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Ramon: Solução ou Desespero?

qui, 12/03/09
por Fábio Monteiro |
categoria Contratações

Criatividade é algo que realmente não existe na atual gestão do Esporte Clube Vitória. Depois de trazer de volta o treinador Mauro Fernandes, que foi despedido em 2007 por maus resultados no Campeonato Baiano e Copa do Brasil (quando foi eliminado na primeira fase contra o Baraúnas-RN), a diretoria achou pouco e  anuncia o retorno de um craque, mas em fim de carreira: Ramon Menezes.

Ramon completa 37 anos em 2009 e é um dos grandes ídolos do Vitória, sobretudo entre 1994 e 1995 quando ganhou projeção nacional e se transferiu para o futebol alemão. Em 1995, o Reizinho fez 25 gols no Campeonato Baiano e foi eleito como o melhor da partida em quase todas as rodadas daquele ano. No ano passado ele retornou a Toca depois de 13 anos e conseguiu ser um dos grandes destaques da conquista do Bi-Campeonato, juntamente com Marquinhos e Rodrigão.

No Campeonato Brasileiro, o baixinho de 1,70m fez um excelente primeiro turno, o que rendeu bons comentários da imprensa do sul/sudeste que já davam como encerrada a carreira de um grande campeão do futebol carioca pelo Vasco. Já no segundo turno, o jogador começou a cair de rendimento, perdeu a titularidade e se desentendeu seriamente com o treinador Vágner Mancini. Ao final da temporada, quando foi chamado para renovar contrato com o Leão, o jogador falou que não trabalharia mais com Vágner Mancini, que disse a mesma coisa em relação ao Ramon.

Agora com Mauro Fernandes no comando do Leão, o jogador que não atua desde novembro e que quase assinou contrato com o Santa Cruz, volta ao Leão para tentar entrar na galeria dos dez maiores artilheiros do Brasileirão. Este foi o grande motivo do Reizinho desistir do Santa Cruz e acertar com o Vitória, pois o Santinha está tentando vaga na novata e nada honrosa 4ª divisão do Nacional. Em 2008, Ramon atuou em 40 jogos e fez 10 gols, sendo 3 no estadual e 7 na Série A.

Ramon é um jogador de qualidade apurada, de muita habilidade, inteligência, visão de jogo e de liderança. Porém, está um ano mais velho e por tabela com maior tendência em perder velocidade, vitalidade, fôlego e mobilidade. Isto não sou eu que falo e sim a biologia humana sobre atletas. Por isso, pergunto a vocês: Será que Ramon atuará mais uma vez em bom nível em nosso clube?

BOA NOTÍCIA: O meia-ofensivo colombiano Javier Reina deve estrear neste domingo no Roberto Santos, contra o Ipitanga.

ESTÁDIO LINDO - FUTEBOL HORROROSO

qui, 12/03/09
por Fábio Monteiro |
Ramirez foi o pior da partida no empate do Leão

Ramirez foi o pior da partida no empate do Leão

Não esquecendo o valor triplicado do orçamento inicial e da construção sem licitação pública, sob o pretexto de “emergência”, o Estádio Roberto Santos está um brinco. Lindo demais. Eu que já frequentei algumas vezes o Robertão, fiquei abobalhado ao perceber como a reforma deu outra cara ao que já foi um dia um singelo estádio, que já abrigou o Galícia e o Ypiranga, além de Bahia e Vitória. A acústica do Robertão é coisa de louco. Em qualquer ponto da nova arena esportiva dá para escutar perfeitamente o que a Torcida Os Imbatíveis canta.

A visibilidade é outra coisa fora de série. Não achei nenhum ponto cego. Nesta minha primeira visita ao Roberto Santos, eu não conheci nem os bares nem a qualidade do Banheiro. Como resolvi não beber, não tive como esvaziar a bexiga e como não estava com fome, não precisei me dirigir aos bares para comprar doces ou salgados.

Em relação ao Barradão, o campo é mais curto e mais largo. Esta característica do campo permite que os adversários que jogam na retranca consigam anular com mais qualidade uma equipe técnica como a nossa ou qualquer outra. Neste ponto, eu acho que foi uma bola fora. O time que souber jogar ultra-defensivamente e com uma responsabilidade técnica firme conseguirá atrapalhar os planos de Bahia e Vitória. As equipes gaúchas, paranaenses, catarinenses e algumas de médio e pequeno porte do Nordeste e Centro-Oeste gostarão de atuar contra a dupla Ba-Vi no Robertão.

Mas se por um lado o novo Estádio Metropolitano Roberto Santos está lindo e com ares de arena européia, por outro, o Vitória tratou de constratar toda esta beleza com uma atuação medonha, abaixo da crítica e que frustrou os torcedores que amam verdadeiramente o Leão e que foram ver o time, sem se importar com coisas infantis e sem sentido como: não ir porquê a torcida incolor vai falar isso e aquilo, não irei porquê tenho “orgulho” do Barradão e ir pra Pituaçu é ser traíra com nosso equipamento e com nossa história.

O verdadeiro torcedor do Vitória procura estar sempre in loco acompanhando seu time, sem dar trela por quem e para quem foi construído o estádio e muito menos pelo que os rivais e imprensa falarão ou deixarão de falar sobre o fato de estarmos jogando em outro estádio sem ser o Barradão, na grande Salvador. Infelizmente, e é duro assumir isso, ficou provado que a maioria de nossa torcida NÃO AMA O VITÓRIA, somente simpatiza. Pois quem ama algo ou a alguém não fica inventando desculpas torpes para ficar distante do que se ama. Quem ama quer estar perto sempre e a todo instante.

Os outros 13 mil torcedores que não estiveram no belo Robertão esta noite devem ser os mesmos que esperam o Vitória estar numa boa fase para irem ao estádio, que compram camisa pirata para se passar por rubro-negro e por muitas vezes nem conhecem os 11 titulares e o treinador leonino.

Muitas vezes me bati com figuras deste naipe que ficam perguntando coisas que constrangem qualquer AMANTE VERDADEIRO DO LEÃO: “quem é aquele camisa 8, cara?”, “porra, aquele camisa 5 joga pra danar” e “ah zorra, este Vadão é uma merda mesmo!” - quando o treinador em questão é Fito Neves (todos estes casos são reais e presenciados por mim no Barradão - este último sobre a gafe do treinador foi em plena Série C, quando éramos comandados por Fito, na primeira fase).

