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A necessidade da reciclagem

seg, 24/08/09
por diego simao |

Em todo o longo período que a atual diretoria dirige o Figueirense talvez seja esse o tempo de maior desafio e de grande dificuldade.

Primeiro porque vivenciamos um cenário extremamente negativo que necessita de respostas pontuais a cada item da lista que apresento:

•    Treinador contestado;

•    Muitos atletas lesionados;

•    Comportamento despropositado por parte da mídia;

•    Torcedor exigente e insatisfeito;

•    Falta de comunicação;

•    Distância de quatro pontos do “G4” e 10 da liderança, configurando a pior desde então;

•    Elenco ainda em formação;

•    Estádio vazio;

•    Principal rival vivendo uma fase excepcional.

E o maior problema é que avaliando de fora o clube precisa reciclar suas idéias, tentando assim retomar o crescimento que em dado tempo existiu.

As convicções precisam ser revistas e um exercício de humildade precisa iniciar imediatamente visando recolocar o clube e principalmente a equipe nos trilhos, sob pena de com mais resultados negativos o sonho do retorno escorra pelos dedos.

Se o clube possui a terceira maior folha salarial da Série “B” como afirmou um dos dirigentes recentemente, a obrigação, já que a estrutura está entre as seletas do país, é necessariamente brigar pelo título.

Reitero, como fiz recentemente em meu blog, que o clube precisa se comunicar com a torcida (leia aqui), não fazendo o “marketing da embalagem”, mas sim combatendo o comportamento bem identificado pela “mídia azul” e o sentimento negativo já amplamente propagado.

No processo da reciclagem está à necessidade de entender as necessidades da torcida, pois necessariamente precisa-se criar um ambiente de unidade pelo menos entre toda a comunidade alvinegra, antes que até mesmo os atletas passem a acreditar que a conquista é impossível.

O momento é de coragem para arriscar e principalmente investir.

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

O momento é de coragem para a alteração na comissão técnica‏

seg, 10/08/09
por diego simao |

Após uma ótima seqüência de partidas, com pontuação digna de liderança na competição e quando se esperava do Figueirense e principalmente do seu técnico equilíbrio e calma para consolidar o momento de amadurecimento vencendo duas das piores equipes da Série “B” a equipe titubeou.

As razões, na avaliação de todos, é uma só: a inesperada mudança tática nas duas partidas e um processo de invenção rodada a rodada que atinge o limite do aceitável.

Hoje o alvinegro poderia ser um dos líderes da competição, com aproveitamento decisivo para fazer um segundo turno equilibrado ao contar com novas peças que devem aparecer nessa semana.

Espera-se que esses seis pontos não façam falta no final do campeonato e mais do que isso, que não sejam eles a razão pela qual o Figueirense deixe de conquistar pela primeira vez na sua história um título nacional.

O momento é de coragem para a alteração na comissão técnica, reitero o que já deixei escrito nas linhas desse espaço: “o treinador é imaturo e inconstante e esse seu comportamento pode comprometer o projeto alvinegro”.

Por incrível que pareça há muitos outros fatores, que por respeito iremos nesse momento ocultar, que exigem essa necessária alteração do comando técnico da equipe, razões que navegam pelo universo interno e externo do clube.

Hoje há opções no mercado, amanhã já não sei. Fica o pedido para que haja ousadia, caso contrário ficaremos no quase.

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

(Re)Avaliação!

seg, 03/08/09
por diego simao |

O momento requer uma criteriosa avaliação por parte de nossa vitoriosa diretoria quando ao desempenho da comissão técnica alvinegra em alguns jogos pontuais, como foi o último contra a inexpressiva Campinense.
Há momentos que a equipe precisa consolidar seus resultados e mais do que isso “botar a banca” de candidato a título dessa competição. É impossível? Eu tenho sentimento que não.

Para tal, alguns resultados devem ser necessariamente evitados, principalmente quando fica visível a superioridade de nossa equipe, contudo escolhas erradas, que se repetiram, e um posicionamento tático desastroso levaram para insucessos com as equipes do Juventude, Ceará, Atlético Goianiense e Campinense.
O fato se agrava porque nesses quatro adversários o Figueirense vivia o momento da afirmação e mais do que isso de consolidação de sua presença no “G4”. Sem contar que dois deles são hoje adversários diretos pelas quatro vagas.

