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Quais são os nossos direitos?

Qui, 30/10/08
por Elias Junior |
categoria Santa Cruz

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Tentando entender quais os motivos fizeram com que o setor jurídico do Santa Cruz acionasse a justiça desportiva, soube que a principal alegação seria que a criação desta Série D teria sido uma decisão unilateral da Confederação Brasileira de Futebol. À parte dos direitos do clube, procurei tirar algumas conclusões lendo o Estatuto de Defesa do Torcedor e o Regulamento da Série C e resolvi entrar em contato com o ouvidor da competição para os devidos esclarecimentos no que se refere a nossos direitos.

 

Caro Dr. Antônio Álvares Miranda Filho,

 

Sou torcedor do Santa Cruz Futebol Clube e nos últimos dias procurei me inteirar de possíveis direitos assegurados através do Estatuto de Defesa do Torcedor no que se refere a criação da Série D e o possível rebaixamento do Santa Cruz a referida competição, onde logicamente entra o meu interesse. Confesso que não sou um profundo conhecedor das leis, mas pela minha interpretação do que li no parágrafo 5º do Capítulo terceiro que diz:

 

§ 5o É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua
divulgação definitiva, salvo nas hipóteses de:

 

I - apresentação de novo calendário anual de eventos oficiais para o ano subseqüente, desde que aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte – CNE;

 

Neste caso, a criação desta Série D (ou a alteração da Série C, com a inclusão do descenso) não deveria ser aprovada no calendário anual de eventos no ano corrente para que a mesma estivesse assegurada no ano seguinte? Não há qualquer tipo de referência a alteração da Série C ou criação da Série D no calendário anual divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol em Novembro de 2007.

 

Gostaria que os senhores me esclarecessem quais os meios e fundamentos da CBF para a criação de tal competição, tendo em vista que a alteração da forma de disputa da Série C foi oficializada de acordo com o Art. 34 do Capítulo VI do regulamento no dia 08/04/2008, ou seja, meses após a divulgação do calendário anual.

 

E-mail enviado ao ouvidor da competição no dia 29/10/2008 às 14:29.

 

Caro Elias,

Houve de sua parte, no entendimento desta Ouvidoria, uma interpretação equivocada do Art. 9º do Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03).

Vejamos:

O Regulamento da Série C do Campeonato Brasileiro, obedecendo o requisito legal, foi mantido pela CBF integralmente para os anos de 2007 e 2008. Assim, para 2009 é possível ser modificado, como prevê o próprio Art. 9º, § 5º, item II - do Estatuto, sem que seja necessária qualquer aprovação ou apreciação do Conselho Nacional do Esporte - CNE, já que os itens I e II do § 5º, do Art. 9º citado, tem ação e eficácia individual e não cumulativa ou complementar.


A criação da Série D, como nova competição, também não se encontra subordinada ao CNE, o seu Regulamento ainda não foi divulgado e os prazos para discussão do mesmo sequer estão iniciados.
Os referidos artigos 34 e 35 do Regulamento da Série C 2008 são apenas informativos e anunciadores das mudanças que deverão ocorrer em 2009, essas sim que estarão afetas ao Estatuto do Torcedor, em termos dos prazos e das disposições legais estabelecidas.
Por não haver em 2008 competição nacional com nível abaixo da Série C o seu Regulamento só pode permitir acesso, nunca descenso, como também os participantes, por advirem de outras competições estaduais e do Ranking Nacional de Federações da CBF, atualizado anualmente, não se vinculam em termos de classificação de um ano para o ano seguinte.

Grato pelo contato, à disposição,

Antônio Álvares Miranda Filho

Ouvidor do Campeonato Brasileiro Série C 2008

 

Resposta enviada pelo ouvidor da competição no dia 31/10/2008 às 20:30.

 

Só deixando bem claro que eu sou completamente contra qualquer tipo de virada de mesa, só acho que não devemos ser submissos a decisões impostas goela abaixo, ferindo inclusive, o que é de nosso direito por lei. Fiquemos atentos.

