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É serventia por conta da casa vazia

seg, 08/02/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

O tempo que você levará para ler este primeiro parágrafo foi o tempo necessário para que o time do Ypiranga abrisse o placar na partida de ontem. Também pudera, o consagrado atacante adversário, no qual não me recordo o nome, conseguiu de forma espetacular ludibriar nossa sempre tão segura defesa e soltar um petardo indefensável para o nosso não menos seguro arqueiro.

Nada que nos preocupasse. Afinal, tínhamos o jogo todo pela frente. E já que o Raimundão afirmou que nós tínhamos um time que disputaria até uma série A, o Ypiranga não deveria ser um grande problema. Ledo engano. Pelo jeito que o time de Santa Cruz do Capibaribe dificultou a nossa vida dá até pra acreditar que eles disputariam fácil uma Libertadores da América. E olhe que eles ainda estavam cheio de desfalques.

Foi aí que eu mudei de idéia. O empate no Arruda diante do time de Rosembrick e Cia., invictos a três rodadas deveria ser comemorado como uma vitória. Sem falar que pelos resultados da rodada, ganharíamos até uma posição na tabela de classificação. Que beleza, hein? Ficaríamos à apenas duas posições da zona de classificação.

Finalmente, aos 32 minutos do segundo tempo, após 3.516 cruzamentos sem sucesso na área adversária, o gol da persistência e o tão esperado empate. Pena que o Arrudão parecia tão vazio com o pequeno público presente. Tão pequeno que eu senti falta daquela bela festa que a torcida organizada faz dentro e fora do estádio.

No final do jogo, um pênalti claro não marcado pelo árbitro do jogo. Tudo bem que um pênalti naquela altura provavelmente nos daria a vitória, porém, devemos dar crédito ao nosso quadro de arbitragem que dificilmente erra contra o Santa Cruz.

Na próxima rodada, enfrentaremos a perigosíssima Acadêmica Vitória. Pelo que nosso time vem demonstrando na competição, acredito que temos totais condições de arrumar um importante empate fora de casa.

Dia três de fevereiro de 2010. Um dia fatídico na história do Santa Cruz.

qui, 04/02/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

A Voz da Nação - por Jade Amorim

Não pelo aniversário de 96 anos, que tinha tudo para ser uma data festiva, mas por ser um dia que marcou uma geração. Um dia que pode iniciar uma nova fase para a torcida tricolor, personagem principal dessa história e razão de ser última do Santa Cruz Futebol Clube.

Essa história começa do avesso. Mais exatamente como iniciou: de ovo virado, de faixa invertida da Inferno no começo da história. O Santa Cruz vinha de decepções intoleráveis, após anos a fio. O rival, de fases áureas. Sua faixa estava lá, na posição que permitia a todos ler claramente seu nome indizível. Esperávamos, como tolos, que o leão outrora chamado leoa, doador de inúmeros cabaços na história do futebol pernambucano, nos desse a honra de chocar nosso ovo virado. O ovo da cobra-coral. Sim, porque com nossas próprias forças, sabíamos, a tarefa mostrava-se escancaradamente impossível. Não, sozinhos não! Não com Raimundo, não com Robinho, Marcos Mendes, não com nossa zaga perronha. Mas acreditávamos que o leão chocaria o ovo da cobra, e finalmente voltaríamos à vida, a cobra-coral imponente, renascida da tristeza inglória, da paciência, palavra magoada, inouvível. Mas o que acontece?

O óbvio! Entregar o ovo para o inimigo chocar é loucura! É delírio! Ingrediente indispensável a todo tricolor, já nos canta o hino amado. Mas esse ingrediente, na falta dos outros, é traição ao que mais precisamos: raça e amor! Essa loucura delirante, que certamente vem das inúmeras histórias de sofrimento, de contrariedade, e de fé destruída e jogada ao solo já não os basta sozinha. Onde está a indignação? Todos voltando calados, anestesiados, ninguém que exponha raiva, que expulse de si o desejo de mudança e vocifere aos quatro cantos do Arruda! Nas arquibancadas, na geral ou sociais, o silêncio era ensurdecedor.

