Depois do sucesso com o filme de Linha de Passe, se descobriu que o nosso co-irmão, apareceu mais uma vez nas telonas e ninguém se ligou. Conforme colaboração do torcedor Rodrigo Passoni, o mega sucesso “Piratas do Caribe” possuiu muita coisa a ver com a realidade no nosso querido Bvai. Para quem não se lembra o enredo, é só ler o seguinte trecho a seguir:
No século XVII, o navio do pirata Jack Sparrow é saqueado pelo capitão Barbossa e sua tripulação que, a seguir, invade a cidade de Port Royal e rapta Elizabeth Swann, a filha do governador. Com a ajuda de Will Turner, um ferreiro amigo e apaixonado por Elizabeth, Sparrow decide recuperar seu navio. Porém, o navio Pérola Negra, de Barbossa, sofreu uma maldição por conta de um tesouro, fazendo que quem o navegue se torne imortal e vire zumbi à luz do luar. Pior ainda: a grande maldição é que o navio sempre afunda ao se aproximar do litoral. Em outras palavras, literalmente morre na praia…
Qualquer semelhança com fatos da vida real em só pode ser mera coincidência, mas como dizem os entendidos da 7ª arte, que muitas vezes, a arte, imita a vida. Porém, é claro, pensar coisa ruim é só maldade do pessoal, mesmo assim, nunca sabemos confundimos o que é real ou ficção, ou que deixa de ser ficção para ser realidade. Entretanto, disso tudo uma coisa a gente sabe:
ELE SEMPRE MORRE NA PRÁIA…
Abraço do Tainha
p.s.:Acho que em homenagem, o 4º filme da série, que vai sair, deveria fazer uma homenagem ao co-irmão. Primeiro ser rodado no Havaí, e o nome do navio poderia ser mudado. Minha sugestão: Pérola Azul. Alguma sugestão a mais meu caro leitor?
Vou ser bem sincero, não concordo com tudo com o que o Cacau fala, e antigamente eu, pessoalmente, não gostava muito da figura. Mas lendo com mais atenção, depois que vim para o blog, acabei gostando. Polêmico, algumas vezes exageram, mas manezinho e gozador, mesmo com o Avaí, a coluna dele é um sucesso por não cair no “lugar comum” nunca.
Hoje mais uma vez um comentário bom, mesmo que no final descambasse. Acho que não deve ser muito legal estourar um foguete perto da cabeça. Asprilla deve ter um zumbino na cabeça até agora. De qualquer maneira, no fim, ficou engraçado. Arrombaste!Veja aqui a coluna do Cacau completa.
Atitude
A torcida do Figueirense mostrou que tem atitude. Humilhada, com uma goleada atrás da outra, e preocupada com um possível rebaixamento, 40 integrantes da Gaviões, torcida organizada que é apaixonada pelo clube, foram protestar, cantando o hino do clube, durante o primeiro treino de Mário Sérgio na sua volta, no Scarpelli, anteontem. Coisa linda. Estavam todos nos seus devidos lugares, ou seja, nas arquibancadas, com bandeiras e cantando, até que alguém, num ato que teve outro sentido, e não um atentado terrorista patrocinado pela organização do Bin Laden que alguns querem crer, jogou um foguete (Caramuru, três tiros, aqueles das festinhas juninas) em direção ao gramado. Dois jogadores, tão péssimos atores quanto jogadores, num ato grotesto de encenação, se jogaram ao chão, repetindo gesto do goleiro chileno Rojas no Maracanã num jogo contra o Brasil, e que, por ter fingido, recebeu da Fifa uma severa punição.
Se um tapinha não dói, um foguete Caramuru vindo das arquibancadas não faz nem cócegas. Mas serve de recado.
Isso ai, boa Cacau, mandou bem mais uma vez. Acho que o Cacau é um alvinegro enrustido, ele e o Seu Cunha, o avaiano maisenxerido do mundo, mas gente fina. Ele sabe que eu tiro uma casquinha com ele, mas ele mora no coração dos alvinegros!
Cacau, és um visionário, acho que a realidade vai ser a segunda. Sabe como é né meu querido, como já falei aqui no fim do Catarinense: “Quem créu por último, créu melhor!”.