 

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Santa Cruz S/A

Sex, 24/10/08
por Elias Junior |
categoria Santa Cruz

Mesmo antes de sua posse no executivo do Santa Cruz, Fernando Bezerra Coelho sempre deixou claro que uma alternativa viável para solucionar de imediato o problema financeiro do clube seria a criação do Santa Cruz S/A. Esta proposta está bem próxima de ser aprovada pelo conselho deliberativo do clube que é presidida pelo desembargador Bartolomeu Bueno. Não se trata de um assunto no qual esteja devidamente inteirado para dar uma opinião definitiva dos benefícios ou não que poderemos ter com esta mudança, mas numa breve pesquisa na internet, consegui algumas informações e exemplos básicos do que será o Santa Cruz daqui pra frente.

 

O que é uma Sociedade Anônima?

 

O conceito de Sociedade Anônima é definido como uma forma de constituição de uma empresa, este modelo atribui a capital social dividida por ações que podem ser negociadas livremente e não como nas demais que o capital social é atribuído a um nome em específico. Neste modelo de sociedade, não é necessário uma escritura pública (contrato social) ou outro ato oficial, assim esta sociedade de capital, vai prever a obtenção dos lucros e distribuí-los aos acionistas.

 

Na próxima reunião do conselho será apresentada a proposta final para criação da empresa. Segundo Bartolomeu Bueno será cedido a empresa investidora a exploração da marca do Santa Cruz, assim como os direitos de imagem, de arena e do estádio do Arruda durante os próximos 10 anos.

 

Os valores investidos inicialmente são animadores, de acordo com o próprio Bueno e o presidente Fernando Bezerra Coelho, a empresa responsável repassaria um valor mensal de R$ 900 mil, durante os dois primeiros anos, sendo R$ 500 mil seria destinado ao departamento de futebol, R$ 250 mil para manutenção e recuperação do patrimônio e R$ 150 mil para abatimento de dívidas trabalhistas.

 

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Em 1998 o Vitória da Bahia se tornou o primeiro clube empresa do país. O texto abaixo é um trecho retirado do histórico publicado no site oficial do Vitória:

 

O Vitória S/A se formou através de uma join-venture constituída por dois sócios, o Exxel Group, que detinha 50,01% das ações e o Esporte Clube Vitória com 49,99%. O Conselho de Administração era formado por sete membros, quatro deles indicados pelo Exxel e três pelo Esporte Clube Vitória. Em julho de 2004 o EC Vitória recomprou as ações do grupo argentino, num processo inédito dentro do futebol brasileiro.

 

É um processo irreversível, pois o crescimento sustentável vem a partir de uma base sólida, conquistadora dos principais títulos nacionais e internacionais nas categorias sub-12, sub-14, sub-16, sub-20… os jovens atletas do Vitória fatalmente chegarão também vencedores na equipe principal de futebol, complementando o ciclo vitorioso.

 

Procurei saber do amigo Fábio Monteiro responsável pelo Blog do Torcedor do Vitória, como vem sendo a experiência do clube ao passar dos anos. Ele me confidenciou que também não estava totalmente por dentro do assunto no que se refere à sociedade em si. “No começo parecia dar certo, pois vieram muitas contratações sonantes como Bebeto, Túlio, Petkovic, Aristizábal, Edilson e Vampeta… depois o rombo foi enorme e a atual gestão está recomprando as ações para terminar a S/A. Acho que só dá certo se fizerem com muita dedicação, seriedade e competência. A gente fez meio no “oba-oba” e agora estamos querendo recuperar as ações negociadas com um banco argentino Exxel Group.”

 

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Boas Novas

Ter, 21/10/08
por Elias Junior |


Já que o nosso querido Santa Cruz atravessa um momento de profundas mudanças, pensei que seria interessante mudar também algumas no nosso blog. Entrei em contato com a diretoria do globoesporte.com e eles autorizaram a contratação de reforços para nossa equipe (hehehe). A primeira novidade é uma coluna com histórias de jogadores que foram ídolos do Mais Querido ao longo do tempo. Teremos a importante contribuição de Marcos Velloso, colaborador da Coralnet e autor do blog Os Grandes Ídolos do Santa Cruz, que também dará nome a esta nova seção. Pra começar, uma excelente reportagem do Diario de Pernambuco publicada em 1970, sobre Sebastião Virada, um dos nossos primeiros grandes ídolos.

