Vendo o jogo da Seleção ontem pensei com meus botões: Oras, e eu ainda reclamo do meu Figueira. Fora os Criciumenses que estão a beira do precipício mais uma vez, e que mesmo tendo Copa do Brasil, a cada ano parece que o tamanho do clube vai diminuindo, tanto azurras e alvinegros podem falar com firmeza: meu time é melhor que a Seleção. A Seleção jogou mal, parecia dopada e lenta, acho que isso define bem o jogo. Por isso que a Seleção não lota mais estádio.
Que jogo ruim ontem, sereria possível que o nosso time estivesse jogando com o uniforme número dois e ninguém notou? Seria o mais sensato caso a gente não soubesse que no banco estava Dunga.
Sobre o Dunga, não vou falar muito, mas achei uma descrição interessante sobre o personagem de desenho infantil xará do nosso treinador, veja:
O anãozinho Dunga, é Dopey, em inglês. A idéia daquele que está dopado desaparece completamente. Dunga, em português, significa homem corajoso, característica que, de forma alguma, aplica-se ao mais novo dos anões. A outra conotação para a palavra é a de curinga, aplicação melhor à personagem. Dunga diferencia-se dos demais anões. É o único que tem olhos azuis e não tem barba, tem orelhas enormes, é atrapalhado, meio abobado. O curinga é, no baralho, uma carta diferencial, muitas vezes representado como um bobo da corte.
Então, então… Interessante não meus caros… Penso que ele foi um curinga na entressafra de campeonatos internacionais pertinentes a Seleção Brasileira, ou seja, as Copas do Mundo. O Brasil só se importa com isso, tanto que Dunga conseguiu ganhar a Copa América, atrapalhadamente, mas conseguiu, porém, quem ligou para isso?
Dunga como jogador sempre se diferenciou no gramados por ser altivo, o verdadeiro capitão, mas como técnico deixa a desejar. Não por que venha a ser sempre ruim, afinal, é seu primeiro trabalho como treinador: ele está em formação. Quem sabe um dia ele seja um grande técnico, pode ser, mas não está sendo um bom técnico hoje. Tudo bem… É como eu disse, entendo-o como uma “passagem” para o próximo técnico de Copa do Mundo, e que brevemente poderá estar entrando em cena, e o Dopey, saindo.
Eu não acredito que se troque agora de técnico, obviamente não há necessidade, estamos tranqüilos rumo a mais um Copa do Mundo. Porém o fator determinante para isso é um só: o Brasileirão ainda não terminou. Muito provavelmente o substituto de Dunga se encontra em algum time da primeira divisão. Não, não vai ser o Silas (isso é coisa para pessoal de série A), e nem vai ser o Mário, a grande possibilidade que tenhamos algum técnico do “eixo do mal”, como o pessoal gosta de falar. Enfim, vai sair de algum time daqui, mas não agora na finaleira do Brasileiro, mas em dezembro ou inicio no ano que vem, imagino que a porca torce o rabo, e o Brasil terá um novo técnico, mas quem será?
Eu gostaria de ver o Muricy por lá, mas acho que o franco favorito é aquele que adora reclamar de arbitragem, o Luxemburgo. Queria ver ele indo reclamar na FIFA.
O papo é aberto, afinal, todo torcedor brasileiro, torce pela Canarinho.
Sendo extremamente breve: Não sei se o que é pior. Ver o Figueira jogando que nem a Seleção, ou a Seleção jogando que nem o Figueirense. Quem disse que um dia o Figueira não iria jogar que nem a Seleção?
Garanto que a gente joga melhor. Quem sabe até o Bvaí joga melhor que o time do Dunga. Muito rabugenta essa seleção, tás é doido!
A derrota para a Argentina no torneio olímpico de futebol me faz pensar sobre o comprometimento dos jogadores com a bandeira nacional. Sentimento nacionalista? Coisa ultrapassada. Para que se os euros (sim, até porque o dólar não é mais uma moeda tão forte) são mais admiráveis que uma convocação para vestir o manto canarinho. Mas qual a relação com a derrota?
É recorrente no futebol uma mudança de desejo, meta, sonho, que é perseguido por cada profissional da pelota. Não é mais mais tão desejável ser selecionável para seleção brasileira, hoje, o principal, é jogar na Europa. Muitas vezes os jogadores vão a Europa, e por lá, desaparecem do cenário nacional
Se não bastasse, até mesmo a seleção sofre com uma falta de interesse por falta dos atletas. Há tempos que se percebe um desinteresse dos jogadores pela “Seleção Nacional”, o que antes era o objetivo de vida de um jogador, hoje, é ir jogar no exterior, principalmente, na Europa. Porque muita gente acabou desistindo de ir aos jogos olímpicos? A Europa, sim, a dona Europa não deixa.
