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Capítulo IX: Como?

Seg, 11/08/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro

Como acreditar em um time que não vence a cinco partidas?

 

Como acreditar no clube que vive a pior fase da sua história?

 

Como acreditar no time que não consegue vencer em casa, com o apoio de mais de vinte mil pessoas?

 

Como acreditar em um clube que tem atualmente uma gestão extremamente desastrosa?

 

Como acreditar no time que não conseguiu vencer nenhum jogo fora do Arruda?

 

Como acreditar em um elenco tecnicamente limitado que não consegue se impor numa Série C?

 

Como acreditar que o Santa Cruz irá se classificar a próxima fase se nos resta três jogos, sendo dois deles fora de casa?

 

Eu não sei, mas eu acredito.

 

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um ídolo, um exemplo, um super herói…

Dom, 10/08/08
por Elias Junior |
categoria Outros

paitricolor.jpgPalavras jamais serão suficientes para demonstrar o que eu sinto por você.

Parabéns à todos os Pais!

Capítulo VIII: O Jogo da Superação

Qui, 07/08/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro

O despreparo demonstrado pelos policiais da Paraíba ao ver uma verdadeira invasão pernambucana no primeiro jogo entre Campinense e Santa Cruz na primeira fase, fez com que as autoridades paraibanas montassem uma verdadeira operação com intuito claro de impedir a entrada de caravanas tricolores no estado. Não estou isentando à culpa de alguns baderneiros que se fizeram presente à cidade no mês passado e protagonizaram cenas lamentáveis, mas nada justifica o tratamento que os torcedores corais tiveram ontem, muitos pais de famílias e trabalhadores ficaram frustrados por não conseguirem seguir viagem até a vice-capital do Forró para acompanhar seu clube do coração, tendo em vista que vários ônibus tiveram que retornar para Recife, sob a alegação de irregularidades. será?

 

O clima de guerra continuou nas quatro linhas. Parece que os caras levam tão a sério esta história de que Série C deve ser jogado com muita garra que confundem disposição com violência, o que o time paraibano bateu não foi brincadeira. E ainda falam que os árbitros andam beneficiando o Santa Cruz neste Brasileiro. Quem acompanha os jogos do tricolor sabe que a cada pênalti duvidoso marcado a favor, pelo menos uns 2 pênaltis claros não são marcados, sem falar na conivência dos árbitros com a violência dos adversários que já vem se tornando de praxe.

 

O lado positivo é que os jogadores do Santa Cruz deram o sangue (literalmente) no jogo de ontem, foram verdadeiros guerreiros em busca de uma reabilitação na casa do adversário.

 

Assim como eu, se enganou quem pensou que o Santa Cruz entraria com uma postura defensiva, já que entrou em campo com três zagueiros e dois volantes. Após uma natural pressão inicial do time da casa, o tricolor do Arruda conseguiu equilibrar a partida, tendo inclusive, boas chances de abrir o placar. Ainda no 1º Round, o goleiro Gledson e o lateral direito Rafael Mineiro foram nocauteados por jogadores do Campinense e tiveram inclusive que ser hospitalizados, os agressores sequer foram advertidos. O treinador Bagé, teve então que forçar duas alterações ainda na primeira etapa. A saída do goleiro Gledson poderia ter sido um grande problema, já que o mesmo vem sendo um dos destaques do time na competição, mas o garoto Jaílson entrou com muita personalidade e ajudou bastante a parar o ímpeto da raposa com boas defesas.

 

No 2º Round, o Santa Cruz entrou confiante que a vitória seria possível e partiu pra cima do Campinense, até o zagueiro Wescley receber o segundo cartão amarelo e ser expulso. A partir daí o time da casa pressionou bastante e levou perigo, principalmente em bolas paradas e lançadas na área. No final do jogo, o principal articulador dessas jogadas, o meia Elvis, também acabou sendo expulso deixando tudo igual e o placar permaneceu inalterado até o final. Apesar das boas chances de sair de Campina Grande com uma vitória, o empate acabou sendo um bom resultado por todas as circunstâncias do jogo e pela vontade dos jogadores dentro de campo.

