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Copa do Brasil 2009: Lá vamos nós!

seg, 09/02/09
por Fábio Monteiro |

A Copa do Brasil de 2009 é o grande sonho da torcida do Leão

A Copa do Brasil de 2009 é o grande sonho da torcida do Leão

Depois de discutirmos, brigarmos, cornetarmos e lamentarmos a tragédia do Ba-Vi neste domingão é hora de recolher os cacos e voltar a sonhar. Não, eu não estou ficado biruta. Claro que seria maravilhoso se tivéssemos vencido os segundinos pelegos, pois iríamos tratar deste nosso grande sonho com mais empolgação, exagero e perspectivas. Independentemente do resultado do clássico eu já tinha em mente que nesta semana eu falaria da Copa do Brasil.

É importante salientar que a nossa estreia na competição será no dia 04/03 contra o Asa de Arapiraca. Mais uma vez chegamos no torneio sonhando mais que esperando, de verdade, pelo título, mas se serve de alento, o Santo André, o Paulista, Criciúma, Juventude e até o atual campeão Sport Recife não planejaram e nem investiram num elenco repleto de craques e jogadores renomados para serem campeões.

Aliás, todos estes times nem sonhavam em tal feito. Se todos estes times saíssem nas quartas-de-finais nenhum torcedor iria fazer arruaça no aeroporto, sede do clube ou nas ruas. E nem sempre o time que está arrebentando no estadual fatura a Copa, assim como nem todo time que está oscilante no estadual fracassa nela. Ninguém no início de 2004, 2005 e 2008 apostava no Santo André, Paulista e Sport como campeões da Copa do Brasil. Portanto, vamos sonhar galera.

Vamos nos encher de otimismo, se nós ficarmos moribundos, pessimistas e incrédulos é que a gente não vai pra lugar algum mesmo e ninguém será otimista por nós. Leiam o livro “A força do pensamento positivo” e se inspirem.

Quem sabe mesmo disputando esta competição sem um lateral esquerdo firme (espero que Luciano Almeida se encaixe o mais breve possível), sem outro volante pegador como o Vanderson e com meias e atacantes oscilantes a gente engrene nesta competição e repetimos os feitos destes times? O elenco do Sport de 2008 não tinha nada de extraordinário, também não era ruim, mas usou da força de seu mando de campo, da raça constante, do apoio incondicional e fanático de sua torcida e da seriedade dos caras em campo como diferencial. Não canso de bater nesta tecla: temos que nos espelhar no Sport Recife para ficarmos perto do título inédito.

Por sorte pegamos uma chave menos problemática em relação às temporadas anteriores. Se não dermos uma de redbull ao time alagoano enfrentaremos na segunda fase, teoricamente, o Juventude. Nas oitavas poderemos nos bater com o tradicional, mas irregular Atlético Mineiro e passando do Galo enfrentaremos nosso freguês Vasco ou a “abusada” Portuguesa (ambos da Série B).

Capitão Durval levanta a taça no Recife em 2008

Capitão Durval levanta a taça no Recife em 2008

Somente depois deste confronto é que vem a primeira pedreira, que pode ser o Corinthians de Ronaldo, Douglas, Dentinho, Chicão e Felipe. Como consolo, já eliminamos o “Todo Poderoso” na Copa do Brasil de 2004, com uma derrota de 1×0 em Sampa e um triunfo nosso por 2×0 no Barradão, portanto, não há o que temer. Se der tudo certo como a gente sonha, imagina e deseja chegaremos na final e poderemos ter o fortíssimo Internacional ou tradicional e queridinho da mídia, o CR Flamengo, como possíveis adversários.

Se chegarmos na finalíssima aí teremos, mais do que nunca, jogar tudo o que podemos e sabemos, não só em termos técnicos e táticos, mas principalmente com CORAÇÃO, GARRA, ALMA e SERIEDADE. É sempre bom lembrar que a Copa do Brasil é uma competição traiçoeira e que ultimamente vem sendo conquistada por equipes “fora-do-eixo” ou tidas como “mero coadjuvantes” pela mídia “especializada” como Revistas, Cadernos de Esportes, Programas de Rede Aberta e Fechada (Mesa Redonda) e rádios. Clique aqui para ver o diagrama da competição.

Então não deixemos nos abalar pela tragédia do clássico deste final de semana e vamos acreditar que ainda podemos ganhar uma competição nacional este ano, mesmo com todas as atrapalhadas de nossa diretoria e treinador. O Vitória é grande e não é qualquer derrotinha que nos apequena não. Perdemos uma batalha, mas não a Guerra.

