Pitáticos - Funcionando pela metade

Mário Sérgio praticamente repetiu a escalação do jogo contra o Cruzeiro para o jogo contra o Atlético-MG. A diferença: a saída de Jackson para a entrada de Marquinho, com o recuo de Magal para a cabeça da área.
Nos dois jogos, o sistema implantado por Mário Sérgio funcionou pela metade. Contra o Cruzeiro, o ataque voltou a fazer gols. Foram três numa partida pela primeira vez da vitória de
Claro que o posicionamento foi diferente nos dois, apesar do mesmo sistema tático. Contra o Cruzeiro, em casa, e num campo de dimensões menores, o Figueira adiantou um pouco mais a marcação e jogou mais dentro do campo ofensivo. Contra o Galo, fora de casa e num campo de grandes dimensões, o time manteve quase sempre nove ou 10 jogadores atrás da linha da bola, marcou a partir de seu próprio campo e tentou utilizar o contra-ataque como arma para vencer o jogo.
No início da partida havia um erro no posicionamento. Diogo avançava demais para bater com César Prates, o ala adversário, e deixava espaço para as investidas de Marques pelo setor. Com isso, o atacante do Galo ficava sempre no mano-a-mano contra Alex. Mário Sérgio corrigiu rapidamente isso e Marques parou de ter tanta liberdade.
Você pode não gostar das opiniões de Mário Sérgio, de sua concepção de futebol, do jeito que ele arma o time ou das suas escolhas na hora de escalar o onze titular. É inegável, no entanto, que o polêmico técnico imprime sua marca à equipe e lhe dá um padrão de jogo. O time hoje continua com limitações e deficiências, mas não é mais aquele amontoado perdido em campo, debilitado emocionalmente, quase à beira da depressão, dos tempos de PC Gusmão.
O maior desafio, no entanto, é encontrar o equilíbrio entre uma defesa consistente e um ataque efetivo. O time precisa mesmo se proteger na defesa, mas tem que articular melhor sua saída para o campo ofensivo. Não pode errar passes fáceis o tempo todo. A partir do momento em que corrigir isso, o time voltará a vencer jogos fora de casa e a obter resultados melhores do que o empate contra o Atlético Mineiro.
Ney Pacheco
Jornalista alvinegro e que escreve também para o blog Furacão Alvinegro
rss do blog
Newton de Mendonça | Qui, 02/10/08 | 10:57
Eu acho que o Figueirense contra o Atlético-MG perdeu uma grande chance de arriscar uma vitória! Jogou pelo empate e agora vai ter que conseguir três pontos contra o Vasco, que apesar de estar em crise, tem um estádio que favorece a pressão dos torcedores na arquibancada. Agora…se o Figueirense sair com um gol na frente, tem tudo para aproveitar o desespero vascaíno e ganhar o jogo.
Rafael Petry | Qua, 01/10/08 | 20:18
Parabens Ney! Legal! Gosto muito do teu blog tambem! Abraços! Quem sabe contra o Vasco possamos unir o bom jogo ofensivo contra o Cruzeiro e o bom jogo defensivo contra o galo! Abraços!!!!
SEU CUNHA | Qua, 01/10/08 | 19:50
A diferença esta na qualidade de Cruzeiro e Atlético, simplesmente ai, e outra de um jogo em casa e outro fora, nada de muito especial não.
Assim foi quando o PC Gusmão aqui chegou, começaram a falar isso e aquilo, nova postura, time com mais qualidade e coisa e tal, melhor não ir com muita sede ao pode. As chances de o figueira cair hoje estão maiores do que conseguir uma vaga para a Sul Americana, para quem sonhava em Libertadores, hoje o sonho já é só permanecer.
Tainha fosse muito feliz neste post, ao dizer que quando um setor funciona o outro não, mas isso meu caro é notório que a qualidade do elenco é mínima para um time de série A. O ferrolho que o Mário montou e consegui segurar o Atlético, mas o Atlético né.
Mas o figueira terá que jogar, ficar esperando o adversário e tentar a sorte num contra ataque vai ser o mesmo que apostar na loteria.
Todos estão dizendo que o importante é o figueira não tomar gols, e fazer? Fazer vai ser muito mais importante, porque o figueira tem que vencer, principalmente contra o Vasco, mas se empatar o Vasco continuará atrás, certo, só que tem mais times juntos e o Vasco hoje é o penúltimo, ou seja um empate pode trazer o figueira para o rebaixamento.
Jorge Alvinegro | Qua, 01/10/08 | 17:57
Prezado Tainha,
Concordo inteiramente com a análise do Ney. Falta encontrar o equilíbrio, e ele se dará a partir do momento em que o meio campo acerte três ou quatro passes no contra-ataque. Viu-se no jogo contra o Atlético-MG, a possibilidade de retomada rápida e conseqüente surpresa à defesa adversária, mas erraram-se passes fáceis, seja por afobação, seja por deficiência técnica. De qualquer modo o Figueirense voltou a ter uma cara: time fechado e pronto a responder com velocidade. Porém, há necessidade de que as oportunidades de contra-ataque não sejam desperdiçadas, a exemplo do que fez o Ipatinga contra o mesmo Vasco que iremos enfrentar. É um jogo onde poderemos começar a afastar o risco de rebaixamento, e toda a atenção deverá ser exigida da equipe.
Nem discuto mais escalação, penso que o treinador Mário Sérgio tem uma concepção do que acha melhor, e ao que parece, suas idéias estão sendo aceitas pelos jogadores.
Avante Figueirense.
Um abraço.
Zé da llha | Qua, 01/10/08 | 15:43
Caros alvinegros, certo dizer que o figueira só depende de si, o Mário Sérgio vai ter que arrumar um jeito de ajustar o time dentro de campo, coisa que ainda não ocorreu na mão dele. Bem colocado pelo blogueiro neste post. Quando o ataque funciona a defesa não, quando a defesa funciona o ataque não. Defender num jogo contra o Atlético Mineiro também não é nenhuma façanha, pior é não marcar gols.
É isso, esperar pelo menos empenho contra o Vasco, jogo cheio de espectativas. Um empate é bom? Talvez, só que um empate pode colocar o figueira na tão temida zona de rebaixamento dependendo de outros resultados, ai sim o figueira passa a jogar seus proximos jogos dependendo de outras equipes.
Du (Biguaçu) | Qua, 01/10/08 | 15:07
Concordo com o que você disse, porém acho que estamos no caminho certo e vamos mudar isso.
Vamos detor no Vasco e deixar um a menos na nossa briga.
Falow rapazi.