Até na Grande Muralha o Figueirense é melhor que o Avaí
Até na China o Figueirense é melhor que o Avaí. Eu tinha perdido, e acabei não vendo durante o tempo quando o Castiel estava na China cobrindo os jogos um vídeo muito engraçado. Ele disse que iria fazer uma surpresa para as torcidas da capital e lá ela instituiu as duas primeiras torcedoras-consulesas de Avaí e Figueirense. Castiel o qual já retornou a nossa bela terra, primeiramente merece os parabéns pela cobertura, e por fim que seja bem vindo meu querido!
Quanto ao vídeo, entretanto, sou obrigado a fazer observação, até na China o Figueirense é melhor. Veja o vídeo, a menina chinesa que veste o manto alvinegro claramente diz: Viva Figueirense! Já a avaiana…
Vejam o vídeo (click aqui) e dê sua opinião. O que a menina de azul falou? Eu sinceramente não sei se ela pronunciou “não gosto”! hehehehehehehe Até lá o Avaí se dá mau.
Diga torcedor o que você entendeu!
Abraço do Tainha!
TI LEVANTA NAÇÃO ALVINEGRA, MOSTRA TUA GRANDEZA!
Emocionante, acho que é a palavra mais apropriada para sintetizar da forma mais concreta os eventos de ontem no Orlando Scarpelli. Ontem foram celebrados os 35 anos da primeira partida válida pelo Brasileiro que contou com um time catarinense, e claro, só podia ser o Figueirense. Fruto de uma sugestão de Ney Ibner (na foto), benemérito, que em um belo discurso, emocionou a todos. Parabéns tanta pela iniciativa, quanto pela sensibilidade, para com a qual o clube trata estes assuntos. Não foi somente um simples empate em zero a zero com o Coritiba, aqui em Florianópolis, foi o jogo que definitivamente tirou Santa Catarina das sombras do cenário futebolístico nacional, Santa Catarina cresceu, sob a flâmula alvinegra.
É um marco, é histórico, e lógico, só poderia ser uma conquista do maior clube de Santa Catarina, do Figueirense. Conquista, pois para representar o estado o Figueirense teve de disputar com o Avaí a vaga para o campeonato nacional, e ganhou. Eles tinham a influência política, e nós a competência futebolística, ganhamos em campo. Assim de comemoramos ontem a honra que a nós pertence, que deve ser lembrada, e não somente pelos alvinegros, mas por todos catarinenses. A história barriga-verde em campeonatos nacionais começava a ser escrita.
Lembrar o passado para projetar o futuro, sob este aspecto, com um pé no passado e outro no futuro que foram propalados os discursos. Emocionados, principalmente o proponente da homenagem, e tantos outros que então estiveram presentes naquele memorável jogo, passaram a noite falando de suas experiências do passado confraternizando sob o teto alvinegro, e claro, se indagando do futuro. Torcedores (como nosso atual presidente, que no dia do primeiro jogo se encontrava entre os torcedores na chuvosa tarde de domingo), torcedoras (a torcida feminina que até hoje mantém o vinculo com o clube, inclusive com suas belas filhas que fazem parte da Resistência Alvinegra), homens da imprensa, ex-jogadores e ex-dirigentes, todos estavam lá. Passado, presente e a esperança ante a um futuro de glórias, em uma agradável noite.
A história não para, e por isso, é bom ressaltar ainda, que apesar de olhar para o passado, a cerimônia ratificou os objetivos futuros do nosso time. No médio prazo queremos ser um grande clube, e seremos! Hoje, mesmo com um orçamento diminuto ante aos grandes, conseguimos, nestes últimos anos, números expressivos e resultados digno de nota frente a qualquer time do Brasil. Antigamente quando os times dos estados centrais jogavam contra os times de Santa Catarina, perdíamos, de certeza e de goleada, mas isso ficou no passado. Erguemos a cabeça, e desde nosso egresso definitivo no cenário nacional, e a partir daquele momento retomamos sob comando de Major José Mauro da Costa Ortiga, a rota do crescimento.