Não há mais um tricolor que suporte, mas já todos os tricolores estão sedados. É necessidade da vida mesma, quando não se aguenta mais, ou se luta contra, ou se entrega. Mas o retrato da torcida tricolor era o da derrota. A foto de aniversariante era escura e deprimente. Por pouco não queimava, o que seria um alívio para todos. Alguns tinham mesmo vontade que tudo desmoronasse, que o Santa Cruz deixasse de existir para enfim lhes libertar do pesadelo.

Mas ele continuava ali, gigante, imponente. Imponente? Enfim, um gigante de fraldas. Chorando por alguém que o cuide, que o enxergue, que o alimente com o que ele costumou-se a comer: futebol, raça e amor! Não, delírio é o resultado de uma noite tanto atormentada quanto felicíssima. Mas como diz o hino tão amado, raça e amor são os ingredientes desse clube! São o combustível que move essa torcida tão fiel. Uma torcida que se diz rapariga. Mas voltemos à realidade: rapariga é um termo leve, que não qualifica devidamente nossa situação atual: somos cornos. Cornos por sermos fiéis até o fim e de sermos traídos em nosso sentimento puro, em nossos corações sedentos de amor.

Mas o corno é um bravo humano. Um sobrevivente da torpeza alheia, um mártir da paixão. Não, ele não é o pior da escala dos sofrimentos amorosos. O pior, amigos de dor, é o traidor. É ele que joga fora todo sentimento puro, tudo a que todo ser humano entrega a vida. Ele será desmascarado, enfim. Mas cada coisa na sua hora. Ainda apontaremos para o traidor e lhe cobraremos toda a verdade, e a força do amor lhe varrerá. A isso se chama esperança. E ela nunca tarda. Virá que eu vi!

Pois, porém e entretanto, ainda nos resta a raça! Busquemos ela dentro de cada um de nós, pois ainda a possuímos, então nos indignemos! A indignação fornece a força de vencer! A força de vontade da revolta, da reviravolta, da revolução!

Busquemos o futebol perdido e atraiamos novamente o delírio de amor de volta ao nosso mundão. Mundo que está entregue aos inimigos, que banqueteam-se em nossa própria casa.

Não desanimem! Não, vocês não são guerreiros. Vocês são humanos, sofredores como qualquer outro! São peões num jogo de xadrez. Mas que, inúmeros, podem vencer qualquer rei. Qualquer rei da selva cheio, de pança cheia de tanto banquetear-se. E que não espera jamais que aqueles entorpecidos a ordem e finalmente enxerguem a força que têm, a força da maioria. Unamo-nos tricolores! Juntos, somos fortes e ninguém pode nos vencer, somos a força que nunca decepcionou nosso estado Pernambuco amado. Por quê agora? Não, jamais nos entregaremos, somos os que buscam da indignação da dor, do sentimento de injustiça a força para vencer!

Jamais deixaremos de cantar! Santa Cruz até morrer!

Parabéns pra você!

qua, 03/02/10
por Elias Junior |
categoria Santa Cruz

03 de fevereiro de 2010. Hoje, o Santa Cruz Futebol Clube comemora 96 anos de história.

96 anos de conquistas inesquecíveis e de derrotas que parecem nos atingir a alma.

96 anos que fizeram uma verdadeira legião te seguir com uma devoção que não se explica com palavras, apenas sente-se. Onde amar o Santa Cruz é um lema, seguido a risca, visto nos rostos que alegram as Repúblicas Independentes do Arruda.

96 anos de uma história que começou de uma brincadeira entre onze meninos e que tomou proporções que a própria razão desconhece. Um clube que nasceu alvinegro e adotou o vermelho. Vermelho, cor da paixão. Paixão por um clube que por sua história desprovida de qualquer tipo de preconceito ganhou a simpatia do povão.