 

Agora nós temos a OBRIGAÇÃO de vencer os próximos dois jogos que serão no Arruda diante do Icasa (que ontem acabou sendo derrotada pela equipe do Salgueiro) e do próprio Campinense.

 

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Capítulo VII: Novos tempos?

Seg, 04/08/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro

Ao final do jogo de ontem, vários amigos me confidenciaram que o empate acabou sendo um grande resultado. Afinal de contas o time do Salgueiro jogou melhor do que o Santa Cruz e merecia sair do jogo com os três pontos. Em um passado não muito distante, empatar com o Salgueiro no Arruda seria considerado um resultado desastroso, hoje, os jogadores do time sertanejo é que saíram de campo lamentando o empate. Se antes tínhamos a obrigação de vencer qualquer time do nordeste em casa, hoje não somos sequer o favorito num grupo formado por Icasa, Campinense e Salgueiro, com todo respeito a essas agremiações.

 

Este conformismo é preocupante. Evidente que não temos um elenco de craques (muito longe disso) para sair atropelando todo mundo, mas qual clube na Série C tem um grande elenco? Temos um grande diferencial que é o apoio de mais 20 mil vozes a cada jogo, que para nossa infelicidade já não vem sendo suficiente para conseguir as vitórias dentro casa.

 

Do jogo de ontem vale ressaltar a condição do gramado do Arruda, apesar das fortes chuvas que caíram na cidade durante o final de semana, nada justifica o estado impraticável que ele se encontra. A péssima apresentação do time fez com que a torcida já não demonstrasse a mesma empolgação de jogos anteriores. Outro ponto negativo ficou por conta de mais uma contestada arbitragem. Cláudio Mercante acabou marcando um pênalti duvidoso, que eu pessoalmente achei que não foi e que gerou o empate do Santa no final do segundo tempo. Logo depois não marcou um pênalti claro a nosso favor, sem falar na conivência com a violência praticada pelos jogadores do Salgueiro durante todo o jogo. No final das contas, nem Salgueiro nem Santa Cruz sairam satisfeitos com a arbitragem. Sandro e Camilo, estreantes no jogo de ontem tiveram uma atuação discreta.

 

No outro jogo do grupo, o empate entre Icasa e Campinense no Ceará acabou amenizando o péssimo resultado do tricolor no Arruda. Quarta-Feira, estaremos novamente em Campina Grande, em menor número, é claro, para tentarmos uma reabilitação. Será possível que em quatro jogos não conseguiremos uma vitória diante do poderoso escrete paraibano do Campinense?

 

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Raio X

Qua, 30/07/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro

A CAMPANHA

 

Campinense 2 x 1 Santa Cruz
Santa Cruz 3 x 0 Central
Potiguar 3 x 0 Santa Cruz

Santa Cruz 2 x 0 Potiguar
Central 0 x 0 Santa Cruz

Santa Cruz 1 x 1 Campinense

 

CLASSIFICAÇÃO (1ª fase)

 


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2ª FASE

 

3/8 - domingo - Santa Cruz x Salgueiro - Arruda
6/8 - quarta-feira - Campinense x Santa Cruz - Amigão
10/8 - domingo - Santa Cruz x Icasa - Arruda
17/8 - domingo - Icasa x Santa Cruz - Romeirão
20/8 - quarta-feira - Santa Cruz x Campinense - Arruda
24/8 - domingo - Salgueiro x Santa Cruz - Cornélio de Barros

 

AVALIAÇÃO DO ELENCO

 

Gledson: Ganhou a torcida com grandes defesas. Sem dúvidas um dos grandes responsáveis pela classificação do time a próxima fase.

Gonçalves: O jogador mais regular na posição até então. Além de não comprometer na defesa, leva perigo ao adversário no cabeceio.

Stanley: Não vinha muito bem desde a Copa Pernambuco, acabou perdendo a posição de titular no início da Série C.

Wescley: Ainda não passou confiança para a torcida. Acabou comprometendo o entrosamento e sua continuidade entre os titulares com a expulsão diante do Central em Caruaru.