Hoje vivemos sob mesmo espectro da confiança em grandes tempos. São inúmeras a coincidências, ao mesmo tempo em que desenvolvemos o nosso futebol de forma mais constante, igualmente estamos por ampliar o nosso patrimônio. Ao adentrar no campeonato nacional jogamos no nosso campo, feito com os nossos esforços, assim como será a nova Arena (ressaltando inclusive que independente da Copa a nossa torcida terá a casa reformada, e ainda teremos uma nova casa, entretanto, ainda existe gente que ainda não compreendeu que a Copa, aqui Florianópolis, não é para o Figueirense, é sim para a cidade). Naquele tempo consolidamos nossa dominância em Santa Catarina, alicerçado pela competência futebolística e administrativa e não pela influência política.
O atual momento é uma marola dentro de nossa história, e já enfrentamos momentos piores. O desconforto da torcida se explica pelo agigantamento de nossas conquistas, explicando a cobrança, que certas horas, são excessivas. Não para menos, pois essa apaixonada torcida não os contenta com pouco. Queremos mais, e vamos conseguir, mas como sempre as barreiras para a gente são maiores. É necessário, porém, ter a sensibilidade de que estamos contra tudo e contra todos, dos pequenos detalhes, aos grandes campos. A luta é grande, e o emprenho deve ser maior ainda: torcida, se levanta! O Figueira precisa de ti! Lembre, este é nosso rumo, esse é o nosso destino. Não somos os maiores somente em campo, em torcida e em competência administrativa, somos maiores na alma e na vontade de vencer.
Vamos ao campo meus caros, pois lá é o lugar de demonstrar nosso amor!
FIGUEIRA, EU TE AMO COM FERVOR!
Tainha Alvinegra
Parabéns ao Roberto Alves
Parabéns ao Roberto Alves
Hoje tirei um tempo para escutar o Debate Diário na CBN. Dentre as conversas, quero aqui fazer um elogio ao Roberto Alves. Certo momento um torcedor perguntou o que comemorar nesses 35 anos sem um título nacional e tudo mais. Roberto Alves teve uma postura exemplar, e deu uma baita resposta.
Falou que nestes 35 anos o Figueirense evoluiu demais. Ganhou muitos títulos, passou o Avaí em número de títulos catarinenses e passou em número de vitórias em clássico. Se não bastasse o cenário regional foi o primeiro clube a atuar na primeira divisão, é o atual nome do estado na primeira divisão nacional. Muito além, foi o Vice-Campeão da Copa do Brasil. Fora o que o Roberto falou ainda complemento, nos últimos anos, durante a nova diretoria foi a época com 56 títulos, entre profissionais e categorias de base, inclusive da Copa SP, a mais importante do Brasil da categoria. Ganhando mais títulos ainda nesta década poderá o Figueira estabelecer sua melhor década de títulos estaduais.
É pouco?
Será que estamos influenciados por mau momento? Acho que sim, não tem desculpa, acho que ser corneteiro da nossa situação atual é bastante compreensível, mas falar da história do Figueirense, seja nos últimos 35 anos, seja durante toda a sua história, é um algo que eu não concordo.
Roberto Alves, falasse bem hoje no na CBN/Diário. Certos momentos a gente faz criticas negativas, em outras oportunidades fazemos elogiosas, e essa é uma hora! Parabéns meu pombo, continue assim!
ABRAÇO DO TAINHA
p.s.: Já o Sr. Brito… De que torcida estava falando? Da “Resistência Alvinegra”? Falou que uma torcida de um canto estava fazendo do estádio um varal! Se for isso mesmo que eu entendi, discordo 100%, pois acho que ela vem fazendo uma festa muito bonita e legal. É bonita, de uma plasticidade que deveria se estender a todo o estádio. A mesma coisa o Grêmio faz, lá é feio? Só perguntando…
Veja também:
35 anos de um dos momentos mais importantes da sua gloriosa existência
Sinal amarelo para Gusmão e para o Figueirense
Onde vamos parar?
Ao ter um espaço como esse para escrever, pela audiência que temos, pelas pessoas que aqui passam, sairei um pouco do futebol de me permitem. O assunto: a violência em Florianópolis, entretanto é óbvio que não é um assunto endêmico e isolado, pois vários são os casos observados de violência na sociedade, e pior, das mais variadas formas e graus de crueldade.
