Continuando as comemorações do Campeão Catarinense de 2008, o blog segue mostrando a festa, os fatos e curiosidades de mais um título que vem para Florianópolis. Segue festa do 15º título estadual do Figueira, o mais querido e mais vezes campeão do Estado. O primeiro vídeo é o gol narrado pelo eterno Paulo Branchi. O segundo mostra a torcida, comandada pela Gaviões (a única da primeira divisão), cantando o hino do mais querido. O terceiro vídeo, o CRÉU em Criciúma com os jogadores. O quarto, a festa no Koxixos. E por fim, aqui segue o link com o vídeo feito pelos jogadores dentro do ônibus em na volta dos campeões ao Estreito.
Não foi fácil, a secação foi grande, mas assim como a enorme quantidade de foguete esta estocada pelos torcedores do mangue, não funfou. Mas tudo bem, foi mais sofrido que o normal, porém deu aquela pitada a mais nessa nova conquista alvinegra. Que ano ein minha gente! O Figueira tá um monstro!
Para começar a infelicidade de Fernandes ao se machucar novamente, um azar, mas ele estava lá acompanhando o jogo. Mesmo assim, imagino que até foi um golpe do destino, pois com aquele campo, não sei até onde a qualidade do xodó poderia ser aproveitada. Era um jogo para ser na força, mesmo que o gol de Cleiton Xavier obra de uma jogada de mestre foi fato isolado onde o campo atrapalhou, e muito, o espetáculo. Que jogo de Cleiton Xavier, voltou a jogar, ali ondeele deve jogar, como meio de campo criativo. Lembrar ainda da entrega de Cézar Prates, um monstro em campo. Wilson, igualmente, milagro na hora que precisa, tem de ter um lugar na capela do Figueira para ele. Asprilla merece igualmente destaque pela entrega em campo, honrou a camisa que veste. O Brasileiro promete!
Antes do jogo, ouvindo pela CBN/Diário, quero destacar a excelente entrevista do Rodrigo Paraíso. Esse tem se mostrado que além de sangue frio no trato com a imprensa, um jogo de cintura espetacular. Porém ontem se destacou a melhor tirada do domingo. Ao agradecer pelo convite de falar no Debate Diário de sexta, se não me engano, disse que ao final do programa, ao encontrar com o nosso querido Miguel Livramento, falou que o grande Miguelzinho estaria torcendo pelo Figueira. Grande Miguel! Sabíamos que teu coração é alvinegro! Quebra tudo Rodrigo, parabéns pelo relato!
Falando do jogo propriamente, deve-se destacar que apesar de ter sido um jogo pegado, em poucos momentos podemos dizer que esteve violento. Parabéns ao Tigre que soube jogar limpo e aceitar a derrota bem em campo. Mesmo assim, na saída da torcida alvinegra do estádio, torcedores relataram a CBN/Diário que houve agressão por parte dos torcedores do Tigre, e que estava até torcedor alvinegro hospitalizado em hospital de Criciúma. Porém como é um relato de torcedor, ainda devesse ter uma confirmação por parte da polícia. Entretanto, de um modo geral pode se dizer foi um jogo tranqüilo.
Quanto à preparação física dos atletas, aqui um caso a parte. Foi um “cala a boca” a todos que tanto falaram mal do condicionamento do Figueirense. Correu, correu, e no fim o Tigre que cansou. Ressaltando que o jogo foi em gramado molhado, pesado, o que é bem pior. Não vamos dizer que no final do primeiro jogo aqui em Floripa o Figueirense estava superior fisicamente, pois não pareceu, dado que pela velocidade dos atacantes do Tigre, pode ter sido fator determinante para a confusão. Entrementes, neste último jogo o Figueira correu muito mais nesse último jogo, e na prorrogação era clara a vantagem do alvinegro.
No fim, venceu o melhor e mais constante no campeonato. O Figueira mereceu por ter mais sangue frio, ser mais competente em aproveitar as chances que lhe apareceram no campeonato. Foram duramente criticados, algumas vezes com razão, e outras horas por gente que não tinha o que fazer mesmo. Todos se superaram, inclusive Gallo, que muito bem armou o Figueirense nas finais. A decisão em se isolar se mostrou mais que acertada, o planejamento foi perfeito.
Por fim, a torcida. Lindo, apoiando toda hora, gritando sem parar. O primeiro título fora de casa foi muito bem acompanhado pelos torcedores alvinegros. A festa não foi só lá, mas aqui em Floripa a festa foi igualmente grande. Foi “créu” para todo lado (não deixe de ver último vídeo). Koxixos há muito tempo não via uma aglomeração tão grande. O estadual tem sim seu valor, ainda mais quando vem assim de forma suada. O Gallo pode ter perdido um clássico que não se perdia em casa pelos estaduais há vinte anos, mas ganhou o estadual fora de casa, fato que nunca tinha ocorrido. Gallo, tais desculpado pela falha!