Falando do Jogo - Fizemos um primeiro tempo horroroso, mesmo com as melhores peças que tínhamos em disponibilidade para esta partida. Não acompanho o discurso dos jogadores que responsabilizaram o gramado por estar 2,5cm acima do Barradão. Claro que gramado alto dificulta mais a partida, mas não foi este o fator principal que fez o Vitória atuar tão mal. Partidas ruins do Vitória acontecem em qualquer estádio e no Barradão já aconteceu muitas vezes, em todas as divisões e competições e contra todo tipo de adversário (pequeno, médio, grande, fraco, mediano e forte). O placar em 0×0 e as vaias foram justas e merecidas.

No segundo tempo o time voltou com o mesmo futebol horripilante da primeira etapa, mas teve uma pequena melhora depois que Thiago Gomes abriu o marcador depois de uma falta mal cobrada por Neto Baiano (desculpa a redundância), que sobrou para Rafael Bastos, que com categoria, cruzou na cabeça do vara-pau da camisa 3, marcando seu segundo gol com a camisa do Vitória.

A relativa melhora da equipe não durou nem 10 minutos. Novamente o Madre de Deus voltou a neutralizar todo o time rubro-negro. Por sinal é muito injusto dizer que não vencemos apenas por jogar mal. O nosso adversário fez uma marcação muito forte e até viril. Eles se aproveitaram das características das dimensões do campo e agiram como todo time pequeno e ultra-defensivo faz quando atua fora de casa contra um time maior.

Aí quando faltavam apenas 10 minutos para terminar a sofrível partida de futebol com 1×0 pra gente, nossa zaga falhou feio e cedeu o empate. Depois daí o jogo virou uma pelada da pior espécie, com o time leonino sem nenhum padrão de jogo e comportamento tático. E foi assim até o apito final.

NOTA DOS JOGADORES

Viafara: não foi muito exigido. Nota: 6,0

Apodi: Tentou fazer as suas diabruras pela direita, mas desta vez não teve tanto êxito. Nota: 5,5

Thiago Gomes: Não é um zagueiro que enche meus olhos, mas desta vez atuou um pouco melhor. Nota: 5,0

Anderson Martins: Sem dúvidas foi a pior partida dele este ano. Muito disperso, errou antecipação, posicionamento e parecia estar nervoso. Nota: 4,0

Bosco: outro que teve uma noite infeliz. Errou 90% dos passes e jogadas. Pode e joga muito mais do que isso que vimos. Nota: 4,0

Vanderson: É um jogador regular, mas também cometeu erros nesta partida, porém lutava para recuperar a bola. Nota: 6,0

Ramirez: Ao contrário da torcida corneteira que nós temos, não irei jogá-lo na fogueira. Realmente não esteve bem nesta noite, mas acredito muito no potencial dele. Errou muitos passes e não mostrou aquela raça e disposição apresentada na temporada 2007. Nota: 3,0.

Rafael Bastos: foi o meia mais lúcido do jogo. Não foi nenhuma sumidade, mas teve uma partida de média a boa. Nota: 6,5

Willian: começou o jogo querendo mostrar serviço e desarmou várias vezes os adversários, porém quando começou a sentir que a torcida tava gostando da força de vontade dele, ele colocou a máscara de Pierrot e voltou à mediocridade. Nota: 5,0

Nadson: esteve mais uma vez apagado, pouco produtivo e muito individualista. Nota: 4,0

Neto Baiano: mais uma vez prova que não é confiável, sobretudo para quem vai disputar uma Série-A de Brasileiro e uma Copa Sul-Americana. Bate mais no zagueiro do que o inverso, lento, dispersivo, sem recursos técnicos apurados. Nota: 4,0

14.Rafael: Poderia entrar mais cedo na partida no lugar de Ramirez. Sem Nota, pelo pouco tempo de atuação.

17.André Luiz: alguém poderia me dizer o que este cidadão ainda faz no Leão? Nota: 4,0

18.Washington: entrou apenas para constar. Sem nota.

Mauro Fernandes: Não teve muita culpa no péssimo futebol, mas teve em demorar de sacar o Ramirez que estava errando todos os passes e sem dar a combatividade que possui. Errou em colocar André Luiz ao invés de Kleiton Domingues. Nota: 5,0.

Desfalques Providenciais

ter, 10/03/09
por Fábio Monteiro |
Lucas Serra

Arte: Lucas Serra

Desde cedo fui educado pelos meus pais para não desejar mal aos outros e nem vibrar com quem se machuca em quedas ou em outros eventos mundanos, nem que seja com aquele vizinho pentelho que fica toda hora enchendo o teu saco ou aquele carinha que vive dando em cima da sua namorada só para te causar ciúme e confusão. Nem sempre segui à risca este ensinamento doméstico.  Afinal, era legal ver aquele coitado que tanto te apurrinhava levar um tombaço e você soltar o sorrisão e ainda dizer “bem pouco, sacana” e saborear o paquerador de sua namorada provar do seu próprio veneno e ficar espumando de raiva.

Passados os 12 anos de minha maravilhosa infância, marcada pelos ensinamentos de meu pai e de minha mãe, aqui estou eu para comemorar os desfalques providenciais que aconteceram com o elenco rubro-negro nos últimos dias. Eu, que por diversas vezes me perguntei o que jogador ruim e oscilante faz para não se machucar, recebi a resposta num momento bem propício. Graças a suspensão de Wallace, a entorse de um dos tornozelos de Jackson, a lesão na coxa de Gláucio e os afastamentos de Bida e Luciano Almeida para “recondicionamento físico”, Mauro Fernandes será forçado a escalar o que o elenco do Vitória possui de melhor.

Deus me perdoe, mas bem que as contusões de Jackson e Gláucio tirassem eles do campo por 6 meses, no mínimo. Jackson por uma fratura no tornozelo e Gláucio com 35cm de lesão na coxa. Não estou torcendo para que isso aconteça - QUE FIQUE CLARO ISSO - Apenas deduzo, que para Mauro Fernandes escalar o melhor do plantel rubro-negro precisaria acontecer lesões graves dos referidos jogadores. Tudo bem que Jackson é muito mais útil ao elenco leonino que Gláucio, mas não dá para aguentar um meia-atacante veterano que joga uma partida boa “hoje” e três ruins na sequência e outro que tem 10 minutos de lampejo de bom jogador a cada 90 que atua.

O caso de Bida pode ser encarado por outro ângulo. Não sei se vocês perceberam, mas desde que Mancini saiu do nosso Leão, o camisa 7 começou a “pipocar” e aparecer com lesão aqui e desconforto ali. Este filme eu já vi e foi recentemente. O final todos viram como foi e parece que a tendência aponta para um repeteco de 2008. No caso de Luciano Almeida eu acredito ser verdade, pois o jogador mostra estar bem fora de ritmo em relação aos demais jogadores, porém não descarto que este afastamento foi movido também por deficiência técnica. Sobre a suspensão de Wallace eu diria que seria “supimpa” se o escolhido a vestir a camisa 3 fosse o Victor Ramos, mas será Thiago Gomes. Seis por meia dúzia.