Escrevo não como torcedor, não como florianopolitano, não como catarinense e muito menos como brasileiro, mas como cidadão. As cenas observadas ontem aqui em Florianópolis são de assustar. Pior, não foi um fato isolado o que aconteceu ontem, a única diferença é que foi no coração da cidade, em um dos lugares mais movimentados, a Praça XV, sim, aquela da Figueira.
Qual é problema de ser logo em dos pontos turísticos de Florianópolis? Quais serão os impactos sobre a nossa sociedade? Será que o Centro não é mais um lugar seguro? Perderemos dinheiro sendo o Turismo desaconselhado em um dos lugares mais visitados? O comercio da região vai sentir redução nas vendas?
Acho que estes são problemas supérfluos. Sei que vai ter gente discordará, mas tudo bem, o mundo é feito de opiniões diferentes, e realmente escrevo pedindo para vocês refletirem e deixarem sua opinião sobre o assunto.
Mas por que supérfluo? Pois no meu entender nada mais importante que a vida e a dignidade humana, e isso esta acima de tudo. Oras, pergunto, este ano já tivemos 60 e tantos assassinatos, mas porque este logo foi tão importante? Só porque foi no meio da cidade? A banalização da condição humana é pior de todos os nossos problemas e quanto não estamos nem discutindo.
Mais um jovem se foi, mais uma vida interrompida. Tenho certeza absoluta que vai vir gente aqui dizendo: mas era um meliante Tainha! Sendo ou não sendo foi mais um vida humana. Pergunto: O que é mais cruel, a morte de um ser humano ou de um gato, um cachorro? Pior, você tem certeza absoluta que este jovem que morreu era mesmo uma pessoa envolvida em tráfico de drogas? E mesmo se for…
Bem, foi um assassinato tem alguma história por trás. Mas importa tanto assim a história? Se fosse um crime passivo, se fosse um crime de ódio, e tantas outras justificativas. Mas com certeza, nenhuma é suficiente para tirar uma vida humana. Vai gente falar, mas ele poderia estar trabalhando, é vagabundo mesmo Tainha, tem de ir trabalhar. Para tudo! Para tudo! É fácil arrumar emprego hoje? Emprego que dê condição de se sustentar e tudo mais? E os salários? Claro que não justifica igualmente o ato irracional, mas a gente poderia tentar se colocar no lugar do pessoal menos afortunado.
Se você, nesta sociedade, nesta selva de pedra onde é cada um por si não tivesse perspectivas e o só houvesse o tráfico como opção? Até porque depois do segundo grau, me fale, quais são as perspectivas de uma pessoa entrar na universidade? Considerando que o individuo não tem uma família para sustentar uma vida de estudos, como ele faz? Trabalhar e estudar ao mesmo tempo? Sabemos que não é o mesmo rendimento! A beira do desespero, próximo à indigência, sem condição de se reproduzir enquanto cidadão é matar ou morrer, o que você escolhe?
As conjecturas que formam as mazelas sociais, os criminosos, são totalmente esquecidas. O problema não é pegar o criminoso, o problema é acabar com o problema que cria a situação. Será que pensamos sobre isso, ou somente banalizamos estes atos, e somente voltamos os olhos quando isso acontece perto da gente? Não sejamos hipócritas meus pombos, o problema não é o criminoso, mas sim a sociedade que cria ele. Não é só culpa dos dirigentes, é culpa da sociedade que é passiva a estes problemas. Tudo é o Estado! A culpa é do Governo! Todos esquecem que o Estado é a gente, um reflexo da sociedade.
Não, sociedade possuiu o dever de fazer isso, de não esquecer que estamos à beira de mais uma eleição. Não esqueçam de pensar nisso, e melhor, não deixem de pensar, falar, expressar sua indignação contra a piora da condição humana. A votação é para tentar melhorar a condição social, e não a sua
Morreu mais um jovem, mais uma vida, mais um futuro perdido. Em seguida a notícia mais importante é um gol de goleiro ou um peixe de 1,70 que foi capturado. A sociedade banaliza a condição humana, infelizmente, lembrem, não é uma morte, esta é a 64ª esse ano. Vocês lembram delas? Ficaram chocadas com elas? Vivemos em uma ilha, e ela flutua sobre uma sociedade superficial e mesquinha.