É isso, abaixo, o show da torcida em alguns vídeos, gravados por torcedores que estiveram lá e que representaram toda a nação alvinegra com muita competência. Além é claro de um pouco da festa feita por aqui, mais exatamente no Koxixos. No mais, uma sugestão, aos que acharem interessante para tirar um sarro daquele seu amigo avaiano que lhe importunou o campeonato inteiro, alguns acessórios para lhe ajudar nesta tarefa se encontram no interessante site MeuFigueira, vale a pena conferir, principalmente o do Créu em 15 velocidades. E só para constar uma velha frase que perdura desde os tempos de Abraão:
A final mais equilibrada de todas do Brasil começou se confirmando a previsão de um campo molhado e pesado. Entretanto, uma surpresa, desagradável, fez com que o time de modificasse ante aquele que começou o último jogo. Fernandes, treinando para as penalidades sofreu um estiramento e ficará pelo menos um mês fora. Sendo assim, o Figueirense entrou com um time mais forte na marcação com Makelele no lugar do Fernandes. Sendo assim, Cleiton ficou mais livre para atacar.
PRIMEIRO TEMPO
O time que entrou em campo então: Wilson, César Prates, Felipe Santana, Asprilla, Leandro, Helton, Diogo, Cleiton Xavier, Anderson Luis, Wellington Amorim, Edu Salles.
Era melhor escalação possível dentro da realidade que era dada. Essa escolha se confirmou como correta ao conseguir fazer o primeiro gol do jogo com Cleiton Xavier. Limpou a marcação, e com muita classe abriu o marcador. Mas o que todo mundo sabia igualmente era a potência do Criciúma no ataque aéreo, empatou, e com justiça em uma jogada bem construída. No embate entre Cláudio Luis e Felipe Santana, o nosso zagueiro não estava bem posicionado.
Um primeiro tempo muito equilibrado, tanto que os dois times ainda perderam dois gols claros, uma cabeçada bem defendida por uma defesa milagrosa de Wilson. Na outra, Edu Salles traído pelo péssimo estado do campo, perdeu o tempo da bola, e o gol, conseqüentemente.
SEGUNDO TEMPO
O jogo continuou muito igual, até que o fator externo desequilibrou, o bandeirinha não marcou um impedimento muito claro e o Tigre passou a frente. Abalado o Figueira desmanchou em campo, e o Criciúma sentiu o baque do furacão e fez pressão. Esta vantagem se fez valer e marcando mal em uma cobrança de falta, Cláudio Luiz fez mais um gol de cabeça. Pelo alto, a prorrogação estava definida.
PRORROGAÇÃO
Se fosse apenas pelo saldo gols o Figueirense iria perder. A vantagem de vir para prorrogação foi propriamente a possibilidade de colocar os nervos no lugar. Fez bem, Gallo trabalhou bem os jogadores e o Figueirense equiparou o jogo. Era mais que necessário, mais que se encontrar em campo, era necessário instruir os jogadores, dado que mais de metade do time estava pendurado. A pressão do Tigre cessou e o Figueirense se pos em campo melhor, chegando com mais perigo na prorrogação. Tanto que aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação, Bruno Santos, em um passe de Marquinhos, jogadores que entraram pela mão do Gallo, fizeram a jogada do gol alvinegro.
O que passou depois foram os onze minutos mais longos desse ano. Uma pressão tremenda do Tigre, sorte, e com contra ataques rápidos, estes minutos passaram de forma sofrível. Nos últimos minutos diversos escanteios, com direito ao goleiro deles subir para cabecear. Todos os ingredientes de uma grande final, mas no fim prevaleceu a grandiosidade do maior time do estado, do maior ganhador de títulos do estado. Sim, o 15º título deste gigante, do GIGANTE DO ESTREITO!
A notícia do fim de semana não foi a vitória do Figueirense, mas sim a decisão de quem enfrenta o alvinegro na decisão: é o Criciúma. Enfim, mesmo com um a mais depois da expulsão nada usual de Jean Coral, o tigre do sul CRÉU neles!
Não ganha nada, já faz dez anos…
SOBRE O JOGO DE IBIRAMA
A gurizada mandou bem. Jogou com tranqüilidade, e deixa transparente que o Figueirense ainda tem muito material humano para aproveitar nas bases. Deste chama a atenção Edson Galvão, Gustavo e Alex Junior. Michel Schmoller igualmente pede passagem. Gallo, definitivamente, não pode reclamar do elenco.
ATENDENDO A PEDIDOS…
Menino de 11 anos pergunta ao pai:
- Papai, porque torcemos para o Avaí se eu NUNCA vi ele ser campeão??
Estudante de Economia na UFSC e fotógrafo nas horas vagas, o manezinho Tainha Alvinegra é o blogueiro do maior e mais querido time de Santa Catarina. Viveu grandes momentos do alvinegro, e entre eles o gol de Abimael, aquele que levou o Furacão do Estreito devolta a série A do Brasileiro. Quebra tudo istepô!