Artilheiro volta depois de suspensão

Artilheiro volta depois de suspensão

Graças a este fato inusitado, pois até então só jogador importante se machuca com frequência em qualquer clube, o Vitória deverá ir a campo nesta quarta-feira no Estádio Metropolitano Roberto Santos com: Viafara, Apodi, Thiago Gomes, Anderson Martins e Bosco; Vanderson, Ramirez, Rafael Bastos, Willian (Kleiton Domingues), Nádson e Neto Baiano. À exceção do aproveitamento de Thiago Gomes e da inutilização de Victor Ramos e Reina, esta é uma das melhores formações do Vitória com o material humano que nós temos.

Na nossa primeira partida no remodelado e ampliado estádio Roberto Santos, o destino quis uma maior probabilidade de melhor futebol. Afinal, o valor triplicado e sem licitação gasto pelo Governo do Estado merece que o único time da Série A do Brasileirão entre com o que tem de melhor para, em tese, compensar todo este tempo em que serviu de mando de campo para um time de Segunda Divisão, mas de quinta categoria, que atuou contra adversários que tentam uma vaga na honrosa QUARTA DIVISÃO NACIONAL.

Nesta quarta-feira temos a grande chance de ver um meio de campo mais compacto, com Vanderson menos preso na marcação e participando mais ofensivamente, algo que ele vem evoluindo desde a Série B e que ficou mais nítido com a cobrança e treinamentos de Vágner Mancini. Teremos também a possibilidade de ver o time com meias mais velozes, de maior fôlego, criatividade e dinâmica que os dois coroas das últimas partidas, além de presenciarmos uma zaga mais entrosada, ainda que Thiago não seja uma Brastemp.

Enfim, QUANDO DEUS QUER É ASSIM!

Espero que este time-base, que deixou boa impressão nos dois jogos contra o Itabuna, CONVENÇA de vez nosso treinador e seja mantido nas partidas futuras. Encerro a crônica pedindo um favor a vocês: Por favor escrevam nos comentários com letras minúsculas, isto é, com o Caps Lock desativado. Desta forma é muito melhor para ler e interagir com vocês.

RELAÇÃO DOS JOGADORES CONCENTRADOS

Goleiros: Viáfara e Gléguer

Laterais: Apodi e Bosco

Zagueiros: Anderson, Thiago e Victor

Volantes: Vanderson, Ramirez e Uelliton

Meias: Rafael Bastos, Willian, Kleiton e Rafael

Atacantes: Nádson, Neto Baiano, André Luiz e Washington.

PS: Venho por meio desta agradecer aos meus leitores pela fidelidade, amizade e participação no Blog do Torcedor. Se no mês de Janeiro/09 eu atingi a marca de 47.760 acessos, em Fevereiro/09 consegui alcançar 79.533 acessos, um aumento de 31.733 internautas em 30 dias. Obrigado por tudo. É esta fidelidade de cada um de vocês que me motiva cada vez mais neste espaço. Saudações Rubro-Negras.

Pituaçu Rubro-Negro! Abrace esta ideia!

seg, 09/03/09
por Fábio Monteiro |
categoria Editorial, Estádio
Para um estádio de 1ª linha, um time de 1ªdivisão

Para um estádio de 1ª linha, um time de 1ªdivisão

Nesta semana o Vitória pintará de vermelho-e-preto o Novo Estádio Metropolitano de Pituaçu. Na quarta-feira enfrentaremos o Madre de Deus e no domingo, o Ipitanga. No texto “Prioridade Equivocada” eu disse que o fundo desta história é uma pirraça de Jorge Sampaio e cia aos torcedores e alguns dirigentes do rival. E eu gostei desta pirraça, pois o estádio Roberto Santos não é do Esporte Clube Bahia e sim do Governo do Estado e, como tal, pode ser requisitado por qualquer time baiano. Há de ressaltar que será a primeira partida de um time da Primeira Divisão no remodelado estádio.

O Roberto Santos é tão público que o EC Bahia não pode personalizar o estádio com aquela combinação de cores horrorosas e muito menos fazer um escudo desta agremiação em qualquer parte da moderníssima Arena. O Vitória acerta em não desprezar este mando de campo. Sabemos que a desculpa da nossa gestão é a da implantação do novo sistema de catracas eletrônicas no Barradão, mas isso poderia ser feito durante o carnaval ou até antes. Na verdade foi uma grande jogada de mestre para dissociar a imagem do Pituaçu com o nosso rival. Concordo inteiramente da ação da diretoria leonina.

Nossa gestão pode pecar em vários aspectos, mas tem visão empreendedora, além de evitar o que aconteceu com a Fonte Nova depois da arrogância de Paulo Carneiro com a liberação do Barradão para jogos de campeonatos estaduais e nacionais, em 1995. Depois de assumir o Barradão como seu mando de campo, o Leão esqueceu completamente a Fonte Nova e isso foi muito prejudicial para a equipe rubro-negra por dois motivos plausíveis.

Um deles foi a impressão de que a FN pertencia ao incolor, pois só eles atuavam lá depois de 1994, e com isso, eles ganharam uma força a mais nos clássicos. Ficamos 04 anos sem vencer um BaVi lá dentro (2001-2005). Parecia até que o Vitória jogava fora do estado quando enfrentava o Bahia na Fonte.  A falsa impressão de pertencimento da FN ao Itinga era tanta que no meu antigo blog choviam mensagens de torcedores de outros cantos do país perguntando se a FN era do Bahia ou se era do estado.

O segundo motivo foi o da má localização do Barradão, o que afugentava e ainda afugenta um público maior em jogos à noite e insistíamos em evitar de mandar alguns jogos na Fonte Nova. Nossa torcida só enche o Barradas em partidas noturnas só quando o time faz por merecer todos os sacrifícios dos torcedores, sobretudo os que moram longe do estádio como Vasco da Gama, Barra, Ondina, Brotas, Paripe, Uruguai, Itaigara, Pituba e demais pontos da orla.

Estes fatores prejudicaram o Vitória, pois dava uma força ao rival num estádio neutro e o clube poderia muito bem mandar alguns ou a maioria dos jogos noturnos na Fonte Nova para pegar um maior público, já que a localização era muito melhor que o Barradão. Com o Leão fazendo alguns jogos no Pituaçu a partir desta temporada poderemos apagar qualquer tipo de impressão de pertencimento do novo estádio ao rival, além de não sentirmos tanta diferença de ambiente nos futuros clássicos.