Convido a todos leoninos a abraçarem a causa e empurrar o time INCONDICIONALMENTE, com aquele mesmo pensamento positivo e frequência do Primeiro Turno do BR-08 nesta COPA DO BRASIL que está por vir. E quero dizer que irei, em breve, fazer posts específicos sobre os times que eu considero favoritos ao título, em que fase poderíamos enfrentar e haverá também o Raio-X do elenco, onde indicarei os seus pontos fortes. Aguardem!

VITÓRIA SEMPRE!

Rumo à Libertadores!

Vamos dar tempo ao tempo!

qui, 04/12/08
por Fábio Monteiro |
categoria Anti-Cornetagem


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Em toda torcida há o torcedor consciente, o consciente-crítico, o otimista, o pessimista e o corneteiro. O torcedor consciente é aquele que procura conhecer a fundo o time, seus problemas, seus projetos e que, no geral, possuem amizades dentro do clube que lhe passam informações de bastidores sobre até quando o time pode alcançar numa temporada. Sabendo disso, este torcedor sabe que não pode exigir ou cobrar muito, porém procura sempre ajudar da melhor forma.

 

O consciente-crítico é aquele que mesmo sabendo das dificuldades do time, aponta soluções, sugere como se livrar dos problemas, pensa sempre o melhor para o clube e não deixa de criticar ou elogiar quando acha necessário. O torcedor otimista é aquele que bota sempre a fé e a emoção na frente de tudo. Não importa se o time deve R$ 80 milhões ou tem um elenco limitado, ele sempre imagina o time no pódio comemorando títulos nacionais e internacionais. E mesmo quando o placar mostra 3×0 para o adversário, aos 40 do segundo tempo, ele tem fé no empate ou numa sensacional virada.

 

O pessimista é aquele torcedor, geralmente com auto-estima baixa em sua própria vida, frustrado e com sérios problemas mundanos, que teme adversários do sul/sudeste, que acha que nunca seremos campeões nacionais, que se a gente tomar um gol não iremos virar a partida, mesmo que o gol seja feito no primeiro minuto do primeiro tempo.

 

Só que ainda não falei sobre a pior espécie de torcedor: o corneteiro. O corneteiro é aquele, que geralmente não procura se informar corretamente das coisas do clube; é aquele que reclama de tudo, acha que tudo na administração de futebol é fácil e que pelo fato dos caras ganharem fortunas têm que vencer sempre. Some a isso a total capacidade destes caras em não ter paciência com nada. Tudo tem que ser resolvido em curto prazo e todo jogador contratado pela diretoria é ruim ou só veio para cá porque não tinha propostas melhores até que se prove o contrário.

 

O corneteiro é aquele cara que acha que tudo só dará certo quando ele assumir a presidência do clube ou quando tudo que ele pensa a respeito do futebol começar a acontecer na diretoria. Porém, não pode acontecer um errinho sequer que ele passa a pedir a cabeça. Bem, depois deste preâmbulo venho ao tema principal deste texto.

 

Os corneteiros e os pessimistas estão causando maior furor com a possibilidade do Vitória fechar com o fornecedor de material esportivo Champs por quatro temporadas. Para eles, nosso time é tão grande como o Manchester United e mesmo tendo ficado três anos longe da Série A merecíamos uma Reebok, Nike, Adidas ou Puma. Agora vou elucidar alguns fatos históricos da antiga gestão para mostrar a estes impacientes que tudo na vida tem seu tempo.

 

Paulo Carneiro assumiu o Vitória em 1989 e foi destronado em 2005. Nestes 16 anos ele conseguiu diversas melhorias para o clube, como a finalização do Barradão, a implantação de um forte investimento nas divisões de base, conseguiu patrocinadores importantes e contratações de impacto a nível nacional e internacional. Mas isto não foi fácil para o ex-presidente, tudo demandou um tempo de saturação das idéias dele com as campanhas do Vitória e seu reconhecimento pessoal como gestor de clube.

 

Entre 1989 e 1991 o fornecedor esportivo do Leão era a Adidas, que no final da década de 80 estava crescendo ainda, portanto não tinha o mesmo status que tem atualmente. Em 1991 fomos rebaixados e com este fato perdemos a insipiente Adidas e ficamos de 92 a 96 com marcas de segundo e terceiro escalão como CCS e Dell’erba, mesmo tendo retornado à elite em dezembro de 92. Só voltamos a ter uma marca forte na camisa em 1997 (a Topper), oito anos depois da chegada de Paulo Carneiro ao rubro-negro.