A um erro identificado e para mim está claro que nosso treinador, Roberto Fernandes, precisa vencer urgentemente a vocação de professor pardal e a imaturidade que normalmente acompanha um novo profissional, sob pena de perdermos o rumo que visa alcançar o único objetivo do ano.

Além disso, carecemos de uma nova opção para o ataque, no mesmo estilo Clodoaldo e um meia, que desde a saída de Pedrinho ainda não veio.

Pessoal, não é difícil, não mesmo. Nossa diretoria formou um grande elenco, com visível diferencial em relação a muitas equipes da Série “B”, mas não podemos pecar nos detalhes.

Sempre pra cima Figueira!

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

E agora torcida?

seg, 27/07/09
por diego simao |


Após uma seqüência de ótimos resultados – são cinco vitórias, um empate e uma derrota nos últimos sete jogos – o Figueirense se habilita de vez na importante disputa do “acesso 2010”. E digo mais: recebe o bilhete do credenciamento para a disputa do título!

O time, sob o comando do até então questionado Roberto Fernandes e com peças importantes oriundas da categoria de base, merece agora o crédito da torcida alvinegra, já que da imprensa ele só vira caso o acesso seja consolidado.

Não sei se todos concordam comigo, mas o sentimento é de dívida com a atual equipe. No primeiro jogo da Série “B”, na vitória com o Ipatinga, um compromisso foi “assinado”: vocês (jogadores) se dedicam, mostram raça e dedicação em cada dividida e nós (torcedores) concederemos o apoio incondicional nos 90 minutos de cada batalha.

Quem não está cumprindo as “cláusulas contratuais”? A avaliação cabe a cada um de nós. Sei que há milhares de abnegados que mostram isso a cada jogo. Todavia, precisamos de mais. Hora de acordar.

De qualquer forma creio que é tempo de esquecermos a necessidade de sermos tratados como cliente, de termos noites quentes e sem chuva, ingressos baratos e novas modalidades de sócios que contemplem até mesmo a entrada com desconto para classes ainda não atendidas.

O Figueirense, o escudo, a camisa preta e branca, a necessidade de continuar entre os grandes, de provar que assim como muitos do futebol nacional daremos a resposta necessária em apenas um ano são os motivos da necessária mobilização.

O Scarpelli já foi eleito o “caldeirão do Brasil”, local em que a equipe adversária previa a presença de uma apaixonada e incondicional torcida. Lugar temido, onde os pontos das conquistas sempre foram paulatinamente resgatados.

De alguma forma isso se perdeu pelo caminho e a culpa pode ser de diversos fatores, que necessariamente devem ser colocados de lado nesse momento. Não como forma de anestesia, mas pela luta maior.

Tenho certeza que não hora oportuna isso será corrigido, no entanto agora devemos dar as mãos chegou, afinal faltam apenas 12 jogos em casa e com neles poderão ser escritas a bela história do retorno.

Começa nessa terça-feira, com o Brasiliense. Estaremos TODOS lá assumindo de vez o compromisso de fazer parte de mais um capítulo de uma necessária e esperada conquista.

PRA CIMA FIGUEIRA!

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

O porquê da desconfiança

seg, 20/07/09
por diego simao |


Precisamos buscar em conjunto a explicação para a causa do abandono que a equipe alvinegra vem enfrentando por seu próprio torcedor.

Ao tempo em que encontra-se uma equipe bem mais equilibrada taticamente, se aproximando cada vez mais do “G4” – o importante é rondar esse espaço até os momentos decisivos para o necessário sprint final –,  com ídolos em campo como Fernandes e Wilson, com boas revelações da base como Lucas e Rafa Coelho, a importante volta de Édson, jovens valores surgindo com a parceria como Egídio e Vinícius Pacheco, entre outros aspectos positivos, nossa torcida não vem fazendo sua parte.

Claro, precisam-se eximir os torcedores que vêm freqüentando o Scarpelli, em qualquer clima e conjuntura, com um comportamento de incondicional apoio, com raras exceções bem localizadas no setor social coberto.

O desempenho é bom e a equipe tende a crescer ao longo do torneio, já que o entrosamento vem aumentado e hoje o aspecto psicológico é favorável.

O percentual de aproveitamento atual de 56% caso mantido coloca o Figueirense sem dúvida alguma entre as quatro equipes que estarão na Série “A” em 2010.