96 anos que será comemorado justamente no dia do clássico das multidões, diante do nosso grande rival. Se o momento não é dos melhores, a esperança por dias melhores é transmitida pelo nosso próprio passado, quando alguém profetizou em sábias palavras de que: “O Santa Cruz nasceu e viverá eternamente”. Quem duvida disto, na verdade teme o inevitável ressurgimento triunfal do Terror do Nordeste.

Hoje, 03 de fevereiro é dia de colocar o orgulho tricolor na rua, se bem que para nós, não é preciso data. O orgulho, o amor, está no dia a dia. É um estado de espírito, uma identidade, de coração sincero, eterno como o amor.

Adaptação do texto de Tiago Medeiros

Vídeo: Junior Santos

Dor de Cabeça

seg, 01/02/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

Voltar de Caruaru de cabeça inchada está se tornando uma tradição para o torcedor do Santa Cruz. Infelizmente, neste domingo não foi diferente. Em dois minutos, dois ataques, duas cabeçadas e dois gols que decidiram o jogo ainda no primeiro tempo. Minutos depois, a defesa que novamente bateu cabeça em excesso na partida, permitiu que o ataque do Porto concluísse em gol e decretasse de vez a vitória do gavião.

Por falar em defesa, fica mais evidente a cada rodada que ali está nossa maior dor de cabeça, incluindo os volantes, goleiros e claro, a lateral esquerda. Pra completar a atuação bisonha de ontem, os outros setores tiveram atuações equivalentes. Até o meio de campo, onde tínhamos a esperança de que experiência de Jackson como cabeça pensante do time e o garoto Natan, grata revelação do clube fizesse a diferença na partida, teve uma atuação abaixo da crítica.

Agora, o treinador Lori Sandri, que sempre demonstra ter a cabeça fria (até demais) tem seu cargo ameaçadíssimo, já que agora, além do time não mostrar um bom futebol, também não vem obtendo bons resultados. O próximo jogo será nada mais, nada menos que o maior clássico do estado, diante do líder da competição e o que é pior, exatamente no aniversário de 96 anos do clube. De certo é que teremos muito trabalho para levantar a cabeça e a moral do grupo até lá.

O time que apesar da derrota, fez na última quarta-feira no jogo contra o Náutico, na minha opinião, a melhor partida até então, deu a entender que poderia a partir dali evoluir tecnicamente, mas acreditar nisso, parece ter sido coisa da minha cabeça.

Resumo do clássico

qui, 28/01/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

Mercantilista
























fonte: Diario de Pernambuco

Um clube valoroso, uma torcida nem tanto

qua, 27/01/10
por Elias Junior |
categoria Outros

Lembro-me da época que passei a frequentar estádio de futebol. Naquele tempo o clássico entre Santa Cruz e Náutico não fazia jus ao nome de clássico das emoções, pelo menos para mim que ainda estava descobrindo o futebol.

Talvez aquele tenha sido o pior momento da história do time de Rosa e Silva e qualquer resultado que não fosse a vitória contra eles era decepcionante.

A enorme crise no clube alvirrubro naqueles anos culminou com o rebaixamento do time para a série C e eu sequer tinha motivos para discutir com os raríssimos amigos alvirrubros sobre uma possível rivalidade entre os dois clubes. Diante do que eu presenciava e pelo pouco conhecimento na época, tinha a imagem de que o Náutico não passava de um clube sem qualquer tipo de expressão.

Diante daquele quadro adverso, o que se via era uma inexplicável falta de interesse por parte de seus torcedores que naquela altura abandonaram o clube, literalmente. Os públicos pífios eram frequentes pelas bandas dos Aflitos mesmo em partidas importantes.

Apesar do histórico preconceituoso do clube, com o tempo fui conhecendo um pouco da história e reconhecendo o valor daquela instituição, até então, quase centenária. Mas aquela imagem apequenada que tinha só veio começar a mudar mesmo a partir de 2001.

