A mudança chegou
A despeito da evasão de atletas de base que está ocorrendo no nosso clube o sentimento que dominou a reunião de ontem é de que a mudança está definitivamente instalada. Óbvio que essa novela com a empresa vai ter novos capítulos, e do jeito que vai, acredito que o Figueirense vai perder mais ainda.
Claro que não queremos aceitar as perdas, e é para tanto que estamos vigilantes aqui. Não temos o poder de comando, mas, de alertar ao torcedor nós temos, e estamos exercendo. Porém, a ansiedade é grande para saber como o Figueirense vai retornar, para, o mais breve possível, voltar a crescer.
A Era PPP acabou. É fácil notar no semblante dos envolvidos a gana de pegar e construir um novo clube. Entre os torcedores, apesar das desconfianças com o andamento do processo de transição, não existem dúvidas que dia 22 de março é o fim.
Mesmo parte da mídia que ainda venerava a FPSA, hoje, concorda com o entendimento gerar que a empresa sai protegendo, prioritariamente seus ativos, e não o do Figueirense. O entendimento geral fala que Aragão não protegeu como deveria os interesses do clube, pior, desrespeitou o pedido do Conselho.
Acabou. Agora, está se fazendo a mudança. Pena que o modo que esta se operando a saída da empresa do clube vai manchar, pelo menos na minha concepção, a história dela no clube. Nunca se negou e nunca se negará os benefícios que o clube teve com a empresa, mas, a saída ficou caracterizada de forma negativa para a empresa.
No dia 22 de março um novo Figueirense irá nascer. O Conselho Deliberativo vai retomar o clube. Transparência é uma de suas propagandas, porém, antes de tudo, uma exigência dos torcedores.
Transparência essa que vem ocorrendo, e que, até o momento vem se cumprida. Claro que ainda existe a desconfiança, típica de quem é bombardeada por várias versões, mas, ao que tudo indica está prestes a acabar.
Sinal disso é que um dos pedidos do Comitê de Transição da minuta de destrato, ou seja, do contrato que mostrará as condições da saída da Participações do clube, é que não seja confidencial. Isso só não ocorrerá se a Participações não quiser, o pedido vou ontem foi explicitado na reunião. Ponto super positivo para o Comitê de Transição.
O meu sentimento, baseado no que eu ouvi ontem, é de esperança.
Esperança que os projetos de gestão de pessoas apresentada por Renan dal Zotto modifique a cara do Figueirense (matéria que o Meu Figueira trata aqui).
Esperança que finalmente o projeto imobiliário, ouvindo a fala de Edson Silva, saia do papel e aumente o patrimônio do clube (saiba mais no Meu Figueira ou no Diário Catarinense). É tão concreto que as empresas envolvidas já querem dar cinco milhões ao clube por conta do processo de construção e arrendamento do complexo imobiliário.
Esperança de um futebol profissional já que o departamento de futebol será comandado só por pessoas especializadas na área. Já para este final de semana o Figueirense pode assinar um acordo com um grande clube visando uma forte parceria no futebol.
Tudo está andando e caminho ainda vai ter percalços. Nada se faz milagrosamente, mas, com sim com muito trabalho e empenho de todos, inclusive da torcida. A mudança começou.
Abraço do Tainha
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