Essas são simples e profundas razões para que o sentimento de desconfiança seja, de uma vez por todas, extirpado do ambiente que transita ao redor do nosso clube, e mais do que isso, as marcas cicatrizadas no coração alvinegro devem necessariamente parar de coçar já que a dor já foi deixada no passado recente.
Reage nação alvinegra, ou iremos identificar os verdadeiros comprometidos com a causa desse ano os quais serão privilegiados no momento do acesso, que oxalá virá!

Á frente do Premiere Futebol Clube não é nosso lugar, pelo menos nos jogos onde a casa do povo ressente de sua histórica e não eventual lotação.

Novas oportunidades existirão e feliz daqueles que souberem saborear os pequenos momentos de uma grande obra de arte que está sendo pintada com raça, dedicação e comprometimento, pelo menos em campo.

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

Um novo e importante componente

seg, 13/07/09
por diego simao |

Raça é uma das características importantes no retorno do Figueirense à disputa

Muita chuva e frio, um campo encharcado e diminuta torcida nas cadeiras verdes do estádio Orlando Scarpelli.

Esses foram os ingredientes que marcaram a importante partida que reaproximou o Figueirense do desejado “G4” na última sexta-feira.

Dentro do campo surgiu o componente “raça”, que não chega a ser uma grande novidade, mas que consolida uma característica essencial na disputa do acesso.

O treinador, que em dados momentos pode ter gerado intranqüilidade a equipe devido ao seu comportamento a frente da casamata, tem conseguido empregar um coletivo espírito de dedicação que vem possibilitando o alcance dos objetivos traçados.

Já se foram duas fases da disputa, com 10 partidas, e o clube supera em um ponto a meta traçada. Embora, ainda é insuficiente para colocá-lo entre as quatro principais equipes.

Aliada a esse importante componente o Figueirense achou novamente um meio campo, em falta nas últimas partidas, o que permitiu que os zagueiros não sofressem com a constante presença do adversário na área e os atacantes fossem alimentados com abundância.

Tudo isso acompanhou a manutenção de Rafael Coelho na artilharia e o importante e belo gol de Fernandes, o verdadeiro craque de Santa Catarina.

Com isso, a união desses fatores e a junção desses componentes colocam de vez o alvinegro na disputa do acesso que anda carente ainda de um dos importantes atores que formam o caminho do retorno, a torcida.
Não deve haver tempo ruim, nem frio, nem chuva, que possam deter o compromisso assumido desde o pontapé inicial da Série “B” no jogo com o Ipatinga.

A torcida precisa voltar, mesmo que sejamos campeões no pay-per-view e que os quase quatro mil abnegados da última partida tenha assimilado com a grandeza necessária o exposto por Ziggy no “Meu Figueira”.

Nesse momento estamos em dívida e precisamos pagá-la tão logo seja possível.

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

Onde estará a solução? Papel da torcida pode ser um diferencial também no orçamento.

seg, 06/07/09
por diego simao |

Resolvi buscar alternativas que possam auxiliar nosso Figueirense a completar o único e grande desafio dentro das quatro linhas do ano. Voltar a Série “A” já em 2010.

Como é possível sem orçamento? Promovo seqüenciais interrogações e afirmações as quais acredito que não tenham resposta e se elas existem muito possivelmente serão negativas.

Os principais grupos de receitas do alvinegro nos últimos exercícios foram, nessa ordem, negociação de atletas, direito de arena, associados e publicidade/patrocínio/royalties.

Se atendo a eles chego à conclusão que a dupla Norton e Paulo terá que superar suas comprovadas capacidades de gestão para fazer novos e maiores investimentos no futebol sem comprometer o caixa do clube e evitando um possível nível acentuado de endividamento.

Vejamos o porquê dessa necessidade de superação administrativa. Dos grandes grupos de receita segundo o histórico do clube o cenário é de queda em todos eles.