Parece que a repercussão do filme “Linha de Passe” ainda vai longe, e apesar dos torcedores adversários não gostarem muito do assunto, o blog fala sim. Oras… O blog é do torcedor alvinegro, e qual é o torcedor alvinegro que não gosta de tirar uma onda com os pobres avaianos. Uma coisa é muito certa, esse nosso leão vale ouro mesmo!
Hoje no ClicRbs (acesse aqui a reportagem) está sendo vinculada uma matéria traz o roteirista do filme, George Moura em uma conversa sobre a fatídica cena. Algumas partes da entrevista são “interessantes”, se é que vocês me entendem. Alguns exemplos:
“Ele (Avaí) é o exemplar da Segunda Divisão, mas podem ficar tranqüilos que não representa nenhuma ofensa para o Guga ou aos torcedores do Avaí. Não há nada de pessoal na citação”.
“É uma citação aleatória, mas é para fazer uma comparação de quais adversários um time grande, de tradição, de São Paulo, teria que enfrentar (na Série B). Também se fala em outros times, como o 15 de Jaú, e o que faz a mesa rir é o Avaí”.
Se bastasse, para fechar com um “leão de ouro”, o querido George Moura, ao ser indagado sobre como ele imagina a receptividade do filme pelos torcedores do nosso amado e querido co-irmão, ele fala:
Acho que vão receber de forma simpática porque é uma brincadeira bem-humorada, não é uma referência para denegrir o time, é uma piada bem-humorada. Eu acredito na inteligência dos torcedores. […] O torcedor que gosta de um bom futebol vai gostar do filme e não vai ficar ofendido. Aconselho todos os torcedores a assistirem, não só do Avaí, mas de todos os times de Florianópolis.
George, meu pombo, tu és um monstro! Meio inocente, mas tudo bem. A nação alvinegra agradece, e com certeza vai conferir o filme. A torcida é grata, pois conseguiste dar uma alegria, um alento, para nosso alvinegro nessa semaninha “chocha” que estamos passando aqui em Floripa. Quero aqui também estender o meu parabéns a Ana Rosa do ClicRbs que realizou a matéria também, ficou o bixo! Leitor, não perca, leia a matéria no ClicRbs!
E depois ainda a gente ainda fica reclamando da RBS… Uma verdadeira maldade sem pé e nem cabeça. Vai dizer que vocês não gostaram da entrevista?
Como diria Caetano: “Gosto tanto de você leãozinho…”.
Sendo extremamente breve: Não sei se o que é pior. Ver o Figueira jogando que nem a Seleção, ou a Seleção jogando que nem o Figueirense. Quem disse que um dia o Figueira não iria jogar que nem a Seleção?
Garanto que a gente joga melhor. Quem sabe até o Bvaí joga melhor que o time do Dunga. Muito rabugenta essa seleção, tás é doido!
Existem coisas que só o nosso co-irmão consegue fazer. Realmente quando os avaianos clamam que o Avaí é maior que o Figueirense, eles estão certos, não vamos chegar a esse nivel nunca. É no novo filme “Linha de Passe” que o Avaí faz sua estréia como “piada” futebolística mundialmente reconhecida. Segue o trecho da coluna do Mário Marcos de Souza. O Avaí é uma piada futebolística mundial, e melhor, digna de prêmio em Cannes.
Torcedores do Avaí vão ficar contrariados quando assistirem ao excelente e comovente Linha de Passe, o novo filme de Walter Salles, que estréia esta semana em Florianópolis (em exibição em Porto Alegre). Em alguns momentos, temendo o rebaixamento do Corinthians, Cleusa, a personagem mãe de cinco filhos, fanática pelo time paulista a ponto de ir ao estádio mesmo estando grávida, fala com desprezo sobre a possibilidade de ver seu time enfrentar equipes da segunda divisão – e cita especificamente o Avaí, hoje um dos integrantes do G-4. O time catarinense virou razão de brincadeira. Não vai gostar.