 

Ídolos do Santa Cruz
por Marcos Velloso*

 

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Ele mora dentro do Mundão. Para assistir qualquer partida, no Colosso do Arruda, basta abrir a porta do seu quarto, que fica abaixo das sociais. No dia da grande decisão do campeonato, quando o Santa Cruz conquistava o bicampeonato, ele estava dormindo. O Mundão cheio. Ele no mundo de seu quarto, no Colosso do cimento armado. Foi a emoção. Sabia que não agüentaria o nervosismo, aquele mundo de gente. Começou cedinho, na barra das proximidades, ao tomar “umas e outras”. Depois do almoço, quando o público lotava o estádio, ele limitou-se ao seu mundo.

 

Sebastião Luiz de França, solteiro, 69 anos de idade, um homem que mora no Estádio do Arruda, mas não pensa mais em futebol. Seu futebol vive de recordações. Dos tempo em que levantava a torcida. Em que seu nome ecoava pelo estádio: “Virada”. Assim como hoje, os torcedores gritam pelo nome de “Miró”, “Cuíca”, “Santana” e tantos outros craques, que ele ouve do seu quarto. Sebastião ouve falar nos ídolos corais. Já fui convidado para conhecer os moços, lá na concentração. Eu prefiro não ir… disse ele. Virada não sabe explicar porque recusou o convite do preparador.

 

VIRADA

 

Começou não sabe quando. Desde pequeno jogava com bola de tênis ou sabugo de laranja ou limão. Como centro médio, em 1932 e 1933, foi também bi-campeão pelo Santa Cruz Futebol Clube. Não existia ainda o mundão. Fez um gol inesquecível na partida Santa e Ipiranga, da Bahia, no campo do América. Ele mesmo relata: “Minha posição era centro-médio e me botaram de centro-avante. Não gostei. Estava lá na pequena área do adversário, quando Joaquim Português chutou mal. A bola vinha correndo, eu me virei, rapidamente, e fiz o gol. A torcida gostou. Começou a me chamar de Sebastião Virada, até hoje”…

 

AMADORISMO

 

O futebol, no tempo de Sebastião Virada, era de amadorismo. Relata o craque do passado: “O jogador trabalhava semana inteira. No sábado, ainda ficava acordado até meia noite. No domingo pela manhã batia bola, para jogar oficialmente, à tarde. Havia profissionais, porém muito pouco. Geralmente, o jogador quando entrava no time, recebia a promessa de que arrumaria emprego. Enquanto estivesse desempregado recebia “gratificações” pelas vitórias”.

 

Não existiam salários, luvas, nem bichos, no tempo da glória de Sebastião Virada. Os médicos do clube cuidavam do atleta, porém, a maior parte das vezes as contusões e os problemas de saúde eram cuidados pelo próprio jogador. Hoje, entrevado, ele afirma que ainda tem problema de meniscos que na época não solucionado como deveria ter sido.

 

MUITAS ALEGRIAS, NENHUMA MÁGOA

 

As mágoas de Sebastião Virada são esquecidas por ele muito facilmente. Não se lembra de nenhuma. Pede reservas para não falar sobre o preconceito racial que existia no seu tempo. Para o crioulo Virada, as maiores emoções, em formas de alegrias, são as viagens que fez, pela seleção pernambucana. Esteve na Bahia e conhece do São Paulo ao Pará, de ponta a ponta. O maior dinheiro que recebeu como atleta foi quando se transferiu do Santa Cruz para o Centro Esportivo da Encruzilhada, um conto de réis. Naquele tempo isso foi manchete. O defensor tricolor trabalhava de pedreiro. Nunca ligou para os estudos. Quando pendurou as chuteiras, deixando de participar do campeonato de 1934, o Náutico oi campeão pela primeira vez. Virada começava seu tempo de anonimato, sem estudo e sem economias.