E vou além. Acho que a direção do Vitória deve pensar com carinho sobre a possibilidade de mandar todos os seus jogos noturnos de hoje em diante no Estádio Metropolitano de Pituaçu. Já cansei de esperar de governadores e prefeitos as promessas de construção de novas vias de acesso ao Manoel Barradas e de aumento das linhas de transporte público em dias de jogo do Leão. É muito mais fácil ir e sair de um estádio que fica nas margens da Avenida Luiz Viana Filho (Paralela) do que para um dos estádios mais mal localizados do país. Não há comparação. Nosso Barradão é ótimo, mas é muito distante.

O fato de gostar da ideia de jogar no Pituaçu não significa que eu esteja desprestigiando o Barradão. Eu amo o Barradão, sempre estou lá. Mas convenhamos, o acesso é muito ruim. O planejamento foi errado em construir um equipamento esportivo num lugar de difícil acesso e de muitas carências infra-estruturais. Eu não sou o torcedor que só age na base da emoção ou num orgulho besta e arrogante, a ponto de desprezar o Roberto Santos por “ode” ao Barradão. Não estaremos nos desfazendo de nosso Monumental Santuário Ecológico, apenas teremos uma casa de praia. Quero que todo torcedor pense desta forma.

E o que fazemos em uma casa de praia? Geralmente fazemos festas, eventos, reunimos a família ou descansamos, esporadicamente. Neste caso esta “casa de praia” chamada Estádio Roberto Santos (Pituaçu) será nossa segunda morada mesmo, em que utilizaremos nos jogos noturnos e em alguns de grande apelo para a maior facilidade e agilidade de logística dos times e torcedores visitantes de outros estados, já que a saída do Pituaçu é mais rápida para quem vai ao aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, após a partida. Futebol é bussiness, é aproveitar os nichos de mercado e ter visão empreendedora.

Eu peço que a torcida rubro-negra abrace a ideia de receber bem os jogos do Leão no Pituaçu. De maneira alguma estaremos relegando o Barradão a segundo plano, apenas ganhamos mais um caldeirão, uma “casa de veraneio” para jogos noturnos e que facilita bastante a chegada e a saída dos torcedores. Sou totalmente favorável a esta medida da diretoria. Ganharemos muito com isso. Não sentiremos tanto a diferença de campo nos clássicos, evitaremos a associação direta “Pituaçu-Itinga” que já está começando e que ficou muito forte na Fonte Nova, além da garantia de um público maior nos jogos à noite. Tenho certeza que nossa gestão fez a coisa certa.

Pituaçu, lá vou eu!!!

[UPDATE] NÃO TEM DESCULPA PARA NÃO IR. OS PREÇOS DOS INGRESSOS CUSTARÃO R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 meia. O torcedor pode comprar seus ingressos nas Lojas MCS Tim, Loja Estação Rubro-Negra (Imbuí), Loja Oficial do Clube (Shopping Capemi) e no próprio Estádio Roberto Santos. Os ingressos de meia serão vendidos a partir das 17h desta quarta-feira.

Camaçari 0×2 Vitória|Comentários e Notas

seg, 09/03/09
por Fábio Monteiro |
Felipe Miranda

Arte: Felipe Miranda

Viafara foi um dos melhores em campo e esteve perfeito quando foi exigido. Nota: 8,0

Apodi fez uma boa partida e está conseguindo acertar alguns cruzamentos. Nota: 7,0

Wallace teve uma atuação apagadíssima e cometeu muitas falhas no primeiro tempo, sobretudo no posicionamento no miolo da defesa, além de ter tomado um corte triste no segundo tempo de um atacante comum. A cada atuação dele na zaga, mais me convenço que Victor Ramos é mais jogador. Nota: 4,0

Anderson Martins fez a pior partida dele este ano, como quase todo o time, é verdade. Parece que pegou por “osmose” os erros grotescos de seu companheiro de zaga, mas melhorou um pouco no 2º tempo. Nota: 6,0

Luciano Almeida é um jogador muito burocrático, parece um robô programado. Pega a bola, levanta a cabeça e toca, volta para marcação e depois aparece um pouco no ataque só para constar. É um lateral que continua apagadíssimo no Leão e deve ter sentido muito o calor de ontem. Nota: 4,0

Vanderson também entrou no triste clima da partida e esteve abaixo do seu potencial, mas foi o único que deu garra na marcação, mesmo sobrecarregado por marcar por si e por Bida, que estava muito apático na partida. O pitbull, no geral, fez uma partida regular. Nota: 6,0

Bida esteve mais uma vez discreto, apagado, fraco na marcação, lento e pouco criativo na saída para os contra-ataques. Nota 5,0

Gláucio foi, sem dúvidas, o pior em campo. Mais improdutivo que os famigerados remédios “milagrosos” para a calvície. Nota: 3,0

Rafael Bastos deveria ter ficado mais em campo, por ser mais objetivo, por partir pra cima e ser o único que municiava os atacantes. Foi o melhor jogador do Vitória na partida, seguido de Viáfara. Nota: 8,0

Nadson esteve abaixo do que pode apresentar, mas foi sereno na penalidade que converteu, marcando seu 8º gol na temporada. Nota: 6,0

Washington é um centroavante tosco, sem mobilidade e habilidade alguma e quando a bola não chega só piora. Fez o gol por puro oportunismo e boa colocação, fora isso, foi ridículo como sempre. Nota: 4,0.

13.Bosco entrou e deu mais qualidade no setor esquerdo, porém deixou a marcação pelo setor mais prejudicada. Nota: 5,0.

16.Kleiton Domingues entrou e pouco fez. Nota: 4,0.

15.William deu mais movimentação ao meio e sofreu o penalti. Nota: 6,0

Téc.: Mauro Fernandes continua apresentando a mesma limitação de outrora, a mesma incapacidade que a torcida conhece desde 2006/2007. A falta de criatividade e paciência da direção em achar um nome capacitado para a atual situação do Vitória pode causar grandes perdas para o nosso time. Nota 4,0 para Mauro e ZERO para a diretoria que trouxe este fraco treinador de volta.

LETARGO, MA TRIONFANTE

dom, 08/03/09
por Fábio Monteiro |
categoria Baiano-2009
A Tarde Online

Foto: A Tarde Online

Debaixo de um sol escaldante do fim de verão baiano, o Vitória bateu o Camaçari por 2×0 no Estádio Armando Oliveira, na cidade do Pólo Petroquímico. Washington e Nádson marcaram os gols do Leão, que não fez uma boa apresentação na 12ª rodada do Campeonato Baiano 2009. Com o triunfo, a equipe rubro-negra continua na liderança com 33 pontos.

Logo de cara, a torcida do Vitória ficou surpresa com os vetos de Thiago Gomes e Jackson do time titular e da volta de Washington ao comando de ataque em detrimento de André Luiz. Parece que até Mauro já percebeu que a barata tonta não serve para jogar no Leão.