Agora não é mais complicado entender porque a atriz Sandra Corveloni (Cleusa) levou o prêmio de melhor atriz em Cannes este ano, afinal, encarnar o drama de uma torcedora ver seu time acabar jogando com o Avaí é algo digno de aplauso. Essa cena em especial deve ter emocionados os jurados franceses. Estes mesmos franceses que tanto gostam do Guga, e assim são familiarizados com a ruindade do time do sul da Ilha, ficaram impressionados com a comoção da atriz. Aliás, não é difícil imaginar a emoção! Esse nosso querido faz coza!
A gente quer ir rumo a Tóquio, o Avaí vai rumo ao Oscar!
Uma das poucas coisas que se viu de positivo ontem no Scarpelli foi a torcida. Não se pode reclamar dela, apesar do agouro alheio, o Scarpelli ontem viu uma casa cheia, ou seja, um belo público para o jogo contra o Flamengo.
A torcida compareceu, porém foi mal recebida. Não somente pelo resultado adverso, mas principalmente pela forma como ela foi tratada pelo policiamento. Foi patética a atuação da PM neste jogo. Eu tenho o maior respeito pelas instituições públicas, e sei que nelas há pessoas muito bem intencionadas, entretanto o que se observou na última quarta, foi uma sucessão de erros bizarros.
Contei meia dúzia de bombas saindo da torcida do Flamengo. Faixas estendidas por toda a torcida grade da torcida adversária. Bandeiras que eram erigidas na maior liberdade, assim como as faixas. Uma daquelas bombas poderia ter decepado a mão de um torcedor, fosse ele do Figueirense, fosse ele do Flamengo.
Mas o que se observou pelo lado do Figueirense?
Rigidez por parte da polícia. Faixas foram tiradas, faixas como “TE AMO FIGUEIRA”, além de outras, as quais foram retiradas, pois não eram cadastradas. Tudo bem, faixas como “FLA DE CARAZINHO DA FLOR AMARELA” estavam cadastradas e que por fim ornamentaram o NOSSO estádio. C-H-E-G-A! Ou se proíbe tudo ou se libera tudo. Inacreditável a falta de homogeneidade de tratamento para com as torcidas. Não acredito em teorias da conspiração, porém muitos erros operacionais os quais, no mínimo, mereceriam uma sindicância interna.
O contribuinte CATARIENENSE exige explicação. Sei que houve a liberação de certos materiais para fazer a festa, mas tudo para entrar é extremamente rodeado de milhões de procedimentos burocráticos. Porém é engraçado observar que estes se mostram eficientes de um lado e ineficientes de outro. Mais uma vez, além da derrota em campo futebolístico, fomos derrotados pela festa da torcida adversária.
A necessidade de chegar a um tratamento igualitário é urgente. A diretoria já fez reunião com a torcida, levou as reclamações e conversou com a PM, mas e a PM? Por fim, e mais humilhante, é ver um torcedor do Flamengo invadir o campo, falar que era sobrinho de coronel, dar entrevista em rádio e tudo mais. Papelão, mas da PM. Só faltou o cara ter entrado pelado. Seria salutar uma manifestação pública por parte da PM.
E A NOSSA TORCIDA?
A culpa não é da torcida, ontem acompanhei tudo de perto, e sou obrigado a dar aos parabéns a Resistência Alvinegra que em certo ponto saiu do seu local habitual e foi ao centro do setor C para tentar levantar a torcida. Não deu, afinal, o time não conseguiu igualmente incentivar a torcida a levantar o grito. Faltou empolgação tanto em campo, quanto nas arquibancadas, mas com certeza, a saída do jogo com dois a zero foi uma baque para todo mundo.
Não foi somente a Resistência Alvinegra que apoiou, é notável, elogiável, e mais do que digno de nota que a Gaviões também chamou a festa. Cantou, vibrou, fez protesto, tudo que podia para tentar incentivar o time. Eu não sei como originou a confusão (posteriormente a postagem alguns leitores que me relataram que a saída da Gaviões para próximo ao vestiário, tinha o intuito de incentivar o time através de músicas, mas eu não posso afirmar, pois estava no setor C), mas sei que durante o jogo estavam eles a incentivar.
Portanto, a torcida não pode ser culpada de nada, afinal, ela compareceu em peso. Porém perdendo de 2 a 0, e jogando de uma forma, que mesmo demonstrando muita vontade, faltava uma equipe, um brilho, algo que não foi visto no Scarpelli com muita freqüência. Erros bobos, bisonhos de passe que nem cabe aqui listar.