 

NA SELEÇÃO

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Negro de baixa estatura, Virada gosta de recordar os fatos. Muito mais do que pensar no presente. “Dos craques atuais eu conheço, de vista, Zé Júlio e Luciano, que estiveram por aqui conversando comigo”, disse. “Pela primeira vez na seleção pernambucana de 1926, joguei contra o escrete cearense. Vencemos na prorrogação por dois a um, mas o jogo foi anulado porque não mudamos de trave. Voltamos a jogar com a mesma seleção e vencemos por três a dois. Contra o escrete baiano perdemos por oito a um, com gol de Roberto Coutinho, do Flamengo do Recife…”

 

“A seleção era formada por Nôzinho, Pedro Sá e Heleno Castelar; Euclides, Hermes Amorim e Tancrêdo Macedo; Bulhões Marques, Limão (do Náutico) eu (do Santa) e Napoleão e Roberto Coutinho”, disse Virada.

 

“Em 1929 – continuou, a seleção formou assim: Valença; Hermínio e Ciril Lessa; Mazinho, eu e Julinho Fernandes; Bulhões e Juba Hermes Amorim, Zezé Oliveira, e Aluísio Caldas, linha de frente do Esporte”.

 

HOSPEDE CORAL

 

Sebastião Virada é hóspede coral. Vivia apertado. No anonimato. Sem parentes ou amigos. Sem dinheiro e sem teto para morar. Conta: “Indo ocupar, muitas vezes o dr. Boanerges de Sousa (atual conselheiro do Santa Cruz), que foi da minha época. Ele disse que ia resolver minha situação, com o Sr. Alfredo Ramos. Reuniu o pessoal da Patrimonial e resolveu então que eu poderia ficar morando aqui. Eles me dão uma ajuda semanalmente, que dá muito bem para eu ir vivendo (Virada não quis revelar quanto recebe).

 

NUNCA SE ENAMOROU

 

Muitas mulheres bonitas existiram na vida do jogador Virada. O crioulo porém, nunca se apaixonou por nenhuma delas. Por isso não casou. Hoje vive sozinho. Ainda gosta de tomar “umas e outras”. Levanta cedo e dorme cedo. Fica por ali pelo Arruda. De vez em quando, alguém o reconhece. Um amigo lhe dá uns trocados, mas ele não pede nada a ninguém. Com chapéu preto, que sempre gostou de usar, lê os jornais, quando lhe emprestam e fica sabendo o que se passa no futebol, porque nem na concentração do Arruda ele vai. Quando quer ver um jogo no Mundão, só precisa sair do quarto. Nascido em Palmares do Uma, em 3 de setembro de 1901, Sebastião Virada é um ídolo do passado, feliz com o bicampeonato do Arruda, contente porque os tricolores lhe dão casa, roupa e comida. Tempo para encher sua velhice de recordações…

 

Reportagem e foto: Diario de Pernambuco

 

+ sobre Sebastião Virada
A estrela negra tricolor – parte 1
A estrela negra tricolor – parte 2

 

*Marcos Velloso, autor do blog Os Grandes Ídolos do Santa Cruz é estudante de jornalismo e acredita que o passado glorioso do Santa precisa ser melhor explorado.

Os Homens do Futebol

Qua, 15/10/08
por Elias Junior |
categoria Santa Cruz

homensfut.jpgO presidente Fernando Bezerra Coelho anunciou nesta terça-feira de forma antecipada o nome do novo treinador e o diretor futebol remunerado. Confirmando a contratação do atual treinador do Ipatinga, Márcio Bittencourt, que tinha seu nome sendo bastante cogitado como futuro comandante tricolor. Bittencourt em breve virá a Recife para assinar um contrato de 2 anos com o Mais Querido. O treinador continuará no clube mineiro até o final do Campeonato Brasileiro. O diretor de futebol será Luiz Antônio Ruas Capella, atual gerente de futebol do Santos. O presidente coral aproveitou a noite de novidades para anunciar a contratação dos serviços da Traffic, empresa de marketing esportivo que dará consultoria ao clube.

 

Márcio Bittencourt

 

Assumiu o Corinthians em 2005, e foi demitido do clube que viria a ser Campeão Brasileiro daquele ano por divergências internas.

 

No mesmo ano assumiu o Brasiliense, mas não conseguiu evitar o rebaixamento do clube candango para a Série B.

 

Em 2006 treinou a equipe do Fortaleza,

 

Em 2007 foi rebaixado no Paulistão com o time do América, e foi campeão da Copa Federação Paulista de Futebol pelo Juventus,

 

Em 2008 assumiu o Noroeste durante o Campeonato Paulista e no dia 24 de Agosto assumiu o Ipatinga, até então, último colocado da Série A.