1-    A negociação de atletas, embora Roger tenha saído e com certeza sem gerar grandes valores ao clube, deve ser evitada esse ano para que o desempenho técnico melhore e as peças que ora estão dando resultado não sigam o percurso da despedida. Concluí-se que o clube contará para essa temporada apenas com valores oriundos dos negócios gerados no exercício anterior, os recebíveis;

2-    O direito de arena é um dos pontos mais nefrálgicos, já que a redução das cotas para os clubes não pertencentes ao cartel do Clube dos 13 quando rebaixados é assustadora. Dos quase seis milhões do ano passado devem sobrar cerca de 15% somente, ou seja, queda mais que acentuada;

3-    O quadro associativo do clube embora tenha crescido em virtude das novas opções de modalidades deve ter apresentado queda na receita já que houve milhares de migrações de modalidades que pagavam valores integrais para usufruir de descontos que variam de 33% a 50%. O crescimento de cadeiras locadas tem que ser muito grande para superar a receita gerada quando não havia outras possibilidades como sócio estudante, menor e mulher;

4-    Nas áreas de publicidade, patrocínio e licenciamento de marca acredito que o clube tenha melhorado suas fontes de receita, pois manteve a Taschibra, renovou com a Unimed, assinou com a Proimport e tem agora na FILA uma boa opção na comercialização dos uniformes. Contudo, o crescimento não é sensível a ponto de afetar para cima o orçamento, afinal esse grupo de receita entre os três anteriores é de menor impacto.

Pelo balanço publicado na última temporada essas três receitas citadas por último somam um pouco mais de 7% do total. Já as três principais receitas citadas anteriormente chegam a 83%, com um grande percentual dependente da negociação de atletas (44%), 22% com direito de arena e 17% com associados.

A interpretação desses percentuais demonstra que a situação se agrava mais, pois a queda orçamentária esse ano pode atingir 40%.

Sabe-se que existe um ingrediente novo que repete 2001 quando da relação com a CSR, embora não seja a única e grande solução. Realmente o clube tem um novo parceiro na área do futebol, a Brazil Soccer, que aliado as ações da Figueirense Participações tem o desafio de promover a engenharia financeira necessária para buscar novos atletas que possam dar uma opção melhor a comissão técnica. Acredito que essas ações estão planejadas e em curso.

Bom e porque toda essa introdução? Por que sinceramente acredito que está no torcedor um importante papel para minimizar esses grandes problemas enfrentados pela gestão alvinegra que em 10 anos de crescimento vive seu mais complicado desafio: dar uma resposta rápida aos clientes e assim como os grandes (Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Corinthians, etc.) ser o exemplo de “bateu levou”, ou seja, voltar a elite em uma só temporada. O coxa do Paraná, mesmo com o incondicional apoio do C13, não conseguiu.
Necessariamente precisa-se de mais associados e que os mesmo compareçam aos jogos com um comportamento pró-ativo. Além disso, a bilheteria deve ser outra importante alternativa de receita. Em suma, nós torcedores precisamos participar mais.

Ampliando esses dois grupos de receita, já que são os que cada torcedor pode auxiliar de forma mais efetiva, o significado final pode ser um ou dois atletas de nível diferenciado para a seqüência dos embates na Série “B”.

Sei que em meio a esse cenário negativo há outro fator importante: a estrutura do clube. Somos ou não melhor que a concorrência ora posta? Creio que sim.

Então resta confiar e principalmente apoiar. Eu e minha família somos associados.

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

Procura-se um meio campo

seg, 29/06/09
por diego simao |

Principal setor de uma equipe de futebol o meio campo é o alvo da luneta de todos nós alvinegros junto com RF, assim espero.

Procuramos um meio de campo que possa dar sustentação a equipe, protegendo e dando respiro a zaga, além de alimentar com mais constância nosso ataque.

O empate com o Vasco não é um resultado de todo ruim, afinal trata-se de uma equipe melhor técnica e taticamente que o nosso Figueira, mas a falta de um meio campo é preocupante.

Bom, a situação se agrava já que Roger segue o caminho da boa cerveja a exemplo de Felipe Santana. Dupla coincidência já que ambos viveram intensamente períodos de contestação oriundos das famosas cabines das vozes da impaciência e das cadeiras localizadas à frente delas.

Ao longo de toda a Série “B” constata-se pontos positivos como a dedicação de todos os atletas e boas descobertas que bem servirão o presente e o futuro da equipe como outrora.

No entanto, sem um sólido meio do campo esses pontos podem sofrer demasiadamente e vivenciarem períodos de instabilidade.

No jogo do Vasco o que se viu foi justamente isso. Jogadores de grande atuação em outros jogos, como João Felipe e Coelho, sentiram a sensível falta desse setor.

