Santa Cruz S/A
Mesmo antes de sua posse no executivo do Santa Cruz, Fernando Bezerra Coelho sempre deixou claro que uma alternativa viável para solucionar de imediato o problema financeiro do clube seria a criação do Santa Cruz S/A. Esta proposta está bem próxima de ser aprovada pelo conselho deliberativo do clube que é presidida pelo desembargador Bartolomeu Bueno. Não se trata de um assunto no qual esteja devidamente inteirado para dar uma opinião definitiva dos benefícios ou não que poderemos ter com esta mudança, mas numa breve pesquisa na internet, consegui algumas informações e exemplos básicos do que será o Santa Cruz daqui pra frente.
O que é uma Sociedade Anônima?
O conceito de Sociedade Anônima é definido como uma forma de constituição de uma empresa, este modelo atribui a capital social dividida por ações que podem ser negociadas livremente e não como nas demais que o capital social é atribuído a um nome em específico. Neste modelo de sociedade, não é necessário uma escritura pública (contrato social) ou outro ato oficial, assim esta sociedade de capital, vai prever a obtenção dos lucros e distribuí-los aos acionistas.
Na próxima reunião do conselho será apresentada a proposta final para criação da empresa. Segundo Bartolomeu Bueno será cedido a empresa investidora a exploração da marca do Santa Cruz, assim como os direitos de imagem, de arena e do estádio do Arruda durante os próximos 10 anos.
Os valores investidos inicialmente são animadores, de acordo com o próprio Bueno e o presidente Fernando Bezerra Coelho, a empresa responsável repassaria um valor mensal de R$ 900 mil, durante os dois primeiros anos, sendo R$ 500 mil seria destinado ao departamento de futebol, R$ 250 mil para manutenção e recuperação do patrimônio e R$ 150 mil para abatimento de dívidas trabalhistas.

Em 1998 o Vitória da Bahia se tornou o primeiro clube empresa do país. O texto abaixo é um trecho retirado do histórico publicado no site oficial do Vitória:
O Vitória S/A se formou através de uma join-venture constituída por dois sócios, o Exxel Group, que detinha 50,01% das ações e o Esporte Clube Vitória com 49,99%. O Conselho de Administração era formado por sete membros, quatro deles indicados pelo Exxel e três pelo Esporte Clube Vitória. Em julho de 2004 o EC Vitória recomprou as ações do grupo argentino, num processo inédito dentro do futebol brasileiro.
É um processo irreversível, pois o crescimento sustentável vem a partir de uma base sólida, conquistadora dos principais títulos nacionais e internacionais nas categorias sub-12, sub-14, sub-16, sub-20… os jovens atletas do Vitória fatalmente chegarão também vencedores na equipe principal de futebol, complementando o ciclo vitorioso.
Procurei saber do amigo Fábio Monteiro responsável pelo Blog do Torcedor do Vitória, como vem sendo a experiência do clube ao passar dos anos. Ele me confidenciou que também não estava totalmente por dentro do assunto no que se refere à sociedade em si. “No começo parecia dar certo, pois vieram muitas contratações sonantes como Bebeto, Túlio, Petkovic, Aristizábal, Edilson e Vampeta… depois o rombo foi enorme e a atual gestão está recomprando as ações para terminar a S/A. Acho que só dá certo se fizerem com muita dedicação, seriedade e competência. A gente fez meio no “oba-oba” e agora estamos querendo recuperar as ações negociadas com um banco argentino Exxel Group.”
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