Deixem meus caros, o que vocês pensam sobre o assunto, este é um espaço público, então se sintam a vontade, pois todos vocês fazem parte desta sociedade.
Abraço do Tainha
Um final feliz?
Toda novela tem final feliz, mas essa tem de ser para o Figueirense. Tudo bem que o primeiro capítulo foi meio triste para a gente, mas todo mundo sabe que a novela fica melhor no final. Se não bastasse, o Figueirense esta com sorte, pois o Vitória vem bem desfalcado, mesmo assim, o “gigante” Vitória vai ver aqui a vitória, mas do Figueirense!
Não sabe meu querido blogueiro noveleiro lá do Vitória, o Fábio (leia o post dele aqui), que apesar dele querer espantar a bruxa e mandar para cá, que aqui a gente não tem medo. Fabão, aqui é a Ilha da Magia meu pombo! De bruxa nos conhecemos muito bem, Franklin Cascaes que o diga! Bruxa aqui tem, mas não é mulher feia, pois a mulherada daqui é o que há!
As bruxas aqui viraram as pedras do Itaguaçu, então, nem gato preto, ou sapo com boca costura serve. Destas magias, o Figueirense é protegido, mandinga aqui é só contra os adversários! Para constatar, o Vitória, pelas contas de Fábio, vem com cinco grandes desfalques.
Não dá para dizer que vamos com um time completo. Marquinho vem fazendo falta, mas a cada jogo estamos mais próximos de ver Fernandes de volta ao jogo. Mesmo assim sinto, profetizo que amanhã vai ser dia de uma boa vitória, do Figueira, é claro! Sinceramente não tenho muita idéia como vai entrar escalado o time, mas com certeza, mais motivado. Gostaria de ver um time entrando assim: Wilson, Bruno Aguiar e Bruno Perone; Léo Mattos e W. Matheus; Jackson (Diego?) e Magal; C. Xavier e R. Fabri; e Coelho (La Lebre Mortal) e W. Amorin. O que vocês acham meus queridos?
A diretoria cobrou mais atitude. Nosso capitão foi cobrado de mais atitude. Apatia em casa não pode, tem de ganhar e convencer, o glorioso tem de começar a decolar. Não é impossível, só tem de querer, e correr atrás!
Vamu que vamu meus querido!
QUEBRA TUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUDO FIGUEIRA!
Abraço do Tainha
E o Juca vai para o chuveiro!
Pessoal, ouvindo aqui a sugestão de dividir o texto um pouco, segue ai a segunda parte sobre a palestra do Juca. Mas quanto a sua participação no Eixo do Mal.
Segue…
Então no fim, mas bem no fim bem no finzinho… Na pergunta derradeira, uma pergunta sobre o Eixo do Mal, e Juca não se escapou. Por que nos somos oprimidos e esquecidos no centro do país?
Oras, respondeu o Juca, porque lá em São Paulo, nem 1% da torcida lá é do Figueirense, porque eles têm de saber? Nosotros, meus queridos, que temos de melhor falar dos nossos, privilegiar, nossos times.
Chega desse negócio de ficar arriando as calças para estes times que vem lá do centro. Que o Fluminense é grande time, que o Flamengo é um monstro, o Vasco de várias glorias, e o Botafogo de Garincha. Alô museu! Fluminense é pô de arroz, Flamengo é eguinha pocotó, Vasco é de várias dívidas e o Garrincha morreu faz tempo, e a estrela é solitária mesmo! Palmeiras é pizza, Santos não é tubarão é peixe, São Paulo não é o gigante, é grande, mas não é dois e o Corinthians, aaaaaa o nosso Corinthians ein meu caro Juka, é série B e filial do Figueirense!
Claro que discordei um pouco do argumento dele que ele deve se eximir de saber dos times daqui. Quanto a Folha de São Paulo, pouca gente daqui lê mesmo, mas na internet o buraco é mais embaixo. Os “oprimodos”, meu caro, não são somente 1%, são bem mais. Internet não tem fronteiras, e com 30 milhões de acessos, bastante saiu de fora do eixo do mal. Sim, veja, somos pequenos, mas proporcionalmente em seu blog devemos ter uma boa participação. Se o interesse ainda for econômico, aqui a renda é alta, e patrocinador não quer só audiência, hoje audiência de qualidade, o que também é importante. Então, para uma parte pequena, mas que não é insignificante, por favor, não venha dizer que isso, e isso muito menos corroboram opiniões de que o Figueirense, todo ano, esta para cair. É falta de informação.