Naquele ano, o Sport tentava o hexacampeonato estadual, este que é o título de maior orgulho da torcida do Náutico. Para evitar que isto ocorresse, vários alvirrubros influentes entre dirigentes e empresários abraçaram a causa de bater de frente com a hegemonia rubro-negra no estado e conseguiram o que parecia improvável.

A partir daí o clube só cresceu em todos os sentidos. O Náutico voltou a ser uma grande força, vencendo inclusive algumas decisões diante do Santa Cruz. Junto com a glória veio o grande motivo pelo qual hoje eu considero parte desta torcida desprezível. Os poucos conhecidos que assumidamente torciam pelo clube independente de fase se transformou em vários torcedores que eu nem sequer sabia que gostava de futebol.

É evidente que não se pode generalizar toda a torcida. Conheço vários torcedores do Náutico que sofreram, mas não abandonaram o clube no momento mais critico, porém, tenho convicção ao afirmar que se trata de uma grande minoria.
A moda entre os novos fanáticos por futebol era ir para os Aflitos assistir o jogo do Náutico. Afinal, ali estava a elite pernambucana, a torcida mais bonita do estado, um verdadeiro fenômeno. Quem te viu, quem te ver.
A união dos grandes alvirrubros deu tão certa que o clube saiu de um abismo e chegou a tão desejada 1ª divisão. Um prato cheio para o surgimento ainda maior de torcedores de momento que fazem uma bela festa no seu pequeno campo, um verdadeiro caldeirão que inclusive botou medo em muitos clubes da série A. Mas cabe a pergunta: E quando a moda passar?

editado em 02/02/2010

Os prós e contras de mais um vitória sofrida

ter, 26/01/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

É inegável que três vitórias e um empate nos quatro primeiros jogos acaba sendo um bom inicio de campeonato em termos de resultado. Ainda mais se levarmos em consideração que a regularidade será imprescindível para a classificação ao final das 22 rodadas desta primeira fase. O problema é que não consigo enxergar uma evolução ou pelo menos uma oscilação técnica do time a cada partida.

A mediocridade do futebol apresentado pelo time até então, me fez até concordar com a constante insatisfação das sociais do Arruda.

Por outro lado, ficou evidente que Jackson preenche a lacuna no time quanto à experiência necessária na armação do meio de campo. Outro fator positivo na partida de sábado foi o fato do time ter tirado das costas o peso de não vencer a tanto tempo no estádio do Arruda. A ansiedade dos jogadores dentro de campo, claro que dependendo dos próximos resultados, diminuirá junto com a nossa impaciência nas arquibancadas.

Algo que eu sempre fiz questão de elogiar, quase que em todas postagens deste blog, é sobre nós, os torcedores do Santa Cruz. Porém, três coisas me chamaram a atenção negativamente no sábado.

Primeiro; o decepcionante público de 17 mil pessoas. Tá, talvez neste sentido eu esteja um pouco “mal acostumado”, mas a expectativa seria de um público recorde e eu não consegui encontrar explicação para que isso isto não acontecesse.

Dentro do estádio meu pai me chamou a atenção de como não sabemos cuidar do nosso próprio patrimônio. É incrível como muita gente faz questão de ir pisando nos assentos para se movimentar dentro das sociais (provavelmente nas arquibancadas também seja assim). O pior é ver que o espaço de cimento restante é ignorado e o individuo prefere pular de um assento para o outro. Depois somos os primeiros a reclamar do péssimo estado de conservação do nosso estádio.

E por último, o que parece ter virado costume em jogos do Arruda, a invasão dos torcedores da geral para a arquibancada. Não sei se o clube abre os portões ou ele simplesmente é arrombado. Apesar da linda festa que a Inferno Coral faz atrás da barra, acaba sendo injusto com quem pagou mais caro pelo ingresso de arquibancada.

