronta do fundo de quintal inspirado em Bozo, Patati Patatá e a Praça é Nossa faz mais sucesso para este tipo de torcida.

Encerro por aqui. Você continua na única tecla criativa que você tem e eu fico aqui com meu jeito polivalente de cobrir as coisas do Vitória e aplicando com rigor as minhas regras de comportamento. Você escreve suas merdas lá e eu cá e fim de papo.

“Pra fazer silêncio EU BERRO, pra fazer BARULHO eu mesmo faço” (Rita Lee)

O nordeste precisa de união

sáb, 24/01/09
por Fábio Monteiro |
categoria Editorial

Somos guerreiros, somos nordestinos

Somos guerreiros, somos nordestinos

Eu juro que não queria tocar neste ponto agora e nem hora alguma. Afinal, em pleno século XXI, terceiro milênio, conhecido como a Era do Conhecimento e da Informação ver briguinhas e rivalidades regionais imbecis espalhadas pela grande rede mundial de computadores é algo estarrecedor para qualquer pessoa letrada, educada e socializável. O Blog “Futebol Nordestino” virou um antro de xenofobia regional e bairrismo ao extremo.

Mas a culpa nao é do blogueiro Tiago Medeiros não, a culpa é da galera que parece fazer jus a brincadeira non-sense “maldita inclusão digital”. De um lado os pernambucanos insistem em dizer abobrinhas do tipo “baiano não se considera do nordeste, quer ser carioca, quer ser do sudeste”. Do outro os baianos devolvem na mesma ignorância e falta de sensatez “nós temos melhor carnaval, nossa cidade/estado é melhor por isso e por aquilo”.

Cabra, o NORDESTE é todo lindo, meu rei. Desde a última cidade da ponta sul da Bahia até a última cidade do Maranhão. Temos muitos problemas sociais, econômicos e financeiros. Mas em geral temos uma riqueza que muitos reis, burgueses e aristocráticos não possuíram: a hospitalidade, a simplicidade,  humildade e a garra de vencer, de batalhar pelas coisas que se deseja, sem falar de nosso belo e extenso litoral. Esta riqueza ninguém nos tira!

Eu amo a minha região. Amo este povo da macaxeira (aipim), do frevo, do axé, do forró pé-de-serra, da buchada de bode, do Vitória, do Sport, do Náutico, do Santa Cruz, Ceará, Fortaleza, ABC, América e Confiança. Sou bairrista, mas não extremista (no futebol chego até perto). Tanto Pernambuco quanto a Bahia são importantes para o País. Cada estado tem suas belezas naturais, cultura própria e problemas sociais/econômicos/financeiros SEMELHANTES. Tanto PE quanto a BA possuem um futebol forte e tradicional em nosso país. Não precisamos ficar discutindo besteira e sim nos unir.

tirando o Jahia, todos têm meu respeito

tirando o Jahia, todos têm meu respeito

Sou amante do futebol nordestino e sempre que posso dou uma fuçada na net para acompanhar o Campeonato Cearense, Potiguar, Pernambucano, Alagoano, etc. Conheço 7 das 9 capitais nordestinas: Só faltam São Luís-MA e Teresina-PI. O resto eu conheço de cabo-a-rabo. E nada melhor como passar as férias do verão curtindo as belezas de Porto de Galinhas-PE, Maceió-AL, Fortaleza-CE, Itamaracá-PE, Porto Seguro-BA, Itacaré-BA, Salvador-BA, etc.

Portanto não vejo motivo para este clima de guerra existente nas tags de comentários do blog do Futebol Nordestino. Em relação ao blog eu só tenho uma queixa: O Tiago deveria falar mais dos outros estados. Afinal, o blog é direcionado para cobrir o Futebol da Região e não de Pernambuco. Mesmo que o Tiago seja de RECIFE e tenha mais informações e conteúdo do futebol pernambucano, acho que ele precisa dar um jeito de falar mais dos times dos outros estados da região, com a mesma qualidade, boa vontade e disposição de quanto trata dos times de PE.

O futebol nordestino só ganhará mais títulos nacionais se todos os envolvidos: torcedores, políticos e dirigentes se respeitarem um ao outro e focarem sempre a união de nossas federações estaduais para a melhoria conjunta e progressiva de nosso futebol. O Nordeste é um celeiro de craques. Daqui saíram Rivaldo, Ricardo Rocha, Nunes, Juninho Pernambucano, Bebeto, Alex Alves, Dida, Fumanchu, Alex Alves, Paulo Isidoro, Carlinhos Bala, etc.

Deixo duas sugestões para o blogueiro do FN: 1) Recrutar representantes dos outros estados para ajudá-lo na atualização e 2) evitar, a todo custo, qualquer tipo de incitação a balbúrdia entre um povo irmão, carente, mas que é lindo, hospitaleiro e que vive numa região abençoada pelo Papai do Céu. Para a galera eu peço um pouco mais de sensatez. Não precisamos e nem devemos ofender a cultura, time ou cidade/estado dos outros para ressaltarmos a beleza e importância de nosso time ou de nossa cidade natal.

Somos nordestinos, temos os mesmos problemas econômicos e financeiros, temos um litoral lindo que inveja muita gente lá de baixo e do exterior. Há muitas doenças no mundo, muitas delas são incuráveis e fatais, mas a pior de todas é a doença do preconceito e do extremismo regional.