O Juca! Tu vais para o chuveiro hoje! Para aproveitar, vou o PVC para o chuveiro também, que mesmo ligando para Florianópolis, falando com o clube só fala que o Figueira vai perder, e as escalações, ai, ai, ai, liga para mim que eu te falo meu querido! Mas não fiquem chateados meus pombos, gosto muito de ler as colunas de vocês, pois do Rio e de Sampa, vocês sabem!
Enfim, para terminar este livro, ao fim que me senti mais feliz, pois me deparei com a situação de que temos aqui na Globo um espaço para a gente meus caros alvinegros. Aqui quem manda é somos nós, e aqui não tem essa de baixar a crista, aqui a gente torce é para o Figueira! Orgulha-te nação alvinegra, só tu és Global!
QUEBRA TUUUUUUUUUUUUUUUUUUDO FIGUEIRA!
Tainha alvinegra
O futebol tem a cara do Brasil – A impressão sobre a palestra de Juca Kfuri aqui em Floripa
O futebol tem a cara do Brasil – A impressão sobre a palestra de Juca Kfuri aqui em Floripa.
Falando em jornalismo esportivo poucos são os nomes unânimes em credibilidade e idoneidade, mas um deles é de Juca Kfuri. Mesmo sendo corintiano esse jornalista merece respeito. Mas porque Juca possuiu todo este prestigio?
O corintiano em questão se desprende do lugar comum das picuinhas táticas e intrigas futebolísticas, este jornalista, analisa a sociedade através do esporte. Polêmico e esquerdista não são predicados que sustentaria tal distinção. A grande verdade é que seus posicionamentos de esquerda ante as idéias predominantes na mídia esportiva e mesmo na política esportiva para o Brasil. Não por serem de esquerda, mas por terem um embasamento muito bom, respaldado por uma longa carreira nesta área.
Entretanto os críticos poderiam argumentar: analisar o país através do futebol é errado! No meu entender não. Claro que não é algo esmiuçado, que tudo que queremos entender, poderemos entender através do futebol. Ai é exagerar né meu querido! Mas como já falei algumas vezes, o futebol é uma das poucas marcas culturais de nosso país. Sendo assim é plausível dizer que uma síntese do país se espelha no futebol.
Putz Tainha, eu duvido! Calma que eu exemplifico! Pessoal apresado né istepô!
O Brasil é um exportador nato: várias commodities agrícolas, metálicas, minerais e alguns produtos de alta tecnologia, como aviões, mas é exceção. Do mesmo modo é o futebol, exportamos jogadores, e mal e mal, com algumas exceções conseguimos importar, ou mesmo projetar nossos clubes no exterior. Veja, mandamos os nossos jogadores a preço de banana. Eles chegam lá, jogam, fazem belas partidas, e nos aqui, pagamos TV a cabo para ver jogos da liga espanhola, italiana, inglesa e por ai vai.
E nozes? Nada. Só o Cielo para salvar o Brasil, pois no país do futebol nem mesmo as meninas ganharam o ouro. Uma vergonha, um país com uma economia do tamanho da nossa e não ter o campeonato de futebol mais badalado do mundo. Nós temos matéria prima (jogadores), nos temos meios de produção (clubes), competência técnica (tecnologia de transmissão e tudo mais) e o mais importante, mercado consumidor imenso. Mas pergunta se a gente aproveita bem isso?
Estádios vazios, merchandising fraco, os clubes não conseguem consolidar nem sua marcas de forma mais expressiva. Boa governança então nem se fala, falta nas confederações, nos clubes, até mesmo na justiça desportiva, com arbitragens cada vez mais mal orientadas e treinadas, e regras não muito claras. Tudo isso tira a confiança do consumidor, quer dizer, do torcedor, que deixa de comprar uma camiseta, ir ao jogo, comprar um pacote de jogos para ver em casa e por ai vai.
