Bom pessoal, o Juve ta rebaixado, o São Paulo é campeão e só se fala no Corinthians na segundona… Enfim, muita coisa interessante aconteceu ao longo desse brasileirão. Infelizmente as coisas não ocorreram como nós imaginávamos, mas tenho certeza que essa queda só nos deixará mais fortes. Este ano a torcida esteve junto em todos os momentos. O ano que vem não poderá ser diferente.

Começamos o ano com o anúncio de uma parceria que iria revolucionar o Juventude, a cidade e os campeonatos que viéssemos disputar. Tanto que, segundo o planejamento da nossa parceira, no máximo em 2009 seriamos campeões brasileiros. Enfim, ia entrar um rio de dinheiro e os títulos começariam a aparecer.

Assim entramos no Gauchão, com sorriso de orelha a orelha, só esperando a assinatura do contrato e a chegada de um time repleto de craques. E o Gauchão foi passando, o Ju não convencia e nada do anúncio. Então, cheio de dificuldades conseguimos chegar a final do Gauchão. Talvez aí esteja o nosso maior problema. Nos iludimos por ter chegado a final do campeonato, o que não acontecia desde 2001 e acreditamos que os problemas se resolveriam ao longo do Brasileiro.
Assim o Ju já chegou derrotado para os enfrentamentos com o Grêmio. Como se não bastasse, depois de permitir o empate em Caxias, o professor Ivo faz algumas invenções no Olímpico, como a entrada do gremista Paulo Ramos que não jogava a alguns meses. Aí veio aquela humilhação. Dizem aí que o Ivo queria ter saído logo depois do 1° jogo, em Caxias. Mas foi convencido a ficar no clube e deu no que deu. Não que a culpa seja do Ivo, de quem eu gosto muito, mas foram uma série de problemas que culminaram nesse desastre.

Nesse meio tempo a Red Bull já havia pedido mais tempo para repensar a parceria. Em outras palavras: fud…
E veio o Brasileiro. Perdemos para o Corinthians em São Paulo e o Ivo pediu demissão. Mas antes ele tinha pedido uns 10, 12 reforços, que mal chegaram e já começaram a ser dispensados. Conseguimos contratar um zagueiro que estava suspenso por 120 dias. E na hora de dispensar tem que pagar a rescisão do contrato!!!

Depois do Ivo veio o Valteir, que teve que assumir a bomba por 2 jogos. 2 derrotas. Esse foi o nosso pior começo de campeonato desde que voltamos a 1ª divisão, em 1995.
Depois de muito procurar e planejar chega a Caxias um ídolo da torcida: Flávio Campos. Mas o ídolo era o Flávio de 1998 e 1999, campeão de tudo, e não o técnico que havia chegado.

Ganhamos 2 partidas seguidas e começamos a pensar que tudo se resolveria, como sempre se resolveu. Mas aí o time afundou novamente, dentro e fora de campo. Depois de uma troca de acusações, o Da Silva acabou sendo dispensado. Aí que o barco começou afundar. O Alex Alves já estava suspenso por doping, 120 dias (a maior sacanagem que já fizeram com alguém!!!) e agora sem o Da Silva… Enfim, acabou nosso ataque.
E o campeonato seguiu em frente e nada do Juventude deslanchar (mas também, nem poderia). Jogamos contra Náutico, Figueira, Fluminense, Atlético Mineiro, enfim, tudo isso em casa, no Jaconi, onde sempre fomos imbatíveis.
Para se ter uma idéia, ano passado perdemos apenas 3 jogos no Jaconi. Esse ano já perdi as contas. Infelizmente o resultado final não poderia ser outro…
O 1° turno se aproximava do fim e os problemas com o time continuavam. Então chegou-se a conclusão que o Flávio tinha que sair. Saiu o Flávio. E quem é que chega???
Lima Duarte. Se fosse o Lima talvez os resultados não seriam tão terríveis como foram com o Claudião. Um cara que sempre falou mal da Papada e puxa o saco do Saraiva nunca teria êxito no Juventude. Ta aí, depois do Lazzaroni eu nunca mais tive vontade de surrar nenhum técnico do Ju. Mas com o Claudião essa vontade voltou…

O mestre conquistou apenas 1 ponto. Fez uma intertemporada de uma semana com a equipe e momentos antes do jogo contra o Corinthians pulou fora do barco. Alegou que tinha gente interferindo na escalação do time. Mas também, quem é que agüentava o homem?!?!?! Enfim, esse nunca mais pisa no Jaconi.
A esse ponto já estávamos lá na ponta de baixo da tabela. O 1° turno já havia terminado. Precisaríamos de uma campanha semelhante à do Goiás, em 2004, quando de lanterna quase chegou na Libertadores, para escapar da degola.
Mas no fim percebemos que não era preciso tanto, apenas mais 5 pontos seriam suficientes para escapar da Segundona.
Aí quando o Beto Almeida chegou não dava mais tempo. Ainda fizemos uns crimes fora de casa, como Palmeiras e Vasco. Ou melhor, apenas esses crimes, acompanhados do Cruzeiro, ainda no tempo do Flávio.

Quando conseguimos arrumar nossa zaga, ganhamos 3 jogos seguidos: América, Cruzeiro e Goiás. Então os Emirados Árabes me levam o Leonardo Silva. Aí se foi a zaga de novo. Até arrumar de novo levaria mais umas 7, 8 rodadas… E não deu, não acertamos mais a zaga até o final do campeonato.
Não posso deixar de lembrar: pra variar um pouco perdemos pro Grêmio em casa. Isso colocou nossa autoconfiança lá nos calcanhares. Empates com Flamengo e Atlético PR nos quebram de vez. Derrotas para Figueira, Náutico, Paraná e Sport fora de casa também foram decisivas. Pra finalizar uma última respirada contra o Palmeiras e São Paulo. Aí perdemos para o Atlético MG e o adeus a 1ª Divisão foi dado contra o Fluminense.
E para encerrar este ano maldito, nos despedimos com vitória contra o Sport.

E ainda esqueci de mencionar a demissão do Rodrigo Poletto, uns dos grandes profissionais da preparação física, que hoje está na seleção do Panamá. Demissão suspeitíssima, onde no seu lugar assumiu o vovô Álvaro Peixoto. Não foi a toa que a nossa preparação (preparação? Tinha isso???) simplesmente era nula. Quando ele também saiu do clube os jogadores começaram a ganhar ritmo, lá na metade do 1° turno.
Que ano mais sem vergonha.
Só nos resta esperar o próximo ano e que entramos com garra e vontade de ganhar alguma coisa. Acho que subir para a 1ª Divisão é obrigação. Também é obrigação não fazer fiasco no Gauchão e ir longe na Copa do Brasil.
Não queria me alongar muito, mas não teve como, impossível falar pouco de um ano como este.
E para o ano que vem minha bandeira no alambrado já está reservada com a tradicional frase:
FORZA JUVE