E não há escassez de atletas. Embora questionado Pedrinho é a figura para controlar e cadenciar o jogo, Fernandes o jogador vertical mesmo necessitando de ritmo de jogo e outras boas opções como Carlinhos, Paulinho, Kássio, Alê e o próprio Lucas podem fazer desse setor a origem dos bons resultados seqüenciais.

Atenção: não há terra arrasada! Uma vitória na boa terra coloca a equipe nos trilhos mirando o retorno ao desejado “G4” consolidando um período de jogos com bons resultados e bem próximo de atingir as metas de curto prazo traçadas para o início da competição.

Ressentimos de um melhor posicionamento tático aliado a um meio campo que ocupe um espaço que anda muito vazio nos últimos embates.

Com isso, certamente teremos uma boa seqüência de jogos dando sustentação emocional à equipe e atraindo novamente o compromisso do torcedor tão necessário para o caminho do retorno.

Termino mantendo a crença do acesso e ansiando a apresentação de um jogador experiente como prometido por nossos dirigentes.

Há a receita para o equilíbrio e ela está no posicionamento da equipe. Mãos à obra comissão técnica.

Léo Estrella escreve aqui toda segunda e todos os dias em seu blog – acesse aqui.

Vários retornos no encontro com o Scarpelli

seg, 22/06/09
por diego simao |


Os atletas do Figueirense pediram reiteradas vezes ao longo das duas últimas semanas uma nova postura da imprensa local em relação à edição de notícias e comentários proferidos que carregavam os comuns julgamentos antecipados sobre o elenco alvinegro.
Essa equipe não pode ser avaliada com base nos acontecimentos da temporada passada, mesmo que alguns dos remanescentes da fatídica campanha façam parte do atual grupo de jogadores.
As entrevistas da semana foram claras de quanto às precipitadas conclusões e como elas estavam afetando o estado emocional dos atletas, principalmente dos mais jovens.
Mesmo diante dessa comum pressão, que mesmo sendo parte comum do futebol, tem seu peso de influência.
Com o comportamento de raça e dedicação características já comuns a essa equipe foi possível construir o importante universo de decisivos retornos.
O Figueirense em um jogo só teve a volta da vitória; a volta da comemoração de uma torcida que paulatinamente sufoca sua ansiedade; a volta de um ídolo, torcedor e craque; a volta de um artilheiro; a volta de uma boa participação do treinador e principalmente a volta da tão sonhada tranqüilidade.
Bom esquecesse a cobrança e vivamos enfim um momento de injeção de ânimo, apoio, confiança, comprometimento e comemoração.
Agora o compromisso é com o grande Vasco no Orlando Scarpelli, estádio que não leva apenas o nome do empresário que doou o terreno, mas que carrega na sua característica histórica o berço das vitórias e o ambiente da conquista. Que o Scarpelli seja o Scarpelli nesse importante embate.
Solicito a grande nação que as cobranças e ansiosos comportamentos circundem apenas nos veículos de comunicação e passem longe do verdadeiro universo alvinegro.
Temos um longo caminho pela frente e precisamos necessariamente percorrê-lo juntos. Momento de dar as mãos.

Pra cima Figueira.

Léo EstrellaMais de 30 anos, alvinegro de nascença, trabalha com sports marketing e marketing de produtos e varejo, ama e vive Florianópolis, formado em administração e especialista em marketing e gestão empresarial nas horas vagas dedica seu tempo a leitura, escrita, família, gastronomia, diversão e claro ao “mais querido”. Não viemos a passeio…

Momento de Reavaliação

seg, 15/06/09
por diego simao |

Confesso que rompo a promessa que fiz para mim mesmo em evitar de usar esse espaço para avaliações que envolvam a ordem técnica e tática de nosso time.

Contudo, o momento está a requerer uma cirúrgica avaliação quanto às razões que levaram os péssimos resultados das últimas quatro rodadas, que exigem do clube, com base na meta traçada, três vitórias e um empate nas próximas rodadas encerrando assim a segunda fase com o número de pontos propostos.

Há muitos aspectos positivos que podemos levantar, antes de pontuar os equívocos cometidos e que nos leva a posição atual na tabela.