Qual é o produto disso, cada vez mais gente por ai andando com camisa do Barcelona, do Manchester, quer ver como vai ter uma onda de aparecimento de torcedores do Chelsea aqui com o Felipão lá, grande Big Phill! A gente exporta, mas quem “agrega” valor são eles, e os idiotas aqui consomem. Se bem que o Felipão merece nosso carinho, tadinho do Felipão, e ainda tem gente que acha que ele volta para seleção.
Enfim, o tema era o Brasil, e porque não então dar uma olhada para o futebol, o mesmo sobre o esporte em geral para ver uma caricatura do Brasil? Esse foi o teor do debate, debate não, palestra, pois essa vida agitada do nosso jornalista/pop/workacoolic impediu o moço de ficar debatendo mais umas dez perguntas. A Assembléia, mesmo estando de parabéns pela iniciativa, deveria ter chamado-o depois dos jogos olímpicos, e Juca poderia ter ficado mais um tempinho. Nada como uma palestra a francesa: porção pequena, excelente e deixando você no pensamento “quero mais”. Porém como qualquer coisa assim, barata que não deve ter sido para a ALESC.
Futebol e o Brasil possuem duas caras: Kaká e Ricardo Teixeira, é um lado médico e monstro no futebol. Mesmo assim, ante esta ambigüidade, o futebol é fator de integração social. Futebol não é alienante, mas integralizador da sociedade. Ele é um espelho da organização social deste grande país.
Bem falou então a usar a metáfora, o futebol é como o Brasil, tem duas caras, mas não sabe qual é a dele, e vive como sempre viveu uma crise de identidade. Resumindo: uma bagunça. Assim é com a nossa economia, política, sociedade e nos esportes. Na desordem, a maioria se perde, e somente quem esta por cima do problema, longe da massa alvoroçada, que carcará pega, mata e come. Ninguém sabe, ninguém viu, todo mundo quer estar lá, avoando, como diz o mané, pé no chão é para gente bruta, lá no alto, só pavão, que voa, mas não por suas próprias forças.
Assim caminha a comunidade brasileira: na loucura de um baile carnaval, todos fantasiados, achando que estão se divertindo, sem saber se estão com ou sem fantasia, mas com uma impressão latente que são os bobos da corte. Uma corte que também se fantasia, e se mistura, se faz de bobo, agita a todos em seu entorno, faz a festa e diverte o pessoal. Aliena? Não, une, mas de uma maneira incorreta, pois o cidadão é alienado pela contra propaganda de articulações alto escalão que deveriam ser parceiros das massas. Diferente disso, ao ponto que partem dessa, para uma melhor, através de um desejo indecoroso, assim se unem os virgens e se reproduzem os antigos. Assim nasce e se reproduz o carcará, e que ao fim reproduz o ciclo: pega mata e come.
FUTEBOL NA ERA LULA? Era, virou, vai ser, veremos navios?
O futebol encontra-se mais organizado? Sim, hoje temos o Estatuto do Torcedor e a Moralização do Esporte. Tudo lei aprovada rapidamente e de forma unânime. Ficou comovido? Não fique, são leis óbvias, como o direito a água e luz. Até a regulamentação para com os direitos do torcedor já existiam, mas imagina se eram respeitadas? Clube empresa? Que traria mais transparência e tudo mais? Olha, pelo que eu sei só imagino alguns, e entre eles, por conhecimento de causa, o Figueirense diria eu.
Mas e depois? O que foi feito? Pelo menos sabemos o que queremos? Planejamento? Acho que nem mesmo se sabe muito como utilizar esta palavra aqui no Brasil. Então o Brasil não sabe o que quer da vida? Não? Nada específico! Isso mesmo, o Brasil é essa bagunça, essa esquizofrenia, vive de exceções, e por isso, poucos aparecem. Não é só no futebol, abrindo o olho me diga, quantas são as medalhas do Brasil mesmo lá na China? Até mesmo para o país do Borat estamos perdendo! Vexame internacional?