VITÓRIA SEMPRE,

Ídolos no caminho certo

sex, 23/01/09
por Fábio Monteiro |

Bida parece ter reencontrado a alegria de jogar no Leão

Bida parece ter reencontrado a alegria de jogar no Leão

Quem não se lembra deste post? Nestas duas primeiras partidas do Leão no Campeonato Baiano não há como evitar elogios às atuações de Bida e Apodi. Bida veio com muita desconfiança da massa rubro-negra, pois boa parte dos amantes do Leão sabiam que o meia fez de tudo para sair do Vitória no ano passado, inclusive com uso do famoso corpus molis e sendo preterido por Mancini logo após a partida contra o Cruzeiro, cuja atuação de Bida foi desastrosa com direito a gol contra e tudo.

No Santos, Bida mostrou o seu talento atuando como terceiro homem do meio-de-campo e foi bastante elogiado pela imprensa sudestina. O clube do litoral paulista até que tentou a permanência dele por lá, mas o Vitória não quis baixar o valor do atleta e ele retornou. E nestas duas primeiras partidas, Bida vem jogando muito bem no setor ofensivo, criando boas jogadas, puxando contra-ataques e se esforçando mais na marcação.

Talvez a longa conversa que o atleta teve com Mancini, assim que ele se reapresentou, fez com que o jogador voltasse a ter alegria em jogar pelo Vitória. Claro que está muito cedo para eu cravar que Bida e Apodi já estão garantidos como titulares absolutos e que estão tendo atuações fantásticas. Longe disso, apenas tenho que reconhecer que os dois estão procurando ajudar o clube da melhor maneira possível.

Bida teve uma boa participação na estreia, mandando bola na trave em cabeceio, armando jogadas, mas contra o Colo-Colo, pelo menos em minha opinião, ele foi o dono do jogo. Marcou, deu carrinho, cercou os adversários e foi o grande “arquiteto” das saídas de bola rumo ao ataque contra o time ilheense. Espero não me enganar, mas Bida tem tudo para se firmar no VITÓRIA e acabar com a grande divisão da torcida em relação a ele. Para alguns Bida é craque, para outros um jogador normal e para outros é uma carniça.

Por muito tempo eu fiquei na segunda opção e em alguns momentos de raiva por seus erros na marcação me fizeram migrar para a terceira. Mas analisando o futebol que ele apresentou no Vitória em 2006, no Santos em 2008 e nas duas primeiras partidas deste baianão dá para ver que ele tem potencial de se tornar um excelente jogador de terceiro homem e um bom segundo volante, a depender da qualidade do adversário e do objetivo da partida.

Apodi mostra que seu lugar é aqui!

Apodi mostra que seu lugar é aqui!

Já o velocista lateral até que não fez uma partida brilhante na estreia contra o Atlético, mas mostrou uma evolução tática ao dosar os tempos de apoio e marcação, de guardar um pouco a posição e tentar pensar mais com a bola no pé. Sem contar com o uso na hora certa de sua velocidade extrema, que ocasionou a expulsão do lateral Serginho, do time de Alagoinhas e que se repetiu em dose dupla agora contra o Colo-Colo em Ilhéus.

Enfim, parece que a direção leonina acertou em cheio com o retorno destes dois ídolos recentes ao clube. Falta um terceiro e o mais admirado pela torcida: o artilheiro Nádson. A expectativa é que ele volte com aquele faro de gol, técnica, velocidade e frieza de 2003, quando meteu 4 gols no Palmeiras no Palestra, 3 gols em 15 min no Bahia, com o Leão tomando 2×0 no Barradão e outros vários gols que deixaram na artilharia da primeira metade do Brasileirão daquele ano, juntamente com Dimba.

PREPARATIVOS PARA O JOGO DE DOMINGO - O Leão já está treinando forte para o jogo contra o ECPP no Lomanto Júnior. A tendência é de Gláucio retornar ao time titular no lugar de Cristian, que não treinou ontem e pode ser a baixa da vez. Se não acontecer nenhum reviravolta na cabeça de Mancini, o time a ser escalado será com: Viafara, Apodi, Thiago Gomes, Anderson Martins e Bosco; Vanderson, Bida, Gláucio, Jackson e Willian; Washington. É importante salientar que William e Gláucio se revezarão na função mista de atacante e meia. E não será neste final de semana que Rafael Bastos e Nádson ganharão condições de jogo. A ansiedade de ver estes dois habilidosos jogadores está mais uma vez adiada.

ANÁLISE DA RODADA

Feirense 3×1 Camaçari: Segunda derrota do time do Pólo Petroquímico. Mais uma vez o “mito” Stefan não se destacou, comprovando (até então) as informações que obtive sobre que exageraram demais sobre o potencial deste jogador. Bela recuperação do Feirense, que tinha perdido a primeira partida por 2×0 para Madre de Deus.

Primeiro Passo 2×0 Ipitanga: O bodinho do sertão se reabilitou da derrota contra o Flu-FS e espera manter o desempenho de seu mando de campo contra nosso Leão da Barra. Jogo promete ser duro, mas aposto em mais uma quebra de tabu.

Atlético 2×3 Fluminense: O Carcará continua sendo carcaça e perde a segunda partida do Baianão. Desempenho pífio fez a diretoria demitir o treinador João Franscico. É o velho amadorismo do nosso futebol. Já o Flu faz sua segunda vitória na competição.

Poções 3×4 Itabuna: O clássico da região sudoeste foi movimentado. Muitos gols. Destaque para o jovem promissor Neto Berola, do Itabuna, que marcou 3 gols (hat-trick) e já lidera a artilharia do campeonato.

VITÓRIA SEMPRE!



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