 

O que quero dizer com isso que não é fácil conseguir as coisas quando se é gestor de um time nordestino e que a direção, até então, era desconhecida do grande empresariado. Foi também em 1997, que PC conseguiu o patrocínio do Banco Excel Econômico com valores muito maiores ao que o Leão tinha com o Econômico na década de 80. Até 1996 não éramos do Clube dos Treze, só tínhamos direito a R$ 600 mil de cotas de TV, passamos a R$ 11 milhões e em 2009 será R$ 15 milhões.

 

Foi com o Excel que PC trouxe os principais jogadores do Nordeste da época (Uéslei, Chiquinho, Russo e Esquerdinha) além das estrelas do futebol internacional como Bebeto, Túlio e posteriormente Petkovic. Demorou oito anos para a gestão de PC ser reconhecida e passasse a ser alvo de busca por parte das grandes empresas.

 

O sucesso de marketing, de presença de público e as próprias campanhas do Leão entre 1997 e 2004 permitiram a manutenção da Topper, melhores placas publicitárias, à entrada do Vitória no Clube dos Treze, média e grandes empresas disputando para nos patrocinar e assim continuou a vinda de grandes nomes do futebol nacional e internacional como Aristizabal, Mazinho, Vampeta, Edílson, dentre outros. Vale ressaltar que em 2004 saímos da Topper e passamos para a Umbro. Ou seja, só conseguimos uma marca de renome internacional com 12 anos da gestão Paulo Carneiro.

 

Sem falar do retorno financeiro das promessas das divisões de base que PC soube vender bem, o que ajudou na completa modernização do nosso CT e infra-estrutura do Leão. PC fez grandes coisas no Vitória, não podemos negar. Mas tudo demandou tempo e poder de negociação dele para tudo ser alcançado. Porém, ele cometeu erros em sua gestão, os de 2004 e 2005 foram tão grotescos, que derrubaram o Vitória na Série C e com uma dívida assustadora.

 

Jorge Sampaio e Alexi Portela estão chegando, em 2009, ao quarto ano na gestão do clube e ainda são desconhecidos no mercado da bola. Não é a toa que todo evento do Clube dos Treze e CBF eles se fazem presentes. Por isso, não podemos exigir deles que já tenhamos um fornecedor de material esportivo de primeiro mundo, jogadores de primeiro mundo e obrigação de vencer o campeonato brasileiro. Temos que cobrar sempre por um Vitória maior e melhor, mas dentro dos limites do próprio clube e da gestão.

 

A atual diretoria preza por um planejamento áustero, sério e pragmático. E os resultados já estão aparecendo. Saímos da Série C para à elite e nos classificamos para a Copa Sul-Americana em três anos. Com certeza isso ajudará e muito a atual gestão ser reconhecida e valorizada pelo empresariado da bola. Quando o Vitória rompeu com a Umbro em 2006 ninguém queria nos patrocinar. Tivemos que fechar com a Penalty mesmo.

 

Ainda não despertamos interesse às grandes marcas de fornecedor de material esportivo. Mas a Champs quer se tornar líder deste setor, em nosso país, em cinco anos e seremos, fora o Vasco, o clube com maior investimento por parte deles. Todas as marcas já foram desconhecidas um dia.

 

Queremos e desejamos ver o Vitória com marcas de maior porte, com patrocinadores de pompa para facilitar a formação de elencos melhores e elogiados como os de 1993, 1997, 1999 e primeiro semestre de 2004. Vamos dar tempo ao tempo. Nossa diretoria está trabalhando por um Vitória melhor. Acreditem!

 

Estamos vinvendo uma fase complicada sobre os patrocinadores idealizados por nós.  E para isso ser acelerado, o clube precisa de nosso apoio, que o SMV chegue logo na casa dos 15 mil sócios, que o nosso time mesmo com suas limitações conquiste a Copa do Brasil, lute pelo título do Brasileirão, tenha maior regularidade nas competições, revele craques e mostre ser lucrativo para quem queira investir. 

 

Diante deste texto e posicionamento, que tipo de torcedor você se enquadra hoje e qual deles você quer fazer parte?

 

 



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