Isso acarreta algumas situações absurdas, como a ida do jogador para Europa em condições onde nem mesmo a vantagem financeira se faz presente. O jogador vai motivado pelo “sonho” de jogar na Europa, ou mesmo, pela falta de informação sobre a realidade do futebol europeu. Oras, fora alguns clubes grandes, nem sempre vale a pena ir para lá. Se de modo repentino houver na transação, boas “luvas” (quantia para quebrar o contrato), para pagar a contratação, tudo bem, mas mesmo assim a questão salarial versus custo de vida na Europa passa despercebida.
Um salário lá de 10 mil euros por mês aqui é vinte cinco mil reais, mais ou menos, mas lá, não é muito, o custo de vida é alto, muito alto. Vale lembrar, poucos os que ganham 25 mil reais aqui no Brasil. No universo de jogadores que por ai existem jogando profissionalmente esse percentual é ínfimo, mas quando chegam nesse patamar logo vão embora, ou mesmo antes. Mas a Europa é a Europa, mas vale se esconder no fim do mundo do que tentar crescer em um clube médio, pequeno, ou mesmo, em um grande.
Ficar passando frio, em algum oculto time do Leste Europeu é interessante? Sair do cenário nacional é algo que é normal hoje, mas nem sempre inteligente. Tudo bem, a pessoa tem de ganhar a vida, hoje não se trata mais de ter amor ao esporte, a camisa, ou mesmo ao seu país, mais vale garantir o seu. É fácil para gente que fica aqui de fora falando isso, claro, dinheiro é importante, mas como chegar a ele? Não será melhor pensar em primeiramente jogar melhor, ficar em mercados competitivos (que nem o nosso campeonato), e depois, somente de já ser um grande jogador se transferir para a Europa, Ásia, EUA e por ai vai?
O pessoal se esqueceu que jogar pensando em uma seleção é muito mais vantajoso do que jogar pensando na Europa. Dinheiro é conseqüência de sua capacidade de jogar, a recompensa por conquistas, e no meu entender, no fim, é melhor se promover em clube aqui, do que sair correndo atrás de qualquer proposta. Não vale a pena primeiramente disputar uma Libertadores, uma Sul-americana, ou mesmo um nacional da primeira divisão? Vale mais do que sair para um campeonato polonês, belga, ou em outras federações de futebol com menor tradição que a nossa? Difícil de entender.
MAIS UMA VEZ CHUPANDO O DEDO
Enfim, mais uma vez ficamos chupando o dedo e vendo outra vez países com menor tradição no futebol ganhar uma medalha de ouro. Que carma! Isso é um pouco culpa desta situação que acabei de comentar, mas também da incapacidade técnica do treinador e de alguns jogadores que foram para a China também. Afinal, fizeram muita falta jogadores como um Robinho, um Kaká, ou até mesmo um Adriano. A safra atual de jogadores anda meio apagada mesmo, foi-se o tempo que havia jogadores incontestáveis. No meu entender hoje fora o Kaká, quem mais é?
Além de um time escalado com medo, extremamente recuado, faltou qualidade aos jogadores. Ronaldinho Gaúcho tem qualidade, mas ainda não está em condições de mostrá-las, Rafinha, Anderon, Diego, e entre outros, será que não possuímos jogadores melhores? Assusta-me a atual safra de jogadores brasileiros. O resultado disso? Um retumbante 3 X 0 para a Argentina. Facinho, facinho, é eles finalmente ganharam. Esse é o ano da quebra de tabus. Pior, capaz de ficarmos nem mesmo com a medalha de bronze, pois devemos lembrar, o Brasil teve duas expulsões para a ajudar.
Não deu para o Brasil medroso de Dunga contra o único time de qualidade que enfrentamos. Não jogaram aquilo tudo também, mas a objetividade deles foi mais feliz que a nossa, que por sinal, não foi muito incomodada pela zaga brasileira. A única coisa boa do jogo: o horário da partida, dez da manhã. Isso nem me cobrou um esforço muito grande para acordar cedo, pois madrugar para ver jogo da seleção de Dunga ninguém merece!
Se Dunga fica é outra história, mas acho que não, pelo menos não por muito tempo, afinal, a Copa do Mundo esta chegando, e ali, o buraco é mais embaixo. Técnico bom não falta, e quem sabe a bola da vez seja o bem-humorado Muricy. Imagina jogador ficando de bobeira na seleção o quão enfático seria o nosso querido Mumu! Eu, como torcedor da seleção, espero que Dunga saia. Melhor, espero não, eu quero que o Dunga vá embora.
Estudante de Economia na UFSC e fotógrafo nas horas vagas, o manezinho Tainha Alvinegra é o blogueiro do maior e mais querido time de Santa Catarina. Viveu grandes momentos do alvinegro, e entre eles o gol de Abimael, aquele que levou o Furacão do Estreito devolta a série A do Brasileiro. Quebra tudo istepô!