PRIMEIRO TEMPO - Foi muito fraco e deu impressão de que os times estavam se poupando do forte calor e por isso não faziam ataques velozes e insinuantes. O estilo foi o “dorme-neném” com lentas trocas de passes pelos quatro cantos do campo, sem contar com a total falta de criativade do meio de campo rubro-negro, exceto por algumas boas jogadas do serelepe Rafael Bastos.

Do lado rubro-negro, o ex-cruzeirense era o jogador com maior determinação em campo e mostrou muita movimentação, ora estava aberto na direita, ora pela esquerda. E de seus pés saíram algumas boas jogadas. Em compensação nossa zaga estava vacilante com o péssimo senso de posicionamento de Wallace. Estão vendo o motivo de eu preferir Victor Ramos ao Wallace? Se o ataque do Camaçari fosse mais eficiente sairíamos derrotados no primeiro tempo.

Wallace errava direto no posicionamento e permitiu que alguns cruzamentos e infiltrações do ataque do Camaçari ameaçasse a meta de Viáfara, que fez uma importante defesa numa destas chances dadas ao time do Pólo. E tem um ditado no futebol que é certeiro mesmo. “Quem não faz toma” e depois de perder três chances claras de gol, a equipe do Camaçari sofreu seu castigo aos 32 minutos, quando Rafael Bastos recebeu na área e chutou na trave, no rebote, a bola sobrou na direita com Apodi que cruzou na medida para o orelhudo Washington brocar. Vitória 1×0.

Se o pensamento do torcedor rubro-negro foi de um futebol mais vistoso e de uma possível goleada no segundo tempo, se enganou completamente. O futebol leonino continuou sendo mais baixo que o salário mínimo e fez muita gente dormir nas arquibancadas do Armandão, exceto com alguns pequenos sustos de ameaça de empate por parte do Camaçari, que estava aproveitando os deslizes de Wallace e Anderson Martins.

Não é que minha previsão de nosso time fazer um jogo ruim se confirmou hoje? Também não era difícil de prever. O treinador continuou com Gláucio no time e para piorar Bida esteve apagadíssimo na partida, muito acanhado mesmo. A coisa mais bizarra ainda estava por vir, quando Mauro resolveu tirar Rafael Bastos, o melhor meia criativo do Vitória e colocou Kleiton Domingues em seu lugar, quando quem deveria sair era Gláucio, que mais uma vez irritou a torcida com suas dezenas de passes errados, domínios horríveis e raríssimas boas jogadas.

Além de Kleiton, que não entrou bem, Mauro Fernandes se convenceu que Gláucio estava destoante da partida e o retirou de campo aos 32 minutos do 2º tempo para a entrada de Willian e aproveitou para trocar o burocrático Luciano Almeida pelo real titular da camisa 6, Bosco. Estas modificações pouco mudaram o panorama do futebol apático do Vitória na partida. O jogo foi muito fraco mesmo e o único que estava mais aceso foi substituído erroneamente por Mauro Fernandes.

E quando todos já davam certo o triunfo pelo placar mínimo, o meia Willian recebe em profundidade e é derrubado na área. Pênalti muito bem marcado pelo árbitro Jaílson Macedo Freitas e bem cobrado por Nadgol, que hoje vestiu a sua camisa original. Nádson ameaça Neto Baiano na artilharia, pois chegou ao seu oitavo gol. Letárgico, mas triunfante - esta é a frase que simboliza bem o que foi a partida de hoje na tarde ensolarada que fez em Camaçari. É o Vitória fazendo seu papel mesmo quando não atua bem.

Saluti Rossonere!

O continuísmo do pragmatismo “manciniano”

dom, 08/03/09
por Fábio Monteiro |
categoria Baiano-2009
Lucas Serra

Arte: Lucas Serra

O pragmatismo e a incoerência da escalação do time titular da Era Mancini segue na Toca do Leão, mesmo com a chegada de Mauro Fernandes ao comando técnico do brioso Esporte Clube Vitória. Depois do fraco desempenho do time no segundo tempo do jogo contra o Asa, em que  ficou evidente que a melhor formação do Leão no momento é aquela do jogo do Itabuna, nosso treinador vai insistir nas peças que ainda não renderam o esperado e nem renderão, pois são jogadores medianos e que não merecem vestir a camisa do Vitória.

Eu esperava que Mauro iria repensar a formação do brioso para o jogo deste domingo, mas me enganei. Novamente o meia Gláucio sairá com a camisa 8 quando deveria ser Rafael Bastos, jogador que já está mais entrosado com Nádson e vem fazendo boas exibições com o manto do único time baiano na Série A do Brasileirão. Bida volta a fazer a função de segundo volante quando vimos que com Ramirez, o nosso camisa 5 joga mais, se desgasta menos e deixa a meiúca mais compacta.

Claro que no fraco Campeonato Estadual até que dá para Bida jogar de segundo volante, mas o ideal agora é dar ritmo ao Ramirez, pois na Copa do Brasil precisamos jogar com dois volantes se quisermos chegar um pouco longe na competição. Está na hora de Mauro reviver Bida como terceiro homem do meio de campo como fazia na Série C de 2006, quando a meiúca era formada por Vanderson, Preto Casagrande, Bida e Leandro Domingues. Naquele time, Preto fazia a função de 2º volante e auxiliava as subidas do camisa 7 ao ataque, além de ensinar os macetes na marcação. Preto foi um grande professor de Bida dentro do campo.

Não quero dizer que somente a minha opinião tem validade ou é uma verdade absoluta, mas eu tenho convicção de que a melhor formação rubro-negra no momento é esta: Viafara, Apodi, Victor Ramos, Anderson Martins e Bosco; Vanderson, Ramirez, Bida e Rafael Bastos, Nadson e Neto Baiano. Porém, quando Reina se recuperar da virose Dalila, que assolou o ambiente da Toca do Leão, o ideal seria colocar o gringo no meio com a camisa 10 e formar o ataque com Nadson e Rafael Bastos, pois RB também joga nesta função e é bom finalizador também.

Como no jogo de amanhã não poderemos contar com Neto Baiano por suspensão de terceiro cartão amarelo, eu formaria o time com Bida e Rafael da Granja no meio, com Nadson e Rafael Bastos na frente. Acho que esta formação daria proteção defensiva (com Vanderson e Ramirez) e força ofensiva, já que Bida, Rafael e Rafael Bastos têm bom passe, criatividade, bons chutes e bom poder de finalização.