A vitória, mais uma vez sofrida, serviu de motivação para o jogo contra o time de rosa e silva e se ainda não estamos apresentando um bom futebol, o nosso adversário muito menos. Não que teremos vida fácil nos Aflitos, mas apesar de tudo, temos todas as condições de conseguir um bom resultado no clássico, o que motivaria de vez, o ainda ressabiado torcedor coral.

Uma estreia digna de quem sabe

dom, 24/01/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

A Voz da Nação - por Jade Amorim

O jogo deste sábado, entre Santa e Vera Cruz, o tricolor genérico de Vitória de Santo Antão, marcou a estreia de Jackson, a estrela do estadual e jogador mais renomado da Cobra-coral nesse início de campeonato. Seu primeiro jogo já mostra que o cara não veio pra brincadeira, e que sua passagem pelo Santa promete ser inesquecível.

Público decepcionante

Logo de cara, pra quem foi ao estádio, ver a pequena quantidade de torcedores decepcionou. O tempo chuvoso e a péssima impressão causada pelos últimos jogos serviram para afastar grande parte da torcida tricolor, conhecida pelas multidões que consegue aglomerar. A diretoria deve estar fazendo alguma forma de laboratório com a relação público-renda, tentando encontrar o preço ideal do ingresso. Somente isso explica os altos preços cobrados comparados à qualidade do futebol apresentada e a situação que enfrenta o clube.

Torcida impaciente

O início da partida mostra o nervosismo do time, seguida à risca pela torcida, que se mostra impaciente e temerosa de mais um tropeço jogando em casa. Vaias e reclamações ecoam pelo estádio. O Vera Cruz domina claramente as ações do jogo, e o esquema com três volantes mostra a deficiência do setor, que não se serve ainda um jogador que mostre o mínimo de qualidade.

A sorte sorri novamente

Com um jogo terrível tecnicamente, com o nível das peladas dos campos de várzea, a indignação inicial começa a dar espaço para o desânimo para todos os que acompanham as lambanças dos dois times. Dado o panorama, mais uma vez a sorte nos sorri: André Paulino, que minutos antes havia sofrido uma falta que o colocara em risco de substituição, finalmente sai de campo sem condições de jogo, cedendo lugar a Jackson, a estrela de primeira grandeza do Mais Querido. A torcida, antes apática, vai ao delírio. Parece prever o que todos já esperavam: finalmente veremos um time com o mínimo de qualidade, de cadência, e teremos enfim a possibilidade de voltar a mostrar um bom futebol. Até o tempo abre, mostrando um belo céu azul.

Jackson dá outra cara ao time

De fato, a entrada de Jackson, que impulsiona o time para um 4-4-2 ofensivo, com dois meias, dá nova vida à equipe. Os jogadores em campo parecem acompanhar a empolgação da torcida, e apresentam um futebol de mais velocidade, de maior penetração e de troca de passes. É notório como todo o time sobe de produção, passando da total mediocridade à atuação no mínimo aceitável que se espera do gigante Santa. Os jogadores naturalmente passam a buscar Jackson em quase todos os lances do meio pra frente.

Matuto em mal dia

As jogadas do Santa se concentram pela direita, com Matuto. É bastante perceptível que o ala direito não estava conseguindo realizar os cruzamentos que o fizeram o escolhido para a vaga titular. Muitos erros nas bolas alçadas à área.

Vera Cruz facilita

O Santa tropeça nos próprios pés, cometendo erros infantis. É preciso deixar claro que o Vera Cruz não oferece perigo, e espera as ações do Santa, deixando de efetuar o futebol de pegada que caracteriza os times interioranos. Não fosse a brilhante atuação de Jackson, teríamos mais uma vez sufoco para vencer.
O lance de maior perigo para o Santa Cruz no jogo foi a quase expulsão de Jackson, que se safou de levar o segundo amarelo, talvez em virtude do pênalti mal marcado pelo árbitro.

Nattan

A entrada de Nattan mostra o quanto o jogador pode render à equipe. Boa movimentação, tranqüilidade com a bola, inteligência. Uma promessa nítida de um futuro brilhante. O segundo gol, com participação decisiva dele, prova que ele sabe o que fazer com a bola nos pés. Uma bela assistência. Seus chutes mostram pontaria, ao contrário dos outros companheiros.