A torcida se encontra com crédito, esta na hora do time responder, ou melhor, já passou da hora do time responder em campo.
Por último, que não se diga por ai que é muita pressão para cima do grupo, estamos em uma posição intermediária, imagina se estivéssemos na zona maldita. Se o grupo não encontra psicologicamente em campo estando em uma zona de segurança, o que esperar se for parar nas últimas posições?
Acorda time! Se vocês acordarem conseqüentemente a torcida reage mais ainda. A hora é perfeita, ou urgente no caso, para se mostrar um conjunto vencedor. Acorda, não queremos mais torcer no vazio!
Pessoal, ouvindo aqui a sugestão de dividir o texto um pouco, segue ai a segunda parte sobre a palestra do Juca. Mas quanto a sua participação no Eixo do Mal.
Segue…
Então no fim, mas bem no fim bem no finzinho… Na pergunta derradeira, uma pergunta sobre o Eixo do Mal, e Juca não se escapou. Por que nos somos oprimidos e esquecidos no centro do país?E o Juca não saiu de fininho…
Oras, respondeu o Juca, porque lá em São Paulo, nem 1% da torcida lá é do Figueirense, porque eles têm de saber? Nosotros, meus queridos, que temos de melhor falar dos nossos, privilegiar, nossos times.
Chega desse negócio de ficar arriando as calças para estes times que vem lá do centro. Que o Fluminense é grande time, que o Flamengo é um monstro, o Vasco de várias glorias, e o Botafogo de Garincha. Alô museu! Fluminense é pô de arroz, Flamengo é eguinha pocotó, Vasco é de várias dívidas e o Garrincha morreu faz tempo, e a estrela é solitária mesmo! Palmeiras é pizza, Santos não é tubarão é peixe, São Paulo não é o gigante, é grande, mas não é dois e o Corinthians, aaaaaa o nosso Corinthians ein meu caro Juka, é série B e filial do Figueirense!
Claro que discordei um pouco do argumento dele que ele deve se eximir de saber dos times daqui. Quanto a Folha de São Paulo, pouca gente daqui lê mesmo, mas na internet o buraco é mais embaixo. Os “oprimodos”, meu caro, não são somente 1%, são bem mais. Internet não tem fronteiras, e com 30 milhões de acessos, bastante saiu de fora do eixo do mal. Sim, veja, somos pequenos, mas proporcionalmente em seu blog devemos ter uma boa participação. Se o interesse ainda for econômico, aqui a renda é alta, e patrocinador não quer só audiência, hoje audiência de qualidade, o que também é importante. Então, para uma parte pequena, mas que não é insignificante, por favor, não venha dizer que isso, e isso muito menos corroboram opiniões de que o Figueirense, todo ano, esta para cair. É falta de informação.
O Juca! Tu vais para o chuveiro hoje! Para aproveitar, vou o PVC para o chuveiro também, que mesmo ligando para Florianópolis, falando com o clube só fala que o Figueira vai perder, e as escalações, ai, ai, ai, liga para mim que eu te falo meu querido! Mas não fiquem chateados meus pombos, gosto muito de ler as colunas de vocês, pois do Rio e de Sampa, vocês sabem!
Enfim, para terminar este livro, ao fim que me senti mais feliz, pois me deparei com a situação de que temos aqui na Globo um espaço para a gente meus caros alvinegros. Aqui quem manda é somos nós, e aqui não tem essa de baixar a crista, aqui a gente torce é para o Figueira! Orgulha-te nação alvinegra, só tu és Global!
O futebol tem a cara do Brasil – A impressão sobre a palestra de Juca Kfuri aqui em Floripa.
Falando em jornalismo esportivo poucos são os nomes unânimes em credibilidade e idoneidade, mas um deles é de Juca Kfuri. Mesmo sendo corintiano esse jornalista merece respeito. Mas porque Juca possuiu todo este prestigio?