Bruno: Vem entrando muito bem na equipe, já merece ser titular.

Marcos Vinícius: O lateral direito vem sendo sacrificado ao jogar improvisado na lateral esquerda.

Rafael Mineiro: Tecnicamente muito fraco. Mesmo com saída do treinador Fito Neves o jogador continuou na titularidade do time. Sem duvidas o jogador mais questionado pela torcida.

Alexandre Oliveira: Capitão e ídolo da torcida. A disposição e a qualidade do volante serão fundamentais nesta nossa caminhada.

Garrinchinha: Às vezes parece que entra em campo muito displicente. Até agora não correspondeu às expectativas da torcida, até pela suas boas atuações que teve em outros clubes.

Gedeil: Desde a chegada do treinador Bagé o jogador vem entrando de frente no lugar de Garrinchinha. Não vem comprometendo.

Leandro Bitton: Até agora só jogou improvisado na defesa quando o time atuou com três zagueiros.

Memo: A exemplo de Leandro, o volante também atuou improvisado na zaga alguns jogos. Na partida contra o Central em Caruaru, foi titular na sua posição, e acabou tendo uma boa atuação mesmo sendo substituído ainda no primeiro tempo por questões táticas do treinador.

Juninho: Vinha sendo o destaque do time na preparação para a Série C. Durante a competição seu rendimento caiu um pouco, mas o jogador continua sendo muito importante para o time.

Miller: A exemplo do lateral Bruno, o jogador muda a acara do time quando entra em campo. Precisa ter mais oportunidades.

Rafael Oliveira: Estreou bem diante do Central em casa, mas não conseguiu manter uma boa seqüência.

Ribamar: Teve uma estréia desastrosa contra o Potiguar, causando uma péssima primeira impressão. Desde então mal entrou no time.

Cléo: Vem agradando a torcida com sua velocidade e habilidade.

Edmundo: O artilheiro do time. Vem sendo um dos ídolos da torcida desde a Copa Pernambuco.

Patrick: Muita disposição e pouca qualidade técnica. Apesar de perder vários gols o jogador vem se mostrando muito voluntarioso nos jogos.

Fito Neves: Para muitos um treinador ultrapassado. Ajudou bastante na recuperação do time no campeonato estadual. Passou a ser bastante contestado pela torcida ao insistir em escalar jogadores que havia indicado mesmo estes não estando bem. A gota d’água foi a passividade do time contra o Potiguar em Mossoró, o vexame acabou derrubando o treinador.

Bagé: O treinador assumiu o clube a partir da 4ª rodada, vindo do Icasa, deixando a equipe cearense praticamente classificada. Aos poucos vem mudando a cara do time do Santa Cruz.

 

CONTRATAÇÕES

 

Sandro: O zagueiro é um velho conhecido do torcedor pernambucano. Conhecido pelo chute forte em cobranças de faltas o jogador teve boas passagens pela Coisa, Santos, Botafogo e Vitória e veio dar mais experiência a irregular defesa tricolor.

Camilo: Mais jogador vindo do futebol paraibano. Camilo vem para suprir a maior deficiência do nosso grupo, a lateral esquerda. Já que Neílton, Max e Esquerdinha não conseguiram se firmar no elenco. O jogador foi considerado um dos destaques do Campeonato Paraibano deste ano.

Vagner Rosa: Outro jogador bastante conhecido no estado. Com passagens pelo Porto e pelo Náutico. Além de eficiente na marcação sabe sair bem pro jogo.

Jefferson: Meio de campo contratado junto ao São José de Porto Alegre.

 

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Por falar em emoção…

Seg, 28/07/08
por Elias Junior |

Há exatos 15 anos, o Santa Cruz conseguia o título de campeão pernambucano de forma inesquecível. Para muitos tricolores, aquela decisão contra o Náutico foi o jogo mais emocionante de suas vidas.