Só que, infelizmente, para mim e para uma boa parte da torcida, o treinador Mauro irá colocar Gláucio e Jackson como meias armadores, jogadores que variam como a Lua e atualmente estão mais para minguante do que para cheia, além de serem veteranos e sem maiores ambições dentro do futebol. A hora é de colocar jogadores jovens que queiram construir ou revitalizar sua carreira. Assim eu penso. E para piorar MF vai deixar Ramirez no banco, quando já deveria ser lançado como titular para o jogador readquirir a confiança dentro do grupo e desenvolver seu futebol para ser utilizado na Copa do Brasil sem a famosa “tremedeira”.

O ataque vai com André Luiz e Nadson. Se o Nadgol não pudesse jogar acho que a torcida ia chiar demais com a dupla de frente do Leão, pois certamente seria a barata tonta e o orelhudo na missão de balançar as redes e já vimos que isto não é uma tarefa fácil para estes dois sujeitos. Acho que muitos de vocês devem estar se perguntando: Calma Fábio, vamos pegar o lanterna da competição. Até esta escalação mambembe pode golear o Camaçari.

E eu te respondo: Você se lembra do histórico do Vitória sobre perder pontos bestas para lanternas em qualquer competição? Se lembra da Síndrome de Irmã Dulce de nosso clube? Então, se nosso treinador tem melhores peças no elenco e não sabe utilizar teremos que temer resultados ruins para qualquer timinho de nosso estadual mesmo, sobretudo de um treinador que tem o lema de preferir a omissão por temer a derrota do que arriscar em vencer. Mauro, vai aqui mais uma frase feita do mundo do futebol: O medo de perder tira a vontade de vencer.

Agora peço a todos a baterem 03 vezes na madeira (toc, toc, toc) para que nada dê errado contra o Camaça e que a gente saia vencedor mais uma vez e sem ter que passar susto de um time que está na honrosa 12ª posição do Baianão e que está com uma crise forte na presidência, inclusive com ameaça de greve por parte do elenco camaçariense.

VUMBORA VITÓRIA!

Prioridade equivocada

sex, 06/03/09
por Fábio Monteiro |
Paulo Carneiro é expulso do Conselho

Paulo Carneiro é expulso do Conselho do EC Vitória

O Conselho Deliberativo do Esporte Clube Vitória esteve reunido nesta segunda-feira (02/03) para definir a situação do ex-presidente Paulo Roberto Carneiro. O evento contou com a participação de 160 conselheiros do clube e apenas um deles votou contra a expulsão do ex-mandatário leonino, que hoje é Diretor de Futebol do EC Bahia. O nome do cidadão que votou pela manutenção de PC no quadro de conselheiros do clube é Nei Reis Figueiredo, sócio de PC em uma das suas várias empresas.

O motivo alegado para esta convocação extraordinária e deste desejo da alta cúpula da atual gestão rubro-negra se deu a partir do momento que Paulo Carneiro assumiu o cargo de Diretor de Futebol no rival tricolor. Porém, a direção rubro-negra diz que não foi este o motivo principal e sim pelo fato de PC ter deixado de comparecer em 03 sessões de reuniões do Conselho desde que saiu do clube, além de ter entrado com uma ação na justiça contra o ECV e ter se referido aos atuais dirigentes com deselengância.

De acordo com o Estatuto do Conselho, qualquer dirigente do Leão pode sair do quadro do Conselho se assumir cargo diretivo em clube congênere. Para José Rocha, presidente do Conselho Deliberativo, “O conselheiro é para aconselhar o clube a vencer e não podemos ter no quadro de conselheiros um conselheiro aconselhando o Vitória a perder”.

Concordo que a expulsão de PC do quadro social do Esporte Clube Vitória foi uma medida certa da atual gestão. Afinal de contas, não há sentido que um cidadão esteja exercendo cargo importante no clube rival e ainda ser filiado no Conselho de outro clube, sobretudo sendo do mesmo Estado e depois de tudo que ele fez contra o Vitória nos dois últimos anos de seu mandato como Presidente do Leão. O cômico é que PC disse que vai recorrer na Justiça sobre a sua expulsão. Será que ele pensa em retornar ao Vitória? Seria muita cara de pau.

A pergunta que fica no ar é a seguinte: Será que se Paulo Carneiro assumisse cargo de dirigente no Fluminense de Feira ou qualquer outro clube sem ser o Bahia, nossos dirigentes iriam ter a mesma vontade, agilidade e rapidez para reunir o Conselho para a expulsão dele? Algo em meu íntimo me diz que não.

Tenho a impressão que a nossa direção ficou mordida e temerosa quando PC foi anunciado como Diretor de Futebol do Bahia, sobretudo porque eles sabem que PC conhece de futebol, tem um grande network no mundo da bola e ele num clube como o nosso rival, mesmo em situação financeira deplorável, tem uma mídia toda a seu favor e uma torcida apaixonada e que pode ajudar a reerguer o tricolor.

Com PC no Bahia, a direção do Vitória teve que rever seu planejamento no Campeonato Estadual, já que em dezembro de 2008, Jorginho Sampaio disse em entrevista à Transamérica que poderia disputar a competição com o elenco de juniores por não concordar em muitos pontos do regulamento do Baianão’09, sobretudo na questão “Datas”. A ida de PC ao tricolor forçou nossa direção a gastar um pouco mais na contratação de atletas. Se não fosse isso, o esquema mandraque de contratações do 1º semestre de 2008 iria se repetir. E digo isso baseado nas três primeiras contratações rubro-negras antes-PC e nas seguintes pós-PC.

Aléxi Portela e Jorginho podem negar o que for, mas ficou claro para mim, que eles ficaram com medo de PC melhorar o rival (e isso vem acontecendo, basta compararmos o nível de atletas do rival nos estaduais 2005/2006/2007/2008 com os deste ano) e de perder o campeonato para o rival, com Paulo Carneiro no cargo e provocando eles a todo momento nos meios de comunicação.

A prioridade dada a este caso da expulsão de Paulo Carneiro se torna equivocada para mim, quando vemos que nosso clube não tem um Diretor de Futebol de qualidade confirmada no ramo,  um cara que saiba contratar e renovar jogadores baseados na sua qualidade técnica e não com fatores pouco influentes no campo como “jogador de grupo, amigo da direção, amigo dos funcionários, boa-praça” e que não seja feito de palhaço eternamente pelos empresários escrotos e pelos espertos Irmãos Perrela’s do Cruzeiro.

Por que a nossa direção não junta os conselheiros para pensarem um NOME para dirigir o Departamento de Futebol Profissional e para tentar uma solução sobre o patrocinador MASTER do Leão? São estes fatos que devem ser prioridade no clube, atualmente. A expulsão de Paulo Carneiro poderia ser deixada para depois, mas o FUTURO do Vitória como clube de futebol e que tem uma torcida sedenta por grandes campanhas e títulos jamais deve ser deixada em segundo plano. Foi por isso que evitei comentar sobre a expulsão de PC nesta segunda ou terça-feira.