Volância com problemas

O pior setor do time. É preciso se ter em mente que um volante ruim é um armador em potencial da equipe adversária. A zaga precisa de proteção, e um esquema com dois zagueiros necessita de volantes que cumpram bem o seu papel, principalmente na primeira-volância, responsável pelos desarmes. Volantes não podem errar passes bobos, e é o que acontece sistematicamente.

Contra-ataques com freio-de-mão puxado

Ficou evidente, também, que em alguns contra-ataques parece haver uma barreira invisível erguida no meio-de-campo que impede a equipe de subir. Pelo menos 5 jogadores ficam postados sem fazer o apoio. Talvez uma opção do técnico, já que a cena se repete pelo menos por três vezes.

Jackson vai ter trabalho com esse time!

O que dá pra notar é que Jackson espera uma coisa do lance, e o time, por falta de técnica, acaba deixando de aproveitar as jogadas criadas. De nada adianta um meia que arme toda a jogada e o atacante desperdice. Foi o que aconteceu com Joelson e Elvis, ainda no primeiro tempo. Joelson perderia pelo menos mais duas oportunidades de gol.

Zaga preocupa

Em diversos lances o ataque do vera Cruz fez o que quis na penetração, sem que houvesse desarme. Não fosse a falta de pontaria do time, o resultado poderia ser outro, apesar da superioridade do Santa no jogo. Muitos chutes a gol da entrada da área sem a devida proteção. Alex Xavier tem vaga nessa zaga. Esperamos que o desfalque o capitão traga de volta oxerife da Copa PE, que mostrou já que é um bom jogador.

Darcy definitivamente acorda

Duas belas defesas, bastante difíceis, uma digna de paredão. Parece estar consolidando sua condição de titular.

Jackson para batedor de faltas!

Nem Robinho nem Alysson conseguem fazer a bola passar da barreira. Jackson mostrou que bota a bola onde quer, principalmente por cima. Tem que ganhar a chance.

Juiz falha para os dois lados, mas prejudica mais o Santa

Marcação de penalty para o time de Vitória irrita a todos no estádio. Jackson claramente desarma na boa o jogador do vera Cruz, mostrando mais uma vez como é indispensável, mas o juiz falha feio e aponta a marca penal.
Num lance do Vera Cruz em cobrança de falta para dentro da área tive a nítida impressão de que o jogador do time adversário havia sido segurado.
Num belo chute de Natan, o zagueiro do Galo de briga bota a mão na bola, mas nada é marcado.

Souza estreia bem e traz esperanças

O atacante entrou muito bem no lugar do fraco André Leonel, mostrando muita habilidade e velocidade, além de penetração pela esquerda, outro setor deficitário do Santa Cruz. Num lance por essa ala, deu lindo drible no zagueiro , tocando a bola para Jackson no melhor estilo Ronaldinho Gaucho, olhando para o lado oposto. O craque tricolor perdeu o lance, mas ele pode!

Vamo que vamo!

De maneira geral, a possibilidade de armação de uma boa equipe se mostra evidente a cada jogo. As peças parecem estar se encaixando e os destaques começam a aparecer. Nattan tem vaga no meio de campo, mas deve-se ter cuidado para não queimá-lo. Léo pode ser mais testado, já que a volância está muito mal servida. Alex Xavier merece a vaga de titular e Alysson idem. Mostram muito mais desenvoltura na proteção do gol de Darcy e Alex Xavier é o capitão moral do time desde muito tempo. Jefferson é outro que pode entrar, já que Robinho é péssimo no apoio. Matuto decepcionou no último jogo, mas pode ser ainda avaliado melhor.
O time pode evoluir muito com o encaixe das peças certas. Quarta-feira entraremos em campo defendendo a supremacia diante do rival do bairro dos Aflitos, e temos grande chances de sair com a vitória. Quem é tricolor acredita: vencer a Barbie não é assim tão difícil!