Temos um elenco para brigar de igual para igual com qualquer clube da Série “B” e com ligeiras vantagens frente à maioria das equipes. Até mesmo nas derrotas podemos constatar que com maior tranqüilidade e melhor postura tática os objetivos seriam alcançados e nesse momento haveria já gorduras que seriam importantes no decorrer da disputa.

Temos bons laterais, fato raro no futebol de hoje, como Lucas e Egídio, um grande goleiro, mesmo com a rara falha da última partida – Wilson estava ansioso em virar o jogo e antes de pegar a bola já pensava em lançá-la para o contra-ataque – temos bons zagueiros Toninho, João Filipe, Régis e Dieyson misturando experiência e juventude, há uma lista de bons volantes como Róger, Alê, Carlinhos e Paulinho, meias que podem sem dúvida resolver, principalmente com a volta do ídolo Fernandes – tenho convicção que Pedrinho e Kássio serão muito úteis ainda principalmente quando a equipe se equilibrar emocionalmente, e no ataque há opções capazes de fazer os gols necessários, principalmente o artilheiro Rafael Coelho e Schwenck.

Há também atletas que ainda devem estrear, como alguns dos recém contratados.

Bom, então onde está as falha?

Não tenho medo de diagnosticar, mas antes quero deixar bem claro que os clubes que subiram nos últimos anos tiveram a coragem de manter os técnicos ao longo das 38 partidas. Logo, minha opinião é que deve-se manter o comando nas mãos de Roberto Fernandes evitando ter de iniciar um novo projeto de período em período, a exemplo da temporada passada.

Mas o jovem treinador, que ainda busca espaço no mercado, precisa reavaliar algumas decisões tomadas nas últimas partidas, entre elas gostaria de citar:

1. Os resultados negativos não podem ser transferidos em virtude da falta de experiência da equipe, pois é com esse mesclado elenco, com a maioria de jovens, que haverá de cumprir a meta de terminar o ano entre as quatro equipes que sobem da “B” para a “A”;

2. O comportamento a beira do gramado não pode ser confundido da motivação necessária para a cobrança indevida que gera intranqüilidade. Se a equipe é jovem precisa de incentivo e segurança por parte do comandado;

3. O Figueirense necessita de um meio campo, com meias de armação capazes de prender a bola, dando fôlego aos zagueiros e alimentando com constância o ataque, o que ainda não existe hoje. Nas últimas quatro partidas o que se viu foi um grande vazio nesse principal setor do campo e constantes ligações diretas;

4. Os atletas devem ser aproveitados dentro de suas valências e nas suas posições. Um exemplo: Schwenck não pode ser meia armador tendo opções como Pedrinho e Kássio no banco. Não deu pra entender essa escolha em duas das últimas partidas;

5. A insistência com jogadores que não estão rendendo não é saudável. Clodoaldo entra e não acrescenta nada, Totó não merece está entre os titulares e Perone está sem condições psicológicas para defender o time em campo principalmente quando a opção é por dois zagueiros.  Deixando esse trio de fora nesse momento as coisas serão facilitadas em campo.

Corrigindo alguns pontos, entre eles o que arrisquei a citar, sem dúvida alguma iremos voltar ao prumo e paulatinamente atingiremos a meta necessária para retorno a zona de classificação.

Vale a reflexão para qual equipe conseguiu as duas vitórias na competição, é dela que deve partir a montagem para estruturar o time para os dois próximos confrontos em casa.

E antes de culpar a diretoria, tendência comum atualmente em nossa torcida, aviso que os esforços foram feitos para que com esse elenco ora em formação o clube repita 2001.

São atletas contratados, com ampla concordância dos entendidos de planta os quais me abstenho de citar, além de uma necessária parceria que amplia o fôlego financeiro para a formação do elenco.

Há bons atletas e estrutura de trabalho para que o caminho do acesso comece a se desenhar.

Muitos não irão acreditar, pois se prendem a necessária mais simplista avaliação da tabela de classificação, estamos no caminho certo.

Pra cima Figueira.

Léo EstrellaMais de 30 anos, alvinegro de nascença, trabalha com sports marketing e marketing de produtos e varejo, ama e vive Florianópolis, formado em administração e especialista em marketing e gestão empresarial nas horas vagas dedica seu tempo a leitura, escrita, família, gastronomia, diversão e claro ao “mais querido”. Não viemos a passeio…



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