Para mim, nossa direção sabe ser ágil para reunir o Conselho quando quer, sobretudo para assuntos mais banais como este caso PC e sobre o uso de Pituaçu como mando de campo do Vitória nesta temporada, que por mais que seja um direito nosso, pois o estádio é público, sabemos que o fundo desta história é a pirraça que Jorge Sampaio tem com o rival desde que assumiu o Leão. Jorginho mostra isso com as seguidas contratações de “ídolos tricolores” produzidos pelas AM’s coligadas ao Bahia e até da cozinheira Fernanda, que foi demitida por denunciar maus tratos e falta de pagamento salarial da antiga gestão do rival.

E se a direção consegue de uma forma rápida juntar seu conselho para expulsar PC, fazer entrevista coletiva para uma cozinheira vinda do rival, pode muito bem JUNTAR OS 160 CONSELHEIROS para discutir coisas mais relevantes para o clube como REFORMAS NO BARRADÃO, INVESTIMENTOS NAS DIVISÕES DE BASE, PATROCÍNIOS, PARCERIAS, FORTALECIMENTO DO ELENCO PROFISSIONAL E COMISSÃO TÉCNICA.

Acho que já está na hora da DIRETORIA rubro-negra esquecer as bobagens e  se concentrar nos problemas mais relevantes que o clube possui e que o torcedor tem todo o direito de cobrar, exigir e protestar. Assim acaba este desabafo que visa um VITÓRIA MAIS FORTE E VENCEDOR.

Não entendi, Mauro!

qui, 05/03/09
por Fábio Monteiro |
Mauro continua o mesmo em competições nacionais

Mauro continua o mesmo em competições nacionais

Por um instante, eu pensei que Vágner Mancini ainda estava treinando o Leão da Barra. Depois de uma bela atuação no jogo contra o Itabuna, eu jamais imaginaria que Bosco e Rafael Bastos voltariam a sentar no banco de reservas para Luciano Almeida e Gláucio, respectivamente. Além destas duas incabíveis alterações, o nosso treinador se comportou, de fato, como o ex-treinador ao modificar radicalmente a formação que arrasou a equipe grapiúna em duas oportunidades; e que mostrou ser mais rápida, técnica e mortal para os adversários.

Claro que o empate em 1×1 contra o Asa, lá em Maceió, nos dá uma pequena vantagem (empatar sem gols) além de poder garantir a classificação com qualquer triunfo (de 1×0 a 10×9). Porém, eu acho que se o time da última rodada do estadual fosse escalado, não teria jogo de volta. Tudo bem que, segundo as Rádios Sociedade e Excelsior, o Vitória comandou as ações da partida no primeiro tempo e teve Gláucio como grata surpresa da noite, com boa partipação em campo e até com o inesperado gol de cabeça, já que ele tem quase meu tamanho (hahaha), mas estas duas rádios também citaram que o jogador estava muito afoito na marcação e já tinha tomado cartão amarelo.

O que um treinador inteligente faz quando vê um jogador sendo irresponsável na marcação e que já tem o cartão amarelo? Tira, não é? O problema é que Mauro não fez isso e pagou caro. Logo no início do segundo tempo, o irresponsável Gláucio fez outra falta forte no adversário e foi expulso. A expulsão prejudicou e muito o Vitória na partida, sobretudo que nosso treinador, por limitação técnica e medo, ficou estatelado no banco de reservas e não mudou a equipe.

Com arbitragem caseira e um jogador a mais, o ASA partiu para cima do Leão. Foi uma pressão inadmissível de um time pequeno da Série C contra um time de Primeira Divisão e Sudamericana. A virada do time local só não aconteceu porquê Allah-u-Akbar*, simplesmente por isso. Qual seria a coisa mais sensata do nosso treinador? Tirar André Luiz que não fazia nada e colocar Rafael Bastos para fazer a função mista de meia e de atacante, que poderia dar o triunfo ao leão, pois Rafael é um bom jogador e muito mais qualificado que o André Luiz.

Aí nosso treinador resolve não mudar o time e torce para que o jogo acabe no empate, como aconteceu. Depois de terminada a peleja e já na Coletiva, nosso treinador mostrou o seu medo dentro da partida. Ao ser perguntado sobre não ter mexido no time no segundo tempo, em que o Vitória estava sendo sufocado pelo Asa, eis que Mauro responde:

“não alterei porque se eu tirasse alguém do meio de campo poderíamos perder o jogo e o André Luiz estava fazendo o papel de atacante e de meia”. Entenderam? Ele ficou com medo de mudar o time e perder. Além disso não precisava tirar Jackson, Bida ou Vanderson…Era só trocar André por Rafael. São por estas atitudes medrosas que Mauro ficou 10 anos sem treinar um time de primeira divisão. Ele tem que acordar que ele não treina mais o Ceilândia e sim o Vitória e como tal não pode ter o medo de arriscar, não pode temer adversários como o Asa. É melhor perder para um time deste jogando ofensivamente do que defensivamente e covardemente.

Sinceramente, eu não entendi Mauro Fernandes ontem. Mexeu demais na boa formação do Leão e não fez a alteração na partida que poderia nos dar o triunfo. Espero que tenha sido apenas um pequeno deslize de nosso técnico. Dos males o menor. Ainda bem que Gláucio foi expulso, pois este cara não me convence de jeito algum. Agora é aguardar se Mauro vai voltar com o time-base que deu mais dinâmica à equipe ou vai voltar a usar os métodos mancinianos, isto é, escalar as piores peças possíveis do elenco.

VITÓRIA SEMPRE!

*Allah-u-Akbar: do farsi, Deus é grande!

Raio-X dos Leões Rubronegros

qua, 04/03/09
por Fábio Monteiro |
Durval levanta a taça no Recife em 2008

Durval levanta a taça no Recife em 2008

Quem apostou que um time titular formado por Magrão, Luizinho Netto, Ígor, Durval e Dutra; Daniel Paulista, Everton, Romerito e Luciano Henrique, Carlinhos Bala e Leandro Machado terminaria a Copa do Brasil de 2008 como campeão? A verdade tem que ser dita sempre. Nem a torcida do Sport esperava pela conquista da Copa do Brasil, até chegar nas semifinais. Antes disso, tudo era sonho distante e nada mais. Claro que o Sport tem vantagem no comando técnico, pois Nelsinho Baptista é muito mais treinador que Mauro Fernandes, além do elenco do Leão da Ilha ter feito uma boa manutenção do elenco 2007 para o ano de 2008, fato que foi fundamental para o entrosamento da equipe pernambucana.