Claro que não né meu querido, tu acha que a comunidade internacional espera muito mais do Brasil? Já estão acostumados, somente a gente que acredita em um monte de heróis solitários, bancados pelos pais, e não pelo país, que nem namorar namoram para ganhar medalha. Nada se procria aqui no Brasil, só nasce e morre, fugazmente ao sabor do destino e da sorte. Sorte, aliás, coisa que brasileiro tem, pois nem um terremoto descente aqui rola. Mas tudo tem exceção, pois furacão e tornado aqui em Santa Catarina existe.
Assim podemos dizer que o Futebol é um espelho do Brasil. Centralizado em grupos que controlam os clubes (ou o poder) de forma semi-perpetua controlando clubes e federações. Muitas vezes os elementos ficam sob o controle de grupos isolados, sem muitas vezes visar à melhora da coletividade. Assim também acontece na política e igualmente na economia. Enfim, na sociedade toda! Poucos são os lugares onde os dirigentes se revezam, que se qualificam, e estão abertos ao diálogo. Para variar o sul, é exceção, com clubes bem administrados sob estes parâmetros, como Inter, Figueirense e por ai vai.
País de exceções, e uma delas, o nosso Juca, um cara muito legal, gente fina, e hoje compreendo mais suas opiniões, pois formado em Ciências Sócias, a visão esquerdista se entende. De Marx a Ricardo Teixeira, que grande viajem, esta que tem 38 anos, e esperamos que não pare, para o bem do Brasil, tão cedo. Ótima palestra, ótimo jornalista, um ótimo brasileiro. Radical? Talvez, dentro de um país de direita que segue torto, alguém tem de levantar a voz.
Parabéns ao meu companheiro de Rede Globo!
Abraço alvinegro, mas do Estreito!
Tainha
E agora “Seu Cunha”?
E agora “Seu Cunha”?
Pois é, sei que muita gente não deu bola para a noticia, mas saiu hoje no Globoesporte.com sobre algumas suspeitas contra as arbitragens na série B. Olha só o que o pessoal gravou:
“Com R$ 15 mil posso alterar o resultado da partida entre Avaí e Ituano.”
Se isso pode estar acontecendo na série B, será que também não estaria acontecendo na série A? Sei lá, mas se alguém pode falar isso na B não pode falar na A? Será que teremos mais uma vez um Edílson jogando contra o Figueirense? Bem, a questão é aquela, o seguro morreu de velho, mas quero ver como essa história vai acabar.
Suspeita é suspeita, nada esta provado. Com toda certeza nada glorioso seria ter um time de Santa Catarina envolvido nisso, e realmente acho que não. Ao que eu entendi, suspeito não é, e por outro lado desejo muito menos que ele esteja sendo prejudicado com isso também. Afinal, quem não quer um clássico na sérir A? Acho que ai reside a necessidade das autoridades apurarem isso (texto atualizada - alguns leitores me chamaram a atenção que isso ocorreu no ano passado, mas como a reportagem não indicava a data, passou batido), para que não se tenha resultados alterados como já aconteceu na série A quando o Edmundo estava aqui. Depois de ler notícias como essa a gente começa a suspeitar de tudo, depois de uma crise de credibilidade que o Brasileiro passou a alguns anos, não seria nada saudável passar por outro escândalo novamente.
Todas as torcidas devem estar atentas a esses indícios, leia a matéria completa aqui. Nada como estar bem informado. E agora “Seu Cunha”?
Abraço alvinegro
Tainha
p.s.01: Antes de comentar lembrem-se que tudo que você fala tem conseqüências legais, ão façam acusações injustas. Para fazer isso temos um sistema judiciário.
p.s.02: Antes de cornetiar e falar que eu estou supondo que o Avaí esta levando vantagem alguma, leiam atentamente o texto e vejam que a única coisa que eu faço é chamar atenção ao fato. Não venham com estas coisas de ética e tudo mais quando ao menos deveriam se despir das paixões para comentar alguma coisa como essa. E o “Seu Cunha” é um folclórico torcedor de série B, um personagem que sempre comenta aqui, e simboliza o pessoal que deve prestar atenção afinal sempre esta na série B, 10 anos não? Acontecendo ano passado ou não, a galera deve sim ficar atenta, pois pode estar havendo mudança de resultado como sugere a investigação do STJD e do MP de Santa Catarina.
rss do blog