O corintiano em questão se desprende do lugar comum das picuinhas táticas e intrigas futebolísticas, este jornalista, analisa a sociedade através do esporte. Polêmico e esquerdista não são predicados que sustentaria tal distinção. A grande verdade é que seus posicionamentos de esquerda ante as idéias predominantes na mídia esportiva e mesmo na política esportiva para o Brasil. Não por serem de esquerda, mas por terem um embasamento muito bom, respaldado por uma longa carreira nesta área.
Entretanto os críticos poderiam argumentar: analisar o país através do futebol é errado! No meu entender não. Claro que não é algo esmiuçado, que tudo que queremos entender, poderemos entender através do futebol. Ai é exagerar né meu querido! Mas como já falei algumas vezes, o futebol é uma das poucas marcas culturais de nosso país. Sendo assim é plausível dizer que uma síntese do país se espelha no futebol.
Putz Tainha, eu duvido! Calma que eu exemplifico! Pessoal apresado né istepô!
O Brasil é um exportador nato: várias commodities agrícolas, metálicas, minerais e alguns produtos de alta tecnologia, como aviões, mas é exceção. Do mesmo modo é o futebol, exportamos jogadores, e mal e mal, com algumas exceções conseguimos importar, ou mesmo projetar nossos clubes no exterior. Veja, mandamos os nossos jogadores a preço de banana. Eles chegam lá, jogam, fazem belas partidas, e nos aqui, pagamos TV a cabo para ver jogos da liga espanhola, italiana, inglesa e por ai vai.
E nozes? Nada. Só o Cielo para salvar o Brasil, pois no país do futebol nem mesmo as meninas ganharam o ouro. Uma vergonha, um país com uma economia do tamanho da nossa e não ter o campeonato de futebol mais badalado do mundo. Nós temos matéria prima (jogadores), nos temos meios de produção (clubes), competência técnica (tecnologia de transmissão e tudo mais) e o mais importante, mercado consumidor imenso. Mas pergunta se a gente aproveita bem isso?
Estádios vazios, merchandising fraco, os clubes não conseguem consolidar nem sua marcas de forma mais expressiva. Boa governança então nem se fala, falta nas confederações, nos clubes, até mesmo na justiça desportiva, com arbitragens cada vez mais mal orientadas e treinadas, e regras não muito claras. Tudo isso tira a confiança do consumidor, quer dizer, do torcedor, que deixa de comprar uma camiseta, ir ao jogo, comprar um pacote de jogos para ver em casa e por ai vai.
Qual é o produto disso, cada vez mais gente por ai andando com camisa do Barcelona, do Manchester, quer ver como vai ter uma onda de aparecimento de torcedores do Chelsea aqui com o Felipão lá, grande Big Phill! A gente exporta, mas quem “agrega” valor são eles, e os idiotas aqui consomem. Se bem que o Felipão merece nosso carinho, tadinho do Felipão, e ainda tem gente que acha que ele volta para seleção.
Enfim, o tema era o Brasil, e porque não então dar uma olhada para o futebol, o mesmo sobre o esporte em geral para ver uma caricatura do Brasil? Esse foi o teor do debate, debate não, palestra, pois essa vida agitada do nosso jornalista/pop/workacoolic impediu o moço de ficar debatendo mais umas dez perguntas. A Assembléia, mesmo estando de parabéns pela iniciativa, deveria ter chamado-o depois dos jogos olímpicos, e Juca poderia ter ficado mais um tempinho. Nada como uma palestra a francesa: porção pequena, excelente e deixando você no pensamento “quero mais”. Porém como qualquer coisa assim, barata que não deve ter sido para a ALESC.
Futebol e o Brasil possuem duas caras: Kaká e Ricardo Teixeira, é um lado médico e monstro no futebol. Mesmo assim, ante esta ambigüidade, o futebol é fator de integração social. Futebol não é alienante, mas integralizador da sociedade. Ele é um espelho da organização social deste grande país.
Bem falou então a usar a metáfora, o futebol é como o Brasil, tem duas caras, mas não sabe qual é a dele, e vive como sempre viveu uma crise de identidade. Resumindo: uma bagunça. Assim é com a nossa economia, política, sociedade e nos esportes. Na desordem, a maioria se perde, e somente quem esta por cima do problema, longe da massa alvoroçada, que carcará pega, mata e come. Ninguém sabe, ninguém viu, todo mundo quer estar lá, avoando, como diz o mané, pé no chão é para gente bruta, lá no alto, só pavão, que voa, mas não por suas próprias forças.