 

Era uma quarta-feira de muita chuva no Recife, mas mesmo assim o público espetacular no Arruda foi de 71.243. O Santa Cruz precisaria de uma vitória no tempo normal para levar o jogo para a prorrogação, já que havia perdido a primeira partida. Ainda no primeiro tempo, Washington, nossa maior esperança de gols acabou sendo expulso e para piorar o Náutico saiu na frente com um gol de falta, diminuindo ainda mais nossas chances de conquistar o título daquele ano. O segundo tempo foi passando e nada do Santa Cruz conseguir sequer empatar a partida, por volta dos 38 minutos do segundo tempo, quando muitos torcedores do Santa Cruz já havia deixado o estádio, Fernando empatava a partida. Aos 44 minutos o impossível acontece, o pequenino atacante reserva Célio, que a pouco tinha entrado no time, marcava o segundo gol do tricolor e levava o jogo para a prorrogação, levando ao delírio a torcida coral e deixando incrédula a torcida alvi-rosa. Naquela altura o gramado do Arruda muito castigado, não oferecia boas condições de jogo e o que se via era um festival de chutões, principalmente por parte do Santa Cruz, assim, o placar manteve-se inalterado até o final, consagrando o tricolor campeão pernambucano de 1993.

 

Segunda parte do vídeo

Capítulo VI: Com ou com emoção?

Seg, 28/07/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro

Nos passeios de buggie em Natal e arredores, nas dunas, os bugueiros geralmente perguntam se o turista quer o passeio “com ou sem emoção?”. Já o torcedor do Santa Cruz não tem escolha. Tenha certeza de que se jogássemos pela vitória contra os reservas do Íbis em casa, venceríamos com um gol aos 47 minutos do segundo tempo (provavelmente com gol de um algum zagueiro improvisado no ataque).

 

Claro que não foi caso do jogo de ontem, o Campinense possui um time bastante competitivo e continua sendo favorito nesta próxima fase. Mesmo assim, jogar em casa, precisando de uma simples vitória contra uma equipe já classificada, não parecia uma missão tão difícil. Sabíamos que o Campinense viria para Recife em busca de um bom resultado, além de eliminar um concorrente que conta com o apoio em massa de uma torcida apaixonada, ainda seria beneficiado financeiramente pela equipe do Central.

 

O jogo foi marcado pelas inúmeras chances desperdiçadas pelas duas equipes e pela péssima atuação do trio de arbitragem. Já no segundo tempo, a informação de que o Potiguar havia feito um gol em Mossoró fez com que a torcida tricolor respirasse mais aliviada e comemorasse quase que como se fosse um gol do Santa Cruz, mas voltando a história do “Nada é fácil para o Santa Cruz”, o tricolor tratou logo de sofrer um gol para deixar todo mundo devidamente angustiado, a combinação de resultado ainda classificaria o tricolor nos critérios de desempates, mas aí já era contar de mais com a sorte, tendo em vista que o placar em Mossoró poderia mudar a qualquer momento. Aos 27 minutos, Edmundo de pênalti empatava o jogo, mas engana-se quem pensou que ali a nossa classificação estaria assegurada, a até então, franco atiradora equipe do Potiguar naquele momento conseguia uma impressionante vitória por 3 a 0, e torcia por mais um gol do Campinense, e assim, consegui a classificação. Os últimos 15 minutos de partida foram dramáticos, era impressionante olhar no rosto dos torcedores ao lado e ver o misto de desespero com disposição para apoiar o time, enquanto o torcedor que estava a minha esquerda tentava incentivar os jogadores, o da minha direita rezava pedindo ajuda aos céus. Após o apito final, enquanto os jogadores em campo comemoravam a classificação, os torcedores em estado de choque não demonstravam qualquer reação.

 

Domingo nosso primeiro compromisso na segunda fase será contra o Salgueiro novamente no Arruda, então prepare o seu coração…

 

e ainda é só o começo.

 

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Capítulo V: A Batalha do Agreste

Qui, 24/07/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro

A Expectativa

 

O clima de decisão era evidente pela demonstração de nervosismo por parte da torcida tricolor. Sem duvidas este seria um jogo de alto risco, tendo em vista que o Central jogaria em casa e motivado por vir de uma vitória, fora de casa, em cima do até então invicto Campinense, entrando de vez na briga por uma das vagas do grupo. Uma derrota tricolor poderia significar a eliminação do clube na competição e não bastasse o fim das atividades do futebol profissional até o final do ano, o Santa Cruz amargaria mais um rebaixamento, desta vez para a catastrófica série D. Em contrapartida uma vitória asseguraria de vez a classificação para a próxima fase.