 

Luiz Antônio Ruas Capella

 

Diretor-Auxiliar de Futebol de Base do Santos FC (2000-2003)

 

Diretor de Futebol de Base do Santos FC (2004-2005)

 

Diretor de Futebol Profissional (2006-2008)

 

 

Sei que faço parte de uma minoria, e que eu posso até ser interpretado de maneira errada, mas pela primeira vez não fiquei tão contente com um anuncio do nosso atual presidente. Não se trata de “cornetagem” ou qualquer tipo de pessimismo. Imagino o quanto deve ser complicado conseguir um treinador, ainda mais na situação em que nosso clube se encontra. Só acho que se tínhamos condições de trazer o Márcio Bittencourt, poderíamos contratar algum treinador mais experiente que impusesse mais respeito. Márcio Bittencourt vem fazendo um bom trabalho no Ipatinga, mas até por sua curta carreira como treinador, ainda não conseguiu nenhum grande destaque por seu trabalho nas equipes que passou, sendo assim, ainda o considero uma promessa e o Santa Cruz definitivamente não pode e não deve fazer qualquer tipo de aposta, principalmente no comando do time.

 

Espero de coração estar errado em minha opinião sobre este rapaz. Para ele também será com certeza um grande desafio e é admirável o fato dele ter aceito, sabendo ter um razoável mercado de trabalho nas Séries A e B. Pela euforia da torcida, pode ter certeza que não lhe faltará apoio para desenvolver um grande trabalho para firmar de vez seu nome no cenário nacional, com importantes conquistas com o tricolor do Arruda nas duas próximas temporadas.

 

Como diria o amigo Mota, muito sucesso aos homens fortes do futebol do Santa Cruz.

 

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Feliz Santa Cruz Novo!

Qua, 08/10/08
por Elias Junior |
categoria Santa Cruz

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Se o ano do futebol tricolor acabou bem mais cedo, as esperanças de um futuro melhor foram renovadas no dia de ontem com a posse da nova diretoria coral. Com a presença de uma inflamada massa, todos elegantemente trajados com o manto coral, o agora presidente Fernando Bezerra Coelho não perdeu tempo e já anunciou uma série de medidas imediatas, como as obras de recuperação do estádio do Arruda estimadas em R$ 4 milhões.

 

“Quero de forma rápida poder desenhar a modelagem da Arena Coral, que vai permitir ao Santa Cruz poder participar da disputa aonde serão realizados os jogos da Copa do Mundo de 2014. E finalmente, nós precisamos ter recursos para o nosso departamento de futebol. Ele será um departamento de futebol dirigido por um profissional de mercado. Nós vamos anunciar o nome do novo dirigente da área de futebol do Santa Cruz até o dia 20 de outubro, para que ele possa em conjunto com a nossa direção, formar a comissão técnica e a partir de novembro começar a contratar os jogadores que nós precisamos pra formar um time vencedor. Por isso, ao agradecer a presença de todos vocês, ao agradecer este incentivo, este estímulo, este apoio que estamos recebendo aqui no momento que estamos dando o primeiro passo, quero também pedir a vocês, a paciência, quero pedir a vocês a compreensão, quero pedir a vocês a colaboração. Nós vamos viver momentos difíceis, no futebol como na vida, nem tudo corre como nós planejamos, às vezes, teremos que amargar reveres, mas eu tenho certeza que nós vamos inaugurar um período de grandes vitórias no Santa Cruz.” discursou Fernando Bezerra Coelho, sendo ovacionado por todos. O presidente também deixou claro, que a construção de um centro de treinamento será um dos grandes objetivos da sua gestão.

 

No seu último discurso como o mais desastroso presidente da história do Santa Cruz, Edson Nogueira, pediu perdão a imensa e fiel nação tricolor e também foi homenageado pelos torcedores presente, que aproveitaram o clima de confraternização para deseja-lo em alto e bom som que a pomba da paz penetre em seu interior e libere fluidos de felicidade. (claro, que em outras palavras)

 


Emocionante vídeo produzido pelo pessoal da Coralnet, exibido na posse do novo presidente.

 

Para o Santa Cruz Futebol Clube, o futuro já começou.


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