O time-base do Sport Club Recife em 2008 pode, perfeitamente, ser comparado com o atual time-base do EC Vitória, pois considero que o elenco de ambos têm forças similares. Agora começarei a comparar os plantéis e mostrar a nossa querida torcida, que se nosso clube incorporar a RAÇA, GARRA, VONTADE DE VENCER, poderemos ver a foto que inicia este texto com nossos jogadores.

Vamos às comparações:

GOLEIROS

Magrão e Viáfara, em minha opinião, são excelentes goleiros: ótimos nos reflexos, controle de área, saída de bola e ambos são ídolos do clube. Como Viáfara está conosco há um ano e como já assisti mais partidas de Magrão em relação ao nosso arqueiro colombiano, é difícil dizer quem é o melhor entre os dois. Acho os dois “pau-a-pau”, ou seja, do mesmo nível de qualidade. Neste ponto há empate técnico entre os dois camisas 1.

LATERAIS DIREITOS

Apodi x Luizinho Netto: Para mim, há uma leve vantagem para o nosso lateral, pois é mais jovem, mais veloz e perigoso para os adversários. Tá certo que o Luizinho Netto foi importante para a campanha do Sport com suas boas cobranças de faltas e escanteios. Em minha avaliação, eu prefiro Apodi a Luizinho, portanto, ponto para o Vitória.

LATERAIS-ESQUERDOS

Dutra x Bosco: O veterano lateral do Sport é muito raçudo, dono de uma boa técnica e tem o mesmo vigor físico de nosso meia Jackson. Bosco mesmo improvisado vem enchendo os nossos olhos de esperança. No duelo destes dois fico em cima do muro. Neste setor Vitória e Sport possuem qualidades parecidas.

ZAGUEIROS

Thiago Gomes-Anderson Martins x Igor-Durval: Neste ponto o Sport tem uma pequena vantagem, pois Igor é muito superior ao Thiago Gomes. Entretanto, considero Anderson Martins superior a Durval, até pelo fator idade, pois nosso zagueiro de 21 anos tem um potencial enorme pela frente, enquanto o capitão do Sport começou a se firmar na carreira aos 26 anos e no Sport Recife, já que no Atlético-PR , ele era apenas um suplente. Considero o Anderson Martins mais técnico e veloz em relação ao Durval, que tem mais segurança e estabilidade em relação ao nosso promissor defensor.

VOLANTES

Vanderson-Bida x D.Paulista x Everton: Na função de primeiro volante o Vitória sai na frente. Em minha opinião, Vânderson é mais volante que o Daniel Paulista, porém Daniel tem um futebol muito próximo ao do Pitbull paraense. Eu já indiquei o nome do volante do Sport para a diretoria do Vitória, no final do ano passado. Na função de segundo volante há uma pequena vantagem “vitoriana”, já que Bida tem mais técnica, habilidade e criatividade ofensiva em relação a Everton, porém perde feio no quesito marcação. Ramirez é o volante que pode ser mais comparado a Everton. Neste sentido, considero que se faltava mais criatividade de Everton no Sport, falta mais segurança defensiva em Bida.

MEIAS OFENSIVOS

Rafael Bastos-Jackson x Luciano Henrique-Romerito: A priori, o Sport sai na frente neste setor. Afinal de contas, Romerito e Luciano Henrique fizeram excelentes partidas na Copa do Brasil. Porém, dois fatores me fazem acreditar que Rafael Bastos e Jackson podem ter o mesmo rendimento ou até superior  em relação aos dois meias do elenco do Sport’08. Se considerarmos todo o seu currículo, fama e status quo no futebol nacional, Jackson coloca Romerito no bolso. Jackson sempre jogou mais bola que o Romerito. Rafael Bastos e Luciano Henrique são muitos parecidos. Ambos são velozes, criativos e bons chutadores de média distância e pecam no mesmo erro: a falta de regularidade. Neste ponto considero os meias do Sport e do Vitória parelhos, com leve vantagem a Jackson em relação a Romerito.

ATAQUE

Carlinhos Bala-Leandro Machado x Nadson-Neto Baiano: Carlinhos Bala foi a grande peça do Sport na conquista da Copa do Brasil. Nádson é o jogador que eu considero que dá para fazer a comparação, pois atualmente Nadgol tá fazendo a função de segundo atacante. Neste quesito, que me perdoem os pernambucanos do Santa, Sport e Náutico (atual time do carlinhos), digo sem medo de errar que Nadson é mais jogador que Bala. Ambos são velozes, criativos e goleadores. Mas enquanto Bala começou a aparecer com 25/26 anos, com esta idade Nadson já tem diversos títulos nacionais e prêmios de artilharia no futebol asiático, além de ter aparecido mais cedo NACIONALMENTE. Em 2003, Nadson, com 21 anos, fez 4 gols contra o Palmeiras no Parque Antártica na goleada de 7×2, “virou” um Ba-Vi em 15 minutos com três gols e nas 16 primeiras partidas do Brasileirão daquele ano marcou 10 gols e disputava a artilharia com Dimba, do Gama (na época). Já entre Leandro Machado e Neto Baiano eu também defendo meu centroavante. Leandro Machado esteve mais no DM do que em campo e fez menos gols no Pernambucano que Neto, se compararmos o momento de LM lá em 08 com os de NB aqui no Leão da Barra em 09. Leandro Machado tem mais nome, mas está abaixo de Neto Baiano em rendimento comparativo. Porém, posso fazer link com o centroavante Roger. Neste ponto acho NB e Roger equivalentes.

Fica claro então, que em minha visão, os times titulares de Sport’2008 e Vitória’2009 são bem parecidos em potencial. A vantagem do time do Recife que eu cito é na zaga. Nas outras posições as qualidades são bem equivalentes.

A diferença que pode ocorrer é a falta de foco e atenção de nosso elenco. Posso estar totalmente errado nesta análise, mas eu acredito, piamente, que o Sport de 2008 não é tão superior ao Vitória, que vai tentar o título da Copa do Brasil de 2009.

Para ter mais chance de repetir o feito do co-irmão pernambucano, nosso elenco precisará jogar com muita raça e não temer contra os adversários do time do sul/sudeste. E olha que a chave do Sport foi até mais forte que a nossa. Eles pegaram na sequência Palmeiras, Inter, Vasco e Corinthians. Enquanto pegaremos (possivelmente) Juventude, Atlético Mineiro, Vasco. Apenas na 5ª e 6ª fase (final) é que poderemos pegar os grandes favoritos como Corinthians e Fluminense (semi) e Internacional ou Flamengo (final).

Que o nosso VITÓRIA seja valente e capaz de repetir o feito do Sport Club do Recife. E tudo começa hoje, logo mais às 21h50.

PS: A torcida do Sport pode fazer parte deste debate proposto por mim!

Saluti Rossoneri!



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