 

A mobilização da torcida, mais uma vez foi intensa e mesmo o jogo sendo realizado numa quarta-feira a noite, muitos torcedores tricolores se fizeram presente a cidade de Caruaru, quem por algum motivo não pode ir, foi surpreendido com a notícia de que o jogo não seria transmitido na TV. O que se sabe é que outros interesses foram decisivos para que o presidente do Central não entrasse a um acordo financeiro com a TVU. O clima de decisão seguiu momentos antes da partida, com a falta de energia nos vestiários do Santa Cruz.

 

O Jogo

 

A minha grande expectativa seria quanto a postura do time jogando fora de casa sob o comando de Bagé. Inicialmente fiquei decepcionado com a formação cautelosa de três volantes que o treinador entrou em campo, mas com o decorrer da partida foi ficando claro que a disposição da equipe era completamente diferente da de jogos anteriores longe do Arruda. Ainda no primeiro tempo, o treinador optou pela entrada do meia/atacante Cléo, no lugar do volante Memo, deixando a equipe mais ofensiva, o problema é que minutos depois o zagueiro Wescley acabou recebendo o segundo cartão amarelo e sendo expulso deixando o time defensivamente bastante desprotegido. A partir daí o Central passou a pressionar e por muito pouco não conseguiu abrir o placar.

 

A Força do Capitão

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No intervalo, diante da complicada situação em que o time se encontrava, o capitão e assumidamente torcedor do Santa Cruz, Alexandre Oliveira, com sua liderança incentivou todo elenco com palavras emocionadas que diziam o que estava em jogo naquela partida tão importante para o clube. O clube entrou no segundo tempo com mais vontade ainda, dando a impressão que a equipe de Caruaru é que estava numericamente inferiorizada. Com o passar do tempo o Central foi equilibrando novamente a partida, e a exemplo do Santa Cruz, perdeu grandes chances de marcar, muitas vezes por conta da bela atuação dos goleiros das duas equipes.

 

Grandes defesas, bolas na trave, o jogo era extremamente emocionante mas o placar insistia em ficar no zero, até que aos 18 minutos, acontece um lance capital. Marco Antônio, ex-jogador do Santa Cruz, em lance individual dentro da área sofre um pênalti duvidoso marcado pelo arbitro baiano. O mesmo Marco Antônio assumiu a responsabilidade de cobrar a penalidade e enquanto ajeitava a bola, o nosso capitão chegou próximo do atacante e fez um pedido inusitado “Marco Antônio, você também ama o Santa. Olha essa massa aí… A gente não pode perder. Esse é o jogo da nossa vida.”

 

O Eterno ídolo

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Marco Antônio foi um dos grandes responsáveis pelo título estadual de 2005, caindo nas graças da torcida tricolor pela raça que demonstrava em campo e os vários gols que marcou com a camisa do Santa Cruz. Meses depois a bela passagem no clube o jogador acabou parando no arqui-rival, a coisa, fazendo novamente a alegria da torcida coral ao não marcar gols pelo time do mangue por vários meses e acabou sendo dispensado e retornando ao Santa Cruz. Na segunda passagem, o jogador já não teve uma atuação tão boa quanto da primeira vez, mas foi responsável pelo gol que impediu que a coisa se tornasse campeã invicta em 2007.

 

Caso Marco Antônio convertesse aquela cobrança de pênalti, provavelmente seria um dos responsáveis pela maior tristeza da história do Santa Cruz, nós sabemos do caráter deste jogador e com certeza afirmo que o profissionalismo dele jamais permitiria que ele perdesse o pênalti de propósito. Se o pedido do nosso capitão Alexandre desestabilizou emocionalmente o experiente jogador, eu não sei, a verdade é que mais uma vez Marco Antônio fez a alegria da nossa torcida ao chutar longe a grande oportunidade do Central.