Assim caminha a comunidade brasileira: na loucura de um baile carnaval, todos fantasiados, achando que estão se divertindo, sem saber se estão com ou sem fantasia, mas com uma impressão latente que são os bobos da corte. Uma corte que também se fantasia, e se mistura, se faz de bobo, agita a todos em seu entorno, faz a festa e diverte o pessoal. Aliena? Não, une, mas de uma maneira incorreta, pois o cidadão é alienado pela contra propaganda de articulações alto escalão que deveriam ser parceiros das massas. Diferente disso, ao ponto que partem dessa, para uma melhor, através de um desejo indecoroso, assim se unem os virgens e se reproduzem os antigos. Assim nasce e se reproduz o carcará, e que ao fim reproduz o ciclo: pega mata e come.
FUTEBOL NA ERA LULA? Era, virou, vai ser, veremos navios?
O futebol encontra-se mais organizado? Sim, hoje temos o Estatuto do Torcedor e a Moralização do Esporte. Tudo lei aprovada rapidamente e de forma unânime. Ficou comovido? Não fique, são leis óbvias, como o direito a água e luz. Até a regulamentação para com os direitos do torcedor já existiam, mas imagina se eram respeitadas? Clube empresa? Que traria mais transparência e tudo mais? Olha, pelo que eu sei só imagino alguns, e entre eles, por conhecimento de causa, o Figueirense diria eu.
Mas e depois? O que foi feito? Pelo menos sabemos o que queremos? Planejamento? Acho que nem mesmo se sabe muito como utilizar esta palavra aqui no Brasil. Então o Brasil não sabe o que quer da vida? Não? Nada específico! Isso mesmo, o Brasil é essa bagunça, essa esquizofrenia, vive de exceções, e por isso, poucos aparecem. Não é só no futebol, abrindo o olho me diga, quantas são as medalhas do Brasil mesmo lá na China? Até mesmo para o país do Borat estamos perdendo! Vexame internacional?
Claro que não né meu querido, tu acha que a comunidade internacional espera muito mais do Brasil? Já estão acostumados, somente a gente que acredita em um monte de heróis solitários, bancados pelos pais, e não pelo país, que nem namorar namoram para ganhar medalha. Nada se procria aqui no Brasil, só nasce e morre, fugazmente ao sabor do destino e da sorte. Sorte, aliás, coisa que brasileiro tem, pois nem um terremoto descente aqui rola. Mas tudo tem exceção, pois furacão e tornado aqui em Santa Catarina existe.
Assim podemos dizer que o Futebol é um espelho do Brasil. Centralizado em grupos que controlam os clubes (ou o poder) de forma semi-perpetua controlando clubes e federações. Muitas vezes os elementos ficam sob o controle de grupos isolados, sem muitas vezes visar à melhora da coletividade. Assim também acontece na política e igualmente na economia. Enfim, na sociedade toda! Poucos são os lugares onde os dirigentes se revezam, que se qualificam, e estão abertos ao diálogo. Para variar o sul, é exceção, com clubes bem administrados sob estes parâmetros, como Inter, Figueirense e por ai vai.
País de exceções, e uma delas, o nosso Juca, um cara muito legal, gente fina, e hoje compreendo mais suas opiniões, pois formado em Ciências Sócias, a visão esquerdista se entende. De Marx a Ricardo Teixeira, que grande viajem, esta que tem 38 anos, e esperamos que não pare, para o bem do Brasil, tão cedo. Ótima palestra, ótimo jornalista, um ótimo brasileiro. Radical? Talvez, dentro de um país de direita que segue torto, alguém tem de levantar a voz.
Estudante de Economia na UFSC e fotógrafo nas horas vagas, o manezinho Tainha Alvinegra é o blogueiro do maior e mais querido time de Santa Catarina. Viveu grandes momentos do alvinegro, e entre eles o gol de Abimael, aquele que levou o Furacão do Estreito devolta a série A do Brasileiro. Quebra tudo istepô!