Uma vitória anestésica

qui, 21/01/10
por Elias Junior |
categoria Pernambucano

A Voz da Nação - por Jade Amorim
O Santa Cruz dirigiu-se à terceira rodada do pernambucano com uma meta bastante clara: conseguir uma vitória e evitar o total descrédito do torcedor, calejado das inúmeras decepções dos últimos anos. A partida contra a Cabense atraía toda a atenção da torcida, que poderia criar ou desfazer finalmente as expectativas com relação à equipe, após mais um tropeço diante do Central de Caruaru em pleno Arruda.

A etapa inicial de jogo, durante todo o primeiro tempo, demonstrou uma equipe desencontrada, sofrível, que não saía da marcação com eficiência e que batia cabeça em todas as jogadas: erros de passe, entrega do domínio do jogo e da posse de bola ao time adversário.

O esquema 3-5-2, com essas peças, demonstrou ser uma falha na montagem do time em campo. Não há um encaixe do time nesse esquema. O lance mais perigoso do Santa, sob essa tática, foi uma bola chutada por Joelson que passou a dois metros do gol da Cabense.

Sem chutes a gol, sem chegadas perigosas, o Santa se igualava à Cabense em forças, o que é ridículo pra um time que planeja chegar com chances de disputar o título ou mesmo que se auto-intitula equipe de nível série A.

No segundo tempo, a expulsão do jogador da Cabense mudou o panorama do jogo. Infelizmente, nem todos os jogos nos permitirão uma vantagem numérica. Há algo errado, e precisamos corrigir. Os tropeços do Náutico nos dão um certo alívio nesse sentido, já que nos põe em situação mais confortável nesse início, mas é imprescindível a mudança.

Após o fatídico lance do cartão vermelho, Santa Cruz dominou a posse de bola, o que nos deu maior volume de jogo e maior criação de jogadas, além de levar perigo ao adversário no ataque, mas ainda assim de forma afobada e desencontrada.

Os gols vieram de erros do adversário, o primeiro numa bola parada, o segundo numa linha assombrada da Cabense.

O time precisa jogar num esquema ofensivo, incisivo. O 3-5-2 destruiu a equipe em campo. O 4-4-2, apesar da vantagem numérica, trouxe mais volume de jogo, posse de bola e ofensividade, além de possibilitar os gols.

Análise individual dos destaques negativos e positivos:

- Darci: Melhorou, demonstrou mais trabalho, esforçou-se, fez boas defesas, teve melhor saída de bola e inclusive uma ponte que me fez aumentar as esperanças no jogador.

- Robinho: Que péssimo lateral, apesar da velocidade, não sabe cruzar na área. SEMPRE bolas rasteiras cortadas pela zaga, cobranças de falta na barreira, além de uma reversão. Precisa voltar pra escolinha, e o Santa não é uma. Tem que contratar um lateral esquerdo URGENTE!

- Matuto: Entrou bem, as jogadas se concentraram na lateral esquerda, mas quando cruzou foi or cima, buscando o jogo aéreo. Com isso, mostrou visão de jogo, o que faltou no colega ao lado oposto… Movimentou-se bem e não comprometeu.

- Élvis: Grande movimentação, foi caçado em campo, mais de 7 faltas sofridas. Junto com um bom meia, pode render muito bem, apesar da falta de objetividade.

- Marcos Mendes: Já conhecemos a peça. Péssimo jogador, falhou na zaga, armando um lance de perigo para o time do Cabo, falhou no contra-ataque da Cabense e não demonstrou nenhuma qualidade epecial que justifique sua titularidade absoluta. Sua permanência é um mistério…

- Joelson: Lento com a bola nos pés, fez dois gols, um que até Stevie Wonder fazia. Talvez renda com Gaúcho no ataque, já que finaliza mal, muito mal.