 

Aos 29 minutos Márcio do Central acabou também sendo expulso, mas o jogo continuou eletrizante até o final. O placar de 0 a 0 acabou sendo muito comemorado pelos jogadores e torcedores do santa, por tudo que aconteceu no jogo. O tricolor continua dependendo de suas forças para seguir a diante na competição, para isso, tem que vencer o já classificado Campinense no próximo domingo em casa.

 

Imagens: Coralnet

Capítulo IV - Toma lá dá cá

Seg, 21/07/08
por Elias Junior |
categoria Brasileiro
O que eu também não entendo



Será que o simples fato de jogar fora de casa é suficiente para não demonstrar a mesma raça e vontade dos jogos dentro de casa? O que vimos ontem no Arruda foi uma equipe com uma atitude completamente diferente da que tínhamos visto 7 dias antes contra o mesmo adversário. Sei que torcida tem papel fundamental nos jogos em Recife, mas em uma competição de tiro curto como esta, é primordial a conquista de pontos como visitante.

 

Por falar em torcida, o público de pouco mais de 21 mil pessoas divulgado ontem, só me dão a certeza que o nosso estádio realmente está diminuindo a cada dia, já que a arquibancada inferior estava quase que completamente lotada. De qualquer forma a festa, mais uma vez, foi muito bonita e mesmo com o jogo sendo transmitido em TV aberta, continuamos com uma das maiores médias de público do país em todas as divisões, mesmo com o anel superior do estádio interditado.

 

O jogo, como era de se esperar, foi tecnicamente fraco, nada diferente do que sabemos que será até o fim desta Série C, o destaque ficou por conta de mais uma grande atuação do goleiro Gledson e a aguardada estréia do atacante Cléo, que no pouco tempo que esteve em campo, agradou a torcida. O atacante Edmundo continua marcando e mantendo sua bela média de gols no clube, o artilheiro abriu o placar no primeiro tempo, enquanto seu companheiro de ataque Patrick fez o segundo gol do time tricolor, no segundo tempo.

 

Como adepto do bom e velho radinho de pilha no estádio, não poderia deixar de parabenizar a bela cobertura da Rádio Olinda no jogo, que mesmo tendo jogos de outros times de Pernambuco no mesmo horário e na Série A, optou por transmitir o jogo do Santa Cruz na integra, certos da enorme audiência que obteriam.

 

Na próxima rodada teremos mais um jogo decisivo, agora diante do Central em Caruaru, onde poderemos garantir nossa classificação a próxima fase ou complicar de vez nossa situação na competição. A torcida é para que o treinador Bagé faça com que o grupo tricolor mantenha a mesma disposição dos jogos no Arruda. Não preciso nem falar que teremos outra vez uma grande demonstração de amor da maior e mais fiel torcida do Norte/Nordeste em mais uma Invasão Coral. Até lá!

 

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O Arruda Diminuiu

Sáb, 19/07/08
por Elias Junior |
categoria Santa Cruz

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Depois da queda o coice. Não bastasse a interdição do anel superior do estádio do Arruda, agora a diretoria junto com o batalhão de Choque decidiu diminuir o número de ingressos para o jogo de amanhã contra o Potiguar, alegando que a medida tem objetivo de evitar transtornos para os torcedores. Teremos a disposição apenas 21 mil ingressos, sendo 15 mil referente ao programa Todos com a Nota. Tudo isto no momento em que mais se precisa do apoio da torcida, coisas do Santa Cruz.

 

Quem esteve no último jogo no Arruda contra o Central viu claramente que no estádio tinha muito mais gente além dos 25 mil divulgados, e mesmo assim, o anel inferior do estádio não estava completamente lotado. Cabe ao clube, ou quem quer que seja, procurar meios de evitar esta evidente evasão de renda nos jogos do santa e uma melhor organização nas entradas dos torcedores evitando assim maiores transtornos ao invés de tirar o único motivo que ainda nos faz ter orgulho e respeito. 20 mil pessoas é público para Barbie e Coisa (se estiverem muito bem, é claro), aqui é Santa Cruz!


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