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O “São Paulo 2008″ do Perrone…

Qua, 04/06/08
por daniel perrone |

Amigos TRI Mundiais,

Desde que a redondinha foi inventada para a prática do futebol, sempre houve no mundo da bola as infalíveis discussões em torno de times, esquemas e contratações. Talvez seja por isso que o futebol seja uma paixão tão envolvente; cada torcedor tem sua teoria, cada um tem a sua escalação e o “Judas da vez” do seu clube.

É engraçado como nós, torcedores, de uma maneira “geral” mudamos da água para o vinho nossos heróis e vilões. Antes da Libertadores 2005 Rogério Ceni era considerado por muitos o “câncer” do São Paulo. O ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, no início de seu mandato, era um péssimo presidente. Amoroso chegou como herói, virou vilão e áté hoje é cogitado por alguns para voltar a defender o Maior do Mundo e por aí vai…

O mundo da bola é tão fantástico que não envolve apenas as quatro linhas de dentro do gramado. Ela vai muito além: Antes e depois do espetáculo, nos botecos, na roda de amigos, na tiração de sarro da empresa… enfim, por todo lugar existe alguém discutindo futebol com a “categoria” de um técnico, de um presidente de clube, de um atleta.

Sábias palavras aquelas que dizem que no Brasil há mais de 200 milhões de técnicos.

Para alimentar ainda mais o nosso papo, como mais um torcedor apaixonado pelo nosso glorioso e inatingível TRI Mundial, vou apresentar as minhas soluções para o time em 2008. Quero deixar claro que são apenas idéias “fictícias” do torcedor Daniel Perrone, isso quer dizer, não sei se atleta “X” que eu comentei virá ou não. É apenas o “meu” tricolor 2008…

Para mim, por mais que os diretores do tricolor falem que o São Paulo não tem jogado sem um meio campista organizador desde 2004, é óbvio que um dos problemas do time é a armação de jogadas. Os atacantes tem que ser alimentados corretamente. Por isso, se eu tivesse grana e houvesse a possibilidade, não pensaria duas vezes em trazer Zé Roberto para o Brasil. O cara é experiente e tem talento suficiente para comandar o time. Jogando “livre” de responsabilidades (como fazia no Santos) cairia como uma luva no time, tal qual Pita na década de 80. Se houvesse essa possibilidade no “melhor dos mundos”, Zé Roberto seria, para mim, o cara!

Nas laterais eu não traria ninguém, ou melhor, dispensaria o grande Júnior e venderia Richarlyson. Júnior sem dúvida foi um grande atleta para o tricolor e seria recompensado, encerrando sua vitoriosa carreira no Vitória (clube onde começou). Richarlyson, se tivesse mercado, seria vendido rapidamente para a aquisição de um volante como Ibson ou até mesmo pagamento para uma hipotética volta de Mineiro. Pode fazer sucesso na Europa, como fez Taddei e Júlio Batista. Aqui no Brasil e, principalmente no São Paulo, não dá. Abraço!

Rafael e Cazumba, para mim, já mostraram uma característica que falta nos nossos meias e sobra em times como o Flamengo: iniciativa e coragem. Por mim colocava os dois moleques e falava “vai para cima dos zagueiros e cruza bolas na área” - tal qual fazia Ilsinho e Serginho (nos velhos tempos). Fabricar um camisa 10 é difícil, mas dois alas velozes não é tão difícil assim para nosso CFA. Vai dar certo? Não sei, depende do talento deles, mas eu vejo potencial nos dois. A defesa, com três zagueiros e os volantes tem por obrigação segurar as costas dos caras. Além do mais, se Rafael não der certo, temos o Jancarlos que ainda não provou seu potencial, Éder, Joílson… Essa é minha opinião.

No ataque eu preferia esperar a trazer alguém, até porque não acredito em ninguém viável no mercado com o mesmo nível do Adriano. Talvez França seria uma boa, por sua identidade com o tricolor, mas tenho minhas dúvidas. O certo é que manteria Borges e Dagoberto no ataque, com Aloísio e Éder Luis entrando para incendiar os jogos. Aloísio é importante para o grupo e sempre que entra ajuda. Éder ficaria para os arranques finais de contra-ataque, no velho estilo “ferrolho tricolor”. Não foi assim que a gente ganhou os dois últimos brasileiros?

Enfim, resumindo: Um belo meia, uma chance para a molecada e, quem sabe a chegada de alguns bons nomes como Mineiro, Ibson e França (se tiver condições - O Reffis sabe) seria a minha sugestão. Deve ser parecida com a de muitos internautas, por isso gostaria de deixar em discussão.

Ah, o técnico. Não mandaria ninguém embora, a princípio. O campeonato está aí e já ganhamos dois com Muricy. Eu o deixaria (obviamente com essas ressalvas acima) e já prepararia um novo nome com potencial ou competência como um Paulo Autuori, um Adílson Batista ou até mesmo, quem sabe, o Luxemburgo, desde que domesticado nos padrões São Paulo Futebol Clube, isso e, sem querer mandar em tudo.

Sem dúvida, este será o ano mais difícil dos últimos tempos. Ninguém vai quer engolir o “tricohexa” portanto, se preparem para combates duros todas as semanas. Vou esperar essa janela européia com ansiedade. Quero ver quem chega e quem sai no futebol brasileiro. Com velas acesas, claro.

Cada um tem seu ponto de vista e não existe certo ou errado dentro do mundo do torcedor. Mande você também soluções. Vamos esquentar o debate.

Opine, palpite, participe do Blog do Maior do Mundo!

PS: O tricolorzinho sub-17, atual campeão mundial 2007, está em mais uma final mundial da categoria. O time ganhou do Barcelona nas semi-finais nos pênaltis. O goleiro Richard foi o grande destaque do jogo, pegando um pênalti e convertendo o dele. É a força do Maior do Mundo e também o mais reconhecido mundialmente!

Qua, 28/05/08
por daniel perrone |

musas710


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