- Lori: Acertou nas mudanças na equipe, principalmente no esquema. Não analiso aqui a mudança peça por peça, o que seria um erro, já que as mudanças foram consecutivas e coerentes em relação à alteração de esquema tático. Se safou de iniciar uma crise com a torcida e a diretoria, já que ninguém aguenta mais esperar o Santa engrenar. Tem que agradecer ao cara expulso da Cabense, também. Já pegou o telefone dele? Gostei de ter posto Léo e Natan, diminuiu um pouco a imagem de treinador paneleiro.

A sorte dessa nos foi favorável, apesar de mais uma bola na trave. Esse, talvez, tenha sido o melhor sinal desse jogo, aquele que nos dê mais alento e esperança.

Temos ainda peças que trarão mais canxa à equipe, como Jackson, que melhorará o passe e a cadência, além das armações, Gaúcho, que pode incremenar as finalizações, por ser especialista, e Léo, que entrou bem, dando uma assistência e mostrando desenvoltura na ofensividade, característica primeira de um segundo volante.

Sábado, todos os caminhos levam ao Mundão!

Sobre o Nordestão

ter, 19/01/10
por Elias Junior |
categoria Outros

As especulações sobre a possível volta do campeonato regional do Nordeste ganharam força nos últimos dias. A volta do Nordestão já é uma realidade, inclusive, com o aval da própria CBF.

Para quem não conheceu, a Copa do Nordeste que posteriormente passou a se chamar Campeonato do Nordeste foi disputada entre 1997 e 2003. A grande rivalidade regional e estadual entre os clubes fez com que em pouco tempo a competição se tornasse sucesso em todos os sentidos, chamando a atenção do Brasil inteiro e tendo a maior média de público do país.

Uma forte ação de marketing realizada por uma empresa especializada tornou o campeonato altamente rentável, atraindo grandes investidores, inclusive, uma importante empresa deTV por assinatura que transmitiu a competição para todo o país. A revista Placar destacou na capa o sucesso da competição com a seguinte manchete: “Nordestão: O melhor campeonato do Brasil”.

Como os outros regionais não tiveram o mesmo êxito e com a instituição do sistema de pontos corridos para o campeonato nacional a CBF tornou inviável a continuidade de tais competições, já que não haveria datas suficientes para realização das mesmas. O Vitória e o Ceará, junto com outros clubes de menor expressão tentaram bater de frente com esta imposição, mas a ausência das outras grandes forças da região que covardemente se submeteram ao boicote da CBF fragilizou a competição que culminou com sua “extinção”.

Não é de se estranhar que após o fim do Campeonato do Nordeste, vários clubes enfrentaram crises jamais vistas em toda sua história. Os tradicionalíssimos Vitória e Bahia despencaram até a Série C, e o nosso Santa Cruz, não preciso nem falar. Diante deste quadro decadente, a idéia da volta do Nordestão ressurgiu como sendo a salvação dos clubes da região.

Especula-se que a competição já estaria confirmada para 2011 com possibilidade de realização ainda este ano. As alternativas para encaixar a competição no calendário do futebol brasileiro são durante a Copa do Mundo ou paralelamente a Copa Sulamericana.

Das duas eu acredito que a segunda alternativa seja ideal. Movimentar os clubes durante o período da Copa seria interessante, mas poderia ser prejudicial em termos de visibilidade querer dividir as atenções com o maior evento de futebol do planeta.

Para Copa Sulamericana são reservadas 10 datas, sempre no meio de semana intercalando com o Campeonato Brasileiro. Essas datas seriam suficientes para a realização do regional com os clubes divididos em grupos, por exemplo, mas insuficientes para o sistema de pontos corridos como foi no auge da competição.

Uma boa forma de motivar ainda mais a competição, já que teríamos o aval da própria CBF, seria concedendo ao menos uma vaga para Sulamericana. Como os campeonatos aconteceriam simultaneamente, os participantes da Sulamericana não disputariam o regional como acontece na Copa do Brasil / Libertadores.

E que volte o Nordestão!



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